{"id":16621,"date":"2020-03-31T12:00:34","date_gmt":"2020-03-31T15:00:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=16621"},"modified":"2025-11-01T14:23:07","modified_gmt":"2025-11-01T17:23:07","slug":"rota-de-fuga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2020\/03\/rota-de-fuga\/","title":{"rendered":"Rota de fuga."},"content":{"rendered":"<p>Para aqueles que n\u00e3o sabem, consegui sair do Brasil, aos 48 do segundo tempo, no \u00faltimo voo dispon\u00edvel para meu pa\u00eds de destino. N\u00e3o foi f\u00e1cil, n\u00e3o foi tranquilo, mas, como dizem, tudo que \u00e9 ruim de passar, \u00e9 bom de contar. Segue um resumo do que \u00e9 viajar no Brasil em tempos de pandemia e como o pa\u00eds parece estar lidando com a situa\u00e7\u00e3o.<!--more--><\/p>\n<p><strong>EMBARQUE<\/strong><\/p>\n<p>O dia em que eu viajei foi especialmente movimentado, era o \u00faltimo dia antes do fechamento de fronteiras a\u00e9reas com diversos pa\u00edses. Esperando encontrar um aeroporto vazio, (afinal, quem \u00e9 o lun\u00e1tico que vai viajar a lazer em meio a uma crise como essa), para minha surpresa, me deparei com o aeroporto mais lotado que j\u00e1 vi na vida.<\/p>\n<p>E n\u00e3o era apenas um aeroporto lotado. Era lotado de pessoas enfurecidas. Logo que pisei no sagu\u00e3o de embarque, um funcion\u00e1rio de uma cia a\u00e9rea estava anunciando o cancelamento de um voo para meu pa\u00eds de destino. Pessoas que estavam h\u00e1 dias (sim, dias) morando no aeroporto esperando por esse voo ficaram muito revoltadas.<\/p>\n<p>Quando falo em revolta n\u00e3o me refiro a xingar ou amea\u00e7ar. Algumas das rea\u00e7\u00f5es que vi foram dignas de filmes de cat\u00e1strofes. Um homem depredando o balc\u00e3o da cia a\u00e9rea na porrada (quebrando o telefone, chutando as placas de avisos, etc). Outro, pegou uma lixeira m\u00f3vel, tirou um isqueiro do bolso, colocou fogo nos pap\u00e9is que havia do lado de dentro e arremessou contra o local de check in. Uma multid\u00e3o enfurecida precisou ser contida pelos seguran\u00e7as do aeroporto. Esses foram meus primeiros dez minutos da jornada.<\/p>\n<p>Fui fazer o check in de um voo agendado para as 17h e me avisaram que o voo estava atrasado. Quanto? Ningu\u00e9m sabia dizer. Questionei que, no painel do sagu\u00e3o, o voo estava previsto para as quatro da manh\u00e3 (quase 12h de atraso), mas a funcion\u00e1ria da cia a\u00e9rea, com seu uniforme laranja, me disse que \u201co painel n\u00e3o \u00e9 confi\u00e1vel\u201d. Para que merdas tem um painel se o painel n\u00e3o \u00e9 confi\u00e1vel? Nunca saberemos, pois n\u00e3o tive coragem de perguntar.<\/p>\n<p>Assim como os demais passageiros, fiz o check in e despachei as minhas malas, portanto, se eu n\u00e3o embarcasse nesse voo, minha situa\u00e7\u00e3o seria bastante ruim. Esse atraso \u201cn\u00e3o sabemos quanto\u201d obrigou a maior parte das pessoas a ficar nesse aeroporto lotado e ca\u00f3tico esperando, pois, apesar do painel indicar que o voo sairia \u00e0s 4 da manh\u00e3, poderia sair em duas horas tamb\u00e9m, ningu\u00e9m podia assegurar nada. Uma aglomera\u00e7\u00e3o digna de baile funk, com os nervos \u00e0 flor da pele se amontoava, destoando de todas as orienta\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias em tempos de pandemia.