{"id":16334,"date":"2020-01-16T12:00:18","date_gmt":"2020-01-16T15:00:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=16334"},"modified":"2020-01-17T14:22:47","modified_gmt":"2020-01-17T17:22:47","slug":"econoentropia-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2020\/01\/econoentropia-parte-1\/","title":{"rendered":"Econoentropia &#8211; Parte 1"},"content":{"rendered":"<p>Depois de v\u00e1rios anos criticando as vis\u00f5es alheias sobre o funcionamento da sociedade, e especialmente as decis\u00f5es tomadas em nome dessas ideias, resolvi que dessa vez vou ser vidra\u00e7a e n\u00e3o pedra. Hoje eu quero falar de uma Teoria de Tudo, jogando leis da F\u00edsica e m\u00e9todos de organiza\u00e7\u00e3o social e econ\u00f4mica num balaio s\u00f3. Ou seja, para quem \u00e9 habitual do desfavor, vai ser um texto daqueles&#8230;<!--more--><\/p>\n<p>S\u00f3 mais uma coisa, n\u00e3o categorizei como D\u00e9s Potas porque n\u00e3o \u00e9 sobre uma ideia de poder absoluto mudando os rumos da humanidade, e sim sobre um estado mental que eu acredito ser necess\u00e1rio antes de escolher qualquer ideologia para seguir. O que cada um faz depois de considerar essa ideia est\u00e1 fora do meu controle. Talvez voc\u00ea chegue em conclus\u00f5es totalmente diferentes.<\/p>\n<p>Agora sim, a ideia: as leis mais b\u00e1sicas da F\u00edsica regem n\u00e3o s\u00f3 part\u00edculas fundamentais, mas tamb\u00e9m sistemas extremamente complexos como a vida em sociedade do ser humano, suas estruturas de poder e por consequ\u00eancia, a economia global. Riqueza, pobreza, poder, opress\u00e3o&#8230; todos resultados at\u00e9 que previs\u00edveis de seres cujos mol\u00e9culas e \u00e1tomos s\u00e3o regidos por processos como a entropia.<\/p>\n<p>Tem um texto s\u00f3 sobre isso, mas eu relembro aqui: entropia \u00e9 a tend\u00eancia de tudo o que existe ir para um estado de menor complexidade com o passar do tempo. Pense que tudo no universo \u00e9 como uma escultura de gelo: por mais detalhada e trabalhosa que tenha sido sua cria\u00e7\u00e3o, ela quer derreter e virar uma mera po\u00e7a d\u2019\u00e1gua. A n\u00e3o ser que voc\u00ea coloque energia extra vinda de outro lugar na refrigera\u00e7\u00e3o dela, ela vai se desfazer. Isso acontece por um motivo muito simples: \u00e9 mais f\u00e1cil para aquele amontoado de mol\u00e9culas de \u00e1gua estar no formato da po\u00e7a do que no da escultura. Tanto que se voc\u00ea deixar a natureza solta, ela n\u00e3o vai produzir um cisne de gelo aleatoriamente.<\/p>\n<p>E eu vou ter que ir um pouco al\u00e9m aqui: at\u00e9 mesmo dizer que o estado de menor complexidade \u00e9 mais f\u00e1cil n\u00e3o conta toda a hist\u00f3ria. \u00c9 s\u00f3 um atalho para nossas mentes s\u00edmias. Na verdade, a natureza e suas leis f\u00edsicas n\u00e3o t\u00eam prefer\u00eancia alguma, \u00e9 s\u00f3 que entre todas as possibilidades de organiza\u00e7\u00e3o daquelas mol\u00e9culas d\u2019\u00e1gua poss\u00edveis, s\u00f3 uma entre incont\u00e1veis gera a escultura de gelo, mas quintilh\u00f5es delas terminam numa po\u00e7a d\u2019\u00e1gua. E como a natureza n\u00e3o est\u00e1 interessada em nenhuma delas em especial, \u00e9 uma quest\u00e3o de \u201csorte\u201d. E como sabemos bem, esperar que uma po\u00e7a d\u2019\u00e1gua se torne uma escultura de gelo espontaneamente \u00e9 esperar pela eternidade&#8230; n\u00e3o \u00e9 que seja imposs\u00edvel, mas \u00e9 t\u00e3o prov\u00e1vel quanto voc\u00ea ganhar a megasena um trilh\u00e3o de vezes seguidas. (todos os n\u00fameros aqui est\u00e3o absurdamente menores que os reais, sen\u00e3o eu gastaria as 4 p\u00e1ginas escrevendo zeros e ningu\u00e9m entenderia nada mesmo&#8230;)<\/p>\n<p>O ponto aqui \u00e9 que o princ\u00edpio da entropia rege o que dever\u00edamos esperar da realidade. Todo o contato do ser humano com o mundo ao seu redor \u00e9 baseado nisso: n\u00e3o adianta s\u00f3 esperar por uma dessas combina\u00e7\u00f5es de part\u00edculas fundamentais aleat\u00f3rias que seja ben\u00e9fica, porque a chance \u00e9 t\u00e3o absurdamente pequena que