{"id":22207,"date":"2023-10-16T11:57:52","date_gmt":"2023-10-16T14:57:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=22207"},"modified":"2025-11-21T15:35:47","modified_gmt":"2025-11-21T18:35:47","slug":"abuso-aceito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2023\/10\/abuso-aceito\/","title":{"rendered":"Abuso aceito."},"content":{"rendered":"<p>Relacionamentos disfuncionais s\u00e3o extremamente comuns, e o mais bizarro \u00e9 que muitos deles perduram por anos ou d\u00e9cadas. Inclusive com uma esp\u00e9cie de libera\u00e7\u00e3o social para a disfuncionalidade. Sally e Somir acham isso inaceit\u00e1vel, mas escolhem pontos diferentes para criticar. Os impopulares se separam.<\/p>\n<p><strong>Tema de hoje: Qual \u00e9 a pior modalidade de relacionamento abusivo socialmente aceita? <\/strong><!--more--><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SOMIR<\/span><\/h4>\n<p>Relacionamento com evas\u00e3o constante de privacidade. Sim, eu sei que existem formas de abuso mais dolorosas, mas a grande maioria delas \u00e9 vista como algo errado, de uma forma ou de outra. Se voc\u00ea explicar direitinho o ponto que a Sally vai defender, acredito que a maioria das pessoas vai acabar entendendo.<\/p>\n<p>Mas mesmo explicando o ponto que eu escolhi, muita gente vai achar estranho. Como se fosse uma paranoia minha sem suporte da realidade. E vou al\u00e9m: para muita gente essa constante evas\u00e3o de privacidade e convite de terceiros para opinar num relacionamento \u00e9 at\u00e9 visto como algo positivo!<\/p>\n<p>\u00c9 aquele problema b\u00e1sico sobre privacidade: tem muita gente que acha que n\u00e3o existe meio termo entre se escancarar todo para o mundo e ter algo a esconder. Ou voc\u00ea est\u00e1 disposto a dividir sua vida em detalhes com todo mundo, ou tem segredos horr\u00edveis que teme serem revelados. Quando na verdade, existem motivos racionais para se poupar da aten\u00e7\u00e3o p\u00fablica para o bem de uma rela\u00e7\u00e3o. E em v\u00e1rios casos, at\u00e9 aten\u00e7\u00e3o de pessoas mais pr\u00f3ximas.<\/p>\n<p>S\u00f3 entende a din\u00e2mica da rela\u00e7\u00e3o quem est\u00e1 dentro dela. N\u00e3o quer dizer que uma mulher sendo abusada n\u00e3o deva denunciar, \u00e9 \u00f3bvio que deve, mas quer dizer que existem nuances dentro do relacionamento que n\u00e3o fazem sentido para quem est\u00e1 olhando de fora. E at\u00e9 nesse \u00e2ngulo de abuso f\u00edsico ou emocional, expor a pessoa sem se afastar dela n\u00e3o faz sentido tamb\u00e9m. S\u00f3 pessoas que est\u00e3o presas, direta ou indiretamente, com outra podem se beneficiar de tornar a quest\u00e3o p\u00fablica. E mesmo assim, com o expresso objetivo de ser resgatada daquela situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para quem n\u00e3o pretende se afastar da fonte, exposi\u00e7\u00e3o de intimidade \u00e9 uma forma de abuso da ideia de formar um casal: formar um la\u00e7o. N\u00e3o existe la\u00e7o entre voc\u00ea, uma pessoa e uma plateia ao mesmo tempo. Rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o enfraquecidas quando se inserem mais e mais pessoas dentro dela. Pessoas muito famosas vivem sofrendo com seus relacionamentos, com trai\u00e7\u00f5es e brigas que vazam para o dom\u00ednio p\u00fablico. Evidente que isso acontece: nada mais complexo que uma decis\u00e3o por comit\u00ea.<\/p>\n<p>Quando eu digo que existem nuances e particularidades na rela\u00e7\u00e3o entre duas pessoas, eu tamb\u00e9m quero dizer que a resolu\u00e7\u00e3o de conflitos \u00e9 diferente se as duas partes est\u00e3o envolvidas de verdade. Tem gente com mais toler\u00e2ncia \u00e0 descaso, tem gente que tem n\u00edveis diferentes de ci\u00fame, tem gente at\u00e9 com mais casca para agressividade e grosseria em geral. O que um casal pode lidar na sua intimidade n\u00e3o \u00e9 equivalente ao que pessoas de fora podem. E se voc\u00ea provoca o terceiro a opinar, vai ter que lidar com mais e mais vari\u00e1veis, a maioria delas irrelevante para a vida do casal.