{"id":18463,"date":"2021-05-22T14:15:17","date_gmt":"2021-05-22T17:15:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=18463"},"modified":"2021-05-22T14:15:17","modified_gmt":"2021-05-22T17:15:17","slug":"doenca-da-globalizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2021\/05\/doenca-da-globalizacao\/","title":{"rendered":"Doen\u00e7a da globaliza\u00e7\u00e3o."},"content":{"rendered":"<div class=\"uk-card uk-card-body uk-card-default\">\n<p>A cepa indiana (B.1.617.2) do coronav\u00edrus chegou ao Brasil. Os casos foram confirmados pela Secretaria de Sa\u00fade do Maranh\u00e3o por meio de entrevista coletiva \u00e0 imprensa. (&#8230;) O v\u00edrus estava na tripula\u00e7\u00e3o a bordo do navio Shandong da Zhi, que veio da \u00c1frica do Sul e foi fretado pela Vale para entregar min\u00e9rio de ferro em S\u00e3o Lu\u00eds. <a class=\"uk-button uk-button-text\" href=\"https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/cepa-indiana-do-coronavirus-chega-ao-brasil-a-variante-e-mais-transmissivel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">LINK<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p>Ou o mundo aceita que as coisas mudaram de vez, ou a vacina pode n\u00e3o ser o suficiente&#8230; <strong>Desfavor da Semana<\/strong>.<\/p>\n<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SALLY<\/span><\/h4>\n<p>A variante indiana, aquela que a OMS classifica como \u201cdigna de preocupa\u00e7\u00e3o global\u201d chegou ao Brasil. Seis tripulantes de um navio que chegou ao Maranh\u00e3o vindo da Mal\u00e1sia foram identificados com variante: um deles est\u00e1 internado em hospital de S\u00e3o Lu\u00eds, e os demais est\u00e3o na embarca\u00e7\u00e3o, em alto mar. O que est\u00e1 internado chegou a ter contato com mais de cem pessoas. E, acredite, por pior que seja essa not\u00edcia, ela n\u00e3o \u00e9 o Desfavor da Semana, \u00e9 apenas o fio condutor para ele.<\/p>\n<p>Desde o come\u00e7o da pandemia n\u00f3s batemos na tecla de desenvolver uma vacina \u00e9 apenas um primeiro passo para come\u00e7ar a controlar uma pandemia. A log\u00edstica de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o para 8 bilh\u00f5es de pessoas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e pode n\u00e3o ser r\u00e1pida o bastante para imunizar a todos antes que surja uma variante que aprenda como escapar a essa vacina, recontaminando o mundo todo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, mesmo com vacinas, o mundo deveria estar tomando uma s\u00e9rie de cuidados que n\u00e3o parecem estar sendo tomados. Hoje tem vacina, mas, amanh\u00e3, essa vacina pode n\u00e3o ter serventia e voltamos para a estaca zero, com variante de covid matando milh\u00f5es. N\u00e3o d\u00e1 para apostar todas as fichas na vacina, o mundo precisa fazer a sua parte para que a vacina continue eficiente, e um dos deveres de casa \u00e9 parar de criar variantes e intercambi\u00e1-las entre pa\u00edses.<\/p>\n<p>Para isso, muita coisa tem que mudar. A din\u00e2mica de mundo como o conhecemos tem que mudar. Desde turismo at\u00e9 com\u00e9rcio, tudo ter\u00e1 que ser repensado de modo a assegurar o tempo que a humanidade precisa para vacinar toda a popula\u00e7\u00e3o. O contato humano deve ser reduzido ao m\u00e1ximo em todos os setores. Novas estrat\u00e9gias precisam ser pensadas, caso contr\u00e1rio, podemos jogar no lixo a vacina que temos.<\/p>\n<p>E o Brasil mais que ningu\u00e9m deveria estar ciente disso, j\u00e1 que se acha uma grande pot\u00eancia vacinadora, mas na verdade vacina mal pra caralho. Se continuar nesse ritmo e vacina\u00e7\u00e3o, adultos sem comorbidade s\u00f3 tomam vacina em 2023, ou seja, s\u00e3o mais dois anos de brazuca bundeando na rua e fazendo surgir novas variantes. Quais as chances de n\u00e3o dar merda?