{"id":15850,"date":"2019-10-14T12:44:20","date_gmt":"2019-10-14T15:44:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=15850"},"modified":"2025-11-04T12:58:53","modified_gmt":"2025-11-04T15:58:53","slug":"idioma-universal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2019\/10\/idioma-universal\/","title":{"rendered":"Idioma universal."},"content":{"rendered":"<p>Nosso mundo \u00e9 cada vez mais conectado, rela\u00e7\u00f5es e neg\u00f3cios em geral s\u00e3o firmados independentemente de fronteiras, mas algo ainda prov\u00e9m uma divis\u00e3o clara entre povos: sua l\u00edngua. Sally e Somir discordam sobre uma solu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para o problema.<\/p>\n<p><strong>Tema de hoje: a imposi\u00e7\u00e3o de uma l\u00edngua \u00fanica seria ben\u00e9fica para o mundo?<\/strong><!--more--><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SOMIR<\/span><\/h4>\n<p>Com certeza. Tanto que j\u00e1 fizemos algo parecido e vimos excelentes resultados. Na pr\u00e1tica, a l\u00edngua \u00fanica j\u00e1 existe, e \u00e9 o ingl\u00eas: n\u00e3o importa de onde voc\u00ea venha, atualmente a l\u00edngua mais valiosa para formar rela\u00e7\u00f5es globais \u00e9 a inglesa. Mesmo que n\u00e3o seja oficialmente a mais falada no mundo, \u00e9 a que sabemos que funciona de uma forma ou de outra em praticamente todos os lugares nos quais queremos nos comunicar.<\/p>\n<p>Podemos argumentar sobre a justi\u00e7a de acabarmos com essa l\u00edngua como a mais valiosa para rela\u00e7\u00f5es internacionais, afinal, foi um misto de poderio militar e econ\u00f4mico projetado pela Inglaterra e a seguir pelos Estados Unidos que estabeleceram essa realidade. Os dois \u00faltimos grandes imp\u00e9rios da nossa hist\u00f3ria calharam de falar a mesma l\u00edngua, e talvez nem seja tanta coincid\u00eancia assim: depois do imp\u00e9rio brit\u00e2nico, onde o sol nunca se punha, iniciou-se a era de hegemonia americana. J\u00e1 falar a l\u00edngua imposta pelos mais poderosos nos s\u00e9culos anteriores criou uma facilidade muito maior de proje\u00e7\u00e3o de \u201csoft power\u201d ianque. O terreno j\u00e1 estava preparado.<\/p>\n<p>N\u00e3o quer dizer que a l\u00edngua inglesa seja melhor que as outras ou tenha vencido alguma vota\u00e7\u00e3o para chegar onde est\u00e1, mas no final das contas, \u00e9 a l\u00edngua que acabou ganhando o status de mundial. Hoje em dia, na d\u00favida, presuma que a segunda l\u00edngua de qualquer pessoa seja essa. Sinta voc\u00ea alguma rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura da anglosfera ou n\u00e3o, a universaliza\u00e7\u00e3o dessa l\u00edngua teve \u00f3timos resultados no processo de globaliza\u00e7\u00e3o. Pelo menos em alguma coisa d\u00e1 para se basear na hora de se comunicar com outros povos: algu\u00e9m vai saber falar ingl\u00eas. Na hora de fazer contatos e fechar neg\u00f3cios, essa seguran\u00e7a \u00e9 essencial para que nos mantenhamos abertos para interagir com o resto do mundo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, quando digo que enxergo vantagens na oficializa\u00e7\u00e3o de uma l\u00edngua universal para a humanidade, uso o exemplo pr\u00e1tico do ingl\u00eas para sustentar o argumento. N\u00e3o s\u00f3 das benesses de conseguir se comunicar e consumir conte\u00fado feito por pessoas dos mais diferentes pa\u00edses como tamb\u00e9m pela seguran\u00e7a de n\u00e3o perder identidades culturais regionais mesmo falando essa l\u00edngua. Por mais que seja popular criticar a hegemonia cultural americana e sua influ\u00eancia ao redor do mundo, n\u00e3o \u00e9 como se tiv\u00e9ssemos perdido a pluralidade cultural do mundo.