nem todo o tempo do universo daria conta disso. \u00c9 por isso que aprendemos que seja l\u00e1 o que voc\u00ea quiser, precisa de energia para fazer. Para respirar e para usar seu smartphone, a ideia b\u00e1sica \u00e9 a mesma: a realidade s\u00f3 se transforma com energia. A mat\u00e9ria que por uma probabilidade min\u00fascula conseguiu ficar organizada o suficiente para ser considerada viva passa toda essa vida numa busca incessante por fontes de energia para n\u00e3o se desfazer. A entropia n\u00e3o liga para os seus planos, mas tamb\u00e9m n\u00e3o tem pressa: n\u00e3o importa o que voc\u00ea fa\u00e7a, est\u00e1 gastando energia e desorganizando a mat\u00e9ria do mesmo jeito. A entropia \u00e9 a dona do cassino, n\u00e3o importa o quanto voc\u00ea acha que ganhou, ela ganha mais no final do dia.<\/p>\n<p>E o que isso tem a ver com a sociedade humana? Alguns de voc\u00eas j\u00e1 devem estar percebendo para onde eu vou, mas precisamos fazer uma outra parada antes de ir para o destino final: a ideia de que desequil\u00edbrios geram movimento. N\u00e3o preciso nem sair da termodin\u00e2mica para explicar isso: boa parte da energia produzida no mundo \u00e9 baseada na ideia de que diferen\u00e7as entre temperaturas geram uma rea\u00e7\u00e3o de movimento. Se voc\u00ea aquece a \u00e1gua (coloca energia nela), ela vira vapor e se movimenta. Gradientes de temperatura movimentavam os barcos \u00e0 vapor e movimentam usinas nucleares. \u00c9 uma das coisas mais confi\u00e1veis que conhecemos.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o precisa pensar s\u00f3 em vapor, a asa de um avi\u00e3o d\u00e1 sustenta\u00e7\u00e3o no ar porque h\u00e1 um desequil\u00edbrio entre a press\u00e3o acima e abaixo dela, as coisas caem porque a gravidade no centro da Terra \u00e9 maior que na superf\u00edcie. Onde h\u00e1 desequil\u00edbrio, h\u00e1 movimento. E onde h\u00e1 movimento, h\u00e1 energia sendo gasta. E continuando, onde energia \u00e9 gasta a complexidade \u00e9 aumentada. Manter a vida como vivemos atualmente exige a manuten\u00e7\u00e3o de um grau de complexidade aberrante do ponto de vista da entropia. Me arrisco a dizer que o smartphone ou computador na sua m\u00e3o exigiu mais complexidade para existir do que um oceano, por exemplo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, vamos finalmente para a ideia deste texto: seja como for que escolhamos nos governar e viver em sociedade, quem ignorar esses princ\u00edpios b\u00e1sicos da F\u00edsica vai quebrar a cara. O universo simplesmente n\u00e3o funciona de outra forma, e n\u00e3o te exijo nenhum salto mental para o misticismo para explicar o motivo: somos criaturas de uma realidade baseada em entropia, ent\u00e3o pode apostar que cada pedacinho do seu DNA est\u00e1 programado para funcionar nessa realidade. Uma larva de mosca sabe instintivamente que precisa manter sua complexidade se quiser continuar viva, ela vai procurar fontes de energia sem vacilar meia vez. E d\u00e1 para ir mais longe ainda: somos todos descendentes do primeiro amontoado de elementos que consumiu outro e tirou vantagem disso.<\/p>\n<p>E tudo isso come\u00e7ou com um desequil\u00edbrio: a vida inicial no planeta tinha alguma coisa a mais que sua comida. E dali pra frente foi uma explos\u00e3o de estrat\u00e9gias diferentes para coletar energia do ambiente e com isso manter sua pr\u00f3pria complexidade. Atualmente, isso desemboca no predador maior da cadeia alimentar, o ser humano. Aprendemos a extrair uma quantidade incr\u00edvel de energia do ambiente e principalmente, a explorar qualquer desequil\u00edbrio ao nosso favor. Cada uma das grandes descobertas do passado \u00e9 uma soma de conseguir muito mais energia por muito menos esfor\u00e7o com dominar a utiliza\u00e7\u00e3o desses gradientes energ\u00e9ticos para gerar movimento.