{"id":13751,"date":"2018-09-05T10:38:58","date_gmt":"2018-09-05T13:38:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=13751"},"modified":"2025-11-19T13:12:42","modified_gmt":"2025-11-19T16:12:42","slug":"jules-rimet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2018\/09\/jules-rimet\/","title":{"rendered":"Jules Rimet"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil \u00e9 o pa\u00eds do futebol e tem diversos eventos envolvendo o esporte marcados na mem\u00f3ria mundial: gols de Pel\u00e9, Copas do Mundo vencidas e muitos outros. Mas hoje vamos falar de um evento um pouco mais&#8230; peculiar: Desfavor Explica \u2013 Ta\u00e7a Jules Rimet. <!--more--><\/p>\n<p>Em 1928, membros da FIFA se reuniram para decidir como incentivar as sele\u00e7\u00f5es a participar e vencer os torneios da Copa do Mundo. O ent\u00e3o Presidente da FIFA, Jules Rimet, sugeriu que fosse confeccionado um trof\u00e9u em ouro, que ficaria de posse provis\u00f3ria do ganhador da Copa e passaria a ser de propriedade definitiva do primeiro pa\u00eds que conseguisse vencer a competi\u00e7\u00e3o por tr\u00eas vezes. Ser tricampe\u00e3o era, \u00e0 \u00e9poca, um feito considerado muito dif\u00edcil, eles estimavam que dificilmente aconteceria.<\/p>\n<p>Inicialmente a ta\u00e7a teve outros nomes, mas, por ter sido o autor da ideia e tamb\u00e9m o mentor da din\u00e2mica sobre o funcionamento da premia\u00e7\u00e3o, o nome dado \u00e0 ta\u00e7a foi Jules Rimet. A ta\u00e7a foi feita em ouro maci\u00e7o, pelo artes\u00e3o franc\u00eas\u00a0Abel Lafleur, coitado, bastante pressionado, em tr\u00eas meses. Dizem que o infeliz nem sequer dormia, virava noites trabalhando. Ele se inspirou na deusa grega da vit\u00f3ria, Nice e, para fazer a ta\u00e7a, usou quase 4 quilos de ouro puro.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da ta\u00e7a Jules Rimet sempre foi conturbada. Durante a Segunda Guerra Mundial um membro da FIFA, Ottorino Barassi, se arriscou removendo a ta\u00e7a do banco onde ela estava guardada e a escondeu em sua casa, dentro de uma caixa de sapatos, para evitar que ela fosse levada pelos nazistas. Ottorino a manteve em sua casa, em segredo, jurando que n\u00e3o sabia onde estava, at\u00e9 o final da guerra. S\u00f3 depois revelou que estava com ela e a devolveu oficialmente.<\/p>\n<p>Em 1966 a Jules Rimet passou por uma nova aventura: estava sob a guarda do Brasil (\u00faltimo campe\u00e3o), mas, como a Inglaterra iria sediar a Copa do Mundo, ela foi emprestada e colocada em exposi\u00e7\u00e3o em um museu de Londres, o \u00a0Center Hall de Westminster. Deu ruim e, em 20 de mar\u00e7o de 1966, ela foi roubada. A Scotland Yard procurou com bastante empenho, mas quem a encontrou a Jules Rimet foi um cachorro chamado Pickles.<\/p>\n<p>Um cidad\u00e3o comum chamado David Corbett passeava com seu\u00a0c\u00e3o\u00a0Pickles\u00a0numa pra\u00e7a quando o doguinho curioso insistiu em fu\u00e7ar algo que estava entre os arbustos. Diante da insist\u00eancia do c\u00e3o, o dono foi ver o que estava despertando tanta curiosidade. Ele encontrou a ta\u00e7a enrolado em jornais e imediatamente a levou at\u00e9 a pol\u00edcia.<\/p>\n<p>Rapidamente\u00a0Pickles virou um her\u00f3i. Ele ficou t\u00e3o famoso que uma f\u00e1brica de comida canina decidiu presente\u00e1-lo com comida de gra\u00e7a para o resto da sua vida. Os brasileiros ficaram bastante indignados \u00e0 \u00e9poca, que absurdo deixar roubar algo t\u00e3o valioso! Um assessor da confedera\u00e7\u00e3o brasileira de futebol disse que isso era \u201cum sacril\u00e9gio que jamais seria cometido no Brasil\u201d, onde \u201cat\u00e9 mesmo os ladr\u00f5es s\u00e3o apaixonados por futebol\u201d.<\/p>\n<p>Por si s\u00f3, a frase j\u00e1 \u00e9 um desfavor: n\u00e3o aconteceria porque ladr\u00e3o gosta de futebol, n\u00e3o por ser um pa\u00eds seguro? Falou mais contra do que a favor do pa\u00eds&#8230; Mas a hist\u00f3ria se encarregaria de deixar a frase deste animal ainda mais humilhante.