{"id":15499,"date":"2019-08-15T12:12:12","date_gmt":"2019-08-15T15:12:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=15499"},"modified":"2019-08-15T12:12:12","modified_gmt":"2019-08-15T15:12:12","slug":"emaranhamento-quantico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2019\/08\/emaranhamento-quantico\/","title":{"rendered":"Emaranhamento Qu\u00e2ntico."},"content":{"rendered":"<p>Se voc\u00ea n\u00e3o tem uma no\u00e7\u00e3o do que seja a f\u00edsica qu\u00e2ntica, sugerimos <a href=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2018\/08\/fisica-quantica\/\" rel=\"noopener noreferrer\" target=\"_blank\">ler este texto<\/a> antes de come\u00e7ar a ler esta p\u00e1gina. Se voc\u00ea tem uma no\u00e7\u00e3o ou se voc\u00ea gosta de aprender na porrada, continue direto, sem escalas. Desfavor Explica: Emaranhamento Qu\u00e2ntico.<!--more--><\/p>\n<p>Emaranhamento Qu\u00e2ntico (ou entrela\u00e7amento qu\u00e2ntico, tanto faz) \u00e9, em uma simplifica\u00e7\u00e3o bem grosseira, um fen\u00f4meno onde duas ou mais part\u00edculas est\u00e3o conectadas de tal forma que a a\u00e7\u00e3o em uma afeta a outra, ainda que elas estejam a milh\u00f5es de quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia uma da outra. <\/p>\n<p>Tem toda uma explica\u00e7\u00e3o complexa sobre spin, sobreposi\u00e7\u00e3o e outras quest\u00f5es muito t\u00e9cnicas que eu prefiro ignorar, passando apenas a ideia geral da coisa no texto. Mas, nada impede a gente de aprofundar e fazer um texto mais t\u00e9cnico no futuro. Por hora, vamos falar em linhas gerais sobre o Emaranhamento Qu\u00e2ntico, tentando simplificar ao m\u00e1ximo, ainda que para isso se perca alguma precis\u00e3o de conceitos.<\/p>\n<p>O Emaranhamento Qu\u00e2ntico fica mais f\u00e1cil de se entender em exemplos. \u00c9 como se voc\u00ea tivesse uma bolinha de gude aqui no Rio e outra na Austr\u00e1lia, que est\u00e3o interligadas por uma for\u00e7a que voc\u00ea desconhece e, cada vez que voc\u00ea mexe faz algo na bolinha do Rio, a bolinha da Austr\u00e1lia \u00e9 afetada, mesmo que ningu\u00e9m encoste nela. Pouco importa a dist\u00e2ncia, pode estar at\u00e9 em outra gal\u00e1xia, se houver este emaranhamento qu\u00e2ntico, uma fatalmente vai afetar a outra.<\/p>\n<p>Estranho, certo? Fique tranquilo, Albert Einstein tamb\u00e9m achava. Ele descreveu o fen\u00f4meno como \u201cassustador\u201d, tanto \u00e9 que ele descrevia essa influ\u00eancia \u00e0 dist\u00e2ncia como \u201ca\u00e7\u00e3o fantasmag\u00f3rica\u201d, por n\u00e3o entender muito bem de onde vinha. E, de fato, at\u00e9 hoje o mecanismo n\u00e3o est\u00e1 bem explicado.<\/p>\n<p>Se Einstein, que entendia do assunto, ficou chocado, normal que a gente tenha dificuldades em entender ou aceitar que uma coisa dessas possa acontecer. Por sinal, a pr\u00f3pria comunidade cient\u00edfica tinha s\u00e9rias ressalvas como o Emaranhamento Qu\u00e2ntico, at\u00e9 bem pouco tempo havia s\u00e9rios questionamentos que colocavam em d\u00favida se era de fato real.<\/p>\n<p>Fato \u00e9 que conseguiram n\u00e3o apenas provar que o fen\u00f4meno existe, como ainda documentar este fen\u00f4meno. Especialistas da Universidade de Glasgow (Esc\u00f3cia) fotografaram o exato momento de entrela\u00e7amento entre dois f\u00f3tons que estavam interagindo. O artigo foi publicado na revista Scientific Advances, caso algu\u00e9m tenha a curiosidade de ler. A forma como esta equipe de cientistas fotografou o fen\u00f4meno soterrou qualquer d\u00favida que ainda pudesse existir: o Emaranhamento Qu\u00e2ntico \u00e9 real.