{"id":2391,"date":"2012-05-03T06:46:08","date_gmt":"2012-05-03T09:46:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=2391"},"modified":"2012-05-03T06:46:08","modified_gmt":"2012-05-03T09:46:08","slug":"desfavor-explica-o-centro-da-terra-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2012\/05\/desfavor-explica-o-centro-da-terra-parte-1\/","title":{"rendered":"Desfavor Explica: O Centro da Terra (Parte 1)."},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2392\" title=\"dex_centro01\" src=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/dex_centro01.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/dex_centro01.jpg 600w, https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/dex_centro01-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>N\u00e3o que o assunto n\u00e3o seja interessante por si s\u00f3, mas este Desfavor Explica tamb\u00e9m serve para desmistificar algumas das teorias cretinas sobre o fim do mundo que eu aposto que voc\u00ea j\u00e1 deve ter ouvido por a\u00ed. Hoje falamos sobre o centro da Terra e suas implica\u00e7\u00f5es muito mais do que superficiais&#8230; Ha. (Infame&#8230;)<!--more--><\/p>\n<p>Entre voc\u00ea e o centro do planeta, s\u00e3o uns seis mil quil\u00f4metros. Um pouco mais ou um pouco menos dependendo de onde voc\u00ea est\u00e1, j\u00e1 que a Terra \u00e9 um pouco achatada nos polos. Com o perd\u00e3o do trocadilho&#8230; \u00e9 ch\u00e3o! Como voc\u00ea deve ter aprendido em algum ponto da sua vida, vivemos numa fina camada s\u00f3lida &#8220;boiando&#8221; sobre rochas e metais derretidos. Mas como voc\u00ea talvez n\u00e3o tenha aprendido ainda, sem essa composi\u00e7\u00e3o e o que ela gera a cada segundo de nossas breves exist\u00eancias (dram\u00e1tico, n\u00e3o?), a Terra poderia ter acabado feito Marte.<\/p>\n<p>Vamos por partes, fazendo o caminho rumo ao centro:<\/p>\n<h2>CROSTA<\/h2>\n<p>Me recuso a fazer analogias para fazer algu\u00e9m lendo este texto entender o que \u00e9 a Crosta. A camada da Terra onde pisamos e vivemos varia entre 5 e 70 quil\u00f4metros de espessura. \u00c9 mais grossa nos continentes e mais fina no leito dos oceanos. T\u00e3o fina que acaba sofrendo a maior parte da influ\u00eancia da camada inferior. Por isso os terremotos e vulc\u00f5es submarinos s\u00e3o t\u00e3o poderosos.<\/p>\n<p>Na verdade, a forma mais culta de se referir \u00e0 camada superior do &#8220;ch\u00e3o&#8221; \u00e9 usando o termo Litosfera. Litosfera \u00e9 o conjunto da Crosta com a camada superior do Manto, e isso n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 frescura, na verdade essas duas camadas acabam sendo a mesma coisa: Quando est\u00e1 s\u00f3lido, \u00e9 Crosta, quando est\u00e1 &#8220;mole&#8221;, \u00e9 Manto (superior). A Crosta fica caindo no Manto e sendo reformada por erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas o tempo todo. Principalmente nos oceanos.<\/p>\n<p>Inclusive, h\u00e1 uma \u00e1rea logo acima do Nordeste brasileiro onde nem Crosta h\u00e1. Nesse lugar, o oceano Atl\u00e2ntico repousa sobre Manto, como se fosse uma ferida aberta no solo. V\u00e1rios cientistas se empolgaram com a chance de bisbilhotar o Manto, mas essa \u00e1rea fica embaixo de tr\u00eas quil\u00f4metros de \u00e1gua e j\u00e1 d\u00e1 para imaginar que n\u00e3o \u00e9 exatamente um lugar convidativo para fazer uma pesquisa.