{"id":23145,"date":"2024-05-09T14:44:01","date_gmt":"2024-05-09T17:44:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=23145"},"modified":"2024-05-09T14:44:38","modified_gmt":"2024-05-09T17:44:38","slug":"extremos-climaticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2024\/05\/extremos-climaticos\/","title":{"rendered":"Extremos clim\u00e1ticos."},"content":{"rendered":"<p>J\u00e1 que o assunto ainda est\u00e1 em alta, vamos falar sobre o que a natureza pode fazer no mundo em seus momentos mais furiosos. O clima \u00e9 um sistema complexo que manipula for\u00e7as gigantescas, v\u00e1rias delas al\u00e9m da nossa capacidade de controle, mas pelo menos em grandes escalas, n\u00e3o \u00e9 como se n\u00e3o soub\u00e9ssemos como lidar com isso. N\u00e3o se controla a natureza, mas d\u00e1 sim para saber como sair do caminho dela&#8230;<!--more--><\/p>\n<p>Voltando ao \u00e2ngulo que puxei no Desfavor da Semana, a gente nem precisa discutir aquecimento global aqui: a chuva cai, o vento venta e as temperaturas variam de verdade, sem se importar com o que voc\u00ea acha que causou isso. Francamente, eu acho que \u00e9 nega\u00e7\u00e3o cient\u00edfica n\u00e3o perceber a rela\u00e7\u00e3o entre Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e Globaliza\u00e7\u00e3o com aumento consider\u00e1vel de part\u00edculas de carbono na atmosfera, mas como a Sally bem disse, estamos na fase de conten\u00e7\u00e3o de danos e conten\u00e7\u00e3o de danos n\u00e3o se faz apontando dedo para culpados.<\/p>\n<p>Considerando isso, o que o planeta e seu clima conseguem fazer com os min\u00fasculos macacos pelados e suas constru\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>Falando de temperaturas, a mais fria j\u00e1 registrada foi de -89.2\u00baC na Ant\u00e1rtida, em 1983. Previs\u00edvel, afinal, \u00e9 um lugar que sempre est\u00e1 congelado, e por motivos \u00f3bvios, n\u00e3o costuma ser habitado. Os pr\u00f3ximos da lista s\u00e3o locais igualmente previs\u00edveis como Groenl\u00e2ndia, R\u00fassia e Canada. Interessante que mesmo considerando como recentemente temos muito mais presen\u00e7a em lugares distantes e capacidades de an\u00e1lise, a maioria desses recordes de frio s\u00e3o bem antigos.<\/p>\n<p>No sentido oposto, o recorde de altas temperaturas est\u00e1 nos EUA, 56.7\u00baC, na California em 1913. O Oriente M\u00e9dio e norte da \u00c1frica vem em peso na sequ\u00eancia, com os outros recordes bem pr\u00f3ximos em pa\u00edses como Ir\u00e3, Israel, Iraque e Tun\u00edsia. Nessa categoria podemos enxergar uma participa\u00e7\u00e3o bem maior de recordes nos \u00faltimos 10 anos. 2023 foi o ano mais quente (em m\u00e9dia) j\u00e1 registrado, e 2024 pode bater esse recorde. Estamos numa fase mais quente, inegavelmente.<\/p>\n<p>Apesar de aquecimento global n\u00e3o significar diretamente que todos os lugares ficam mais quentes, a m\u00e9dia aumenta. Os lugares muito quentes v\u00e3o aumentando aos poucos e puxando a linha m\u00e9dia do planeta para cima. E qualquer aumento m\u00e9dio come\u00e7a a mudar a forma como o ar se move e a \u00e1gua evapora, o que obviamente impacta chuvas e tempestades.<\/p>\n<p>Chuva nada mais \u00e9 do que \u00e1gua que evapora, sobe e assim que chega nos c\u00e9us volta para a forma l\u00edquida. Como o mundo \u00e9 muito mais oceano do que terra firme, evidente que essas \u00e1guas contribuem e muito na quantidade de chuva que cai nas nossas terras. Oceano mais quente gera mais evapora\u00e7\u00e3o, e como o movimento do ar e das nuvens depende de graus diferentes de temperatura em locais diferentes, o sobe e desce deixa \u201cburacos\u201d que s\u00e3o preenchidos por ar vindo de regi\u00f5es pr\u00f3ximas.