<\/p>\n<p>Novamente vamos repetir o que dissemos em mar\u00e7o de 2020: a vida n\u00e3o vai mais ser igual, n\u00e3o d\u00e1 para pensar que vamos retomar o que era antes da pandemia. Din\u00e2micas ter\u00e3o que mudar, processos ter\u00e3o que mudar, precisamos nos adaptar a uma nova realidade mais restritiva se quisermos chegar at\u00e9 o final dessa maratona que \u00e9 vacinar todo o planeta.<\/p>\n<p>Com\u00e9rcio como \u00e9 feito hoje \u00e9 invi\u00e1vel. Podemos discutir infinitas op\u00e7\u00f5es, a quest\u00e3o \u00e9 que entregar mercadoria comprada no pa\u00eds do outro \u00e9 pedir para intercambiar variantes. N\u00e3o adianta medir temperatura dos funcion\u00e1rios, n\u00e3o adianta PCR, n\u00e3o adianta nada que n\u00e3o seja cortar o contato humano no com\u00e9rcio. Cria pontos de armazenagem, deixa a mercadoria ali e o pa\u00eds que comprou vai buscar, sei l\u00e1, inventa um novo sistema. O atual \u00e9 invi\u00e1vel.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, ningu\u00e9m parece estar pensando nisso. Isso n\u00e3o \u00e9 nem ao menos uma quest\u00e3o. O mundo est\u00e1 confiando que se tem vacina vai ficar tudo bem \u2013 e isso pode n\u00e3o ser verdade. O mundo n\u00e3o est\u00e1 fazendo a sua parte para assegurar que d\u00ea tempo de todos se vacinarem antes do coronav\u00edrus aprender a escapar das vacinas. E, quando se ignora a realidade, a realidade se vinga e se faz mais presente do que nunca.<\/p>\n<p>Um exemplo bobo, mas que diz muito sobre o que estamos falando: ante a recusa em suspender o futebol, o time argentino River Plate foi obrigado a jogar a Libertadores mesmo ap\u00f3s um surto de covid-19 que contaminou 20 jogadores. Resultado: teve que entrar em campo com dez jogadores (um deles com bra\u00e7o quebrado) e sem goleiro (pegaram um meio de campo e colocaram o infeliz no gol).<\/p>\n<p>N\u00e3o d\u00e1 para manter futebol ou qualquer esporte de contato \u201ccom todos os protocolos de seguran\u00e7a\u201d. J\u00e1 ficou claro que \u201ctodos os protocolos de seguran\u00e7a\u201d n\u00e3o protegem. N\u00e3o d\u00e1 para querer manter o antigo normal \u00e0 for\u00e7a, n\u00e3o tem erro pior do que ignorar a realidade. Quanto mais insistirem, pior vai ficar. Vamos ter que reinventar o com\u00e9rcio, reinventar o lazer, reinventar tudo que demande contato humano. E precisamos come\u00e7ar a falar sobre isso j\u00e1.<\/p>\n<p>Vai ser dif\u00edcil e trabalhoso, mas o que mais me assusta \u00e9 que ainda n\u00e3o tem ningu\u00e9m falando nisso. T\u00e1 todo mundo bobo-alegre esperan\u00e7oso que a vacina traga de volta o antigo normal, sem perceber que a humanidade falhou na log\u00edstica e j\u00e1 se percebe que existe o risco de n\u00e3o conseguir vacinar todo mundo antes de acontecer uma desgra\u00e7a. Enquanto o mundo todo n\u00e3o estiver vacinado, n\u00e3o d\u00e1 para se comportar \u201cno antigo normal\u201d apenas \u201cpor ter vacina\u201d.<\/p>\n<p>E manter o com\u00e9rcio com contato humano ou insistir em esportes de contato, n\u00e3o importa quanto a realidade mostre que d\u00e1 merda, s\u00e3o apenas alguns exemplos. A maior parte das pessoas, em sua vida cotidiana, est\u00e1 fazendo alguma cagada com essa mentalidade de \u201cah mas tem vacina\u201d. <\/p>\n<p>Tem promessa de vacina, que pode demorar anos para virar realidade. E nesse meio tempo, pode acontecer algo que neutralize essas vacinas e nos fa\u00e7a voltar \u00e0 estaca zero: uma pandemia sem vacinas para o v\u00edrus que est\u00e1 circulando. Mesmo quem est\u00e1 vacinado pode perder o que conquistou: ter\u00e1 uma imunidade que n\u00e3o serve para nada e poder\u00e1 ser atacado e morto por uma nova variante.<\/p>\n<p>Isso precisa ser falado, precisa ser discutido, precisa virar uma quest\u00e3o. N\u00e3o estamos tomando os cuidados necess\u00e1rios para dar a vida \u00fatil suficiente a essa vacina. Estamos jogando dados com a nossa sobreviv\u00eancia. Estamos jogando dados com 8 bilh\u00f5es de vidas. O mundo precisa aprender a antever problemas e tentar evit\u00e1-los em vez de ficar remendando desgra\u00e7a consolidada.