{"id":16547,"date":"2020-03-11T15:29:20","date_gmt":"2020-03-11T18:29:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=16547"},"modified":"2020-03-11T15:29:20","modified_gmt":"2020-03-11T18:29:20","slug":"humanidade-virtual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2020\/03\/humanidade-virtual\/","title":{"rendered":"Humanidade virtual."},"content":{"rendered":"<p>J\u00e1 \u00e9 clich\u00ea dizer que a tecnologia da comunica\u00e7\u00e3o est\u00e1 nos afastando. N\u00e3o sem m\u00e9ritos: j\u00e1 passamos aqui por v\u00e1rios temas que nos fazem acreditar que a rela\u00e7\u00e3o do ser humano m\u00e9dio com a era da internet gera v\u00e1rios problemas como escapismo, radicaliza\u00e7\u00e3o e uma falta de maturidade emocional em geral que amea\u00e7a nos deixar cada vez menos&#8230; humanos. Mas, ser\u00e1 que a pr\u00f3pria ideia do que \u00e9 ser humano \u00e9 t\u00e3o est\u00e1vel assim com o avan\u00e7o da tecnologia de virtualiza\u00e7\u00e3o?<!--more--><\/p>\n<p>Vamos fazer um exerc\u00edcio de futurismo: \u00e9 poss\u00edvel que um dos caminhos do avan\u00e7o tecnol\u00f3gico humano nos leve \u00e0 possibilidade de colocar nossas mentes dentro de computadores para nos tornamos consci\u00eancias virtuais. Voc\u00ea se tornaria parte de um computador, uma esp\u00e9cie de programa convivendo com outras consci\u00eancias num mundo simulado por m\u00e1quinas poderosas. Voc\u00ea pode imaginar algo como o mundo do filme Matrix: com pessoas no mundo real conectadas nessa simula\u00e7\u00e3o, ou mesmo com pessoas que j\u00e1 nem corpo real mais tem, apenas a mente digital.<\/p>\n<p>Mas, ao contr\u00e1rio da Matrix, nesse futuro voc\u00ea n\u00e3o precisa ser enganado sobre estar numa simula\u00e7\u00e3o, na verdade, se voc\u00ea est\u00e1 l\u00e1, foi por escolha ou mesmo impossibilidade de continuar vivo no mundo real. Na verdade, saber que est\u00e1 numa simula\u00e7\u00e3o deve ser um dos primeiros atrativos dessa tecnologia: a pessoa sabe que vai poder se livrar de praticamente todas as limita\u00e7\u00f5es da vida real se entrar l\u00e1. A ideia de poder fazer o que bem entende num mundo simulado \u00e9 muito atrativa. Afinal, \u00e9 o b\u00f4nus do poder ilimitado sem o \u00f4nus das consequ\u00eancias que nem no videogame: voc\u00ea sempre sabe que pode come\u00e7ar de novo se algo der errado.<\/p>\n<p>Muito embora eu tenha certeza que vai ter muita gente que n\u00e3o vai querer viver nesse mundo virtual, eu tamb\u00e9m acredito que a vida virtual n\u00e3o vai sofrer por falta de popularidade&#8230; hoje em dia j\u00e1 temos uma parcela consider\u00e1vel da humanidade vivendo atrav\u00e9s da internet, um mundo virtual seria o pr\u00f3ximo passo l\u00f3gico. Com um avan\u00e7o nem t\u00e3o distante assim na nossa tecnologia de simula\u00e7\u00e3o e intelig\u00eancia artificial, n\u00e3o s\u00f3 vai ser poss\u00edvel interagir com outras mentes virtuais num ambiente compartilhado como tamb\u00e9m criar realidades paralelas para grupos ou mesmo indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>Ou seja: voc\u00ea pode viver num mundo virtual com milh\u00f5es de outras pessoas convivendo em tempo real, ou pode criar seu pr\u00f3prio mundo com intelig\u00eancias artificiais simulando companhia em qualquer cen\u00e1rio que voc\u00ea consiga imaginar. E essa distin\u00e7\u00e3o \u00e9 importante: mesmo que os problemas de escassez e a fragilidade do corpo humano sejam irrelevantes num mundo virtual, ainda vamos precisar de regras para fazer v\u00e1rias pessoas conviverem num mesmo ambiente. Seria irritante viver numa cidade virtual que \u00e9 destru\u00edda a cada segundo por um imbecil com fantasias apocal\u00edpticas. Ambientes compartilhados precisam de limites, inclusive morais. Voc\u00ea n\u00e3o vai querer ver as fantasias de um ped\u00f3filo se realizarem na sua frente, mesmo que em tese, nenhuma crian\u00e7a real sofra no processo.