{"id":17863,"date":"2021-01-06T12:00:26","date_gmt":"2021-01-06T15:00:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=17863"},"modified":"2021-01-06T09:36:57","modified_gmt":"2021-01-06T12:36:57","slug":"patriarcado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2021\/01\/patriarcado\/","title":{"rendered":"Patriarcado?"},"content":{"rendered":"<p>Hoje, sob um alt\u00edssimo risco de acabar bostejando em quatro p\u00e1ginas, vou desenvolver a seguinte ideia: a marcha do mundo moderno rumo \u00e0 igualdade n\u00e3o \u00e9 sobre empoderar mulheres, muito pelo contr\u00e1rio, \u00e9 sobre retirar delas o poder de modelar a sociedade. N\u00e3o \u00e9 uma rebeli\u00e3o contra o homem, e sim contra a mulher. E isso tende a ser ruim para todo mundo.<!--more--><\/p>\n<p>Conhecendo o p\u00fablico do Desfavor, eu aposto que voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 tentando prever para onde eu vou, um pouco pela experi\u00eancia de textos anteriores, mas muito mais pelo o que j\u00e1 pensa sobre o tema. Eu provavelmente vou atacar o feminismo hist\u00e9rico que reclama de banalidades e faz vistas grossas para abusos vindos de classes consideradas marginalizadas. O cl\u00e1ssico de exigir mulheres gordas em propagandas de moda e esquecer que os refugiados que aceitam de bra\u00e7os abertos praticam mutila\u00e7\u00e3o genital feminina&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o era um mau palpite. Mas, eu quero ir mais fundo do que isso. Vamos pensar sobre o tecido social humano: como as pessoas se organizam em comunidades e como as estruturas de poder se formam. Convencionou-se dizer que quase toda nossa hist\u00f3ria foi marcada pelo patriarcado: homens em posi\u00e7\u00f5es de poder e mulheres em segundo plano. E, com raras exce\u00e7\u00f5es, \u00e9 isso que os registros da antiguidade demonstram e ainda nos dias atuais como boa parte do mundo pode ser descrita.<\/p>\n<p>Homens tendem a ter mais posi\u00e7\u00f5es de poder na nossa sociedade. Agora, o que eu quero colocar em d\u00favida aqui \u00e9 qu\u00e3o pr\u00e1tico \u00e9 esse poder. Por tudo o que entendemos desde a pr\u00e9-hist\u00f3ria, os papeis sexuais da humanidade numa comunidade eram bem definidos entre homens e mulheres, eles tentando prover, elas tentando cuidar. N\u00e3o se engane vendo s\u00e9ries como Vikings e achando que mulheres tinham posi\u00e7\u00e3o ativa fora de casa como guerreiras, comerciantes e l\u00edderes, simplesmente n\u00e3o \u00e9 o que os registros apontam; com pouqu\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es, s\u00e3o fabrica\u00e7\u00f5es dos tempos modernos.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o estou falando sobre a capacidade de fazer as coisas, estou apenas mencionando o que se sabe sobre a hist\u00f3ria da nossa esp\u00e9cie. Dizer que homens e mulheres em geral s\u00e3o melhores ou piores numa atividade normalmente \u00e9 terreno arenoso: talvez na m\u00e9dia, mas sempre tem muita gente fora da m\u00e9dia. E \u00e0s vezes \u00e9 complicado definir exatamente porque a m\u00e9dia funciona de um jeito ou de outro, existem muitos fatores, alguns gen\u00e9ticos, mas muitos outros sociais. E a\u00ed, a complexidade explode de tal forma que fica complicado testar as hip\u00f3teses.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que homens s\u00e3o realmente mais indicados para lutar em guerras? Ser\u00e1 que mulheres s\u00e3o realmente melhores em cuidar de crian\u00e7as? Tudo indica que sim, mas ainda n\u00e3o temos resultados em larga escala o suficiente para dizer que o inverso n\u00e3o seria melhor. O ser humano se habituou a fazer as coisas de um jeito, provavelmente o jeito mais f\u00e1cil, j\u00e1 que essa costuma ser a regra de ouro da natureza.<\/p>\n<p>E \u00e9 aqui que eu volto para o ponto da praticidade desse poder masculino definido pelo patriarcado. Por um lado ter as estruturas de poder ao seu dispor faz muita diferen\u00e7a sim, mas por outro, gera uma carga de responsabilidades igualmente diferenciada. Pense no seguinte: decidir como sua fam\u00edlia vai usar os recursos do dia a dia te coloca sob uma press\u00e3o totalmente diferente de decidir como todas as fam\u00edlias da sua regi\u00e3o v\u00e3o utilizar as reservas de gr\u00e3os da vila. Bobagem discutir o que \u00e9 mais importante, mas \u00e9 essencial perceber a diferen\u00e7a fundamental.