{"id":21388,"date":"2023-04-10T12:58:48","date_gmt":"2023-04-10T15:58:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=21388"},"modified":"2023-04-10T12:58:48","modified_gmt":"2023-04-10T15:58:48","slug":"jovens-promessas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2023\/04\/jovens-promessas\/","title":{"rendered":"Jovens promessas."},"content":{"rendered":"<p>Com os millenials em posi\u00e7\u00f5es de poder e a Gera\u00e7\u00e3o Z j\u00e1 se estabelecendo na vida adulta, Sally e Somir concordam que vem algo bem dif\u00edcil por a\u00ed. O que exatamente \u00e9 a discuss\u00e3o da vez. Os impopulares reclamam dos jovens.<\/p>\n<p><strong>Tema de hoje: qual ser\u00e1 o maior problema da nova gera\u00e7\u00e3o quando chegar \u00e0 vida adulta?<\/strong><!--more--><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SOMIR<\/span><\/h4>\n<p>Sensores de dopamina fritos, ou, de forma mais simples: uma dificuldade cada vez maior de sentir prazer no que fazem. Dopamina \u00e9 uma esp\u00e9cie de estimulante natural que o c\u00e9rebro produz para incentivar algumas atividades. Ele gera prazer e torna a ideia de fazer alguma coisa mais agrad\u00e1vel. A vida dessas novas gera\u00e7\u00f5es tem tantas fontes de dopamina que a tend\u00eancia \u00e9 que a vida adulta seja bem mais dif\u00edcil de lidar.<\/p>\n<p>Mas antes, deixa eu me afastar de gurus e coaches que falam sobre dopamina: essa ideia de que voc\u00ea tem que fazer \u201cjejum de dopamina\u201d, se privando de prazeres por um tempo para fazer o c\u00e9rebro voltar a achar gra\u00e7a nas coisas simples da vida \u00e9 na melhor das hip\u00f3teses discut\u00edvel. Se tem uma constante na hist\u00f3ria da humanidade, \u00e9 que n\u00e3o existem solu\u00e7\u00f5es m\u00e1gicas para problemas da mente.<\/p>\n<p>N\u00e3o vai ser o consumo ou restri\u00e7\u00e3o de uma subst\u00e2ncia que vai dar conta do seu estado mental. \u00c9 sempre uma constru\u00e7\u00e3o complexa que depende de muitos fatores. A dopamina, por exemplo: o que se entende sobre a fun\u00e7\u00e3o dela \u00e9 que ela \u00e9 liberada antes da pessoa fazer a coisa que considera prazerosa, \u00e9 um est\u00edmulo para ir fazer aquilo, n\u00e3o uma recompensa. Se privar de fontes de prazer r\u00e1pidas pode te ajudar a desperdi\u00e7ar menos o seu tempo e te for\u00e7ar a ter mais disciplina, mas n\u00e3o existem provas que isso vai fazer voc\u00ea sentir prazer fazendo seu imposto de renda&#8230; o que \u00e9 chato para uma pessoa \u00e9 chato para uma pessoa, n\u00e3o d\u00e1 para manipular seu c\u00e9rebro dessa forma.<\/p>\n<p>O meu ponto aqui sobre dopamina \u00e9 que essas novas gera\u00e7\u00f5es receberam muito mais est\u00edmulo desde a inf\u00e2ncia que as que vieram antes. Sim, isso costuma ser verdade com todas as gera\u00e7\u00f5es, eu recebi mais est\u00edmulo de m\u00eddia de massa que meus pais e eles mais que meus av\u00f3s, mas as gera\u00e7\u00f5es da internet viram um salto absurdo em compara\u00e7\u00e3o com as \u00faltimas gera\u00e7\u00f5es anal\u00f3gicas (provavelmente a minha). Minha inf\u00e2ncia foi offline de verdade, mais que at\u00e9 mesmo os mais pobres hoje em dia, que de uma forma ou de outra tem algum acesso \u00e0 internet e a cultura que vem dela.<\/p>\n<p>Isso tende a causar um problema de falta de prazer no que fazem. Quando existe uma fonte infinita de distra\u00e7\u00e3o na sua m\u00e3o 24 horas por dia, \u00e9 mais complicado se concentrar em tarefas da vida adulta. Al\u00e9m de trabalhar para se sustentar, fazemos muita manuten\u00e7\u00e3o de coisas b\u00e1sicas da vida, coisas que s\u00e3o chatas mesmo: repetitivas e que voc\u00ea sabe que v\u00e3o ser desfeitas logo depois.<\/p>\n<p>Infelizmente a vida \u00e9 99% manuten\u00e7\u00e3o e 1% constru\u00e7\u00e3o. Ficamos rolando o pedregulho montanha acima s\u00f3 para ele rolar para baixo de novo. Se voc\u00ea vai encarar essa l\u00f3gica de vida sabendo que existem milhares de formas de se distrair \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, tudo fica mais complicado. Eu que j\u00e1 me considero mais Gera\u00e7\u00e3o X do que Millenial lido com esse problema por trabalhar num computador o dia todo, imagina s\u00f3 quem tem boa parte da sua vida social e entretenimento num celular que n\u00e3o larga por nada?