<\/p>\n<p>Eu tenho horror a gente que evade intimidade porque eu me coloco no lugar da pessoa que est\u00e1 sendo exposta sem consentimento. Eu n\u00e3o dou trela nem para amigos nesse sentido, porque acho incorreto vazar intimidade de mulheres que n\u00e3o me deram autoriza\u00e7\u00e3o para saber sobre o que fazem ou n\u00e3o fazem no ambiente privado. Eu considero trai\u00e7\u00e3o s\u00e9ria expor algo que eu confidenciei para apenas uma pessoa.<\/p>\n<p>E intimidade de casal tem essa presun\u00e7\u00e3o de confid\u00eancia exclusiva. As pessoas come\u00e7aram a entender o erro de vazar nudes recebidos, mas a coisa para mais ou menos a\u00ed: se voc\u00ea sair contando a intimidade do casal que faz parte para todo mundo na rede social, n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 visto como normal, como se for uma mulher ainda sendo indiscreta com um homem que n\u00e3o consentiu em ser exposto, \u00e9 visto como empoderador e corajoso.<\/p>\n<p>Tudo o que uma pessoa faz exclusivamente na sua presen\u00e7a e presumindo intimidade tem que ser considerado informa\u00e7\u00e3o privilegiada. Muita gente parece entender que postar foto da mulher ou do marido pelado em casa na internet \u00e9 errado, mas se fizer 30 postagens expondo o que acontece na rela\u00e7\u00e3o com todo mundo vestido, \u00e9 normal. N\u00e3o \u00e9. \u00c9 escroto e abusivo.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m \u00e9 obrigado a ter uma rela\u00e7\u00e3o p\u00fablica e ter que lidar com a doentia aten\u00e7\u00e3o de terceiros sobre sua vida particular. Pessoas exageram nessa curiosidade sobre a vida do outro, e com cada vez mais gente apelando para a t\u00e1tica Caras de relev\u00e2ncia na vida, isso \u00e9, evadir privacidade sem nenhuma fun\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica al\u00e9m de chamar aten\u00e7\u00e3o, mais e mais parceiros dessas pessoas s\u00e3o jogados diante de uma plateia sem nunca terem concordado com isso.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea quem ser um \u201clivro aberto\u201d e se exibir constantemente, o m\u00ednimo que deveria fazer \u00e9 dar essa condi\u00e7\u00e3o para a pessoa com a qual vai se relacionar. Se for outro maluco de pedra que quer todo mundo opinando sobre sua privacidade, beleza, o casal est\u00e1 compartilhando um interesse. Mas se n\u00e3o for uma pessoa que te disse expressamente que quer ser exposta, \u00e9 abusivo. As pessoas t\u00eam o direito de controlar quanta aten\u00e7\u00e3o v\u00e3o receber, e n\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel for\u00e7ar o outro a ficar vulner\u00e1vel dessa forma.<\/p>\n<p>E para ser honesto, quem busca aten\u00e7\u00e3o se exibindo na internet ou mesmo no grupo social real ao seu redor vai acabar traindo sua confian\u00e7a uma hora ou outra. Vai te expor quando quiser biscoito, e voc\u00ea n\u00e3o vai ter opini\u00e3o no tema. Se pelo menos as pessoas fossem mais cr\u00edticas com gente sem no\u00e7\u00e3o e celebridades em geral por ficarem se expondo o tempo todo, talvez fosse poss\u00edvel controlar o comportamento. Mas n\u00e3o, muito pelo contr\u00e1rio: a ind\u00fastria do entretenimento quer saber exatamente quantas gramas pesou o \u00faltimo coc\u00f4 da cantora da moda, e sabe que milhares de pessoas v\u00e3o se interessar por isso.<\/p>\n<p>Evas\u00e3o de privacidade \u00e9 visto como algo positivo, num esquema meio opressivo de \u201cquem n\u00e3o deve n\u00e3o teme\u201d, como se todos n\u00f3s concord\u00e1ssemos em viver diante do escrut\u00ednio alheio (muito dele feito por gente absolutamente est\u00fapida e limitada) e fosse s\u00f3 quest\u00e3o de tempo para aparecermos no palco.