<\/p>\n<p>E mesmo sem tornados, furac\u00f5es e ciclones, o ar pode se movimentar rapidamente. Especialmente em lugares sem nada para parar esse vento. Na Ant\u00e1rtida, registrou-se vento m\u00e9dio de 172km\/h durante um dia inteiro. Alguns lugares formam corredores perfeitos de vento, muito comuns perto de montanhas, quando o ar \u00e9 sugado por uma queda vertiginosa de temperatura morro acima. Nos EUA, uma montanha j\u00e1 registrou ventos de 372km\/h. Quando adicionamos tempestades, j\u00e1 registramos ventos de quase 500km\/h nos EUA, bem no corredor de tornados no centro do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Lembrando que ventos de mais ou menos uns 120km\/h j\u00e1 derrubam um ser humano m\u00e9dio. 500km\/h carregam carros como se fossem folhas&#8230; como o Brasil costuma construir suas casas de alvenaria, \u00e9 prov\u00e1vel que nem mesmo um furac\u00e3o poderoso conseguisse derrubar a maioria das casas e pr\u00e9dios (mas acabaria com a cidade do mesmo jeito, s\u00f3 ficariam paredes de p\u00e9).<\/p>\n<p>O grande perigo aqui com certeza \u00e9 a chuva. E apesar das trag\u00e9dias recentes, o Brasil n\u00e3o passa nem perto dos recordes de precipita\u00e7\u00e3o encontrados ao redor do mundo. Chuvas s\u00e3o medidas em mil\u00edmetros, ou seja, quantos mil\u00edmetros de \u00e1gua ficaria no ch\u00e3o caso a \u00e1gua n\u00e3o escoasse. Uma pancadinha r\u00e1pida ou uma garoa geram poucos mil\u00edmetros.<\/p>\n<p>E como eu disse, tem toda a parte do escoamento. Ainda n\u00e3o tapamos toda a superf\u00edcie do mundo com concreto e asfalto, ent\u00e3o o ch\u00e3o consegue absorver muita dessa \u00e1gua, e mesmo materiais feitos por humanos para suas constru\u00e7\u00f5es absorvem alguma \u00e1gua, mesmo que devagar. Al\u00e9m disso, \u00e1gua evapora, umidade do ar \u00e9 basicamente isso. Alguma capacidade de lidar com chuva todos os lugares do mundo t\u00eam.<\/p>\n<p>Durante um ano, caem em m\u00e9dia 1.760mm de \u00e1gua no Brasil. Tamb\u00e9m conhecido como 1 metro e 76 cent\u00edmetros, a altura de um homem m\u00e9dio. \u00c9 muita \u00e1gua, mas se for bem espalhada e espa\u00e7ada, nem percebemos. Escoa pelo solo, \u00e9 levada pelos rios at\u00e9 o mar, evapora. E mesmo que chova bastante no Brasil, somos amadores perto de locais como a \u00cdndia, por exemplo. A barreira que as montanhas do Himalaia criam e o clima quente fazem com chuvas enormes se forme por l\u00e1, chamadas de mon\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Foi numa cidade indiana que se observou o recorde anual: mais de 26 metros de \u00e1gua ca\u00edram em Cherrapunji entre 1860 e 1861. Sim, mais de 26.000mm de chuva num ano. A ilha de Reuni\u00f3n, pr\u00f3xima de Madagascar na \u00c1frica, est\u00e1 numa posi\u00e7\u00e3o perfeita para grandes chuvas, pois tem um vulc\u00e3o agindo como barreira para a umidade do mar ao redor. L\u00e1 se registrou mais de 1.800mm de chuva num s\u00f3 dia, mais que o Brasil por ano. Nos EUA, j\u00e1 choveu mais de 300mm em uma hora numa cidade em 1947.<\/p>\n<p>Apesar da capacidade natural de lidar com chuvas, toda regi\u00e3o tem seus limites. Desastres acontecem quando chove muito mais que a capacidade de escoamento da \u00e1gua num per\u00edodo curto. Lugares diferentes lidam com chuvas de forma diferente.<\/p>\n<p>Primeiro temos que considerar a capacidade do solo: a casquinha de terra na qual vivemos ainda sim tem v\u00e1rios quil\u00f4metros de profundidade, ent\u00e3o cabe muita \u00e1gua l\u00e1 embaixo. Tanto que existem len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos ao redor do mundo, \u00e9 prov\u00e1vel que voc\u00ea encontre alguma \u00e1gua se cavar na maioria dos lugares. Mas a\u00ed temos que considerar a porosidade do solo.<\/p>\n<p>Debaixo dos nossos p\u00e9s, a terra costuma ser mais porosa, ou seja, tem mais espa\u00e7o para absorver \u00e1gua. Quanto mais voc\u00ea desce, mais s\u00f3lida fica a camada, primeiro pela press\u00e3o de cada vez mais terra e eventualmente porque material que n\u00e3o fica exposto aos elementos n\u00e3o sofrem eros\u00e3o e continuam como as pedras enormes que s\u00e3o. Terra absorve muita \u00e1gua, pedra bem menos.