{"id":16642,"date":"2020-04-06T12:40:17","date_gmt":"2020-04-06T15:40:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=16642"},"modified":"2025-11-23T11:47:23","modified_gmt":"2025-11-23T14:47:23","slug":"escolha-inteligente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2020\/04\/escolha-inteligente\/","title":{"rendered":"Escolha inteligente."},"content":{"rendered":"<p>Aproveitando a quarentena, nada melhor do que discutir s\u00e9ries que merecem uma maratona. Somir defende um traficante, Sally defende um viciado, os impopulares escolhem seu barato&#8230;<\/p>\n<p><strong>Tema de hoje: qual a melhor s\u00e9rie j\u00e1 exibida at\u00e9 hoje?<\/strong><!--more--><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SOMIR<\/span><\/h4>\n<p>Breaking Bad. A s\u00e9rie que mostra a espiral de insanidade da transforma\u00e7\u00e3o do pacato Walter White no aterrorizante Heisenberg \u00e9 t\u00e3o boa que eu nem preciso bater muito na escolha da Sally. House \u00e9 uma s\u00e9rie excelente, com certeza. Mas n\u00e3o tem lugar para dois no topo do p\u00f3dio&#8230;<\/p>\n<p>A s\u00e9rie do produtor executivo Vince Gilligan estreou sem muito alarde, num canal \u00e0 cabo americano que nem tinha muita audi\u00eancia, a AMC. Quando terminou, o canal estava vivendo sua fase de ouro com grandes audi\u00eancias e extremo alarde na m\u00eddia. A AMC lan\u00e7ou Mad Men um ano antes, mas por mais que eu seja f\u00e3 da s\u00e9rie dos publicit\u00e1rios, era e ainda \u00e9 algo mais de nicho. Foi Breaking Bad que deu tamanho para a emissora, lembrando que The Walking Dead s\u00f3 nasce dois anos depois da estreia de Breaking Bad. House j\u00e1 tem um caminho mais tradicional: era uma s\u00e9rie da Fox (exibida pela Universal no Brasil por motivos de insanidade nos contratos de distribui\u00e7\u00e3o internacional).<\/p>\n<p>Breaking Bad teve o poder de estabelecer um novo grande player no concorrido mercado televisivo americano por n\u00e3o ser mais do mesmo: de uma certa forma, \u00e9 a pioneira da subida de n\u00edvel de qualidade das s\u00e9ries americanas. Repito, House \u00e9 muito boa, mas \u00e9 de uma gera\u00e7\u00e3o anterior onde se corria menos riscos com uma f\u00f3rmula padronizada de cap\u00edtulos. Pode-se argumentar que a era das s\u00e9ries-filme come\u00e7a com Os Sopranos na HBO, mas o canal era ainda mais de nicho no come\u00e7o no fim da d\u00e9cada retrasada. Breaking Bad pega essa ideia de uma s\u00e9rie com um arco longo sem resolu\u00e7\u00e3o dentro de um s\u00f3 epis\u00f3dio e a torna imensamente popular.<\/p>\n<p>House talvez seja a melhor s\u00e9rie j\u00e1 exibida no formato antigo, epis\u00f3dico, mas desde Breaking Bad, o patamar mudou. Quase todas as s\u00e9ries que gostamos hoje em dia, com hist\u00f3rias complexas avan\u00e7ando por anos dentro de arcos de temporada, s\u00e3o muito inspiradas por Breaking Bad, n\u00e3o s\u00f3 pelas ideias, mas por provar que elas eram vi\u00e1veis. Desconfiava-se que dava para trabalhar nesse esquema antes, mas faltava algu\u00e9m explodir em popularidade para o mercado seguir. Isso aconteceu. Quase todas as s\u00e9ries de streaming que consumimos atualmente devem muito ao caminho aberto por Gillingan e cia.<\/p>\n<p>Eu j\u00e1 tinha feito uma an\u00e1lise de Breaking Bad antes, n\u00e3o custa relembrar os pontos mais importantes: uma s\u00e9rie com zero de glamour, com personagens detest\u00e1veis, moralmente amb\u00edgua e por muitas vezes lenta no desenvolvimento da trama&#8230; caindo no gosto de milh\u00f5es de pessoas ao redor do mundo? Tem algo especial a\u00ed. O ator principal \u00e9 excelente, s\u00f3 de lembrar que ele era o pai do Malcolm d\u00e1 para ter no\u00e7\u00e3o de quanto Brian Cranston consegue se transformar, mas o ator principal \u00e9 s\u00f3 o fio condutor, a s\u00e9rie \u00e9 baseada num clima de tens\u00e3o crescente onde tudo tem consequ\u00eancias. Breaking Bad te d\u00e1 a certeza que todas as escolhas geram resultados, e voc\u00ea vai tentando prever como as coisas v\u00e3o piorar no pr\u00f3ximo epis\u00f3dio.