{"id":15759,"date":"2019-09-25T13:11:44","date_gmt":"2019-09-25T16:11:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=15759"},"modified":"2019-09-25T13:11:44","modified_gmt":"2019-09-25T16:11:44","slug":"ilha-ideologica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2019\/09\/ilha-ideologica\/","title":{"rendered":"Ilha ideol\u00f3gica."},"content":{"rendered":"<p>Bolsonaro poderia ter reduzido boa parte das tens\u00f5es internacionais relacionadas ao Brasil no seu discurso para a ONU. Poderia&#8230; mas n\u00e3o o fez. Leu um discurso de vocabul\u00e1rio mais rebuscado que o habitual, mas que trazia mais do mesmo de um ponto de vista ideol\u00f3gico. Como j\u00e1 dizemos aqui faz tempo, \u00e9 bobagem esperar mais do presidente, ele nunca vai ser mais do que aquele deputado que sempre tinha tempo e disposi\u00e7\u00e3o de participar do SuperPop. S\u00f3 se colhe o que se planta. Por\u00e9m, h\u00e1 uma ideia mais perigosa que o habitual no meio dos pontos que defende: a rejei\u00e7\u00e3o ao globalismo.<!--more--><\/p>\n<p>Um dos pontos mais importantes do discurso de direita moderno, a resist\u00eancia ao globalismo \u00e9 relacionada, mas n\u00e3o exatamente a mesma coisa que globaliza\u00e7\u00e3o. O termo globaliza\u00e7\u00e3o se popularizou principalmente nos anos 90, descrevendo o movimento de expans\u00e3o de grandes empresas para al\u00e9m de suas terras natais e o aumento exponencial dos neg\u00f3cios entre pa\u00edses diferentes. Ajudado pela conectividade e instantaneidade proporcionadas pela internet, foi mais ou menos nessa d\u00e9cada que a no\u00e7\u00e3o entrou no vocabul\u00e1rio popular. O setor de manufatura foi deslocado de Europa e EUA para a \u00c1sia, houve uma explos\u00e3o de consumo em pa\u00edses considerados \u201cterceiro mundo\u201d, o dinheiro come\u00e7ou a girar mundo afora numa velocidade impressionante, seja em forma de investimentos, seja como pura especula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foram muitas mudan\u00e7as em muito pouco tempo, considerando a m\u00e9dia da humanidade. Num piscar de olhos j\u00e1 est\u00e1vamos vivenciando essa nova realidade: voc\u00ea podia pegar financiamento de russos para comprar produtos americanos fabricados por chineses para vender para africanos&#8230; o mundo tinha ficado pequeno. A inova\u00e7\u00e3o de criar um mercado mundial era claramente disruptiva. N\u00e3o s\u00f3 trazia bens e servi\u00e7os de fora, mas tamb\u00e9m gerava modifica\u00e7\u00f5es profundas na cultura dos povos. A no\u00e7\u00e3o de fronteiras come\u00e7ava a ficar mais borrada, a identidade de um povo menos definida: ao mesmo tempo que um produto chegava \u00e0s prateleiras de um pa\u00eds que nada tinha a ver com sua cria\u00e7\u00e3o, importava-se tamb\u00e9m pessoas e ideias.<\/p>\n<p>A globaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o era puramente econ\u00f4mica: era social e cultural. Que isso aconteceu, a maioria n\u00e3o duvida mais. O planeta Terra nunca foi t\u00e3o pequeno para os seres humanos. Agora, a percep\u00e7\u00e3o sobre esse processo gera uma divis\u00e3o ideol\u00f3gica importante: muito embora a maioria das pessoas sequer gaste calorias pensando nessas coisas, entre os que se importam surgem aqueles que defendem a continua\u00e7\u00e3o do processo, misturando ainda mais a humanidade economica e culturalmente, e os que rejeitam a ideia preocupados com o fim da identidade pr\u00f3pria dos povos.<\/p>\n<p>Quando voc\u00ea ouvir \u201cglobalismo\u201d ou \u201cglobalistas\u201d, isso provavelmente saiu da boca do segundo grupo.  Globalismo, em tese, \u00e9 o movimento coordenado de elites econ\u00f4micas para enfraquecer culturas e tradi\u00e7\u00f5es locais para colocar em seu lugar substitutos mais d\u00f3ceis e lucrativos. Nessa linha ideol\u00f3gica, imigra\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo pol\u00edticas progressivas sobre g\u00eanero e ra\u00e7a em geral s\u00e3o armas para tornar popula\u00e7\u00f5es locais menos unidas e reduzir sua capacidade de resist\u00eancia ao controle pol\u00edtico e econ\u00f4mico. Est\u00e3o falando literalmente de um plano de domina\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p>Quando Bolsonaro diz que a ONU n\u00e3o \u00e9 a Organiza\u00e7\u00e3o do Interesse