<\/p>\n<p>Este texto n\u00e3o \u00e9 para criticar os jovens que s\u00e3o diferentes, acho a discuss\u00e3o mais repetitiva da hist\u00f3ria, \u00e9 para demonstrar empatia mesmo: eu sinto algo parecido com o que eles devem sentir, mas pelo menos tive algum tempo de vida no modo antigo para comparar. Eu ficava entediado quando era crian\u00e7a, eu precisava inventar coisas para fazer quando n\u00e3o tinha nada na TV (tinha menos programa\u00e7\u00e3o infantil e voc\u00ea tinha que disputar com os adultos por s\u00f3 ter uma TV em casa). Meu c\u00e9rebro foi mais bem treinado em tentar extrair divers\u00e3o de tarefas menos estimulantes.<\/p>\n<p>E mais: para lidar com o fato de que as coisas n\u00e3o existiam para conquistar a minha aten\u00e7\u00e3o. Hoje em dia o feed de not\u00edcias e postagens de redes sociais entrega s\u00f3 o que voc\u00ea quer. Isso mexe com sua percep\u00e7\u00e3o sobre a realidade, parece estranho quando voc\u00ea lida com algo que n\u00e3o est\u00e1 programado para atender os seus desejos.<\/p>\n<p>A vida adulta com um monte de coisas que quase ningu\u00e9m gosta de fazer e a competi\u00e7\u00e3o inerente \u00e0 sociedade v\u00e3o dar n\u00f3s na cabe\u00e7a desses jovens. Eu at\u00e9 entendo o ponto que a Sally vai defender, mas eu acho que o mais dram\u00e1tico vai ser muita gente sem vontade de fazer as coisas necess\u00e1rias da vida adulta. Vai ser chato demais. Vai sair empurrado com a barriga, e v\u00e3o acabar achando que est\u00e3o infelizes quando na verdade est\u00e3o s\u00f3 pagando o pre\u00e7o normal de crescer: focar muito mais em manuten\u00e7\u00e3o do que constru\u00e7\u00e3o e prazer.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea tem um prospecto de algo divertido para fazer o tempo todo, fica tomando descarga de dopamina toda hora para te afastar de coisas chatas, mas necess\u00e1rias para a vida. Eu volto a bater na tecla da ilus\u00e3o de infelicidade aqui: n\u00e3o \u00e9 que a pessoa est\u00e1 triste e desmotivada, \u00e9 que ela foi enganada por uma inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia baseadas na oferta quase que infinita de entretenimento e socializa\u00e7\u00e3o f\u00e1cil. Falta algu\u00e9m para dizer para essas pessoas que isso \u00e9 normal: a vida \u00e9 bem mais ou menos na maioria do tempo.<\/p>\n<p>\u00c9 natural n\u00e3o estar motivado para fazer faxina ou para resolver um problema no banco, n\u00e3o \u00e9 um absurdo se sentir sozinho \u00e0s vezes, n\u00e3o \u00e9 depress\u00e3o estar sem vontade de fazer as coisas por um ou dois dias. Mas se a pessoa \u00e9 iludida com a promessa de dopamina infinita, tudo parece pior em compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Eu prevejo profissionais piores, companheiros piores, uma redu\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel da qualidade das intera\u00e7\u00f5es humanas por algum tempo at\u00e9 as coisas se estabilizarem e esses humanos viciados em dopamina come\u00e7arem a criar seus filhos com mais travas para n\u00e3o repetirem os erros que seus pais cometeram (e que dificilmente seriam capazes de prever tendo vivido inf\u00e2ncias offline).<\/p>\n<p>E essa piora n\u00e3o vai ser por \u201cg\u00eanio ruim\u201d, vai ser o resultado de gente achando cada vez menos gra\u00e7a nas coisas, justamente porque ca\u00edram no conto de que tudo tem que ter muita gra\u00e7a.<\/p>\n<p>N\u00e3o tem. Tem muita coisa chata na vida mesmo. Tudo bem.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para me chamar de velho, para dizer que adora quando eu te desmotivo, ou mesmo para dizer que o jovem continua precisando acabar: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SALLY<\/span><\/h4>\n<p>Qual ser\u00e1 o maior problema da nova gera\u00e7\u00e3o quando chegar \u00e0 vida adulta? <\/p>\n<p>Ser\u00e3o muitos, mas o maior ser\u00e1 a completa incapacidade de lidar com frustra\u00e7\u00e3o de uma forma saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>Estamos falando de uma gera\u00e7\u00e3o que cresceu tendo tudo ao alcance de um clique, uma gera\u00e7\u00e3o que fica incomodada se uma p\u00e1gina demora mais de cinco segundos para carregar, de uma gera\u00e7\u00e3o que sempre teve mil op\u00e7\u00f5es quando algo n\u00e3o a agradava.