<\/p>\n<p>House tamb\u00e9m tem um excelente ator que se muda do humor para o drama com imensa destreza, mas fica preso dentro das limita\u00e7\u00f5es do formato: n\u00e3o importa o que Hugh Laurie fa\u00e7a com sua personagem num epis\u00f3dio, \u00e9 como se o universo fosse resetado a cada semana. Num ambiente realista, House teria sido demitido ou perdido sua licen\u00e7a de m\u00e9dico antes mesmo de acabar uma temporada. Eu aceito que \u00e9 para n\u00e3o pensar demais nisso, mas se \u00e9 para ranquear as s\u00e9ries, isso joga contra. House com certeza \u00e9 uma pessoa mais divertida que Walter White, mas depende muito mais de \u201cpoderes m\u00e1gicos de roteiro\u201d para funcionar. Walter White\/Heisenberg tem seus momentos de g\u00eanio tamb\u00e9m, mas s\u00e3o mais espa\u00e7ados e dram\u00e1ticos. House faz m\u00e1gica todo epis\u00f3dio, porque a s\u00e9rie \u00e9 basicamente s\u00f3 isso. Nesse contexto, mais apelativo e gen\u00e9rico que o protagonista de Breaking Bad.<\/p>\n<p>E, francamente, House \u00e9 fantasia de poder intelectual. Um Rambo de diagn\u00f3sticos, acertando todos os tiros nos inimigos sem levar nenhuma bala de volta para demonstrar um poder que nenhum de n\u00f3s tem. Breaking Bad usa o mesmo arqu\u00e9tipo, afinal, especialmente no caso de Heisenberg, s\u00e3o os momentos de \u201cscience, bitch!\u201d que avan\u00e7am a hist\u00f3ria, mas tudo tem peso. N\u00e3o vou mentir que n\u00e3o tem esse aspecto de super poderes da intelig\u00eancia tamb\u00e9m, mas as coisas d\u00e3o muito errado tamb\u00e9m. Arrog\u00e2ncia cobra um pre\u00e7o muito mais alto em Breaking Bad do que em House.<\/p>\n<p>E como j\u00e1 mencionado antes, ao utilizar essa estrutura mais moderna de arcos de temporada ao inv\u00e9s de por epis\u00f3dio, podemos ver o desenrolar das situa\u00e7\u00f5es em Breaking Bad com muito mais detalhes. House se esfor\u00e7a para dar alguma no\u00e7\u00e3o de \u201cdanos colaterais\u201d ao redor do seu protagonista, mas no epis\u00f3dio seguinte tudo tem que recome\u00e7ar mais ou menos do mesmo ponto. Em Breaking Bad, o pr\u00f3ximo epis\u00f3dio \u00e9 sempre a consequ\u00eancia do anterior. Walter White n\u00e3o para at\u00e9 destruir tudo ao seu redor, porque \u00e9 isso que o show se prop\u00f4s a fazer: n\u00e3o te dar um her\u00f3i, e sim uma pessoa.<\/p>\n<p>E quando falamos das personagens secund\u00e1rias, por mais que nos afei\u00e7oemos aos estagi\u00e1rios, Wilson e Cuddy com o passar dos anos, eles est\u00e3o l\u00e1 basicamente para fazer House parecer mais exc\u00eantrico em compara\u00e7\u00e3o. Ficam presos a uma certa normalidade que nunca pode ser verdadeiramente quebrada. J\u00e1 em Breaking Bad, as personagens secund\u00e1rias mereceram outra s\u00e9rie excelente e at\u00e9 um filme que foi muito melhor do que eu esperava. Jesse e Skylar s\u00e3o irritantes, mas cumprem esse papel de equil\u00edbrio da normalidade sem perder suas personalidades. Saul e Mike carregam outra s\u00e9rie sozinhos! Os antagonistas? Gus, Tuco, Hank&#8230; um mais divertido que o outro. O mundo de Breaking Bad \u00e9 muito mais interessante.<\/p>\n<p>E, por fim, quase que literalmente: Breaking Bad soube acabar. House durou muito al\u00e9m do que deveria, est\u00e1 na hora de admitirmos que s\u00f3 aguentamos tantas temporadas por fidelidade ao protagonista, eventualmente os estagi\u00e1rios tinham que sair, e os substitutos nunca tiveram tanta qu\u00edmica assim, e o resto dos fixos j\u00e1 n\u00e3o tinha muito mais o que dar depois de tantos anos sendo apenas o contraponto de House. Walter White, por sua vez, queimou tudo o que tinha num caminho alucinante at\u00e9 o fim da s\u00e9rie. A tens\u00e3o chegou no seu limite e era a hora de ir embora, o que os produtores s\u00f3 enrolaram por uma temporada a mais do que o plano original no final das contas. Como as personagens secund\u00e1rias eram muito boas, acabou mantendo a qualidade.