{"id":13203,"date":"2018-04-25T08:00:04","date_gmt":"2018-04-25T11:00:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=13203"},"modified":"2018-04-25T02:17:41","modified_gmt":"2018-04-25T05:17:41","slug":"inteligencia-fluida-e-cristalizada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2018\/04\/inteligencia-fluida-e-cristalizada\/","title":{"rendered":"Intelig\u00eancia flu\u00edda e cristalizada."},"content":{"rendered":"<p>O conceito de intelig\u00eancia \u00e9 um daqueles que vive gerando pol\u00eamicas, at\u00e9 mesmo entre as pessoas mais inteligentes desse mundo. O que \u00e9 compreens\u00edvel: \u00e9 um tema cheio de vari\u00e1veis, com muita subjetividade de acordo com a pessoa que est\u00e1 fazendo esse julgamento. Mas mesmo nessa confus\u00e3o toda, surgem v\u00e1rias teorias interessantes sobre a capacidade intelectual humana. E se ao inv\u00e9s de s\u00f3 uma intelig\u00eancia padronizada, tiv\u00e9ssemos mais?<!--more--><\/p>\n<p>Alguns de voc\u00eas devem ter imaginado aquela coisa de sete tipos de intelig\u00eancia, aposto. Intelig\u00eancia lingu\u00edstica, l\u00f3gica, motora, espacial, musical, interpessoal e intrapessoal\u2026 sim, \u00e9 uma lista bem famosa na internet e para alguns estudiosos, mas h\u00e1 controv\u00e9rsias. Se faz sentido que capacidade em cada uma dessas \u00e1reas pare\u00e7a algo desej\u00e1vel para praticamente todos n\u00f3s, o quanto cada uma delas contribui individualmente para o sucesso de um indiv\u00edduo nesse mundo j\u00e1 torna as coisas mais nebulosas.<\/p>\n<p>E eu vou ser surpreendentemente bonzinho nessa an\u00e1lise: n\u00e3o quer dizer que essas supostas intelig\u00eancias s\u00e3o pr\u00eamios de consola\u00e7\u00e3o para quem tem Q.I. baixo, mas sim que segundo v\u00e1rios estudiosos da \u00e1rea de intelig\u00eancia humana, elas s\u00e3o uma forma de dividir o indivis\u00edvel. Para terem o privil\u00e9gio de serem tratadas como formas \u00fanicas de intelig\u00eancia, deveriam aparecer de formas bem pronunciadas nas pessoas (cidad\u00e3o tem pontua\u00e7\u00e3o alt\u00edssima em uma e baixa nas outras) e deveriam ser bons pontos para prever o que vai acontecer com a vida da pessoa.<\/p>\n<p>E \u00e9 a\u00ed que as sete intelig\u00eancias perdem f\u00f4lego. Algumas pessoas realmente s\u00e3o espetaculares em alguma dessas intelig\u00eancias, mas n\u00e3o \u00e9 como se elas fossem coisas realmente \u00fanicas dentro do c\u00e9rebro de um ser humano normal ao ponto de explodirem sozinhas deixando as outras muito para tr\u00e1s. Algu\u00e9m muito bom em intelig\u00eancia motora n\u00e3o vira necessariamente um atleta de ponta, muito como uma pessoa com intelig\u00eancia l\u00f3gica apurada pode nunca se formar numa faculdade\u2026 pessoas s\u00e3o complexas. Uma habilidade especial muito isolada de outras capacidades tende a nem mesmo ser notada por outras pessoas.<\/p>\n<p>Somos combina\u00e7\u00f5es de capacidades e focos, alguns mais impressionantes, outros menos. Mas, o grosso da humanidade tem um m\u00ednimo de pontos em qualquer uma dessas intelig\u00eancias de qualquer jeito. \u00c9 meio o que define ser humano. Em estudos com v\u00e1rias pessoas catalogadas de acordo com as sete intelig\u00eancias, n\u00e3o se achou rela\u00e7\u00f5es palp\u00e1veis entre essas caracter\u00edsticas isoladas e a capacidade de se formar numa faculdade, conseguir um emprego est\u00e1vel ou mesmo formar relacionamentos com outras pessoas.