{"id":17332,"date":"2020-09-10T12:00:57","date_gmt":"2020-09-10T15:00:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=17332"},"modified":"2020-09-10T11:06:59","modified_gmt":"2020-09-10T14:06:59","slug":"revolta-da-vacina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2020\/09\/revolta-da-vacina\/","title":{"rendered":"Revolta da Vacina"},"content":{"rendered":"<p>Uma doen\u00e7a fora de controle fazendo com que estrangeiros tenham medo de pisar no pa\u00eds, uma infinidade de not\u00edcias falsas desencorajando as pessoas de tomarem vacina, muita gente morrendo de forma desnecess\u00e1ria&#8230; Parece atual? N\u00e3o \u00e9. Desfavor Explica: Revolta da Vacina.<!--more--><\/p>\n<p>O cen\u00e1rio era um Rio de Janeiro capital do Brasil, no ano de 1904. O planejamento urbano da cidade j\u00e1 havia se tornado obsoleto, insuficiente para a quantidade de habitantes e para o com\u00e9rcio, o que trazia s\u00e9rios problemas de sa\u00fade p\u00fablica. Doen\u00e7as como var\u00edola, peste bub\u00f4nica (sim, uma doen\u00e7a da idade m\u00e9dia, bombando em 1904) e febre amarela castigavam a popula\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Alegando a necessidade de modernizar a cidade, o ent\u00e3o Presidente da Rep\u00fablica, Rodrigues Alvez, ordenou uma s\u00e9rie de reformar urbanas e sanit\u00e1rias. Por \u00f3bvio, estas medidas alteraram a vida e a rotina da popula\u00e7\u00e3o. Uma delas foi a gota d\u00e1gua para gerar uma grande insatisfa\u00e7\u00e3o, que rapidamente escalou para atos de viol\u00eancia e desobedi\u00eancia civil, o que a imprensa \u00e0 \u00e9poca chamou de a imprensa chamou de \u201ca mais terr\u00edvel das revoltas populares da Rep\u00fablica\u201d: a Revolta da Vacina. Mas, para entender como tudo come\u00e7ou, \u00e9 preciso compreender o contexto da \u00e9poca.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro era calamitosa. Estrangeiros ou pessoas de outras localidades do pa\u00eds estavam parando de ir ao Rio por medo de adoecer ou morrer. Isso come\u00e7ou a impedir investimentos na cidade e no pa\u00eds, bem como a chegada de produtos, maquin\u00e1rio e m\u00e3o de obra estrangeira. \u00c9 preciso levar em conta que um dos mais importantes portos comerciais ficava na capital e v\u00e1rios navios estavam se recusando a passar por l\u00e1, gra\u00e7as aos riscos sanit\u00e1rios.<\/p>\n<p>A fama do Rio de Janeiro era a de um chiqueiro no mundo. H\u00e1 inclusive uma s\u00e9rie de charges e desenhos que retratam a cidade como um antro de doen\u00e7as, com a morte de capuz e foice te esperando quando voc\u00ea sa\u00edsse do navio. Em uma delas, Argentina e Uruguai s\u00e3o retratadas como belas damas bem vestidas, enquanto o Rio \u00e9 uma mendiga jogada no ch\u00e3o no meio dos porcos, cheia de doen\u00e7as.<\/p>\n<p>O resultado disso foi \u00f3bvio: diplomatas se recusavam a pisar no Rio de Janeiro, comerciantes tamb\u00e9m. Navios n\u00e3o queriam atracar nos portos. N\u00e3o chegavam produtos de fora, n\u00e3o chegavam bens de fora, n\u00e3o chegava m\u00e3o de obra estrangeira, ningu\u00e9m queria comprar os produtos brasileiros. S\u00f3 para citar um exemplo, ao atracar no Rio, o contratorpedeiro italiano Lombardia perdeu 234 de seus 337 tripulantes por causa das doen\u00e7as locais. <\/p>\n<p>Para reverter esse quadro de preju\u00edzo financeiro (ningu\u00e9m realmente se importava com as vidas), o Presidente nomeou uma s\u00e9rie de pessoas encarregadas de promover as mudan\u00e7as sanit\u00e1rias para que o Rio de Janeiro deixasse de ser uma cidade pestilenta e temida e pudesse voltar a faturar. Entre eles, nomeou o m\u00e9dico sanitarista Oswaldo Cruz, como chefe da Diretoria de Sa\u00fade P\u00fablica (uma esp\u00e9cie de Ministro da Sa\u00fade da \u00e9poca).