<\/p>\n<p>Continue sendo o que \u00e9, continue tendo seus gostos e h\u00e1bitos, mas n\u00e3o faz mal que possamos nos comunicar onde quer que estivermos. Falar a mesma l\u00edngua une povos naturalmente. A simples capacidade de se entender reduz imensamente as tens\u00f5es, fazendo com que nos sintamos mais seguros para confiar uns nos outros. Toda conversa que precisa de tradutores fica mais tensa, afinal, faz parte do nosso conceito de sociedade ouvir e falar com o outro, e intermedi\u00e1rios tornam o processo artificial.<\/p>\n<p>O estabelecimento de uma l\u00edngua global seria tenso, com certeza. Mas evidentemente n\u00e3o seria feito de uma forma t\u00e3o desastrada como proibir todas as outras l\u00ednguas: basta padronizar a segunda l\u00edngua ensinada ao redor do mundo. Salvo locais extremamente pobres e isolados, j\u00e1 faz parte da mentalidade das pessoas a necessidade de ter um segundo idioma. Seria apenas um processo de ensino bilingue global, assim como se ensina matem\u00e1tica em todas as escolas do mundo, ensinar-se-ia tamb\u00e9m a l\u00edngua global. \u00c9 o que j\u00e1 fazemos com o ingl\u00eas em diversos locais. E as crian\u00e7as que aprendem ingl\u00eas saem do sistema educacional com grandes vantagens sobre as outras: tem acesso a uma quantidade de materiais did\u00e1ticos muito maior, e a vantagem de entender boa parte do conte\u00fado dispon\u00edvel na internet.<\/p>\n<p>\u00c9 um processo focado em futuras gera\u00e7\u00f5es, n\u00e3o nas atuais. E quando pensamos na l\u00edngua inglesa, \u00e9 algo que j\u00e1 est\u00e1 acontecendo organicamente. A cada gera\u00e7\u00e3o, o n\u00famero de pessoas capazes de se comunicar nesse idioma s\u00f3 aumenta. O que eu proponho aqui \u00e9 oficializar esse processo e deixar claro que daqui a algumas d\u00e9cadas, pararemos de ensinar outras l\u00ednguas. Assim, filhos poder\u00e3o conversar facilmente com os pais, mas os bisav\u00f4s e bisav\u00f3s provavelmente precisar\u00e3o de tradutores. \u00c9 um pre\u00e7o que a humanidade pode pagar. At\u00e9 porque v\u00e1rias das l\u00ednguas atuais em uso no mundo n\u00e3o s\u00e3o muito boas para lidar com o mundo moderno: boa parte das palavras mais modernas tem ra\u00edzes no ingl\u00eas: seu bisav\u00f4, se estiver vivo, n\u00e3o tem subs\u00eddios para entender algo como \u201cdeletar\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 natural que a l\u00edngua v\u00e1 se modificando com o passar das gera\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o n\u00e3o seria um passo t\u00e3o grande assim mudar de l\u00edngua. Crian\u00e7as s\u00e3o esponjas de conhecimento, se forem ensinadas cedo a falar duas l\u00ednguas, n\u00e3o ter\u00e3o dificuldades. As pessoas que j\u00e1 vivem nesse mundo dividido por l\u00ednguas ter\u00e3o mais dificuldade, mas nenhuma grande mudan\u00e7a de paradigma social \u00e9 f\u00e1cil. Eu ficaria chateado em perder o grau de articula\u00e7\u00e3o que j\u00e1 conquistei em portugu\u00eas, mas se o que receber em troca for a oportunidade de me comunicar com o resto do mundo todo, vale o esfor\u00e7o para dominar a l\u00edngua mundial.<\/p>\n<p>O segredo \u00e9 n\u00e3o inventar um novo Esperanto e querer fazer com que todos sofram por igual ao aprender uma nova l\u00edngua. O ingl\u00eas est\u00e1 a\u00ed, bilh\u00f5es de pessoas falam ou entendem rudimentarmente. Basta oficializar o que j\u00e1 estamos fazendo, e aproveitar a gigantesca base de usu\u00e1rios da l\u00edngua para facilitar o processo para quem n\u00e3o entende nada. N\u00e3o precisa botar na cadeia quem se recusar a falar, \u00e9 s\u00f3 esperar que aceitem a mudan\u00e7a por press\u00e3o social ou mesmo que morram com suas l\u00ednguas preferidas. Com esse processo dividido por gera\u00e7\u00f5es, ningu\u00e9m vai se ver subitamente incapaz de se comunicar, s\u00f3 vamos mudar os planos futuros.