<\/p>\n<p>E ao continuar esse processo, percebemos algo importante: assim como a escultura de gelo, a sociedade humana est\u00e1 sempre querendo se desorganizar para algo mais prov\u00e1vel do que todos nossos complexos sistemas de poder e tecnologia. Fazer milh\u00f5es de pessoas obedeceram \u00e0s mesmas leis e pessoas? Criar acordos sociais, rituais e padr\u00f5es de comportamento num bicho com um c\u00e9rebro terrivelmente complexo como o humano? D\u00e1 muito trabalho. Exige quantidades imensas de energia e movimento.<\/p>\n<p>O ser humano em sociedade ainda est\u00e1 sob o controle da entropia porque se formos olhar de forma puramente estat\u00edstica, qual a probabilidade de milh\u00f5es de pessoas concordarem com qualquer coisa? N\u00e3o deve ser muito diferente da chance de uma po\u00e7a d\u2019\u00e1gua virar uma escultura de gelo espontaneamente&#8230; mas, evidente, assim, como n\u00e3o ficamos s\u00f3 esperando pela escultura, n\u00e3o ficamos de bra\u00e7os cruzados torcendo para as pessoas de um pa\u00eds decidirem sozinhas que uma lei faz sentido e as beneficia de alguma forma. Tem que colocar energia na produ\u00e7\u00e3o da escultura, tem que colocar energia no controle da popula\u00e7\u00e3o. Ou \u00e9 energia do c\u00e9rebro de uma pessoa tentando criar uma campanha de conscientiza\u00e7\u00e3o, ou \u00e9 a energia dos m\u00fasculos de um soldado enfiando a porrada num dissidente. O sistema n\u00e3o vai se organizar sozinho, \u00e9 proibido por lei (da termodin\u00e2mica).<\/p>\n<p>Entendem quando eu digo que n\u00e3o h\u00e1 nada de m\u00edstico ou m\u00e1gico aqui? S\u00e3o apenas leis da F\u00edsica sendo vistas numa escala maior de complexidade. Parece s\u00f3 masturba\u00e7\u00e3o mental, eu admito, mas tem uma ideia aqui que quando realmente entrar na sua cabe\u00e7a, vai te fazer entender todas as discuss\u00f5es pol\u00edticas e at\u00e9 econ\u00f4micas por um novo \u00e2ngulo: \u00e9 imposs\u00edvel que qualquer sistema deste universo mantenha sua complexidade sem energia extra sendo constantemente aplicada. Um sistema baseado em igualdade e uso apenas dos recursos atuais de um povo est\u00e1 fadado ao fracasso. N\u00e3o necessariamente por ser uma ideia ruim, mas por ser fisicamente imposs\u00edvel. Dava no mesmo sugerir que a solu\u00e7\u00e3o era dar unic\u00f3rnios para todos.<\/p>\n<p>A entropia consome a complexidade que j\u00e1 criamos, e ela nunca vai parar. Metal enferruja, madeira apodrece&#8230; se voc\u00ea n\u00e3o comer a comida na sua casa, um inseto, uma bact\u00e9ria ou um fungo vai tomar a dianteira. Todas as regras da realidade que n\u00e3o escolhemos s\u00e3o definidas pela entropia. E isso vale para pessoas: gente que n\u00e3o consegue fazer parte da complexidade da sociedade definha e perde qualquer incentivo de contribuir para um bem maior. Podemos dar um passo al\u00e9m: qualquer institui\u00e7\u00e3o humana depende da energia colocada nela pelas pessoas. Num exemplo que brasileiro conhece bem, se voc\u00ea n\u00e3o fizer algum esfor\u00e7o para votar direito, o resultado s\u00e3o os pol\u00edticos que temos. Todo mundo briga por Lula e Bolsonaro, mas duvido que algu\u00e9m lembre em quem votou para vereador&#8230; \u00e9 essa falta de energia que permite \u00e0 entropia quebrar a complexidade de um sistema at\u00e9 ele perder qualquer caracter\u00edstica original.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica n\u00e3o \u00e9 terr\u00edvel porque \u00e9 imposs\u00edvel fazer boa pol\u00edtica, ela \u00e9 terr\u00edvel porque a quantidade de energia colocada pelas popula\u00e7\u00f5es nisso s\u00f3 permite esse grau de complexidade mesmo. S\u00e3o todos processos entr\u00f3picos. Mas este texto n\u00e3o existe s\u00f3 para \u201cculpar a v\u00edtima\u201d, eu tamb\u00e9m preciso voltar para os gradientes de temperatura e a produ\u00e7\u00e3o de movimento: se voc\u00ea analisar a forma como pessoas e na\u00e7\u00f5es conseguem acumular riquezas, vai perceber um padr\u00e3o claro de desequil\u00edbrios. A desigualdade galopante do s\u00e9culo XXI preocupa como deveria preocupar mesmo, mas eu sinto que estamos tomando tudo de forma muito&#8230; pessoal. Do ponto de vista f\u00edsico, n\u00e3o tem como gerar movimento de dinheiro sem alguma forma de desequil\u00edbrio. Oferta e demanda, oras. Algu\u00e9m tem algo que outro considera valioso, surge o interesse de colocar energia ali para fazer a troca. Nada mais natural, e n\u00e3o \u00e9 necessariamente o problema.