<\/p>\n<p>Por todos os lados se viam pessoas que estavam, literalmente, morando no aeroporto. N\u00e3o com a gra\u00e7a e dignidade de Tom Hanks no filme \u201cO Terminal\u201d, mas sim com tendas de len\u00e7\u00f3is montadas, barracas de camping abertas, camas improvisadas. Pessoas visivelmente sem banho h\u00e1 dias, que se apoderavam de um canto onde constru\u00edam prec\u00e1rias moradias. Os seguran\u00e7as do aeroporto pareciam n\u00e3o se incomodar com isso.<\/p>\n<p>Pessoas com beb\u00ea de colo, com crian\u00e7as pequenas, idosos, deficientes f\u00edsicos, tinha de tudo na fant\u00e1stica fauna do aeroporto. Pelo que pude entender, a maior parte das pessoas que estavam ali, n\u00e3o estavam esperando seu voo, estavam esperando um voo qualquer onde elas pudessem ser encaixadas. Quase ningu\u00e9m usando m\u00e1scaras ou qualquer outro tipo de prote\u00e7\u00e3o. Pelas estat\u00edsticas, considerando a quantidade de pessoas que estavam l\u00e1, certamente havia infectados pelo Coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>As filas nos guich\u00eas das cias a\u00e9reas brasileiras era gigantesca. Pessoas estressadas gritavam pedindo reembolso pelas passagens compradas de voos cancelados e, diante da negativa dos atendentes, deixavam aflorar o que havia de pior em cada uma delas. Natural essa putez, as cias a\u00e9reas tiraram todos os telefones do gancho, n\u00e3o estavam atendendo ningu\u00e9m, obrigando as pessoas a se aglomerarem no aeroporto para conseguir qualquer informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os guich\u00eas das cias a\u00e9reas internacionais estavam relativamente vazios, ao que tudo indica, eles tratam o consumidor com mais respeito. Ainda assim, de tempos em tempos, os passageiros-moradores faziam rondas por l\u00e1, mendigando lugar em algum voo.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o problema de um aeroporto lotado de n\u00e3o-passageiros, ele nunca fica vazio. Os banheiros estavam em condi\u00e7\u00f5es deprimentes. Lugar para sentar? Nem pensar. Era um grande alojamento, um albergue cosmopolita gigante, sem a menor regra de higiene, conviv\u00eancia ou civilidade. A polui\u00e7\u00e3o sonora alt\u00edssima, desde beb\u00eas chorando, at\u00e9 pessoas gritando e brigando. E, \u00e9 claro, muita gente tossindo e espirrando.<\/p>\n<p>N\u00e3o culpo as pessoas que estavam estressadas, nem sequer consigo culpar os seguran\u00e7as do aeroporto, que estavam com cara de \u201cCovid me leva\u201d. Vai saber h\u00e1 quantos dias eles estavam passando por esse inferno. O fato \u00e9 que o aeroporto se transformou em um belo ninho de Coronav\u00edrus: temperatura fria, aglomera\u00e7\u00e3o de pessoas do mundo todo e condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de higiene. N\u00e3o vai me surpreender se, em um futuro, se descobrir que a maior fonte de contamina\u00e7\u00e3o no Rio de Janeiro tenha partido desses dias cr\u00edticos de aeroportos lotados.