<\/p>\n<p>Uma vez nomeado, ele se viu obrigado a lidar com um povo muito ignorante, sem a menor no\u00e7\u00e3o de como funcionava a ci\u00eancia, onde uma boa parcela sequer acreditava na exist\u00eancia das doen\u00e7as, ou achava que Deus iria cur\u00e1-los, ou achava que um rem\u00e9dio caseiro os protegia ou acreditava que elas n\u00e3o eram t\u00e3o graves, apenas eram usadas pelo governo para manipular o povo. Obviamente estas pessoas n\u00e3o colaboravam com as medidas impostas que lhe causassem restri\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Importante citar que outras medidas, que n\u00e3o eram de compet\u00eancia do sanitarista, tamb\u00e9m estavam aborrecendo a popula\u00e7\u00e3o, principalmente as de car\u00e1ter urban\u00edstico. Muitas casas em locais insalubres ou por onde passariam obras de saneamento tiveram que ser removidas, por exemplo, o que causou revolta em seus moradores. Ent\u00e3o, havia uma animosidade brotando a partir de diversas medidas do governo. <\/p>\n<p>O povo, obviamente, n\u00e3o estava feliz com a quantidade de doen\u00e7as e com o n\u00famero de mortes, mas queria que as autoridades resolvam o problema sem mudar nada em suas rotinas. Quando come\u00e7ou o combate \u00e0 peste bub\u00f4nica, toleraram bem, afinal, ningu\u00e9m se importa de matar ratos. O mesmo para febre amarela: t\u00e1 tranquilo matar mosquitos. Mas quando chegou a hora de combater a var\u00edola&#8230; a\u00ed a coisa complicou.<\/p>\n<p>Oswaldo Cruz n\u00e3o era uma pessoa com vertente ditatorial, apesar de ser pintado assim em diversas ocasi\u00f5es. Sendo poss\u00edvel, ele fazia as coisas de boa, tanto \u00e9 que suas medidas para erradicar a peste bub\u00f4nica e a febre amarela correram sem maiores problemas. Por\u00e9m, seja pela natureza da doen\u00e7a (que se combate com vacina), seja pelo ac\u00famulo de fatores citados, ao adotar as medidas necess\u00e1rias para erradicar a var\u00edola, ele criou uma forte resist\u00eancia no povo, o que acabou culminando na Revolta da Vacina.<\/p>\n<p>Quando se lida com um povo ignorante, que mais se assemelha a um animal do que a um ser humano e se tem a miss\u00e3o de erradicar uma doen\u00e7a, dificilmente isso ser\u00e1 conseguido com consentimento e harmonia. Foi necess\u00e1rio endurecer as medidas contra a var\u00edola, ent\u00e3o, criou-se uma lei com todos os mecanismos necess\u00e1rios para assegurar que negacionistas, ignorantes e qualquer outro grupo cumpririam o plano sanit\u00e1rio &#8211; por bem ou por mal. E esse foi o estopim para uma revolta popular.