{"id":12983,"date":"2018-03-15T08:00:28","date_gmt":"2018-03-15T11:00:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=12983"},"modified":"2018-03-15T02:03:24","modified_gmt":"2018-03-15T05:03:24","slug":"anomalia-magnetica-do-atlantico-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2018\/03\/anomalia-magnetica-do-atlantico-sul\/","title":{"rendered":"Anomalia Magn\u00e9tica do Atl\u00e2ntico Sul."},"content":{"rendered":"<p>Um paragrafozinho de experi\u00eancia pessoal e depois prometo que vamos para a parte cient\u00edfica, ok?<\/p>\n<p>Quando ainda trabalhava em uma grande multinacional e fazia viagens ao exterior a trabalho, algo me surpreendeu: pa\u00edses aos quais eu ia com uma expectativa negativa, como por exemplo, o Panam\u00e1, me pareciam maravilhosos e me traziam uma paz e um bem estar incr\u00edveis. N\u00e3o havia nada ali que justificasse social ou culturalmente o qu\u00e3o bem eu me sentia, no entanto, minha vontade sempre era ficar e n\u00e3o voltar ao Brasil. O auge disso se deu no passado, quando vivenciei a experi\u00eancia mais inexplic\u00e1vel da minha vida: fugi do carnaval indo para Ushuaia, a \u00faltima cidade do planeta. Quando desci do avi\u00e3o e pisei no ch\u00e3o, todas as ideias se assentaram, se acomodaram na minha cabe\u00e7a. Senti uma clareza, uma serenidade e um aumento de consci\u00eancia que nunca antes havia experimentado. Al\u00e9m disso, outros sintomas f\u00edsicos que vou narrar mais adiante. Ent\u00e3o, eu atesto empiricamente tudo que vou escrever daqui para frente. Desfavor Explica: Anomalia Magn\u00e9tica do Atl\u00e2ntico Sul.<!--more--><\/p>\n<p>Antes de mais nada quero dizer que n\u00e3o estamos falando de uma teoria da conspira\u00e7\u00e3o ou de uma especula\u00e7\u00e3o n\u00e3o comprovada. A Anomalia Magn\u00e9tica do Atl\u00e2ntico Sul (caso queiram pesquisar em ingl\u00eas: SSA &#8211; South Atlantic Anomaly) \u00e9 comprovada, isto \u00e9, existe. Fato. O que se discute \u00e9 sua causa e o impacto que ela tem em humanos. Como foi descoberta recentemente se considerarmos o tempo da ci\u00eancia (d\u00e9cada de 40\/50) ainda tem muita coisa mal explicada. Vamos tentar entender esta belezura?<\/p>\n<p>O planeta Terra tem um campo eletromagn\u00e9tico que o protege, entre outras coisas, de radia\u00e7\u00f5es externas, como por exemplo, a que vem do sol. At\u00e9 a\u00ed, normal, inclusive desej\u00e1vel, pois se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos essa prote\u00e7\u00e3o, n\u00e3o seria vi\u00e1vel para seres humanos a sobreviv\u00eancia neste planeta. Ent\u00e3o, imagine um grande escudo invis\u00edvel, como uma capa de chuva, um filtro eletromagn\u00e9tico, que repele parte da radia\u00e7\u00e3o solar, filtrando o que chega at\u00e9 a gente, protegendo a Terra. Bancana, n\u00e9? Mas, ao que tudo indica, algo desconfigurou \u2013 e n\u00e3o temos o telefone do suporte para pedir ajuda.<\/p>\n<p>Para entender esta bel\u00edssima dana\u00e7\u00e3o c\u00f3smica, precisamos entender como esse campo eletromagn\u00e9tico, nosso \u201cescudo\u201d, funciona. Simplificando de forma tosca, quando esses raios nocivos v\u00eam do espa\u00e7o, s\u00e3o \u201cbarrados\u201d por esse filtro, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 uma cancela de condom\u00ednio onde um porteiro pergunta: \u201cvai aonde, senhor?\u201d. \u00c9 algo um pouco mais violento.<\/p>\n<p>Estes raios que v\u00eam em dire\u00e7\u00e3o ao nosso planeta colidem com \u00e1tomos e mol\u00e9culas da atmosfera terrestre, \u00e9 como um grande acidente de carro envolvendo ve\u00edculos muito, muito pequenos. Desta colis\u00e3o, simplificando bastante, surge um lixinho, escombros do que sobrou (papo t\u00e9cnico: n\u00eautrons que se desintegram em pr\u00f3tons e el\u00e9trons), que acabam entrando na nossa atmosfera terrestre.