{"id":21212,"date":"2023-02-27T12:53:29","date_gmt":"2023-02-27T15:53:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=21212"},"modified":"2025-11-21T16:32:48","modified_gmt":"2025-11-21T19:32:48","slug":"trabalhoso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2023\/02\/trabalhoso\/","title":{"rendered":"Trabalhoso."},"content":{"rendered":"<p>Ainda com a mem\u00f3ria de muitos fresca das \u00faltimas festas corporativas, Sally e Somir debatem sobre qu\u00e3o reprov\u00e1vel \u00e9 uma pessoa ficar b\u00eabada num desses eventos. Os dois concordam que \u00e9, mas com graus de puni\u00e7\u00e3o diferentes. Os impopulares confraternizam (ou n\u00e3o).<\/p>\n<p><strong>Tema de hoje: quem fica b\u00eabado e d\u00e1 vexame em festa de empresa deve ser demitido?<\/strong><!--more--><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SOMIR<\/span><\/h4>\n<p>N\u00e3o. Meus textos recentes sobre o Carnaval n\u00e3o me pintam como um defensor da embriaguez alheia, e mantenho: n\u00e3o tem nada de bonito em encher a cara, ningu\u00e9m deveria ter orgulho disso, nem mesmo a sociedade deveria romantizar o que \u00e9 basicamente abuso de subst\u00e2ncia entorpecente. Dito isso, \u00e9 importante sermos realistas: a pessoa n\u00e3o veio trabalhar b\u00eabada, ela consumiu \u00e1lcool na festa que a empresa deu. E isso faz toda a diferen\u00e7a.<\/p>\n<p>Empresas t\u00eam culturas. E n\u00e3o estou falando de papo furado de RH sobre valores corporativos de \u00e9tica, diversidade ou cuidado com o meio-ambiente, estou falando sobre a cultura verdadeira de um ambiente de trabalho: a soma das personalidades de quem trabalha ali aliada ao grau de toler\u00e2ncia da chefia com comportamentos problem\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Por exemplo: Sally e eu temos prioridades claras sobre sa\u00fade (f\u00edsica e mental) al\u00e9m de cuidados com a fam\u00edlia e pessoas queridas acima de dinheiro. Quando trabalhamos juntos, levamos essas prioridades como cultura da empresa. Se eu ou ela tivermos qualquer problema nesse sentido, sabemos que o outro vai entender essa prioridade, reduzindo as cobran\u00e7as e tentando assumir o trabalho quando poss\u00edvel. Se tudo der errado em algum momento e n\u00f3s dois tivermos que abrir m\u00e3o de ganhar dinheiro para lidar com uma dessas prioridades, est\u00e1 tudo bem. \u00c9 a nossa cultura.<\/p>\n<p>Uma empresa que d\u00e1 uma festa para os funcion\u00e1rios com bebida alco\u00f3lica est\u00e1 demonstrando sua cultura: a de que bebida alc\u00f3olica n\u00e3o \u00e9 um problema nas rela\u00e7\u00f5es profissionais, pelo menos naquele contexto de confraterniza\u00e7\u00e3o. Se voc\u00ea n\u00e3o tolera gente b\u00eabada, sirva suco e refrigerante.<\/p>\n<p>E sim, eu sei que ter bebida dispon\u00edvel n\u00e3o obriga ningu\u00e9m a se embebedar, mas vamos ficar fazendo esse joguinho besta de \u201ctecnicamente\u201d? As pessoas bebem cerveja porque adoram o gosto amargo? Se o \u00e1lcool n\u00e3o fosse parte integrante da gra\u00e7a de beber, toda cerveja poderia ser zero, n\u00e3o? O \u00e1lcool \u00e9 usado para reduzir inibi\u00e7\u00f5es desde que o ser humano aprendeu a fermentar gr\u00e3os.<\/p>\n<p>A regra n\u00e3o-escrita sobre bebida em festas \u00e9 que as pessoas v\u00e3o se embebedar o suficiente para se soltar, mas n\u00e3o o suficiente para dar vexame. Essa \u00e9 uma regra est\u00fapida, porque organismos s\u00e3o diferentes, e muitas vezes o mesmo organismo reage diferente de acordo com o contexto. Algu\u00e9m que se alimentou mal pode ficar b\u00eabado muito mais r\u00e1pido, algu\u00e9m que tem pouco costume (e toler\u00e2ncia) idem. O simples fato de colocar bebida alco\u00f3lica numa festa de empresa gira essa roleta de rea\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>A\u00ed eu acho muita cara-de-pau da empresa demitir algu\u00e9m por algo que incentivou a fazer. Sim, ningu\u00e9m mandou a pessoa a beber at\u00e9 vomitar e dan\u00e7ar Macarena em cima da mesa (n\u00e3o necessariamente nessa ordem), mas quem colocou bebida ali topou correr o risco. Se topou correr o risco, beber \u00e9 parte da cultura da empresa.