<\/p>\n<p>Havia medidas extremas na lei, coisas como entrar nos lares contra a vontade das pessoas, internar doentes contra sua vontade e, principalmente a vacina\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria enfureceram a popula\u00e7\u00e3o. Agentes de sa\u00fade poderiam entrar nas casas e vacinaras pessoas na marra, pois se entendia que o bem estar da coletividade se sobrepunha ao direito individual. Vacina era quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica, n\u00e3o op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, atestados de vacina\u00e7\u00e3o eram exigidos para matr\u00edculas em escolas, acesso a empregos p\u00fablicos, emprego nas f\u00e1bricas, hospedagem em hot\u00e9is e casas de c\u00f4modo, viagem, casamento e voto. Tamb\u00e9m se sujeitava a pessoa n\u00e3o vacinada a uma s\u00e9rie de san\u00e7\u00f5es, como por exemplo, multa. Isso foi considerado uma tirania e uma afronta ao direito individual de escolha.<\/p>\n<p>A vacina\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria foi atacada em diversas vertentes, para tentar cooptar o maior n\u00famero de pessoas resistentes poss\u00edvel. Al\u00e9m do cl\u00e1ssico argumento de violar um direito individual, escolher se que ou n\u00e3o tomar uma vacina, outros foram levantados. Por exemplo, se entendia como ass\u00e9dio contra as mulheres, pois estranhos, \u00e0 for\u00e7a, as agarravam para aplicar a vacina. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m se falava que era um plano governamental de exterm\u00ednio dos mais pobres, pois a vacina os mataria, ou seria usada para controlar suas mentes. Tamb\u00e9m havia os que diziam que a vacina n\u00e3o havia sido testada e que usariam a popula\u00e7\u00e3o como cobaia, listando uma s\u00e9rie de efeitos colaterais tenebrosos que ela poderia causar. Enfim, uma longa lista de teorias da conspira\u00e7\u00e3o sem qualquer fundamento, mas que pegaram entre o povo, considerando que eles j\u00e1 estavam de saco cheio das mudan\u00e7as efetuadas para melhorar a cidade.<\/p>\n<p>No dia seguinte da publica\u00e7\u00e3o dessa lei que tornava obrigat\u00f3ria a vacina o povo come\u00e7ou a ir \u00e0s ruas, com muita indigna\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia. Um grupo come\u00e7ou a discursar contra a vacina e fazer arrua\u00e7a, at\u00e9 que a pol\u00edcia chegou e prendeu os desordeiros. Os demais ficaram enfurecidos e, aos gritos de \u201cMorra a pol\u00edcia! Abaixo a vacina!\u201d e entraram em confronto. Estava armada a confus\u00e3o, que n\u00e3o parou mais e foi escalando. No come\u00e7o, eram paus, pedras e peda\u00e7os de ferro para atacar os policiais, depois a coisa piorou.<\/p>\n<p>Em paralelo, come\u00e7aram a divulgar de forma massiva todo tipo de boato para causar mais medo e resist\u00eancia \u00e0 vacina. Como a vacina era feita de material colhido de vacas, os anti-vacinas da \u00e9poca espalhara, s\u00f3 para citar um, o boato, que que quem se vacinasse ficaria com fei\u00e7\u00f5es bovinas. O medo crescia, enquanto agentes de sa\u00fade entravam \u00e0 for\u00e7a na casa das pessoas e as vacinavam \u00e0 for\u00e7a. Na melhor das hip\u00f3teses, imobilizando-as. Na pior, dando porrada mesmo.<\/p>\n<p>Foi criado um movimento de resist\u00eancia organizada, a Liga Contra a Vacina\u00e7\u00e3o Obrigat\u00f3ria. Os confrontos aumentaram. Agora j\u00e1 estamos falando em tiros, depreda\u00e7\u00e3o e mortes. \u00c9 claro que isso n\u00e3o veio apenas pela quest\u00e3o da vacina, j\u00e1 havia uma insatisfa\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do povo e tamb\u00e9m interesse de diversos grupos em minar a credibilidade e at\u00e9 retirar o Presidente do poder. Grupos opositores financiados por monarquistas (que pretendiam criar desordem para voltar \u00e0 cena pol\u00edtica) foram muito bem pagos para espalhar o medo.