{"id":16953,"date":"2020-06-15T14:21:20","date_gmt":"2020-06-15T17:21:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=16953"},"modified":"2020-06-15T14:21:20","modified_gmt":"2020-06-15T17:21:20","slug":"quarentena-mental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2020\/06\/quarentena-mental\/","title":{"rendered":"Quarentena mental."},"content":{"rendered":"<p>Pronto ou n\u00e3o, o mundo come\u00e7a a sair da quarentena. \u00c9 bem poss\u00edvel que essa n\u00e3o seja a \u00faltima da pandemia, mas j\u00e1 \u00e9 tempo suficiente para analisarmos qual o impacto disso na mente humana. Sally e Somir discutem o \u201cnovo normal\u201d. Os impopulares se sentam no div\u00e3.<\/p>\n<p><strong>Tema de hoje: emocionalmente, qual ser\u00e1 o pior resultado dessa pandemia?<\/strong><!--more--><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SOMIR<\/span><\/h4>\n<p>A ilus\u00e3o de que internet supre car\u00eancia. Na hora da necessidade, com certeza uma chamada de v\u00eddeo pode ser um alento para a pessoa que est\u00e1 se sentindo solit\u00e1ria, mas apenas se comunicar com outra pessoa n\u00e3o supre nossas necessidades b\u00e1sicas de socializa\u00e7\u00e3o. Sim, tem v\u00e1rios artigos por a\u00ed dizendo que n\u00e3o tem nada de errado at\u00e9 mesmo em manter um namoro pelas vias digitais, mas h\u00e1 de se considerar a diferen\u00e7a entre uma compensa\u00e7\u00e3o eventual e um modo de funcionar.<\/p>\n<p>Em quest\u00e3o de meses, muita gente foi exposta a esse tipo de conex\u00e3o virtual para aplacar a saudade e a vontade de interagir com outras pessoas. A internet nos salvou durante a quarentena. Evitou que muita gente passasse por apuros emocionais, mesmo aquelas que tinham companhia em casa. Pouca gente teve o luxo de ficar isolada com acesso direto a fam\u00edlia, parceiros sexuais, amigos&#8230; alguma coisa faltava em casa. Para isso, a internet serviu, nos mantendo minimamente conectados durante essa fase.<\/p>\n<p>O problema n\u00e3o \u00e9 usar esses meios para ter contato com outras pessoas, eles est\u00e3o a\u00ed para serem usados. N\u00e3o jogo pedras nem mesmo em quem namora pela internet, \u00e0s vezes \u00e9 o \u00fanico jeito de se aproximar de uma pessoa que voc\u00ea gosta muito. Mas \u00e9 aqui que a situa\u00e7\u00e3o come\u00e7a a ficar perigosa: se voc\u00ea n\u00e3o tem experi\u00eancia com esse mundo de rela\u00e7\u00f5es online, pode acabar achando que s\u00e3o a mesma coisa das rela\u00e7\u00f5es da vida real. Come\u00e7a a acreditar que encontrar um amigo na rede social \u00e9 quase como encontrar com ele ao vivo, por exemplo.<\/p>\n<p>E eu, do alto da minha experi\u00eancia nerd de vida, posso te garantir que n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa. Se internet fosse eficiente para suprir necessidades emocionais, podem apostar que eu j\u00e1 saberia a essa altura do campeonato. Eu tentei. Eu tentei com gosto. Mas tem algumas coisas que n\u00e3o s\u00e3o substitu\u00edveis, algumas extremamente \u00f3bvias como o contato f\u00edsico com uma namorada, algumas imensamente sutis como a diferen\u00e7a do som da voz da pessoa atravessando o ar diretamente e sendo transmitida por um microfone. A realidade gosta de realidade: seus sentidos n\u00e3o s\u00e3o enganados por vers\u00f5es digitais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, comunica\u00e7\u00e3o digital costuma ser um evento pr\u00f3prio. Exige a aten\u00e7\u00e3o de ambas as partes, ocupa um espa\u00e7o definido de tempo e querendo ou n\u00e3o, costuma ter um objetivo. Na vida real, estar em contato com outra pessoa pode ser apenas o ato de estar pr\u00f3ximo. A ideia de que seus sentidos est\u00e3o captando basicamente as mesmas coisas deve desencadear algum processo de valida\u00e7\u00e3o dentro da gente, j\u00e1 perceberam que duas pessoas que veem o mesmo evento sentem uma conex\u00e3o imediata? Voc\u00ea pode estar do lado de uma pessoa estranha, se um maluco come\u00e7a a berrar na frente de voc\u00eas dois, basta uma troca de olhares para gerar uma conversa inteira sem palavras. Ainda existe algo insubstitu\u00edvel na comunica\u00e7\u00e3o entre duas ou mais pessoas ao vivo.