<\/p>\n<p>E nem precisa poluir a mente com guerra dos sexos aqui: imagine o grupo A, que age em escala mais familiar, e o grupo B, que age numa escala comunit\u00e1ria. O grupo A conhece as pessoas com as quais convive, tem la\u00e7os poderosos de afeto com elas, mas at\u00e9 por isso acaba enxergando pouco do que acontece fora desse n\u00facleo familiar. O grupo B lida com gente que n\u00e3o conhece e entende muito bem, quase sempre completos desconhecidos com ideias e desejos opacos para observadores externos. Isso infelizmente ocupa a pessoa de tal forma que tamb\u00e9m a torna meio cega ao seu pr\u00f3prio n\u00facleo familiar.<\/p>\n<p>O grupo A toma decis\u00f5es mais bem informadas sobre pessoas que tendem a aceitar suas escolhas e perdoar seus erros. O grupo B toma decis\u00f5es mais frias e t\u00e9cnicas, com uma chance muito maior de desagradar, mesmo quando n\u00e3o cometem erros (e cometem muitos erros). Se voc\u00ea tivesse que escolher entre grupo A e grupo B para ter ferramentas de controle sobre outras pessoas, qual deles parece mais necessitado? Se voc\u00ea tivesse que fornecer uma educa\u00e7\u00e3o mais robusta para um grupo em detrimento do outro, qual seria o grupo que mais parece tirar proveito disso?<\/p>\n<p>O grupo B, n\u00e3o? Trabalham com uma margem de erro muito menor por n\u00e3o terem la\u00e7os afetivos com a maioria dos impactados por suas decis\u00f5es, por isso dependem de um n\u00edvel superior de poder para sobreviver. E como suas decis\u00f5es s\u00e3o mais abrangentes, a capacidade t\u00e9cnica para suas fun\u00e7\u00f5es precisa ser muito maior. O grupo A \u00e9 essencial para manter as fam\u00edlias vi\u00e1veis e por consequ\u00eancia permitir a exist\u00eancia da comunidade, e \u00e9 a\u00ed que entra o grupo B, que muda seu foco para fora de casa para dar conta das in\u00fameras dificuldades que surgem a partir desse desenvolvimento social.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m tinha que sair de casa, e pareceu mais \u00f3bvio colocar o homem nessa fun\u00e7\u00e3o. Afinal, eles j\u00e1 tinham uma fun\u00e7\u00e3o muito mais externa antes disso. Essa sim altamente influenciada por quest\u00f5es gen\u00e9ticas. C\u00e9rebro para tomar decis\u00f5es t\u00e9cnicas e at\u00e9 mesmo frieza para as escolhas dif\u00edceis as mulheres t\u00eam, mas quando a quest\u00e3o era basicamente sobreviver com ca\u00e7a, coleta e enfrentamento de predadores e\/ou advers\u00e1rios o tempo todo, os m\u00fasculos extras realmente faziam a diferen\u00e7a. Depois de muitos milhares de anos, a humanidade acabou muito mais especializada: mulheres excelentes em manter coes\u00e3o social e cuidar dos mais novos, homens excelentes em enfrentar perigos e desenvolver estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Era \u00f3bvio que colocar o ser humano moldado a ferro e fogo pela evolu\u00e7\u00e3o numa casa do lado de um planta\u00e7\u00e3o n\u00e3o ia mudar toda essa l\u00f3gica. Quem j\u00e1 era bom em tocar a unidade familiar continuou fazendo, quem tinha maior potencial de gerir as coisas fora dela foi se especializando tamb\u00e9m. Homens e mulheres sempre trabalharam horrores, muitas vezes na mesma fun\u00e7\u00e3o. O ponto nunca foi sobre quem se esfor\u00e7ou mais, e sim para onde esse esfor\u00e7o estava apontado. Pra dentro de casa ou pra fora de casa.<\/p>\n<p>Leitores e leitoras mais inquisitivos podem estar come\u00e7ando a preparar uma bateria de \u201cquem disse?\u201d em cima do meu argumento. \u201cQuem disse que homem precisa fazer uma coisa e mulher a outra?\u201d, \u201cquem disse que precisamos levar isso em considera\u00e7\u00e3o no s\u00e9culo XXI?\u201d e muitos outros. Quest\u00f5es v\u00e1lidas, claro. Mas, o meu ponto n\u00e3o \u00e9 um apelo \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o ou uma exig\u00eancia da manuten\u00e7\u00e3o de pap\u00e9is sexuais milenares. \u00c9 uma an\u00e1lise sobre o que isso fez com a humanidade e sobre como isso se desenrola a partir daqui.