<\/p>\n<p>Ok. Sabemos que existe. Mas o que gera essa liga\u00e7\u00e3o t\u00e3o forte entre duas part\u00edculas, que faz com que uma afete a outra, mesmo a anos-luz de dist\u00e2ncia? Certeza ningu\u00e9m tem (ainda), mas existem teorias. <\/p>\n<p>Pode ocorrer pela forma como essas part\u00edculas foram geradas, pela forma que elas interagem entre si ou por outro motivo que ainda n\u00e3o conhecemos. Amb\u00edguo, n\u00e9? Pois \u00e9, uma resposta mais precisa, tanto eu como a ci\u00eancia vamos ficar devendo. Ent\u00e3o, bora falar aqui sobre o que se sabe sobre Emaranhamento Qu\u00e2ntico, sempre lembrando que n\u00e3o s\u00e3o certezas e sim possibilidades.<\/p>\n<p>Quando duas ou mais part\u00edculas t\u00eam suas propriedades qu\u00e2nticas ligadas entre si, elas acabam funcionando como se fossem uma coisa s\u00f3: mexeu aqui, mexeu ali. N\u00e3o quer dizer que a gente saiba exatamente o que cada part\u00edcula vai fazer, o que a gente sabe \u00e9 que se uma fizer algo, isso afetar\u00e1 a outra de forma complementar. <\/p>\n<p>\u00c9 como se voc\u00ea jogasse dois dados em uma mesa com a certeza de que sempre, invariavelmente, sairia o mesmo n\u00famero em ambos. N\u00e3o sabemos que n\u00famero vai sair, mas sabemos que sempre ser\u00e1 igual, nos dois dados, pois est\u00e3o irremediavelmente interligados.<\/p>\n<p>O mais curioso \u00e9 que isso pode ser espont\u00e2neo ou pode ser induzido. Existem alguns mecanismos para emaranhar part\u00edculas, para criar voluntariamente esta conex\u00e3o que se mant\u00e9m entre elas. Conseguir manipular este emaranhamento abre uma infinidade de portas para usar o fen\u00f4meno a favor da humanidade.<\/p>\n<p>J\u00e1 conseguiram emaranhar, por exemplo, as part\u00edculas de luz (papo t\u00e9cnico: f\u00f3tons). Estes f\u00f3tons passam a ter essa liga\u00e7\u00e3o entre si, por exemplo, quando s\u00e3o gerados a partir de um outro f\u00f3ton de energia maior: voc\u00ea pega um e divide em dois \u201cmenores\u201d. \u00c9 poss\u00edvel fazer isso com um feixe de luz, fazendo-o atravessar alguns tipos de cristais que geram essa \u201cdivis\u00e3o\u201d. <\/p>\n<p>O que se observa \u00e9 que ocorre uma divis\u00e3o f\u00edsica depois do processo (temos dois f\u00f3tons) mas eles continuam se comportando de forma interligada. Por terem sido criadas ao mesmo tempo e de uma mesma origem, alguma for\u00e7a enigm\u00e1tica faz com que as part\u00edculas fiquem ligadas. A pergunta \u00e9: como uma part\u00edcula sabe que algu\u00e9m est\u00e1 interagindo com a outra? <\/p>\n<p>Elas se comunicam de alguma forma ou o que poderia acontecer j\u00e1 estava predefinido? Saiu at\u00e9 hostilidade para tentar entender esse ponto: UFC Einstein x Bohr. Einstein acreditava que tudo j\u00e1 estava definido, Bohr acreditava que era o olhar do observador ou a medi\u00e7\u00e3o quem determinava na hora, em tempo real, o resultado final.<\/p>\n<p>Einstein discordava e alfinetava Bohr dizendo que a lua estar\u00e1 l\u00e1, esteja voc\u00ea olhando para ela ou n\u00e3o. Al\u00e9m disso, se a gente entender que sim, essas duas part\u00edculas se comunicam, palmas para elas, pois elas se comunicam em uma velocidade muito r\u00e1pida! O efeito \u00e9 instant\u00e2neo: mexeu em uma, afetou a outra, na mesma hora. <\/p>\n<p>Considerando que uma pode estar aqui e a outra em outra gal\u00e1xia, para que esta comunica\u00e7\u00e3o fosse poss\u00edvel, ela teria que ocorrer em uma velocidade nunca antes vista, acima da velocidade da luz. A exist\u00eancia de algo mais r\u00e1pido que a velocidade da luz destr\u00f3i por completo os fundamentos da f\u00edsica convencional, por isso Einstein dizia que n\u00e3o, que n\u00e3o havia comunica\u00e7\u00e3o