<\/p>\n<p>E j\u00e1 que estamos no assunto de pesquisa, durante vinte anos o buraco mais fundo que a humanidade produziu, com mais de doze quil\u00f4metros de profundidade, foi justamente para descobrir o que diabos (ha) estava l\u00e1 embaixo, por cientistas russos. Gerou mais lendas urbanas que efetivamente resultados cient\u00edficos, para ser honesto. Atualmente, j\u00e1 existem mais dois novos buracos mais fundos (mas s\u00f3 por alguns metros) feitos por empresas ca\u00e7ando petr\u00f3leo e g\u00e1s.<\/p>\n<p>O &#8220;ch\u00e3o&#8221; dos oceanos tem em m\u00e9dia 100 milh\u00f5es de anos de &#8220;estado s\u00f3lido&#8221;, com no m\u00e1ximo 200 em algumas \u00e1reas. O &#8220;ch\u00e3o&#8221; dos continentes pode passar muito mais tempo sem ser renovado, algumas partes da Crosta, como a parte norte do Canad\u00e1, est\u00e3o l\u00e1 h\u00e1 mais de quatro bilh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>As famigeradas Placas Tect\u00f4nicas n\u00e3o s\u00e3o apenas rocha boiando, s\u00e3o um ciclo antiqu\u00edssimo de renova\u00e7\u00e3o do solo da Terra. Tudo bem que voc\u00ea j\u00e1 deveria saber, mas a m\u00eddia solta tanta merda quando acontece terremoto e erup\u00e7\u00e3o que \u00e9 capaz at\u00e9 da pessoa desaprender sobre o assunto.<\/p>\n<p>Nas \u00e1reas onde as Placas Tect\u00f4nicas se encontram, o Manto costuma sair para brincar. E muitas das forma\u00e7\u00f5es naturais mais impressionantes do nosso planeta est\u00e3o ao redor desses choques entre peda\u00e7os da Crosta. O Monte Everest, com seus mais de oito quil\u00f4metros de eleva\u00e7\u00e3o, \u00e9 resultado de duas placas em rota de colis\u00e3o. E olha que ele nem \u00e9 o ponto de maior eleva\u00e7\u00e3o entre base da crosta e topo do planeta, existem montanhas que come\u00e7am no fundo do oceano e chegam a dez quil\u00f4metros de altura.<\/p>\n<p>Al\u00e9m, \u00e9 claro, dos vulc\u00f5es, que via de regra est\u00e3o localizados nessas falhas. Como as placas fazem movimentos diferentes, algumas entram debaixo de outras, algumas batem de frente e outras apenas deslizam lado a lado, toda a din\u00e2mica da rela\u00e7\u00e3o entre a camada s\u00f3lida e a &#8220;viscosa&#8221; inferior basicamente se resume a preencher espa\u00e7os. Quando a Crosta sai de cima, o que est\u00e1 embaixo sobe e endurece (pornografia geol\u00f3gica).<\/p>\n<p>Boa parte de nosso planeta fica derretendo e se solidificando, isso est\u00e1 acontecendo agora mesmo enquanto voc\u00ea l\u00ea o texto. E nessa rela\u00e7\u00e3o, s\u00f3 os fortes sobrevivem. Mesmo dentro das placas tect\u00f4nicas, existem pontos onde o Manto consegue subir muito pr\u00f3ximo da superf\u00edcie, e at\u00e9 mesmo pela concentra\u00e7\u00e3o em pontos menores, com um potencial destrutivo absurdo.<\/p>\n<p>J\u00e1 \u00e9 carne de vaca falar como a Indon\u00e9sia est\u00e1 sempre no epicentro de desastres s\u00edsmicos, mas n\u00e3o faz mal mencionar que por l\u00e1 est\u00e1 o maior vulc\u00e3o do mundo: O Lago Toba (hahaha&#8230; eu sei, eu sei&#8230; infantil&#8230;). N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 uma montanha com fuma\u00e7a saindo do topo, \u00e9 um lago de mil quil\u00f4metros quadrados com uma fina camada de solo agindo como uma rolha para segurar o&#8230; centro da Terra. Estima-se que a \u00faltima erup\u00e7\u00e3o &#8220;de verdade&#8221; do Lago Toba tenha colocado no da humanidade ancestral e dizimado a maioria dos humanos vivos