{"id":16862,"date":"2020-05-22T14:38:44","date_gmt":"2020-05-22T17:38:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=16862"},"modified":"2020-05-22T14:38:44","modified_gmt":"2020-05-22T17:38:44","slug":"conteudo-vazio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2020\/05\/conteudo-vazio\/","title":{"rendered":"Conte\u00fado vazio."},"content":{"rendered":"<p>Nesta semana, a hashtag #SalvemBelParaMeninas apareceu com for\u00e7a nas redes sociais. Era sobre a hist\u00f3ria de um canal de YouTube de uma jovem chamada Bel, que segundo as den\u00fancias, estava sofrendo abusos dos pais em nome da popularidade na plataforma de v\u00eddeos. Os exemplos apresentados v\u00e3o desde a m\u00e3e fazendo a filha vomitar na frente das c\u00e2meras at\u00e9 sugest\u00f5es de amea\u00e7as por tr\u00e1s delas. Algo realmente parece errado ali, mas em tempos de \u201cnovo normal\u201d, talvez valha a pena pensar nessa cultura de celebridades de rede social como um todo&#8230;<!--more--><\/p>\n<p>Prender a aten\u00e7\u00e3o alheia exige algum esfor\u00e7o. Via de regra todo mundo tem um tempo limitado para explorar seus interesses, e a concorr\u00eancia \u00e9 imensa. Por isso, se voc\u00ea quer se destacar, voc\u00ea vai ter que pagar algum pre\u00e7o. E, quando menos habilidades f\u00edsicas e mentais voc\u00ea tem, maior a chance de precisar passar por alguma forma de abuso para competir.<\/p>\n<p>No YouTube, por exemplo, isso se manifesta nos tipos de canais de maior sucesso. Existem dois arqu\u00e9tipos principais aqui, e eles se diferenciam justamente pelo pre\u00e7o que pagam pela aten\u00e7\u00e3o recebida:<\/p>\n<p>Algumas pessoas podem apenas falar na frente de uma webcam, e sua habilidade de articular ideias ou foco numa \u00e1rea espec\u00edfica de conhecimento j\u00e1 garante uma audi\u00eancia. Se a pessoa ainda souber fazer uma produ\u00e7\u00e3o interessante desse v\u00eddeo, pode se dar bem s\u00f3 usando gr\u00e1ficos na tela. Embora canais que tratam de temas mais complexos como filosofia, hist\u00f3ria, f\u00edsica, qu\u00edmica ou tecnologia sejam bons exemplos disso, n\u00e3o \u00e9 nem uma quest\u00e3o de erudi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um canal que fala sobre maquiagem ou sobre celebridades tamb\u00e9m entra nessa categoria de foco em conte\u00fado: por mais que eu pessoalmente n\u00e3o saiba diferenciar uma pessoa falando sobre maquiagem muito bem ou muito mal, para quem entende a diferen\u00e7a costuma ser clara. E por mais que carisma tenha seu papel na constru\u00e7\u00e3o da marca desses canais, eles existem baseados no conte\u00fado que desenvolvem. Mesmo um canal de fofocas sobre subcelebridades ainda depende do material que produz para fazer sucesso.<\/p>\n<p>S\u00f3 que nem todo mundo tem capacidade de produzir conte\u00fado dessa forma. E por capacidade eu n\u00e3o quero dizer necessariamente intelig\u00eancia, \u00e9 um misto de conhecimento sobre alguma \u00e1rea e a dedica\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para pesquisar e criar material de forma consistente. A maioria da humanidade costuma estar nesse grupo, o de consumidores de conte\u00fado. S\u00f3 que havia uma internet no meio do caminho: a democratiza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 aten\u00e7\u00e3o humana mudou o mundo rapidamente. Hoje em dia, uma boa parcela das pessoas capazes de produzir conte\u00fado finalmente conseguiu algum espa\u00e7o para aparecer, mas&#8230; os que n\u00e3o s\u00e3o capazes tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>O que nos leva a esse segundo grupo: o das pessoas que pagam outro pre\u00e7o pela aten\u00e7\u00e3o. O pre\u00e7o do abuso. E como eu j\u00e1 tinha dito, quem n\u00e3o consegue produzir conte\u00fado \u00e9 maioria, t\u00e3o maioria que a concorr\u00eancia pela aten\u00e7\u00e3o alcan\u00e7a n\u00edveis estratosf\u00e9ricos. Se a