{"id":15521,"date":"2019-08-21T13:17:54","date_gmt":"2019-08-21T16:17:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=15521"},"modified":"2019-08-21T13:17:54","modified_gmt":"2019-08-21T16:17:54","slug":"falando-com-as-paredes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2019\/08\/falando-com-as-paredes\/","title":{"rendered":"Falando com as paredes."},"content":{"rendered":"<p>Ningu\u00e9m convence ningu\u00e9m de nada. Por mais que voc\u00ea se esforce desenvolvendo uma argumenta\u00e7\u00e3o persuasiva e a apresente da forma mais cativante, em \u00faltima inst\u00e2ncia \u00e9 imposs\u00edvel entrar na cabe\u00e7a de outra pessoa e mudar a forma como ela pensa. Poucos esfor\u00e7os na vida s\u00e3o mais f\u00fateis do que os relacionados a convencer outros seres humanos que devem rever suas opini\u00f5es e lidar com as coisas de forma diferente. Ent\u00e3o&#8230; por que estou escrevendo este texto mesmo?<!--more--><\/p>\n<p>Antes de responder \u00e0 pergunta, acho importante desperdi\u00e7ar meu tempo explicando melhor os motivos pelos quais fa\u00e7o a afirma\u00e7\u00e3o de impossibilidade de convencimento. A comunica\u00e7\u00e3o humana, apesar de suas in\u00fameras palavras e significados em constante evolu\u00e7\u00e3o, \u00e9 fundamentalmente limitada em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 forma como pensamos. N\u00e3o \u00e9 nem o romantismo de \u201cn\u00e3o ser capaz de colocar em palavras um sentimento\u201d, \u00e9 um problema t\u00e9cnico mesmo: dentro da sua cabe\u00e7a, cada uma das ideias est\u00e1 relacionada fisicamente com in\u00fameras outras. O c\u00e9rebro armazena e analisa informa\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s de rela\u00e7\u00f5es entre opini\u00f5es, experi\u00eancias e informa\u00e7\u00f5es acumuladas.<\/p>\n<p>Quando eu escrevo ou falo uma frase, na minha cabe\u00e7a ela \u00e9 cheia de conex\u00f5es, mas na hora que ela deixa esse ambiente e \u00e9 transmitida para outras pessoas, vai completamente \u201cnua\u201d. Por exemplo: quando escrevo um conto sobre um planeta distante e descrevo um cen\u00e1rio alien\u00edgena, n\u00e3o d\u00e1 para passar a minha fascina\u00e7\u00e3o pessoal com a ideia de ver com os pr\u00f3prios olhos um lugar t\u00e3o distante. N\u00e3o d\u00e1 para saber que o papel de parede do meu computador de trabalho \u00e9 uma foto do horizonte visto de Marte por uma sonda espacial. Porque isso \u00e9 algo que conversa comigo num n\u00edvel muito pessoal, uma imagem conectada a sentimentos e conhecimentos que eu desenvolvi durante a vida. Por mais caprichada que seja a descri\u00e7\u00e3o, ela ainda est\u00e1 limitada \u00e0s palavras que cabem no texto. Se quem est\u00e1 lendo n\u00e3o tem uma conex\u00e3o pessoal parecida com a ideia, n\u00e3o consegue sequer imaginar o que est\u00e1 realmente descrito ali.<\/p>\n<p>E se falamos de coisas ainda mais carregadas emocionalmente como rela\u00e7\u00f5es com outros seres humanos, isso alcan\u00e7a outros n\u00edveis de complexidade: como falar de afeto com quem n\u00e3o o experimentou da mesma forma que voc\u00ea? Como descrever a f\u00faria de uma trai\u00e7\u00e3o devastadora para quem nunca sentiu algo nesse n\u00edvel? Os grandes contadores de hist\u00f3ria se diferenciam justamente nessa capacidade de trazer significados muito maiores que as pr\u00f3prias palavras para o que dizem ou escrevem. \u00c9 um talento raro achar esse lugar comum entre quem fala e quem ouve e transmitir mais do que o significado frio dos conceitos apresentados. E mesmo os poucos que o tem n\u00e3o conseguem fazer isso de forma consistente entre todos que entram em contato com eles, sequer conseguem fazer isso o tempo todo.