{"id":16296,"date":"2020-01-06T13:14:39","date_gmt":"2020-01-06T16:14:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=16296"},"modified":"2020-01-06T13:14:39","modified_gmt":"2020-01-06T16:14:39","slug":"fator-externo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2020\/01\/fator-externo\/","title":{"rendered":"Fator externo."},"content":{"rendered":"<p>Sally e Somir concordam que relacionamentos n\u00e3o s\u00e3o m\u00e1gica, dependem de muita dedica\u00e7\u00e3o de ambas as partes. Mas, quando consideramos fatores que n\u00e3o dependem s\u00f3 da vontade do casal, eles se separam. Os impopulares fazem a DR.<\/p>\n<p><strong>Tema de hoje: qual \u00e9 o fator externo mais importante para que um casamento d\u00ea certo?<\/strong><!--more--><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SOMIR<\/span><\/h4>\n<p>Eu votaria na estabilidade financeira. N\u00e3o estou falando de riqueza, ningu\u00e9m precisa ter muito dinheiro para ser feliz, muito menos para manter um casamento (ou relacionamento de longa dura\u00e7\u00e3o se voc\u00ea for mais esperto) funcionando bem; agora, um m\u00ednimo de dinheiro faz muita diferen\u00e7a para dar paz suficiente para essa rela\u00e7\u00e3o florescer e dar seus frutos.<\/p>\n<p>Por isso, come\u00e7o esse argumento definindo o que considero estabilidade financeira: \u00e9 o casal ter uma quantia de dinheiro e fontes de renda suficientes para que dinheiro n\u00e3o se torne um problema. Tem gente que s\u00f3 precisa pagar as contas para ter essa paz, tem gente que precisa de uma boa reserva no banco ou em investimentos para n\u00e3o ficar nervosa. No final das contas, \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o das duas pessoas sobre o aspecto financeiro. Se os recursos do casal derem conta de fazer a pessoa mais exigente sentir que est\u00e1 no caminho certo, eu j\u00e1 considero estabilidade financeira. Pode ser com uma renda de 2.000 reais por m\u00eas, pode ser com uma renda de 200.000&#8230;<\/p>\n<p>Mas amor \u00e9 mais importante que dinheiro, certo? Certo. \u00c9 t\u00e3o mais importante que deve ser protegido do dinheiro! Amor \u00e9 possivelmente o sentimento mais poderoso do ser humano (depois da vontade cagar quando voc\u00ea est\u00e1 quase chegando em casa), mas n\u00e3o \u00e9 imune a interfer\u00eancias. Amor te d\u00e1 uma resist\u00eancia incr\u00edvel aos perrengues da vida a dois, mas pode acabar sufocado por problemas recorrentes, e poucas geram dores de cabe\u00e7a mais recorrentes que um ciclo de problemas financeiros: at\u00e9 mesmo doen\u00e7as acabam passando, mas quest\u00f5es de dinheiro v\u00e3o piorando quase que infinitamente se n\u00e3o forem tratadas.<\/p>\n<p>E elas v\u00e3o ocupando o espa\u00e7o de todo o resto na vida. \u00c9 o jeito como a nossa sociedade funciona: voc\u00ea precisa de dinheiro para dar cuidar de todas suas necessidades b\u00e1sicas e boa parte das mais elevadas. Problema na base dessa pir\u00e2mide de necessidades atrapalham todo o resto. Agora, no sentido contr\u00e1rio: quando o casal consegue controlar essa parte da vida, dali pra frente encontra uma base de sustenta\u00e7\u00e3o poderosa. Repetindo: n\u00e3o precisa ficar milion\u00e1rio, \u00e9 s\u00f3 ter o necess\u00e1rio para continuar comprando o que precisa ser comprado e ter a capacidade de fazer planos para o futuro.