{"id":14922,"date":"2019-04-04T13:10:25","date_gmt":"2019-04-04T16:10:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=14922"},"modified":"2019-04-04T13:10:25","modified_gmt":"2019-04-04T16:10:25","slug":"ruidos-submarinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2019\/04\/ruidos-submarinos\/","title":{"rendered":"Ru\u00eddos submarinos."},"content":{"rendered":"<p>Muito se fala em avistamentos de criaturas estranhas, alien\u00edgena ou naves espaciais. A vis\u00e3o costuma ser a principal evid\u00eancia de fen\u00f4menos que ainda n\u00e3o conseguimos explicar. Por\u00e9m, existe outro sentido que capta est\u00edmulos inexplic\u00e1veis e \u00e9 pouco divulgado, a audi\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea sabia que centenas de ru\u00eddos estranhos s\u00e3o registrados no fundo do mar sem que encontremos qualquer explica\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria para eles? Antes de querer solucionar mist\u00e9rios de outros planetas, seria bom acabar de compreender o planeta no qual vivemos.<!--more--><\/p>\n<p>Talvez um dos ru\u00eddos inexplicados vindos do oceano mais famosos seja o \u201cBloop\u201d. O ru\u00eddo foi documentado no fundo do mar e ganhou esse apelido por ser a onomatopeia mais pr\u00f3xima para descrever o som. O que chamou a aten\u00e7\u00e3o do Bloop \u00e9 o ineditismo (nunca se havia escutado nada parecido) e a intensidade. O som era muito mais alto que qualquer outro e foi captado simultaneamente por v\u00e1rios microfones de v\u00e1rios pa\u00edses que monitoravam o oceano, microfones que estavam a mais de 5000km de dist\u00e2ncia entre si.<\/p>\n<p>O Bloop foi registrado oficialmente em 1997, por uma organiza\u00e7\u00e3o americana chamada NOAA (Administra\u00e7\u00e3o Nacional Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica). Apesar do som ser \u201calto\u201d, era de baixa frequ\u00eancia, ou seja, grave, t\u00edpico de alguns animais aqu\u00e1ticos. O problema \u00e9: para que esse som venha de um ser vivo, o bicho teria que ser muito, mas muito grande. Algo entre 800 metros.<\/p>\n<p>Em um primeiro momento, o som parecia biol\u00f3gico, emitido por um animal. Cientistas chegaram a cogitar que fosse o som de uma baleia azul, mas o tamanho de um animal para propagar o som a 5000km teria que ser bem maior. Normalmente os sons produzidos por este animal alcan\u00e7am, no m\u00e1ximo, 1000km. At\u00e9 onde se sabe, n\u00e3o existe hoje um animal capaz desse alcance. Se existir, definitivamente sai da categoria \u201cbaleia azul\u201d para uma um novo bicho nunca antes visto.<\/p>\n<p>Depois se cogitou que o Bloop fosse resultado de alguma atividade s\u00edsmica: placas tect\u00f4nicas se mexendo, colidindo. Por\u00e9m, durante d\u00e9cadas microfones captaram todo tipo de atividade s\u00edsmica no oceano e nunca nada foi nem parecido com este ru\u00eddo. A\u00ed surgiu a teoria que o Bloop seria resultado de um evento \u00fanico, como por exemplo, um grande iceberg que se despeda\u00e7ou. Parte da comunidade cient\u00edfica refuta essa ideia, dizendo que n\u00e3o existe iceberg com tamanho suficiente para produzir um som com este impacto, mas boa parte acredita que seja perfeitamente poss\u00edvel.