{"id":20203,"date":"2022-07-22T13:22:20","date_gmt":"2022-07-22T16:22:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=20203"},"modified":"2022-07-22T13:22:20","modified_gmt":"2022-07-22T16:22:20","slug":"o-cerebro-de-teseu-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2022\/07\/o-cerebro-de-teseu-parte-1\/","title":{"rendered":"O c\u00e9rebro de Teseu \u2013 Parte 1"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 mil\u00eanios fil\u00f3sofos discutem sobre o Navio de Teseu. Teseu era um her\u00f3i da mitologia grega conhecido por enfrentar o Minotauro para salvar jovens atenienses. O barco no qual partiu para essa miss\u00e3o e retornou a sua cidade natal foi preservado pelos atenienses: cada vez que uma parte do navio apodrecia, trocavam por uma nova. Ent\u00e3o, surge a d\u00favida: depois de todas as partes terem sido trocadas muitos anos depois, o Navio de Teseu ainda era&#8230; o Navio de Teseu?<!--more--><\/p>\n<p>Se voc\u00ea for substituindo aos poucos todas as partes de um objeto, ele ainda \u00e9 o objeto original ou se torna algo novo? Num exemplo mais moderno: imagine que seu av\u00f4 tinha um Fusca, o carro passou para o seu pai e depois para voc\u00ea. Com o passar das d\u00e9cadas, todas as pe\u00e7as foram trocadas por novas, at\u00e9 a lataria foi refeita com partes de outros carros. Ainda \u00e9 o Fusca do seu av\u00f4 ou j\u00e1 se tornou algo totalmente diferente?<\/p>\n<p>O que importa \u00e9 a nossa ideia sobre um objeto ou a sua composi\u00e7\u00e3o f\u00edsica? Eu n\u00e3o vou responder essa pergunta porque a Filosofia ainda se diverte muito com o tema. Se nem quem \u00e9 pago (mal pago) para pensar nessas coisas tem uma resposta definitiva, nos resta aceitar a sua natureza paradoxal. Voc\u00ea pode escolher a sua resposta como quiser, muita gente inteligente j\u00e1 pensou a mesma coisa e chegou \u00e0 mesma conclus\u00e3o. Voc\u00ea sempre vai estar em boa companhia.<\/p>\n<p>Mas quanto mais a nossa tecnologia avan\u00e7a, mais importante \u00e9 pensar no mitol\u00f3gico Navio de Teseu. O que S\u00f3crates, Plat\u00e3o e cia. n\u00e3o tinham como prever quando come\u00e7aram a discutir o tema \u00e9 a ideia de que eventualmente a humanidade teria que pensar no ser humano como foco desse paradoxo. A coisa j\u00e1 vai longe quando pensamos em&#8230; coisas. Imagine s\u00f3 quando colocamos humanos no meio disso.<\/p>\n<p>Vamos come\u00e7ar com um exemplo simples: uma pessoa que teve a perna amputada e colocou uma pr\u00f3tese no lugar. Com a pr\u00f3tese ele \u00e9 capaz de andar, e se for uma das mais modernas, \u00e9 poss\u00edvel at\u00e9 que voc\u00ea nem consiga perceber a diferen\u00e7a se ela estiver com cal\u00e7a comprida. \u00c9 um ser humano com uma parte n\u00e3o original. A pessoa com uma perna mec\u00e2nica ainda \u00e9 uma pessoa?<\/p>\n<p>Ficaria muito surpreso se algu\u00e9m dissesse que n\u00e3o. \u00c9 consenso entre a esmagadora maioria das pessoas que uma pr\u00f3tese n\u00e3o faz um humano ser menos humano. Est\u00e1 a\u00ed a resposta para o paradoxo do Navio de Teseu?