{"id":15710,"date":"2019-09-12T12:59:39","date_gmt":"2019-09-12T15:59:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=15710"},"modified":"2019-09-12T12:59:39","modified_gmt":"2019-09-12T15:59:39","slug":"serendipidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2019\/09\/serendipidade\/","title":{"rendered":"Serendipidade."},"content":{"rendered":"<p>A defini\u00e7\u00e3o formal de Serendipidade \u00e9 um \u201cacontecimento favor\u00e1vel que se produz de maneira fortuita, um acaso feliz; descoberta acidental; dom de fazer boas descobertas por acaso\u201d. \u00c9 aquele momento em que tudo d\u00e1 mais certo do que voc\u00ea esperava sem qualquer esfor\u00e7o seu. \u00c9 aquele evento onde surge um resultado muito melhor do que voc\u00ea jamais poderia esperar ou antever.<!--more--><\/p>\n<p>O termo foi criado pelo ingl\u00eas Sir Horace Walpole, em 1754. Ele ficou impressionado com um conto de fadas persa chamado \u201cOs tr\u00eas pr\u00edncipes de Serendip\u201d, (antigo do pa\u00eds onde hoje fica o Sri Lanka). No conto, pr\u00edncipes viajantes faziam descobertas constantes e surpreendentes sobre coisas que n\u00e3o planejavam explorar. Ele ent\u00e3o criou a palavra, inspirada no t\u00edtulo do livro, (em ingl\u00eas, \u201cserendipity\u201d) para se referir a descobertas acidentais.<\/p>\n<p>Vamos para o concreto, que \u00e9 sempre mais f\u00e1cil de entender. Um exemplo cl\u00e1ssico de Serendipidade foi a descoberta da Penicilina. Em 1928, o bi\u00f3logo Alexander Fleming fazia testes com a bact\u00e9ria Staphylococcus quando percebeu que uma das amostras foi contaminada por mofo. <\/p>\n<p>Um experimento contaminado n\u00e3o tem qualquer validade, logo, Fleming poderia muito bem ter descartado as amostras e recome\u00e7ado do zero o quanto antes, para n\u00e3o perder tempo. Mas, em vez de fazer isso, ele acreditou que aquilo aconteceu por algum motivo e decidiu analisar mais de perto o que se passava nos pratos. <\/p>\n<p>Fleming percebeu que a bact\u00e9ria n\u00e3o crescia onde o mofo (identificado como Penicillium) havia se desenvolvido. Com isso ele percebeu que este mofo era capaz de inibir o crescimento de bact\u00e9rias no geral. Da\u00ed ele se perguntou se seria poss\u00edvel criar uma subst\u00e2ncia a partir desse mofo, como forma de combate \u00e0s bact\u00e9rias (algo que se desviava totalmente da sua inten\u00e7\u00e3o original). A subst\u00e2ncia produzida por ele deu origem a penicilina, at\u00e9 hoje um antibi\u00f3tico utilizado para tratar diversas doen\u00e7as infecciosas.<\/p>\n<p>Sim, houve um fator \u201csorte\u201d, \u201cacaso\u201d, \u201cdestino\u201d ou como queiram chamar, mas n\u00e3o se trata de algo totalmente aleat\u00f3rio. Fleming teve seu m\u00e9rito de n\u00e3o recha\u00e7ar de cara algo s\u00f3 por n\u00e3o ser exatamente o que ele tinha planejado. Essa mente aberta \u00e9 essencial para que a Serendipidade possa acontecer.<\/p>\n<p>Muitas outras descobertas cient\u00edficas importantes, desde o Raio-x at\u00e9 o Viagra, foram fruto da Serendipidade. E em todas elas, seus agentes estavam abertos. Na parte da sorte fica um pouco mais dif\u00edcil de interferir, mas na parte da mente aberta voc\u00ea pode colaborar e se tornar mais propenso para este tipo de evento. Voc\u00ea est\u00e1 fazendo a sua parte para perceber quando a Serendipidade bate \u00e0 sua porta? Fa\u00e7a, vai saber quantas oportunidades maravilhosas passaram por voc\u00ea e voc\u00ea nem percebeu&#8230;<\/p>\n<p>Conhecemos o resultado final