<\/p>\n<p>N\u00e3o quer dizer que s\u00f3 essas coisas importam numa vida, mas a quest\u00e3o aqui \u00e9 a falta de padr\u00e3o. Se algum ponto da sua capacidade mental \u00e9 valioso o suficiente para receber notas, espera-se que ele tenha algum impacto bem \u00fanico. Que perceba-se padr\u00f5es entre as pessoas de acordo com suas notas mais altas e mais baixas nesses testes, mas\u2026 n\u00e3o \u00e9 bem o que acontece. Significa que s\u00e3o \u00e1reas nas quais n\u00e3o devemos tentar melhorar? Claro que n\u00e3o. Se virou tamanho consenso que \u00e9 importante, evidente que tem algo a\u00ed. Mas parecem mais caminhos diferentes para a mesma coisa do que habilidades \u00fanicas e impactantes.<\/p>\n<p>Para criar alguma unidade entre o que consideramos intelig\u00eancia, talvez fa\u00e7a mais sentido irmos em dire\u00e7\u00e3o de que caracter\u00edstica da capacidade mental mais impacte na sua vida, consistentemente mesmo entre pessoas muito diferentes. Oras, j\u00e1 sabemos que cada um de n\u00f3s \u00e9 um pacote \u00fanico de for\u00e7as e fraquezas, e que ser bom numa coisa n\u00e3o significa sucesso na vida. Ent\u00e3o, que tal ser mais\u2026 mec\u00e2nico no pensamento? Ao inv\u00e9s de pensar na m\u00e1quina da mente como algo que produz um ou outro produto, pensemos nela a partir do seu funcionamento no processo.<\/p>\n<p>Mas primeiro, vamos nos situar: na ci\u00eancia moderna, o primeiro a tentar colocar n\u00fameros na intelig\u00eancia foi o ingl\u00eas Francis Galton, um estat\u00edstico que se colocou o desafio de criar um teste padronizado que atendesse a todo tipo de pessoa e encontrasse um valor m\u00e9dio para cada. Infelizmente Galton tentou encontrar rela\u00e7\u00f5es em lugares meio complicados como hereditariedade e at\u00e9 mesmo o tamanho da cabe\u00e7a. N\u00e3o foi muito popular. Mas, inspirou outros a estudar a \u00e1rea e preparar seus pr\u00f3prios testes tentando encontrar algum padr\u00e3o estat\u00edstico que explicasse a sensa\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancia que sempre tivemos ao julgar outras pessoas.<\/p>\n<p>O tamb\u00e9m brit\u00e2nico Charles Spearman chegou bem mais perto. Os testes que preparou e aplicou come\u00e7aram a demonstrar alguma relev\u00e2ncia estat\u00edstica consistente o suficiente para dar suporte \u00e0 sua teoria do fator G (eu sei\u2026 eu sei\u2026 a letra ficou mais famosa com coisas mais divertidas depois, nesse caso, \u00e9 G de geral mesmo). A ideia de que existia um fator geral de intelig\u00eancia humana que poderia ser medido atrav\u00e9s de v\u00e1rios exerc\u00edcios mentais diferentes, e que um n\u00famero baseado na rela\u00e7\u00e3o entre as pessoas de acordo com os resultados delas e n\u00e3o apenas na habilidade \u00fanica da pessoa poderia ser encontrado. Ao inv\u00e9s de procurar um talento espec\u00edfico, o padr\u00e3o que tornava aquela pessoa\u2026 aquela pessoa. O fator G, de uma forma ou de outra, ainda \u00e9 muito aceito pela comunidade cient\u00edfica. Mas \u00e9 claro que as coisas n\u00e3o pararam por a\u00ed.<\/p>\n<p>Aqui entramos na teoria CHC de intelig\u00eancia humana. Tem esse nome pelas iniciais das pessoas que a constru\u00edram: Raymond Cattel, quem prop\u00f4s as ideias iniciais, seu estudante John L. Horn que a manteve viva e finalmente Jonh B. Carrol, que muitos anos depois, complementou-a com novas informa\u00e7\u00f5es. A ideia b\u00e1sica de Cattel \u00e9 que a intelig\u00eancia humana podia ser dividida entre flu\u00edda e cristalizada.