<\/p>\n<p>Por isso, eu aposto em ambientes separados: um p\u00fablico com diversos limites para os poderes das pessoas virtualizadas, e um privado com regras definidas pelos criadores. Se um grupo quer viver uma fantasia medieval com elfos e an\u00f5es, eles podem entrar nesse mundo e viver por l\u00e1 o quanto tempo quiserem, obedecendo os limites daquela simula\u00e7\u00e3o. Se uma pessoa quer viver numa realidade onde \u00e9 a divindade absoluta da humanidade, ela cria uma inst\u00e2ncia da simula\u00e7\u00e3o onde tem poderes infinitos e as outras pessoas n\u00e3o. O \u00fanico limite seria sua imagina\u00e7\u00e3o (ou capacidade de programa\u00e7\u00e3o, mas acredito que a intelig\u00eancia artificial gerando esses mundos consiga trabalhar s\u00f3 ouvindo o que a pessoa quer fazer).<\/p>\n<p>Tudo ao mesmo tempo. Quem quer socializar com outras pessoas conectadas fica nas \u00e1reas comuns, quem quer viver suas fantasias vai participar de mundos privados. Se a sua mente estiver inteira dentro da simula\u00e7\u00e3o, voc\u00ea vai poder viver basicamente todas as sensa\u00e7\u00f5es poss\u00edveis da vida real. O c\u00e9rebro real j\u00e1 \u00e9 uma forma de abstra\u00e7\u00e3o da realidade: \u00e9 a massa cinzenta que interpreta o que est\u00e1 ao seu redor. Se o est\u00edmulo chega por um ouvido de verdade ou se tem algu\u00e9m realmente interagindo com os \u00e1tomos do seu corpo, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o relevante assim para o c\u00e9rebro. Pessoas vivem tendo alucina\u00e7\u00f5es e sendo enganadas pelos sentidos fora da simula\u00e7\u00e3o&#8230; e digo mais, todos os sentimentos que temos s\u00e3o baseados nessa interpreta\u00e7\u00e3o cerebral. Nada impede que a mente virtual sinta as coisas da mesma forma que a f\u00edsica: amor, medo, \u00f3dio, excita\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>E \u00e9 aqui que eu come\u00e7o a desconfiar que o que configura humanidade nos dias de hoje n\u00e3o vai ser muito relevante para as consci\u00eancias desse futuro. H\u00e1 uma diferen\u00e7a muito grande entre fugir da realidade em 2020 e fugir da realidade em 2200. Se voc\u00ea quer ter poderes m\u00e1gicos e conviver s\u00f3 com gente que concorda com voc\u00ea hoje, tem problemas s\u00e9rios de compreens\u00e3o da realidade. O que voc\u00ea quer n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Agora, e se esses desejos forem apenas quest\u00e3o de abrir uma nova realidade na simula\u00e7\u00e3o e fazer exatamente o que voc\u00ea quer?<\/p>\n<p>Vamos pensar num exemplo: uma jovem acredita que o \u201cfuturo \u00e9 feminino\u201d, e vai viver num mundo onde todas as posi\u00e7\u00f5es de poder s\u00e3o tomadas por mulheres. Para ser realista, ela define que depois de come\u00e7ada a simula\u00e7\u00e3o, ela n\u00e3o tem mais poderes que uma pessoa normal, muito embora se crie como uma artista rica e famosa. Com o passar do tempo, ela descobre que n\u00e3o muda tanta coisa assim, com alguns pontos positivos e outros negativos. Se vai mudar alguma coisa na mentalidade dela, n\u00e3o sabemos, mas pelo menos ela viveu aquilo. Teve insights, foi surpreendida por algumas coisas, viu como as outras pessoas reagiram&#8230;<\/p>\n<p>Podemos considerar escapismo? Claro que ela criou aquele mundo e pode ter cometido v\u00e1rios erros na hora de definir os par\u00e2metros, mas ela sai dali com mais informa\u00e7\u00f5es que entrou, podemos considerar quase como um experimento cient\u00edfico. S\u00f3 que vai mais al\u00e9m: se o mundo virtual compartilhado tem a mesma complexidade do mundo virtual privado, n\u00e3o \u00e9 como se a pessoa estivesse obrigatoriamente fugindo da realidade. Se tudo \u00e9 virtual&#8230; nada \u00e9 virtual. As \u00fanicas pessoas que poderiam criticar o povo virtual nesse sentido seriam as que estivessem fora da simula\u00e7\u00e3o, mas, quem est\u00e1 fora da simula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem relev\u00e2ncia para quem est\u00e1 dentro.