{"id":15418,"date":"2019-07-25T12:00:23","date_gmt":"2019-07-25T15:00:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=15418"},"modified":"2019-07-25T11:31:16","modified_gmt":"2019-07-25T14:31:16","slug":"memoria-genetica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2019\/07\/memoria-genetica\/","title":{"rendered":"Mem\u00f3ria gen\u00e9tica."},"content":{"rendered":"<p>Durante muito tempo se pensou nos genes como um dep\u00f3sito de informa\u00e7\u00f5es relacionadas a caracter\u00edsticas f\u00edsicas: eram eles que determinavam a cor dos seus olhos, sua altura ou a cor dos seus cabelos. Hoje, acredita-se que os genes possam respons\u00e1veis por muito mais do que isso, sendo capazes at\u00e9 de armazenar mem\u00f3rias, sentimentos e informa\u00e7\u00f5es ligadas a viv\u00eancias de antepassados Desfavor Explica: Mem\u00f3ria Gen\u00e9tica.<!--more--><\/p>\n<p>Simplificando de forma bem grosseira, um gene \u00e9 uma mol\u00e9cula que carrega informa\u00e7\u00f5es sobre um ser vivo. Um conjunto de genes em sequ\u00eancia forma o DNA. \u00c9 como se o DNA fosse um colar e os genes fossem as contas. Como o DNA \u00e9 um colar enorme (se o DNA de uma \u00fanica c\u00e9lula humana pudesse ser esticado em linha reta, teria dois metros de comprimento), ele precisa ser compactado dentro das c\u00e9lulas, enrolado dentro de uma estrutura chamada Cromossomo. <\/p>\n<p>Cada c\u00e9lula humana tem cerca de 25.000 genes. Uma c\u00e9lula usa seus genes conforme sua necessidade: pode ativar os genes que precisa no momento certo e desativar outros genes quando n\u00e3o precisa. Todas as c\u00e9lulas do corpo (exceto \u00f3vulo e espermatozoide) cont\u00eam os mesmos genes, mas elas se diferenciam justamente pelos genes que escolhem ativar ou desativar: \u00e9 assim que uma c\u00e9lula torna-se especializada, virando uma c\u00e9lula muscular e n\u00e3o uma c\u00e9lula \u00f3ssea, por exemplo.<\/p>\n<p>Alguns genes ficam ativos o tempo todo para produzir as prote\u00ednas necess\u00e1rias para as fun\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas da c\u00e9lula. Outros s\u00e3o desligados quando terminam sua fun\u00e7\u00e3o, podendo reiniciar sua atividade, se necess\u00e1rio, posteriormente. Ainda n\u00e3o controlamos bem como esse mecanismo acontece e n\u00e3o conhecemos todo seu potencial. E \u00e9 justamente da\u00ed que surge o tema do texto: pode ser que muitas dessas fun\u00e7\u00f5es, inclusive as que est\u00e3o desligadas, sejam herdadas e n\u00e3o aprendidas por nosso organismo. Seria a chamada Mem\u00f3ria Gen\u00e9tica.<\/p>\n<p>Mem\u00f3ria Gen\u00e9tica, explicada brevemente, s\u00e3o habilidades complexas e conhecimento sofisticado que nunca nos foram ensinados, eles est\u00e3o ali apenas porque foram herdados. Isso vai de encontro com a antiga ideia de que o c\u00e9rebro nasce como uma tela em branco e vamos adquirindo as informa\u00e7\u00f5es que nos s\u00e3o ensinadas durante a vida. Parece que nossos genes trazem muitas informa\u00e7\u00f5es pr\u00e9-programadas, aprendidas por nossos antepassados e fixadas em seu DNA.