{"id":22270,"date":"2023-11-02T13:44:10","date_gmt":"2023-11-02T16:44:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=22270"},"modified":"2023-11-02T13:44:10","modified_gmt":"2023-11-02T16:44:10","slug":"taxidermia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2023\/11\/taxidermia\/","title":{"rendered":"Taxidermia"},"content":{"rendered":"<p>Imortalizar a apar\u00eancia de um animal \u00e9 mais importante do que parece para fins cient\u00edficos e educacionais. E tamb\u00e9m \u00e9 mais dif\u00edcil do que parece. Hoje falamos dessa arte que exige m\u00faltiplos conhecimento e habilidade: Desfavor Explica Taxidermia.<!--more--><\/p>\n<p>Taxidermia \u00e9 a t\u00e9cnica de montar ou reproduzir animais para preservar sua apar\u00eancia ap\u00f3s sua morte. O nome vem do grego e significa \u201cdar forma \u00e0 pele\u201d (taxi = dar forma, dermia = pele). <\/p>\n<p>Antigamente o processo era realizado recheando o animal com palha, e da\u00ed veio o nome \u201cempalhar\u201d. Mas hoje, taxidermia faz sentido, pois o processo \u00e9 feito removendo toda a pele do animal e recolocando-a, ap\u00f3s um tratamento, por cima de uma estrutura que imita seu corpo.<\/p>\n<p>\u00c9 um procedimento antigo. Os primeiros registros conhecidos de preserva\u00e7\u00e3o de animais mortos data de 5000 Antes de Cristo, no Egito Antigo. Se voc\u00ea j\u00e1 viu fotos de animais empalhados antigos deve ter percebido que o resultado deixava um pouco a desejar. Sendo gentil, parecia que os bichos tinham morrido de um AVC. <\/p>\n<p>Mas, a taxidermia evoluiu muito ao longo dos anos e hoje permite recriar com perfei\u00e7\u00e3o qualquer animal, com um resultado sim\u00e9trico, natural e agrad\u00e1vel. O que n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o existam trabalhos amadores e mal executados nos dias atuais&#8230; talvez voc\u00ea tenha entrado em contato com taxidermia realizada pelas m\u00e3os de curiosos ou amadores, o que pode gerar uns bichos muito estranhos e desconjuntados, mas, saiba que se bem-feita, parece um animal paralisado.<\/p>\n<p>O que nos leva \u00e0 \u00f3bvia conclus\u00e3o que taxidermia n\u00e3o \u00e9 para curiosos. Al\u00e9m dos riscos biol\u00f3gicos de se manipular de forma errada um animal morto (uma panedemia j\u00e1 est\u00e1 de bom tamanho), \u00e9 um processo que requer o uso de produtos caros (a maioria importados) e um vaso conhecimento de anatomia, qu\u00edmica e habilidades art\u00edsticas.<\/p>\n<p>A taxidermia vai muito al\u00e9m de decora\u00e7\u00e3o cafona, ela tem um papel importante na educa\u00e7\u00e3o e na ci\u00eancia. A maior parte das pessoas associa taxidermia a aquela cabe\u00e7a de cervo ou alce na parede de uma cabana na montanha, mas, na vida real, ela cumpre um papel importante para ajudar a catalogar, compreender, estudar e preservar as esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Existem relatos de alunos de escolas que receberam aulas sobre animais que estavam em risco de extin\u00e7\u00e3o e aqueles que foram apresentados a esses animais taxidermizados foram mais capazes de identificar a proteger a esp\u00e9cie. Ver o animal ao vivo gera outro tipo de impacto e aprendizado muito mais potente do que ver uma foto.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m \u00e9 uma importante ferramenta para estudo da anatomia animal de grande valor para todos os profissionais que de alguma forma lidam com animais selvagens de forma indireta e n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de observ\u00e1-los em seu habitat natural. Muitas vezes \u00e9 preciso solucionar problemas ou ajudar animais que vivem em \u00e1reas remotas e a taxidermia ajuda a pensar nessa solu\u00e7\u00e3o sem ter que ir para o topo do Everest ou para algum cantinho da Ant\u00e1rtida.<\/p>\n<p>A taxidermia permite criar um cat\u00e1logo de animais e imortalizar esp\u00e9cies que eventualmente sejam extintas. \u00c9 uma enciclop\u00e9dia visual dos animais do planeta que tem um valor enorme nos dias atuais e, quem sabe, ter\u00e1 mais ainda no futuro, com o avan\u00e7o da tecnologia.