{"id":19207,"date":"2021-11-26T12:34:47","date_gmt":"2021-11-26T15:34:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=19207"},"modified":"2021-11-26T12:36:25","modified_gmt":"2021-11-26T15:36:25","slug":"13-anos-de-virtualizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2021\/11\/13-anos-de-virtualizacao\/","title":{"rendered":"13 anos de&#8230; virtualiza\u00e7\u00e3o."},"content":{"rendered":"<p>A palavra \u201cvirtual\u201d vem do latim, ou seja, tem uma longa hist\u00f3ria. De forma bem simplificada, sua origem significava a capacidade de fazer alguma coisa. O passar dos s\u00e9culos (e mil\u00eanios) foi transformando a nossa no\u00e7\u00e3o sobre ela para algo simulado por computadores. N\u00e3o deixa de ser o poder de realizar uma tarefa, mas atualmente \u00e9 algo mais conectado com o conceito de simula\u00e7\u00e3o: ao inv\u00e9s da coisa real, uma imita\u00e7\u00e3o. Mas at\u00e9 onde vai a nossa capacidade de diferenciar isso?<!--more--><\/p>\n<p>O assunto esquentou nas \u00faltimas semanas com a vis\u00e3o do criador do Facebook com o lan\u00e7amento da nova marca da sua empresa, a Meta. Zuckerberg quer ser o pioneiro do metaverso, mas se fizermos uma an\u00e1lise do que aconteceu nos \u00faltimos 13 anos, a ideia n\u00e3o parece t\u00e3o inovadora assim. A linha entre real e virtual est\u00e1 ficando cada vez mais borrada.<\/p>\n<p>E ao contr\u00e1rio do que se esperaria com as ideias de futurismo que t\u00ednhamos em d\u00e9cadas passadas, n\u00e3o foi exatamente o entretenimento puramente escapista que criou esse avan\u00e7o rumo \u00e0 virtualiza\u00e7\u00e3o, na verdade, foram as rela\u00e7\u00f5es humanas que puxaram esse trem. Pouca gente tem os equipamentos necess\u00e1rios para fazer uso de realidade virtual imersiva, e \u00e9 prov\u00e1vel que continuem fora da capacidade de consumo da maioria da popula\u00e7\u00e3o humana por muito tempo ainda.<\/p>\n<p>Mas quem disse que precisamos de \u00f3culos especiais para virtualizar nossa rela\u00e7\u00e3o com a realidade? Uma parcela consider\u00e1vel da humanidade tem acesso \u00e0 internet e o conceito de relacionamentos baseados nela se popularizou imensamente desde 2008, quando come\u00e7amos o Desfavor. Naquele tempo, a rela\u00e7\u00e3o que eu tinha com a Sally \u2013 iniciada na internet entre duas pessoas que viviam muito distantes \u2013 era algo meio complicado de explicar para as pessoas ao nosso redor.<\/p>\n<p>Hoje em dia \u00e9 comum fazer amizades e at\u00e9 mesmo come\u00e7ar namoros pela internet. Sem olho no olho, sem conviv\u00eancia f\u00edsica. Hoje em dia ningu\u00e9m mais levanta uma sobrancelha se voc\u00ea falar que tem alguma rela\u00e7\u00e3o pela internet. A coisa avan\u00e7ou nesse sentido de tal forma que nem mais rela\u00e7\u00f5es amorosas de longa dura\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia parecem estranhas. O ser humano percebeu que a internet pode ser uma ferramenta de conex\u00e3o, e como toda ferramenta, pode ser usada de diversas formas.