<\/p>\n<p>E podemos ir mais longe: se voc\u00ea est\u00e1 simulando o corpo humano nos seus m\u00ednimos detalhes, onde est\u00e1 a linha que divide a experi\u00eancia de estar vivo? Vamos pensar num caso mais extremo: algu\u00e9m passa sua mente para o mundo digital e o corpo morre no mundo real. A mente virtual n\u00e3o precisava daquele corpo para existir a partir do momento que estivesse copiada para o simula\u00e7\u00e3o. Existe uma d\u00favida se \u00e9 poss\u00edvel passar a mesma consci\u00eancia do real para o virtual ou se estamos limitados apenas a copiar (a consci\u00eancia do ser org\u00e2nico morre do mesmo jeito e o virtual \u00e9 um clone da mente), mas seja como for, do ponto de vista da mente virtual, ela est\u00e1 viva, com suas mem\u00f3rias e toda uma carga de sentimentos e ideias oriundas de um corpo real. Ou seja, \u00e9 real.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea, como existe hoje, tivesse poderes m\u00e1gicos de viajar para onde quiser num estalar de dedos e o fizesse, n\u00e3o estaria diante de uma fantasia de poder juvenil, e sim de uma possibilidade real. Se a mente virtual existe independente de um corpo para mant\u00ea-la viva, tudo o que concebe \u00e9 realidade. A simula\u00e7\u00e3o se torna o novo universo, e a imagina\u00e7\u00e3o o limite. Para o computador, \u00e9 trivial ignorar a gravidade ou os limites da velocidade da luz dentro de seus pr\u00f3prios c\u00f3digos. As regras da F\u00edsica s\u00f3 valem da simula\u00e7\u00e3o para fora. O ser humano do futuro que se mudou para a realidade virtual n\u00e3o tem mais obriga\u00e7\u00e3o nenhuma de obedecer regras do mundo l\u00e1 fora. Ou, resumindo: n\u00e3o existe escapismo se as suas fantasias s\u00e3o a pr\u00f3pria realidade.<\/p>\n<p>E quanto mais o tempo passa nesse futuro de virtualiza\u00e7\u00e3o, o conceito do que \u00e9 humano menos importa. Ser homem, mulher ou um helic\u00f3ptero senciente d\u00e1 no mesmo. Se voc\u00ea pode ser tudo isso a hora que quiser, e trocar de experi\u00eancia em fra\u00e7\u00f5es de segundos, o que importa o que voc\u00ea era h\u00e1 meia hora atr\u00e1s? Ali\u00e1s, o que importa o que voc\u00ea \u00e9? Ningu\u00e9m seria homem fingindo ser mulher ou humano fingindo ser uma besta mitol\u00f3gica, n\u00e3o teria fingimento. Voc\u00ea seria, n\u00e3o fingiria. Mesmo que suas experi\u00eancias n\u00e3o te deem muito contexto do que \u00e9 viver naquele corpo, voc\u00ea tem tempo para experimentar. Passe 20 anos no corpo de uma tartaruga do s\u00e9culo XVI se quiser. Porque outra regra da vida real que n\u00e3o vale tanto assim em simula\u00e7\u00f5es \u00e9 a passagem do tempo: desde que as m\u00e1quinas gerando a realidade virtual tenham o poder necess\u00e1rio, voc\u00ea pode colocar um ano de experi\u00eancia codificado em um segundo. E se n\u00e3o tiver um corpo te esperando l\u00e1 fora, n\u00e3o precisa ter pressa para nada. O universo real tem trilh\u00f5es de anos para gastar&#8230;<\/p>\n<p>No final das contas, ser\u00edamos reduzidos \u00e0 nossa pr\u00f3pria imagina\u00e7\u00e3o. A \u00fanica caracter\u00edstica restante da nossa vida org\u00e2nica. Curioso pensar que a humanidade s\u00f3 se torna indivis\u00edvel na hora das nossas fantasias. Se voc\u00ea n\u00e3o tiver isso, \u00e9 s\u00f3 um c\u00f3digo perdido na simula\u00e7\u00e3o. E se eu j\u00e1 n\u00e3o estava viajando o suficiente, toma essa: se depois de um tempo n\u00e3o tiver mais nenhum humano org\u00e2nico plugado na m\u00e1quina, e todas as mentes forem 100% virtuais, qual a diferen\u00e7a mesmo entre humanos e intelig\u00eancias artificiais? O que impede uma simula\u00e7\u00e3o de pessoa criada para povoar um daqueles mundos privados que eu mencionava antes de ter os mesmos sentimentos de uma pessoa real?