<\/p>\n<p>Ela serve at\u00e9 mesmo como ferramenta de inclus\u00e3o. Pode ser usada, por exemplo, para permitir que pessoas com defici\u00eancia visual \u201cconhe\u00e7am\u201d os animais pelo tato.<\/p>\n<p>Antes do surgimento dos grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o e da m\u00e1quina fotogr\u00e1fica, a taxidermia era a \u00fanica forma de conhecer animais nativos de outros pa\u00edses sem ter que ir at\u00e9 eles. Era comum que a nobreza ostentasse animais ex\u00f3ticos empalhados como s\u00edmbolo de status.<\/p>\n<p>Um caso ficou muito famoso: o Le\u00e3o de Gripsholm. O rei da Su\u00e9cia, Frederico I, era obcecado por le\u00f5es, por tudo que escutava falar de sua beleza e impon\u00eancia. Ap\u00f3s alguns acordos duvidosos, o rei da Arg\u00e9lia, em gratid\u00e3o, resolveu enviar um le\u00e3o morto de presente para Frederico, para que seja empalhado e exposto no seu pal\u00e1cio. <\/p>\n<p>Foi o primeiro le\u00e3o empalhado da escandin\u00e1via e&#8230; o resultado&#8230; bem, deixo aqui as fotos&#8230;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Leao-de-Gripsholm.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"600\" class=\"alignnone size-full wp-image-22271\" srcset=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Leao-de-Gripsholm.jpg 1200w, https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Leao-de-Gripsholm-300x150.jpg 300w, https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Leao-de-Gripsholm-1024x512.jpg 1024w, https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Leao-de-Gripsholm-768x384.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/p>\n<p>Em defesa do pobre infeliz que fez isso: 1) a dist\u00e2ncia da Arg\u00e9lia at\u00e9 a Su\u00e9cia \u00e9 grande, o que significa que boa parte do animal chegou decomposta, ou seja, deformada, mole, alterada e 2) os taxidermistas que fizeram esse trabalho nunca haviam visto um le\u00e3o, portanto, tiveram que fazer o processo apenas com base em relatos, sem qualquer par\u00e2metro para saber se estava condizente com a realidade ou n\u00e3o. Deve ser bem dif\u00edcil montar um bicho todo derretido\/decomposto, sem nunca ter visto como ele era quando inteiro. <\/p>\n<p>Mesmo quando o animal estava em boas condi\u00e7\u00f5es as dificuldades eram enormes. H\u00e1 relatos de que a primeira pele de ornitorrinco que chegou \u00e0 Europa para o procedimento foi descartada por acharem que se tratava de uma piada. Pensaram que algu\u00e9m havia costurado um bico de pato em uma pele de castor. A piada, no caso, foi feita pela m\u00e3e natureza. Duros tempos para a taxidermia. <\/p>\n<p>Este caso famoso do Le\u00e3o de Gripsholm \u00e9 um bom exemplo de como taxidermia \u00e9 uma arte dif\u00edcil n\u00e3o apenas pelas habilidades que um taxidermista deve ter, mas por diversos fatores que s\u00e3o cruciais para o processo, como tempo, materiais utilizados e conhecimento anat\u00f4mico do animal. Como voc\u00ea pode supor, foi realizado pelos melhores do local (apenas os melhores trabalhavam para o rei) e, ainda assim, ficou bem ruim.<\/p>\n<p>A taxidermia se divide em dois grandes grupos: a cient\u00edfica (para fins de estudos e educativos) e a art\u00edstica, apenas para fins decorativos ou de exposi\u00e7\u00e3o. Quando a ideia \u00e9 expor o animal para fins educativos, normalmente se acrescenta algum contexto, algum cen\u00e1rio, geralmente o habitat no qual os animais seriam encontrados na natureza. Quando \u00e9 para fins art\u00edsticos, ela \u00e9 livre, sendo comum inclusive criar animais que n\u00e3o existem, unindo partes de diferentes animais. Um milion\u00e1rio exc\u00eantrico mandou fazer um Pegaso, um cavalo alado, para colocar na sua sala.<\/p>\n<p>Para ser um bom taxidermista \u00e9 preciso, al\u00e9m de habilidades manuais, um bom conhecimento em biologia (principalmente anatomia animal) e qu\u00edmica. \u00c9 preciso entender como o posicionamento de cada m\u00fasculo interfere na express\u00e3o e postura do animal. \u00c9 preciso compreender a melhor forma de preservar seus tecidos e substituir aquilo que n\u00e3o pode ser preservado (como olhos, nariz, cauda, orelhas, l\u00edngua e mand\u00edbula).