<\/p>\n<p>Em menos de 50 anos ser\u00edamos capazes de alcan\u00e7ar toda a popula\u00e7\u00e3o humana com acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. \u00c9 imposs\u00edvel for\u00e7ar que todo mundo fale a mesma l\u00edngua, mas isso n\u00e3o muda o fato que a l\u00edngua do local \u00e9 outra. No Brasil tem gente que n\u00e3o fala portugu\u00eas mesmo tendo nascido aqui, seja em comunidades de imigrantes alem\u00e3es no Sul ou tribos isoladas na Amaz\u00f4nia&#8230; e isso n\u00e3o muda o fato que a l\u00edngua falada aqui \u00e9 o portugu\u00eas. E que se alguma dessas pessoas quiser fazer neg\u00f3cios ou acompanhar as not\u00edcias locais, vai precisar falar a l\u00edngua da maioria ou aceitar o que est\u00e1 perdendo.<\/p>\n<p>Com a l\u00edngua mundial seria a mesma coisa. Sem apontar armas para ningu\u00e9m, mas deixando claro que ningu\u00e9m \u00e9 obrigado a entender quem n\u00e3o sabe ou se recusa a aprender. Demoraria mais algumas gera\u00e7\u00f5es, mas at\u00e9 mesmo essas pessoas acabariam aceitando.<\/p>\n<p>E se n\u00e3o concordar comigo, tough luck, kid. It\u2019s already happening, and there\u2019s no going back. Your choice.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que eu mudaria de ideia se fosse chin\u00eas, para dizer que vai se decepcionar se come\u00e7ar a entender todo mundo, ou mesmo para me mandar to the whore who birted (hue): <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SALLY<\/span><\/h4>\n<p>Seria ben\u00e9fico para a humanidade a imposi\u00e7\u00e3o de um idioma \u00fanico?<\/p>\n<p>Se fossemos pessoas civilizadas sim. Como n\u00e3o somos&#8230; n\u00e3o.<\/p>\n<p>O ser humano \u00e9 muito apegado a tudo que julga ser \u201cseu\u201d. Seu pa\u00eds, seu jeitinho de ser, seu idioma. N\u00e3o importa o que seja, se \u00e9 \u201cseu\u201d \u00e9 especial e merece ser louvado, protegido e exaltado. D\u00e1 at\u00e9 pregui\u00e7a de pensar a respeito.<\/p>\n<p>O ser humano n\u00e3o tem a menor no\u00e7\u00e3o da sua insignific\u00e2ncia, pois ao flertar com a ideia j\u00e1 sente um mal-estar absurdo, foge, procura negar ou se distrair. Para que se d\u00ea um processo onde oito bilh\u00f5es de pessoas pactuem abrir m\u00e3o de seu idioma materno em nome de uma melhor comunica\u00e7\u00e3o universal, dever\u00edamos ter uma outra mentalidade, focada no todo, na coletividade. N\u00e3o temos, somos s\u00edmios individualistas.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 consci\u00eancia suficiente para que todos fa\u00e7am um esfor\u00e7o em nome da coletividade. E quando n\u00e3o h\u00e1 consci\u00eancia, a transforma\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel pela for\u00e7a, o que, me parece, n\u00e3o vale a pena por t\u00e3o pouco. Imaginem o trabalho que daria, a repress\u00e3o que seria necess\u00e1ria para conter \u201cdissidentes\u201d que insistissem em continuar falando sua l\u00edngua natal&#8230; n\u00e3o d\u00e1. N\u00e3o d\u00e1 para for\u00e7ar senso de coletividade em quem n\u00e3o tem. N\u00e3o d\u00e1 para for\u00e7ar nem fiscalizar que todas as pessoas do mundo aprendam e falem o mesmo idioma.<\/p>\n<p>N\u00e3o d\u00e1 para colocar a carro\u00e7a na frente dos bois s\u00f3 por ser o melhor para a humanidade. Pode ser o melhor em tese, mas, se n\u00e3o estivermos preparados, esse \u201cmelhor\u201d vai dar merda.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, por melhor que seja a ideia de uma linguagem universal (em tese, \u00e9 uma \u00f3tima ideia) simplesmente n\u00e3o estamos prontos, n\u00e3o h\u00e1 consci\u00eancia, n\u00e3o h\u00e1 evolu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 preparo para implementar algo assim, em larga escala, de forma pac\u00edfica e eficiente.