<\/p>\n<p>Quando voc\u00ea passa muito aperto financeiro, sua capacidade de planejar vai se esvaindo junto com o saldo banc\u00e1rio. E n\u00e3o podemos fazer pouco da import\u00e2ncia de ter projetos conjuntos numa rela\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel: casal que n\u00e3o consegue se coordenar para alcan\u00e7ar metas futuras \u00e9 casal que perde boa parte da gra\u00e7a e at\u00e9 mesmo do valor de uma parceria dessas. Estar abaixo da estabilidade financeira significa na maioria das vezes manter um foco for\u00e7ado no futuro imediato. Nem tem a vantagem de viver no presente ou pensar no longo prazo, porque j\u00e1 almo\u00e7a pensando em como vai conseguir jantar&#8230; ou, em como vai pagar a pr\u00f3xima conta, como vai renegociar suas d\u00edvidas.<\/p>\n<p>N\u00e3o d\u00e1 para curtir direito a outra pessoa, n\u00e3o d\u00e1 para relevar problemas pequenos em prol de uma meta conjunta, o casal acaba preso num ciclo de problemas, com a sensa\u00e7\u00e3o que o sofrimento est\u00e1 na pr\u00f3xima esquina o tempo todo. Isso \u00e9 veneno at\u00e9 para quem est\u00e1 sozinho. Agora, imagina s\u00f3 isso com a complexidade necess\u00e1ria para manter uma rela\u00e7\u00e3o funcionando direito. Brigar por dinheiro ou ficar decepcionado(a) com a incapacidade do(a) parceiro(a) de ajudar \u00e9 uma sensa\u00e7\u00e3o muito ruim que vai se acumulando com o passar do tempo.<\/p>\n<p>E em alguns casos, \u00e9 especialmente cruel: imagina que voc\u00ea encontra uma pessoa que tem quase tudo certo para voc\u00ea, mas que \u00e9 um problema na hora de fazer as finan\u00e7as funcionarem. Gasta muito, n\u00e3o tem muito potencial de fazer dinheiro, n\u00e3o se importa com isso numa medida compat\u00edvel com a sua&#8230; \u00e9 terr\u00edvel saber que \u00e9 \u201cs\u00f3\u201d uma quest\u00e3o de dinheiro e mesmo assim tornar sua vida insuport\u00e1vel. Se pelo menos uma pessoa do casal conseguir fornecer essa estabilidade para os dois, desse mal o casal n\u00e3o morre. Claro que o ideal \u00e9 que os dois trabalhem em conjunto em prol da estabilidade financeira, mas mais do que isso, \u00e9 ter o dinheiro mesmo, porque cobre at\u00e9 mesmo essas possibilidades.<\/p>\n<p>E espero que fique claro com o meu argumento aqui que n\u00e3o sou um hippie selvagem que acha bonito dividir banheiro, mas considero um problema mais contorn\u00e1vel. Um casal esperto vai encontrar formas de evitar v\u00e1rios dos males do banheiro compartilhado (cagar s\u00f3 no trabalho, opera\u00e7\u00e3o cata-pentelho ap\u00f3s cada banho, etc.), e se tiver estabilidade financeira, provavelmente vai arranjar uma solu\u00e7\u00e3o para conseguir uma casa com mais um. Mesmo que n\u00e3o consigam imediatamente, concordam que \u00e9 mais f\u00e1cil tolerar um cheiro de merda no banheiro se voc\u00ea tem o prospecto de se mudar no futuro? Quando voc\u00ea pode pensar que \u201cainda vamos rir disso\u201d, os perrengues ficam mais f\u00e1ceis de encarar.<\/p>\n<p>Sem contar que s\u00f3 gente decente tem problema com banheiro compartilhado. Voc\u00ea pode ser indecente e encontrar o amor da sua vida em outra pessoa indecente. Pronto, problema resolvido! Agora, quando falamos de dinheiro, n\u00e3o tem dessa de ser b\u00e1rbaro, encontrar uma outra pessoa selvagem e estar tudo resolvido. Dinheiro n\u00e3o est\u00e1 nem a\u00ed para seus gostos e vontades: ou voc\u00ea tem o suficiente, ou vai passar pelos problemas da insufici\u00eancia, simples assim. Mesmo um casal que liga muito pouco para isso ainda precisa comprar comida, pagar aluguel, transporte e contas em geral. N\u00e3o d\u00e1 para se acostumar ou mesmo relevar um despejo&#8230; ou tem ou n\u00e3o tem.