<\/p>\n<p>Se ca\u00edssem por igual, espalhados por todo o planeta, como uma chuvinha homog\u00eanea, estaria de boa. S\u00f3 que n\u00e3o. O resultado desse impacto de concentra em determinados pontos, o que mostrou que nesta regi\u00e3o, o magnetismo \u00e9 bem maior. Esses pontos atraem n\u00e3o somente esse \u201clixo\u201d resultado de colis\u00e3o como tamb\u00e9m part\u00edculas vindas do sol que conseguiram furar o bloqueio (papo t\u00e9cnico: \u00edons h\u00e9lio) e outros. Assim, se percebeu que existe um \u201cburaco\u201d no campo eletromagn\u00e9tico que nos protege.<\/p>\n<p>Esta \u00e1rea que acumula porcarias c\u00f3smicas se chama Cintur\u00e3o de Van Allen.  Tanto o campo magn\u00e9tico maior como o ac\u00famulo de lixo c\u00f3smico afetam a vida daqueles que passam muito tempo nessa regi\u00e3o e, olha que  b\u00ean\u00e7\u00e3o, uma das partes mais problem\u00e1ticas do Cintur\u00e3o de Van Allen est\u00e1 bem acima das nossas cabe\u00e7as, pairando sobre o Brasil, como mostra a ilustra\u00e7\u00e3o desta postagem. Meus queridos, nunca mais se gabem de que no Brasil n\u00e3o h\u00e1 terremotos, tem algo que pode ser bem pior: uma anomalia eletromagn\u00e9tica tenebrosa!<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 especula\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma constata\u00e7\u00e3o cient\u00edfica: o campo magn\u00e9tico da Terra \u00e9 bem mais forte nessa zona do Atl\u00e2ntico Sul do que em qualquer outra regi\u00e3o do planeta. \u00c9 uma esp\u00e9cie de \u201cmagnetismo extra\u201d, nesta \u00e1rea a pot\u00eancia \u00e9 entre cinco a seis vezes mais intensa do que o normal. A coisa \u00e9 t\u00e3o forte que j\u00e1 causou danos a astronautas que est\u00e3o no espa\u00e7o parados por muito tempo acima dessa \u00e1rea. N\u00e3o estamos falando de pequenas oscila\u00e7\u00f5es, \u00e9 t\u00e3o expressivo que cientistas do mundo todo se preocupam em tomar alguns cuidados quando sat\u00e9lites passam por aqui. <\/p>\n<p>E n\u00e3o estamos falando de um sat\u00e9lite mal feito do Cazaquist\u00e3o. Por exemplo, a Esta\u00e7\u00e3o Espacial Interaciona precisou ser coberta por um revestimento especial antes de passar por esta \u00e1rea. A forte radia\u00e7\u00e3o afeta o funcionamento de eletr\u00f4nicos no geral, muitos sat\u00e9lites simplesmente param de funcionar quando passam pela \u00e1rea. Para que voc\u00eas tenham uma ideia, o bicho pega de tal maneira que quando o  Telesc\u00f3pio Hubble passa por cima das nossas cabe\u00e7as ele \u00e9 desligado, para evitar que a radia\u00e7\u00e3o distor\u00e7a seus dados ou at\u00e9 mesmo afete seu funcionamento fazendo tudo pifar. <\/p>\n<p>Obviamente que algo desta propor\u00e7\u00e3o tem efeitos tamb\u00e9m nos seres humanos, maiores ou menores, dependendo de sua sensibilidade. Sabemos quais s\u00e3o? N\u00e3o sabemos quais s\u00e3o, olha que alentador! O que se sabe \u00e9 que a intensidade do fen\u00f4meno est\u00e1 aumentando progressivamente. Ao que tudo indica, seu \u00e1pice de intensidade \u00e9 uma regi\u00e3o que fica exatamente acima de S\u00e3o Paulo e, em m\u00e9dia, seus efeitos mais intensos s\u00e3o sentidos duas vezes ao ano: uma em fevereiro e outra entre setembro e outubro. O motivo? Foi mal, ningu\u00e9m sabe.<\/p>\n<p>O que se sabe \u00e9 que de tempos em tempos o sol tem uns siricoticos (papo t\u00e9cnico: tempestades solares) para os quais o resto do mundo tem um guarda-chuva e n\u00f3s nem tanto. N\u00e3o estamos falando de ser atingidos por meteoros ou algo palp\u00e1vel, estamos falando de energia, magnetismo, radia\u00e7\u00e3o. Por exemplo, em agosto de 2012 o sol se emputeceu, provocando uma erup\u00e7\u00e3o tamanha que impactou o planeta Terra todo. Suponho eu que quem tinha menos prote\u00e7\u00e3o saiu com alguma sequela.<\/p>\n<p>Quando se trata de efetivamente discutir o efeito em seres vivos, principalmente seres humanos, a comunidade cient\u00edfica n\u00e3o tem respostas. Com o perd\u00e3o do termo pouco cient\u00edfico: seu cu que n\u00e3o nos afeta! Talvez quando tenha sido detectada pela primeira vez, na d\u00e9cada de 60, n\u00e3o afetasse, nas agora, quase 70 anos depois e crescendo exponencialmente, acho muito improv\u00e1vel que n\u00e3o afete. Eu mesma sinto claramente a diferen\u00e7a ao me deslocar para regi\u00f5es fora desta desgra\u00e7a.