<\/p>\n<p>Essa separa\u00e7\u00e3o entre o que se pensa e o que se comunica para o outro \u00e9 fundamental \u00e0 intera\u00e7\u00e3o humana. Uma lei natural t\u00e3o pervasiva quanto a gravidade: existem formas de desafi\u00e1-la, mas seja l\u00e1 o que voc\u00ea esteja construindo, jamais pode se esquecer que ela existe. Na primeira falha de planejamento ou execu\u00e7\u00e3o, a gravidade puxa para o ch\u00e3o o que voc\u00ea insistiu em empilhar, ou no caso da comunica\u00e7\u00e3o, basta uma frase mal colocada e a outra pessoa vai perder a conex\u00e3o com voc\u00ea e entender o que voc\u00ea diz de uma forma diferente da esperada. Essa separa\u00e7\u00e3o entre mentes \u00e9 a norma, \u00e9 o que vai acontecer naturalmente caso n\u00e3o se coloque muito esfor\u00e7o no sentido contr\u00e1rio. E quando falamos de convencer outro ser humano a mudar de ideia sobre qualquer coisa, estamos, figurativamente, desafiando a gravidade. Basta um passo em falso ou um tijolo mal colocado para tudo desabar diante de seus olhos.<\/p>\n<p>E \u00e9 aqui que se torna importante entender o que \u00e9 convencer o outro: n\u00e3o \u00e9 entrar na cabe\u00e7a dele e mudar uma ideia, porque isso \u00e9 fisicamente imposs\u00edvel. Os neur\u00f4nios s\u00e3o dele e salvo uma cirurgia invasiva, eles n\u00e3o est\u00e3o ao seu dispor. Tudo o que tratamos com argumenta\u00e7\u00e3o e convencimento \u00e9 na verdade a nossa capacidade de gerar terreno comum com a mente do outro. E o que isso implica \u00e9 muito mais complexo do que costumamos imaginar: se n\u00e3o tiver nada parecido ou mesmo j\u00e1 estabelecido em rela\u00e7\u00e3o ao seu argumento na mente do outro, \u00e9 imposs\u00edvel gerar uma dessas conex\u00f5es sobre o tema.<\/p>\n<p>Num exemplo mais claro: eu provavelmente consigo te \u201cconvencer\u201d com algum esfor\u00e7o sobre o melhor tipo de l\u00e2mpada para uma casa, porque voc\u00ea dificilmente gastou muita energia pensando no tema at\u00e9 hoje, e eu consigo encontrar pontos comuns com a sua vis\u00e3o de mundo mais rapidamente. Posso apelar para a sua vontade de pagar um pre\u00e7o justo por um produto de qualidade primeiro, e se tiver sucesso nisso, qualquer asneira t\u00e9cnica que eu escreva depois vai passar f\u00e1cil pelas suas defesas mentais. Coloquei convencer entre aspas porque na verdade n\u00e3o tinha muita coisa j\u00e1 estabelecida na sua mente sobre o tema (francamente voc\u00ea provavelmente nem liga para a parte t\u00e9cnica disso), e no final das contas, s\u00f3 estava buscando na sua cabe\u00e7a algo sobre o qual j\u00e1 concord\u00e1vamos naturalmente. Se eu fosse tentar convencer um eletricista da mesma coisa, seria mandado de volta para o meu canto com o rabinho entre as pernas, porque na cabe\u00e7a dele j\u00e1 tem muita coisa bem estabelecida sobre o tema.