<\/p>\n<p>Aos poucos, a cidade foi se transformando em um campo de batalha, com direito at\u00e9 a barricadas. Agora a viol\u00eancia n\u00e3o era apenas contra os policiais, mas tamb\u00e9m contra o patrim\u00f4nio p\u00fablico. Bondes eram depredados e incendiados, tal qual fazem com os \u00f4nibus hoje em dia. Postes eram derrubados, cal\u00e7adas eram quebradas. Delegacias e reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas foram invadidas. O governo chegou a decretar Estado de S\u00edtio, tamanha a confus\u00e3o e viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Not\u00edcias falsas, textos e charges eram publicados em jornais em troca de \u201cdoa\u00e7\u00f5es\u201d generosas a estes meios e causavam medo e alarmismo na popula\u00e7\u00e3o. As pessoas lutavam contra a vacina como quem lutava para salvar a pr\u00f3pria vida. Morrer n\u00e3o era uma op\u00e7\u00e3o t\u00e3o assustadora quanto ver seu filho ficar com fei\u00e7\u00f5es bovinas ou ver sua m\u00e3e se transformar lentamente em uma vaca. As not\u00edcias eram falsas, mas a motiva\u00e7\u00e3o das pessoas era real. Nunca subestime o poder do medo.<\/p>\n<p>A coisa continuava escalando, ent\u00e3o, colocaram o ex\u00e9rcito e a marinha na jogada. No meio da confus\u00e3o, um golpe de estado ganha forma e militares marcham para o Pal\u00e1cio do Catete, para depor o Presidente. H\u00e1 muitos confrontos no caminho. \u00c9 sugerido que o Presidente se refugie em um navio da marinha, mas ele se recusa. Um bombardeio bota um ponto final na tentativa dos rebeldes, que se rendem. <\/p>\n<p>O saldo final, oito dias depois, foi uma trag\u00e9dia, se considerarmos o curto per\u00edodo de tempo e a quantidade de pessoas que habitavam a cidade \u00e0 \u00e9poca: pris\u00e3o de mais de 900 pessoas, 30 mortos, 110 feridos e 461 deporta\u00e7\u00f5es para o Acre (n\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 piada). O governo tamb\u00e9m se comprometeu a reverter temporariamente a obrigatoriedade da vacina, na inten\u00e7\u00e3o de tentar informar \u00e0s pessoas sobre seu mecanismo de funcionamento, para que n\u00e3o gere tanta resist\u00eancia. Mas o estrago j\u00e1 estava feito, para ambos os lados.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o continuava aterrorizada com a vacina. Gra\u00e7as ao pavor generalizado, muito bem implementado por toneladas de not\u00edcias falsas, as pessoas continuaram fugindo da vacina por muito tempo. H\u00e1 quem culpe a trucul\u00eancia do governo na aplica\u00e7\u00e3o das mesmas, mas o medo era anterior. Foi o medo e a desinforma\u00e7\u00e3o que geraram toda essa confus\u00e3o.<\/p>\n<p>O resultado foi previs\u00edvel: naquele ano morreram, oficialmente, 3500 pessoas da doen\u00e7a (extraoficialmente foram muitos mais). Posteriormente, uma nova epidemia de var\u00edola matou mais de 7000 pessoas. A coisa durou tanto que a var\u00edola s\u00f3 foi erradicada do Brasil na d\u00e9cada de 70, ou seja, 40 anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Tem muito historiador que exalta a Revolta da Vacina como uma mostra da for\u00e7a do povo unido. N\u00e3o sei quanta maconha \u00e9 preciso fumar para distorcer as coisas at\u00e9 esse ponto. O dito \u201cpovo unido\u201d era uma massa manipulada pelo medo, por elites que queriam criar o caos para benef\u00edcio pr\u00f3prio, instigando o povo a fazer algo que era ruim para todas as pessoas. Al\u00e9m disso, o povo apanhou feito bicho e se rendeu, ent\u00e3o, mesmo que fosse alguma demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a, falharam miseravelmente.