<\/p>\n<p>Uma foto n\u00e3o agradou? Tira outras 100 com o celular at\u00e9 encontrar uma que goste. N\u00e3o \u00e9 como se tivesse apenas 36 chances (pagando caro) e com espera de v\u00e1rios dias para ver o resultado. Os coment\u00e1rios a respeito de algo n\u00e3o agradaram? Exclu\u00ed algumas pessoas das redes sociais. N\u00e3o \u00e9 como se tivesse que fazer um longo processo ao vivo para consolidar uma amizade.<\/p>\n<p>Essa hiperdisponibilidade de recursos somada \u00e0 cria\u00e7\u00e3o que receberam (dos Millenials) com menos cobran\u00e7a e mais prote\u00e7\u00e3o retira a frustra\u00e7\u00e3o do rol de eventos di\u00e1rios, rotineiros e comuns e a coloca quase que como uma trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>N\u00e3o estou dizendo que cada negativa recebida vai ser um drama, estou dizendo que o fato de n\u00e3o se frustrar regulamente faz com que a pessoa n\u00e3o tenha ferramentas para lidar com a frustra\u00e7\u00e3o quando ela bater realmente forte. Quando algo que a pessoa queria muito n\u00e3o acontecer, vai doer exatamente como d\u00f3i na gente, mas n\u00e3o existir\u00e3o ferramentas (nem habilidade com estas ferramentas) para lidar com essa dor.<\/p>\n<p>Um exemplo bobo: quando eu era pequena e queria muito alguma coisa, eu sabia que, ao pedir isso para os meus pais, as chances de ganhar um \u201cn\u00e3o\u201d eram maiores do que as de ganhar um \u201csim\u201d, o que \u00e9 muito natural, j\u00e1 que crian\u00e7a quer tudo que v\u00ea e pede milh\u00f5es de coisas por dia. Esse era o mindset: vou pedir mas \u00e9 muito comum que n\u00e3o consiga. <\/p>\n<p>E, na minha inf\u00e2ncia, eu dependia dos meus pais para ter coisas do meu interesse. Isso mudou. Hoje, uma crian\u00e7a com um tablet ou celular na m\u00e3o consegue dezenas de vezes por dia o que quer: ver um desenho no Youtube, achar uma foto de alguma coisa, conseguir uma letra de uma m\u00fasica. <\/p>\n<p>Isso gera no c\u00e9rebro a expectativa de que \u201cquando eu quero algo, a regra \u00e9 que eu consiga esse algo\u201d. Infelizmente na vida adulta n\u00e3o \u00e9 essa a regra. Minha gera\u00e7\u00e3o sabe disso, pois na nossa inf\u00e2ncia a regra era a mesma que na vida adulta. Foram muitos anos de prepara\u00e7\u00e3o para n\u00e3o conseguir o que quer\u00edamos. <\/p>\n<p>No come\u00e7o, com choro, com ang\u00fastia, com tristeza, depois, a gente vai calejando e aprende que n\u00e3o conseguir o que queremos \u00e9 parte da vida e, inclusive, \u00e0s vezes \u00e9 at\u00e9 bom, visto que quando somos jovens queremos cada merda&#8230; A cada frustra\u00e7\u00e3o nos levantamos mais r\u00e1pido, nos recuperamos mais r\u00e1pido. O que muita gente hoje acha que \u201ctraumatiza\u201d, na verdade, fortalece \u2013 e o tempo vai me dar raz\u00e3o.<\/p>\n<p>Foi um longo caminho para entender que eu n\u00e3o posso ter o que eu quero quando eu quero da forma que eu quero. Quem \u00e9 Gera\u00e7\u00e3o X como eu deve achar que essa constata\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00f3bvia, mas para muitas pessoas da Gera\u00e7\u00e3o Z e da Gera\u00e7\u00e3o Alfa, isso n\u00e3o \u00e9 uma obviedade. N\u00e3o conseguir o que quer n\u00e3o \u00e9 regra, \u00e9 a exce\u00e7\u00e3o durante quase duas d\u00e9cadas da sua vida.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o chilique que eu dei nos primeiros anos de vida (n\u00e3o no sentido de fazer esc\u00e2ndalo e sim de me abalar profundamente), eles dar\u00e3o na vida adulta cada vez que n\u00e3o conseguirem algo, pois n\u00e3o foram treinados para isso e cresceram com pouca capacidade de frustra\u00e7\u00e3o e resili\u00eancia. Infelizmente todos n\u00f3s j\u00e1 vimos alguns deles protagonizando esses chiliques de crian\u00e7a na vida adulta, pois, para piorar tudo, eles costumam se filmar quando o fazem.