<\/p>\n<p>Percebam que n\u00e3o tem ju\u00edzo de valor aqui, n\u00e3o estou nem dizendo que \u00e9 mais ou menos saud\u00e1vel manter rela\u00e7\u00f5es pela internet, apenas que a possibilidade se abriu e muita gente se acostumou com ela nesses \u00faltimos 13 anos. Eu j\u00e1 tinha me aprofundado nisso em outro texto, mas vou resumir aqui: pela forma como o c\u00e9rebro humano funciona, rela\u00e7\u00f5es com outras pessoas n\u00e3o deixam de ser virtuais. Voc\u00ea tem que criar a pessoa dentro do seu c\u00e9rebro para interagir com ela. \u00c9 assim que o c\u00e9rebro faz desde que voc\u00ea nasceu, afinal, n\u00e3o fosse isso, voc\u00ea jamais conseguiria prever o que outra pessoa vai fazer. Tem uma c\u00f3pia de cada pessoa que voc\u00ea conhece dentro da sua cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>A virtualiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 algo estranho \u00e0s nossas mentes. E eu prevejo que estamos apenas engatinhando nesse caminho rumo ao ser humano virtual. O potencial \u00e9 gigantesco, com todas suas vantagens e desvantagens. E \u00e9 a\u00ed que pode vale a pena analisar o mundo para o qual estamos todos indo. Prepare-se para uma competi\u00e7\u00e3o cada vez mais violenta pela aten\u00e7\u00e3o das pessoas.<\/p>\n<p>Hoje em dia voc\u00ea pode atrair milhares, qui\u00e7\u00e1 milh\u00f5es de seres humanos com um perfil de rede social. Claro, sucesso nessa \u00e1rea \u00e9 quase que \u201clot\u00e9rico\u201d: depende de muita sorte de estar no lugar certo na hora certa para virar uma celebridade virtual, mas o volume est\u00e1 l\u00e1. Tem muita gente ganhando aten\u00e7\u00e3o impens\u00e1vel para seus antepassados na internet. Carisma, beleza, personalidade&#8230; todas coisas que ajudam uma pessoa a se destacar, mas o fator mais determinante \u00e9 a idealiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma pessoa que \u00e9 idealizada pelos seus seguidores compete num campo inalcan\u00e7\u00e1vel para as pessoas comuns: o virtual. A pessoa idealizada pode ter tudo o que voc\u00ea quer que ela tenha, e sua falta de acesso real a ela s\u00f3 ajuda nesse processo. Estou falando de influencers agora, mas isso \u00e9 muito mais profundo: at\u00e9 mesmo as pessoas com as quais voc\u00ea tem rela\u00e7\u00f5es pela internet se beneficiam dessa idealiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pessoa real tem varia\u00e7\u00e3o de humor, fica azeda, fica pra baixo. A pessoa real tem derrotas e passa vergonha. A pessoa real peida e tem pelo encravado. A pessoa real fica sem assunto e \u00e0s vezes s\u00f3 est\u00e1 l\u00e1, sem fazer nada para te entreter. A pessoa virtual vai se livrando de todos esses problemas na medida que sua intera\u00e7\u00e3o com ela \u00e9 limitada. O influencer e qualquer outra rela\u00e7\u00e3o virtual que voc\u00ea tenha se beneficiam demais de idealiza\u00e7\u00e3o: voc\u00ea v\u00ea o que ela quer que voc\u00ea veja, e voc\u00ea resolve o resto dentro da sua cabe\u00e7a da forma que achar mais agrad\u00e1vel.<\/p>\n<p>A pessoa virtual te d\u00e1 espa\u00e7o para n\u00e3o se incomodar com ela. Ela est\u00e1 l\u00e1 quando voc\u00ea quer e some quando n\u00e3o quer. Sim, o ser humano idealiza o outro desde que o mundo \u00e9 mundo, mas estamos vendo mudan\u00e7as na forma de viver e lidar com outras pessoas numa velocidade impressionante: o ser humano virtual j\u00e1 est\u00e1 estabelecido. E pior, mesmo que voc\u00ea ache que saiba a diferen\u00e7a, tende a comparar o real contra ele.