<\/p>\n<p>E a\u00ed, sem explica\u00e7\u00e3o, a coisa fica a crit\u00e9rio da imagina\u00e7\u00e3o de cada um. H\u00e1 quem diga que \u00e9 um animal muito grande e ainda n\u00e3o descoberto, pelas caracter\u00edsticas do som, que de fato indicam para um ser vivo. Quem defende isso alega que de tempos em tempos a ci\u00eancia toma uma rasteira e descobre que existe um bicho que ela n\u00e3o conhecia, como \u00e9 o caso da Lula Colossal. <\/p>\n<p>Durante muito tempo se achou que a maior Lula poss\u00edvel era a gigante, com 5m, mas um dia, do nada, apareceu a Lula Colossal, com at\u00e9 15m. Foram s\u00e9culos desconhecendo a exist\u00eancia deste animal e acreditando que ele n\u00e3o passava de uma lenda, at\u00e9 que um dia um exemplar deu as caras. Por isso, parte da comunidade cient\u00edfica n\u00e3o descarta que existam animais nas profundezas que n\u00f3s ainda n\u00e3o tenhamos conhecido. Mas, explicar algo com a pr\u00f3pria ignor\u00e2ncia d\u00f3i no ego e a maioria refutou esta teoria. Os cientistas, em sua maioria, acreditam n\u00e3o ser poss\u00edvel existir um animal desconhecido no planeta.<\/p>\n<p>No saldo final, a maioria acredita que seja mais prov\u00e1vel um iceberg enorme, fora do convencional, do que um animal enorme, fora do convencional. Por\u00e9m nunca ficou provado de forma definitiva o que \u00e9 o Bloop.<\/p>\n<p>Ainda em 1997, outro som estranho foi registrado e apelidado de o \u201cSlow Down\u201d. Recebeu esse nome gra\u00e7as a uma peculiaridade muito at\u00edpica: durante os sete minutos de grava\u00e7\u00e3o, sua frequ\u00eancia vai diminuindo lenta e progressivamente, at\u00e9 desaparecer. Os primeiros estudos indicavam uma lula muito, muito grande, mas a maioria dos cientistas defenderam, novamente, que se houvesse um bicho desse tamanho no oceano, j\u00e1 teria sido encontrado. Mais uma vez, alegaram se tratar de um iceberg em deslocamento sendo freado pelo leito mar\u00edtimo.<\/p>\n<p>Ainda em 1997, um novo som foi registrado e chamado de \u201cThe Train\u201d, por se parecer com o barulho de uma locomotiva a vapor. O barulho \u00e9 muito n\u00edtido e realmente parece com rajadas e vapor, apesar de estar debaixo d\u00e1gua. Novamente disc\u00f3rdia na comunidade cient\u00edfica e, novamente, o que prevaleceu foi uma teoria ligada ao um iceberg: o barulho de trem era resultado do atrito de um iceberg com o fundo do mar.<\/p>\n<p>Outro som captado pela NOAA \u00e9 o \u201cJulia\u201d. Ele foi registrado em 1999 e \u00e9 um ru\u00eddo estranho, que parece uma pessoa chorando debaixo d\u00e1gua. Para variar, n\u00e3o houve muito consenso na explica\u00e7\u00e3o: parte da comunidade cient\u00edfica disse que era o som de iceberg se arrastando no fundo do oceano, mas uma outra parcela significativa deu um piti irritada com as constantes explica\u00e7\u00f5es culpando os icebergs de todos os sons vindos do fundo do mar, sem qualquer evid\u00eancia que justifique estas respostas. <\/p>\n<p>Durante anos o iceberg foi usado pelos cientistas como a virose \u00e9 usada pelos m\u00e9dicos: n\u00e3o sabe o que \u00e9? Provavelmente foi um iceberg. Isso gerou um movimento de resposta, de pessoas chateadas com a facilidade pela qual tudo era atribu\u00eddo a estas pedras de gelo. Conclus\u00e3o: em vez de procurar pelo que era, resolveram come\u00e7ar pelo que n\u00e3o era. Come\u00e7aram a estudar detalhadamente os sons que poderiam ser causados por icebergs, para descartar esta explica\u00e7\u00e3o, que vinha sendo dada de uma forma muito c\u00f4moda. E, curiosamente, dali pra frente, cada vez menos sons receberam essa explica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas, nem sempre os icebergs levam a culpa. Em 1991, um barulho chamado Upsweep foi registrado no Pac\u00edfico Sul. \u00c9 um ru\u00eddo curioso, que se parece muito com a sirene de uma ambul\u00e2ncia. N\u00e3o se cogita que possa ser emitido por um ser vivo, pois o som n\u00e3o tem nenhuma varia\u00e7\u00e3o de tom. Na real, ningu\u00e9m teve coragem de bater o martelo sobre o que causou esse som, que mais parece um alarme disparando. A \u00fanica teoria que tiveram coragem e apresentar \u00e9 de que se trata do som proveniente da evapora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua em contato com lava quente de erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas submarinas, por\u00e9m, nunca foi comprovado. No saldo final, a maioria foi no doloroso \u201cn\u00e3o sei explicar isso\u201d.