<\/p>\n<p>No final das contas, a Scotland Yard acabou prendendo o respons\u00e1vel pelo crime e a ta\u00e7a retornou ao circuito. Agora a Jules Rimet tinha sobrevivido ao nazismo e \u00e0 criminalidade inglesa. Era uma ta\u00e7a de sorte, por\u00e9m, havia uma coisa \u00e0 qual ela n\u00e3o sobreviveria: ao Brasil.<\/p>\n<p>Conforme dito, quem ganhasse a Copa do Mundo tr\u00eas vezes levaria a ta\u00e7a para casa, ela viraria propriedade do pa\u00eds que fosse tricampe\u00e3o. Com a conquista do tricampeonato, em 1970, a Jules Rimet se tornou propriedade perp\u00e9tua do Brasil. E a\u00ed come\u00e7a uma sequ\u00eancia de vergonhas alheias. Tudo relacionado ao roubo da ta\u00e7a Jules Rimet \u00e9 muito fascinante.<\/p>\n<p>Por algum motivo que n\u00e3o compreendo, acharam que o melhor lugar para manter a ta\u00e7a era no Rio de Janeiro. E por motivos que eu compreendo menos ainda, fizeram a seguinte genialidade: existia a ta\u00e7a original e uma r\u00e9plica e escolheram expor a original sem muita seguran\u00e7a (em uma c\u00fapula de vidro) e guardar a r\u00e9plica em um cofre, no mesmo pr\u00e9dio.<\/p>\n<p>O resultado foi bastante \u00f3bvio: a original foi roubada. Em 19 de dezembro de 1983 ela foi levada da ent\u00e3o sede da CBF, no Centro do Rio, e nunca mais foi vista. A\u00ed come\u00e7ava a grande humilha\u00e7\u00e3o internacional do Brasil, que teve que prestar contas \u00e0 imprensa internacional sobre o ocorrido. Seguiu-se um show de horrores.<\/p>\n<p>Primeiro a vergonha de ter recriminado de forma p\u00fablica e implac\u00e1vel a Inglaterra quando o mesmo ocorrera por l\u00e1, afirmando que isso nunca aconteceria no Brasil. Depois, admitir a imbecilidade de guardar a r\u00e9plica em um cofre e expor a original sem a seguran\u00e7a adequada. Por fim, assumir que a ta\u00e7a havia sido roubada e derretida, n\u00e3o mais existia, por meliantes com os seguintes nomes: Sergio \u201cPeralta\u201d, Luiz \u201cBigode\u201d e Chico \u201cBarbudo\u201d. \u00c9 muita humilha\u00e7\u00e3o, Brasil!<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7ou quando Sergio Peralta, que era representante do Atl\u00e9tico Mineiro na CBF desde 1974 e tamb\u00e9m foi assessor administrativo da CBF, estava jogando cartas com os amigos, quando teve a ideia de roubar a ta\u00e7a. Como ele tinha total acesso ao pr\u00e9dio de CBF e conhecia toda a rotina local, n\u00e3o seria muito dif\u00edcil. Assim, do nada, na malemol\u00eancia. Realiza a pessoa jogando baralho e do nada soltando \u201cEi, que tal se a gente roubasse a ta\u00e7a Jules Rimet?\u201d.<\/p>\n<p>Peralta pediu ajuda a seu amigo, Antonio, por\u00e9m conhecido como \u201cBroa\u201d, um eficiente arrombador. Mas Broa se recusou a ajudar, alegando raz\u00f5es patri\u00f3ticas e de fam\u00edlia: seu irm\u00e3o, Gi\u00e1como, teve um infarto ao ver pela TV o jogador\u00a0Carlos Alberto Torres\u00a0levantando a ta\u00e7a Jules Rimet no tricampeonato. Para ele, a ta\u00e7a era sagrada, ele n\u00e3o ousava mexer com ela.<\/p>\n<p>Sergio Peralta ent\u00e3o procurou outros contatos. Falou com seu amigo Chico Barbudo, que trabalhava com compra e venda de ouro. Chico topou, desde que pudesse levar seu amigo, Luiz Bigode. Sim, Barbudo e Bigode, a criminalidade brasileira parece personagem do Chapolin Colorado.<\/p>\n<p>Estava fechado o trio que roubaria e derreteria a ta\u00e7a Jules Rimet. O plano era que Chico Barbudo entre na CBF se fazendo passar por jornalista, com a alega\u00e7\u00e3o de que iria entrevistar o Presidente da CBF. Coincidentemente a ta\u00e7a estava no mesmo andar onde estava o Presidente da CBF. Ele se infiltraria, pegaria a ta\u00e7a sem ser visto e sairia de fininho. Para isso, Sergio Peralta desenhou um mapa da sede da CBF, dando informa\u00e7\u00f5es sobre como entrar, como sair, como se comportar.