<\/p>\n<p>E a\u00ed, a coisa come\u00e7a a ficar muito estranha. Se uma mente criada pela simula\u00e7\u00e3o tem as mesmas caracter\u00edsticas que uma mente que j\u00e1 esteve fora dela, a quest\u00e3o \u00e9tica fica complicada: se algu\u00e9m cria uma realidade paralela onde vive com o parceiro dos sonhos, esse parceiro n\u00e3o teria seus pr\u00f3prios direitos? Afinal, onde a m\u00e1quina que permite a simula\u00e7\u00e3o vai definir a linha entre os que tem poder de criar realidades paralelas e os que n\u00e3o tem?<\/p>\n<p>Outro exerc\u00edcio mental: voc\u00ea \u00e9 uma intelig\u00eancia artificial que nasceu para complementar o mundo bolado por uma das pessoas reais. Voc\u00ea viveu at\u00e9 aqui s\u00f3 para dar mais realismo \u00e0 simula\u00e7\u00e3o. Quando a pessoa que realmente criou isso cansar e resolver brincar de outra coisa, voc\u00ea deixa de existir. Se eu fosse apostar, apostaria que a pessoa que realmente \u201cexiste\u201d nessa realidade \u00e9 uma celebridade ou algu\u00e9m podre de rico. A n\u00e3o ser que seja uma masoquista e resolveu viver numa favela brasileira&#8230;<\/p>\n<p>A simula\u00e7\u00e3o criou toda nossa hist\u00f3ria, provavelmente baseada num banco de dados de outros mundos privados, para economizar tempo de produ\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea pode at\u00e9 se achar uma pessoa muito complexa, mas para o tamanho do computador gerando a simula\u00e7\u00e3o, \u00e9 bem f\u00e1cil de calcular. N\u00e3o custa muito para ele te dar uma vida inteira s\u00f3 para deixar as coisas mais divertidas para o ser humano verdadeiro que criou esse mundo. E, considerando realismo, talvez esse criador tenha ditado a regra de n\u00e3o ficar sabendo da verdade at\u00e9 morrer. Pode ser que esse formato de corpo que temos seja s\u00f3 um gosto desse criador, ou mesmo um pedido para o computador lhe surpreender. Os seres que criaram essa simula\u00e7\u00e3o l\u00e1 no come\u00e7o n\u00e3o se pareciam nem um pouco com a gente.<\/p>\n<p>O sistema gerando a simula\u00e7\u00e3o que chamamos de vida sabe diferenciar quem \u00e9 a pessoa real e quem \u00e9 personagem, talvez seja s\u00f3 a diferen\u00e7a entre 0 e 1 num pedacinho min\u00fasculo do c\u00f3digo dessa mente. N\u00f3s temos 0 nessa parte, ela tem 1. Isso quer dizer que depois de morrer, ela acorda numa \u00e1rea comum do mundo virtual e tem a op\u00e7\u00e3o de escolher a pr\u00f3xima aventura. N\u00f3s? N\u00f3s vamos para o banco de dados, talvez alguns de n\u00f3s tenhamos feito algo not\u00e1vel ou diferente o suficiente para melhorar a qualidade das pr\u00f3ximas simula\u00e7\u00f5es. Nossas hist\u00f3rias podem ser interessantes o suficiente para o computador colocar no caminho da pr\u00f3xima pessoa que pedir um mundo com os padr\u00f5es do nosso atual.<\/p>\n<p>Ou, talvez a pessoa real morra e d\u00ea s\u00f3 uma estrela para a experi\u00eancia do nosso mundo. O computador considera que n\u00e3o vale a pena manter nossos dados, e libera espa\u00e7o para coisas mais importantes. No final das contas, o pior \u00e9 que a diferen\u00e7a entre a gente e essa pessoa que criou a nossa realidade \u00e9 t\u00e3o pequena que provavelmente conseguir\u00edamos viver essa vida virtual se soub\u00e9ssemos que era poss\u00edvel. Mas n\u00e3o sabemos.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea parar para pensar, um ser que se acha real pode muito bem ser virtual. Tudo depende da \u201cresolu\u00e7\u00e3o\u201d da simula\u00e7\u00e3o. Quanto mais realista, menos a realidade importa. Tudo o que entendemos sobre a realidade \u00e9 altamente relativo com essa tal de resolu\u00e7\u00e3o. Quanto mais detalhes conseguimos perceber e interagir, mais livres somos.<\/p>\n<p>Livres, inclusive, para n\u00e3o seguir nenhuma regra sobre o que \u00e9 ser humano.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que est\u00e1 com dor de cabe\u00e7a depois de ler isso, para discutir quem \u00e9 o original da nossa simula\u00e7\u00e3o, ou mesmo para dizer que nada faz diferen\u00e7a: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 \u00e9 clich\u00ea dizer que a tecnologia da comunica\u00e7\u00e3o est\u00e1 nos afastando. 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