pessoa n\u00e3o consegue entregar algo diferenciado no campo intelectual ou f\u00edsico, sobram poucas alternativas sen\u00e3o os menores denominadores comuns do interesse humano como sofrimento e sexualidade. Desgra\u00e7a e sexo vendem. E basta estar vivo para explorar esses dois mercados. Eu vou chamar esse grupo de \u201cfoco em abuso\u201d em contraste com o de \u201cfoco em conte\u00fado\u201d, mesmo considerando que nessa categoria entram pessoas que vivem de ostentar: porque mesmo esse povo que fica falando que tem uma vida perfeita na rede social costuma estar sofrendo para manter a ilus\u00e3o e pagando a aten\u00e7\u00e3o com a pr\u00f3pria sanidade.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea realmente prestar aten\u00e7\u00e3o, vai perceber como \u00e9 f\u00e1cil categorizar as pessoas que tem foco em conte\u00fado e as que tem foco em abuso dentre os canais e contas mais populares das redes sociais. E \u00e9 aqui que voltamos ao caso de Bel: fica evidente que n\u00e3o existe produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado ali. Tudo \u00e9 relacionado com rea\u00e7\u00f5es a situa\u00e7\u00f5es inc\u00f4modas sem gerar novidades. Com rar\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es, uma garota de 13 anos n\u00e3o tem capacidade de fazer diferente, \u00e9 tudo uma quest\u00e3o do que os adultos ao seu redor s\u00e3o capazes de produzir. E fica evidente que os pais de Bel n\u00e3o s\u00e3o tem foco em conte\u00fado. Provavelmente s\u00e3o incapazes mesmo.<\/p>\n<p>A \u00fanica alternativa ent\u00e3o \u00e9 o foco no abuso. Porque esse \u00e9 o pre\u00e7o que sua plateia cobra na aus\u00eancia de qualquer outro material. A cultura dos desafios de rede social n\u00e3o \u00e9 uma anomalia, \u00e9 justamente o que a maioria das pessoas \u00e9 capaz de produzir. Comer alguma coisa estranha, pular numa piscina gelada, subir num lugar alto&#8230; todas coisas que basta ter um corpo minimamente funcional para conseguir. E, \u00e9 claro, um desejo consider\u00e1vel por aten\u00e7\u00e3o. A internet tornou car\u00eancia numa profiss\u00e3o vi\u00e1vel para milhares de pessoas que jamais teriam essa chance em tempos de m\u00eddia tradicional.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, eu concordo com a turba enfurecida exigindo a libera\u00e7\u00e3o de Bel das garras de sua m\u00e3e exploradora? Sim, e n\u00e3o. Vejam bem: embora puni\u00e7\u00e3o tenha sua fun\u00e7\u00e3o na sociedade, ela normalmente precisa tornar claro qual \u00e9 o crime e porque ele \u00e9 um crime. O que \u00e9 evidente para a maioria de n\u00f3s no caso de viol\u00eancia e roubo, mas muito mais nebuloso em casos como abuso. Tirar o canal da fam\u00edlia vai nos ensinar exatamente o qu\u00ea? N\u00e3o chamar aten\u00e7\u00e3o demais? N\u00e3o deixar crian\u00e7as fazerem parte da m\u00eddia? A pessoa vai ver outros cinquenta canais baseados em explora\u00e7\u00e3o e abuso continuarem populares, vai continuar vendo crian\u00e7a passando por situa\u00e7\u00f5es vexat\u00f3rias em todos os lugares&#8230;<\/p>\n<p>O problema aqui \u00e9 que n\u00e3o se chega ao cerne da quest\u00e3o: a internet s\u00f3 explicita algo que sempre esteve conosco. Prostitui\u00e7\u00e3o \u00e9 a profiss\u00e3o mais antiga do mundo, j\u00e1 diz a sabedoria popular. E essa categoria de \u201cfoco em abuso\u201d nada mais \u00e9 do que prostitui\u00e7\u00e3o, com ou sem sexo. Eu nem preciso falar sobre o imenso mercado de mulheres vendendo fotos, v\u00eddeos e sess\u00f5es virtuais de sexo para um p\u00fablico cada vez maior, podemos s\u00f3 olhar para outros canais de YouTube que tem p\u00fablicos enormes. Voc\u00ea sabia que algumas pessoas s\u00f3 precisam fazer faxina em casa na frente de uma webcam com roupas mais reveladoras para ter tanto ou mais sucesso que Bel?