{"id":21218,"date":"2023-03-01T13:49:40","date_gmt":"2023-03-01T16:49:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=21218"},"modified":"2023-03-01T13:49:40","modified_gmt":"2023-03-01T16:49:40","slug":"manspreading","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2023\/03\/manspreading\/","title":{"rendered":"Manspreading."},"content":{"rendered":"<p>Como fizemos uma semana tem\u00e1tica, o meu texto a pedido dos leitores de fevereiro caiu em mar\u00e7o. Um ser iluminado n\u00e3o-identificado sugeriu falar sobre manspreading, talvez depois de ver alguma mat\u00e9ria cretina na internet. Ent\u00e3o, como os textos sugeridos devem nos tirar da zona de conforto, vamos falar sobre&#8230; homens que se sentam com as pernas muito abertas em locais p\u00fablicos.<!--more--><\/p>\n<p>Manspreading \u00e9 mais um dos neologismos da l\u00edngua inglesa para lidar com o admir\u00e1vel mundo novo da problematiza\u00e7\u00e3o de comportamentos masculinos. A frase anterior parece meio debochada, e \u00e9 verdade: \u00e9 meio debochada e meio realista, porque o homem realmente tem v\u00e1rios comportamentos desagrad\u00e1veis na vida em sociedade. N\u00e3o sou contra revisarmos a forma como lidamos com o mundo, especialmente com as mulheres. Podemos fazer melhor e foram, realmente, muitos e muitos s\u00e9culos sendo folgados, agressivos e desinteressados na forma como tratamos mulheres.<\/p>\n<p>Mas antes de tudo, \u00e9 importante discutir a mec\u00e2nica da coisa:<\/p>\n<p>Homens tem uma tend\u00eancia de sentar-se com as pernas mais abertas. Como \u00e9 de conhecimento geral, existe um grupo de \u00f3rg\u00e3os expostos bem na nossa virilha, e eles n\u00e3o s\u00e3o imunes \u00e0 gravidade. Quando nos sentamos, os test\u00edculos ficam entre as coxas, especialmente quando faz calor. Eu j\u00e1 escrevi um Desfavor Explica sobre saco, mas em resumo: test\u00edculos podem ser puxados de volta pelo corpo quando a temperatura est\u00e1 mais baixa. Num pa\u00eds tropical amaldi\u00e7oado por Deus, a tend\u00eancia \u00e9 que eles fiquem mais tempo para fora, aumentando o volume do saco escrotal.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, sim, n\u00e3o \u00e9 incomum que seja inc\u00f4modo e at\u00e9 mesmo doloroso manter as pernas muito fechadas, \u00e9 uma simples quest\u00e3o de dois corpos n\u00e3o ocuparem o mesmo espa\u00e7o. Se voc\u00ea, ser n\u00e3o-portador-de-saco, n\u00e3o entende como \u00e0s vezes homens podem ficar com as pernas juntas sem reclamar de dor e \u00e0s vezes achar ruim, saiba que \u00e9 algo vari\u00e1vel mesmo. \u00c0s vezes o saco est\u00e1 todo de fora naquele formato que todo mundo imagina, \u00e0s vezes est\u00e1 com os test\u00edculos retra\u00eddos naquele formato de \u201cmeia casca de noz\u201d. Temos pouco controle sobre isso. E isso influencia em como nos sentamos.<\/p>\n<p>O que, \u00e9 claro, n\u00e3o quer dizer que precisemos nos sentar com os joelhos em dois CEPS diferentes, basta um pouco de separa\u00e7\u00e3o para ter conforto. Eu tenho certeza de que nunca fiz manspreading em transporte p\u00fablico ou similares porque sempre me preocupei em ocupar o meu espa\u00e7o na cadeira. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil se voc\u00ea n\u00e3o for um gigante de alto ou gordo. Tenho amigos que conseguem se sentar com as pernas muito juntas, sei que \u00e9 poss\u00edvel, mas mesmo eu n\u00e3o conseguindo, o tanto que eu preciso manter elas separadas nunca me fez ocupar o espa\u00e7o de outro assento.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, \u00e9 claro que eu entendo que \u00e9 falta de educa\u00e7\u00e3o sentar com as pernas muito abertas, fazia por puro reflexo de conviv\u00eancia saud\u00e1vel com outros seres humanos, sejam eles homens ou mulheres. Mas \u00e9 aqui que eu quero definir a quest\u00e3o que mais me incomoda no manspreading: a sexualiza\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria. Sim, homens fazem isso de sentar com as pernas muito abertas com muito mais frequ\u00eancia que mulheres, e isso tem sim algumas ra\u00edzes na fisiologia masculina, mas a quest\u00e3o aqui \u00e9 essencialmente de educa\u00e7\u00e3o para vida em sociedade, n\u00e3o sobre sexo.