<\/p>\n<p>O problema soa mais como uma dificuldade de gerar esse \u201cmovimento\u201d sem roubar essa energia de outros seres humanos. O iPhone tira vantagem da energia barata do trabalhador chin\u00eas para vender para a energia cara do trabalhador americano, por exemplo. Se a Apple precisasse comprar a hora do trabalhador americano para vender essa hora de volta para ele como um produto final, existiria um risco muito real de cobrar o pre\u00e7o justo. Pre\u00e7os justos n\u00e3o enriquecem ningu\u00e9m, eles mantem a quantidade de energia mais ou menos est\u00e1vel dentro do sistema. Evidente que soa \u00e9tico n\u00e3o abusar de desequil\u00edbrios entre pessoas para enriquecer, mas o que tem que ficar claro aqui \u00e9 que o problema \u00e9 o \u201centre pessoas\u201d, n\u00e3o o desequil\u00edbrio.<\/p>\n<p>Sem desequil\u00edbrio, o sistema n\u00e3o tem energia extra para se sustentar. A entropia vai desmontar qualquer complexidade que ficar parada. Mantendo o exemplo do par\u00e1grafo anterior: sem a energia extra do desequil\u00edbrio, a Apple tem um produto de pre\u00e7o justo, mas nenhum incentivo para adicionar complexidade ao sistema. Ali\u00e1s, pior, fica impossibilitada de fazer isso, afinal, qualquer energia colocada em inova\u00e7\u00e3o teria que ser tirada de dentro de seu pr\u00f3prio sistema. Sem a energia extra, nos tornamos justos, mas precisamos canibalizar nossos recursos para fazer qualquer coisa diferente. Adicione a isso a entropia tornando esses recursos cada vez menores com o passar do tempo e basicamente toda empresa do mundo iria \u00e0 fal\u00eancia.<\/p>\n<p>Hoje em dia precisamos de pobres e ricos para gerar esse gradiente de energias e gerar o valor extra da explora\u00e7\u00e3o dos menos afortunados. Durante boa parte da nossa hist\u00f3ria, tentamos gerar essa carga extra de energia de outras pessoas, e fazer o qu\u00ea? Funciona. N\u00e3o sei por quanto tempo, pois a desigualdade est\u00e1 aumentando e eventualmente isso explode numa revolta popular, mas se serve de consolo, o pobre de hoje \u00e9 menos miser\u00e1vel que o pobre de outros tempos. Melhor ser pobre num mundo onde at\u00e9 se desperdi\u00e7a comida e quase todos os pa\u00edses tem sistemas p\u00fablicos de sa\u00fade do que passar fome num campo isolado na Idade M\u00e9dia&#8230; a oferta geral de energia dispon\u00edvel para a complexidade \u00e9 muito maior nos dias atuais.<\/p>\n<p>Mas, pera\u00ed&#8230; de onde veio essa energia? Se eu estou descrevendo toda a hist\u00f3ria humana atrav\u00e9s de humanos usando outros humanos para combater sua pr\u00f3pria entropia, o sistema deveria estar fechado e toda a riqueza dos ricos ter vindo dos pobres, n\u00e3o? N\u00e3o. Claro que n\u00e3o. Quando voc\u00ea enxerga a sociedade humana pelo \u00e2ngulo da energia, n\u00e3o podemos esquecer da gigantesca usina nuclear que nos ilumina todos os dias&#8230; tem energia extra de sobra para entrar na jornada humana rumo a um futuro melhor. Mas eu continuo essa hist\u00f3ria amanh\u00e3, com o Sol, asteroides e rob\u00f4s.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2020\/01\/econoentropia-parte-2\/\" rel=\"noopener noreferrer\" target=\"_blank\">Continua<\/a>&#8230;<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para se desesperar que at\u00e9 esses textos tem continua\u00e7\u00e3o agora, para dizer que volta semana que vem, ou mesmo para dizer que eu escrevo as auto-ajudas mais bizarras: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de v\u00e1rios anos criticando as vis\u00f5es alheias sobre o funcionamento da sociedade, e especialmente as decis\u00f5es tomadas em nome dessas ideias, resolvi que dessa vez vou ser vidra\u00e7a e n\u00e3o pedra. Hoje eu quero falar de uma Teoria de Tudo, jogando leis da F\u00edsica e m\u00e9todos de organiza\u00e7\u00e3o social e econ\u00f4mica num balaio s\u00f3. 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