<\/p>\n<p>E, sinceramente, se for para brigar, obrigar, se for para ser mais um motivo para brigas e separa\u00e7\u00e3o, melhor n\u00e3o. A barreira do idioma j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o pesada como era d\u00e9cadas atr\u00e1s. Aplicativos, aparelhos e instrumentos de tradu\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea n\u00e3o faltam. Ningu\u00e9m deixa de ler nada hoje por desconhecer o idioma em que o texto foi escrito. Que se continue amarrando cachorro com lingui\u00e7a e cada um falando o seu idioma super especial que n\u00e3o pode ser substitu\u00eddo por outro, paci\u00eancia.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 forma de fiscalizar em qual idioma cada pessoa do mundo est\u00e1 falando e muito menos obrig\u00e1-la a aprender e falar outro idioma. Estamos falando do ser humano, criatura que cria comunidade Amish e vai viver no meio do mato sem luz, ok? \u00c9 invi\u00e1vel impor \u00e0 for\u00e7a algo t\u00e3o significativo.<\/p>\n<p>Sem contar a infinidade de revoltadinhos-resist\u00eancia que se insurgiriam contra essa \u201cviola\u00e7\u00e3o \u00e0 soberania\u201d e outros r\u00f3tulos que seriam colados nessa iniciativa. Gente que precisa sempre de uma briga, de uma causa, para se distrair e n\u00e3o olhar para a pr\u00f3pria vida, teriam um prato cheio para pregar mais separa\u00e7\u00e3o, mais antagonismo, mais polaridade. Deixa como t\u00e1, que j\u00e1 temos dualidade de sobra.<\/p>\n<p>Quando uma popula\u00e7\u00e3o (de qualquer animal) chega ao assustador n\u00famero de 8 bilh\u00f5es de membros, fica praticamente invi\u00e1vel uma decis\u00e3o coletiva envolvendo a todos. A \u00fanica forma \u00e9 a subdivis\u00e3o em grupos menores (no nosso caso, pa\u00edses) e que estes grupos criem suas regras.<\/p>\n<p>Salvo em caso de uma cat\u00e1strofe que reduza absurdamente a vida humana no planeta ou do ganho rel\u00e2mpago de consci\u00eancia dos oito bilh\u00f5es que ainda est\u00e3o aqui, n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel nem essa iniciativa nem nenhuma que exija concord\u00e2ncia e sacrif\u00edcio por parte de todos.<\/p>\n<p>O ser humano n\u00e3o consegue chegar a um consenso sobre quest\u00f5es muito mais b\u00e1sicas, que sequer implicam em um esfor\u00e7o ou ren\u00fancia, imagina se vai aderir de boa a um idioma universal? Tentaram com o esperanto e foi um retumbante fracasso. T\u00e3o com vontade de passar vergonha novamente?<\/p>\n<p>As coisas s\u00e3o como elas s\u00e3o, n\u00e3o como a gente gostaria que elas fossem. Atualmente o ser humano mata outro ser humano por ele ter um Deus diferente do seu, sem que o outro sequer o obrigue a gostar ou cultuar esse Deus. Tem certeza que d\u00e1 para trabalhar com esse material?<\/p>\n<p>As coisas acontecer\u00e3o no seu tempo. Por hora, vivemos em um planeta onde metade das pessoas n\u00e3o tem sequer uma latrina para cagar, onde boa parte delas passa fome, onde se morre de forma precoce por falta de infraestrutura m\u00ednima. Tem certeza que cabe exigir que essas pessoas abram m\u00e3o da \u00fanica ferramenta de comunica\u00e7\u00e3o que tem e sejam obrigadas, sem recurso algum, a aprender um novo idioma?<\/p>\n<p>Por mais legal que seja, um novo idioma \u00e9 preciosismo. E s\u00f3 se pensa em preciosismo quando o b\u00e1sico est\u00e1 assegurado. S\u00f3 levanto essa bandeira quando todo o planeta tiver condi\u00e7\u00f5es dignas de exist\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que a internet ficaria insuport\u00e1vel, para dizer que toparia se o idioma universal fosse o portugu\u00eas ou ainda para dizer que idioma universal j\u00e1 existe e se chama \u201cingl\u00eas\u201d: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nosso mundo \u00e9 cada vez mais conectado, rela\u00e7\u00f5es e neg\u00f3cios em geral s\u00e3o firmados independentemente de fronteiras, mas algo ainda prov\u00e9m uma divis\u00e3o clara entre povos: sua l\u00edngua. Sally e Somir discordam sobre uma solu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para o problema. 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