{"id":14715,"date":"2019-02-15T10:00:52","date_gmt":"2019-02-15T12:00:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=14715"},"modified":"2019-02-15T00:48:05","modified_gmt":"2019-02-15T02:48:05","slug":"transumanismo-coordenacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2019\/02\/transumanismo-coordenacao\/","title":{"rendered":"Transumanismo: Coordena\u00e7\u00e3o."},"content":{"rendered":"<p>Transumanismo pode ser definido como a ideia de aumentar as capacidades intelectuais, f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas do ser humano atrav\u00e9s da tecnologia. N\u00e3o s\u00f3 para melhorar o que fazemos e permitir novas possibilidades, mas tamb\u00e9m para acabar com boa parte do sofrimento inerente \u00e0 condi\u00e7\u00e3o humana. Como o tema \u00e9 muito vasto, eu vou trabalhar com um aspecto por vez, conectado com um texto mais \u201chumano\u201d. Ontem eu escrevi sobre os in\u00fameros problemas que a falta de coordena\u00e7\u00e3o entre pessoas em ideias e atitudes causa, hoje escrevo sobre a imensa vantagem que as m\u00e1quinas t\u00eam nesse aspecto.<!--more--><\/p>\n<p>Quem j\u00e1 tentou instalar uma impressora pode desconfiar dessa afirma\u00e7\u00e3o, mas em m\u00e9dia m\u00e1quinas e computadores s\u00e3o espetaculares nesse trabalho de coordenar a\u00e7\u00f5es e informa\u00e7\u00f5es entre si. A pr\u00f3pria exist\u00eancia deste texto \u00e9 uma prova disso: para um computador mostrar na tela a letra que voc\u00ea acabou de apertar no teclado, precisa coletar a informa\u00e7\u00e3o que chegou do teclado, processar e mandar um certo n\u00famero de pixels na tela mudarem sua cor para exibir um s\u00edmbolo que voc\u00ea entenda. E eu n\u00e3o estou nem me atentando ao fato que tudo isso \u00e9 feito por diferen\u00e7as em correntes el\u00e9tricas sendo transformadas in\u00fameras vezes a cada fra\u00e7\u00e3o de segundo.<\/p>\n<p>S\u00f3 o par\u00e1grafo anterior j\u00e1 gastou a capacidade de processamento mental da humanidade em n\u00famero de dados. Humanos n\u00e3o foram feitos para reagir t\u00e3o r\u00e1pido ou guardar tanta informa\u00e7\u00e3o na cabe\u00e7a ao mesmo tempo. O mesmo vale para quase todas as ferramentas que usamos, ningu\u00e9m \u00e9 mais r\u00e1pido que um carro ou mais duro que um martelo, por exemplo. A tecnologia existe para cobrir lacunas na nossa capacidade natural. Somos os macacos que mais bem sabem utilizar a tecnologia, e isso permitiu a sociedade humana como conhecemos.<\/p>\n<p>Desde a domestica\u00e7\u00e3o do fogo e o come\u00e7o da agricultura at\u00e9 a revolu\u00e7\u00e3o industrial e a era digital, fomos nos transformando em seres diferentes do \u201cprojeto natural\u201d gera\u00e7\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o. O corpo humano \u00e9 fascinante, cheio de vantagens evolutivas poderosas, mas n\u00e3o \u00e9 suficiente para nossas ambi\u00e7\u00f5es. De uma certa forma, j\u00e1 somos transumanistas. Agradecemos a evolu\u00e7\u00e3o de cora\u00e7\u00e3o, mas h\u00e1 uns 40.000 anos atr\u00e1s, come\u00e7amos a seguir nosso pr\u00f3prio caminho. Ao inv\u00e9s de evoluir nossos corpos, evolu\u00edmos quase tudo o que nos cercava. Terceirizamos alguns servi\u00e7os dif\u00edceis para m\u00e1quinas, alcan\u00e7amos o imposs\u00edvel para nossos antepassados com inven\u00e7\u00f5es como o avi\u00e3o. Nenhum ser humano voa. Mas com o avi\u00e3o atrelado