<\/p>\n<p>E quem n\u00e3o quer ser palha\u00e7o no circo da rede social ou na roda de fofocas mais pr\u00f3xima? E quem quer formar uma rela\u00e7\u00e3o de cumplicidade e confian\u00e7a inabal\u00e1vel? \u00c9 um abuso ter que viver com quem acha que \u00e9 normal contar segredos do casal ou ficar expondo intimidade o tempo todo. Tem gente que quer ter rela\u00e7\u00e3o com o mundo todo e s\u00f3 usa o outro como decora\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio que criou. Novamente: se achar que algu\u00e9m que tamb\u00e9m quer isso, seja feliz. Mas presumir que todo mundo quer isso e ainda tratar como normalidade, como \u201cn\u00e3o ter o que esconder\u201d, \u00e9 um abuso que incrivelmente \u00e9 tratado como comportamento normal.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9. Voc\u00ea deveria querer proteger a pessoa que gosta, n\u00e3o expor ela aos chacais para ganhar curtidas na internet e papo-furado de conhecidos. Est\u00e1 sofrendo um abuso, denuncie e pule fora. Se n\u00e3o est\u00e1, \u00e9 s\u00f3 desligar a merda do celular e conversar com o outro para resolver.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que criticar evas\u00e3o de privacidade \u00e9 misoginia, para dizer que \u00e9 um livro aberto (por isso est\u00e1 manchado), ou mesmo para dizer que quem n\u00e3o tem segredo n\u00e3o \u00e9 interessante: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SALLY<\/span><\/h4>\n<p>Qual \u00e9 a pior modalidade de relacionamento abusivo socialmente aceita?<\/p>\n<p>Percebam o detalhe: tem que ser uma forma de relacionamento abusivo e tem que ser socialmente aceito. Na minha opini\u00e3o o pior \u00e9 cagar e andar para o outro, n\u00e3o ser parceiro, n\u00e3o ser companheiro, com alguma justificativa socialmente aceit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Um relacionamento \u00e9 muito mais do que dois corpos se esfregando. Um relacionamento \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a, parceira, companheirismo, respeito, objetivos em comum e interesse pelo outro. Nunca aceite menos do que isso, pois a partir do momento em que voc\u00ea negocia e aceita menos, o recado que voc\u00ea passa para a pessoa \u00e9: \u201ceu me contento com pouco, pode me dar migalhas\u201d.<\/p>\n<p>Para mim n\u00e3o tem pior abuso socialmente aceito do que o estelionato no relacionamento: se promete uma coisa, se combina uma coisa, e depois se d\u00e1 menos. Ou se come\u00e7a dando tudo e gradualmente se reduz a entrega. Combinar e n\u00e3o cumprir \u00e9, na minha concep\u00e7\u00e3o, uma das maiores vergonhas socialmente aceitas do Brasil.<\/p>\n<p>Quando se faz isso, se retira um fator essencial da equa\u00e7\u00e3o: a confian\u00e7a. E sem confian\u00e7a n\u00e3o existe nenhuma possibilidade de um relacionamento crescer saud\u00e1vel. Quando se faz isso a pessoa se coloca em um patamar de import\u00e2ncia acima do outro: ela n\u00e3o precisa cumprir o combinado, ela, o floquinho de neve especial, est\u00e1 acima das regras.<\/p>\n<p>O mais curioso \u00e9 que geralmente essas pessoas s\u00e3o as primeiras a desacreditar quem reclama delas: o outro \u00e9 colocado em um papel de chato, reclam\u00e3o, carente. A pessoa vai retirando seu investimento do relacionamento aos poucos e constrangendo o outro se ele reclamar disso. \u00c9 baixo, \u00e9 muito baixo. Mas, infelizmente, tamb\u00e9m \u00e9 muito comum.<\/p>\n<p>Cada casal constr\u00f3i o seu modelo do que \u00e9 companheirismo, parceria e entrega. Longe de mim querer impor um padr\u00e3o. Mas, uma vez estabelecido um acordo, a coisa certa a fazer \u00e9 manter o combinado. Se n\u00e3o quer mais, a porta est\u00e1 sempre aberta para ir embora.<\/p>\n<p>E n\u00e3o tem desculpas. Tempo \u00e9 quest\u00e3o de prioridade. Quando a pessoa quer, arruma tempo e vontade para tudo. Se n\u00e3o arruma para voc\u00ea, \u00e9 por voc\u00ea n\u00e3o ser prioridade. N\u00e3o tape o sol com a peneira, todo estelionat\u00e1rio emocional sempre tem \u00f3timos motivos para se comportar como um escroto e um discurso na ponta da l\u00edngua para justificar isso, te fazendo parecer um ego\u00edsta incompreensivo se n\u00e3o aceitar.