<\/p>\n<p>N\u00e3o. O m\u00e1ximo que conseguimos provar \u00e9 que n\u00e3o \u00e9 uma perna que nos faz definir o que \u00e9 um ser humano. A pessoa amputada sempre foi uma pessoa, com ou sem a pr\u00f3tese. Trocar uma perna de carne e osso por uma de fibra de carbono n\u00e3o muda em nada a ess\u00eancia do ser humano.<\/p>\n<p>Podemos extrapolar isso para todos os outros membros. Se no futuro tivermos pr\u00f3teses mais avan\u00e7adas que obedecem aos comandos cerebrais de forma parecida com as originais, uma pessoa vai poder ter ambos os bra\u00e7os e pernas trocados por elementos rob\u00f3ticos e continuar sendo chamada de humana do mesmo jeito. Membros n\u00e3o entram na conta do que \u00e9 o ser humano \u201coriginal\u201d.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, nem \u00f3rg\u00e3os. Algumas pessoas at\u00e9 tem uma vis\u00e3o meio torta do assunto, mas \u00e9 regra tamb\u00e9m que se voc\u00ea tiver um \u00f3rg\u00e3o transplantado, voc\u00ea n\u00e3o vira outra pessoa. Se voc\u00ea for mais novo, talvez nunca tenha sequer visto fic\u00e7\u00e3o baseada nessa ideia: quando os transplantes se tornaram poss\u00edveis no s\u00e9culo passado, a imagina\u00e7\u00e3o humana foi longe, com hist\u00f3rias sobre cora\u00e7\u00f5es de assassinos influenciando a\u00e7\u00f5es do transplantado&#8230; hoje em dia \u00e9 uma tecnologia t\u00e3o comum que ningu\u00e9m mais pensa nisso.<\/p>\n<p>E podemos ir mais longe ainda: com raras exce\u00e7\u00f5es, as c\u00e9lulas do corpo humano morrem e s\u00e3o substitu\u00eddas por novas o tempo todo. Boa parte da poeira que fica nos ambientes habitados por humanos \u00e9 composta de c\u00e9lulas mortas da nossa pele, descoladas do corpo porque foram trocadas por novas. Renova\u00e7\u00e3o celular \u00e9 um padr\u00e3o da vida: em m\u00e9dia, um corpo humano se renova de 7 a 10 anos. E isso vale para todos seus \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<p>Mas ningu\u00e9m realmente fica discutindo se uma pessoa ainda \u00e9 uma pessoa se todas suas c\u00e9lulas forem trocadas. Existem exce\u00e7\u00f5es, a mais famosa sendo o conjunto de \u00f3vulos da mulher, que se formam ainda dentro do \u00fatero e s\u00e3o sempre os mesmos at\u00e9 acabarem (menopausa). E mesmo nesse caso, ningu\u00e9m fica discutindo que s\u00e3o os \u00f3vulos que definem o que \u00e9 um ser humano \u00fanico.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o as partes, n\u00e3o s\u00e3o os \u00f3rg\u00e3os, n\u00e3o s\u00e3o nem mesmo as c\u00e9lulas. O ser humano \u00e9 definido como um ser \u00fanico pelo seu conjunto atual. Nunca pensamos nisso, ent\u00e3o o Navio de Teseu nunca \u00e9 considerado para definir seres humanos. Na verdade, o paradoxo tem resposta padr\u00e3o quando falamos de pessoas: pode trocar todas as partes e ainda \u00e9 o mesmo \u201cobjeto\u201d.<\/p>\n<p>O que vale para o ser humano \u00e9 algo que vai al\u00e9m dos elementos constituintes, \u00e9 a ideia do que \u00e9 uma pessoa \u00fanica. Aquela combina\u00e7\u00e3o espec\u00edfica pode mudar inteira de dez em dez anos, mas a nossa percep\u00e7\u00e3o sobre ela permanece est\u00e1vel. Pronto, n\u00e3o tem paradoxo nos seres humanos e este texto \u00e9 in\u00fatil.