<\/p>\n<p>No final das contas, meu voo saiu as 4:50 da manh\u00e3, com 12 horas de atraso. O procedimento para o embarque foi o mesmo de sempre: faz fila, se aglomera, mostra o ticket e entra. Pessoas acabadas, descabeladas, suadas e transtornadas caminhavam como gado pelo estreito corredor que leva ao avi\u00e3o. Por falta de organiza\u00e7\u00e3o, um afunilamento se formou e os passageiros ficaram presos por um tempo consider\u00e1vel antes de alcan\u00e7ar o avi\u00e3o, em um ambiente pequeno e sem ventila\u00e7\u00e3o. Tudo bem, o que \u00e9 um peido para quem est\u00e1 todo cagado?<\/p>\n<p>O voo era composto apenas de pessoas de determinada nacionalidade, uma vez que meu pa\u00eds de destino fechou as fronteiras para qualquer estrangeiro. Todos pareciam muito aliviados por estar deixando o Brasil e comentavam entre si a estrat\u00e9gia desastrosa adotada pelo governo diante da pandemia. Acho que a coisa mais agrad\u00e1vel que disseram sobre o Bolsonaro foi \u201clouco\u201d.<\/p>\n<p>Foi um voo tenso, pois todos sabiam o risco de cont\u00e1gio ao qual haviam se sujeitado em um aeroporto abarrotado e imundo por 12h e tamb\u00e9m o risco de cont\u00e1gio de estar horas trancado em um ambiente com ventila\u00e7\u00e3o ruim como \u00e9 a cabine de um avi\u00e3o. Dava para sentir a tens\u00e3o no ar at\u00e9 por parte dos tripulantes.<\/p>\n<p>O curioso era o constrangimento de algu\u00e9m quando precisava tossir ou espirrar. Hoje, tossir ou espirrar equivale a gritar \u201cAllahu Akbar!\u201d. Acho que \u00e9 mais aceit\u00e1vel peidar alto. Os recursos que as pessoas estavam usando para camuflar tosse ou espirro me chamaram a aten\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m quer ser olhado com desconfian\u00e7a, ningu\u00e9m quem ser tratado como um vetor de doen\u00e7a.<\/p>\n<p>O al\u00edvio coletivo quando o avi\u00e3o finalmente aterrissou era palp\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>DESEMBARQUE<\/strong><\/p>\n<p>Tudo mudou no desembarque. A gente se acostuma de tal forma com a precariedade brasileira que quando algu\u00e9m faz apenas o b\u00e1sico, sentimos esse deslumbramento.<\/p>\n<p>Para come\u00e7o de conversa, sem luvas e m\u00e1scaras o passageiro n\u00e3o desembarca. N\u00e3o \u00e9 a cia a\u00e9rea quem fornece, voc\u00ea tem que levar de casa. \u00c9 regra do pa\u00eds, sem luva e m\u00e1scara quem vem do exterior n\u00e3o pisa no territ\u00f3rio nacional. Todos s\u00e3o tratados como infectados at\u00e9 que se prove o contr\u00e1rio, principalmente pessoas vindas do Brasil, um pa\u00eds que eles classificam como de \u201calt\u00edssimo risco\u201d.<\/p>\n<p>Todos os passageiros tiveram que preencher um extenso formul\u00e1rio durante o voo atestando que estavam sem qualquer sintoma que pudesse ser relacionado ao covid-19 (tosse, febre, calafrios, dor de cabe\u00e7a e mais uns 20 que estavam na lista), sujeito a multa e pris\u00e3o caso se constatasse que haviam mentido.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m era obrigat\u00f3rio preencher uma declara\u00e7\u00e3o onde a pessoa se comprometia a cumprir uma quarentena em total isolamento, n\u00e3o sendo permitido sair de casa, abrir a porta de casa, interagir pessoalmente com algu\u00e9m ou receber qualquer tipo de visita. Era necess\u00e1rio informar o endere\u00e7o onde voc\u00ea cumpriria sua quarentena, para fiscaliza\u00e7\u00e3o. A puni\u00e7\u00e3o para o descumprimento de qualquer norma \u00e9 de multa (mais de vinte mil reais) e pris\u00e3o imediata.