alguma. Segundo Einstein, o Emaranhamento Qu\u00e2ntico existe, por\u00e9m a coisa j\u00e1 estava decidida muito antes da gente sequer olhar para a part\u00edcula. <\/p>\n<p>Para explicar, ele usa o seguinte exemplo: se uma pessoa pega um par de luvas e as embrulha separadamente, enviando cada uma para uma parte do mundo, quem recebe a luva da direita saber\u00e1 que, fatalmente, a outra pessoa recebeu a luva da esquerda. Isso j\u00e1 estava determinado antes mesmo da pessoa abrir a caixa e perceber que recebeu a luva da direita e seria assim, mesmo que a pessoa n\u00e3o abra a caixa e n\u00e3o veja qual par de luvas recebeu.<\/p>\n<p>J\u00e1 o f\u00edsico dinamarqu\u00eas Niels Bohr acreditava que antes de se medir onde uma part\u00edcula est\u00e1 ou o que ela est\u00e1 fazendo, ela estaria em todos os lugares fazendo tudo que era poss\u00edvel: um universo de possibilidades. \u00c9 a mesma premissa do <a href=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2018\/05\/gato-de-schrodinger\/\" rel=\"noopener noreferrer\" target=\"_blank\">Gato de Schr\u00f6dinger<\/a>, lembram? At\u00e9 que se abra a caixa, o gato pode estar vivo ou morto. \u00c9 a nossa percep\u00e7\u00e3o, depois de abrir a caixa, que vai determinar a realidade. <\/p>\n<p>Para Bohr, olhar do observador e\/ou a medi\u00e7\u00e3o realizada \u00e9 que obrigariam a part\u00edcula a se posicionar em um lugar dentro desse universo de possibilidades, como supostamente acontece no <a href=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2018\/04\/fenda-dupla\/\" rel=\"noopener noreferrer\" target=\"_blank\">experimento da Fenda Dupla<\/a>.  O ato de observar\/medir a part\u00edcula pode for\u00e7ar n\u00e3o apenas a se posicionar como tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel que, dependendo do observador, ela se coloque (ou que n\u00f3s a vejamos) de uma determinada forma ou de outra.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, a realidade seria apenas nossas mentes colocando as part\u00edculas em determinados lugares sem que a gente perceba o quanto afetamos esse processo. Outro exemplo cl\u00e1ssico de como o observador afeta a cena \u00e9 o caso do decaimento do \u00e1tomo radioativo. Sabemos que em algum momento ele vai acontecer, mas tamb\u00e9m sabemos que <a href=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2019\/07\/radioatividade\/\" rel=\"noopener noreferrer\" target=\"_blank\">ele \u00e9 influenciado pelo observador<\/a>. Se voc\u00ea ficar olhando, atrasa o decaimento desse \u00e1tomo. O observador interfere no resultado final, mesmo que n\u00e3o se entenda muito bem como.<\/p>\n<p>Para tentar acabar com o impasse, o f\u00edsico irland\u00eas John Bell realizou um experimento, na inten\u00e7\u00e3o de qual dos dois entendimentos se aproximava mais da verdade. Ele concluiu que o de Bohr era mais prov\u00e1vel: medir uma part\u00edcula afeta sim a outra. Recentemente, foi realizado um dos maiores experimentos nessa \u00e1rea, semelhante ao de Bell, que mobilizou 12 equipes de f\u00edsicos em 10 pa\u00edses, mais de 100.000 jogadores volunt\u00e1rios e mais de 97 milh\u00f5es de unidades de dados, todas geradas aleatoriamente \u00e0 m\u00e3o.