<\/p>\n<p>No Desfavor, eu posso me mostrar como quiser. Por mais que compartilhe com a Sally o prazer por mostrar as derrotas e pelo humor autodepreciativo, ainda sim \u00e9 uma vers\u00e3o muito idealizada do que eu realmente sou. A \u00fanica pessoa aqui que sabe o que eu sou mesmo \u00e9 a Sally, e isso significa uma montanha de defeitos e problemas que formam o pacote completo. Voc\u00eas t\u00eam acesso a uma vers\u00e3o virtual que pode ser completada com qualquer coisa que quiserem. Somir virtual tem um monte de vantagens sobre o Somir real.<\/p>\n<p>Mas a\u00ed entra o pulo do gato: Somir virtual tem vantagens superficiais sobre o Somir real. Somir virtual \u00e9 mais bonito que Somir real, mas Somir virtual n\u00e3o tem a capacidade de compreens\u00e3o que o Somir real tem. No curto prazo, Somir virtual \u00e9 mais interessante, mas no longo prazo o real faz muito mais sentido. E antes que pare\u00e7a que eu estou levantando minha bola, isso \u00e9 algo que voc\u00ea tem tamb\u00e9m: sua vers\u00e3o real \u00e9 muito mais humana do que a sua virtual. \u00d3bvio! Sua vers\u00e3o real tem dor de barriga, sua vers\u00e3o real d\u00e1 topada com o dedinho da quina do p\u00e9 da mesa, sua vers\u00e3o real j\u00e1 sofreu v\u00e1rias vezes e tem empatia. Sua vers\u00e3o real \u00e9 capaz de gostar de quem tem defeitos. Sua vers\u00e3o real enxerga mais longe do que uma bandeirinha no nome do perfil da rede social.<\/p>\n<p>S\u00f3 que \u00e0 medida que vamos lidando com vers\u00f5es virtuais de outras pessoas, corremos o risco de esquecer essa diferen\u00e7a fundamental. E quando eu falo de vers\u00e3o virtual, eu n\u00e3o estou falando de contatos apenas por aplicativo de mensagens. Duas pessoas que se conhecem no Tinder tendem a fazer sexo com a vers\u00e3o virtual uma da outra. Tem o componente f\u00edsico, mas ningu\u00e9m conseguiu se aprofundar al\u00e9m daquela primeira imagem da internet. \u00c9 muito mais sutil do que se ver ao vivo ou se ver numa tela: \u00e9 sobre o quanto nos expomos de verdade.<\/p>\n<p>Eu prevejo que novas gera\u00e7\u00f5es tenham mais e mais dificuldade de compreender a vers\u00e3o real dos outros humanos. Quando se passa tanto tempo vendo o outro idealizado, falta experi\u00eancia com a vers\u00e3o original. \u00c9 claro que voc\u00ea vai sentir que tem algo de errado com o outro se a \u00fanica imagem que tem do outro \u00e9 virtual, vulgo idealizada. E n\u00e3o demora muito para se acostumar com um mundo de gente virtual: lembrem-se que para o c\u00e9rebro humano, \u00e9 algo que ele faz desde que come\u00e7ou a fazer senso do mundo.<\/p>\n<p>Quando eu digo que acho muito prov\u00e1vel que a maioria da humanidade v\u00e1 querer ir para dentro de uma simula\u00e7\u00e3o, estou falando da gratifica\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea de se exibir como pessoa virtual e ver os outros da mesma forma. \u00c9 natural querer se instantaneamente atraente para outras pessoas. Tornar-se um avatar idealizado nada mais \u00e9 do que uma extens\u00e3o da ind\u00fastria da moda e da beleza. Queremos passar uma boa primeira impress\u00e3o, queremos ser desejados e admirados.