{"id":13503,"date":"2018-07-05T08:00:22","date_gmt":"2018-07-05T11:00:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=13503"},"modified":"2018-07-05T03:41:39","modified_gmt":"2018-07-05T06:41:39","slug":"resgate-na-tailandia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2018\/07\/resgate-na-tailandia\/","title":{"rendered":"Resgate na Tail\u00e2ndia."},"content":{"rendered":"<p>Em 23 de junho um grupo de 12 meninos e seu treinador buscaram abrigo contra o mau tempo dentro de uma caverna em Tham Luang, na Tail\u00e2ndia. Aparentemente, n\u00e3o havia perigo, j\u00e1 que, como a pr\u00f3pria placa na entrada dizia, o per\u00edodo de mon\u00e7\u00f5es (fortes chuvas que causam alagamentos) ocorreria de julho a novembro. Mas algo deu errado. <!--more--><\/p>\n<p>O que deveria ser um abrigo tempor\u00e1rio por causa de uma chuva forte, virou uma armadilha. A \u00e1gua invadiu rapidamente a caverna, fechando a sa\u00edda e enchendo v\u00e1rios compartimentos, obrigando-os a ir cada vez mais para o fundo, mais precisamente, 3 quil\u00f4metros caverna adentro. A chuva continuou, inundando v\u00e1rias \u00e1reas, criando piscinas de isolamento, at\u00e9 deixa-los sem ter como sair. Come\u00e7a um drama que dura at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p><em>\u201cMas Sally, mal come\u00e7ou o texto e eu j\u00e1 estou salivando, porque merdas eu sou uma pessoa t\u00e3o m\u00f3rbida que se interessa por isso?\u201d<\/em><\/p>\n<p>Este \u00e9 um caso que desperta a mesma rea\u00e7\u00e3o de curiosidade e torcida pelo mundo todo, independente de cultura. Primeiro por envolver crian\u00e7as, cuja morte \u00e9 sempre anti-natural. Depois por envolver supera\u00e7\u00e3o, pessoas que foram v\u00edtimas de uma aleatoriedade que, no nosso entendimento rasteiro \u00e9 completamente \u201cinjusta\u201d e poderia acontecer com qualquer um, est\u00e3o lutando por suas vidas. <\/p>\n<p>Nosso c\u00e9rebro est\u00e1 programado para se interessar por hist\u00f3rias de pessoas lutando por suas vidas, pois s\u00e3o informa\u00e7\u00f5es que podem nos ajudar a sobreviver um dia. Por isso, hist\u00f3rias como essa ou a do acidente dos Andes  ou dos Mineiros do Chile deixam o mundo todo fascinado. \u00c9 uma oportunidade de ouro: aprender como sobreviver sem precisar passar pelo perrengue. O ser humano tem uns mecanismos evolutivos estranhos. Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 m\u00f3rbido, o mundo todo t\u00e1 acompanhando o caso e torcendo por eles.<\/p>\n<p><em>\u201cMas Sally, quem s\u00e3o essas pessoas?\u201d<\/em><\/p>\n<p>Voc\u00ea deve ter lido sobre essa hist\u00f3ria de forma gen\u00e9rica, como \u201cas v\u00edtimas da Tail\u00e2ndia\u201d ou \u201cos meninos da caverna\u201d, nesse grande \u201ccorta cola\u201d que \u00e9 o jornalismo atual. A melhor parte ficou de fora, o aspecto humano. <\/p>\n<p>Os garotos tem entre 11 e 16 anos e seu t\u00e9cnico 25 anos de idade. Eles t\u00eam um time amador de futebol chamado \u201cJavali Selvagem\u201d.  Uma figura, que eu acredito ser determinante para o final feliz ao qual a hist\u00f3ria se dirige, merece um minuto da nossa aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ekkapol Chantawong \u00e9 o treinador dos meninos, mas pode chamar de Aek. \u00c9 um treinador atencioso e cauteloso, que os acompanha j\u00e1 faz bastante tempo. \u00c9 visto por muitos deles como uma segunda figura paterna. Mas, al\u00e9m de ser um sujeito legal, ele tem uma hist\u00f3ria de vida muito bacana, que merece ser compartilhada.