<\/p>\n<p>Mas todo mundo sabe disso, n\u00e3o?<\/p>\n<p>Em termos. Eu n\u00e3o estou falando sobre substituir totalmente o f\u00edsico pelo virtual, mesmo que instintivamente, todo mundo sabe disso. Estou falando de uma situa\u00e7\u00e3o de \u201csapo na panela\u201d. Voc\u00ea vai aceitando cada vez mais contato pela internet com o passar do tempo, mesmo tendo no fundo da cabe\u00e7a que precisa de contato real. Se ainda estiver saindo para tomar uma cerveja ou para fazer sexo, \u00f3timo. Mas, pera\u00ed&#8230; est\u00e1 socializando s\u00f3 no que n\u00e3o pode ser substitu\u00eddo pela internet? Tem uma armadilha a\u00ed: a vida real vai se tornando um complemento obrigat\u00f3rio da virtual.<\/p>\n<p>Voc\u00ea se define pela sua rede social, trabalha e estuda por confer\u00eancia, conta seus segredos para amigos atrav\u00e9s de aplicativos de mensagens&#8230; e de tempos em tempos marca um encontro s\u00f3 para fazer sexo. Afinal, fora isso, d\u00e1 para substituir. E considerando como v\u00e1rias pesquisas est\u00e3o saindo por a\u00ed dizendo que essa \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o que menos faz sexo, talvez nem isso futuramente. N\u00e3o quero encher o saco de ningu\u00e9m por causa disso, ou dizer como viver, s\u00f3 quero deixar uma coisa bem clara: um dia voc\u00ea vai perceber que est\u00e1 socializando basicamente s\u00f3 pela internet e saindo de casa s\u00f3 para sentir um prazer bem espec\u00edfico.<\/p>\n<p>Normalmente ao mesmo tempo que descobre que est\u00e1 com alguns sintomas cl\u00e1ssicos de depress\u00e3o. Provavelmente n\u00e3o a doen\u00e7a em si, mas alguns indicadores preocupantes. Voc\u00ea est\u00e1 carente, mas n\u00e3o por falta de intera\u00e7\u00e3o com outras pessoas. N\u00e3o est\u00e1 faltando contato com outras pessoas, n\u00e3o est\u00e1 faltando ter hobbies, n\u00e3o est\u00e1 nem faltando fazer sexo&#8230; mas, a car\u00eancia est\u00e1 l\u00e1. Uma vida baseada em rela\u00e7\u00f5es virtuais come\u00e7a a cobrar o pre\u00e7o. Sim, \u00e9 uma quest\u00e3o de dose: ter tecnologia serve como rem\u00e9dio para solid\u00e3o, mas exagere e vira veneno. Cria uma ilus\u00e3o na sua cabe\u00e7a de aquilo basta. Mas como uma droga, seu efeito \u00e9 cada vez menos potente \u00e0 medida que voc\u00ea se acostuma.<\/p>\n<p>Como eu j\u00e1 disse v\u00e1rias vezes, ainda somos adolescentes na era da internet. Falta experi\u00eancia generalizada com o tema para que possamos nos ajudar com esse tipo de problema. Nem mesmo terapeutas costumam entender muito bem esse tipo de situa\u00e7\u00e3o. Eu sou uma das pessoas menos m\u00edsticas que voc\u00ea vai ler na vida, ent\u00e3o, n\u00e3o estou falando da falta de \u201calma\u201d ou qualquer uma dessas coisas; s\u00e3o elementos do contato direto e constante entre seres humanos que simplesmente n\u00e3o se transmitem pela rede mundial de computadores. Elementos ainda mal definidos, mas que j\u00e1 come\u00e7am a fazer falta em escala global.<\/p>\n<p>A escalada do radicalismo junto com a populariza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea \u00e0 dist\u00e2ncia n\u00e3o parece ser coincid\u00eancia: tem algo que desumaniza o outro quando ele vem at\u00e9 voc\u00ea por um cabo. Eu jamais voltaria para um mundo sem essa tecnologia, mas sou o primeiro a te dizer para n\u00e3o se apoiar nela. Internet n\u00e3o cura car\u00eancia, s\u00f3 alivia solid\u00e3o por um tempo. O mundo p\u00f3s-pandemia \u00e9 um mundo onde o contato virtual acelera em uma velocidade impressionante, pode at\u00e9 ter um surto de gente na rua por saco cheio da obrigatoriedade de ficar em casa, mas quando isso passar, estaremos v\u00e1rios passos \u00e0 frente do que est\u00e1vamos antes. E pouca gente parece estar falando sobre isso.