<\/p>\n<p>Pelo visto, as orienta\u00e7\u00f5es foram meio equivocadas, de cara Chico Barbudo foi barrado e n\u00e3o teve l\u00e1bia que o deixe subir. Uma secret\u00e1ria o impediu de ter acesso ao andar onde estava a ta\u00e7a, mesmo diante da insist\u00eancia de Barbudo, se dizendo um jornalista importante que tinha uma entrevista agendada com o Presidente da CBF. Tudo foi falho tanto a seguran\u00e7a com a qual se guardaram a Ta\u00e7a como a estrat\u00e9gia usada pelos bandidos.<\/p>\n<p>J\u00e1 que na malandragem n\u00e3o rolou, eles apelaram para a viol\u00eancia mesmo. Em 19 de dezembro de 1983, Chico Barbudo e Luiz Bigode voltaram \u00e0s 21 horas, armados e mascarados, renderam o seguran\u00e7a, o amarraram e vendaram seus olhos. Subiram at\u00e9 o andar onde estava a ta\u00e7a e, apenas com a ajuda de um p\u00e9 de cabra, conseguiram acesso \u00e0 ta\u00e7a Jules Rimet e mais outras tr\u00eas ta\u00e7as de ouro. Do lado de fora, Sergio Peralta os esperava, para ajudar na fuga e, porque n\u00e3o, providenciar um lanchinho.<\/p>\n<p>No dia seguinte, o pa\u00eds amanhecia chocado com o caso. A pol\u00edcia foi pressionada a achar os culpados, e, como \u00e9 comum no Rio de Janeiro, achou culpados, n\u00e3o os culpados. Os faxineiros da CBF Ant\u00f4nio Carlos Aranha e Paulo Murilo foram presos de forma precipitada, apenas para mostrar que a pol\u00edtica carioca era eficiente.<\/p>\n<p>Um deles, inclusive, morreu um tempo depois em circunst\u00e2ncias muito suspeitas, assassinado com sete tiros. Quando Antonio \u201cBroa\u201d viu a not\u00edcia do roubo e a pris\u00e3o dos faxineiros, lembrou imediatamente da proposta indecorosa que Sergio Peralta fizera algum tempo antes e procurou a pol\u00edcia para contar o que sabia, na certeza de que haviam prendido pessoas inocentes.<\/p>\n<p>N\u00e3o adiantou muito, os policiais fizeram pouco caso dele e da sua hist\u00f3ria. Agora estavam focados em acusar e prender o vigia da CBF Jo\u00e3o Batista Maia e sua filha, S\u00edlvia Regina de Almeida Maia. S\u00f3 depois de muito investigar e perceber que n\u00e3o havia qualquer evid\u00eancia contra os dois \u00e9 que resolveram apurar a vers\u00e3o de Broa, por total falta de alternativa. Mas j\u00e1 era tarde demais.<\/p>\n<p>A press\u00e3o social aumentava, a pol\u00edcia precisava mostrar resultados. Como n\u00e3o havia ind\u00edcios suficientes para prender Sergio Peralta, a pol\u00edcia improvisou. Come\u00e7aram a segui-lo, at\u00e9 que, em 25 de janeiro de 1984, policiais pularam em cima dele no meio da rua, cobriram seu rosto com um capuz e o jogaram dentro de um carro. Tr\u00eas dias de tortura depois, ele confessou o crime e tamb\u00e9m alguns detalhes desnecess\u00e1rios: \u201cpor causa dos chutes que eu levei, eu tenho um escroto maior que o outro\u201d. N\u00e3o seria Brasil se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos esse grau de oversharing, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n<p>Em princ\u00edpio, ele alegou s\u00f3 ter confessado o crime por ter sido torturado. Mas, ao longo do processo, as pe\u00e7as come\u00e7aram a se encaixar. Um guardador de carros que trabalhava na porta do pr\u00e9dio da CBF disse ter visto Peralta ali na noite do crime, inclusive levando lanchinho para os comparsas que estavam do lado de dentro. Peralta teria chegado a oferecer uma Coca-Cola ao guardador e dito que levaria um lanche para colegas seus no pr\u00e9dio da CBF.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a confiss\u00e3o por livre espont\u00e2nea press\u00e3o de Sergio Peralta, a pol\u00edcia foi atr\u00e1s de Luiz Bigode, que passou um dia todo apanhando at\u00e9 confessar tamb\u00e9m. Com duas confiss\u00f5es, o caso ficou robusto e n\u00e3o havia mais a necessidade imperiosa da confiss\u00e3o do Chico Barbudo, ent\u00e3o, era hora da pol\u00edcia colocar em pr\u00e1tica outra especialidade da pol\u00edcia carioca: extors\u00e3o.