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 um problema. Um problema para quem passa por esse choque de realidade e descobre como \u00e9 a vida de verdade fora da bolha e um problema para o resto das pessoas, que tem que lidar com um adultinho que tem a intelig\u00eancia emocional de uma crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Existe um motivo pelo qual n\u00e3o se permitem crian\u00e7as no mercado de trabalho e ele vai muito al\u00e9m da for\u00e7a f\u00edsica: uma crian\u00e7a est\u00e1 construindo sua personalidade, desenvolvendo suas habilidades emocionais, aprendendo a lidar com o mundo. \u00c9 o cl\u00e1ssico \u201ccrian\u00e7a tem que brincar\u201d, n\u00e3o que trabalhar, pois brincando \u00e9 que se constru\u00eda esse entendimento de mundo e se criavam ferramentas para lidar com ele.<\/p>\n<p>S\u00f3 que agora, quando as crian\u00e7as brincam, elas n\u00e3o se frustram mais, ao menos n\u00e3o com frequ\u00eancia. No pique-esconde apenas um ganha, no Candy Crush voc\u00ea joga at\u00e9 ganhar. Ao tentar socializar na escola s\u00e3o necess\u00e1rias v\u00e1rias tentativas e constante manuten\u00e7\u00e3o, j\u00e1 nas redes sociais voc\u00ea adiciona quem quer e consegue centenas de amigos em um dia.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, a nova gera\u00e7\u00e3o vai chegar na vida adulta sem ter desenvolvido as ferramentas para lidar com frustra\u00e7\u00e3o. Eu nem acho que v\u00e1 pesar tanto no mercado de trabalho, pois seus chefes ser\u00e3o os Millenials, que costumam ter uma filosofia de trabalho bem menos puxada do que a que vigora hoje (n\u00e3o se matar de trabalhar, trabalhar menos horas, prezar pelo conforto e bem-estar etc.). Eu acho que a pancada vem mesmo na vida pessoal.<\/p>\n<p>Relacionamentos com parceiros para a vida (n\u00e3o namoricos, relacionamentos est\u00e1veis) n\u00e3o s\u00e3o contos de fadas. A conviv\u00eancia n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil nem para a gente, das gera\u00e7\u00f5es anteriores. Imagina para quem n\u00e3o tem familiaridade com frustra\u00e7\u00e3o e n\u00e3o tem ferramentas para lidar com ela. <\/p>\n<p>Imagina o tamanho do atrito de pessoas que n\u00e3o sabem fazer concess\u00f5es, mas que, ao mesmo tempo, s\u00e3o carentes e acostumadas com a aceita\u00e7\u00e3o da bolha na qual vivem.<\/p>\n<p>O mesmo vale para amizades. Amizades verdadeiras, em algum ponto, v\u00e3o demandar conversas sinceras e dolorosas. V\u00e3o demandar concess\u00f5es. V\u00e3o demandar esfor\u00e7o. V\u00e3o demandar lidar com frustra\u00e7\u00f5es de forma adulta, madura e saud\u00e1vel. At\u00e9 mesmo relacionamentos familiares na vida adulta exigem isso.<\/p>\n<p>N\u00e3o d\u00e1 para viver uma vida sem se relacionar com algu\u00e9m (fam\u00edlia, amigos, amor). Portanto, a nova gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o vai poder evit\u00e1-lo. Mas, ao mesmo tempo, n\u00e3o parece ter as ferramentas necess\u00e1rias para faz\u00ea-lo. E, pior do que um que n\u00e3o est\u00e1 preparado s\u00e3o dois que n\u00e3o est\u00e3o preparados, atritando.<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode ter o sucesso que for na vida mas, se n\u00e3o tiver bons relacionamentos para te ajudar nesse mundo, o emocional vai colapsar. E n\u00e3o tem desafio mais sofrido que que sobreviver com o emocional colapsado&#8230;<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que j\u00e1 existir\u00e3o rob\u00f4s inteligentes ent\u00e3o contato humano ser\u00e1 opcional, para dizer que o pior problema ser\u00e1 todo mundo ser processado o tempo todo por desagradar algu\u00e9m ou ainda para dizer que eles que se virem: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com os millenials em posi\u00e7\u00f5es de poder e a Gera\u00e7\u00e3o Z j\u00e1 se estabelecendo na vida adulta, Sally e Somir concordam que vem algo bem dif\u00edcil por a\u00ed. 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