<\/p>\n<p>Muito relacionamento acaba ou se torna um zumbi (pessoas vivendo juntas sem nenhuma vontade de continuarem juntas) porque n\u00e3o conseguiram resolver o problema do dinheiro. N\u00e3o \u00e9 ser interesseiro(a), \u00e9 ter suas expectativas de qualidade de vida estra\u00e7alhadas por um fator que n\u00e3o depende exclusivamente de vontade (\u00e0s vezes a pessoa d\u00e1 azar mesmo) e ver esse inc\u00f4modo se tornar t\u00e3o grande ao ponto de sufocar o sentimento. Cada um tem sua medida. Tem quem releve viver numa favela, tem quem encare numa boa andar de \u00f4nibus, mas tem quem se sinta terr\u00edvel sem ter um dinheiro para lazer ou mesmo sem uma reserva para imprevistos. Pessoas tem medidas pr\u00f3prias do que consideram estabilidade, e se a rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o atingir pelo menos a necessidade b\u00e1sica da pessoa que exige mais, o amor n\u00e3o resiste.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, claro, trate bem a pessoa amada, mas n\u00e3o esquece de manter um saldo positivo no extrato&#8230;<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para me chamar de capitalista selvagem, para dizer que depois de ler o da Sally deixou de concordar comigo (eu vou tolerar sua escolha), ou mesmo para dizer que quer ser rico para ter um banheiro com duas privadas: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SALLY<\/span><\/h4>\n<p>Qual \u00e9 o fator externo mais importante para que um casamento d\u00ea certo?<\/p>\n<p>Banheiros separados. Por sinal, isso deveria ser uma regra entre humanos civilizados, sejam eles um casal ou n\u00e3o. O banheiro, assim com a escova de dentes, \u00e9 individual e intransfer\u00edvel. N\u00e3o sei quem foi o porco nojento que inventou essa conven\u00e7\u00e3o de compartilhar vaso sanit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Provavelmente muitos de voc\u00eas v\u00e3o concordar com o Somir hoje. A ilus\u00e3o da estabilidade financeira ainda convence. Muita gente acha que dinheiro \u00e9 o principal fator de resolu\u00e7\u00e3o de problemas, mas, acreditem, quando se fala em relacionamento, n\u00e3o funciona. Tanto \u00e9 que casais ricos se separam na mesma propor\u00e7\u00e3o que casais pobres. Dinheiro, por si s\u00f3, n\u00e3o facilita a conviv\u00eancia, a menos que a pessoa saiba como us\u00e1-lo para preservar uma rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um casal milion\u00e1rio que divide banheiro tem menos chance de permanecer casado do que um casal classe m\u00e9dia que usa banheiros separados. A barb\u00e1rie de dividir o banheiro destr\u00f3i o amor mais do que boletos. D\u00edvidas s\u00e3o revers\u00edveis, o desgosto de escutar o outro cagando ou de n\u00e3o ter total privacidade ao cagar, n\u00e3o pode ser revertido.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 apenas sobre o excesso de intimidade, \u00e9 sobre minimizar conflitos. Compartilhar banheiros fatalmente gera desgostos, atritos e decep\u00e7\u00f5es. \u00c9 um espa\u00e7o extremamente privado tornado p\u00fablico a outra pessoa. \u00c9 permitir que terceiros interfiram nos momentos mais \u00edntimos da sua vida. Desde xixi no ch\u00e3o at\u00e9 um pentelho no sabonete, cada invas\u00e3o t\u00f3xica na sua privacidade mata um pouco da magia do amor.