<\/p>\n<p>Ao que tudo indica, j\u00e1 nascemos com uma bagagem de informa\u00e7\u00e3o enorme, por mais que nem sempre consigamos acess\u00e1-la. Temos um banco de dados de todas as experi\u00eancias relevantes de nossos antepassados em algum lugar, s\u00f3 n\u00e3o sabemos bem como ativ\u00e1-lo, e \u00e0s vezes ele se ativa sozinho, causando espanto em todos. Pessoas que nunca aprenderam determinada atividade complexa passam a desempenh\u00e1-la com maestria, pessoas que nunca vivenciaram um trauma tem um sistema de seguran\u00e7a contra o evento&#8230; s\u00e3o muitas as evid\u00eancias da Mem\u00f3ria Gen\u00e9tica.<\/p>\n<p>Isso muda tudo e deveria fazer com que repensemos o sistema de ensino e at\u00e9 a forma como pais criam seus filhos em casa, para estimular de forma eficiente todas as potencialidades desde pequenos. Se ficar provado que nossos genes t\u00eam mem\u00f3ria e que herdamos o aprendizado de nossos antepassados, \u00e9 poss\u00edvel ajudar crian\u00e7as a desenvolver potenciais que seu DNA herdou, talvez criando humaninhos bem acima da m\u00e9dia.<\/p>\n<p>A ideia de Mem\u00f3ria Gen\u00e9tica n\u00e3o \u00e9 nova. Carl Jung utilizou o termo \u201cinconsciente coletivo\u201d para definir essas informa\u00e7\u00f5es herdadas, intui\u00e7\u00f5es e sabedoria coletiva do passado. O conceito de Jung, apesar de impreciso, \u00e9 o uma das primeiras referencias sobre o assunto: a ideia de que seres humanos herdam ideias, experi\u00eancias e sentimentos de seus ancestrais e sequer se d\u00e3o conta de onde vem este conte\u00fado, ele apenas est\u00e1 l\u00e1, e geralmente morre inexplorado.<\/p>\n<p>No reino animal isso n\u00e3o \u00e9 incomum: animais migram para locais aos quais nunca foram ensinados a ir, por exemplo. S\u00f3 que a gente chama isso de \u201cinstinto\u201d. Pouco importa o nome que se d\u00ea, para animais ou para humanos, o fato \u00e9 que cada vez mais se demonstra que existe uma Mem\u00f3ria Gen\u00e9tica, que temos aptid\u00f5es, conhecimentos e capacidades herdadas e muitas vezes adormecidas, que podem ser ativadas por alguns eventos rand\u00f4micos que n\u00e3o controlamos \u2013 ainda.<\/p>\n<p>Experimentos recentes comprovam a teoria de que, al\u00e9m de certas aptid\u00f5es, emo\u00e7\u00f5es dos pais podem ser passadas para seus filhos pelo DNA. Um deles mostrou que ratos treinados para evitar o cheiro da flor de cerejeira passam a avers\u00e3o ao cheiro da planta para seus netos. Foi realizado da seguinte forma: ratos eram submetidos a choques cada vez que entravam em contato com o cheiro e, obviamente, ficaram traumatizados. Cada vez que esses ratos sentiam esse cheiro, passaram a sentir medo, estresse, pavor.<\/p>\n<p>Posteriormente, os filhotes desses ratos (separados dos pais, portanto, sem qualquer influ\u00eancia da rea\u00e7\u00e3o deles) que nunca levaram um choque na vida, foram submetidos ao cheiro da flor de cerejeira. A rea\u00e7\u00e3o? O mesmo medo, estresse e pavor, mesmo sem nunca terem sofrido qualquer consequ\u00eancia negativa relacionada com este odor. Mais: descendentes desses ratos (filhos e filhos dos filhos) tamb\u00e9m reagiram com medo quando expostos ao odor.<\/p>\n<p>N\u00e3o d\u00e1 para falar em \u201cinstinto\u201d, pois o cheiro dessa flor nunca foi nocivo para ratos. Foi um aprendizado, uma mem\u00f3ria emocional, um trauma, que ficou gravada no DNA dos pais e passou para os filhos e, posteriormente para os netos. <\/p>\n<p>Segundo o estudo, a primeira gera\u00e7\u00e3o de ratos, a que levava o choque quando exposta ao odor, apresentou uma mudan\u00e7a qu\u00edmica e estrutural na \u00e1rea respons\u00e1vel pela detec\u00e7\u00e3o de odores em seu c\u00e9rebro. O corpo \u201cgravou\u201d de forma f\u00edsica que o odor era perigoso. N\u00e3o estamos falando de uma mem\u00f3ria abstrata, houve uma modifica\u00e7\u00e3o na estrutura cerebral. <\/p>\n<p>Por sua vez, o c\u00e9rebro de seus filhotes (e dos filhotes dos seus filhotes) veio \u201cde f\u00e1brica\u201d j\u00e1 com esta altera\u00e7\u00e3o no c\u00e9rebro: odor de flor de cerejeira \u00e9 perigoso. Qualquer outro rato no mundo nasceria com o c\u00e9rebro no \u201cformato padr\u00e3o\u201d, mas os filhotes de pais traumatizados nascem com um c\u00e9rebro estruturalmente diferente.<\/p>\n<p>Como essa altera\u00e7\u00e3o se deu? Pelos genes dos pais, que geraram os filhotes. N\u00e3o foi necess\u00e1rio vivenciar a experi\u00eancia, ela foi passada atrav\u00e9s dos genes dos pais. Segundo os pesquisadores, ocorreram mudan\u00e7as no c\u00e9rebro E no DNA dos animais. O resultado da transmiss\u00e3o da fobia\/medo de gera\u00e7\u00e3o para gera\u00e7\u00e3o aconteceu pela programa\u00e7\u00e3o do DNA, que se alterou para apresentar aos filhotes os traumas vivenciados por seus antecessores.<\/p>\n<p>Ou seja&#8230; a transmiss\u00e3o biol\u00f3gica de mem\u00f3rias \u00e9 poss\u00edvel e provavelmente \u00e9 um mecanismo para aumentar as chances de sobreviv\u00eancia da prole, que n\u00e3o precisar\u00e1 passar por todos os riscos, perigos e situa\u00e7\u00f5es nocivas que seus pais passaram para aprender a evit\u00e1-las. Diversas experi\u00eancias foram realizadas com outros animais, e em todas se observou a mem\u00f3ria gen\u00e9tica, em alguns casos, durando at\u00e9 14 gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, quando v\u00e1rias pessoas da mesma fam\u00edlia tem medo de uma mesma coisa, isso pode estar escrito no DNA, e n\u00e3o ser resultado de observa\u00e7\u00e3o, como at\u00e9 ent\u00e3o se supunha. Sim, medos e fobias podem ser herdados geneticamente. D\u00e1 para bater o martelo? N\u00e3o d\u00e1, pois s\u00e3o pesquisas muito recentes (essa dos ratinhos, por exemplo, \u00e9 de 2013!). Mas tudo converge para a constata\u00e7\u00e3o de que nosso DNA armazena emo\u00e7\u00f5es de alguma forma.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 vis\u00edvel em seres humanos. N\u00e3o se pode realizar esse tipo de experimento por quest\u00f5es \u00e9ticas, mas, ainda assim, a mem\u00f3ria gen\u00e9tica pode ser observada em certas situa\u00e7\u00f5es. Existem in\u00fameros casos de humanos que demonstram habilidades repentinas, muito acima da m\u00e9dia, em \u00e1reas como m\u00fasica, arte ou matem\u00e1tica, por exemplo. Habilidades que vem de ber\u00e7o ou que permaneciam dormentes at\u00e9 serem liberadas por algum evento externo como uma les\u00e3o cerebral, libertando a capacidade latente que elas continham.<\/p>\n<p>Um dos casos mais famosos de \u201chabilidade que vem de ber\u00e7o\u201d \u00e9 o de Thomas Wiggins, vendido em meio a um \u201clote\u201d de pessoas como escravo. Por ser cego, ele n\u00e3o poderia desempenhar as atividades bra\u00e7ais que se esperavam dele. Chegaram at\u00e9 a cogitar mata-lo. Mas, para surpresa de todos, aos cinco anos de idade, quando teve acesso a um piano, ele sentou e comp\u00f4s sua primeira m\u00fasica, sem que nunca ningu\u00e9m tenha lhe ensinado nada. Acabou se tornando um dos pianistas mais conhecidos de seu tempo.