h\u00e1 80 mil anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o se assustem muito. Em termos de idade geol\u00f3gica, a erup\u00e7\u00e3o foi&#8230; &#8220;ontem&#8221;. \u00c9 poss\u00edvel, mas n\u00e3o \u00e9 muito prov\u00e1vel que exploda de novo t\u00e3o cedo. O segredo dos supervulc\u00f5es \u00e9 ir comendo pelas beiradas e enfraquecendo a camada superior. A erup\u00e7\u00e3o acontece porque o magma n\u00e3o tem por onde escapar e acaba formando uma mega bolha que faz o solo do local &#8220;desabar&#8221;.<\/p>\n<p>Ah sim, vamos resolver isso logo: Magma \u00e9 quando ainda n\u00e3o passou pela Crosta, Lava \u00e9 quando consegue escapar. \u00c9 a mesma coisa, mas a posi\u00e7\u00e3o muda o nome.<\/p>\n<p>Um outro supervulc\u00e3o est\u00e1 nos EUA, no parque de Yellowstone. Mas os anti-americanos que n\u00e3o se animem: Medi\u00e7\u00f5es recentes apontam que as \u00fanicas bolhas estourando por l\u00e1 num futuro pr\u00f3ximo ser\u00e3o as do mercado mesmo. De qualquer forma, podemos considerar que todos esses supervulc\u00f5es existentes hoje j\u00e1 explodiram v\u00e1rias vezes no passado, alguns at\u00e9 durante a exist\u00eancia da humanidade, e mesmo tocando o terror em escala global, n\u00e3o conseguiram extinguir a vida no planeta.<\/p>\n<p>Essa coisa de acabar com tudo numa explos\u00e3o s\u00f3 \u00e9 sensacionalismo de Discovery Channel e cia. N\u00e3o estou dizendo que n\u00e3o seria uma desgra\u00e7a sem precedentes na hist\u00f3ria registrada: O mundo ficaria no escuro por muito tempo, as \u00e1reas pr\u00f3ximas virariam um quase literal inferno, mas&#8230; Se os Uga-Bugas seguraram o tranco&#8230;<\/p>\n<p>Puxo para o lado dos vulc\u00f5es porque tem gente dizendo que a atividade vulc\u00e2nica est\u00e1 aumentando para tocar o terror sobre o fim do mundo. Em primeiro lugar, a nossa hist\u00f3ria registrada \u00e9 um peido no ciclone da hist\u00f3ria deste planeta. E com equipamentos que efetivamente registram algo mais do que achismo, seriam poucas d\u00e9cadas de informa\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis para definir um padr\u00e3o baseado em ciclos de transforma\u00e7\u00e3o da litosfera que costumam se definir em centenas de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>\u00c9 a mesma coisa da turma que diz que o mundo est\u00e1 ficando mais violento e maluco: Confundir aumento de registros com aumento de ocorr\u00eancias \u00e9 uma cagada das grandes. Hoje registra-se atividade s\u00edsmica com precis\u00e3o de dezenas de casas decimais, antigamente s\u00f3 se registrava se o pr\u00e9dio desabou ou n\u00e3o. Sem contar que agora o mundo tem gente em tudo quanto \u00e9 canto, com muita facilidade de comunica\u00e7\u00e3o. Um terremoto ou erup\u00e7\u00e3o efetivamente afeta mais gente atualmente. Tem gente para escutar a \u00e1rvore caindo na floresta&#8230;<\/p>\n<p>Mas chega de casca, est\u00e1 na hora do recheio!<\/p>\n<h2>MANTO<\/h2>\n<p>Abaixo da fina Litosfera, a maior parte de nosso planeta! O Manto tem quase tr\u00eas mil quil\u00f4metros de espessura e responde por quase 85% do volume da Terra. Os outros 15% est\u00e3o no centro propriamente dito. N\u00f3s somos nada at\u00e9 mesmo em nosso planeta.