<\/p>\n<p>E a\u00ed eu sou muito mais radical: se algu\u00e9m ficar b\u00eabado e dar vexame na confraterniza\u00e7\u00e3o, quem tem que ser punido \u00e9 o gestor que permitiu isso. Ele escolheu essa cultura empresarial, ele que arque com as consequ\u00eancias. Se o seu evento empresarial \u00e9 t\u00e3o ruim ao ponto de precisar de gente b\u00eabada para tolerar, n\u00e3o era para ter um evento empresarial para come\u00e7o de conversa, n\u00e3o? A pessoa foi for\u00e7ada a participar daquilo (porque quem d\u00e1 festa de empresa sempre diz que n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio mas coloca quem n\u00e3o vai na frente da lista de demiss\u00f5es) e ainda recebeu autoriza\u00e7\u00e3o t\u00e1cita para se embebedar com a disponibilidade de bebida alco\u00f3lica.<\/p>\n<p>Chega dessa ilus\u00e3o que bebida n\u00e3o \u00e9 droga. \u00c9 sim. \u00c9 legalizada, s\u00f3 isso. Se a gente estivesse discutindo se a empresa deveria demitir funcion\u00e1rio que ficou muito louco depois de cheirar coca\u00edna providenciada pela empresa numa festa, estar\u00edamos discutindo a culpa do funcion\u00e1rio ou de quem tomou a decis\u00e3o de oferecer coca\u00edna para o funcion\u00e1rio? \u00c9 de amplo conhecimento o efeito do \u00e1lcool no ser humano. N\u00e3o \u00e9 uma surpresa que pessoas fiquem b\u00eabadas num lugar que oferece bebidas alco\u00f3licas, oras!<\/p>\n<p>Se o seu evento corporativo n\u00e3o se sustenta sem bebida, n\u00e3o realize o evento. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil, \u00e9? Deixa o povo sair mais cedo, d\u00e1 um vale para o pessoal ir num bar por conta pr\u00f3pria, mas n\u00e3o traga bebida alco\u00f3lica para dentro do seu ambiente profissional. Festa organizada pela empresa \u00e9 baseada na cultura da empresa. Se n\u00e3o pode encher a cara durante o trabalho normal, n\u00e3o pode encher a cara em confraterniza\u00e7\u00e3o da firma.<\/p>\n<p>E se por um acaso voc\u00ea achar que ficar b\u00eabado e dar vexame numa festa n\u00e3o \u00e9 nada demais, direito seu. Se a sua empresa tamb\u00e9m acha isso, fica mais f\u00e1cil ficar do meu lado da discuss\u00e3o: oferecer bebida foi uma escolha, a pessoa b\u00eabada foi a consequ\u00eancia. Vida que segue. A cultura da empresa se mant\u00e9m consistente se n\u00e3o demitir quem aprontou depois de ficar inebriado. Se pode, pode. Se tem regra de onde pode ficar b\u00eabado, ela pode ser seguida de forma cont\u00ednua.<\/p>\n<p>O que n\u00e3o me faz sentido \u00e9 demonstrar uma cultura de leni\u00eancia com embriaguez num ambiente que ainda \u00e9 corporativo e depois demitir quem acabou bebendo demais numa festa. Ou pode ou n\u00e3o pode. Os gestores t\u00eam obriga\u00e7\u00e3o de definir isso. N\u00e3o foi a Fada da Pinga que enfeiti\u00e7ou o funcion\u00e1rio do nada, foi o resultado direto da decis\u00e3o de oferecer bebidas alco\u00f3licas na festa da empresa.<\/p>\n<p>A pessoa no cargo superior ganha mais e ganha mais porque tem mais responsabilidades. Se um funcion\u00e1rio comete um erro que n\u00e3o cometeria normalmente com base na decis\u00e3o de seu gestor, o gestor que fez algo errado. Se o evento s\u00f3 tinha guaran\u00e1 e o funcion\u00e1rio trouxe uma garrafa de u\u00edsque escondido e terminou o evento vomitando para tudo quanto \u00e9 lado, \u00e9 claro que eu concordo com a demiss\u00e3o, mas esse nunca \u00e9 o caso. A bebida sempre \u00e9 disponibilizada pela empresa, e se isso acontece, o funcion\u00e1rio s\u00f3 pode ser culpabilizado muito depois dos gestores respons\u00e1veis por permitir bebida alco\u00f3lica no evento terem sido punidos exemplarmente.<\/p>\n<p>J\u00e1 estou de saco cheio dessa atitude negacionista sobre o \u00e1lcool: todo mundo sabe o que acontece quando pessoas bebem. N\u00e3o tem desculpa para ser pego de surpresa a n\u00e3o ser que voc\u00ea tenha uns 12 ou 13 anos de idade. Adultos tem que saber as consequ\u00eancias, e a responsabilidade de quem oferece o ambiente onde o consumo de \u00e1lcool \u00e9 permitido precisa ser considerada.