<\/p>\n<p>Espera, espera&#8230;<\/p>\n<p>Da mesma forma que os fil\u00f3sofos gregos n\u00e3o tinham no\u00e7\u00e3o sobre pr\u00f3teses rob\u00f3ticas, transplantes e renova\u00e7\u00e3o celular completa, n\u00f3s tamb\u00e9m n\u00e3o sabemos exatamente para onde a humanidade vai nos pr\u00f3ximos s\u00e9culos e mil\u00eanios. Talvez no futuro a ideia de trocar de corpo seja t\u00e3o natural como trocar de roupa. Talvez decidamos colocar nossas mentes na nuvem, virando seres digitais. Muita coisa pode acontecer para chacoalhar nossa no\u00e7\u00e3o do que configura um ser humano \u00fanico.<\/p>\n<p>E uma coisa para confundir nossa no\u00e7\u00e3o sobre o que somos j\u00e1 est\u00e1 acontecendo, e debaixo do nosso nariz: voc\u00ea \u00e9 voc\u00ea sem o seu celular?<\/p>\n<p>Claro, n\u00e9?<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m aqui nasceu com celular. Muitos de nossos leitores cresceram num mundo sem essa tecnologia e s\u00f3 agora fazem uso dela. Os mais jovens j\u00e1 podem estar sendo criados com um tablet na cara o dia todo, mas mesmo assim, n\u00e3o \u00e9 um aparelho que vai mexer com a nossa ideia do que configura um ser humano. Ou, ser\u00e1 que vai?<\/p>\n<p>Pense comigo: o seu conhecimento \u00e9 parte do que voc\u00ea \u00e9? Voc\u00ea est\u00e1 inserido em um ou mais c\u00edrculos de rela\u00e7\u00f5es entre pessoas, e as informa\u00e7\u00f5es que voc\u00ea tem definem como voc\u00ea interage com essas pessoas. Estou falando de fam\u00edlia, amigos, namoros, trabalho e tudo mais. Voc\u00ea \u00e9 uma mem\u00f3ria que tem dados espec\u00edficos sobre todas suas rela\u00e7\u00f5es e \u00e9 reconhecido por outras pessoas pelas coisas que sabe. Voc\u00ea reconhece um parente e ele sabe que voc\u00ea o reconhece. Voc\u00ea sabe fazer um trabalho, seu chefe ou seu cliente sabe disso e depende desse seu conhecimento para se relacionar com voc\u00ea.<\/p>\n<p>Espero n\u00e3o estar ficando muito confuso aqui, ent\u00e3o vou tentar resumir a ideia: voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 suas c\u00e9lulas, seu bra\u00e7o ou seu f\u00edgado, voc\u00ea \u00e9 uma pessoa e a forma como outras pessoas te reconhecem como ser humano \u00e9 baseada nas informa\u00e7\u00f5es que voc\u00ea recebe, processa e devolve para o mundo. Uma pessoa sem mem\u00f3ria nenhuma pode at\u00e9 ser vista como um ser humano, mas n\u00e3o consegue mais continuar as rela\u00e7\u00f5es que tinha antes disso.<\/p>\n<p>Voc\u00ea depende o tempo todo da sua mem\u00f3ria e da mem\u00f3ria dos outros para se posicionar no mundo. \u00c9 mais do que o \u00faltimo assunto que voc\u00ea conversou com outra pessoa, \u00e9 mais do que a lembran\u00e7a de algo que voc\u00eas passaram juntos, \u00e9 a pr\u00f3pria ideia de reconhecer o outro. Sem uma mem\u00f3ria sobre uma pessoa, voc\u00ea n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com ela. Sem rela\u00e7\u00e3o com ela, voc\u00ea \u00e9 s\u00f3 um amontoado de c\u00e9lulas com a forma de uma pessoa.