<\/p>\n<p>N\u00e3o acabou, e dessa vez n\u00e3o estamos falando s\u00f3 do Brasil, estamos falando do mundo. N\u00e3o ganhamos essa guerra, apenas compramos uma arma que nos d\u00e1 uma vantagem&#8230; mas pode ser que ela s\u00f3 seja entregue em 2023. E, se der merda, mesmo quem j\u00e1 tem a arma a perde. Tem certeza de que quer sair por a\u00ed desarmado com o inimigo circulando pela rua? Tem certeza de que quer se portar de modo a anular todas as armas que foram distribu\u00eddas?<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que ningu\u00e9m vai discutir nada at\u00e9 dar merda, para dizer que precisa do conforto de acreditar que est\u00e1 tudo bem pois \u201ctem vacina\u201d ou ainda para lamentar que voltamos a esse tema deprimente: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a> <\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SOMIR<\/span><\/h4>\n<p>Em n\u00fameros absolutos, a gripe espanhola do s\u00e9culo passado ainda \u00e9 a pandemia mais mortal devidamente registrada. Mas em 1918, por mais que o mundo j\u00e1 experimentasse alguns avan\u00e7os no transporte e na comunica\u00e7\u00e3o, ainda \u00e9ramos muito mais isolados. Boa parte das pessoas n\u00e3o tinha muito contato com o resto do mundo, ali\u00e1s, nem mesmo com outras regi\u00f5es do pr\u00f3prio pa\u00eds.<\/p>\n<p>Naquele tempo, quarentenas pontuais conseguiam controlar a dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, e dado algum tempo, era poss\u00edvel ir erradicando a doen\u00e7a de forma assim\u00e9trica: uma regi\u00e3o ficava sob controle, depois outra, e assim por diante. Mesmo assim, estima-se que um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o mundial tenha se contaminado. Milh\u00f5es pereceram, mas o tempo deu conta da pandemia.<\/p>\n<p>Em 2021, \u00e9 bem prov\u00e1vel que as condi\u00e7\u00f5es do mundo n\u00e3o permitam um desfecho parecido. N\u00e3o s\u00f3 o coronav\u00edrus \u00e9 diferente do Influenza, mas o grau de comunica\u00e7\u00e3o entre os diferentes povos e continentes do mundo tamb\u00e9m. Chegou no Brasil uma variante indiana num navio chin\u00eas que veio da \u00c1frica do Sul!<\/p>\n<p>Todos os dias, o com\u00e9rcio mundial coloca em contato os quatro cantos do mundo, e em cada um deles, a situa\u00e7\u00e3o da pandemia est\u00e1 diferente. Tanto na gravidade moment\u00e2nea como na resposta governamental. Nunca foi t\u00e3o barato viajar mundo afora, e basta olhar ao seu redor para entender como toda nossa economia gira ao redor dessa interconex\u00e3o entre mercados. Boa parte dos bens de consumo que temos s\u00e3o resultado dos esfor\u00e7os de diversos pa\u00edses.<\/p>\n<p>E \u00e9 nesse contexto que temos que analisar o futuro dessa pandemia: sim, as vacinas s\u00e3o nossa arma mais poderosa, mas elas est\u00e3o sendo distribu\u00eddas e aplicadas de forma muito diferente de acordo com a regi\u00e3o. E n\u00e3o precisa ir muito longe para perceber isso: aqui mesmo no Brasil est\u00e1 tudo indo a passo de tartaruga, mesmo quem quer se vacinar (porque tem esse problema tamb\u00e9m) n\u00e3o consegue ainda.<\/p>\n<p>E com exce\u00e7\u00e3o de pa\u00edses mais bem organizados, a maioria ainda est\u00e1 sofrendo para conseguir receber e aplicar as vacinas. Claro, melhores que o pa\u00eds governando por um antivacina de Facebook que nem o Brasil, mas mesmo assim com dificuldades. Vamos ter algumas diferen\u00e7as s\u00e9rias em cobertura vacinal nos pr\u00f3ximos meses, e talvez anos.<\/p>\n<p>Mas ir por esse caminho n\u00e3o \u00e9 uma boa propaganda para os governos. Tanto que os EUA assumiram um risco dos grandes dizendo que quem tomar vacina n\u00e3o precisa mais de m\u00e1scara. Dizer que a vacina resolveu o problema ajuda a animar a popula\u00e7\u00e3o e reaquecer a economia, mas ainda \u00e9 uma aposta, especialmente num pa\u00eds com tantas conex\u00f5es globais como os Estados Unidos.