<\/p>\n<p>Existem alguns sons que n\u00e3o s\u00e3o pontuais, s\u00e3o recorrentes, como \u00e9 o caso do som chamado de \u201cBiopato\u201d. Registrado no Oceano Ant\u00e1rtico desde a d\u00e9cada de 60, som \u00e9 similar a um pato grasnando e n\u00e3o foi captado apenas por microfones de monitoramento. Pessoas que transitaram pelo local em submarinos escutavam o ru\u00eddo com frequ\u00eancia. <\/p>\n<p>O mist\u00e9rio ficou 50 anos sem explica\u00e7\u00e3o, apenas com teorias e possibilidades (muitas delas culpando icebergs), quando, em 2014, finalmente perceberam do que se tratava. Era um ru\u00eddo feito por um determinado tipo de baleia, que emitia esta frequ\u00eancia apenas quando ela vinha \u00e0 superf\u00edcie (no fundo do mar o ru\u00eddo que elas emitiam era outro). Se tivessem passado menos tempo justificando cada peido subaqu\u00e1tico com icebergs, teriam percebido mais cedo.<\/p>\n<p>Outros sons, apesar de antigos, continuam sem explica\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso do ru\u00eddo apelidado de Quacker. Ele foi escutado diversas vezes nos oceanos Atl\u00e2ntico e \u00c1rtico, n\u00e3o apenas por microfones como por tripulantes russos de submarinos, que por sinal, foram os respons\u00e1veis pelo nome deste som: uma alus\u00e3o \u00e0 onomatopeia que os russos utilizam para descrever o coaxar de um sapo. O ru\u00eddo de fato parece um sapo gigante. At\u00e9 hoje n\u00e3o se sabe o que foi. Parte da comunidade cient\u00edfica diz que veio de uma Lula Gigantge, que n\u00e3o foi captada pelo sonar do submarino por n\u00e3o possuir ossos, mas outra parte refuta com for\u00e7a esta teoria. Se for um bicho, \u00e9 um animal totalmente desconhecido.<\/p>\n<p>E nem sempre estes ru\u00eddos causam curiosidade, alguns d\u00e3o medo mesmo. Um som que apavorou v\u00e1rios pa\u00edses foi o \u201cMistpouffers\u201d, sons que pareciam o disparo de canh\u00f5es ou outras armas. Esses estrondos foram testemunhados em v\u00e1rios locais, como o lago Seneca, em Nova York e por um instante levaram algumas na\u00e7\u00f5es a pensar que poderiam estar sendo atacadas. <\/p>\n<p>No come\u00e7o se pensou que gases submersos cujas bolhas estouram na superf\u00edcie eram os respons\u00e1veis, mas, estudos mais aprofundados provaram que eles n\u00e3o poderiam gerar um som t\u00e3o alto. Conclus\u00e3o: ningu\u00e9m explicou at\u00e9 hoje de forma convincente o que s\u00e3o esses \u201cdisparos\u201d. Gastaram uma quantia consider\u00e1vel de dinheiro em estudos e sa\u00edram sem qualquer explica\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Em 2014 a teoria \u201cn\u00e3o pode ser um bicho desconhecido, n\u00f3s saber\u00edamos\u201d levou uma paulada na nuca. Um som desconhecido veio da parte mais profunda do oceano: a Fossa das Marianas. O som foi apelidado de \u201cWestern Pacific Biotwang\u201d chamou a aten\u00e7\u00e3o por ser muito estranho, alternando frequ\u00eancias muito graves com frequ\u00eancias muito agudas e, em alguns momentos, o ru\u00eddo parece met\u00e1lico. Em 2015 o som foi escutado novamente. Ap\u00f3s dois anos estudando os sons, chegaram \u00e0 conclus\u00e3o que vinha de um ser vivo, provavelmente uma baleia. O problema \u00e9: nenhuma baleia conhecida emite esse som. Ou seja, grandes chances de que exista algum bicho na Fossa das Marianas que ainda n\u00e3o vimos.