<\/p>\n<p>E quando falamos de idealiza\u00e7\u00e3o, isso pode e vai muito al\u00e9m de apar\u00eancia f\u00edsica: suas ideias e opini\u00f5es podem e ser\u00e3o usadas como acess\u00f3rios de moda. J\u00e1 est\u00e3o. Lacra\u00e7\u00e3o de esquerda e direita s\u00f3 s\u00e3o populares como s\u00e3o porque permitem transformar ideias em moda. N\u00e3o falo apenas de aparecer como um homem musculoso ou uma mulher voluptuosa na internet, mas tamb\u00e9m de uma corrida armamentista pela opini\u00e3o que mais atrai gente para o seu lado. Neutralidade pode ser um t\u00e9dio nesse tipo de mundo.<\/p>\n<p>As pessoas v\u00e3o receber mais e mais caracter\u00edsticas superficiais e v\u00e3o esperar cada vez mais caracter\u00edsticas superficiais. Vira uma bola de neve. Curioso que no mundo dos jogos, isso \u00e9 chamado de o \u201cmeta\u201d do jogo: qual a forma mais eficiente de jogar a cada momento. O \u201cmeta\u201d pode ser usar uma personagem espec\u00edfica, um item que d\u00e1 mais resultados, um caminho melhor numa fase&#8230; e quanto mais gente tenta esse \u201cmeta\u201d, mais espec\u00edfico e exagerado ele se torna.<\/p>\n<p>A intera\u00e7\u00e3o humana tende a se adaptar a essa ideia de \u201cmeta\u201d. \u00c9 a\u00ed que a virtualiza\u00e7\u00e3o assume o controle: pessoas reais tem muita dificuldade de mudar suas caracter\u00edsticas, uma pessoa ciumenta s\u00f3 consegue fingir que n\u00e3o \u00e9, e depende muito de um ambiente \u201cfalso\u201d para manter as apar\u00eancias. Uma pessoa insegura pode projetar a imagem que quiser no mundo virtual, desde que evite os pontos onde se sente inferior. \u00c9 muita inoc\u00eancia achar que o ser humano vai escolher o caminho de olhar para dentro e promover complexas an\u00e1lises sobre o que sente, ainda mais quando o mundo oferecer oportunidades infinitas de fingir ser outra coisa.<\/p>\n<p>E isso n\u00e3o se resume apenas \u00e0 realidade virtual ou internet: no texto anterior eu falei sobre como m\u00e1quinas podem fazer tudo o que fazemos muito melhor. Se n\u00e3o fazem ainda, v\u00e3o fazer um dia. O ser humano \u00e9 um generalista, sabe fazer milh\u00f5es de coisas, mas n\u00e3o \u00e9 equipado para ser mestre de nenhuma, n\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com uma m\u00e1quina criada com esse \u00fanico prop\u00f3sito. Eventualmente essas m\u00e1quinas v\u00e3o invadir o campo dos relacionamentos, e vai ser ainda mais dif\u00edcil competir com elas.<\/p>\n<p>Em 2008 eu tinha que engolir quando me diziam que era absurdo achar que as pessoas aceitariam bonecas e bonecos sexuais, que s\u00f3 os seres mais pat\u00e9ticos da humanidade aceitariam essa falsidade. Pois bem, estamos em 2021 e eu n\u00e3o vou mais ser compreensivo: sim, rob\u00f4s de companhia v\u00e3o come\u00e7ar num nicho de pessoas muito solit\u00e1rias, at\u00e9 pelo combo de alto custo e baixa fidelidade de tecnologias em estado inicial, mas o tempo n\u00e3o vai parar. E quem tiver um companheiro ou companheira rob\u00f3ticos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o j\u00e1 vai ter sido criado num mundo de rela\u00e7\u00f5es virtuais, \u00e0 base de doses cavalares de idealiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E se voc\u00ea acha que pessoas precisam de perfei\u00e7\u00e3o na imita\u00e7\u00e3o de um corpo humano, n\u00e3o est\u00e1 acompanhando o mundo nesses \u00faltimos 13 anos. As pessoas se apaixonam por qualquer coisa que lhes d\u00ea aten\u00e7\u00e3o. Brinquedos sexuais vendem como nunca. Ligue os pontos. Mulher tira sarro dizendo que se o vibrador soubesse conversar n\u00e3o precisava mais de homem, e essa brincadeira tem um fundo de verdade. Relacionamentos reais s\u00e3o complexos, trabalhosos e cheios de concess\u00f5es.