<\/p>\n<p>Uma mulher que coloca a bolsa na cadeira ao lado est\u00e1 fazendo algo muito parecido: ocupando espa\u00e7o que n\u00e3o \u00e9 dela. Sim, na maioria das vezes elas tiram quando voc\u00ea se aproxima para se sentar, e mesmo que sejam bem folgadas, cedem quando voc\u00ea pede licen\u00e7a. Mas \u00e9 a mesma l\u00f3gica de \u201ctecnicamente\u201d que homens usam quando dizem que era s\u00f3 a mulher pedir ou empurrar a perna dele. Tecnicamente est\u00fapido, isso sim. N\u00e3o \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o de ningu\u00e9m for\u00e7ar o outro a respeitar regras b\u00e1sicas de conviv\u00eancia. Tem que sair de casa j\u00e1 sabendo como se portar.<\/p>\n<p>Mas quando o tema come\u00e7a girar ao redor de homens oprimindo mulheres no transporte p\u00fablico por estarem com as pernas muito abertas, a ideia de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica fica em segundo plano. A\u00ed vira um comportamento do sexo masculino, o que muda completamente a forma de ver a coisa. Sexualizar um comportamento fatalmente vai misturar isso com a identidade do sexo em quest\u00e3o. O homem que espalha as pernas para ocupar mais que o seu lugar come\u00e7a a enxergar isso como uma express\u00e3o de masculinidade.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que tem rea\u00e7\u00e3o negativa nesse contexto. N\u00e3o sei como mulheres se sentem em situa\u00e7\u00f5es parecidas, mas mesmo quando eu tomo bronca por ser \u201cmacho t\u00f3xico\u201d, tem uma parte do meu c\u00e9rebro que sorri. Refor\u00e7a minha identidade. Quando, por exemplo, a Sally diz que eu n\u00e3o tenho cora\u00e7\u00e3o e\/ou que n\u00e3o sei lidar com os sentimentos alheios, eu sei que n\u00e3o \u00e9 um elogio, mas a imagem que eu tenho na cabe\u00e7a do que \u00e9 ser homem tem esse componente de frieza e desinteresse no emocional alheio. Eu SEI que \u00e9 cr\u00edtica e algo que eu deveria melhorar, mas tem uma compensa\u00e7\u00e3o divertida de ser visto como homem que sou. \u00c9 quase que inconsciente.<\/p>\n<p>S\u00f3 que eu sou uma pessoa muito mais consciente sobre isso do que a imensa maioria dos meus semelhantes. N\u00e3o \u00e9 muita gente que consegue desenvolver um pensamento assim, n\u00e3o tem camada de racionalidade analisando o irracional. Quando termos como manspreading se popularizam e come\u00e7am a ser tratados como algo inerentemente masculino, voc\u00eas realmente acham que o homem m\u00e9dio vai fazer essa mesma an\u00e1lise que eu fiz? Que a descarga de endorfinas criada pelo refor\u00e7o da sua pr\u00f3pria imagem sexual vai ser compreendida pelo que \u00e9?<\/p>\n<p>Cria-se ent\u00e3o um basti\u00e3o de defesa da masculinidade no ato de sentar-se com as pernas abertas. O que \u00e9 insano. N\u00e3o tem nada a ver ser um babaca folgado que ocupa o lugar de outra pessoa no transporte p\u00fablico e ser homem, mas se o tema \u00e9 tratado como opress\u00e3o masculina, adivinha qual vai ser o efeito colateral na mente do homem m\u00e9dio? Achar que isso \u00e9 sua identidade sexual. Sentir-se atacado em algo fundamental quando confrontado. O que deveria ser algo a se corrigir em pessoas sem vira guerra dos sexos.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9. \u00c9 educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, \u00e9 conviv\u00eancia em sociedade. N\u00e3o seja uma pessoa escrota que incomoda o outro nessas situa\u00e7\u00f5es. O saco sobrevive muito bem se suas pernas estiverem dentro das linhas do banco, n\u00e3o \u00e9 para cruzar a perna que nem mulher, at\u00e9 porque eu acredito que a diferen\u00e7a consider\u00e1vel nos quadris entre os sexos muda muito o que \u00e9 confort\u00e1vel ou n\u00e3o. E meio que sem querer, a ideia de repress\u00e3o de sexualidade feminina criou o comportamento certo nelas em ambientes compartilhados: meninas s\u00e3o incentivadas a fechar as pernas quando tem gente estranha por perto, \u00e0s vezes at\u00e9 mesmo em casa. N\u00e3o \u00e9 para ocupar menos espa\u00e7o no \u00f4nibus ou metr\u00f4, mas acaba funcionando por tabela.