da Serendipidade, mas a forma como ele acontece ainda est\u00e1 longe de ser um consenso. H\u00e1 quem atribua a um total acaso, h\u00e1 quem atribua a uma gra\u00e7a concedida por uma divindade e h\u00e1 quem atribua ao nosso pr\u00f3prio inconsciente, que nos guiaria sem que a gente perceba para um desfecho feliz e inesperado. <\/p>\n<p>Por\u00e9m uma coisa \u00e9 consenso: \u00e9 preciso ter um grau m\u00ednimo de mente aberta para se perceber a Serendipidade, caso contr\u00e1rio, a pessoa apenas constata que o que ela queria, o que ela planejou, o que ela tinha em mente, n\u00e3o aconteceu, fica chateada e fecha as portas para a percep\u00e7\u00e3o de que tem algo ainda melhor ali. Mas&#8230; como manter essa mente aberta? N\u00e3o \u00e9 uma decis\u00e3o racional, \u00e9 um mecanismo de funcionamento. A resposta \u00e9: entendendo como ela funciona e treinando. Treinando, treinando e treinando.<\/p>\n<p>Ver pontes onde os outros s\u00f3 conseguem ver abismos n\u00e3o \u00e9 algo f\u00e1cil, \u00e9 preciso muito treino mental para aprender a n\u00e3o descartar o que n\u00e3o se encaixa nas suas cren\u00e7as e, acima de tudo, uma boa dose de humildade para sempre partir da premissa de que voc\u00ea n\u00e3o tem a vis\u00e3o do todo, apenas uma vis\u00e3o limitada e, por isso, nem sempre vai saber o que \u00e9 melhor para voc\u00ea.<\/p>\n<p>Quantas vezes todos n\u00f3s n\u00e3o reclamamos, xingamos e ficamos chateados por algo n\u00e3o sair da forma como foi planejada e, mais para frente, agradecemos muit\u00edssimo por nosso desejo n\u00e3o ter acontecido? H\u00e1 casos extremos, como o de uma pessoa que se atrasa, perde um voo, fica put\u00edssima e depois descobre que aquele avi\u00e3o no qual ela queria estar caiu. Mas, existem casos menores, menos impactantes, que, talvez por isso, n\u00e3o recebam a merecida aten\u00e7\u00e3o. Serendipidade acontece o tempo todo, a quest\u00e3o \u00e9: voc\u00ea tem condi\u00e7\u00f5es de perceb\u00ea-la e apreci\u00e1-la? A maior parte das pessoas n\u00e3o tem. E perdem muitas oportunidades na vida por causa disso.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, para permitir que essa \u201cfeliz coincid\u00eancia\u201d entre na sua vida \u00e9 preciso tentar soltar o controle e entender que nem sempre o que voc\u00ea, com a sua vis\u00e3o limitada, acredita ser o melhor \u00e9 de fato o melhor. Pode existir um universo de possibilidades melhores que sua mente sequer conseguiu cogitar. Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 capaz de cogitar as melhores alternativas, pois tem uma vis\u00e3o parcial, apenas um ponto de vista, e n\u00e3o a consci\u00eancia global de tudo.<\/p>\n<p>Hoje isso \u00e9 particularmente dif\u00edcil. Estamos diante de uma nova gera\u00e7\u00e3o bem birrenta que se frustra de forma desproporcional se algo n\u00e3o sai como ela quer. Gente assim vive com a mente em um lugar horr\u00edvel. Pode ter dinheiro, pode ter beleza, pode ter o que for, mas carrega um inferno dentro de si. Com isso vem depress\u00e3o, s\u00edndrome do p\u00e2nico, transtorno de ansiedade e a consequente Gera\u00e7\u00e3o Rivotril.<\/p>\n<p>Hora de deixar de ser uma criancinha mimada em corpo de adultinho e ficar preso ao pensamento \u201cMas eu quero! Mas eu quero assim! Tem que ser assim!