<\/p>\n<p>Em outro exemplo: se eu escrevesse um texto longo e persuasivo sobre as benesses do incesto, voc\u00ea realmente acha que sairia assediando seus parentes pr\u00f3ximos? Na maioria dos seres humanos existe uma repulsa natural ao tema que impede encontrar lugar comum entre quem argumenta e quem \u00e9 exposto ao argumento. As \u00fanicas pessoas que cederiam ao ponto de vista seriam aquelas que j\u00e1 pensavam dessa forma, quer estivessem cientes disso ou n\u00e3o. Eu sei que peguei pesado, ent\u00e3o numa vers\u00e3o mais light: se o texto fosse sobre comunismo, por exemplo. Eu teria mais de um s\u00e9culo de fontes sobre o tema, milh\u00f5es de pessoas que j\u00e1 acreditam nesse sistema de governo e provavelmente um argumento bem forte para defend\u00ea-lo. Voc\u00ea poderia at\u00e9 ceder alguns pontos caso fosse muito bem defendido, mas se n\u00e3o existe um lugar na sua mente disposto a aceitar essa ideologia, ela simplesmente n\u00e3o tem onde \u201ccolar\u201d. \u00c9 f\u00e1cil refutar uma ideia que nem teve chance de fazer parte da sua vis\u00e3o de mundo.<\/p>\n<p>O que voc\u00ea acha que acontece na maioria das discuss\u00f5es que temos nessa vida? Especialmente naquelas onde duas pessoas est\u00e3o em disputa direta para ver quem convence a outra? \u00c9 frustrante tentar fazer outra pessoa mudar de ideia e ver as coisas como voc\u00ea v\u00ea, e isso tem motivo: \u00e9 um exerc\u00edcio in\u00fatil. Uma pedra que voc\u00ea est\u00e1 rolando morro acima, s\u00f3 para ver rolar de volta. Sem um ponto comum, a gente nem se entende. Nunca teve a sensa\u00e7\u00e3o de estar discutindo com um maluco ou uma maluca nesses momentos de discord\u00e2ncia direta? \u00c9 como se a outra pessoa n\u00e3o estivesse vivendo no mesmo mundo que voc\u00ea! Se serve de consolo: ela n\u00e3o est\u00e1. O seu mundo s\u00f3 se alinha com os de outras pessoas nesses pontos comuns. Onde as palavras evocam significados, mem\u00f3rias e sentimentos parecidos. \u00c9 s\u00f3 a\u00ed que as suas palavras est\u00e3o espelhadas na mente do outro, numa esp\u00e9cie de entrela\u00e7amento qu\u00e2ntico de pensamentos. \u00c9 nesse momento que se algo muda na sua cabe\u00e7a, muda na cabe\u00e7a da outra pessoa tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Sem o lugar comum, n\u00e3o existe convencimento. Sem o lugar comum, nenhum argumento tem utilidade. O erro mais comum na hora de tentar convencer o outro \u00e9 achar que existe isso de convencer o outro&#8230; a pessoa n\u00e3o vai entender o que voc\u00ea pensa a n\u00e3o ser que fa\u00e7a um caminho mental equivalente. Nem precisa ser o mesmo, Sally e eu somos exemplos claros de pessoas cujo funcionamento da mente difere bastante, mas sempre acham um jeito de se encontrar em algum momento da ideia. Voc\u00ea pode chegar no lugar comum de mil formas diferentes, desde que chegue l\u00e1. O que achamos que \u00e9 o convencimento na verdade \u00e9 um esfor\u00e7o de m\u00e3o-dupla: duas vis\u00f5es de mundo precisam evoluir de forma separada para se encontrar em algum lugar.