<\/p>\n<p>E, ainda que se queira ver o fim da vacina obrigat\u00f3ria como uma esp\u00e9cie de \u201cvit\u00f3ria\u201d para o povo, n\u00e3o foi. Morreu muita gente por causa da doen\u00e7a, novos surtos vieram, muita gente sofreu de forma desnecess\u00e1ria e o Rio de Janeiro continua a mesma pocilga imunda e infestada de sempre, com urbaniza\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria e saneamento lament\u00e1vel. <\/p>\n<p>Ent\u00e3o, se voc\u00ea quer achar bonito um povo se revoltando, n\u00e3o tem muito valor quando acontece por medo de tomar uma vacina e ficar com fei\u00e7\u00f5es bovinas. Para uma revolta consciente, digna de orgulho, \u00e9 pr\u00e9-requisito que esse povo tenha uma boa base de educa\u00e7\u00e3o, assim o far\u00e3o com propriedade e por vontade pr\u00f3pria, n\u00e3o dando tiro no p\u00e9 e manipulados. Tem que ser muito d\u00e9bil mental para aplaudir o povo sendo usando como massa de manobra para uma causa que o prejudica.<\/p>\n<p>A triste constata\u00e7\u00e3o \u00e9 que o que aconteceu em 1904, pode se repetir com uma nova roupagem no ano que vem. Provavelmente o alcance de not\u00edcias falsas e dessa ind\u00fastria do medo ser\u00e1 muito maior, gra\u00e7as \u00e0s redes sociais. Hoje, cerca de 30% da popula\u00e7\u00e3o, sem qualquer sabotagem, resiste \u00e0 ideia de tomar a vacina contra o coronav\u00edrus. Imagina para onde sobe esse percentual com uma boa campanha difamat\u00f3ria, ainda mais se a vacina mais eficiente for a de origem chinesa.<\/p>\n<p>Mesmo a var\u00edola sendo uma doen\u00e7a apavorante (se voc\u00ea clicou no <a href=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2020\/07\/semana-pandemica-variola\/\" rel=\"noopener noreferrer\" target=\"_blank\">link contido neste texto<\/a> voc\u00ea sabe), com alto cont\u00e1gio e alta letalidade, o medo de not\u00edcias falsas era maior. Quem dir\u00e1 o que pode acontecer se fosse uma doen\u00e7a vista pela popula\u00e7\u00e3o como apenas uma \u201cgripezinha\u201d.<\/p>\n<p>Que a hist\u00f3ria sirva para ensinar algo. \u00c9 inadmiss\u00edvel que, mais de cem anos depois, a popula\u00e7\u00e3o brasileira continue no mesmo patamar de ignor\u00e2ncia, obscurantismo e manipula\u00e7\u00e3o. Talvez a for\u00e7a bruta n\u00e3o seja a resposta. \u00c9 mais prov\u00e1vel que a solu\u00e7\u00e3o esteja no bolso: tira qualquer benef\u00edcio governamental para quem n\u00e3o se vacinar, cobra o dobro de todos os impostos, retira o poder familiar de pais com filhos n\u00e3o vacinados. Alguma coisa dr\u00e1stica precisa ser feita.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que acha necess\u00e1ria a viol\u00eancia f\u00edsica sim, para dizer que ainda se arrepende de ter clicado naquele link que mostra um doente de var\u00edola ou ainda para dizer que \u00e9 injusto dizer que no Brasil nada muda pois certamente as coisas pioram com o passar dos anos: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma doen\u00e7a fora de controle fazendo com que estrangeiros tenham medo de pisar no pa\u00eds, uma infinidade de not\u00edcias falsas desencorajando as pessoas de tomarem vacina, muita gente morrendo de forma desnecess\u00e1ria&#8230; Parece atual? N\u00e3o \u00e9. 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