<\/p>\n<p>Usando as luvas e a m\u00e1scara obrigat\u00f3rias, desembarcamos. Logo na sa\u00edda, um seguran\u00e7a do aeroporto se encarregava de que a dist\u00e2ncia das pessoas na fila indiana que form\u00e1vamos fosse de, pelo menos um metro. Ele gritava para manter o isolamento com um bast\u00e3o na m\u00e3o, bastante convincente. Tamb\u00e9m logo na sa\u00edda, uma c\u00e2mera infravermelha filmava os passageiros e interceptava aqueles que estivessem com a temperatura corporal elevada.<\/p>\n<p>Aeroporto vazio. Apenas com muitos seguran\u00e7as. Ao todo, naquele dia, o aeroporto receberia apenas seis voos, todos destinados a trazer para casa cidad\u00e3o daquele pa\u00eds. Fronteiras fechadas por mar, ar e terra. Quarentena obrigat\u00f3ria, com fiscaliza\u00e7\u00e3o eficiente. Quem \u00e9 pego furando a quarentena recebe multa, \u00e9 preso, responde a processo criminal (perde o \u201cr\u00e9u prim\u00e1rio\u201d) e, se estiver de carro, o carro \u00e9 confiscado.<\/p>\n<p>Todas as lojas do aeroporto fechadas, pois, segundo me informou um seguran\u00e7a, \u201cn\u00e3o \u00e9 local para sentar e fazer lanchinho em meio a uma pandemia, quer comer, coma em casa\u201d. Apenas m\u00e1quinas que, com cart\u00e3o de cr\u00e9dito ou dinheiro, cuspiam algumas bebidas ou alguns biscoitos. <\/p>\n<p>Zero pessoas do lado de dentro no setor de desembarque, n\u00e3o tem dessa de amigo ir te receber. S\u00f3 \u00e9 permitida a entrada no aeroporto de quem apresentar a passagem e comprovar que ir\u00e1 viajar naquele dia e s\u00f3 entra depois que os seguran\u00e7as medirem a temperatura da pessoa. Estas medidas envolvendo cuidados nos aeroportos j\u00e1 estavam sendo adotadas desde antes do carnaval.<\/p>\n<p>No trajeto para meu destino, o t\u00e1xi foi parado por policiais, mais de uma vez. Exigiam n\u00e3o apenas as credenciais do taxista (uma autoriza\u00e7\u00e3o outorgada pelo Poder P\u00fablico que lhe permite circular em tempos de quarentena) mas tamb\u00e9m os documentos de identidade dos passageiros e suas passagens a\u00e9reas, para comprovar que de fato todos os que estavam no ve\u00edculo haviam chegado naquele dia, naquela hora. Estradas vazias. Ruas vazias. Parecia um pa\u00eds sob amea\u00e7a de bombardeio.<\/p>\n<p>Ainda parece. J\u00e1 cumpri mais da metade de minha quarentena, felizmente, sem qualquer sintoma. Ao que tudo indica, n\u00e3o fui infectada pelo Covid-19. N\u00e3o acredito que eu possa ser daquelas pessoas que se contaminam e passam impunes, assintom\u00e1ticas, uma vez que sou grupo de risco (tive parte dos pulm\u00f5es fibrosados em fun\u00e7\u00e3o de uma septicemia, o que reduziu minha capacidade pulmonar). Eu escapei, mas muita gente que pisou naquele aeroporto no mesmo dia deve ter sido contaminada.<\/p>\n<p>Vendo a diferen\u00e7a entre os dois pa\u00edses ficou bem claro para mim que n\u00e3o \u00e9 sobre dinheiro. O Brasil tem dinheiro para adotar todas essas medidas. \u00c9 sobre organiza\u00e7\u00e3o, sobre rigidez, sobre pulso firme. No pa\u00eds do jeitinho \u00e9 dif\u00edcil impor normas absolutas, pois nem quem d\u00e1 o comando, nem quem est\u00e1 na ponta trabalhando com o p\u00fablico est\u00e3o acostumados \u00e0 falta de flexibilidade. Dizer um \u201cn\u00e3o\u201d firme, definitivo e incisivo parece que ofende no Brasil. O brasileiro s\u00f3 sabe ter firmeza na hora de abusar do poder. Quando precisa, a firmeza n\u00e3o vem.