<\/p>\n<p>Tem canal de mulher que frita ovo e varre ch\u00e3o usando um decote enorme que funciona muito bem, obrigado. Tem canal de mulher que fala de ser m\u00e3e sempre com um beb\u00ea no colo mamando, e de tempos em tempos, troca a crian\u00e7a de peito. Tem canal de crian\u00e7as que obviamente est\u00e3o sendo filmadas pelos pais com pouca roupa brincando no quintal de casa. Quem me dera s\u00f3 canais de abuso com desafios nojentos ou meio violentos fosse todo o problema.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que a maioria das pessoas parece bem disposta a aceitar o pagamento do abuso como moeda de troca pela sua aten\u00e7\u00e3o. E nem consegue perceber que n\u00e3o tem nada de conte\u00fado ali. As redes sociais acabaram com o funil que a m\u00eddia de massa tradicional tinha: embora o que v\u00edssemos na TV ainda fosse bem apelativo e vazio em m\u00e9dia, tinha menos gente produzindo esse material. As porteiras se abriram, e com elas, uma manada de gente que s\u00f3 sabe mostrar o corpo, ostentar ou sofrer diante das c\u00e2meras ocupou o ambiente cultural humano.<\/p>\n<p>Bel e provavelmente a sua m\u00e3e devem compartilhar o mesmo sonho de fama, sem saber exatamente o que fazer para receber a aten\u00e7\u00e3o. Hoje em dia qualquer crian\u00e7a que fica diante de uma c\u00e2mera pede para quem est\u00e1 vendo se inscrever e deixar like. O desejo por aten\u00e7\u00e3o \u00e9 algo natural nosso, todo mundo demonstra de alguma forma. O que dever\u00edamos aprender com o passar do tempo \u00e9 que aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o d\u00e1 em \u00e1rvores e voc\u00ea precisa merecer. Nada contra uma crian\u00e7a que acha que o mundo tem que parar para ver ela falando coisas incoerentes por alguns minutos, porque crian\u00e7a \u00e9 assim mesmo. \u00c9 saud\u00e1vel que ela queira aten\u00e7\u00e3o, afinal, \u00e9 um caracter\u00edstica que se provou eficiente durante a nossa evolu\u00e7\u00e3o: crian\u00e7a que \u00e9 observada de perto \u00e9 crian\u00e7a mais segura.<\/p>\n<p>Mas as redes sociais colocam uma armadilha no caminho: o tempo passa e essa crian\u00e7a n\u00e3o vai percebendo que existe um pre\u00e7o pela aten\u00e7\u00e3o, aten\u00e7\u00e3o que sempre foi gr\u00e1tis at\u00e9 ent\u00e3o. Papai, mam\u00e3e e tia da escola tem o trabalho de dar aten\u00e7\u00e3o, o resto do mundo n\u00e3o. Quem cresce vendo completos in\u00fateis fazendo sucesso ao realizar desafios e ao mostrar a bunda n\u00e3o consegue entender muito bem que aten\u00e7\u00e3o come\u00e7a a ter custo na vida adulta. Mostrar bunda? Crian\u00e7a tem bunda! F\u00e1cil. Comer algo nojento? Crian\u00e7a tem boca. Vamos nessa! Chorar e fazer drama d\u00e1 muitos likes? Opa! Chorar \u00e9 especialidade da casa!<\/p>\n<p>Percebem o problema? Ganhar aten\u00e7\u00e3o come\u00e7a a parecer t\u00e3o f\u00e1cil que \u00e9 at\u00e9 bizarro para essa gera\u00e7\u00e3o saindo da inf\u00e2ncia agora entender que n\u00e3o \u00e9 um direito universal de gra\u00e7a para todo mundo. A propor\u00e7\u00e3o de gente capaz de produzir conte\u00fado e a de pessoas que precisam de abuso para gerar aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o muda, mas a mentalidade desse grupo maior muda. Eles n\u00e3o conseguem mais ver a diferen\u00e7a entre aparecer de biqu\u00edni no Instagram e dedicar horas e horas para pesquisar e desenvolver um conte\u00fado que desperte curiosidade na mente alheia.<\/p>\n<p>E digo mais, v\u00e3o perdendo a no\u00e7\u00e3o at\u00e9 do trabalho que d\u00e1 aparecer de biqu\u00edni no Instagram: precisa de dieta, exerc\u00edcios e muito cuidado com a apar\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 conte\u00fado que me interesse, mas palmas para o cidad\u00e3o que malhou por anos e fez uma dieta terr\u00edvel para mostrar os m\u00fasculos na rede social! E nem estou ostentando heterossexualidade: tamb\u00e9m tenho pouco interesse na mulher seminua gen\u00e9rica do Instagram n\u00ba 892.326. Mas, n\u00e3o se pode negar que ela merece mais aten\u00e7\u00e3o que uma pessoa aleat\u00f3ria que nem se esfor\u00e7ou para ficar com aquele corpo. Pagou um pre\u00e7o por aquilo. Justo.