<\/p>\n<p>Breaking Bad \u00e9 um divisor de \u00e1guas, House \u00e9 o aperfei\u00e7oamento de um formato datado. Gosto de ambas, mas s\u00f3 uma merece o t\u00edtulo de melhor de todas&#8230;<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que queria o spin-off do Wilson sendo um amor com seus pacientes, para dizer que a temporada 8 n\u00e3o foi verdade e escolher GoT, ou mesmo para dizer que quem gosta de gente feia \u00e9 cirurgi\u00e3o pl\u00e1stico: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SALLY<\/span><\/h4>\n<p>Qual foi o melhor seriado j\u00e1 exibido at\u00e9 hoje?<\/p>\n<p>Dificilmente as respostas v\u00e3o coincidir, ent\u00e3o, melhor perguntando, entre Breaking Bad e House, qual \u00e9 o melhor?<\/p>\n<p>House. Mas olha, de longe. Desde a cenografia, a complexidade de roteiro at\u00e9 a constru\u00e7\u00e3o dos personagens.<\/p>\n<p>Come\u00e7a pelo formato: um seriado onde cada epis\u00f3dio tem come\u00e7o, meio e fim. Esse \u00e9 o formato padr\u00e3o para seriados \u201cde personagem\u201d, onde o ponto central \u00e9 ver o personagem principal e n\u00e3o a trama. Quem assistia House estava l\u00e1 para ver o que House ia falar, o que House ia fazer. O mesmo vale para Dexter e tantos outros seriados \u201cde personagem\u201d, que tamb\u00e9m o caso de Breaking Bad. O espectador n\u00e3o queria ver o universo das drogas e sim saber qual seria a pr\u00f3xima arma\u00e7\u00e3o que Heisenberg faria.<\/p>\n<p>Quando voc\u00ea coloca um seriado de personagem sem come\u00e7o, meio e fim em cada epis\u00f3dio fica ma\u00e7ante, o que tamb\u00e9m era o caso de Breaking Bad. Aquela sensa\u00e7\u00e3o de que os problemas nunca se resolvem, sempre surge algo novo. As tramas paralelas se acumulam. A sensa\u00e7\u00e3o bacana de resolu\u00e7\u00e3o s\u00f3 vem ao final de uma temporada. N\u00e3o, obrigada. Eu gosto da sensa\u00e7\u00e3o de resolu\u00e7\u00e3o a cada cap\u00edtulo, ainda que exista um fio condutor maior que s\u00f3 se resolve no final da temporada.<\/p>\n<p>O tema tamb\u00e9m me parece mais interessante: mist\u00e9rios m\u00e9dicos \u00e9 mais legal do que essa f\u00f3rmula batida da Jornada do Her\u00f3i (homem bom com c\u00e2ncer vai para o crime para n\u00e3o deixar a fam\u00edlia desamparada). Fora o trabalho grandioso que era adaptar cada doen\u00e7a misteriosa do paciente do epis\u00f3dio ao que House estava passando naquele momento de sua vida. Cada diagn\u00f3stico errado, cada sintoma novo, cada pe\u00e7a do quebra-cabe\u00e7a foi meticulosamente pensada. Enquanto isso, Walter White gasta quase uma hora para matar uma mosca que entrou no laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>House era um seriado agrad\u00e1vel, com cen\u00e1rio agrad\u00e1vel e pessoas agrad\u00e1veis. N\u00e3o era seriado estrelado por modelinhos, vide o protagonista, mas tamb\u00e9m n\u00e3o era aquele colapso est\u00e9tico insalubre, aquele aterro sanit\u00e1rio visual que era Breaking Bad, onde n\u00e3o s\u00f3 todas as pessoas eram horrendas, mas os cen\u00e1rios e as intera\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m. Gente vomitando, umas prostitutas muito acabadas, uns trailers White Trash, um tro\u00e7o horroroso e desnecess\u00e1rio. Se eu quiser ver pobreza, eu me olho no espelho.<\/p>\n<p>Um fator importante: em nenhum momento eu consegui torcer para Walter White ao longo de Breaking Bad. Para mim era um eg\u00f3latra, um deslumbrado, um desempoderado que, quando teve algum poder, fez merda, magoou a fam\u00edlia e se cagou todo. Ali\u00e1s, eu n\u00e3o conseguia torcer por ningu\u00e9m; Skyler neur\u00f3tica e pentelha, Hank incompetente bund\u00e3o, Jesse merdeiro irrespons\u00e1vel, aquele filho de muletas chato pra caralho&#8230; O \u00fanico que talvez pudesse ganhar a minha simpatia, Gus, durou pouco e era o vil\u00e3o.