<\/p>\n<p>Quando tinha dez anos de idade, Aek perdeu sua fam\u00edlia toda, em raz\u00e3o de uma doen\u00e7a. Primeiro seu irm\u00e3o mais novo, de sete anos, depois sua m\u00e3e e um ano depois, seu pai. Ao ficar \u00f3rf\u00e3o, ele foi levado para um monast\u00e9rio budista, onde cresceu e aprendeu, em suas pr\u00f3prias palavras, a ser \u201cf\u00edsica e mentalmente forte\u201d. <\/p>\n<p>Se meus filhos tivessem que passar por uma dana\u00e7\u00e3o dessas, eu n\u00e3o poderia escolher pessoa melhor: algu\u00e9m que sabe a dor de perder um ente querido e que foi criado educando corpo e mente. Certeza de Aek \u00e9 um dos principais respons\u00e1veis por esses meninos ainda estarem vivos. E a cena que a equipe de resgate encontrou quando chegaram ao local s\u00f3 corrobora com essa teoria.<\/p>\n<p>Quando os mergulhadores chegaram, a primeira coisa que viram foi Aek meditando com os meninos. No per\u00edodo em que ficaram presos, ele ensinou as crian\u00e7as a meditar. Tem muito marmanjo que, no lugar dele, come\u00e7aria a griar \u201cvamos todos morrer!\u201d, correr em c\u00edrculos e teria que ser consolado pelas crian\u00e7as.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as contaram \u00e0 equipe de resgate que Aek lhes ensinou como meditar e tamb\u00e9m lhes explicou o motivo: para preservar a energia no de seus corpos diante da falta de comida. N\u00e3o \u00e9 um querido? Os familiares, que est\u00e3o na porta da caverna desesperados por informa\u00e7\u00f5es, disseram muitas coisas em entrevistas, mas com um denominador comum: todos frisaram que viam um consolo no fato das crian\u00e7as estarem com Aek, pois ele as manteria calmas e faria de tudo para salv\u00e1-las.<\/p>\n<p>E de fato fez. Estas crian\u00e7as passaram dez dias sem comer, sem saber se seriam encontradas, sem saber se era dia ou noite, em um completo escuro literalmente falando e quando finalmente foram localizadas, n\u00e3o tinham nada muito al\u00e9m de erup\u00e7\u00f5es cut\u00e2neas. <\/p>\n<p>Crian\u00e7as entre 11 e 16 anos, longe dos pais, da fam\u00edlia, presas no escuro e sem comida. Estavam bem quando encontradas. Aek, eu te sa\u00fado! Estavam mais fracas, claro, como qualquer ser humano estaria depois de tanto tempo sem comer, mas o saldo final surpreendeu at\u00e9 mesmo os socorristas.<\/p>\n<p><em>\u201cMas Sally, como foi que sobreviveram por tanto tempo?\u201d<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o foi f\u00e1cil encontra-los, a caverna tem, ao todo, dez quil\u00f4metros de extens\u00e3o em um grande labirinto parcialmente inundado. Especialistas de v\u00e1rios pa\u00edses ofereceram ajuda e trabalharam em conjunto para tentar localiz\u00e1-los ainda com vida. No dia 2 de julho, ou seja, quase dez dias depois, descobriram onde eles estavam e no dia 3 julho a equipe de resgate conseguiu efetivamente chegar at\u00e9 eles, levando comida e atendimento m\u00e9dico.