<\/p>\n<p>N\u00e3o quer lidar com gente b\u00eabada? N\u00e3o mantenha \u00e1lcool pr\u00f3ximo da sua vida. Quando voc\u00ea aceita a cultura da bebedeira, aceita o que vem com ela. Eu n\u00e3o sou abst\u00eamio nem nada, n\u00e3o quero proibir bebida, s\u00f3 estou dizendo que n\u00e3o existe surpresa nessa hist\u00f3ria. Ou voc\u00ea assume o risco, ou n\u00e3o assume.<\/p>\n<p>E quem deu festa de empresa com bebida assumiu o risco. N\u00e3o admiro o b\u00eabado da confraterniza\u00e7\u00e3o, mas ele estava s\u00f3 seguindo a cultura da empresa. N\u00e3o quer mais isso? Mude a cultura da empresa.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que \u00e9 a defesa mais estranha de b\u00eabado que j\u00e1 leu, para dizer que as pessoas exageradas estragam tudo para as comedidas (bem vindo ao mundo real), ou mesmo para dizer que estaria t\u00e3o b\u00eabado junto que nem lembraria: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SALLY<\/span><\/h4>\n<p>Um funcion\u00e1rio que bebe e d\u00e1 vexame em uma festa da empresa deve ser mandado embora?<\/p>\n<p>Sim. Ter postura faz parte dos requisitos essenciais para o que eu considero ser um bom funcion\u00e1rio. E beber e dar vexame n\u00e3o \u00e9 ter postura.<\/p>\n<p>Imagino que a maior parte discorde de mim hoje, afinal, a situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi normalizada no Brasil: \u00e9 inerente a uma festa da empresa um funcion\u00e1rio b\u00eabado que d\u00e1 vexame. Todo mundo ri, faz piada, fala mal por tr\u00e1s e n\u00e3o passa disso. Mas, o fato de ser normalizado n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o seja grave.<\/p>\n<p>Na casa, entre quatro paredes, a pessoa faz o que quer (desde que n\u00e3o seja proibido por lei). No ambiente profissional n\u00e3o. E qualquer evento da empresa, at\u00e9 mesmo uma festa, \u00e9 um ambiente profissional. Se a pessoa \u00e9 animalesca o suficiente a ponto de n\u00e3o manter a postura em um ambiente profissional, a empresa \u00e9 igualmente animalesca por tolerar isso. E sim, quase todas s\u00e3o, o que n\u00e3o \u00e9 novidade&#8230;<\/p>\n<p>Sempre que essa situa\u00e7\u00e3o se apresentou na minha vida vinha um infeliz com o argumento de \u201cmas se ele for um bom funcion\u00e1rio, n\u00e3o vale a pena demitir\u201d. Deixa eu te contar um segredo que vai te poupar muita dor de cabe\u00e7a no gerenciamento de pessoas: n\u00e3o \u00e9 apenas a qualidade t\u00e9cnica que faz de algu\u00e9m um bom funcion\u00e1rio. Esse \u00e9 apenas o mais b\u00e1sico dos requisitos.<\/p>\n<p>Um bom funcion\u00e1rio tamb\u00e9m tem comprometimento, senso de sacrif\u00edcio, \u00e9tica, maturidade emocional, pontualidade e postura. Se faltar qualquer um desses, n\u00e3o \u00e9 um bom funcion\u00e1rio. Acha que eu estou sendo exigente demais? Boa sorte investindo, treinando, capacitando e gerenciando pessoas que n\u00e3o sejam bons funcion\u00e1rios. O tempo \u00e9 o senhor da raz\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de uma opini\u00e3o pessoal minha. N\u00e3o como se eu, Sally, achasse que quem bebe e d\u00e1 vexame em ambiente de trabalho \u00e9 problema. Estamos falando da forma como o mercado funciona, concorde voc\u00ea ou n\u00e3o com isso. Para que uma empresa se mantenha de p\u00e9, financeiramente saud\u00e1vel, produtiva e competitiva, seus funcion\u00e1rios t\u00eam que estar no seu melhor rendimento e comportamento.<\/p>\n<p>Percebam que temos dois requisitos na premissa de hoje: 1) se embebedar e 2) dar vexame. Quer beber? Se conhecer seus limites e for uma pessoa digna, v\u00e1 em frente. Mas se beber e der vexame, est\u00e1 provando que n\u00e3o tem discernimento e, francamente, a \u00faltima coisa voc\u00ea quer \u00e9 uma pessoa que n\u00e3o tem discernimento trabalhando com voc\u00ea. Elas custam caro, em algum momento sua falta de discernimento afeta o trabalho.<\/p>\n<p>Se a pergunta feita hoje fosse \u201cvoc\u00ea contrataria ou manteria um funcion\u00e1rio que n\u00e3o tem discernimento?