<\/p>\n<p>Quando chove, a terra consegue absorver uma boa quantidade de \u00e1gua, mas tem um limite pr\u00e1tico: quando chove muito, a terra fica saturada e n\u00e3o aceita mais \u00e1gua. Muitas vezes \u00e9 pior quando chove pouco por muitos dias seguidos do que quando chove muito de uma s\u00f3 vez: a terra fica saturada e come\u00e7a a se parecer com uma superf\u00edcie imperme\u00e1vel. A \u00e1gua que seria engolida pelo ch\u00e3o come\u00e7a a passear livre.<\/p>\n<p>Sem contar que a nossa superf\u00edcie \u00e9 tudo menos lisa: existem diversas varia\u00e7\u00f5es de altura que fazem com que a gravidade concentre \u00e1gua em locais mais baixos. E at\u00e9 por isso, rios normalmente se formam em regi\u00f5es de depress\u00e3o, refor\u00e7adas pelo curso da \u00e1gua por s\u00e9culos e mil\u00eanios. Todo rio tem potencial de transbordar porque eles j\u00e1 est\u00e3o no caminho mais f\u00e1cil para a \u00e1gua escoar.<\/p>\n<p>Sempre foi pr\u00e1tico construir nossas casas e cidades nas margens dos rios, mas sempre foi um risco. O \u00fanico lugar seguro contra inunda\u00e7\u00e3o \u00e9 o lugar onde a natureza n\u00e3o colocou \u00e1gua para come\u00e7o de conversa. E mesmo assim, \u00e1gua \u00e9 uma coisa din\u00e2mica, podemos perceber isso claramente com f\u00f3sseis marinhos encontrados onde hoje temos grandes placas continentais: o mundo muda sua configura\u00e7\u00e3o e a \u00e1gua sempre vai para o lugar mais baixo.<\/p>\n<p>At\u00e9 por isso, n\u00e3o \u00e9 como se tivesse uma quantidade de chuva universalmente perigosa, cada regi\u00e3o tem sua capacidade, e essa capacidade tem que ser analisada por t\u00e9cnicos com medi\u00e7\u00f5es precisas e dados hist\u00f3ricos. Uma chuva de 100mm pode ser terr\u00edvel ou mal ser percebida de acordo com a estrutura do local. Agora, o que sabemos \u00e9 que se a natureza estiver intocada, ela se adapta a qualquer quantidade de chuva, a coisa fica feia quando n\u00f3s estamos no lugar.<\/p>\n<p>No Rio Grande do Sul, a chuva acumulada nos \u00faltimos dias pelo estado passou de 300mm em geral, 400 na Capital e 700 na regi\u00e3o das serras. \u00c9 muita \u00e1gua sim, mas n\u00e3o passa nem perto dos maiores recordes de chuvas do mundo, nem em um dia nem em um m\u00eas. V\u00e1rias dessas cidades estavam na rota da \u00e1gua, com milhares de casas em depress\u00f5es naturais que a pr\u00f3pria \u00e1gua criou com o passar do tempo.<\/p>\n<p>E n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os ga\u00fachos que t\u00eam esse problema, quase todo o Brasil \u00e9 constru\u00eddo sob a presun\u00e7\u00e3o que as \u00e1reas criadas pelas \u00e1guas n\u00e3o v\u00e3o ser tomadas de volta pelas \u00e1guas, e com quase nenhuma estrutura para lidar com surpresas. Choveu, alagou. Como quase sempre \u00e9 gente pobre que perde tudo, a mesma gente pobre que vota em quem n\u00e3o tem interesse em mexer nesse status quo, n\u00e3o chama muita aten\u00e7\u00e3o. Dessa vez a coisa foi t\u00e3o severa que tomou as casas de gente mais endinheirada.<\/p>\n<p>\u00c9 prova que nem mesmo o sistema de \u201cdeixa pobre afogar ou ser soterrado\u201d d\u00e1 conta. N\u00e3o adianta deixar o povo mais escuro ser oferenda para a \u00e1gua, porque como o projeto todo estava errado, uma hora ou outra a \u00e1gua vai subir al\u00e9m das casas deles.