<\/p>\n<p>O v\u00eddeo onde a equipe de resgate finalmente encontra os meninos \u00e9 comovente, se estiver em um bom dia, <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/ultimas-noticias\/bbc\/2018\/07\/03\/o-momento-em-que-mergulhadores-encontram-os-meninos-presos-em-caverna-na-tailandia.htm\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">veja aqui<\/a>. Uma das primeiras frases que eles disseram foi \u201ctemos fome\u201d. Pudera, quase dez dias sem comer, sobrevivendo apenas bebendo a \u00e1gua que pingava das paredes. <\/p>\n<p>Para n\u00f3s, que nos alimentamos diariamente, soa um verdadeiro milagre ficar quase dez dias sem comer. Por\u00e9m a priva\u00e7\u00e3o de comida n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grave quanto parece. Uma pessoa pode ficar muitos dias sem comer e sobreviver, via de regra, o corpo tem um sistema de emerg\u00eancia para essa situa\u00e7\u00e3o, buscando energia na gordura e nos m\u00fasculos. Mais grave \u00e9 a priva\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e de sono, ent\u00e3o, se um dia voc\u00ea se encontrar em alguma situa\u00e7\u00e3o de desgra\u00e7amento, bota tuas energias em beber e dormir.<\/p>\n<p>Psic\u00f3logos acreditam que o fato dos meninos formarem um time, treinarem juntos, tenha ajudado a sobreviver. H\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o de grupo, de pertin\u00eancia, que deixa a todos mais fortes. Eles n\u00e3o estavam se sentindo sozinhos ali. Fatores ambientais tamb\u00e9m colaboraram, como por exemplo, a temperatura no interior da caverna. Na maior parte do tempo, eles ficaram em uma m\u00e9dia de 26\u00b0, que \u00e9 uma temperatura camarada, que nem te desidrata, nem te mata de hipotermia.<\/p>\n<p>O fato de estarem com seu treinador tamb\u00e9m contribuiu, uma figura de lideran\u00e7a na qual eles confiam deixa a todos mais tranquilos, se \u00e9 que se pode falar em algum grau de tranquilidade nesse tipo de evento. E nem falo em se manter calmo na vers\u00e3o padr\u00e3o, e sim de uma calma interna, algo maior. Com seu treinador l\u00e1 \u00e9 mais f\u00e1cil conseguir dormir, que, para muitos cientistas, \u00e9 o ponto chave entre a sobreviv\u00eancia e o total colapsamento do organismo. Ter a serenidade para pegar no sono pode ser a diferen\u00e7a entre a vida e a morte.<\/p>\n<p>Outro ponto tido como fator que contribuiu para que eles sejam encontrados vivos \u00e9 o fato de serem crian\u00e7as. Fisicamente isso nem \u00e9 t\u00e3o bom, pois crian\u00e7as t\u00eam reservas energ\u00e9ticas menores, n\u00e3o conseguem ficar tanto tempo sem comida como adultos, por\u00e9m, emocionalmente tem seu aspecto positivo: crian\u00e7a tem menos travas para chorar, expressar sentimentos e mostrar fragilidade. <\/p>\n<p>N\u00e3o comprimir, n\u00e3o represar, n\u00e3o implodir esse tipo de sentimento, colocar tudo para fora, pode ter sido crucial para a sobreviv\u00eancia. Pois \u00e9, quando mais crescemos, menos saud\u00e1veis emocionalmente ficamos. Camadas de m\u00e1scaras, de r\u00f3tulos, de preocupa\u00e7\u00f5es em n\u00e3o demonstrar medo e fraqueza minam n\u00e3o apenas nosso emocional, como o f\u00edsico tamb\u00e9m, a ponto de reduzir nossas chances de sobreviv\u00eancia diante de uma trag\u00e9dia.<\/p>\n<p><em>\u201cMas Sally, porque merdas ainda n\u00e3o tiraram eles de l\u00e1?\u201d<\/em><\/p>\n<p>A inunda\u00e7\u00e3o foi de tal porte que, para chegar ao local onde eles est\u00e3o, mergulhadores de elite da marinha, experientes e treinados para esse tipo de situa\u00e7\u00e3o complicada, demoram cerca de seis horas. Isso acontece gra\u00e7as a passagens estreitas demais, muita \u00e1gua e pouca visibilidade. \u00c9 preciso, literalmente, conhecer o caminho de cor. Ficar preso ou pegar uma dire\u00e7\u00e3o errada pode significar a morte.