<\/p>\n<p>A firmeza brasileira \u00e9 fruto de antipatia (se eu n\u00e3o vou com a sua cara, n\u00e3o te deixo entrar), de poder subindo \u00e0 cabe\u00e7a (quando eu tentei entrar me barraram ent\u00e3o agora eu vou barrar de volta todo mundo), de tudo menos do que deveria ser: uma forma de cuidar de seu povo. Proibir certas coisas a todos soa estranho na mentalidade nacional, como assim todo mundo vai sofrer restri\u00e7\u00f5es? Isso n\u00e3o existe, sempre tem um grupo que pode tudo. \u00c9 uma ideia nova essa \u201clei que vale para todos\u201d e acho que vai demorar para que o brasileiro se acostume com ela. <\/p>\n<p>Ouso cogitar que muitas pessoas tenham at\u00e9 medo de dar \u201cn\u00e3o\u201d gen\u00e9rico e irrestrito e tomar um \u201cvoc\u00ea sabe com quem voc\u00ea est\u00e1 falando?\u201d na cara. E com raz\u00e3o, sempre foi pa\u00eds da carteirada. Por favor, mudem. Entendam que muitas vezes uma negativa irredut\u00edvel \u00e9 um ato de amor, de cuidado de prote\u00e7\u00e3o. Vale para voc\u00ea que n\u00e3o vai permitir que seu av\u00f4 v\u00e1 na lot\u00e9rica, vale para o seguran\u00e7a que vai impedir quem n\u00e3o tem passagem a\u00e9rea de embarcar no aeroporto, vale para o Ministro da Sa\u00fade bancando a quarentena.<\/p>\n<p>Esse medo de que as pessoas gostem menos de voc\u00ea se voc\u00ea lhes disser um \u201cn\u00e3o\u201d \u00e9 muito vira-lata. Voc\u00eas s\u00e3o melhores do que isso. Essa pregui\u00e7a de ter que aturar os desdobramentos (briga, birra, DR, etc.) depois de dar um \u201cn\u00e3o\u201d mostra que a pessoa n\u00e3o vale um aborrecimento. Voc\u00eas s\u00e3o melhores do que isso. Essa desist\u00eancia em fazer a coisa certa pelo trabalho que vai dar mostra uma falta de gana, de for\u00e7a e de coragem sem precedentes. Voc\u00eas s\u00e3o melhores do que isso.<\/p>\n<p>Continuo de quarentena absoluta, por\u00e9m muito aliviada por n\u00e3o estar mais no Brasil. Nada me garante que por aqui as coisas n\u00e3o saiam do controle, que eu n\u00e3o me contamine, que tudo d\u00ea errado, mas ao menos ter\u00e1 sido uma escolha minha. Com os elementos que eu tinha em m\u00e3os no momento de decidir, acredito ter tomado a melhor decis\u00e3o. <\/p>\n<p>Quem puder, por favor, fique em casa. O Brasil, salvo algumas poucas cidades que est\u00e3o levando a s\u00e9rio essa crise, est\u00e1 abandonado \u00e0 pr\u00f3pria sorte. N\u00e3o \u00e9 brincadeira, n\u00e3o \u00e9 histeria. Por favor, se cuidem.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que \u00e9 s\u00f3 uma gripezinha, para dizer que o calor mata o v\u00edrus ou ainda para dizer que tudo n\u00e3o passa de uma estrat\u00e9gia para desacreditar o presidente: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para aqueles que n\u00e3o sabem, consegui sair do Brasil, aos 48 do segundo tempo, no \u00faltimo voo dispon\u00edvel para meu pa\u00eds de destino. N\u00e3o foi f\u00e1cil, n\u00e3o foi tranquilo, mas, como dizem, tudo que \u00e9 ruim de passar, \u00e9 bom de contar. 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