<\/p>\n<p>O que aconteceu: uma s\u00e9rie de chuvas fortes na regi\u00e3o serrana aumentou a vaz\u00e3o dos rios que descem de l\u00e1 para o mar, e nesse caminho est\u00e3o grandes cidades ga\u00fachas. Como choveu no estado todo, n\u00e3o s\u00f3 vinha um monte de \u00e1gua morro abaixo, como o solo estava encharcado nas partes mais baixas. A \u00e1gua n\u00e3o foi absorvida, ela continuou descendo at\u00e9 acumular na parte mais baixa, incapaz de escoar de vez para o mar por causa da geografia local. Enquanto a \u00e1gua n\u00e3o consegue descer, ela empo\u00e7a. \u00c9 a mesma l\u00f3gica de s\u00f3 ter um furinho para esvaziar uma garrafa d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n<p>Existem lugares do mundo onde chove 400mm num dia, ou mesmo em algumas horas. Quando a gente diz que n\u00e3o era totalmente imprevis\u00edvel, \u00e9 porque n\u00e3o era. Se voc\u00ea n\u00e3o estiver num deserto, \u00e9 prov\u00e1vel que lide com chuvas fortes eventualmente. E se o seu sistema de escoamento for baseado em torcer para a terra engolir a \u00e1gua e ter mais ou menos um metro de respiro antes dos rios come\u00e7arem a invadir as casas, voc\u00ea obviamente n\u00e3o se preveniu.<\/p>\n<p>Preven\u00e7\u00e3o \u00e9 feita com margens de seguran\u00e7a, n\u00e3o com esperan\u00e7a de chover \u201co normal\u201d. Se quem mora do lado de um rio tem o mesmo preparo para inunda\u00e7\u00e3o que eu que moro longe da \u00e1gua numa \u00e1rea alta da cidade, \u00e9 evidente que tem algo errado. Percebem que a margem de seguran\u00e7a para um pa\u00eds onde chove quase 2 metros de \u00e1gua por ano n\u00e3o pode ser 40 cent\u00edmetros em uma semana? Est\u00e1 totalmente dentro da l\u00f3gica ter fen\u00f4menos do tipo.<\/p>\n<p>A cr\u00edtica n\u00e3o \u00e9 ao povo ga\u00facho que tomou uma enchente na cabe\u00e7a at\u00e9 mesmo onde nunca tinha visto enchente, \u00e9 a quem \u00e9 pago, e bem pago, para ter essa no\u00e7\u00e3o. O pr\u00f3prio fato de muita gente ter achado bobagem o aviso e ficado em casa demonstra como a informa\u00e7\u00e3o que a estrutura das cidades n\u00e3o era capaz de lidar com grandes chuvas sequer chegava na cabe\u00e7a do cidad\u00e3o m\u00e9dio. Achavam que era problema de quem ia morar em lugares que inundavam todo ano.<\/p>\n<p>\u00c9 o h\u00e1bito de esperar dar errado para resolver. Deu errado, morreram mais de 100 pessoas at\u00e9 o fechamento deste texto. E o desastre s\u00f3 vai aumentar nos pr\u00f3ximos dias, com mais desaparecidos sendo declarados como v\u00edtimas fatais e o com a destrui\u00e7\u00e3o que s\u00f3 vai ser vista de verdade quando a \u00e1gua descer. O que pode demorar v\u00e1rios dias: o solo continua encharcado e a \u00e1gua n\u00e3o tem para onde ir.<\/p>\n<p>Chuva nunca \u00e9 imprevis\u00edvel, porque, novamente, se voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 no Atacama, voc\u00ea sabe que vai chover uma hora ou outra. E m\u00e9dia de chuva n\u00e3o \u00e9 uma promessa da natureza: as condi\u00e7\u00f5es mudam rapidamente, especialmente agora que temos temperaturas m\u00e9dias mais altas nos oceanos. Pensar no pior caso poss\u00edvel \u00e9 o que salva vidas em lugares mais bem organizados como Jap\u00e3o e EUA. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 olhar a m\u00e9dia e achar que n\u00e3o passa muito disso, \u00e9 olhar para a regi\u00e3o e imaginar como a coisa pode dar errado. As chuvas no RS foram grandes, mas foi a estrutura das cidades montada pelo poder p\u00fablico por pregui\u00e7a, incompet\u00eancia, corrup\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o que gerou o desastre.<\/p>\n<p>A natureza s\u00f3 fez o que faz h\u00e1 bilh\u00f5es de anos: empurrou \u00e1gua morro abaixo com a gravidade. O resto \u00e9 problema nosso.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que estou culpando as v\u00edtimas, para dizer que j\u00e1 est\u00e1 ficando meio cansado do tema (azar), ou mesmo para dizer que aquecimento global n\u00e3o existe (\u00e9 mensur\u00e1vel, anta, se quiser discutir a causa se divirta, mas o aumento de temperatura existe): <a href=\"#respond\">comente<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 que o assunto ainda est\u00e1 em alta, vamos falar sobre o que a natureza pode fazer no mundo em seus momentos mais furiosos. 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