<\/p>\n<p>Eu conseguia torcer por House. Cada vez que ele acertava um diagn\u00f3stico, cada vez que ele tra\u00e7ava uma linha de racioc\u00ednio genial, eu vibrava, ria, me divertia. House \u00e9 um personagem t\u00e3o rico que consegue ser ele mesmo a fonte do conflito e o al\u00edvio c\u00f4mico do seriado. Poucas vezes vi isso.<\/p>\n<p>Mais um ponto para House: nunca foi um seriado focado em romance, que costuma ser o pilar de sustenta\u00e7\u00e3o de quase todas as s\u00e9ries. N\u00e3o era sobre romance, nunca foi sobre romance. Breaking Bad era uma constante DR e malabarismos da din\u00e2mica de casamento de Walter e Skyler, era namorico de Jesse&#8230; Se eu quisesse ver DR, seria terapeuta de casal e cobraria bem caro a minha hora. Pagar para ver DR? N\u00e3o, obrigada.<\/p>\n<p>House nunca precisou apelar para conseguir p\u00fablico. Primeiro nunca se valeu da Jornada do Her\u00f3i, o personagem principal sempre foi um cuz\u00e3o e nunca mudou ou se redimiu. Arrisco dizer que ele nunca sequer evoluiu. Segundo nunca precisou de cenas de romance, viol\u00eancia ou sexo. House era ambiente est\u00e9ril, medicina pura e conflitos psicol\u00f3gicos. N\u00e3o cabia tiro, porrada e bomba. N\u00e3o cabia peito de fora. Era um roteiro robusto que se sustentava por si mesmo. J\u00e1 Breaking Bad era um faroeste moderno, cheio de explos\u00e3o, pirotecnia e o empoderamento do desempoderado. N\u00e3o, obrigada.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o sei que bicho mordeu o roteirista de Breaking Bad, mas todas as mulheres do seriado eram insuport\u00e1veis. Skyler, que eu j\u00e1 citei, sua irm\u00e3 igualmente chata pra caralho e dod\u00f3i da cabe\u00e7a, a namorada drogada de Jesse&#8230; todas chatas. Em House havia personagens interessantes, como a Thirteen ou Lisa Cudy. Mulheres que saem de estere\u00f3tipos, de padr\u00f5es. Se eu quisesse ver mulher chata e neur\u00f3tica eu fazia um Instagram. N\u00e3o, obrigada.<\/p>\n<p>E, por fim, o grande ponto forte de House: metia o cacete em tudo. Se voc\u00ea se propuser a rever o seriado hoje, vai ficar abismado, se perguntando como certas piadas foram ao ar sem que o p\u00fablico fa\u00e7a um esc\u00e2ndalo. Piada com tudo e todos, mas em um tom que, a meu ver, n\u00e3o era ofensivo. Era apenas uma pessoa discutindo o mainstream &#8211; e discuss\u00f5es s\u00e3o sempre v\u00e1lidas. Breaking Bad n\u00e3o. Mesmo nos momentos em que era politicamente incorreta se levava a s\u00e9rio de uma forma muito chata.<\/p>\n<p>Breaking Bad \u00e9 orgasmo de desempoderado, vendo um fodido ganhar poder e se realizando por terceiros. House \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de quem preza pela ci\u00eancia, pela liberdade de express\u00e3o, pelo racional. Acredito eu que o mundo precisa mais de racionalidade e prest\u00edgio \u00e0 ci\u00eancia do que sobre discuss\u00e3o \u00e9tica de certo e errado.<\/p>\n<p>House foi um seriado que conquistou seu espa\u00e7o entre as maiores audi\u00eancias da TV no bra\u00e7o, na marra. Nunca virou modismo, nunca teve f\u00e3-clube, nunca teve todo esse frenesi fan\u00e1tico dando respaldo. Se fosse nos dias de hoje, House seria censurado, pelo menos uns dez minutos por epis\u00f3dio. J\u00e1 Breaking Bad, seria a mesma coisa.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que bom mesmo \u00e9 Dark, para dizer que voc\u00ea gostou \u00e9 de Lost e n\u00f3s \u00e9 que n\u00e3o entendemos o final ou ainda para dizer que est\u00e1 grato por ningu\u00e9m ter escolhido Friends: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aproveitando a quarentena, nada melhor do que discutir s\u00e9ries que merecem uma maratona. 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