<\/p>\n<p>O que dizer ent\u00e3o do Brasil, que est\u00e1 tentando usar a mesma l\u00f3gica de \u201cfim de pandemia\u201d antes mesmo de ter as vacinas para aplicar? Eu realmente acho que os EUA est\u00e3o fazendo uma besteira, mas pelo menos eles est\u00e3o com sobra de vacina. Isso tem toda a cara de terceira onda, mas as pessoas est\u00e3o fingindo que est\u00e1 quase acabando.<\/p>\n<p>Vacina n\u00e3o \u00e9 tratamento, vacina \u00e9 preven\u00e7\u00e3o. As pessoas t\u00eam que estar imunizadas antes de pegar a doen\u00e7a. E isso s\u00f3 funciona direito se boa parte dos 8 bilh\u00f5es de humanos estiverem protegidos. Se uma minoria (rica ou bem conectada) conseguir se vacinar e o resto da popula\u00e7\u00e3o continuar exposta ao v\u00edrus, a chance de uma variante passar por cima da vacina aumenta a cada dia.<\/p>\n<p>Os benef\u00edcios de ter vacinado sua popula\u00e7\u00e3o podem ser de curto prazo, ou talvez at\u00e9 pior: virarem um ciclo vicioso de imuniza\u00e7\u00e3o para a variante da vez. Parece papo de obra de fic\u00e7\u00e3o dist\u00f3pica, mas pode acontecer de verdade: uma parte da popula\u00e7\u00e3o sempre vai estar vacinada contra as novas variantes, e a maioria sempre vai estar uma ou duas vacinas atr\u00e1s, se \u00e9 que conseguir ter acesso a uma delas. Esse povo largado \u00e0 pr\u00f3pria sorte mantem o ciclo desenvolvendo novas variantes, o que deixa as empresas produtoras num processo intermin\u00e1vel (e lucrativo) de atualizar seus imunizantes para quem pode pagar.<\/p>\n<p>E isso pode acontecer pelas caracter\u00edsticas do mundo no qual vivemos: o com\u00e9rcio internacional \u00e9 grande demais para parar, boa parte do mundo j\u00e1 se acostumou com n\u00e3o produzir tudo o que consome. \u00c9 s\u00f3 um exemplo, n\u00e3o terrorismo: um dos primeiros grandes colapsos da humanidade, o da Era do Bronze, foi baseado numa s\u00e9rie de problemas que cortaram o com\u00e9rcio entre grandes na\u00e7\u00f5es no Oriente M\u00e9dio e pegaram todos esses reinos de cal\u00e7as curtas sem capacidade de sobreviver isolados.<\/p>\n<p>Estou dizendo que nem \u00e9 novidade, a humanidade j\u00e1 passou por essas situa\u00e7\u00f5es. Mas no s\u00e9culo XXI, o mundo todo \u00e9 muito interdependente. N\u00e3o sabemos mais funcionar em isolamento. Por isso, h\u00e1 uma ideia assustadora a se considerar: enquanto a maioria absoluta dos pa\u00edses n\u00e3o conseguir controlar a pandemia, ningu\u00e9m vai estar seguro de verdade, nem mesmo vacinado.<\/p>\n<p>N\u00e3o d\u00e1 pra fechar a \u00cdndia, ou mesmo o Brasil. Enquanto um pa\u00eds com muitas conex\u00f5es com o com\u00e9rcio internacional estiver sofrendo com o coronav\u00edrus, estamos jogando dados e torcendo para a natureza n\u00e3o criar seguidas variantes resistentes \u00e0 vacina. E historicamente, n\u00e3o \u00e9 uma boa ideia apostar contra a natureza. N\u00e3o s\u00f3 precisamos de um esfor\u00e7o global para espetar o bra\u00e7o de todo mundo o mais r\u00e1pido poss\u00edvel, precisamos aceitar que o modelo de globaliza\u00e7\u00e3o que temos agora n\u00e3o foi planejado para uma grande pandemia.<\/p>\n<p>Na gripe espanhola eles n\u00e3o tinham internet. Agora temos. Eles n\u00e3o tinham rob\u00f4s e mecaniza\u00e7\u00e3o em massa, n\u00f3s temos. Infelizmente, ainda \u00e9 mais barato colocar em risco a vida dos mais pobres do que modificar a l\u00f3gica do com\u00e9rcio global, mas pode ser que em poucos anos, n\u00e3o seja mais&#8230; espero que n\u00e3o precisemos chegar nesse ponto.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que a variante indiana te transforma em vaca, para dizer que as elites criaram o v\u00edrus para acabar com o mercado que usam para ganhar dinheiro, ou mesmo para dizer que morrer n\u00e3o parece mais uma ideia t\u00e3o ruim: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cepa indiana (B.1.617.2) do coronav\u00edrus chegou ao Brasil. Os casos foram confirmados pela Secretaria de Sa\u00fade do Maranh\u00e3o por meio de entrevista coletiva \u00e0 imprensa. 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