<\/p>\n<p>Por isso n\u00e3o existe texto ou discurso que conven\u00e7a: na verdade, a base est\u00e1 l\u00e1 ou n\u00e3o. Se voc\u00ea estava preparado para pensar sobre isso comigo hoje, esse texto vai iluminar diversas partes do seu c\u00e9rebro como uma \u00e1rvore de Natal. Eu sei disso porque eu estou nesse estado ao escrever. O meio da escrita \u00e9 curioso nesse sentido, porque n\u00e3o depende de tempo para agir, mas o contexto \u00e9 o mesmo. Se voc\u00ea nunca tinha pensado sobre o que estou escrevendo agora, mas j\u00e1 tinha algo na sua cabe\u00e7a razoavelmente parecido, vai ter a ilus\u00e3o que foi convencido dessa ideia. Mas n\u00e3o foi: a ideia era sua desde o come\u00e7o. S\u00f3 tivemos a oportunidade de compartilh\u00e1-la no momento que voc\u00ea est\u00e1 lendo. E se voc\u00ea j\u00e1 pensava assim, com o mesmo grau de desenvolvimento que estou usando aqui, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 boa, n\u00e9? Em tese, deveria ser in\u00fatil ler sobre algo que j\u00e1 \u201csabe\u201d (eu posso estar errado, e voc\u00ea tamb\u00e9m), mas o c\u00e9rebro faz quest\u00e3o de nos premiar por isso do mesmo jeito.<\/p>\n<p>Talvez tenhamos sido selecionados evolutivamente para buscar esses momentos, seres humanos que gostam de lugares mentais em comum com outros s\u00e3o bem mais \u00fateis para uma vida social. Talvez seja algo bem mais primal, at\u00e9 animais irracionais parecem mais atentos a voc\u00ea quando voc\u00ea tolamente responde a um latido ou miado&#8230; uma necessidade b\u00e1sica de conex\u00e3o criada por mentes que n\u00e3o querem ficar t\u00e3o isoladas. E pode at\u00e9 ser que aquela sensa\u00e7\u00e3o estranha que muitos de n\u00f3s temos sobre sermos todos uma s\u00f3 consci\u00eancia tenha um fundamento. Podemos analisar isso de diversas formas, n\u00e3o muda o fato de que encontrar algu\u00e9m que pensa parecido e concorda conosco seja especialmente agrad\u00e1vel.<\/p>\n<p>Mas, no sentido oposto: se voc\u00ea discorda sobre o que estou argumentando aqui, com certeza j\u00e1 tem in\u00fameros argumentos se formando na cabe\u00e7a e aposto que tamb\u00e9m uma sensa\u00e7\u00e3o meio inc\u00f4moda, n\u00e3o? Tem algo que parece fundamentalmente errado na nossa exist\u00eancia quando lidamos com algu\u00e9m agindo, falando ou mesmo escrevendo algo com o qual discordamos totalmente. Pode ter sintomas de diversos outros sentimentos, raiva, desd\u00e9m, pena&#8230; mas tem algo a mais ali, n\u00e3o tem? Aquela opini\u00e3o t\u00e3o diversa parece cutucar de forma inc\u00f4moda a sua pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de realidade. A vida em sociedade, t\u00e3o querida pelos nossos instintos b\u00e1sicos, depende muito de enxergarmos a realidade de forma parecida. Toda bola tem que ser uma bola para os outros, todo cavalo tem que ser um cavalo, todo medo tem que ser medo&#8230; quando uma opini\u00e3o diferente te mostra que outra pessoa olha para a mesma coisa que voc\u00ea e a analisa forma diferente, algu\u00e9m quebrou o \u201cpacto humano\u201d, voc\u00ea ou ela. Isso tudo s\u00f3 funciona se estivermos vendo as mesmas coisas, oras!