<\/p>\n<p>Os dados utilizados no estudo foram gerados atrav\u00e9s de um jogo online em 30 de novembro de 2016, que produziu milh\u00f5es de bits (a menor unidade de dados de um computador). Os f\u00edsicos usaram esses bits aleat\u00f3rios para realizar um \u201cGrande Teste de Bell\u201d e mostrar que part\u00edculas entrela\u00e7adas podiam de alguma forma transferir informa\u00e7\u00f5es mais rapidamente do que a luz, e que essas part\u00edculas parecem \u201cescolher\u201d seus estados no momento em que s\u00e3o medidas. <\/p>\n<p>Diante disso, temos tr\u00eas op\u00e7\u00f5es: 1) nossas observa\u00e7\u00f5es do mundo realmente interferem no resultado final do que vemos; 2) as part\u00edculas est\u00e3o se comunicando umas com as outras em velocidade acima da velocidade da luz e de alguma maneira que n\u00e3o podemos ver ou influenciar ou 3) ambos. <\/p>\n<p>Existe outro ponto de vista, meio marginalizado, mas que recentemente ganhou adeptos: ningu\u00e9m se comunica com ningu\u00e9m pois n\u00e3o existe comunica\u00e7\u00e3o poss\u00edvel a essa dist\u00e2ncia (ponto para Einstein) e nada estava predeterminado (ponto para Bohr), por um motivo muito simples: as part\u00edculas nunca se separaram de verdade. <\/p>\n<p>A resposta para o fen\u00f4meno est\u00e1 na ilus\u00e3o da separa\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o em alguma for\u00e7a inexplic\u00e1vel que faz com que ambas se movimentem de forma correlata. N\u00e3o h\u00e1 \u201cenvio de informa\u00e7\u00f5es\u201d de uma para a outra dizendo \u201coi, mexeram aqui em mim, voc\u00ea tem que se mexer tamb\u00e9m\u201d e tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 o posicionamento predeterminado de Einstein. Continua sendo uma part\u00edcula s\u00f3, mas n\u00f3s, por uma s\u00e9rie de limita\u00e7\u00f5es, acabamos vendo como duas. Isso mexe com o conceito que temos sobre \u201cjunto\u201d e \u201cseparado\u201d de tal forma que muitas pessoas sequer conseguem compreender.<\/p>\n<p>Por esta teoria, as part\u00edculas nunca se separaram, n\u00f3s, como observadores, \u00e9 que criamos essa ilus\u00e3o de separa\u00e7\u00e3o, \u00e9 tudo fruto de uma percep\u00e7\u00e3o equivocada, seja por um olhar contaminado por cren\u00e7as, seja por capacidade f\u00edsica de vis\u00e3o limitada, que n\u00e3o nos permite enxergar esse tipo de \u201cuni\u00e3o bipartida\u201d, se \u00e9 que isso existe. <\/p>\n<p>Absurdo? Talvez. Mas n\u00f3s como observadores cometemos muitos erros como o que vemos. Por exemplo, \u00e9 fisicamente imposs\u00edvel encostar em algo ou algu\u00e9m (vai ter texto s\u00f3 sobre isso), mas n\u00f3s juramos que encostamos, gra\u00e7as \u00e0 nossa percep\u00e7\u00e3o tosca. Isso j\u00e1 est\u00e1 cientificamente provado, mas tente dizer a uma pessoa tosca que na verdade ela n\u00e3o encosta em nada e que \u00e9 um erro de percep\u00e7\u00e3o dela e observe quanto tempo ela vai demorar para te chamar de maluco. Ser\u00e1 que o mesmo est\u00e1 acontecendo neste caso?<\/p>\n<p>Diverg\u00eancias \u00e0 parte, nas \u00faltimas d\u00e9cadas o foco da ci\u00eancia parece ser bem definido quando falamos em Emaranhamento Qu\u00e2ntico: a possibilidade de um teletransporte qu\u00e2ntico, onde se poderia, de alguma forma, enviar informa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s dessa suposta comunica\u00e7\u00e3o entre part\u00edculas. Ou, se preferirem acreditar que elas n\u00e3o est\u00e3o separadas, levando a informa\u00e7\u00e3o deste corpo \u00fanico para sua suposta metade separada.<\/p>\n<p>A primeira demonstra\u00e7\u00e3o de sucesso aconteceu em 1997, em um experimento do f\u00edsico su\u00ed\u00e7o Anton Zeilinger, na Universidade Innsbruck. Ele usou f\u00f3tons emaranhados e conseguiu transportar o estado qu\u00e2ntico de um para o outro. Na pr\u00e1tica, \u00e9 como se a segunda part\u00edcula se transformasse na primeira.