ao nosso corpo, isso \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Muita gente pode pensar que transumanismo \u00e9 algo frio e desumano, mas se a evolu\u00e7\u00e3o da tecnologia nos ensinou alguma coisa, \u00e9 que ela segue no sentido dos nossos desejos e emo\u00e7\u00f5es mais primais. Sem a necessidade de proximidade, n\u00e3o precisar\u00edamos de meios de transporte. Sem a vontade primal de se conectar com outras pessoas, celulares n\u00e3o teriam se popularizado. Nem mesmo a tecnologia da agricultura teria avan\u00e7ado tanto se alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o tivesse um componente emocional t\u00e3o poderoso no ser humano. Podemos at\u00e9 discutir exageros na forma como as pessoas usam essas tecnologias, mas no cerne da quest\u00e3o ainda est\u00e1 algo muito humano e honesto sobre nossa natureza.<\/p>\n<p>E desde o come\u00e7o da nossa vida em sociedade, temos um problema cr\u00f4nico de coordena\u00e7\u00e3o. Vulgo fazer as pessoas concordarem em alguma coisa e agirem em conjunto. N\u00e3o conseguimos ler a mente do outro. Pessoas mais bem socializadas conseguem prever e entender bem o comportamento alheio, mas nem sempre tem a intelig\u00eancia, o carisma ou a motiva\u00e7\u00e3o para coordenar outros seres humanos. \u00c9 realmente complicado. Tanto que pessoas que conseguem fazer isso tendem a ficar muito famosas: grandes l\u00edderes s\u00e3o lembrados por v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es justamente por vencer um dos maiores desafios da vida em sociedade. Se s\u00e3o lembrados com afeto ou terror, vai do que a pessoa escolheu fazer com sua habilidade.<\/p>\n<p>E como dizia no texto de ontem, \u00e9 muito prov\u00e1vel que essa dificuldade acentuada com organiza\u00e7\u00e3o gere a maior parte dos nossos problemas. \u00c9 muito f\u00e1cil achar que um grupo de pessoas \u00e9 maligno, mas no dia a dia, lidando com uma pessoa por vez, \u00e9 mais prov\u00e1vel que voc\u00ea conhe\u00e7a uma imensa maioria de pessoas que julga como boas. E \u00e9 muito comum tamb\u00e9m que ao ser for\u00e7ado a conviver com algu\u00e9m de um grupo que julgava ruim antes, seja surpreendido por como essa pessoa n\u00e3o parece nem um pouco com a imagem terr\u00edvel que voc\u00ea tinha na sua mente.<\/p>\n<p>Eu chamo essa disson\u00e2ncia entre o indiv\u00edduo e o grupo de um problema de coordena\u00e7\u00e3o. Muitas pessoas diferentes tentando fazer senso da mesma coisa e impossibilitadas de se conhecerem, seja por uma mentalidade de bando de \u00f3dio pelo diferente, seja pelo simples fato que n\u00e3o tem espa\u00e7o no c\u00e9rebro humano para conhecer todo mundo do grupo que voc\u00ea acha que odeia. Somos humanos. O c\u00e9rebro n\u00e3o comporta muita informa\u00e7\u00e3o por vez, precisamos de muitos atalhos para continuar funcionando na vida. Um dos atalhos para o problema de n\u00e3o conseguir se coordenar com tanta gente diferente \u00e9 gerar grupos de mocinhos e bandidos. Isso ajuda a dividir a humanidade em blocos menores, dando a ilus\u00e3o de coordena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Homens n\u00e3o prestam, mulheres s\u00e3o malucas, brancos s\u00e3o racistas, negros s\u00e3o violentos&#8230; redu\u00e7\u00f5es de uma mente incapaz de lidar caso a caso com o resto da humanidade. A verdade \u00e9 que nenhum grupo humano \u00e9 homog\u00eaneo o suficiente para voc\u00ea estar certo numa generaliza\u00e7\u00e3o. E essa verdade \u00e9 enlouquecedora. N\u00e3o gostamos sequer de pensar nisso. Imagina s\u00f3: quase tudo o que eu escrevi sobre grupos de pessoas aqui, quase tudo o que eu falei generalizando at\u00e9 hoje&#8230; tudo errado. \u00c9 o tipo da coisa que se voc\u00ea pensar muito a fundo, deixa de ter opini\u00f5es sobre&#8230; qualquer coisa.