<\/p>\n<p>Por mais simples que seja a pessoa, ela faz parte da mesma disputa que todos n\u00f3s pelo o que configura a realidade. Esse ponto vai muito longe, mas muito longe mesmo, pergunte para qualquer fil\u00f3sofo que ainda n\u00e3o tenha enlouquecido. Existe uma d\u00favida humana essencial sobre o que \u00e9 verdade e o que n\u00e3o \u00e9. Toda vez que escrevemos sobre os mais diversos temas na nossa sociedade, estamos travando essa batalha para descobrir se o que estamos entendendo do mundo ao nosso redor \u00e9 verdadeiro ou n\u00e3o. E assim como a limita\u00e7\u00e3o que pessoas tem para saber o que se passa na cabe\u00e7a do outro, \u00e9 primordial tamb\u00e9m a d\u00favida que temos sobre estarmos minimamente certos sobre nossas vis\u00f5es de mundo. Sim, eu escrevi mais um texto sobre como as coisas s\u00e3o mais complicadas do que parecem&#8230; mas eu n\u00e3o vou me desculpar, essa \u00e9 uma das minhas armas para lutar contra essa sensa\u00e7\u00e3o terr\u00edvel de n\u00e3o saber.<\/p>\n<p>E tudo isso para explicar por que mesmo assim o Desfavor existe. Mesmo sabendo que n\u00e3o podemos convencer ningu\u00e9m de nada, que s\u00f3 falamos de verdade com quem j\u00e1 tem alguma base parecida com a nossa e frequentemente s\u00f3 somos apreciados por quem n\u00e3o precisava do Desfavor para ter essa base&#8230; escrevemos pelo mesmo motivo que todas nossas fontes de conhecimento escreveram e ainda escrevem: para desenvolver ideias. O lugar comum entre duas mentes \u00e9 s\u00f3 o come\u00e7o do processo. Um ponto de conex\u00e3o com possibilidades infinitas. Acreditar em algo n\u00e3o significa que voc\u00ea tenha a verdadeira no\u00e7\u00e3o das implica\u00e7\u00f5es disso. Podem faltar informa\u00e7\u00f5es, pode faltar aprofundamento, podem faltar conex\u00f5es com outras ideias que modificam sua cren\u00e7a inicial.<\/p>\n<p>E considerando que o estado natural da maioria de n\u00f3s \u00e9 de ignor\u00e2ncia, precisamos de toda a ajuda que pudermos. N\u00e3o sei como a sua mente funciona, mas eu j\u00e1 aprendi que a minha precisa falar sobre um tema no mesmo grau de import\u00e2ncia do que ouvir sobre ele. Informa\u00e7\u00e3o que eu n\u00e3o desenvolvo ou mesmo tento explicar para outra pessoa costuma ficar enterrada no fundo da mente, com muito menos chances de ser utilizada ou mesmo confrontada. O que voc\u00ea n\u00e3o expressa n\u00e3o pode ser contestado assim, e as chances de aprendizado desaparecem. Todo bom professor vai te dizer que prefere uma pergunta idiota do que nenhuma pergunta, e \u00e9 exatamente por isso. Se voc\u00ea n\u00e3o coloca a informa\u00e7\u00e3o pra fora, ela fica mofando no seu c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, sim, \u00e9 um esfor\u00e7o in\u00fatil tentar convencer os outros, cada um tem sua pr\u00f3pria mente e voc\u00ea s\u00f3 fala de verdade com quem j\u00e1 tinha propens\u00e3o a concordar. Mas n\u00e3o \u00e9 in\u00fatil porque n\u00e3o vale a pena comunicar o que pensa. Muit\u00edssimo pelo contr\u00e1rio: nem todas essas pedras v\u00e3o rolar de volta.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que concordamos em discordar, para dizer que \u00e9 s\u00f3 desculpa pelos meus textos \u00f3bvios, ou mesmo para dizer que as pessoas acreditam nas coisas mais horr\u00edveis (pois \u00e9&#8230;): <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ningu\u00e9m convence ningu\u00e9m de nada. Por mais que voc\u00ea se esforce desenvolvendo uma argumenta\u00e7\u00e3o persuasiva e a apresente da forma mais cativante, em \u00faltima inst\u00e2ncia \u00e9 imposs\u00edvel entrar na cabe\u00e7a de outra pessoa e mudar a forma como ela pensa. 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