Global, \u00e9 sobre isso que fala. Talvez quem n\u00e3o acompanhe a pol\u00edtica brasileira ache que essa ideia \u00e9 dele, mas n\u00f3s sabemos melhor: n\u00e3o tem ningu\u00e9m em casa naquela cabe\u00e7a. Bolsonaro repete, provavelmente sem entender, o discurso de seus \u00eddolos como Olavo de Carvalho e Steve Bannon. O problema aqui nem \u00e9 exatamente o tema abordado, mas a escolha dos gurus: ambos fazem parte de uma ala mais radical da direita, a que acredita piamente num plano organizado de controle global. Quando o presidente brasileiro se posiciona em ataque expl\u00edcito ao globalismo, se exp\u00f5e como participante dessa ala, mas nos carrega junto.<\/p>\n<p>Vou ser bem honesto: a ideia do globalismo faz muito mais sentido do que deveria. Dif\u00edcil olhar para o cen\u00e1rio cultural moderno e n\u00e3o desconfiar que tem algo estranho acontecendo com temas relacionados \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o e justi\u00e7a social em geral. O extremismo das posi\u00e7\u00f5es da esquerda atual foge do tom: n\u00e3o \u00e9 nem um pouco dif\u00edcil concordar que seres humanos deveriam ter a liberdade de se movimentar pelo mundo e que \u00e9 terr\u00edvel que pessoas tenha seus direitos b\u00e1sicos tolhidos por causa de g\u00eanero, orienta\u00e7\u00e3o sexual, religi\u00e3o ou ra\u00e7a. N\u00e3o deveria ser necess\u00e1rio toda essa gritaria para convencer a maioria das pessoas. Mas mesmo assim, o ativismo nesse sentido grita cada vez mais alto.<\/p>\n<p>At\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, v\u00edamos avan\u00e7os enormes nesse sentido sem uma fra\u00e7\u00e3o da agressividade lacradora que est\u00e1 se tornando norma. Por que subiram tanto o tom? N\u00e3o est\u00e1vamos regredindo, muito pelo contr\u00e1rio. No come\u00e7o dos anos 2000 aposto que a maioria de n\u00f3s j\u00e1 estava at\u00e9 que bem adaptada a ideia de que misoginia, homofobia e racismo tinham \u201csa\u00eddo de moda\u201d. Claro que faltava muito mais para alcan\u00e7ar um mundo mais justo, mas n\u00e3o \u00e9 como se estiv\u00e9ssemos travados no mesmo ponto, como est\u00e1vamos, por exemplo, antes dos anos 60. \u00c9 no m\u00ednimo curioso como a explos\u00e3o do \u201clacre\u201d coincide com a maturidade do processo de globaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea realmente parar para pensar, soa como a fase dois de um plano. Depois que o mercado global est\u00e1 estabelecido e as elites econ\u00f4micas t\u00eam as bases para influenciar o mundo todo de uma s\u00f3 vez, um ex\u00e9rcito de soldados ideol\u00f3gicos invade as praias do nosso cen\u00e1rio cultural? O discurso de rejei\u00e7\u00e3o aos valores tradicionais e \u00e0 importa\u00e7\u00e3o em massa de pessoas com hist\u00f3rico cultural muito diferente realmente parece corroborar com a tese de que s\u00e3o pe\u00f5es num jogo maior para destruir culturas locais e reconstruir algo no lugar.<\/p>\n<p>Neste ponto, voc\u00ea pode pensar: \u201cEu achei que voc\u00ea ia bater no Bolsonaro por defender isso. Mas voc\u00ea est\u00e1 concordando?\u201d<\/p>\n<p>Calma. O caminho at\u00e9 o centro \u00e9 tortuoso e cheio de obst\u00e1culos. Se n\u00e3o conseguirmos enxergar os dois lados, como saber onde nos posicionar? Vamos fazer o caminho oposto agora. Considerando o p\u00fablico m\u00e9dio do Desfavor, essa vai ser a parte mais pol\u00eamica: por mais que possamos entender o discurso dos que lutam contra o globalismo, isso n\u00e3o quer dizer que eles estejam enxergando bem. \u00c9 muito humano enxergar o que se quer enxergar, e mais ainda resistir \u00e0s mudan\u00e7as. Se voc\u00ea olhar para a hist\u00f3ria, \u00e9 extremamente comum que de tempos em tempos a cultura de um povo mude para se adaptar a uma nova realidade, e isso sempre incomoda quem j\u00e1 tinha encontrando alguma forma de conforto no status quo.<\/p>\n<p>Somos seres de h\u00e1bito que valorizam muito encontrar uma rotina, mesmo que n\u00e3o seja muito agrad\u00e1vel. Pessoas se acomodam nas mais diferentes formas de vida, sejam elas ricas e livres, sejam elas pobres e oprimidas. Pense: se essa tend\u00eancia n\u00e3o fosse real, voc\u00ea realmente acha que um mundo com essa concentra\u00e7\u00e3o de renda absurda seria minimamente vi\u00e1vel? Existem muito mais miser\u00e1veis que ricos. Muito mais. Se o ser humano m\u00e9dio fosse propenso \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o, o mundo que conhecemos n\u00e3o teria a m\u00ednima chance de existir.