<\/p>\n<p>E onde a tecnologia pode entrar para nos transformar nesse aspecto? Um dos elementos que impede o desenvolvimento de uma intelig\u00eancia artificial que nos conven\u00e7a como inteligente de verdade \u00e9 justamente a dificuldade de generalizar. O computador n\u00e3o tem subconsciente: ele sabe tudo o que est\u00e1 pensando a cada momento. Projetamos eles assim, para n\u00e3o ter o mesmo \u201cbarulho\u201d interno que temos quando pensamos. Mesmo uma m\u00e1quina processando milh\u00f5es de informa\u00e7\u00f5es por segundo ainda sim lida com cada uma delas como uma entidade \u00fanica. Algo que nossas mentes n\u00e3o evolu\u00edram para fazer. Fato curioso: chimpanz\u00e9s tem uma mem\u00f3ria de curto prazo muito melhor que a dos humanos. Eles nunca precisaram trocar essa capacidade de reten\u00e7\u00e3o de dados imediatos (muito \u00fatil quando sua vida \u00e9 matar ou morrer o tempo todo) por generaliza\u00e7\u00f5es e reconhecimento de padr\u00f5es no longo prazo.<\/p>\n<p>Resumindo: somos ruins para lidar com muitas informa\u00e7\u00f5es ao mesmo tempo. Por isso generalizamos e tentamos prever coisas demais no futuro para compensar, o que nos leva a desconfiar muito do outro e ter uma dificuldade pronunciada de coopera\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o. Dito isso, n\u00e3o precisamos perder a nossa habilidade natural para resolver o problema, podemos, assim como fizemos em tantas outras ocasi\u00f5es, passar o servi\u00e7o para uma m\u00e1quina. A internet, as redes sociais e os smartphones com certeza s\u00e3o o primeiro passo, por mais que estejamos num mundo onde todo mundo parece brigar o tempo todo, a capacidade do ser humano moderno de conhecer melhor outros seres humanos aumentou exponencialmente em quest\u00e3o de poucas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Vai parecer torto, mas pensem comigo: o cidad\u00e3o de hoje \u00e9 muito mais diversificado nos seus preconceitos que seus antepassados. E isso \u00e9 um avan\u00e7o! Antigamente a pessoa tinha preconceito com sexos, nacionalidades, cores de pele&#8230; hoje isso j\u00e1 est\u00e1 dividido em grupos muito menores. Uma mulher pode ser julgada n\u00e3o mais s\u00f3 pela sua genit\u00e1lia e um comportamento pr\u00e9-definido sobre carregar uma, mas pelas suas posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, escolhas sobre fam\u00edlia e carreira, religi\u00e3o, vis\u00e3o sobre sexualidade&#8230; sim, as pessoas ainda odeiam muitos grupos diferentes de pessoas, mas existem mais grupos. Estatisticamente, a chance de cair num grupo que outra pessoa detesta fica menor.