<\/p>\n<p>No Brasil, a taxidermia chegou trazida por europeus, com o principal objetivo de catalogar e ensinar sobre as esp\u00e9cies nativas, que eram levados a laborat\u00f3rios e faculdades. Durante algum tempo era uma arte com um belo campo de atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, \u00e0 medida que a ca\u00e7a passou a ser proibida, a possibilidade de atua\u00e7\u00e3o de taxidermistas foi reduzindo, at\u00e9 quase desaparecer. Hoje n\u00e3o existem muitos profissionais realmente qualificados no Brasil, em parte pela dificuldade de ter acesso a animais, em parte pela dificuldade de ter acesso a conte\u00fado, j\u00e1 que os bons livros sobre o assunto est\u00e3o em outros idiomas.<\/p>\n<p>Hoje, as leis ambientais tornam praticamente imposs\u00edvel matar um animal nativo, mesmo que seja para fins educativos. Portanto, a taxidermia s\u00f3 pode ser realizada em animais que morreram por outras causas. E, geralmente n\u00e3o encontramos animais que morreram de velhos por a\u00ed, s\u00e3o causas da morte costumam violentas: atropelamento, animais mortos por predadores, etc. Se j\u00e1 \u00e9 um processo dif\u00edcil normalmente, imagina a complexidade de taxidermizar um animal com metade do corpo esmagado pelo pneu de um caminh\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, animais taxidermizados n\u00e3o s\u00e3o meros objetos que podem ser deixados em uma estante indeterminadamente. Apesar de todo o processo de preserva\u00e7\u00e3o, ainda s\u00e3o material org\u00e2nico, o que significa que precisam de \u201cmanuten\u00e7\u00e3o\u201d para n\u00e3o perecer, especialmente em locais de clima quente como o Brasil. Isso \u00e9 mais um dificultador: a manuten\u00e7\u00e3o \u00e9 cara e \u00e9 para sempre.<\/p>\n<p>Isso explica o motivo de n\u00e3o existirem muitos museus com animais taxidermizados no pa\u00eds. Seria maravilhoso ter museus regionais com todos os animais da \u00e1rea em exposi\u00e7\u00e3o, mas infelizmente isso n\u00e3o \u00e9 uma realidade vi\u00e1vel hoje.<\/p>\n<p>O processo \u00e9 complexo, demorado e requer muita habilidade. O ideal \u00e9 que ele comece antes das 24h da morte do animal, pois passado esse per\u00edodo a carne come\u00e7a a se decompor, comprometendo o resultado.<br \/>\nO animal precisa ser congelado j\u00e1 na posi\u00e7\u00e3o na qual ser\u00e1 imortalizado. E isso n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil quanto parece. Escolher uma posi\u00e7\u00e3o adequada, na qual o bicho pare\u00e7a natural demanda algum estudo. Cada tipo de animal tem suas particularidades: a forma como senta, as patas nas quais apoiam o peso, a forma como a cabe\u00e7a de movimenta. S\u00e3o muitos detalhes. Algumas vezes \u00e9 preciso at\u00e9 mexer na express\u00e3o facial.<\/p>\n<p>Uma vez definida a posi\u00e7\u00e3o, o corpo do animal \u00e9 \u201cimobilizado\u201d nela, usando arames e apoios, e colocado para congelar. \u00c9 preciso que seu corpo esteja bem r\u00edgido para fazer um bom trabalho. <\/p>\n<p>Mas, antes de colocar o corpo no congelador, o taxidermista toma as principais medidas:  circunfer\u00eancia do abdome, comprimento total do nariz \u00e0 cauda, dist\u00e2ncia entre orelhas,  largura da cabe\u00e7a, dist\u00e2ncia do nariz ao olho e outras. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso medir as partes que ser\u00e3o substitu\u00eddas, como olhos, nariz, l\u00edngua e outros, pois eles dever\u00e3o ser reproduzidos em outros materiais. <\/p>\n<p>Quando o animal estiver bem congelado, \u00e9 hora de come\u00e7ar o processo.<\/p>\n<p>O primeiro passo \u00e9 tirar um molde do corpo do bicho, a chamada \u201cm\u00e1scara mortu\u00e1ria\u201d. Esse molde \u00e9 feito em gesso. O corpo do animal \u00e9 submergido, criando um \u201cmolde negativo\u201d ou seja, um buraco no gesso com a forma do animal.