<\/p>\n<p>Por \u00f3bvio ningu\u00e9m lhe ensinou nada. Al\u00e9m de ser um escravo, portanto, algu\u00e9m que n\u00e3o teria acesso a esse tipo de informa\u00e7\u00e3o, ele era cego e muito pequeno para compreender a complexidade musical da qual desfrutava. Isso veio com ele de f\u00e1brica, estava, de alguma forma, armazenado em seus genes e bastou um pequeno est\u00edmulo externo para fazer todo o download de sua capacidade musical.<\/p>\n<p>Um caso de habilidade que permaneceu latente at\u00e9 a interfer\u00eancia de um evento externo \u00e9 o de Alonzo Clemmons. Depois de sofrer uma les\u00e3o na cabe\u00e7a, ele come\u00e7ou a esculpir com uma rapidez e precis\u00e3o fora do comum, tornando-se um conhecido escultor, capaz de moldar com perfei\u00e7\u00e3o qualquer animal em uma hora ou menos posicionando cada m\u00fasculo e tend\u00e3o perfeitamente, mesmo tendo visto o modelo apenas uma \u00fanica vez. Ele n\u00e3o teve nenhum treinamento formal, apenas uma pancada na cabe\u00e7a que, supostamente, trouxe \u00e0 tona uma habilidade que estava latente. <\/p>\n<p>O que normalmente se explicava como \u201creencarna\u00e7\u00e3o\u201d de algu\u00e9m com estas habilidades hoje pode ser explicado pela Mem\u00f3ria Gen\u00e9tica. Se nossos genes armazenam emo\u00e7\u00f5es e aptid\u00f5es dos nossos antepassados, um ancestral algumas gera\u00e7\u00f5es atr\u00e1s com ex\u00edmia habilidade musical ou para artes pode ter compilado isso em seu DNA e passado adiante. Pode ter ficado latente por muitas gera\u00e7\u00f5es, at\u00e9 que se mostrou ativo em uma delas. N\u00e3o deixa de ser uma forma de \u201creencarna\u00e7\u00e3o\u201d, sem toda aquela alegoria-baboseira da doutrina esp\u00edrita: voc\u00ea est\u00e1 pegando a experi\u00eancia acumulada de uma pessoa que j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 mais entre n\u00f3s.<\/p>\n<p>Falando sobre emo\u00e7\u00f5es, medos e traumas, tamb\u00e9m h\u00e1 fortes ind\u00edcios que eles sejam gravados no DNA humano, assim como foram gravados no DNA de ratos. Uma equipe de pesquisadores comparou a composi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de um grupo de 32 homens e mulheres judeus com a composi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de seus filhos. O grupo de estudo tinha vivido em um campo de concentra\u00e7\u00e3o e sofrido com o regime nazista. Essa informa\u00e7\u00e3o foi comparada com a de outras fam\u00edlias judias que n\u00e3o tinham vivido na Europa durante a Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 que os filhos das fam\u00edlias que foram v\u00edtimas diretas s\u00e3o mais propensos a sofrer problemas ligados ao estresse. Voc\u00ea pode pensar que crian\u00e7as criadas por pais estressados tem mais propens\u00e3o ao estresse, portanto, seria ambiental, ou que escutar essa hist\u00f3ria horr\u00edvel os deixou assim. Por\u00e9m, para a professora de psiquiatria e neuroci\u00eancia e l\u00edder do projeto de pesquisa afirma que as mudan\u00e7as gen\u00e9ticas nessas crian\u00e7as foram herdadas dos pais. A explica\u00e7\u00e3o \u00e9 bem complexa, mas vamos tentar simplificar.