<\/p>\n<p>Pode n\u00e3o parecer olhando para o cen\u00e1rio todo, mas este mundo raivoso que vivemos \u00e9 na verdade o mais inclusivo e livre de toda a hist\u00f3ria quando se olha para um cidad\u00e3o espec\u00edfico. N\u00e3o s\u00f3 diminui o tamanho do alvo para o preconceito alheio, como tamb\u00e9m aumenta a possibilidade de j\u00e1 se apresentar com uma caracter\u00edstica desejada pelo outro. Estamos sempre focados (e o desfavor cai nessa armadilha muitas vezes) nas brigas entre as pessoas, mas esquecemos que uma pessoa que gosta de fazer esculturas com f\u00f3sforos vai encontrar um grupo de pessoas com os mesmos gostos, possivelmente ao redor do mundo, numa pesquisa de Google. Ao mesmo tempo que as brigas parecem mais presentes, a conex\u00e3o honesta entre pessoas com gostos parecidos acontece numa escala imensa a cada segundo dessa nossa vida conectada. Pra cada treta de Twitter, tem 20 meninos ou meninas encontrando um streamer do jogo preferido deles, e se sentindo menos sozinhos.<\/p>\n<p>A transi\u00e7\u00e3o de uma percep\u00e7\u00e3o de realidade puramente org\u00e2nica para uma baseada em dados armazenados em nuvem parece assustadora, mas \u00e9 exatamente o que a humanidade quer. As informa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o cabem nas nossas cabe\u00e7as ainda sim s\u00e3o desej\u00e1veis. Mais informa\u00e7\u00f5es significam mais coordena\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 do indiv\u00edduo com o todo, mas do todo em si. E quanto mais formos terceirizando esse processo para as m\u00e1quinas, maior a nossa chance de coopera\u00e7\u00e3o. O computador n\u00e3o tem bagagem emocional, ele entende cada pessoa como ela est\u00e1 armazenada em seu banco de dados, e se tenta fazer previs\u00f5es, faz com base nas que tem mais confian\u00e7a matem\u00e1tica de darem certo. Parece bizarro o que eu vou dizer: mas se nada der errado, em algumas gera\u00e7\u00f5es m\u00e1quinas v\u00e3o decidir com quem voc\u00ea vai se relacionar ou n\u00e3o, coordenando interesses e padr\u00f5es de vida numa mistura mais ideal do que fazemos na base da aleatoriedade e primeiras impress\u00f5es, para amizades, trabalho ou mesmo namoro. Sim, se nada der errado. Parece absurdo querer que um algoritmo de computador tome decis\u00f5es consideradas emocionais por n\u00f3s na atualidade, mas a chance da humanidade evoluir sua&#8230; humanidade&#8230; est\u00e1 mais segura na m\u00e3o de quem n\u00e3o generaliza e quem n\u00e3o tenta a sorte.<\/p>\n<p>A quantidade de jeitos que isso pode dar errado \u00e9 enorme, n\u00e3o vou negar. M\u00e1quinas n\u00e3o s\u00e3o preconceituosas, mas as pessoas que as programam podem ser. Mas um sistema desses, uma evolu\u00e7\u00e3o das redes sociais onde cada pessoa \u00e9 julgada por par\u00e2metros baseados nas suas opini\u00f5es, escolhas e peculiaridades para ser conectada com outras pessoas compat\u00edveis (nem digo parecidas, mas compat\u00edveis) tira muito do estresse da socializa\u00e7\u00e3o. Socializa\u00e7\u00e3o que \u00e9 t\u00e3o importante para o ser humano que n\u00e3o deveria ser feita por macacos briguentos. Voc\u00ea pode n\u00e3o concordar comigo, mas seus bisnetos v\u00e3o. A tend\u00eancia \u00e9 clara, estamos vendo as explos\u00f5es do ser humano se conectando globalmente pela primeira vez na hist\u00f3ria, mas n\u00e3o estamos vendo o que est\u00e1 sendo constru\u00eddo na base disso tudo. Estamos aprendendo sobre coopera\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o numa velocidade incr\u00edvel, e isso tem tudo a ver com a tecnologia que temos ao nosso dispor hoje.