<\/p>\n<p>E \u00e9 bom que voc\u00ea esteja preparado. Se voc\u00ea n\u00e3o tiver esse problema, \u00e9 bem poss\u00edvel que alguma pessoa pr\u00f3xima tenha. Fiquem atentos.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para me chamar de alarmista, para me chamar de traidor do movimento, ou mesmo para me chamar para uma live: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SALLY<\/span><\/h4>\n<p>Quando falamos na parte emocional, qual vai ser o pior estrago desta pandemia?<\/p>\n<p>A infantiliza\u00e7\u00e3o por \u201ccurtir a vida\u201d como efeito rebote. Essa sensa\u00e7\u00e3o de \u201ctempo perdido\u201d, de necessidade de correr atr\u00e1s do que n\u00e3o se vivenciou nesses meses e o medo de que uma poss\u00edvel quarentena volte deve fazer muita gente se comportar de formas como normalmente n\u00e3o se comportaria.<\/p>\n<p>Existe uma cren\u00e7a falsa muito enraizada de que para aproveitar a vida \u00e9 preciso sair, \u00e9 preciso estar em grupo com outras pessoas, \u00e9 preciso frequentar determinados lugares. Besteiro, o c\u00e9u e o inferno est\u00e3o dentro da sua cabe\u00e7a, e eles s\u00e3o port\u00e1teis, v\u00e3o onde voc\u00ea for. Ir a um lugar X n\u00e3o te faz aproveitar mais a sua vida.<\/p>\n<p>\u00c9 perfeitamente poss\u00edvel aproveitar a vida estando sozinho em casa, a menos, \u00e9 claro, que voc\u00ea seja uma p\u00e9ssima companhia. \u00c9 poss\u00edvel aproveitar a vida com investimento no interno, n\u00e3o no externo. Inclusive, \u00e9 isso que as pessoas deveriam estar fazendo nessa oportunidade \u00edmpar que est\u00e3o recebendo para focar no interno, silenciar a mente e resolver suas quest\u00f5es para viver melhor.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o, as pessoas s\u00f3 parecem olhar para o que \u201cperderam\u201d. A festinha de anivers\u00e1rio que n\u00e3o tiveram, a balada que n\u00e3o puderam ir, a viagem com os amigos, o encontrinho com uma pessoa pelo aplicativo&#8230; Tudo vazio. N\u00e3o basta dedicar uma vida ao vazio, \u00e9 preciso tamb\u00e9m ficar esperneando quando, por um motivo de for\u00e7a maior, voc\u00ea n\u00e3o pode levar uma vida vazia.<\/p>\n<p>Essa mensura\u00e7\u00e3o mundana de \u201cdivers\u00e3o\/aproveitar a vida\u201d parece ter cota para bater. Tem gente que se deprime se, em um final de semana ou feriado n\u00e3o sai ao menos uma vez para beber ou curtir com os amigos. E essa cota, com a pandemia, gerou um belo ac\u00famulo de tarefas. Temo que quando as pessoas tiverem liberdade de fazer o que querem, corram atr\u00e1s do \u201ctempo perdido\u201d.<\/p>\n<p>Veremos adultinhos se portando como adolescentes, esquema Ferris Bueller. Pessoas se excedendo em uma vers\u00e3o extreme de tudo quanto \u00e9 lazer vazio. Gente ainda curando as feridas da pandemia (no Brasil, todo mundo vai perder algu\u00e9m) s\u00f3 que, em vez de faz\u00ea-lo de forma saud\u00e1vel, se anestesiando com essa desculpa de \u201ccurtir a vida\u201d.<\/p>\n<p>Tenho certeza absoluta de que o problema de car\u00eancia que o Somir escolheu tamb\u00e9m vai acontecer e tamb\u00e9m ser\u00e1 grave socialmente falando. Mas optei por esse outro desfavor por achar um retrocesso, uma involu\u00e7\u00e3o. Muito triste constatar que as pessoas v\u00e3o sair de um evento traum\u00e1tico como esse da exata mesma forma como entraram, sem aprender nada, sem olhar para dentro, sem reavaliar suas prioridades.<\/p>\n<p>Era uma bela oportunidade de entender que cada vez menos existe \u201ceu\u201d, que precisamos que todos estejam bem para que n\u00f3s estejamos bem, pouco importa se estamos em um camarote de boate mais badalada com uma champagne que tem estrelinhas saindo da rolha. Essa vis\u00e3o macro, global, esse emaranhamento qu\u00e2ntico est\u00e1 sendo ignorado. Os projetos, as preocupa\u00e7\u00f5es, as metas continuam no eu, eu, eu.