<\/p>\n<p>Quando os genes mudam pela influ\u00eancia do ambiente (traumas vivenciados pela pessoa, aprendizados vivenciados pela pessoa, etc), esta mudan\u00e7a ocorre mediante uma &#8220;etiqueta qu\u00edmica&#8221; (papo t\u00e9cnico: epigenoma) que adere ao DNA e funciona como um interruptor: modifica os genes, ativando-os ou silenciando-os. Por\u00e9m, no caso da mem\u00f3ria gen\u00e9tica, estas \u201cetiquetas qu\u00edmicas\u201d s\u00e3o diferentes, \u00e9 como se fossem \u201cetiquetas externas\u201d de outra pessoa, coladas no DNA dos filhos. Apesar de cumprirem a mesma fun\u00e7\u00e3o, se sabe que vieram de lugares diferentes, provavelmente do DNA de seus pais.<\/p>\n<p>Aceitar que a Mem\u00f3ria Gen\u00e9tica de fato existe e que temos as emo\u00e7\u00f5es, os medos, as experi\u00eancias dos nossos antepassados no nosso DNA \u00e9 algo muito interessante, que pode ser bastante explorado pela humanidade. Mas, pode mudar toda nossa forma de pensar e levantar uma s\u00e9rie de quest\u00f5es \u00e9ticas.<\/p>\n<p>O que voc\u00ea \u00e9 hoje n\u00e3o \u00e9 apenas voc\u00ea, \u00e9 voc\u00ea + uma enorme bagagem dos seus ancestrais. Isso pode ser determinante para entender alguns comportamentos, resolver fobias e at\u00e9 para se conhecer melhor. Corrigir algumas coisas ou desenvolver outras pode ser muito dif\u00edcil quando voc\u00ea acredita que \u00e9 tudo \u201cseu\u201d, pois a origem de problemas \u201cherdados\u201d ser\u00e1 desconhecida. Talvez com a nova perspectiva de que muito do que voc\u00ea sente \u00e9 herdado, se torne mais f\u00e1cil entender a mente humana.<\/p>\n<p>E se, para tratar a mente, um trauma ou as potencialidades de uma pessoa se buscassem as respostas n\u00e3o apenas na pessoa, mas em seus antepassados tamb\u00e9m? N\u00e3o sei se alguma \u00e1rea da psicologia j\u00e1 faz esse tipo de trabalho, mas acredito que valeria uma tentativa.<\/p>\n<p>E beb\u00eas modificados geneticamente? At\u00e9 ent\u00e3o ach\u00e1vamos estar mexendo apenas em caracter\u00edsticas f\u00edsicas, coisas como cor da pele ou dos olhos, mas agora pode ser que estejamos apagando ou reescrevendo a hist\u00f3ria familiar gravada em seu DNA. Seria \u00e9tico fazer isso? Seria justo privar um ser humano de tanta bagagem acumulada?<\/p>\n<p>Outro questionamento \u00e9: se armazenamos nossas emo\u00e7\u00f5es no nosso DNA, ser\u00e1 que existe uma separa\u00e7\u00e3o entre corpo e alma? Se nossas mem\u00f3rias, viv\u00eancias e sentimentos est\u00e3o escritos no nosso sistema nervoso, nas nossas c\u00e9lulas, se de fato fica tudo arquivado fisicamente, faz sentido falar em mente ou em esp\u00edrito?<\/p>\n<p>Muitas perguntas, para as quais ningu\u00e9m tem resposta &#8211; ainda. Sugiro que comecem a pensar nisso, pois a tend\u00eancia \u00e9 que com o tempo estas discuss\u00f5es se tornem cada vez mais necess\u00e1rias. E, se eventualmente julgarem necess\u00e1rio, tentem entender a origem de certos sentimentos, traumas, medos, emo\u00e7\u00f5es ou aptid\u00f5es olhando para o passado da sua fam\u00edlia, pode ser que a resposta esteja l\u00e1.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que agora vai botar a culpa de todos os seus defeitos em seus antepassados, para dizer que suas c\u00e9lulas tem Alzheimer ou ainda para dizer que \u00e9 do tempo do fax e que n\u00e3o consegue mais acompanhar as novas descobertas cient\u00edficas: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante muito tempo se pensou nos genes como um dep\u00f3sito de informa\u00e7\u00f5es relacionadas a caracter\u00edsticas f\u00edsicas: eram eles que determinavam a cor dos seus olhos, sua altura ou a cor dos seus cabelos. 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