<\/p>\n<p>Maravilhoso que estejam vivos, que estejam bem, mas encontra-los ainda n\u00e3o resolve todos os problemas. A sa\u00edda est\u00e1 entre tr\u00eas a quatro quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia do local onde eles est\u00e3o agora e, para chegar l\u00e1, \u00e9 preciso passar por um grande labirinto inundado e escuro. \u00c9 fato, eles ter\u00e3o que continuar presos ali mais um pouco, pois o resgate ser\u00e1 mais complicado do que se esperava.<\/p>\n<p>O plano inicial \u00e9 fornecer mantimentos para os pr\u00f3ximos quatro meses, montando uma base de atendimento m\u00e9dico no local e revezando pessoas que estejam permanentemente acompanhando o grupo, entre eles, psic\u00f3logos. Quatro meses \u00e9 uma previs\u00e3o pessimista, h\u00e1 esperan\u00e7a de que eles sejam resgatados antes disso. <\/p>\n<p>O plano de resgate est\u00e1 dividido em v\u00e1rias partes. Primeiro \u00e9 preciso recuperar a sa\u00fade deles, dando comida gradualmente (quando se fica muito tempo sem comer, voc\u00ea pode at\u00e9 morrer se sair comendo tudo que quer) e tratando de pequenos problemas que tiveram, coisas simples como erup\u00e7\u00f5es cut\u00e2neas. <\/p>\n<p>Depois, ser\u00e1 necess\u00e1rio estabelecer uma rotina: cinco refei\u00e7\u00f5es por dia, realizar atividades, criar uma no\u00e7\u00e3o de \u201cdia e noite\u201d com horas para estar acordado e horas para dormir. Tamb\u00e9m pretendem introduzir algum contato com a fam\u00edlia, afinal, amor move montanhas. Querer reencontrar as pessoas amadas j\u00e1 fez o ser humano se superar de forma surpreendente muitas vezes. J\u00e1 est\u00e3o trabalhando no plano de passar um fio de telefone at\u00e9 chegar neles.<\/p>\n<p>Em paralelo, vinte bombas de drenagem tentar\u00e3o sugar ao menos parte da \u00e1gua que est\u00e1 bloqueando o caminho de sa\u00edda e, enquanto isso, os meninos receber\u00e3o aulas de mergulho para tentar sair caso toda a \u00e1gua n\u00e3o possa ser removida. \u00c9 que as chuvas podem continuar, ent\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel que drenar a \u00e1gua seja como enxugar gelo. Resgat\u00e1-los a nado \u00e9 a forma menos segura, mas \u00e9 poss\u00edvel que seja a \u00fanica.<\/p>\n<p><em>\u201cMas Sally, qual \u00e9 a dificuldade em botar eles pra fora nadando no mesmo dia?\u201d<\/em><\/p>\n<p>Aula de mergulho n\u00e3o \u00e9 algo que se possa ensinar do dia para a noite, principalmente para crian\u00e7as. No caso dessas, \u00e9 especialmente complicado, pois sequer sabem nadar. Primeiro ter\u00e3o aulas de nado, depois de mergulho. E n\u00e3o basta ensinar t\u00e9cnicas b\u00e1sicas. Estamos falando de uma \u00e1gua lamacenta quase que sem visibilidade. Estamos falando de uma travessia de seis horas. <\/p>\n<p>\u00c9 preciso ser muito bom no neg\u00f3cio para completar a jornada. H\u00e1 trechos que s\u00e3o estreitos demais para se usar tanque de oxig\u00eanio ou para que mais de uma pessoa por vez consiga passar, ent\u00e3o, esses meninos sozinhos, apenas com seus pulm\u00f5es, ter\u00e3o que nadar no escuro trechos apertados cheiros de rochas. Para alguns trechos \u00e9 necess\u00e1rio o uso at\u00e9 de equipamento de alpinismo.