<\/p>\n<p>Usando esse molde negativo se cria o molde definitivo, sobre o qual ser\u00e1 estendida a pele do animal. O molde de gesso \u00e9 preenchido com algum tipo de resina e, quando endurece, gera uma \u201cest\u00e1tua pl\u00e1stica\u201d do animal que ser\u00e1 usada para a base que vai sustentar a pele na vers\u00e3o taxidermizada. <\/p>\n<p>Muitas vezes esse molde definitivo precisa da interven\u00e7\u00e3o do taxidermista, esculpindo-o manualmente para dar um melhor caimento \u00e0 pele do animal. Nele ser\u00e3o colocados os olhos falsos (que n\u00e3o s\u00e3o meras bolinhas de vidro, existe tamanho e forma de pupila para cada animal), e demais estruturas substitu\u00eddas, como l\u00edngua, nariz, cartilagem da orelha e outros.<\/p>\n<p>Em paralelo, \u00e9 feita a retirada da pele do animal, um procedimento extremamente delicado que demanda paci\u00eancia e precis\u00e3o. O \u201ccouro\u201d do animal \u00e9 removido com o m\u00ednimo de cortes e estragos poss\u00edveis e colocado \u201cde molho\u201d em qu\u00edmicos que ajudam a retirar a sujeira e gordura, impermeabilizando a pele e evitando que ela apodre\u00e7a.<\/p>\n<p>O tempo e o tipo de produto dependem do animal. A pele de um mam\u00edfero n\u00e3o \u00e9 igual \u00e0 pele de um p\u00e1ssaro, de um r\u00e9ptil ou de um peixe. Mas, em m\u00e9dia uma pele demora cerca de 30 dias para ficar pronta. A\u00ed sim ela pode ser colocada por cima do molde.<\/p>\n<p>Quando a pele est\u00e1 pronta, devidamente protegida contra decomposi\u00e7\u00e3o, tra\u00e7as e demais problemas, \u00e9 hora de montar o animal. A estrutura-base ter\u00e1 a pele fixada com uma cola especial e depois essa pele ser\u00e1 costurada em locais estrat\u00e9gicos, para garantir que se mantenha no lugar. A costura \u00e9 feita em locais menos vis\u00edveis, como a parte inferior da barriga.<\/p>\n<p>Pode ser necess\u00e1rio pintar, maquiar ou colorir o animal, para cobrir imperfei\u00e7\u00f5es ou dar um aspecto mais natural. \u00c9 uma verdadeira obra de arte 3D, que vai muito al\u00e9m da habilidade. \u00c9 preciso tamb\u00e9m bom-senso e bom-gosto para saber at\u00e9 onde ir, o que fazer e a hora de parar.<\/p>\n<p>O tempo para que todo o animal fique pronto tamb\u00e9m \u00e9 relativo. Um peixe pequeno pode demorar um dia, um elefante pode demorar anos. E o tempo pelo qual o animal ficar\u00e1 bem preservado vai depender da manuten\u00e7\u00e3o. Uma taxidermia bem-feita e com manuten\u00e7\u00e3o adequada pode durar muitas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Provavelmente tem algum leitor se perguntando se \u00e9 poss\u00edvel taxidermizar seres humanos. Sim, tecnicamente \u00e9 poss\u00edvel, mas o resultado n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o bom por uma s\u00e9rie de motivos. <\/p>\n<p>O primeiro deles \u00e9 a falta de pelos, que torna muito vis\u00edvel qualquer imperfei\u00e7\u00e3o no processo, como a cicatriz no local em que a pele \u00e9 cortada, rasgos etc. Outro \u00e9 a cor da pele, que acaba mudando com os qu\u00edmicos que recebe. Se for uma pele clara, ela vai ficar visivelmente mais escura e causar uma impress\u00e3o de artificialidade. Por fim, somos muito sens\u00edveis a express\u00f5es faciais, seria muito dif\u00edcil conseguir uma express\u00e3o facial natural nessas circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>O mais indicado para preservar corpos humanos \u00e9 o embalsamamento (papo t\u00e9cnico: tanatopraxia). Mas isso \u00e9 assunto para outro texto.<\/p>\n<p>\u00c9 uma pena que o trabalho dos taxidermistas n\u00e3o seja devidamente reconhecido e estimulado no Brasil, pois al\u00e9m de ser extremamente dif\u00edcil, ele \u00e9 extremamente importante. Todo animal brasileiro deveria ter uma vers\u00e3o empalhada dispon\u00edvel para consultas cient\u00edficas e para fins educativos.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que quer um unic\u00f3rnio na sala da sua casa, para dizer que esse le\u00e3o s\u00f3 pode ser piada (n\u00e3o \u00e9) ou ainda para dizer que alguns animais feios \u00e9 melhor deixar morrer sem registro: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imortalizar a apar\u00eancia de um animal \u00e9 mais importante do que parece para fins cient\u00edficos e educacionais. E tamb\u00e9m \u00e9 mais dif\u00edcil do que parece. 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