<\/p>\n<p>E eu vou voltar para o Navio de Teseu aqui: a quest\u00e3o nunca foi se o navio \u00e9 um navio. Ele tem todas as partes de um navio, faz tudo o que um navio faz, \u00e9 \u00f3bvio que \u00e9 um navio. A d\u00favida filos\u00f3fica era se o navio que estamos vendo na nossa frente, que teve todas suas partes trocadas por novas, ainda \u00e9 o Navio de Teseu. O fato de ter sido chamado de Navio de Teseu durante todos os anos que existiu faz dele o Navio de Teseu, ou s\u00f3 as partes originais dele quando come\u00e7ou a ser chamado de Navio de Teseu que contam?<\/p>\n<p>De volta ao ser humano: ningu\u00e9m est\u00e1 colocando em d\u00favida o que \u00e9 um ser humano aqui, e sim se a diferen\u00e7a entre um indiv\u00edduo e outro est\u00e1 nas suas partes f\u00edsicas ou se na ideia que temos sobre eles. Se voc\u00ea conhece algu\u00e9m h\u00e1 mais de 10 anos, \u00e9 prov\u00e1vel que esteja conversando agora com algu\u00e9m que \u00e9 99,999&#8230;% diferente em c\u00e9lulas do seu primeiro encontro. O que mant\u00e9m a pessoa est\u00e1vel na sua cabe\u00e7a \u00e9 sua ideia sobre ela, a informa\u00e7\u00e3o que voc\u00ea guardou no seu c\u00e9rebro sobre essa pessoa. O que o outro \u00e9 est\u00e1 na sua mem\u00f3ria. Se voc\u00ea esquecer tudo sobre aquele indiv\u00edduo, ele passa a ser apenas uma pessoa aleat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Somos informa\u00e7\u00e3o, de uma certa forma. Somos ideias dentro da cabe\u00e7a de outras pessoas. E as outras pessoas s\u00e3o ideias dentro da nossa cabe\u00e7a. N\u00e3o estou abrindo outra discuss\u00e3o filos\u00f3fica: estou s\u00f3 diferenciando quem a gente conhece e identifica como \u00fanico de pessoas que voc\u00ea n\u00e3o conhece. Quem voc\u00ea conhece \u00e9 a pessoa X, quem voc\u00ea n\u00e3o conhece \u00e9 s\u00f3 pessoa.<\/p>\n<p>E agora, como voc\u00ea responde \u00e0 pergunta sobre voc\u00ea ser a mesma pessoa sem o seu celular? N\u00e3o espero que voc\u00ea mude a resposta original, s\u00f3 quero colocar uma pulga atr\u00e1s da sua orelha. Antigamente, a gente decorava o n\u00famero de telefone das pessoas mais pr\u00f3ximas. Era natural ter o n\u00famero na cabe\u00e7a, um identificador \u00fanico no c\u00e9rebro. Pessoa X pode ser encontrada com a sequ\u00eancia X de n\u00fameros. Estava dentro da sua cabe\u00e7a. Pessoas mais distantes ficavam na agenda telef\u00f4nica, mas quase todo mundo sabia pelo menos um ou dois n\u00fameros mais importantes.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei quanto a voc\u00eas, mas eu demoro um segundo ou mais para dizer o meu n\u00famero de telefone. O meu. Eu converso com a Sally praticamente todos os dias, e eu nem imagino qual seja o n\u00famero do celular dela. Eu n\u00e3o sei o endere\u00e7o exato dela, assim como n\u00e3o sei exatamente o de muita gente com a qual tenho imensa proximidade. Se acontece alguma coisa e eu fico sem internet e sem computador, eu n\u00e3o consigo mais achar a Sally por um bom tempo.<\/p>\n<p>Uma pessoa com a qual eu tenho contato pr\u00f3ximo h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, que eu conheci com todas as c\u00e9lulas do meu corpo diferentes das atuais. Eu sou eu sem contato com uma pessoa t\u00e3o pr\u00f3xima? O Somir \u00e9 a mesma ideia de ser humano sem contato com a Sally? Meu c\u00e9rebro guardou v\u00e1rias informa\u00e7\u00f5es sobre ela, mas eu entreguei uma parte importante do conceito de ser \u00fanico dela para uma m\u00e1quina. O meu celular tem uma parte da minha mente, que a minha mente achou super bacana delegar.