<\/p>\n<p>Tecnologia que n\u00e3o tem motivo algum para parar de evoluir. Tanto a feminista radical quando o tioz\u00e3o do WhatsApp podem parecer que est\u00e3o rasgando a sociedade no meio, mas&#8230; ao mesmo tempo, \u00e9 uma das primeiras vezes que o cidad\u00e3o m\u00e9dio acha que est\u00e1 participando do mundo, de verdade. Lacrando ou trollando, d\u00e1 um gostinho de ag\u00eancia sobre a realidade, conex\u00e3o raivosa com o outro, mas conex\u00e3o do mesmo jeito. Isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel porque a dificuldade imensa de encontrar outras pessoas e conseguir julg\u00e1-las por algo mais espec\u00edfico do que s\u00f3 o que os olhos veem est\u00e1 \u201csubsidiada\u201d pela tecnologia. Coloca um @ na frente e voc\u00ea pode ir falar merda para qualquer um desse mundo! Conex\u00e3o humana entregue de bandeja para voc\u00ea. E para cada briga, n\u00e3o se esque\u00e7am, tem muito mais elogios e trocas de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O trabalho pesado de saber quem \u00e9 quem, pegar as informa\u00e7\u00f5es e entregar no lugar certo est\u00e1 sendo feito pelo seu smartphone. Por isso que eu quis come\u00e7ar a falar sobre transumanismo com esse tema de coordena\u00e7\u00e3o: porque essa parte j\u00e1 come\u00e7ou. Estamos vendo as pessoas perderem mais um peda\u00e7o do pacote biol\u00f3gico de socializa\u00e7\u00e3o e trocando pela vers\u00e3o digital. Pode me chamar de otimista incorrig\u00edvel, talvez eu seja, mas lembra disso da pr\u00f3xima vez que passar muito tempo na internet: voc\u00ea passou mais tempo consumindo conte\u00fado que te interessa e interagindo com pessoas que gosta ou admira, ou mais tempo puto da vida com quem detesta? Eu te garanto que uma dessas vai ter a maioria do tempo, quase todas as vezes.<\/p>\n<p>Tudo o que sempre dissemos aqui sobre exageros continua valendo. Quem viver s\u00f3 pela internet vai acabar depressivo, o org\u00e2nico n\u00e3o aceita uma mudan\u00e7a t\u00e3o radical. Olho no olho e pele na pele ainda n\u00e3o pode ser \u201ctransumanizado\u201d, mas as formas de chegar nesses momentos com certeza ser\u00e3o. A m\u00e1quina nasceu para nos ajudar a cooperar e coordenar, faz isso muito melhor que qualquer um de n\u00f3s jamais sonhou em fazer, \u00e9 s\u00f3 quest\u00e3o de tempo. E com o b\u00f4nus de se n\u00e3o eliminar o preconceito e as generaliza\u00e7\u00f5es de vez, nos ajudar a tornar nossa percep\u00e7\u00e3o do outro t\u00e3o mais espec\u00edfica que a maioria deles tornam-se obsoletos. Poderemos finalmente desgostar das pessoas pelo o que elas realmente s\u00e3o.<\/p>\n<p>Existem muitos mais aspectos do transumanismo que merecem ser mencionados, mas s\u00e3o problemas para os pr\u00f3ximos textos. At\u00e9 l\u00e1, seres humanos.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que um texto falando s\u00f3 sobre socializa\u00e7\u00e3o \u00e9 frio e distante, para dizer que desistiu no primeiro par\u00e1grafo e s\u00f3 veio aqui pra ver se tinha piada, ou mesmo para dizer que se sente melhor achando que o mundo est\u00e1 piorando: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Transumanismo pode ser definido como a ideia de aumentar as capacidades intelectuais, f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas do ser humano atrav\u00e9s da tecnologia. N\u00e3o s\u00f3 para melhorar o que fazemos e permitir novas possibilidades, mas tamb\u00e9m para acabar com boa parte do sofrimento inerente \u00e0 condi\u00e7\u00e3o humana. 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