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, sim, existem componentes espec\u00edficos de fisiologia e cria\u00e7\u00e3o de homens e mulheres nessa diferen\u00e7a na forma de sentar, mas esse n\u00e3o \u00e9 o ponto aqui: o ponto \u00e9 sobre ocupar espa\u00e7o razo\u00e1vel e na medida do poss\u00edvel n\u00e3o incomodar o outro. Ningu\u00e9m precisou me dizer que eu tinha que sentar com as pernas mais fechadas quando tinha gente sentada do meu lado, eu presumi sozinho porque minha cria\u00e7\u00e3o teve v\u00e1rias li\u00e7\u00f5es e exemplos sobre respeito ao espa\u00e7o alheio.<\/p>\n<p>Se as pessoas n\u00e3o forem incentivadas a pensar por esse \u00e2ngulo de espa\u00e7o pessoal e conviv\u00eancia saud\u00e1vel, vamos continuar com essa discuss\u00e3o hist\u00e9rica sobre homens estarem abusando de mulheres por sentarem com as pernas mais abertas. N\u00e3o tem nada a ver com abuso sexual, \u00e9 falta de educa\u00e7\u00e3o. \u00c9 furar fila. \u00c9 jogar lixo no ch\u00e3o. \u00c9 n\u00e3o dar licen\u00e7a. \u00c9 coisa de gente sem no\u00e7\u00e3o, que \u00e0s vezes pode ser corrigida com educa\u00e7\u00e3o ou alguma forma de puni\u00e7\u00e3o, mas desde que fique claro que n\u00e3o \u00e9 sobre um \u201cpecado original\u201d da masculinidade.<\/p>\n<p>Tratar o tema desse jeito vai gerar resist\u00eancia, vai gerar mais desrespeito, com muitos homens entendendo em seus min\u00fasculos c\u00e9rebros que abrir as pernas \u00e9 uma prova de masculinidade. E muitas mulheres entendendo a mesma coisa por tabela. Apesar de tudo o que a m\u00eddia tenta empurrar hoje em dia, a maioria dos homens gostam de mulheres e a maioria das mulheres gostam de homens. O que se convenciona como comportamento de um sexo pode virar fator de atra\u00e7\u00e3o para o outro, mesmo que de forma transversa. Ningu\u00e9m me contou, eu sei: tem um certo n\u00edvel de \u201ctoxicicidade masculina\u201d que encanta mulher, n\u00e3o porque ela acha a coisa certa a se fazer, mas porque refor\u00e7a a ideia de que o homem \u00e9 homem. \u00c9 atalho para o inconsciente.<\/p>\n<p>E sim, isso nos leva ao campo minado sobre os fetiches mal resolvidos de muita feminista hist\u00e9rica. Essa coisa de macho opressor e dominante \u00e9 atraente para elas, mas quando a mente fica doente com ideologia mal digerida, isso pode sair de formas doentias. Meio como a religi\u00e3o tende a focar de forma doentia em sexualidade porque tem um fetiche embutido do \u201cproibido\u201d. Uma mulher saud\u00e1vel provavelmente se contenta com uma demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a ou coragem para saciar sua vontade de estar com um homem \u201cde verdade\u201d; mas a mulher que est\u00e1 com os fios cruzados no c\u00e9rebro transforma at\u00e9 a ideia de estupro em algo atraente. Essa fixa\u00e7\u00e3o com o abuso \u00e9 sinal de que algo deu errado, e eu sei que muitas vezes isso \u00e9 causado por rela\u00e7\u00f5es terr\u00edveis com os piores tipos de homens.<\/p>\n<p>E a\u00ed entramos na poss\u00edvel obje\u00e7\u00e3o sobre meu argumento que homem sentar de perna aberta n\u00e3o deve ser sexualizado: e o homem que abre as pernas para ro\u00e7ar na mulher? Tem muitos desses, n\u00e3o?<\/p>\n<p>Bom, tem sim. N\u00e3o sou mulher para ter a conta exata de quantas vezes isso acontece numa viagem, mas n\u00e3o me estranharia nem um pouco se elas tivessem que lidar com isso diariamente. O que n\u00e3o falta nesse mundo \u00e9 gente abusada. Por\u00e9m, aqui \u00e9 importante separar as coisas: o homem que est\u00e1 de pernas abertas para for\u00e7ar contato com a mulher do lado est\u00e1 fazendo algo diferente do tal do manspreading. Ocupar o espa\u00e7o alheio n\u00e3o \u00e9 a consequ\u00eancia, \u00e9 o objetivo.