<\/p>\n<p>Muito informa\u00e7\u00e3o que me importa como ser \u00fanico &#8211; a informa\u00e7\u00e3o das minhas rela\u00e7\u00f5es com outros seres humanos \u2013 est\u00e1 fora do meu c\u00e9rebro. Saber entrar em contato com outras pessoas \u00e9 parte da sua mente? Eu acho que \u00e9. Por isso eu j\u00e1 acredito que meu c\u00e9rebro est\u00e1 ligado com algo fora do meu corpo. Se algu\u00e9m tirar o meu celular, eu n\u00e3o sou mais eu, eu sou uma vers\u00e3o parecida, mas sem informa\u00e7\u00f5es essenciais.<\/p>\n<p>E eu s\u00f3 estou falando dos seus contatos do WhatsApp. Quanta informa\u00e7\u00e3o que em tese te torna \u00fanico(a) est\u00e1 na internet porque n\u00e3o fazia diferen\u00e7a guardar no c\u00e9rebro. Explico: voc\u00ea pode ser especialista em f\u00edsica qu\u00e2ntica, todo mundo te conhece como o(a) nerd da qu\u00e2ntica, mas voc\u00ea n\u00e3o tem uma mem\u00f3ria absurda para lembrar de todas as equa\u00e7\u00f5es e detalhes. O que voc\u00ea tem \u00e9 um conhecimento avan\u00e7ado sobre como encontrar os detalhes na internet.<\/p>\n<p>Porque \u00e9 claro, quando toda a informa\u00e7\u00e3o do mundo est\u00e1 ao seu alcance, n\u00e3o \u00e9 mais importante decorar. E voc\u00ea para de decorar. A informa\u00e7\u00e3o est\u00e1 \u201csegura\u201d fora da sua mente. Mas essa informa\u00e7\u00e3o \u00e9 parte do que voc\u00ea faz da sua vida e de como outras pessoas te enxergam. Essa informa\u00e7\u00e3o \u00e9 um identificador \u00fanico seu, mesmo que voc\u00ea s\u00f3 lembre de onde achar os detalhes. O c\u00e9rebro vai delegar tudo o que n\u00e3o for absolutamente necess\u00e1rio, \u00e9 uma m\u00e1quina projetada para otimizar tudo o que puder.<\/p>\n<p>O c\u00e9rebro de Teseu ainda \u00e9 o c\u00e9rebro de Teseu se todas as informa\u00e7\u00f5es que ele usa vem de fora do c\u00e9rebro? Que \u00e9 um c\u00e9rebro n\u00e3o se discute, mas \u00e9 um c\u00e9rebro \u00fanico? Se voc\u00ea conseguir mudar toda a informa\u00e7\u00e3o ao redor desse c\u00e9rebro e ele precisa ir buscar informa\u00e7\u00e3o l\u00e1 fora, ainda \u00e9 a mesma pessoa? A pessoa pode ser influenciada ao ponto de n\u00e3o&#8230; ser mais aquela pessoa?<\/p>\n<p>\u00c9&#8230; vai ser texto de duas partes. Espero que tenham gostado, porque de qualquer jeito eu vou continuar ele semana que vem.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que estava com saudades dessas insanidades, para dizer que o navio \u00e9 de quem pagar mais, ou mesmo para dizer que n\u00e3o sabe nem o telefone da sua m\u00e3e: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 mil\u00eanios fil\u00f3sofos discutem sobre o Navio de Teseu. Teseu era um her\u00f3i da mitologia grega conhecido por enfrentar o Minotauro para salvar jovens atenienses. O barco no qual partiu para essa miss\u00e3o e retornou a sua cidade natal foi preservado pelos atenienses: cada vez que uma parte do navio apodrecia, trocavam por uma nova. 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