<\/p>\n<p>Uma m\u00e1quina que te d\u00e1 satisfa\u00e7\u00e3o sexual e permite que voc\u00ea continue vivendo num mundo idealizado \u00e9 perigos\u00edssima para o mercado de relacionamentos. Vou mais al\u00e9m: se o que voc\u00ea quer \u00e9 algu\u00e9m que cuide de voc\u00ea e fa\u00e7a as coisas que voc\u00ea quer que fa\u00e7a, uma m\u00e1quina criada para isso \u00e9 imbat\u00edvel. Se \u00e9 assim que voc\u00ea enxerga amor, ela vai te dar amor de uma forma que nenhum outro ser humano pode entregar. E sinto dizer que n\u00e3o existe nada escrito nas leis da f\u00edsica que forcem sentimentos a funcionarem de um jeito ou de outro. Quem quiser amor de rob\u00f4 vai viver e morrer feliz quando tiver um rob\u00f4 programado para isso.<\/p>\n<p>O que a pessoa quiser, a m\u00e1quina vai dar. N\u00e3o se pode dizer o mesmo de outra pessoa. Pessoas v\u00e3o falhar terrivelmente em cumprir suas expectativas, e pudera: elas t\u00eam a pr\u00f3pria vida para viver. A m\u00e1quina est\u00e1 programada para derivar valor em cumprir a fun\u00e7\u00e3o para a qual foi criada, a pessoa n\u00e3o. Se voc\u00ea quer que o outro se conforme aos seus desejos, um rob\u00f4 ou intelig\u00eancia artificial num mundo virtual \u00e9 o melhor parceiro poss\u00edvel. Nenhuma pessoa pode se comparar a isso.<\/p>\n<p>Agora, se voc\u00ea quer uma parceria que construa algo novo, a\u00ed pode ser que demore muito para criarem uma intelig\u00eancia artificial capaz de fazer isso. E se fizerem, vai fazer parte da base do que ela \u00e9 o poder de te rejeitar. N\u00e3o tem solu\u00e7\u00e3o perfeita, \u00e9 uma escolha: se voc\u00ea quer tudo do seu jeito, s\u00f3 a m\u00e1quina e o virtual v\u00e3o te satisfazer. Se voc\u00ea quer construir algo maior do que j\u00e1 \u00e9, vai ter que arriscar rejei\u00e7\u00e3o e discord\u00e2ncias de outra mente que n\u00e3o existe s\u00f3 para te agradar.<\/p>\n<p>E eu temo que a humanidade v\u00e1 escolher uma dessas op\u00e7\u00f5es na maioria dos casos. A op\u00e7\u00e3o que j\u00e1 estamos escolhendo num mundo cada vez mais focado em personalidades virtuais idealizadas. Talvez a grande conclus\u00e3o desta an\u00e1lise seja que se o que voc\u00ea quiser da vida estiver no outro, qualquer sucesso sempre vai ser virtual. \u00c9 muito mais sobre como voc\u00ea enxerga o mundo do que alguma coisa l\u00e1 fora.<\/p>\n<p>Quando essa escolha aparecer, espero que voc\u00ea se conhe\u00e7a o suficiente. Porque o que a gente acha que quer normalmente n\u00e3o \u00e9 o que a gente quer&#8230;<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que s\u00f3 quer um vibrador que concorde com voc\u00ea, para dizer que o Somir real tem que ser o Brad Pitt para compensar um texto desses, ou mesmo para dizer que agradece pelo des\u00e2nimo: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A palavra \u201cvirtual\u201d vem do latim, ou seja, tem uma longa hist\u00f3ria. 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