<\/p>\n<p>O mundo nos colocou em uma posi\u00e7\u00e3o clara de aprendizado: n\u00e3o adianta voc\u00ea ser rico, poderoso ou famoso, se todos os seres humanos do planeta n\u00e3o se unirem e chegarem a um acordo de fazer o que precisa ser feito, ningu\u00e9m sai dessa pandemia. Independe de cor, ra\u00e7a, classe social ou qualquer crit\u00e9rio que a gente use para se separar: todo mundo tem que fazer a exata mesma coisa se quisermos conter o v\u00edrus.<\/p>\n<p>Olha que li\u00e7\u00e3o maravilhosa&#8230; Hora de acabar com divis\u00f5es, hora de perceber que quando o calo aperta, \u00e9 como se todos fossemos um. Hora de constatar que todas essas alegorias de separa\u00e7\u00e3o (cor, classe social, religi\u00e3o) podem se tornar irrelevantes e que para sair dessa basta coopera\u00e7\u00e3o, que \u00e9 poss\u00edvel mesmo dentro das nossas diferen\u00e7as.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m entendeu isso? Claro que n\u00e3o, assim que a shopping abriu as portas as pessoas foram se amontoar para comprar blusinha e depois comer um hamburguer. O aprendizado n\u00e3o chegou no destinat\u00e1rio final, uma pena, a pr\u00f3xima li\u00e7\u00e3o provavelmente ser\u00e1 ainda pior. <\/p>\n<p>E n\u00e3o me refiro apenas ao brasileiro. Em muitos pa\u00edses civilizados os momentos de reabertura foram tr\u00e1gicos e as pessoas despirocaram. At\u00e9 mesmo no Jap\u00e3o, um pa\u00eds conhecido pela disciplina e respeito de seus cidad\u00e3os pelas normas, foram necess\u00e1rias medidas dr\u00e1sticas: em abril aconteceu um festival de tulipas, quando centenas dessas flores nascem, proporcionando uma paisagem lind\u00edssima. Foi tanto japon\u00eas desrespeitando o isolamento imposto para ir ver as tulipas que o Poder P\u00fablico cansou e mandou cortar todas. Cortaram cerca de cem mil tulipas para que as pessoas parem de se aglomerar.<\/p>\n<p>Em quase todos os pa\u00edses, mesmo os mais civilizados, vimos as pessoas se portando de forma surtada quando lhes foi dada alguma liberdade. Isso me leva a crer que a sensa\u00e7\u00e3o de \u201ccorrer atr\u00e1s do tempo perdido\u201d est\u00e1 enraizada no inconsciente coletivo do ser humano. A vida, minha gente, n\u00e3o \u00e9 um marcador com metas a atingir, que sem isso n\u00e3o \u00e9 bem aproveitada. N\u00e3o \u00e9 o que voc\u00ea faz externamente que conta para avaliar se sua vida foi proveitosa ou n\u00e3o. Parem de buscar fora.<\/p>\n<p>Fomos socialmente condicionados (com a melhor das inten\u00e7\u00f5es) para acreditar que quem n\u00e3o faz certas atividades n\u00e3o aproveita a vida. Muitos inclusive as fazem no piloto autom\u00e1tico, sem sequer se questionar se est\u00e3o realmente com vontade daquilo, muitas vezes precisando at\u00e9 se entorpecer para suportar essa rotina. Isso cria uma esp\u00e9cie de obriga\u00e7\u00e3o de \u201caproveitar a vida\u201d dentro desses moldes, de precisar ir para a rua, ir para festa, se reunir para cumprir a miss\u00e3o.<\/p>\n<p>A quarentena, em vez de servir como uma oportunidade para aprender que existem muitas formas de aproveitar a vida, foi encarada como uma priva\u00e7\u00e3o que gerou um atraso a ser compensado. E quando a porteira abrir, muita gente vai perder a linha para tentar compensar esse atraso. Ser\u00e1 rid\u00edculo, pat\u00e9tico e talvez at\u00e9 perigoso.<\/p>\n<p>Isso se esperarem a quarentena acabar&#8230;<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que n\u00e3o suporta ficar sozinho com voc\u00ea mesmo, para dizer que ano que vem veremos o maior carnaval de todos os tempos como compensa\u00e7\u00e3o ou ainda para dizer que torce para que a quarentena seja o novo normal: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pronto ou n\u00e3o, o mundo come\u00e7a a sair da quarentena. \u00c9 bem poss\u00edvel que essa n\u00e3o seja a \u00faltima da pandemia, mas j\u00e1 \u00e9 tempo suficiente para analisarmos qual o impacto disso na mente humana. Sally e Somir discutem o \u201cnovo normal\u201d. Os impopulares se sentam no div\u00e3. 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