<\/p>\n<p>Banheiros separados permitem que seus momentos mais \u00edntimos (cagadas, mijadas, banhos, depiladas etc) ocorram do seu jeito, sem surpresas e sem interfer\u00eancia. Voc\u00ea n\u00e3o tem que apressar o processo para ceder o banheiro ao outro, voc\u00ea faz tudo do seu jeito sem se preocupar com o espa\u00e7o do outro, voc\u00ea mant\u00e9m privado tudo que acontece da porta para dentro, pois ningu\u00e9m vai encontrar cabelos no ralo, cheiro de merda ou qualquer outra pista do que aconteceu ali.<\/p>\n<p>Relacionamentos com coabita\u00e7\u00e3o imp\u00f5e uma conviv\u00eancia excessiva, por premissa. \u00c9 necess\u00e1rio ter um ref\u00fagio, um santu\u00e1rio, um respiro. O banheiro individual te permite isso. Ali \u00e9 o seu pequeno reino particular, onde ningu\u00e9m vai intervir, onde tudo ser\u00e1 do seu jeito, onde n\u00e3o \u00e9 preciso ceder. \u00c9 fundamental para o equil\u00edbrio de uma conviv\u00eancia di\u00e1ria que ningu\u00e9m interfira quando voc\u00ea estiver realizando suas tarefas mais \u00edntimas, ou, em bom portugu\u00eas, se nem cagar voc\u00ea pode em paz, fica dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Os americanos t\u00eam uma express\u00e3o chamada \u201cMe Time\u201d, que, em uma tradu\u00e7\u00e3o muito simplificada, significa \u201ctempo para mim\u201d. Todo mundo precisa de um \u201cMe Time\u201d por dia. Por isso muitas pessoas gostam de ficar acordadas depois que todos na casa foram dormir, para ter algum tempo de qualidade sozinhas com elas mesmas. Por\u00e9m, isso nem sempre \u00e9 poss\u00edvel e a falta de \u201cMe Time\u201d acaba minando silenciosamente as rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Um banheiro individual assegura algum \u201cMe Time\u201d por dia. Assegura que voc\u00ea possa fazer rituais di\u00e1rios obrigat\u00f3rios no seu tempo, do seu jeito, sem preocupa\u00e7\u00f5es. Parece pequeno, mas, fa\u00e7a as contas de quantas horas por dia se gasta no banheiro, entre necessidades fisiol\u00f3gicas, banhos e demais afazeres. Pelo menos uma hora por dia, suponho eu.<\/p>\n<p>Um dia tem 24h, voc\u00ea provavelmente passa 10 a 11 horas fora entre trabalho e deslocamento para o trabalho e tarefas fora de casa, outras 8 a 9 horas dormindo. Isso significa que sobram mais ou menos 4 horas para ficar em casa. Dessas 4 horas, pelo menos uma por dia voc\u00ea usa em rituais de banheiro, ou seja, 25% do seu tempo em casa.<\/p>\n<p>Garantir que 25% do seu tempo em casa seja de total sossego, do seu jeito, com total paz e zero interfer\u00eancia alheia \u00e9 muita coisa. \u00c9 um ref\u00fagio. \u00c9 um templo \u00e0 individualidade. Fora, \u00e9 claro, n\u00e3o ter que cheirar merda alheia, n\u00e3o ter que encontrar barba na pia, tapete encharcado e tantas outras coisas que, a longo prazo, chateiam bastante.<\/p>\n<p>Banheiro individual \u00e9 um suspiro de privacidade em uma condi\u00e7\u00e3o onde privacidade decai bruscamente (morar junto). N\u00e3o adianta ter todo o dinheiro do mundo, contas pagas, privada de ouro, se voc\u00ea n\u00e3o usa isso para assegurar um \u201cMe Time\u201d, se voc\u00ea se relaciona com uma pessoa grudenta que quer estar colada em casa momento (banho \u00e9 faxina, deixem as pessoas em paz na hora do banho), se voc\u00ea n\u00e3o tem um ref\u00fagio para ficar com voc\u00ea mesmo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso tem o pr\u00f3prio constrangimento, que, se voc\u00ea n\u00e3o for uma pessoa das cavernas, vai sentir ao perceber que seu parceiro est\u00e1 te escutando cagar. Nada pior do que su\u00edte, um banheiro dentro do quarto, que te obriga a cagar a poucos metros de dist\u00e2ncia do outro, no sil\u00eancio da noite e depois espalha o cheiro pelo quarto. Quem em s\u00e3 consci\u00eancia quer passar por isso? Eu n\u00e3o quero que me escutem cagar, nem meu parceiro, nem ningu\u00e9m. Chama-se privacidade, intimidade.