<\/p>\n<p>A desculpa cl\u00e1ssica usada igualmente por homens e mulheres \u00e9: \u201ceu trabalho\u201d. Por sinal, \u201ceu trabalho\u201d \u00e9 o grande coringa da canalhice, a grande muleta do acomodado, o grande trunfo do incompetente. Deixar de fazer algo que \u00e9 um dever m\u00ednimo para n\u00e3o ser uma pessoa bosta porque \u201ceu trabalho\u201d \u00e9 um dos piores atestados de incompet\u00eancia que eu j\u00e1 vi.<\/p>\n<p>Quase todo mundo trabalha, e muitas pessoas em condi\u00e7\u00f5es bem mais desfavor\u00e1veis do que n\u00f3s, e nem por isso se eximem de suas responsabilidades, sejam elas emocionais, de sa\u00fade ou de qualquer outra natureza. N\u00e3o se dedicar ao relacionamento, n\u00e3o cuidar da sa\u00fade, n\u00e3o cuidar da mente, n\u00e3o fazer o que \u00e9 minimamente necess\u00e1rio com a desculpa do \u201cmas eu trabalho\u201d \u00e9 se autodeclarar um imbecil.<\/p>\n<p>Se a pessoa n\u00e3o consegue dar conta do trabalho e de um relacionamento, que n\u00e3o se relacione com ningu\u00e9m. Se a pessoa n\u00e3o consegue dar conta do trabalho e de um relacionamento com essa pessoa espec\u00edfica com a qual est\u00e1 por consider\u00e1-la muito demandante, ent\u00e3o que n\u00e3o se relacione com ela. Mas em termos gerais, a pessoa n\u00e3o quer largar o osso, quer os benef\u00edcios de ter um parceiro sem precisar dar o que aquele parceiro pede.<\/p>\n<p>As desculpas s\u00e3o infinitas: cansa\u00e7o, falta de tempo, falta de dinheiro e muitas outras. Nada disso justifica negligenciar os termos de um relacionamento. Se a pessoa for mesmo prioridade, o outro dar\u00e1 um jeito. E quem falha nisso, deve pedir desculpas e n\u00e3o encurralar e se colocar em condi\u00e7\u00e3o de v\u00edtima.<\/p>\n<p>N\u00e3o gosta de ser cobrado? Fa\u00e7a sua parte direito, olha que simples! E se n\u00e3o consegue fazer, conversa sobre isso e estabelece novos termos, se o outro concordar. N\u00e3o tem acordo? Pega seu banquinho e saia de fininho. O que n\u00e3o pode \u00e9 ficar manipulando o outro e a opini\u00e3o p\u00fablica para avalizar o seu estelionato emocional.<\/p>\n<p>Mas, parece existir um acordo t\u00e1cito muito do perverso, no qual todos se comportam segundo a premissa de que cobrar \u00e9 ofensivo, \u00e9 coisa de gente chata, \u00e9 coisa de gente neur\u00f3tica. S\u00f3 posso presumir que seja um interesse coletivo em nunca serem cobrados, afinal, salvo honrosas exce\u00e7\u00f5es, a maioria entrega muito pouco em todos os campos da vida. Conv\u00e9m a med\u00edocres que se regem pela lei do menor esfor\u00e7o vilanizar cobran\u00e7as.<\/p>\n<p>Prometeu? Cumpra. N\u00e3o pode cumprir pontualmente? Avise. N\u00e3o pode cumprir mais? Renegocie. N\u00e3o foi aceito? Retire-se. E sem falar mal do outro, afinal, quem deixou a desejar foi voc\u00ea.<\/p>\n<p>Passou da hora das pessoas terem vergonha de prometer e n\u00e3o entregar. N\u00e3o existe motivos para que isso seja conden\u00e1vel apenas quando ocorre com bens materiais (\u00e9 inclusive crime), pois o emocional \u00e9 muito mais valioso que um bem material.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que entregar e n\u00e3o cumprir \u00e9 um cl\u00e1ssico, para dizer que eu estou mexendo com as institui\u00e7\u00f5es ou ainda para dizer que o pior \u00e9 casais se tratando com falta de respeito: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relacionamentos disfuncionais s\u00e3o extremamente comuns, e o mais bizarro \u00e9 que muitos deles perduram por anos ou d\u00e9cadas. Inclusive com uma esp\u00e9cie de libera\u00e7\u00e3o social para a disfuncionalidade. Sally e Somir acham isso inaceit\u00e1vel, mas escolhem pontos diferentes para criticar. Os impopulares se separam. 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