<\/p>\n<p>O Manto n\u00e3o \u00e9 propriamente uma \u00e1rea homog\u00eanea. Tanto que a parte superior dele entra para o time da superf\u00edcie na hora de catalogar o qu\u00ea \u00e9 o qu\u00ea. Como a temperatura vai subindo com a proximidade do centro da Terra, os materiais e os estados deles variam de acordo com a dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Perto da superf\u00edcie, a temperatura m\u00e9dia do Manto \u00e9 de agrad\u00e1veis 500 a 900 graus. Mais perto do centro, j\u00e1 come\u00e7a a ficar um pouco desconfort\u00e1vel com mais de 4000 graus. At\u00e9 mesmo por essa temperatura e a press\u00e3o cada vez mais absurda do peso do mundo nas costas, o Manto vai ficando cada vez mais l\u00edquido nas proximidades do centro. N\u00e3o chega a virar &#8220;\u00e1gua&#8221;, porque quanto mais press\u00e3o mais calor \u00e9 necess\u00e1rio para derreter de vez, mas tem uma caracter\u00edstica bem mais male\u00e1vel que as rochas da superf\u00edcie.<\/p>\n<p>E at\u00e9 por essa maleabilidade, materiais menos densos acabam subindo, o que unido ao \u00f3bvio movimento contr\u00e1rio dos materiais mais densos, formam um movimento constante de vai-e-vem (pornografia geol\u00f3gica 2: o retorno) que influencia bastante o que acontece aqui na Crosta. O que esquenta quando chega perto do N\u00facleo acaba subindo, o que esfria perto da Crosta acaba caindo.<\/p>\n<p>N\u00e3o tem essa de materiais completamente isolados, a troca \u00e9 constante entre o que est\u00e1 no Manto e o que est\u00e1 na superf\u00edcie. Constante em escalas de tempo bem mais extensas que nossa hist\u00f3ria registrada, \u00e9 claro.<\/p>\n<p>Diferentemente de boa parte da Crosta, o Manto n\u00e3o pode ser estudado diretamente. Ou espera subir, ou simula as condi\u00e7\u00f5es. Mas os cientistas tem outro jeito interessante de acumular informa\u00e7\u00f5es sobre essas partes do planeta: Terremotos. Quando acontece um dos grandes, as ondas de impacto atravessam essa camada molenga, e calculando a forma como essas ondas andam, pode-se estimar composi\u00e7\u00e3o, solidez e movimentos dessa \u00e1rea. D\u00ea um peteleco num peda\u00e7o de borracha e um de metal para entender como os materiais reagem de forma diferente.<\/p>\n<p>E s\u00f3 para passar um n\u00famero bacana: A press\u00e3o em determinado ponto na parte de baixo do Manto \u00e9 de um milh\u00e3o e quatrocentas mil vezes a da atmosfera. Tem que ser coisa do naipe de &#8220;diamante de ferro&#8221; para aguentar isso sem virar l\u00edquido.<\/p>\n<p>Diamante de ferro \u00e9 um termo horr\u00edvel cientificamente, mas ficou bacana. Sobre eles eu vou falar melhor na pr\u00f3xima parte do texto. O qu\u00e3o mais baixo podemos ir?<\/p>\n<h2>NO PR\u00d3XIMO CAP\u00cdTULO<\/h2>\n<p>Se te ensinaram que o n\u00facleo do planeta \u00e9 l\u00edquido, voc\u00ea est\u00e1 velho. E tamb\u00e9m: Como o centro da Terra nos protege do Sol.<\/p>\n<h3>Para dizer que eu fui muito superficial (piada repetida, que vergonha), para reclamar que essas informa\u00e7\u00f5es nunca v\u00e3o te ajudar a comer algu\u00e9m, ou mesmo para me dizer que n\u00e3o precisa ter pressa de continuar: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o que o assunto n\u00e3o seja interessante por si s\u00f3, mas este Desfavor Explica tamb\u00e9m serve para desmistificar algumas das teorias cretinas sobre o fim do mundo que eu aposto que voc\u00ea j\u00e1 deve ter ouvido por a\u00ed. Hoje falamos sobre o centro da Terra e suas implica\u00e7\u00f5es muito mais do que superficiais&#8230; Ha. 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