<\/p>\n<p>Chico Barbudo, como dito, trabalhava com compra e vende de ouro, e a pol\u00edcia sabia disso. Como n\u00e3o precisavam da confiss\u00e3o, partiram para fazer um p\u00e9 de meia: ele entregou aos policiais quase 3kg de joias em ouro em troca de n\u00e3o apanhar at\u00e9 quase morrer.<\/p>\n<p>Chico Barbudo negou o crime em ju\u00edzo, mas a secret\u00e1ria que o barrara quando ele tentou entrar disfar\u00e7ado de jornalista o reconheceu e o desmentiu. Sem ter mais como negar, ele confessou o crime e disse que a ta\u00e7a havia sido entregue a um receptador argentino chamado Juan Carlos Hernandez. N\u00e3o \u00e9 simplesmente delicioso que o patriot\u00e3o brasileiro tenha entregue a ta\u00e7a a um argentino?<\/p>\n<p>L\u00e1 foram os policiais atr\u00e1s do argentino, que por sinal, era outro baita idiota. Ele tinha uma loja de ouro chamada \u201cJC Hernandez\u201d, mas, depois dessa gracinha, decidiu mudar o nome da loja para \u201cAurimet\u201d (auri = ouro + rimet), deixando bem claro de onde vinha o ouro que ele comercializava. Se algu\u00e9m da sua fam\u00edlia comprou joias na Aurimet, provavelmente a pessoa est\u00e1 usando um pedacinho da ta\u00e7a Jules Rimet no dedo, pesco\u00e7o ou orelha.<\/p>\n<p>Obviamente, o argentino espert\u00e3o acabou condenado, mas conseguiu fugir para a Fran\u00e7a, onde acabou preso por tr\u00e1fico de drogas. Por sinal, ap\u00f3s a condena\u00e7\u00e3o, em 1988, todos os envolvidos, em algum momento, conseguiram fugir. Ent\u00e3o, al\u00e9m da demora em prender os culpados, mesmo tendo um relato e quem eram, tamb\u00e9m tivemos a inefici\u00eancia em puni-los. E, mesmo quando conseguiram captura-los, anos depois, o pr\u00f3prio Judici\u00e1rio se encarregou de coloca-los rapidamente de volta \u00e0s ruas.<\/p>\n<p>Quer dizer, nem todos&#8230; Chico Barbudo foi assassinado em uma emboscada. Um belo dia, foi cercado por cinco homens que encheram ele de tiros, em 1989. Estranho. Broa tamb\u00e9m acabou morto de uma forma muito suspeita: no dia 03 de dezembro de 1985, sofreu um acidente de carro, quando iria depor numa audi\u00eancia. Duas situa\u00e7\u00f5es que, no contexto, podem indicar queima de arquivo.<\/p>\n<p>Sergio Peralta tentou se esconder no interior do Rio de Janeiro, onde foi trabalhar como caseiro. Infelizmente acabou fazendo amizade com policiais locais e a situa\u00e7\u00e3o acabou vazando. Foi preso em 1994 e em 1998 j\u00e1 estava solto, em liberdade condicional. Luiz Bigode acabou preso em 1995 e foi liberado em 1998.<\/p>\n<p>O argentino foi preso em 1998, na rodovi\u00e1ria de S\u00e3o Paulo, com uma mala contendo quase dez quilos de coca\u00edna. Quando chegou na delegacia, foi reconhecido como \u201co argentino que derreteu a Jules Rimet\u201d e ficou preso at\u00e9 2005 (por tr\u00e1fico, por derreter a ta\u00e7a, n\u00e3o pegou nada), saindo em liberdade condicional.<\/p>\n<p>Depois desta bel\u00edssima bandalha, a FIFA n\u00e3o presenteia mais ningu\u00e9m com ta\u00e7as. Venceu? Leva pra casa, mas na Copa seguinte tem que devolver. Parab\u00e9ns aos envolvidos.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que a Argentina tamb\u00e9m roubou uma ta\u00e7a em 1978 (\u00e9 verdade), para dizer que Pickles \u00e9 melhor que a pol\u00edcia carioca ou ainda para dizer que seria uma honra ter um brinco que seja uma peda\u00e7o da Ta\u00e7a: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil \u00e9 o pa\u00eds do futebol e tem diversos eventos envolvendo o esporte marcados na mem\u00f3ria mundial: gols de Pel\u00e9, Copas do Mundo vencidas e muitos outros. 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