<\/p>\n<p>Eu estou montando o meu argumento com as seguintes bases: esses pap\u00e9is sexuais cl\u00e1ssicos n\u00e3o s\u00e3o uma inven\u00e7\u00e3o aleat\u00f3ria e sim um resultado previs\u00edvel da evolu\u00e7\u00e3o humana, e tamb\u00e9m que muito do que se chama de patriarcado atualmente s\u00e3o as ferramentas que permitiram que homens mudassem sua especializa\u00e7\u00e3o durante essa evolu\u00e7\u00e3o. Esse era o pre\u00e7o do poder. Pre\u00e7o que durante muitos e muitos s\u00e9culos, mulheres n\u00e3o precisaram pagar. A especializa\u00e7\u00e3o em manter n\u00facleos familiares vem com \u00f4nus e b\u00f4nus.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a gen\u00e9tica entre curiosidade e capacidade intelectual (\u00f3bvia) entre homens e mulheres, em tese elas poderiam ter seguido esse caminho para fora de casa tamb\u00e9m, especialmente depois do aperfei\u00e7oamento do Estado para proteg\u00ea-las da lei da selva. Mas, elas n\u00e3o o fizeram. Ficaram em casa. E aqui, voc\u00ea pode enxergar as coisas por dois caminhos: no primeiro, os homens usaram de viol\u00eancia (f\u00edsica e psicol\u00f3gica) para prend\u00ea-las dentro de casa, como parece ser a vis\u00e3o mais comum entre as pessoas da era moderna. Mas existe outro \u00e2ngulo:<\/p>\n<p>As mulheres expulsaram os homens de dentro de casa porque era a posi\u00e7\u00e3o mais vantajosa e elas j\u00e1 tinham muito mais experi\u00eancia (e vantagens evolutivas) para fazer esse servi\u00e7o. Pense comigo: entre sair de casa para enfrentar estranhos, muitas vezes em guerras ou ficar em casa para cuidar da sua fam\u00edlia, o que gera a maior chance de sobreviv\u00eancia? O que gera o maior conforto no longo prazo? Trocar espadadas com inimigos raivosos ou cuidar de galinhas e crian\u00e7as? S\u00f3 homem mesmo para achar bacana arriscar a vida ou viver sob press\u00e3o de desconhecidos sem nenhum la\u00e7o afetivo com voc\u00ea. \u00c9 \u00f3bvio que a posi\u00e7\u00e3o mais valiosa nessa dicotomia de sexos da humanidade \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o de ficar em casa.<\/p>\n<p>O ponto de vista masculino, que eventualmente domina toda a nossa cultura (quem estava fora de casa fazendo essas coisas?), diz que enfrentar perigos desnecess\u00e1rios ou ter um carreira de muito prest\u00edgio com estranhos \u00e9 sempre o objetivo mais valioso. Ser\u00e1 que \u00e9 mesmo? Ser\u00e1 que ser a dona de uma casa e ter todos os membros da fam\u00edlia e comunidade mais pr\u00f3xima vivendo sob sua influ\u00eancia, tudo isso protegida de v\u00e1rios perigos da mundo externo, n\u00e3o \u00e9 algo que vale pelo menos tanto quanto?<\/p>\n<p>E a\u00ed, a d\u00favida central deste texto: ser\u00e1 que o feminismo moderno n\u00e3o \u00e9 baseado no que os homens acham melhor? Um dos erros mais comuns ao analisar a hist\u00f3ria da humanidade \u00e9 achar que as pessoas eram idiotas. Mulheres n\u00e3o eram imbecis passivas por milhares de anos e s\u00f3 passaram a usar o c\u00e9rebro depois que uma queimou um suti\u00e3. Foram milhares de anos vivendo nesse mundo, analisando a cada gera\u00e7\u00e3o o que era mais vantajoso. N\u00e3o d\u00e1 para tocar a humanidade sem as mulheres, \u00e9 literalmente imposs\u00edvel avan\u00e7ar a civiliza\u00e7\u00e3o sem a coopera\u00e7\u00e3o quase que total delas. Se a nossa hist\u00f3ria fosse apenas opress\u00e3o sem nenhuma contraparte para elas, voc\u00ea n\u00e3o conseguia segurar uma vila funcionando, quanto mais um pa\u00eds. Quando as casas come\u00e7am a se desfazer, a comunidade vai junto.<\/p>\n<p>Alguma coisa quebrou esse pacto entre os sexos, especialmente nas \u00faltimas d\u00e9cadas. O valor de ser a dona de uma casa ficou menor. E a\u00ed, parece uma conjuntura de fatores: a vida nas cidades come\u00e7a a tornar imposs\u00edvel o foco no n\u00facleo familiar, o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o acaba demonstrando que na pr\u00e1tica a mulher consegue sim fazer fun\u00e7\u00f5es consideradas masculinas, e muito provavelmente tantos e tantos anos de ind\u00fastria cultural valorizando as caracter\u00edsticas do \u201cgrupo B\u201d tenham finalmente surtido efeito.