<\/p>\n<p><em>\u201cEita porra, Sally, n\u00e3o tem outro jeito?\u201d<\/em><\/p>\n<p>Imagine isso vivido por crian\u00e7as, que j\u00e1 est\u00e3o assustadas e estressadas. \u201cEita porra\u201d define. \u00c9 uma miss\u00e3o bastante dura, por isso alguns Planos B j\u00e1 est\u00e3o sendo cogitados, caso n\u00e3o seja vi\u00e1vel dar \u00e0s crian\u00e7as a t\u00e9cnica que elas precisam para sair dali por baixo da \u00e1gua.<\/p>\n<p>A melhor op\u00e7\u00e3o seria encontrar aberturas naturais pr\u00f3ximas ao local onde est\u00e3o os sobreviventes. A\u00ed seria s\u00f3 escavar (a parede ou o solo) com o devido cuidado e puxar eles para fora. Os riscos s\u00e3o eventuais desabamentos, mas, se feito com per\u00edcia e cautela, tem tudo para dar certo. Chegaram at\u00e9 e a encontrar uma abertura, no meio da mata fechada, que poderia ser uma op\u00e7\u00e3o para isso, por\u00e9m ainda est\u00e3o estudando o local.<\/p>\n<p>O resgate vai depender de uma s\u00e9rie de fatores, muitos deles aleat\u00f3rios, que variam desde sorte at\u00e9 o clima. Os respons\u00e1veis pelo resgate j\u00e1 deixaram bem claro que se houver o menor risco, n\u00e3o v\u00e3o retir\u00e1-los. Est\u00e3o certos. Hoje o grupo est\u00e1 permanentemente acompanhado, com acesso a m\u00e9dicos, enfermeiros, psic\u00f3logos e militares. Uma equipe de mais de mil pessoas, inclusive de especialistas de outros pa\u00edses que se voluntariaram, se reveza para dar ao grupo as melhores condi\u00e7\u00f5es poss\u00edveis.<\/p>\n<p><em>\u201cMas Sally, como est\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o deles agora?\u201d<\/em><\/p>\n<p>Mais de 120 milh\u00f5es de litros de \u00e1gua j\u00e1 forma removidos pelas bombas, o que significa um cent\u00edmetro por hora. N\u00e3o \u00e9 ruim, se pensarmos no tamanho gigantesco da caverna, mas \u00e9 uma corrida contra o tempo, j\u00e1 que em julho (vulgo \u201cagora\u201d) come\u00e7a a temporada de mon\u00e7\u00f5es. O desejo de todos \u00e9 que a \u00e1gua seja drenada a tempo de tirar os meninos dali andando, antes da pr\u00f3xima chuva, mas, para isso, \u00e9 meio que necess\u00e1rio que n\u00e3o chova. <\/p>\n<p>Ontem (04\/07) os meninos tiveram sua primeira aula de mergulho. Foi divulgado um novo v\u00eddeo, onde os meninos fazem uma sauda\u00e7\u00e3o e dizem que est\u00e3o bem de sa\u00fade, por\u00e9m, um dos meninos e o Aek n\u00e3o aparecem no v\u00eddeo, ningu\u00e9m explicou os motivos. <\/p>\n<p>\u00c9 isso, est\u00e3o cientes do ocorrido, daqui pra frente voc\u00eas acompanham na m\u00eddia. Estamos na torcida.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que \u00e9 desperd\u00edcio esse tipo de mega evento durante uma Copa do Mundo, para dizer que j\u00e1 j\u00e1 aparece alguma marca oportunista patrocinando esses coitados ou ainda para dizer que voc\u00ea tamb\u00e9m confia no Aek: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 23 de junho um grupo de 12 meninos e seu treinador buscaram abrigo contra o mau tempo dentro de uma caverna em Tham Luang, na Tail\u00e2ndia. Aparentemente, n\u00e3o havia perigo, j\u00e1 que, como a pr\u00f3pria placa na entrada dizia, o per\u00edodo de mon\u00e7\u00f5es (fortes chuvas que causam alagamentos) ocorreria de julho a novembro. 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