<\/p>\n<p>Eu acredito que para tudo na vida existe um \u201cponto de n\u00e3o retorno\u201d. Por exemplo, a pessoa est\u00e1 engordando, ela est\u00e1 incomodada com aquilo, ela vai tentar reverter a situa\u00e7\u00e3o, mas&#8230; depois que passa de um certo peso, a pessoa desiste e se entrega, est\u00e1 tudo cagado demais para ser mudado, \u00e9 o ponto de n\u00e3o retorno. Dali para frente ela entrega os pontos e apenas engorda. O mesmo acontece com relacionamentos.<\/p>\n<p>Existe um cuidado di\u00e1rio, no trato, na din\u00e2mica, em todos os relacionamentos. Tentamos tratar o outro o melhor que podemos, tentamos poupar o outro de certas coisas. Se n\u00e3o formos vigilantes, a intimidade acaba aos poucos com esse cuidado b\u00e1sico no trato, pois ele d\u00e1 trabalho. Parece futilidade mas esse cuidado \u00e9 fundamental para preservar uma rela\u00e7\u00e3o. Pode acontecer da coisa descambar a ponto de se perder totalmente o cuidado, come\u00e7ar a tratar o outro de uma forma n\u00e3o t\u00e3o carinhosa, n\u00e3o t\u00e3o respeitosa e, depois de aberta essa porta, vem o ponto de n\u00e3o retorno, onde se desiste de qualquer cuidado e tudo piora.<\/p>\n<p>Banheiros compartilhados s\u00e3o estopim desse ponto de n\u00e3o retorno. Se algu\u00e9m te escutou cagar, viu um tolete seu que n\u00e3o foi embora com a descarga, viu seu pentelho no sabonete&#8230; bem, o que mais h\u00e1 para preservar? O pior dos lados j\u00e1 foi exposto, n\u00e3o h\u00e1 mais motivos para \u201ccerim\u00f4nia\u201d. N\u00e3o h\u00e1 mais motivos para se preocupar tanto com depila\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 mais motivos para trocar de cueca todo dia, n\u00e3o h\u00e1 mais motivos para n\u00e3o falar com o outro aos berros, da cozinha&#8230;<\/p>\n<p>O grande problema \u00e9: o inimigo \u00e9 invis\u00edvel. As pessoas n\u00e3o t\u00eam esse mecanismo claro em suas cabe\u00e7as. Apenas percebem que algo desandou e pronto. Para que o excesso de intimidade se torne falta de respeito basta um segundo. O pilar de sustenta\u00e7\u00e3o que mant\u00e9m esse cuidado entre casais \u00e9 n\u00e3o abusar da intimidade e a forma mais f\u00e1cil de faz\u00ea-lo \u00e9 n\u00e3o compartilhar o local onde normalmente estes abusos acontecem.<\/p>\n<p>Certas portas n\u00e3o se abrem, pois acabam gerando uma esculhamba\u00e7\u00e3o geral. Por mais que morar junto seja um grande compromisso com intimidade, \u00e9 preciso manter alguns cuidados, para que o relacionamento n\u00e3o caia na falta de civilidade. E a melhor forma de evitar isso s\u00e3o banheiros separados.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que seu desejo por estabilidade financeira \u00e9 tanto que prefere ela mesmo que n\u00e3o salve sua rela\u00e7\u00e3o, para dizer que estabilidade financeira compra um novo amor ou ainda para dizer que agora est\u00e1 com nojo de compartilhar banheiro com outras pessoas: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sally e Somir concordam que relacionamentos n\u00e3o s\u00e3o m\u00e1gica, dependem de muita dedica\u00e7\u00e3o de ambas as partes. Mas, quando consideramos fatores que n\u00e3o dependem s\u00f3 da vontade do casal, eles se separam. Os impopulares fazem a DR. 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