<\/p>\n<p>A flu\u00edda seria nossa habilidade de adapta\u00e7\u00e3o a situa\u00e7\u00f5es novas. Ter que resolver um problema ou encontrar uma rela\u00e7\u00e3o entre informa\u00e7\u00f5es que acabamos de receber. \u00c9 uma forma de intelig\u00eancia mais \u201cnatural\u201d, mais for\u00e7a bruta do c\u00e9rebro para receber e processar informa\u00e7\u00f5es de forma eficiente. Excelente para reconhecimento de padr\u00f5es, pensamento abstrato e resolu\u00e7\u00e3o de problemas. A intelig\u00eancia flu\u00edda \u00e9 o que normalmente nos faz achar que uma pessoa \u00e9 sagaz, que pensa r\u00e1pido. N\u00e3o \u00e0 toa, \u00e9 a intelig\u00eancia mais conectada com a criatividade: a capacidade de tratar diversas informa\u00e7\u00f5es ao mesmo tempo e n\u00e3o depender muito de conhecimento pr\u00e9vio tem um enorme potencial de gerar ideias e conceitos surpreendentes para outras pessoas. Quem consegue criar rapidamente novos universos e significados na cabe\u00e7a e recombinar informa\u00e7\u00f5es com velocidade tamb\u00e9m vai ser especialmente adepto do pensamento abstrato. Pensar fora da caixa \u00e9 muito relacionado com intelig\u00eancia flu\u00edda. \u00c9 mais f\u00e1cil de ser medida por aqueles testes de figuras em que voc\u00ea reconhece os padr\u00f5es, para saber o que c\u00e9rebro consegue fazer sem nenhuma ideia pr\u00e9via do que fazer. \u00c9 tamb\u00e9m o motivo pelo qual testes de Q.I. n\u00e3o podem ser aplicados iguais para a mesma pessoa duas vezes. Voc\u00ea come\u00e7aria a testar outras coisas.<\/p>\n<p>J\u00e1 a cristalizada vai um passo al\u00e9m: qu\u00e3o boa \u00e9 a pessoa em reter e utilizar o conhecimento que ela j\u00e1 acumulou. Por mais intelig\u00eancia flu\u00edda que tenha uma pessoa, ela n\u00e3o tem garantia de presumir exatamente como algo funciona e fazer bom uso dela por conta pr\u00f3pria. Voc\u00ea precisa conhecer algumas regras para resolver um problema matem\u00e1tico, para desenvolver um projeto arquitet\u00f4nico, para praticar algum esporte competitivo\u2026 e at\u00e9 mesmo para saber como interagir com outros seres humanos. Essa n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma intelig\u00eancia de quem memoriza coisas, \u00e9 tamb\u00e9m a de aplicar no momento certo. Grandes coisas saber pi at\u00e9 o cent\u00e9simo d\u00edgito se voc\u00ea n\u00e3o enxerga utilidade nisso na hora de calcular uma circunfer\u00eancia\u2026 pessoas com grandes intelig\u00eancias cristalizadas (n\u00e3o s\u00f3 decoreba) normalmente s\u00e3o vistas como s\u00e1bias, seguras e confi\u00e1veis pelos os que os cercam. Essa intelig\u00eancia se mede em testes mais comuns para n\u00f3s, como provas de escola e testes de conhecimentos gerais.<\/p>\n<p>Segundo os \u00faltimos estudos dispon\u00edveis, a intelig\u00eancia flu\u00edda \u00e9 bem mais atrelada \u00e0 condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica de uma pessoa que a cristalizada. O consenso atual \u00e9 que a flu\u00edda chega no seu auge no come\u00e7o da vida adulta e vai despencando com o passar dos anos, a melhor forma de reduzir essa queda \u00e9 a atividade f\u00edsica e alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel (sempre \u00e9). J\u00e1 a cristalizada permanece bem consistente at\u00e9 mais ou menos os \u00faltimos anos de vida, onde o grau de esquecimento de informa\u00e7\u00f5es fica maior que o de aprendizado. At\u00e9 por isso as pessoas idosas mais inteligentes acabam ficando com alguma dificuldade de aprendizado de informa\u00e7\u00f5es novas, mas continuam excelentes naquilo que aprenderam durante a vida. E tamb\u00e9m explica porque muitos jovens s\u00e3o capazes de aprender tecnologias novas em segundos, mas s\u00e3o completos tapados em qualquer aspecto social (que exige sabedoria e experi\u00eancia). N\u00e3o d\u00e1 pra usar intelig\u00eancia na for\u00e7a bruta para tudo.