<\/p>\n<p>H\u00e1 teorias da conspira\u00e7\u00e3o dizendo que \u00e9 o ser humano quem causa isso, pois haveria algo oculto acontecendo na regi\u00e3o encoberto pelos pa\u00edses. Olha, considerando que os pa\u00edses afetados s\u00e3o Brasil, Uruguai, Paraguai e parte da Argentina, eu sinceramente duvido. Dessa vez a culpa n\u00e3o \u00e9 do ser humano, ao menos n\u00e3o de forma direta. Esses pa\u00edses n\u00e3o conseguem nem enviar um sat\u00e9lite para o espa\u00e7o se quiserem. Al\u00e9m de teorias da conspira\u00e7\u00e3o, este fen\u00f4meno tamb\u00e9m inspirou a fic\u00e7\u00e3o, entre outros filmes e seriados, roteiristas dizem que se inspiraram na AMAS para criar o roteiro de Lost.<\/p>\n<p>Esta \u00e1rea foi apelidada de \u201cTri\u00e2ngulo das Bermudas Espacial\u201d, gra\u00e7as aos eventos inexplic\u00e1veis que causa, em especial, desaparecimentos. Aeronaves e embarca\u00e7\u00f5es podem sofrer panes el\u00e9tricas dependendo do momento e da exata localiza\u00e7\u00e3o. H\u00e1 quem diga que o submarino argentino desaparecido no final de 2017 foi v\u00edtima deste efeito. Pa\u00edses civilizados reportaram que na data do seu desaparecimento foi detectada uma anomalia na regi\u00e3o, decorrente da AMAS. Uma falha nos radares explicaria uma colis\u00e3o e o desaparecimento do submarino. N\u00e3o \u00e9 algo novo, j\u00e1 aconteceu nesta \u00e1rea antes.<\/p>\n<p>Voc\u00ea deve estar se perguntando por qual motivo n\u00e3o investigam este fen\u00f4meno um pouco melhor, afinal, parece algo expressivo. Olha, tentaram. A \u00faltima vez foi em 2010. Criaram um projeto que custou mais de 800 milh\u00f5es de d\u00f3lares, enviando uma estrutura ao espa\u00e7o para monitorar essas anomalias magn\u00e9ticas, em uma miss\u00e3o curta, que duraria 60 dias e seria suficiente para entender melhor o que estava acontecendo atrav\u00e9s de um telesc\u00f3pio e de medidores criados para esta finalidade. Foi engra\u00e7ado: assim que chegou perto da regi\u00e3o, tudo parou de funcionar. O equipamento se perdeu. A miss\u00e3o foi um fracasso total. N\u00e3o foi a primeira vez que isso aconteceu e provavelmente n\u00e3o ser\u00e1 a \u00faltima.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, a pergunta \u00e9: como pesquisar algo que n\u00e3o pode ser observado nem medido, pois eletr\u00f4nicos entram em pane quando chegam perto? Se voc\u00ea n\u00e3o sabe, n\u00e3o fique triste, os cientistas tamb\u00e9m n\u00e3o. Ao n\u00e3o entender o que \u00e9, desconhecem o efeito que pode causar em seres humanos. O que se sabe \u00e9 que o magnetismo, por si, pode causar ou curar doen\u00e7as. N\u00e3o h\u00e1 estudos conclusivos, at\u00e9 porque, \u00e9 tudo muito recente, a coisa s\u00f3 come\u00e7ou a ser investigada a fundo no que diz respeito \u00e0 sa\u00fade humana em 1990. Mas, h\u00e1, no m\u00ednimo, fortes ind\u00edcios de que magnetismo pode sim afetar (para o bem ou para o mal) doen\u00e7as relacionadas com: c\u00e2ncer, dores cr\u00f4nicas, regenera\u00e7\u00e3o de fraturas \u00f3sseas e algumas doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas.<\/p>\n<p>O que posso dizer da minha experi\u00eancia pessoal: tive Chikungunya, uma vers\u00e3o forte, que me tirou das minhas atividades normais como academia, por mais de um ano. As dores frequentemente me impediam de desempenhar atividades rotineiras do dia a dia, como mastigar alimentos, desembara\u00e7ar o cabelo e at\u00e9 amarrar meus sapatos. Houve um per\u00edodo em que era t\u00e3o penoso digitar que eu demorava cerca de quatro horas para finalizar um texto para o desfavor.  