\u201d todo mundo responderia que n\u00e3o. Mas como a pergunta veio revestida de uma alegoria que \u00e9 normalizada no Brasil, custa mais para chegar a essa conclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Existem limites necess\u00e1rios para que as coisas funcionem bem \u2013 e n\u00e3o fui eu a invent\u00e1-los, eles se mostraram necess\u00e1rios ap\u00f3s anos, d\u00e9cadas, s\u00e9culos de problemas. Existem raz\u00f5es para que normas (escritas ou t\u00e1citas) existam. Quem quiser que pague de desconstruid\u00e3o e tente a sorte sem elas, mas as chances de dar errado s\u00e3o enormes.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea for muito jovem, pode ser que ainda acredite que a falta de discernimento \u00e9 compartimentada: a pessoa pode n\u00e3o ter discernimento e dar vexame por bebida em ambiente de trabalho, mas na hora de trabalhar ela vai se comportar de forma adequada. Permita-me lhe poupar tempo: isso n\u00e3o existe. A pessoa que n\u00e3o tem discernimento, vai lhe faltar com o discernimento a qualquer momento, inclusive nos mais cruciais.<\/p>\n<p>\u201cMas Sally, voc\u00ea \u00e9 muito exigente, agindo assim nunca vai conseguir trabalhar com ningu\u00e9m\u201d. Ah, o sem-discernimento que cr\u00ea que todos s\u00e3o como ele, uma esp\u00e9cie fascinante. Vamos conversar sobre o mercado de trabalho brasileiro? Tem uma tonelada de pessoas desempregadas desesperadas para trabalhar, muitas delas com curr\u00edculo muito melhor do que o cargo exige.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, N\u00c3O, eu n\u00e3o estou sendo muito exigente, quando o mercado \u00e9 concorrido, o funcion\u00e1rio tem que correr atr\u00e1s e ser o seu melhor ou se adaptar a aquilo que a empresa quer, se n\u00e3o, tem outros duzentos que topar\u00e3o faz\u00ea-lo. Portanto, n\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel encontrar funcion\u00e1rios que n\u00e3o se embriaguem e protagonizem vexames em ambiente de trabalho. \u00c9 bem poss\u00edvel \u2013 e altamente recomend\u00e1vel.<\/p>\n<p>N\u00e3o entendo por qual motivo o trabalhador brasileiro se acha esse floquinho de neve especial que merece um desconto, uma vista grossa, uma toler\u00e2ncia para com erros comportamentais. Se eu estivesse no Brasil, faria um esfor\u00e7o ainda maior para entregar todo dia o meu melhor, pois saberia que tem outras mil pessoas querendo a minha vaga, muitas delas dispostas a trabalhar por um sal\u00e1rio menor e muitas outras com mais qualifica\u00e7\u00e3o do que eu.<\/p>\n<p>Hora do choque de realidade: por mais que seja tolerado, \u00e9 errado se embebedar e dar vexame em ambiente de trabalho. \u00c9 falta de discernimento e pessoas com discernimento pobre certamente v\u00e3o dar preju\u00edzo e\/ou dor de cabe\u00e7a para a empresa e para o gestor. \u00c9 uma p\u00e9ssima escolhe manter esse tipo de funcion\u00e1rio na sua equipe e manda uma mensagem muito errada para todos.<\/p>\n<p>Funcion\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 amigo. Eu certamente relevaria isso em uma amizade, mas quando se est\u00e1 gerindo pessoas, seus sentimentos, achismos e convic\u00e7\u00f5es pessoais tem que ser deixados de lado e se deve agir buscando o melhor interesse da empresa. O que \u00e9 melhor para a empresa: manter um funcion\u00e1rio sem discernimento ou contratar outro at\u00e9 mais qualificado e que se comporte de acordo?<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que Deus te livre de um dia trabalhar comigo, para dizer que seu chefe bebe e d\u00e1 vexame portanto ele n\u00e3o tem moral para reclamar ou ainda para dizer que alcoolismo \u00e9 uma doen\u00e7a (pois que a pessoa se trate ent\u00e3o): <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda com a mem\u00f3ria de muitos fresca das \u00faltimas festas corporativas, Sally e Somir debatem sobre qu\u00e3o reprov\u00e1vel \u00e9 uma pessoa ficar b\u00eabada num desses eventos. Os dois concordam que \u00e9, mas com graus de puni\u00e7\u00e3o diferentes. Os impopulares confraternizam (ou n\u00e3o). 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