<\/p>\n<p>Acabamos com uma ideia bem paradoxal: o feminismo \u00e9 a revolu\u00e7\u00e3o contra a mulher. Coloca num pedestal valores historicamente masculinos e rejeita o que sempre foi uma identidade feminina como algo inferior. Eu juro que n\u00e3o quero fazer uma provoca\u00e7\u00e3o, mas a conclus\u00e3o \u00e9 que feminismo \u00e9 uma teoria de supremacia masculina. \u201cPara ser uma mulher de valor, seja um homem\u201d.<\/p>\n<p>Mas&#8230; nem tanto. Isso sim \u00e9 uma provoca\u00e7\u00e3o: enquanto as mulheres tiverem direito ao voto, nunca teremos alistamento militar obrigat\u00f3rio para elas. Resqu\u00edcios da parte esperta que h\u00e1 alguns mil\u00eanios mandou o homem ir ca\u00e7ar alguma coisa e parar de encher a paci\u00eancia na casa dela. A quest\u00e3o aqui \u00e9 que o patriarcado tem um pre\u00e7o para os homens: as vantagens recebidas eram compat\u00edveis com as dificuldades encontradas. As mulheres da antiguidade sabiam que nada viria de gra\u00e7a: quem estivesse fora de casa teria oportunidades enormes, mas correria riscos equivalentes. Para cada b\u00f4nus, um \u00f4nus. Essa coisa de n\u00e3o querer encarar os problemas decorrentes de um novo papel social sugere que n\u00e3o foi algo realmente planejado por elas.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que isso n\u00e3o se resolve s\u00f3 com igualdade. Essa identidade hist\u00f3rica masculina pode at\u00e9 ter caducado como exclusivamente masculina, mas ainda n\u00e3o foi definida para as mulheres. O quanto elas est\u00e3o escolhendo agir dessa forma e o quanto \u00e9 uma enorme confus\u00e3o causada pelo mundo moderno? O homem abra\u00e7ou a ideia de ser coadjuvante do lar e correr riscos cada vez maiores, havia uma predisposi\u00e7\u00e3o. Mas vendo todos esses problemas de mulheres infelizes com essa vida \u201cfora de casa\u201d, parece que foram enganadas. Acharam que teriam as vantagens da escolha antiga com as vantagens da nova escolha. Ou pior: n\u00e3o foram avisadas que estavam fazendo uma escolha diferente de seus antepassados. Ali\u00e1s, posso pensar em algo pior: n\u00e3o era uma escolha. A economia moldou as coisas de tal forma que o papel feminino cl\u00e1ssico n\u00e3o podia mais se sustentar.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o deixa eu voltar para redefinir aquela frase sobre o feminismo: o feminismo \u00e9 a adapta\u00e7\u00e3o da mulher a um mundo que ficou sem lugar para ela. O patriarcado n\u00e3o vai cair porque as mulheres n\u00e3o o querem mais, vai cair porque elas n\u00e3o conseguem mais sustent\u00e1-lo. Era a \u00fanica coisa que mantinha uma divis\u00e3o e permitia uma escolha. Matriarcado s\u00f3 seria uma invers\u00e3o de grupo A com grupo B.<\/p>\n<p>Quando a escolha acaba e voc\u00ea v\u00ea uma sociedade de mulheres focadas em trabalho, lideran\u00e7a e at\u00e9 mesmo defeitos masculinos cl\u00e1ssicos como promiscuidade e desapego \u00e0 pr\u00f3pria integridade f\u00edsica, d\u00e1 a impress\u00e3o que dos dois modelos de pap\u00e9is sexuais, o historicamente masculino venceu por unanimidade. Eu acho que tem algo de muito errado a\u00ed que j\u00e1 est\u00e1 influenciando as novas gera\u00e7\u00f5es&#8230; o Estado vai ter que segurar a bronca de n\u00facleos familiares cada vez mais fracos. N\u00e3o sei se vai ser algo muito natural para uma sociedade cada vez mais \u201cmasculinizada\u201d.<\/p>\n<p>Veremos.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que foi um jeito criativo de dizer que queria uma mulher para lavar minhas cuecas, para dizer que seu sexo sofre mais ou menos que o outro, ou mesmo para dizer que o futuro \u00e9 aquela cor marrom que aparece quando se mistura todas as tintas: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje, sob um alt\u00edssimo risco de acabar bostejando em quatro p\u00e1ginas, vou desenvolver a seguinte ideia: a marcha do mundo moderno rumo \u00e0 igualdade n\u00e3o \u00e9 sobre empoderar mulheres, muito pelo contr\u00e1rio, \u00e9 sobre retirar delas o poder de modelar a sociedade. N\u00e3o \u00e9 uma rebeli\u00e3o contra o homem, e sim contra a mulher. 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