\u201d. N\u00e3o, n\u00e3o tem. E se veio de outra forma, respire fundo e antes de reclamar, rejeitar e se fechar, olhe mais de perto. Tente olhar por outros pontos de vista, quem sabe voc\u00ea acaba descobrindo algo muito bom e inesperado? J\u00e1 pensou se Fleming tivesse ficado puto e jogado fora suas amostras antes de olhar mais de perto? Para o que ele queria, elas estavam inserv\u00edveis, mas acabaram servindo para algo muito melhor.<\/p>\n<p>Manter a mente aberta ajuda a melhorar a sua vida e tamb\u00e9m ajuda a humanidade. A genialidade, os grandes saltos evolutivos, as grandes descobertas n\u00e3o s\u00e3o fruto apenas de intelig\u00eancia, estudo e trabalho. Muitos dos grandes saltos evolutivos foram dados tamb\u00e9m pela capacidade de sair da caixinha, de entender que \u00e9 mais produtivo n\u00e3o se fechar na busca por um resultado X e estar aberto a todas as possibilidades que possam surgir. Olhar para o lado em vez de ficar focado apenas no que voc\u00ea esperava pode fazer toda a diferen\u00e7a na hora de realizar uma grande descoberta. Aquele que fica preso apenas ao que sua mente consegue ver se limita absurdamente.<\/p>\n<p>Ideias n\u00e3o caem do c\u00e9u aleatoriamente em nossas mentes. Pode haver um componente aleat\u00f3rio, um grau de sorte no processo, mas, em \u00faltima inst\u00e2ncia, \u00e9 nosso aproveitamento do que percebemos que determina o que vamos extrair dessa \u201csorte\u201d. E, quanto menos cren\u00e7as temos, mais ampla se torna a nossa vis\u00e3o. Quando mais neutra mantemos nossa mente ao olhar para algo, maiores as chances de extrair o que h\u00e1 de melhor. <\/p>\n<p>Se fosse poss\u00edvel, acho que todos deveriam respirar e contar at\u00e9 dez, dizendo a frase \u201cEU N\u00c3O SEI O QUE ISSO SIGNIFICA\u201d antes de fazer um julgamento a respeito de algo. Sim, \u00e9 hora de descondicionar a mente e aqueles que conseguirem faz\u00ea-lo, estar\u00e3o dez passos \u00e0 frente do resto. N\u00e3o \u00e9 para negar o conhecimento apreendido ao longo de uma vida, \u00e9 para n\u00e3o permitir que ele te escravize e te cegue.<\/p>\n<p>Aprender com as experi\u00eancias do passado \u00e9 vital para o ser humano. Quando uma situa\u00e7\u00e3o danosa acontece, nosso c\u00e9rebro registra isso como algo negativo, como mecanismo de sobreviv\u00eancia: se voc\u00ea comer essa frutinha azul voc\u00ea passa mal, pois ela \u00e9 venenosa e pode te matar. O problema \u00e9 que o que deveria ser um mero indicativo, pode acabar tomando propor\u00e7\u00f5es muito maiores e, em vez de funcionar como um aviso, acaba nos limitando.<\/p>\n<p>Vivemos em uma sociedade onde impera a cultura do medo. Est\u00e1 na publicidade (compre para n\u00e3o adoecer, para n\u00e3o ficar feio, para n\u00e3o se sentir exclu\u00eddo etc), est\u00e1 nos jornais (o tempo todo o c\u00e9rebro \u00e9 bombardeado com amea\u00e7as, crimes, viol\u00eancia etc), est\u00e1 at\u00e9 no dia a dia (\u201cemprego est\u00e1 dif\u00edcil de conseguir, \u00e9 bom n\u00e3o reclamar muito do quanto voc\u00ea ganha\u201d). Esse constante bombardeio de \u201camea\u00e7as\u201d tem como efeito colateral deixar nosso c\u00e9rebro muito mais alerta do que deveria e isso vira algo muito pior do que estresse e ansiedade. Estresse e ansiedade s\u00e3o s\u00f3 sintomas desse algo pior.<\/p>\n<p>Um c\u00e9rebro com constantes est\u00edmulos de amea\u00e7a acaba sendo muito mais reativo que o normal. \u00c9 como um Estado de S\u00edtio cerebral. Isso faz com que o c\u00e9rebro acesse de forma excessiva as informa\u00e7\u00f5es que coletou para tentar te manter vivo, gerando uma hiperatividade mental, um cansa\u00e7o, uma sobrecarga que exaure a pessoa sem ela sequer saber de onde vem. \u00c9 muito comum gente dizendo \u201cN\u00e3o entendo o motivo de estar estafado, n\u00e3o fa\u00e7o muita coisa\u201d. Faz sim, seu c\u00e9rebro est\u00e1 em looping processando amea\u00e7as e formas de te manter vivo o dia inteiro sem que voc\u00ea se d\u00ea conta.