Fiquei um ano com severas dificuldades de locomo\u00e7\u00e3o. No auge desta dor, no meio desse per\u00edodo, fiz uma viagem de 15 dias para Ushuaia no carnaval (fevereiro, lembram? Pico da dan\u00e7a\u00e7\u00e3o dos efeitos eletromagn\u00e9ticos). Assim que pisei no solo, as dores desapareceram. Subi montanha, corri, pulei. Me senti extremamente bem, mental e fisicamente, como nunca antes havia me sentido. Ao voltar ao Brasil, voltaram as dores, que continuaram incapacitantes por mais seis meses.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, se voc\u00ea est\u00e1 sofrendo com algum destes problemas, eu sinceramente acho que vale uma tentativa de ir para um lugar do planeta menos eletromagn\u00e9tico zicado, nem que seja apenas para fazer a sua experi\u00eancia e dizer se sente alguma melhora. Provavelmente os efeitos n\u00e3o s\u00e3o os mesmos para todas as pessoas, nem em igual intensidade, voc\u00ea s\u00f3 vai saber se tentar. Mas, acredite, vale a pena tentar, \u00e9 libertador quando d\u00e1 certo.<\/p>\n<p>E, para finalizar, quero refor\u00e7ar que este texto n\u00e3o \u00e9 apenas para te deixar ciente de que o fen\u00f4meno existe, \u00e9 tamb\u00e9m para sugerir que voc\u00ea escute seu corpo. Quando aconteceu comigo eu pensei \u201cdeve ser autossugest\u00e3o\u201d, \u201cdeve ser coincid\u00eancia\u201d, \u201cn\u00e3o deve ser nada\u201d. Eu n\u00e3o fui atr\u00e1s de pesquisar, de entender, pois neguei qualquer possibilidade em primeira inst\u00e2ncia. Curioso, quem descobriu isso foi o rei dos c\u00e9ticos, o Somir, intrigado com as minhas mudan\u00e7as f\u00edsicas e comportamentais em certas viagens. Percebam, O SOMIR acreditou que tinha algo a\u00ed&#8230; confesso que me sinto uma idiota.<\/p>\n<p>Sentei e bati no mapa acima todos os lugares para onde viajei na vida, dando notas de 0 a 10 conforme me sentia bem ou mal no local. Fato: quanto mais longe desse fen\u00f4meno, melhor eu me sinto f\u00edsica e psicologicamente. De onde vem a d\u00favida: ser\u00e1 que meu desgosto com o  Brasil n\u00e3o tem origem de um profundo mal estar eletromagn\u00e9tico que ele me causa? Quantas pessoas podem estar sofrendo com isso sem perceber? Quantas pessoas que nunca sa\u00edram do Brasil est\u00e3o vivendo com o freio de m\u00e3o puxado sem nem perceber?<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, nem sempre \u00e9 impress\u00e3o, nem sempre \u00e9 psicol\u00f3gico, nem sempre \u00e9 sugest\u00e3o. Seu corpo sabe mais do que voc\u00ea e fala. Escute. Estamos no olho do furac\u00e3o de um fen\u00f4meno que n\u00e3o conseguimos estudar, sobre o qual sabemos muito pouco e que n\u00e3o entendemos o quanto nos afeta. Fiquem de olho, pode ser que valha a pena se afastar dele.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que vale a pena sair do Brasil por coisas muito mais graves, para dizer que tem certeza que isso \u00e9 culpa do Temer ou ainda para dizer que agora vai come\u00e7ar a se sentir mal por ficar pensando nisso: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um paragrafozinho de experi\u00eancia pessoal e depois prometo que vamos para a parte cient\u00edfica, ok? Quando ainda trabalhava em uma grande multinacional e fazia viagens ao exterior a trabalho, algo me surpreendeu: pa\u00edses aos quais eu ia com uma expectativa negativa, como por exemplo, o Panam\u00e1, me pareciam maravilhosos e me traziam uma paz e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12984,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[],"class_list":["post-12983","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-desfavor-explica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12983","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12983"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12983\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12984"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12983"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12983"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12983"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}