<\/p>\n<p>Mas, se acham que \u00e9 m\u00e1gica&#8230; podemos ter uma gera\u00e7\u00e3o de pessoas fl\u00e1cidas e mal cuidadas entrando em choque com a falta de likes na sua postagem sensual. E a\u00ed, precisam apelar: pol\u00eamica, drama, cancelamento, machismo, opress\u00e3o&#8230; porque se a aten\u00e7\u00e3o por n\u00e3o fazer nada demais n\u00e3o vier por m\u00e1gica, vai vir se a pessoa cometer um abuso contra si mesma e destruir sua sanidade. J\u00e1 \u00e9 \u201cmoda\u201d fazer v\u00eddeos em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade emocional, e eu duvido mais deles a cada dia que passa.<\/p>\n<p>Eu acredito sim que o canal de Bel seja parte de um problema, mas n\u00e3o \u00e9 o problema daquele canal espec\u00edfico ir al\u00e9m do \u201caceit\u00e1vel\u201d na explora\u00e7\u00e3o de uma crian\u00e7a, \u00e9 sobre a base daquilo tudo. Meu cora\u00e7\u00e3o libert\u00e1rio n\u00e3o me permite dizer que dever\u00edamos proibir tudo e s\u00f3 permitir \u201cconte\u00fado de verdade\u201d nas redes sociais, afinal, ainda \u00e9 direito humano ser s\u00f3 uma bunda se a pessoa quiser. Mas o quando damos aten\u00e7\u00e3o para quem est\u00e1 querendo pagar por ela com abusos pode ser corrigido.<\/p>\n<p>E honestamente, crian\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o de cristal: \u00e9 at\u00e9 saud\u00e1vel expor crian\u00e7as a situa\u00e7\u00f5es progressivamente mais inc\u00f4modas para que elas aprendam a lidar com a vida adulta aos poucos. Uma m\u00e3e sem no\u00e7\u00e3o que amea\u00e7a bater na filha \u00e9 a realidade de boa parte da popula\u00e7\u00e3o mundial. Monetizar isso parece meio escroto, at\u00e9 porque incentiva o exagero para continuar fazendo o neg\u00f3cio funcionar, mas se voc\u00ea tirar o componente midi\u00e1tico disso, boa parte das pessoas que est\u00e3o ofendidas com o caso de Bel tratam os filhos mais ou menos do mesmo jeito, mas n\u00e3o ganham dinheiro com isso.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o que se tornou p\u00fablica passou muito por uma an\u00e1lise sobre aquelas pessoas e ideologia (rasa) e n\u00e3o sobre essa explos\u00e3o do mercado do abuso e a no\u00e7\u00e3o cada vez mais difundida que aten\u00e7\u00e3o \u00e9 algo que se merece e pronto. Se voc\u00ea consegue aten\u00e7\u00e3o, est\u00e1 pagando um pre\u00e7o por ela, queira ou n\u00e3o. N\u00e3o existem discuss\u00f5es suficientes sobre qual \u00e9 esse pre\u00e7o, o que fazer quando uma crian\u00e7a quer ser YouTuber, o que fazer quando seus filhos come\u00e7am a fazer v\u00eddeos rebolando no TikTok&#8230; eu prevejo gera\u00e7\u00f5es de cegos guiando cegos nesses assuntos. Muita gente vai descobrir da pior forma poss\u00edvel que explora\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria imagem sem ter conte\u00fado custa muito caro, e n\u00e3o vai saber como escapar disso.<\/p>\n<p>E se algu\u00e9m banir o canal da Bel, n\u00e3o vamos ter avan\u00e7ado nada nessa conversa, mas vai parecer que sim. Esse \u00e9 o perigo.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que provar roupas apertadas \u00e9 t\u00e3o conte\u00fado quanto dar aulas de hist\u00f3ria, para dizer que n\u00e3o resiste a ver gente passando vergonha, ou mesmo para dizer que algumas pessoas s\u00f3 tem isso mesmo para oferecer: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta semana, a hashtag #SalvemBelParaMeninas apareceu com for\u00e7a nas redes sociais. Era sobre a hist\u00f3ria de um canal de YouTube de uma jovem chamada Bel, que segundo as den\u00fancias, estava sofrendo abusos dos pais em nome da popularidade na plataforma de v\u00eddeos. 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