<\/p>\n<p>Em um exemplo muito simpl\u00f3rio, esse excesso de est\u00edmulos faz com que,em vez dele emitir um alerta sobre a frutinha azul, ele passa a emitir alerta sobre qualquer fruta azul, qualquer furta com esse formato, sobre qualquer fruta ou at\u00e9 sobre qualquer comida! Seu c\u00e9rebro est\u00e1 constantemente cruzando informa\u00e7\u00f5es, tentando descobrir como te salvar desse mar de medo e amea\u00e7as que se tornou a vida moderna. Ele te instiga a uma busca constante por controle, por manter tudo do seu jeito, do jeito \u201cseguro\u201d. Adivinha? Essa histeria cerebral acaba mais te prejudicando do que te ajudando.<\/p>\n<p>O que isso tem a ver com a Serendipidade? Um c\u00e9rebro reativo, que busca informa\u00e7\u00f5es no passado para tentar te convencer que o presente \u00e9 ruim, perigoso e deve ser \u201ccorrigido\u201d de acordo com as suas cren\u00e7as \u00e9 um c\u00e9rebro completamente fechado para aproveitar qualquer oportunidade que surja. Pode passar na sua frente uma chance de ficar rico, de casar com o amor da sua vida ou de ganhar um Nobel, que se n\u00e3o estiver dentro da sua cartilha de previs\u00f5es, voc\u00ea n\u00e3o vai conseguir sequer perceber.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, para manter a mente mais aberta \u00e9 importante n\u00e3o cair no medo. Obviamente ningu\u00e9m aqui vai a pres\u00eddio abra\u00e7ar estuprador, afinal, nenhum dos extremos \u00e9 bom: zero medo ou muito medo. N\u00e3o \u00e9 preciso sair correndo riscos para \u201cse libertar disso\u201d, ali\u00e1s, desaconselho fortemente. Basta que voc\u00ea entenda que, no contexto social atual vivemos, com um c\u00e9rebro super-hiper-estimulado para o medo, ele tender\u00e1 a recusar imediatamente qualquer possibilidade que n\u00e3o seja a que ele planejou e isso n\u00e3o \u00e9 uma prote\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma pane no funcionamento por excesso de est\u00edmulo. <\/p>\n<p>Felizmente, isso pode ser trabalhado e modificado.<\/p>\n<p>Uma mente sem treino \u00e9 como um filhote de cachorro: n\u00e3o sabe o que faz e geralmente acaba fazendo merda. Uma mente sem treino \u00e9 como um filhote de cachorro: precisa de muitas repeti\u00e7\u00f5es para aprender, precisa ser retirada do lugar errado e colocada no lugar certo dezenas ou at\u00e9 centenas de vezes, at\u00e9 incorporar isso como um modo de funcionamento.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea n\u00e3o quer que um filhote de cachorro suba no sof\u00e1, voc\u00ea ter\u00e1 que dizer muitos \u201cn\u00e3os\u201d e retir\u00e1-lo de cima do sof\u00e1 incont\u00e1veis vezes, at\u00e9 que ele perceba que n\u00e3o adianta subir ali, pois sempre que subir ser\u00e1 removido. Dali pra frente, o cachorro n\u00e3o subir\u00e1 mais e essa ser\u00e1 sua forma de funcionar dentro da normalidade. Eventualmente, ele pode te testar, recair, e voltar\u00e1 a subir, por\u00e9m, uma vez que o aprendizado se consolidou, ser\u00e1 muito mais f\u00e1cil relembrar que ele n\u00e3o deve subir no sof\u00e1.