<\/p>\n<p>Isso tem o lado positivo de permitir alguma estabilidade, mesmo que seja confort\u00e1vel mesmo s\u00f3 para uma minoria, mas tem o lado negativo de gerar resist\u00eancia at\u00e9 mesmo \u00e0s boas mudan\u00e7as que nossa sociedade precisa. Como n\u00e3o parece ser um processo racional, e sim um desejo primal por previsibilidade, \u00e9 dif\u00edcil convencer pessoas a fazerem coisas diferentes mesmo que sejam muito melhores para elas. O comportamento humano em largas escalas tem uma in\u00e9rcia gigantesca. Mas, a natureza n\u00e3o nos deu s\u00f3 essa teimosia, temos tamb\u00e9m uma habilidade sem paralelos de nos adaptar a situa\u00e7\u00f5es diferentes. O ser humano tende a n\u00e3o mudar por escolha interna, mas por press\u00e3o externa.<\/p>\n<p>Que tal analisarmos a globaliza\u00e7\u00e3o por esse prisma? Em um curto per\u00edodo, a tecnologia de transporte e especialmente a de comunica\u00e7\u00e3o deram saltos imensos. Isso fez com que algumas pessoas percebessem a oportunidade de fazer neg\u00f3cios al\u00e9m de suas fronteiras, acessando n\u00e3o s\u00f3 novos mercados consumidores como redutos de produ\u00e7\u00e3o com pre\u00e7os muito mais competitivos. Havia muita desigualdade para ser explorada. Voc\u00ea podia pagar sal\u00e1rios chineses para fazer produtos vendidos por pre\u00e7os alem\u00e3es! Esse gradiente de valores entre os pa\u00edses cada vez mais conectados fez com que a economia global se tornasse uma m\u00e1quina de imprimir dinheiro (e concentrar renda, vide a quantidade de bilion\u00e1rios que surgem desde ent\u00e3o).<\/p>\n<p>O que as pessoas fizeram? Adaptaram-se. Foram trabalhar para f\u00e1bricas de estrangeiros que produziam coisas que eram muitas vezes proibidas em seus pa\u00edses! Come\u00e7aram a aprender profiss\u00f5es globais, novas l\u00ednguas, novas culturas&#8230; ningu\u00e9m podia ficar parado diante da globaliza\u00e7\u00e3o. Quem tem mais de 30 anos sabe o pr\u00f3prio conceito de trabalho mudou brutalmente do que nossos pais faziam para n\u00f3s atualmente. O processo foi org\u00e2nico: quando vimos, a economia global j\u00e1 estava instalada. N\u00e3o fomos espancados para aceit\u00e1-la. Cidades pequenas comemoravam a instala\u00e7\u00e3o de uma nova f\u00e1brica estrangeira, investimentos externos financiaram o crescimento de v\u00e1rias empresas locais, a ind\u00fastria cultural global veio bater \u00e0s nossas portas, e muitos de n\u00f3s adoramos o que recebemos.<\/p>\n<p>Mas, especialmente na \u00faltima d\u00e9cada, o ritmo diminui, at\u00e9 porque n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel crescer para sempre. N\u00e3o \u00e9 de se estranhar que ao mesmo tempo, a economia de quase todos os pa\u00edses estagnou ou entrou em recess\u00e3o. E \u00e9 a\u00ed que o instinto de adapta\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a dar lugar ao de rejei\u00e7\u00e3o ao novo. Durante algumas d\u00e9cadas, a globaliza\u00e7\u00e3o nos atropelou, for\u00e7ando a nossa adapta\u00e7\u00e3o. Quando a pujan\u00e7a de um mercado global em constru\u00e7\u00e3o deixou de ser incentivo o suficiente, retornamos ao nosso padr\u00e3o de detestar mudan\u00e7as. E \u00e9 aqui que eu quero voltar a falar de in\u00e9rcia:<\/p>\n<p>Uma parte da popula\u00e7\u00e3o mundial ainda est\u00e1 acelerada na velocidade da globaliza\u00e7\u00e3o, mas outra n\u00e3o. E foi mais ou menos no come\u00e7o das crises econ\u00f4micas mundiais que a diferen\u00e7a de velocidade ficou \u00f3bvia: quem estava surfando nessa onda de mudan\u00e7as r\u00e1pidas, seja pela idade (millenials e mais novos), seja pelo enriquecimento (grandes investidores, ind\u00fastrias de tecnologia e m\u00eddia de massa), acabou entendendo o mundo por essa rotina. Eles esperam que as coisas continuem nesse ritmo, e como humanos m\u00e9dios, detestam a ideia de mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>Agora, quem estava sendo s\u00f3 empurrado pelo movimento da globaliza\u00e7\u00e3o, mas tinha outra vis\u00e3o de mundo (gera\u00e7\u00e3o X para tr\u00e1s), ou que no final