<\/p>\n<p>Mais ou menos na mesma \u00e9poca, uma popula\u00e7\u00e3o de esquim\u00f3s de Nunavut, Canad\u00e1, formalizou uma reclama\u00e7\u00e3o com as for\u00e7as armadas do pa\u00eds sobre um zumbido vindo do fundo do oceano que estava assustando os mam\u00edferos do local, fazendo com que todos fujam. Isso estava comprometendo a sobreviv\u00eancia dos esquim\u00f3s, que n\u00e3o conseguiam ca\u00e7ar, logo, n\u00e3o conseguiam se alimentar. <\/p>\n<p>Em um primeiro momento acusaram uma empresa de minera\u00e7\u00e3o de realizar perfura\u00e7\u00f5es no local. Foi investigado e comprovado que nenhuma atividade foi desempenhada na \u00e1rea. O faniquito dos esquim\u00f3s continuou, gerando mais investiga\u00e7\u00f5es. Chegaram a cogitar que o Greenpeace estivesse reproduzindo esses sons para espantar os animais e assim evitar que fossem ca\u00e7ados. Greenpeace veio a p\u00fablico indignado dizer que jamais de op\u00f4s \u00e0 pesca de subsist\u00eancia e que nunca realizou qualquer atividade no local. <\/p>\n<p>Cientistas pesquisaram, pesquisaram e pesquisaram sem conseguir encontrar resposta para a origem do tal zumbido. Nem ao menos hip\u00f3teses. Nada. O zumbido foi escutado, foi registrado, \u00e9 reconhecido que ele existe e vem do fundo do mar&#8230; mas n\u00e3o se sabe de onde, nem o que o causa.<br \/>\nPara terminar, existem sons t\u00e3o poderosos vindos do oceano que podem ser captados por sat\u00e9lites da NASA. Um dos mais conhecidos \u00e9 chamado de \u201cZumbido de Rossby\u201d, um ru\u00eddo de frequ\u00eancia inaud\u00edvel pelo ouvido humano, que se origina no mar do Caribe. Ningu\u00e9m explica ao certo de onde vem esse som, mas se sabe que ele \u00e9 t\u00e3o poderoso que sua frequ\u00eancia foi captada pelo sat\u00e9lite Grace, da NASA. Ent\u00e3o, \u201cse tivesse algo a gente saberia\u201d v\u00edrgula, menos arrog\u00e2ncia, que ainda tem muita coisa n\u00e3o explicada.<\/p>\n<p>Mesmo sem explicar de onde vem cada um destes sons, h\u00e1 uma parte da comunidade cient\u00edfica que os v\u00ea como um fen\u00f4meno \u00fanico. Acreditam que eles est\u00e3o aumentando exponencialmente e isso est\u00e1 afetando a vida de animais marinhos. Recentemente se descobriu que golfinhos est\u00e3o \u201cfalando menos\u201d, ou seja, simplificando seu vocabul\u00e1rio para \u201cresposta mais curtas\u201d. H\u00e1 uma teoria que credita isso ao aumento de sons marinhos n\u00e3o explicados, que gerariam problemas de comunica\u00e7\u00e3o entre os animais.<\/p>\n<p>\u00c9 como se voc\u00ea estivesse em um bar lotado tentando se comunicar com algu\u00e9m: a tend\u00eancia \u00e9 dar respostas curtas e simples, gra\u00e7as \u00e0 polui\u00e7\u00e3o sonora. O mais curioso \u00e9 que isso acontece em \u00e1reas que n\u00e3o s\u00e3o de tr\u00e2nsito humano, ou seja, n\u00e3o d\u00e1 para colocar a culpa desta polui\u00e7\u00e3o sonora 100% em motores de barcos e escava\u00e7\u00f5es. Tem algo ou algos fazendo barulho no fundo do mar, cada vez mais barulho, a ponto de mudar os h\u00e1bitos dos animais marinhos.<\/p>\n<p>Todos estes sons est\u00e3o dispon\u00edveis online, basta que voc\u00ea digite o nome deles no Google ou Youtube e aparecer\u00e1 um \u00e1udio ou v\u00eddeo correspondente. \u00c9, no m\u00ednimo, algo curioso de se escutar.  <\/p>\n<p>A resposta definitiva para explicar cada um deles n\u00f3s n\u00e3o temos, nem a comunidade cient\u00edfica, mas saber que eles existem e conhece-los j\u00e1 \u00e9 um passo importante.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que isso \u00e9 coisa do Bolsonaro, para dizer que isso \u00e9 coisa do PT, ou ainda para dizer que deve ter muito bich\u00e3o desconhecido no fundo do mar: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muito se fala em avistamentos de criaturas estranhas, alien\u00edgena ou naves espaciais. 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