<\/p>\n<p>E se voc\u00ea est\u00e1 pensando nisso e tentando descobrir qual \u00e9 o seu tipo\u2026 voc\u00ea n\u00e3o tem tipo. As pessoas s\u00e3o misturas das duas. Alguns c\u00e9rebros s\u00e3o mais eficientes numa do que na outra, mas sem essa dupla, n\u00e3o ser\u00edamos considerados pessoas\u2026 no seu dia-a-dia voc\u00ea vive usando as duas basicamente ao mesmo tempo. E elas podem ser aplicadas em qualquer atividade, inclusive aquelas sugeridas nos sete tipos de intelig\u00eancia. Um atleta tem ter intelig\u00eancia flu\u00edda para tomar decis\u00f5es rapidamente sobre como movimentar seu corpo e ao mesmo tempo cristalizada para manter essas decis\u00f5es dentro do conjunto de regras do seu esporte. N\u00e3o precisamos falar de intelig\u00eancia motora para explicar isso, por exemplo. Nossa forma de lidar com as outras pessoas e com n\u00f3s mesmos tamb\u00e9m est\u00e1 conectada a isso: quem consegue perceber mais coisas sobre si acaba sendo mais verdadeiro com seus sentimentos, quem consegue perceber padr\u00f5es emocionais nos outros tende a ser mais efetivo no contato humano\u2026 quem j\u00e1 viveu muitas experi\u00eancias interpessoais n\u00e3o \u00e9 pego de surpresa em intera\u00e7\u00f5es\u2026 a dita intelig\u00eancia emocional cabe f\u00e1cil dentro dessa dupla de intelig\u00eancias.<\/p>\n<p>Tudo o que fazemos \u00e9 um mix de informa\u00e7\u00f5es novas e informa\u00e7\u00f5es j\u00e1 acumuladas. O tempo todo o c\u00e9rebro est\u00e1 exigindo essas duas capacidades para interpretar o mundo ao seu redor. Uma te ajuda a aprender e a outra a manter esse aprendizado. A l\u00f3gica da complementaridade entre o novo e o conhecido rege tudo o que fazemos, e querendo ou n\u00e3o, pessoas s\u00e3o diferentes e v\u00e3o ter n\u00edveis diferentes dessas intelig\u00eancias. Alguns de n\u00f3s temos mais de uma do que outra, mas a rela\u00e7\u00e3o entre a flu\u00edda e a cristalizada \u00e9 mais favor\u00e1vel tamb\u00e9m para quem tem mais flu\u00edda. Meio injusto, eu sei, mas tem l\u00f3gica: quem tem mais facilidade para aprender tem mais facilidade de ter um grande repert\u00f3rio de informa\u00e7\u00f5es para usar.<\/p>\n<p>Se eu tenho um ponto aqui, \u00e9 que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o ofensivo quanto se diz por a\u00ed pensar em intelig\u00eancia atrav\u00e9s do Q.I., voc\u00ea n\u00e3o precisa correr para coisas mal explicadas como sete intelig\u00eancias ou intelig\u00eancia emocional para ter uma medida muito humana do que se passa na cabe\u00e7a de uma pessoa. Q.I. \u00e9 capacidade de resolver problemas visuais, espaciais e matem\u00e1ticos, mas tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de medir com quanta intelig\u00eancia uma pessoa \u00e9 capaz de viver nesse mundo. Agora, se essa intelig\u00eancia vai ser bem aplicada\u2026 bom, a\u00ed depende de muito mais coisas.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que se achou burro pelo texto, para dizer que seu forte \u00e9 a cristalizada mas tem pregui\u00e7a de aprender, ou mesmo para dizer que seu forte \u00e9 a flu\u00edda e j\u00e1 presumiu tudo errado no primeiro par\u00e1grafo: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O conceito de intelig\u00eancia \u00e9 um daqueles que vive gerando pol\u00eamicas, at\u00e9 mesmo entre as pessoas mais inteligentes desse mundo. 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