<\/p>\n<p>Longe de mim dizer para os outros o que configura contato aceit\u00e1vel ou n\u00e3o. Eu acho estranho ficar encostando em gente que n\u00e3o conhe\u00e7o, j\u00e1 at\u00e9 escrevi um texto inteiro sobre como acho estranho o conceito de dar dois ou tr\u00eas beijinhos no rosto de mulheres que se acabou de conhecer. Se a mulher acha escroto algu\u00e9m encostando a perna nela, \u00e9 escroto para ela e pronto. Se isso acontece numa condu\u00e7\u00e3o lotada por motivos alheios \u00e0s vontades dela e de quem encosta, eu acho aceit\u00e1vel mesmo que ela n\u00e3o goste. Eu tamb\u00e9m n\u00e3o gosto de nada lotado. N\u00e3o gostar de algo n\u00e3o significa que seja abuso ou que n\u00e3o possamos lidar com isso.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, podem ter certeza de que eu n\u00e3o vou argumentar que \u00e9 s\u00f3 um joelho encostando e que n\u00e3o para fazer todo esse drama. Sagrado direito de n\u00e3o querer ficar encostando nos outros quando n\u00e3o somos obrigados pelas circunst\u00e2ncias. Bancos de transporte p\u00fablico tem um espa\u00e7o pessoal definido, pode at\u00e9 ser meio chato ficar nele, mas \u00e9 a porcaria da obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas temos que saber diferenciar algu\u00e9m que est\u00e1 folgando de algu\u00e9m que est\u00e1 tentando for\u00e7ar um contato f\u00edsico com voc\u00ea. Sen\u00e3o, tudo vira abuso sexual e vamos perdendo a capacidade de diferenciar a gravidade dos problemas. Uma mat\u00e9ria que eu vi dizia para as mulheres reagirem ao manspreading como se estivessem sendo sexualmente abusadas. Chamando pol\u00edcia e tudo. Uma pessoa com compreens\u00e3o de texto maior entenderia que era caso avan\u00e7asse para algo al\u00e9m disso, mas algo me diz que o p\u00fablico-alvo m\u00e9dio n\u00e3o tem esse tipo de capacidade.<\/p>\n<p>A\u00ed fica parecendo que o fato do homem abrir as pernas \u00e9 o abuso sexual. Isso tem dois efeitos negativos: o primeiro \u00e9 que os homens lendo isso acham que quem disse \u00e9 uma hist\u00e9rica completamente maluca, o segundo \u00e9 que as mulheres lendo isso podem reagir acreditando sem entender que tem diferen\u00e7a. Lembra quando surgiu o boato que motorista de Uber estava usando g\u00e1s son\u00edfero nas passageiras? Lembra quando mulheres come\u00e7aram a se jogar de carros por causa disso? N\u00e3o tinha fundamento cient\u00edfico nenhum, era n\u00edvel \u201cloira do banheiro\u201d, mas uma mulher que \u00e9 convencida que todos os homens est\u00e3o tentando estuprar ela s\u00f3 porque s\u00e3o homens tende a viver com medo constante.<\/p>\n<p>Sentar-se com a perna muito aberta \u00e9 falta de educa\u00e7\u00e3o porque ocupa espa\u00e7o que n\u00e3o \u00e9 seu, n\u00e3o \u00e9 um jeito bacana de viver em sociedade. Sentar-se com a perna muito aberta n\u00e3o \u00e9 caracter\u00edstica masculina obrigat\u00f3ria, \u00e9 caracter\u00edstica de gente ego\u00edsta. N\u00e3o \u00e9 ass\u00e9dio sexual tamb\u00e9m, ass\u00e9dio sexual \u00e9 ass\u00e9dio sexual.<\/p>\n<p>\u00c9 bizarro que eu precise de tantas p\u00e1ginas para dizer algo t\u00e3o simples. A nossa comunica\u00e7\u00e3o est\u00e1 ficando cada vez mais confusa, desnecessariamente sexualizada, apesar de toda a conversa sobre g\u00eaneros neutros e cia. \u00c9 s\u00f3 fechar um pouco mais a perna. N\u00e3o precisa de tanta confus\u00e3o.<\/p>\n<p>Quem diria que pensar s\u00f3 naquilo daria errado, n\u00e3o?<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que precisa ter bolas para falar disso, para dizer que foi bem menos horr\u00edvel do que esperava, ou mesmo para dizer que cada um com seus problemas: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como fizemos uma semana tem\u00e1tica, o meu texto a pedido dos leitores de fevereiro caiu em mar\u00e7o. Um ser iluminado n\u00e3o-identificado sugeriu falar sobre manspreading, talvez depois de ver alguma mat\u00e9ria cretina na internet. 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