<\/p>\n<p>Os experimentos continuaram. De f\u00f3tons individuais, os cientistas passaram a emaranhar feixes de luz inteiros, e depois \u00e1tomos individuais. Em 2009, cientistas americanos conseguiram transferir as caracter\u00edsticas de um \u00e1tomo de it\u00e9rbio (um elemento qu\u00edmico da tabela peri\u00f3dica com 70 pr\u00f3tons em seu n\u00facleo, que, por isso, \u00e9 chamado de \u201cgord\u00e3o\u201d) para outro semelhante a uma dist\u00e2ncia de um metro. <\/p>\n<p>Voltamos ao questionamento: na pr\u00e1tica, isso equivale a teletransport\u00e1-lo? Tudo que aquele \u00e1tomo era foi inserido em um novo \u00e1tomo, que estava a um metro de dist\u00e2ncia dele. A equipe de pesquisadores respons\u00e1veis por este feito acha que sim, que \u00e9 um embri\u00e3o para teletransporte. Mas muita gente acha que n\u00e3o, que \u00e9 apenas um outro \u00e1tomo que recebeu \u201cinstru\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Mas numa coisa todos concordam: o Emaranhamento Qu\u00e2ntico pode ser a base para tornar vi\u00e1vel o teletransporte no futuro. Na verdade, em duas: \u00e9 poss\u00edvel, mas estamos longe, muito longe de conseguir fazer isso com seres humanos. <\/p>\n<p>Para conseguir aplicar o teletransporte qu\u00e2ntico em humanos, seria necess\u00e1rio conseguir medir os estados de todas as part\u00edculas que formam uma pessoa de forma r\u00e1pida e precisa, e conseguir que n\u00e3o haja nenhuma perturba\u00e7\u00e3o nessa quantidade astron\u00f4mica de estados qu\u00e2nticos. Improv\u00e1vel que isso aconte\u00e7a em breve.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ser\u00e1 que somos os \u00e1tomos que nos comp\u00f5e ou as informa\u00e7\u00f5es que esses \u00e1tomos cont\u00eam? Se \u201cremontar\u201d um ser humano, \u00e1tomo a \u00e1tomo, exatamente id\u00eantico, n\u00e3o h\u00e1 muita certeza de que saia o mesmo ser humano, pois n\u00e3o h\u00e1 certeza que sentimentos, informa\u00e7\u00f5es e demais abstra\u00e7\u00f5es migrem junto, da exata mesma forma que eram anteriormente. <\/p>\n<p>Por hora, o teletransporte qu\u00e2ntico est\u00e1 voltado para a cria\u00e7\u00e3o de um sistema de criptografia que seria, em tese, inviol\u00e1vel. A informa\u00e7\u00e3o que \u00e9 teletransportada viaja sabe-se l\u00e1 por onde ou como, mas acaba chegando ao seu destino sem dar chance de intercepta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Tem mais a ser dito, por\u00e9m, n\u00e3o quero fundir a cabe\u00e7a de voc\u00eas nem a minha. Se o tema agradar, a gente aprofunda em outro texto.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que o tema n\u00e3o agradou, para dizer que indefere pois voc\u00ea n\u00e3o entendeu nada mesmo ou ainda para dizer que isso \u00e9 apropria\u00e7\u00e3o cultural para com o Somir: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se voc\u00ea n\u00e3o tem uma no\u00e7\u00e3o do que seja a f\u00edsica qu\u00e2ntica, sugerimos ler este texto antes de come\u00e7ar a ler esta p\u00e1gina. Se voc\u00ea tem uma no\u00e7\u00e3o ou se voc\u00ea gosta de aprender na porrada, continue direto, sem escalas. Desfavor Explica: Emaranhamento Qu\u00e2ntico.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15500,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[],"class_list":["post-15499","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-desfavor-explica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15499","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15499"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15499\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15500"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15499"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15499"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15499"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}