<\/p>\n<p>O mesmo acontece com a mente. Em um primeiro momento, voc\u00ea n\u00e3o ter\u00e1 qualquer controle sobre ela. Vai tir\u00e1-la do medo, da limita\u00e7\u00e3o, da ansiedade e ela vai voltar. E \u00e9 nesse ponto que a maior parte das pessoas pecam. Ao tentar algumas vezes e n\u00e3o conseguir, decretam a derrota como uma condi\u00e7\u00e3o permanente e imut\u00e1vel: \u201cN\u00e3o d\u00e1, eu n\u00e3o consigo\u201d. <\/p>\n<p>Consegue sim. \u00c9 um absurdo desistir de educar um c\u00e3o depois de uma semana tentando alegando que ele n\u00e3o \u00e9 \u201ceduc\u00e1vel\u201d assim como \u00e9 um absurdo desistir de colocar a sua mente em um bom lugar alegando que isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Ent\u00e3o, fique de olho na sua mente, quando ela se fechar para algo que n\u00e3o era o planejado, quando ela julgar algo diferente do planejado como ruim, quando ela criar qualquer limita\u00e7\u00e3o, pare, respire fundo e desarme esse mecanismo, dizendo a voc\u00ea mesmo que isso n\u00e3o necessariamente \u00e9 verdade, que \u00e9 fruto de um c\u00e9rebro em curto-circuito e que antes de descartar, recusar, se fechar, vai avaliar de forma neutra o cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>Abrir a mente n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de discurso para eleva\u00e7\u00e3o espiritual bla bla bla. Tem um efeito pr\u00e1tico muito vantajoso: vive-se melhor e aproveitam-se melhor as oportunidades que a vida disponibiliza. Vai por mim: uma mente sem treino definitivamente n\u00e3o sabe o que \u00e9 melhor para voc\u00ea. O grau de auto sabotagem, histeria cerebral e pensamentos equivocados que permeiam seus desejos podem acabar te levando para um caminho de sofrimento. Conseguir o que voc\u00ea deseja pode acabar sendo a maior das furadas.<\/p>\n<p>Treine esse novo olhar, um olhar n\u00e3o condicionado ao seu querer, ao seu planejamento, ao que voc\u00ea acha que seria melhor. A vida te trouxe algo que n\u00e3o era o que voc\u00ea tinha em mente? N\u00e3o rechace de cara. N\u00e3o ficar preso a condicionamentos e analisar o que quer que apare\u00e7a com a mente aberta pode fazer toda a diferen\u00e7a na sua vida. Como disse Louis Pasteur, considerado o fundador da Medicina: \u201cO acaso favorece apenas as mentes preparadas\u201d.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que n\u00e3o entendeu muito mas sentiu algo estranhamente verdadeiro ao ler o texto, para dizer que se um dia a Serendipidade aconteceu voc\u00ea n\u00e3o viu ou ainda para dizer que sua mente \u00e9 um filhote de diabo da Tasm\u00e2nia: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A defini\u00e7\u00e3o formal de Serendipidade \u00e9 um \u201cacontecimento favor\u00e1vel que se produz de maneira fortuita, um acaso feliz; descoberta acidental; dom de fazer boas descobertas por acaso\u201d. \u00c9 aquele momento em que tudo d\u00e1 mais certo do que voc\u00ea esperava sem qualquer esfor\u00e7o seu. \u00c9 aquele evento onde surge um resultado muito melhor do que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15711,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[],"class_list":["post-15710","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-desfavor-explica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15710","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15710"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15710\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15711"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15710"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15710"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15710"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}