das contas s\u00f3 trabalhou que nem um condenado para deixar outras pessoas ricas (trabalhadores em geral), esses bateram numa parede e perderam todo o momento da acelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica global. Esse p\u00fablico quer que o mundo todo pare onde eles pararam e s\u00f3 comece a se movimentar quando eles puderem tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se voc\u00ea percebeu, mas esses dois grupos s\u00e3o a esquerda e a direita dos dias atuais. Gente em velocidades diferentes, e que aparentemente ficam mais distantes a cada dia. Evidente: um grupo est\u00e1 correndo para uma mudan\u00e7a global, outro est\u00e1 travado no mesmo ponto, abandonado. A globaliza\u00e7\u00e3o explica o momento cultural e pol\u00edtica atual. Estamos falando de uma divis\u00e3o aparentemente irreconcili\u00e1vel entre dois grupos que claramente n\u00e3o tem motivo algum para se reaproximar. Se voc\u00ea olhar para essa situa\u00e7\u00e3o com uma lente conspirat\u00f3ria, vai enxergar o que quiser: se for da esquerda, vai perceber a volta do fascismo ou nazismo, porque \u00e9 um povo que quer parar tudo o que constru\u00edmos como identidade moderna no p\u00f3s Segunda Guerra. Se for da direita, vai notar uma conspira\u00e7\u00e3o global para destruir o senso de comunidade e impor valores \u201cdegenerados\u201d sobre todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>E quando voc\u00ea tem dois elementos correndo em velocidades diferentes, \u00e9 inevit\u00e1vel que eles fiquem cada vez mais distantes. F\u00edsica cl\u00e1ssica. \u00c9 por isso que estamos aqui criticando os \u201clacradores\u201d faz tempo: \u00e9 s\u00f3 ler o teor do nosso discurso, estamos pedindo para eles voltarem um pouco porque est\u00e3o longe demais da vida real da maioria das pessoas. Mas \u00e9 por isso tamb\u00e9m que eu escrevo um texto desses: cuidado com o sedutor discurso dessa direita conspirat\u00f3ria, especialmente se voc\u00ea se encontra numa situa\u00e7\u00e3o de estagna\u00e7\u00e3o como boa parte da popula\u00e7\u00e3o mundial. O mundo \u00e9 muito mais complexo do que um grupo de judeus tramando contra a sua heterossexualidade. Se voc\u00ea cair nessa armadilha, como o Bolsonaro caiu, vai come\u00e7ar a defender a ideia de ficar parado ao inv\u00e9s de encontrar uma velocidade comum com a esquerda ativista. Reclamando do Foro de S\u00e3o Paulo na ONU (s\u00e9rio, quem se importa com isso por l\u00e1?), estagnado numa zona de conforto de limita\u00e7\u00e3o intelectual e medo de fantasmas.<\/p>\n<p>Globaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 boa ou ruim. Globaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 um fato. Espero que sejamos mais espertos que nosso presidente e n\u00e3o entremos num movimento de nega\u00e7\u00e3o&#8230; de fatos. O perigo n\u00e3o \u00e9 ser de direita ou de esquerda, o perigo \u00e9 ficar isolado.<\/p>\n<p>N\u00e3o fique isolado.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que eu sou marionete das elites, para dizer que achou que esse seria o desfavor da semana, ou mesmo para dizer que s\u00f3 de n\u00e3o ter feito piada de pinto de japon\u00eas j\u00e1 estamos no lucro: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bolsonaro poderia ter reduzido boa parte das tens\u00f5es internacionais relacionadas ao Brasil no seu discurso para a ONU. Poderia&#8230; mas n\u00e3o o fez. Leu um discurso de vocabul\u00e1rio mais rebuscado que o habitual, mas que trazia mais do mesmo de um ponto de vista ideol\u00f3gico. Como j\u00e1 dizemos aqui faz tempo, \u00e9 bobagem esperar mais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":15760,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1034],"tags":[],"class_list":["post-15759","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-des-global"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15759","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15759"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15759\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15760"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15759"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15759"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15759"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}