{"id":24,"date":"2011-09-26T11:46:00","date_gmt":"2011-09-26T14:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=24"},"modified":"2025-12-02T13:36:29","modified_gmt":"2025-12-02T16:36:29","slug":"ele-disse-ela-disse-viva-comida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2011\/09\/ele-disse-ela-disse-viva-comida\/","title":{"rendered":"Ele disse, ela disse: Viva Comida?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"titleimg\" src=\"http:\/\/i363.photobucket.com\/albums\/oo74\/desfavor\/img\/eded_comidavida.jpg\" alt=\"Esse n\u00e3o \u00e9 meu aqu\u00e1rio...\" \/>Em algumas culturas, principalmente as asi\u00e1ticas, animais que ainda se movem na mesa s\u00e3o considerados uma iguaria. E com tantos restaurantes japoneses e chineses aqui no Brasil, n\u00e3o \u00e9 de se surpreender que alguns desses pratos tenham chegado at\u00e9 estas bandas. Isso gera pol\u00eamica, inclusive entre Sally e Somir.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\"><span style=\"color: #cc0000;\">Tema de hoje:<\/span> Comer animais vivos \u00e9 mais conden\u00e1vel que comer animais mortos?<\/span><\/p>\n<h1>SOMIR<\/h1>\n<p>Sim, \u00e9. Essa frescura em defender culturas alheias serve apenas para um prop\u00f3sito: Manter viva uma desculpa para atitudes b\u00e1rbaras. Dizer que algo faz parte da cultura de um povo j\u00e1 foi defesa para in\u00fameros comportamentos terr\u00edveis da humanidade. Compreender que uma pessoa foi criada de forma diferente n\u00e3o a livra da responsabilidade por seus atos.<\/p>\n<p>Tanto que na maioria dos pa\u00edses civilizados do mundo, dizer que n\u00e3o conhece uma lei n\u00e3o inocenta ningu\u00e9m. J\u00e1 faz parte da nossa evolu\u00e7\u00e3o como esp\u00e9cie relativizar o valor da cultura alheia. \u00c9 tudo muito ex\u00f3tico e bacana at\u00e9 cruzar alguma linha do que se espera de um ser humano funcional.<\/p>\n<p>Calma, eu n\u00e3o estou querendo comparar DIRETAMENTE um crime de humano contra humano com um prato que se debate na mesa. Tenho plena no\u00e7\u00e3o que existe um mar de diferen\u00e7a entre n\u00f3s e os animais irracionais. Falo aqui sobre o nosso lado das coisas: Como que definimos o que nos separa do reino animal.<\/p>\n<p>E sim, somos separados. Mesmo que um chimpanz\u00e9 tenha mais de 96% dos nossos genes, a humanidade se afastou, e muito, do resto das esp\u00e9cies h\u00e1 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. E o abismo s\u00f3 aumenta. Essa mudan\u00e7a teve apoio dos 4% gen\u00e9ticos, mas foi essencialmente cultural. N\u00e3o me perdoem, mas \u00e9 infantilidade pregar igualdade irrestrita de direitos entre n\u00f3s e o restante das esp\u00e9cies. \u00c9 evidente que existe uma diferen\u00e7a, e enquanto eu n\u00e3o vir uma nave projetada e pilotada por golfinhos alcan\u00e7ar a Lua, sem chance de mudar de ideia.<\/p>\n<p>Sei que minha argumenta\u00e7\u00e3o parece levar para o sentido contr\u00e1rio do lado tomado nessa discuss\u00e3o, mas dizer que somos absurdamente mais evolu\u00eddos e vivemos em &#8220;outra realidade&#8221; n\u00e3o \u00e9 desculpa para tratar nossos companheiros irracionais de planeta de qualquer forma. A nossa evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 um privil\u00e9gio com responsabilidades.<\/p>\n<p>Obedecer a lei da selva nos colocou no topo da cadeia alimentar. Subvert\u00ea-la nos tirou dela. Uma sociedade baseada exclusivamente na lei do mais forte, na no\u00e7\u00e3o de que a \u00fanica fun\u00e7\u00e3o do fraco \u00e9 servir, jamais chegaria ao ponto onde chegamos. Enfrentamos o barbarismo e conquistamos a recompensa.<\/p>\n<p>Esses pratos onde a carne ainda se mexe n\u00e3o servem a nenhum prop\u00f3sito espec\u00edfico. S\u00e3o resultado de sociedades incapazes de lidar com a no\u00e7\u00e3o de que J\u00c1 sabemos fazer melhor. Cozinhar a carne foi um dos primeiros passos para deixar nossos primos chimpanz\u00e9s para tr\u00e1s. E antes disso, matar a presa antes de devor\u00e1-la tamb\u00e9m foi uma vantagem estrat\u00e9gica.<\/p>\n<p>Na natureza o mais comum para os predadores \u00e9 comer a presa enquanto viva. Eventualmente ela perece, mas boa parte das mordidas s\u00e3o registradas pelo seu sistema neurol\u00f3gico agonizante. Um le\u00e3o mastigando uma zebra viva n\u00e3o o est\u00e1 fazendo porque \u00e9 mais divertido: N\u00e3o tem onde armazenar (quanto mais tempo a presa vive, menor a possibilidade de estragar) e tamb\u00e9m n\u00e3o pode dar bobeira, j\u00e1 que tem muito mais animais doidos para pegar seu peda\u00e7o.<\/p>\n<p>O ser irracional faz o estritamente necess\u00e1rio por falta de capacidade de fazer melhor. E essa capacidade n\u00f3s temos. Uma consider\u00e1vel parte da produ\u00e7\u00e3o mundial de carne prov\u00e9m de abatedouros obrigados a obedecer regras que punem crueldade animal. O sistema passa longe de ser perfeito, mas essa coisa de fazer simplesmente o mais f\u00e1cil e barato n\u00e3o \u00e9 como enxergamos o assunto. Se a nossa evolu\u00e7\u00e3o nos ensinou que \u00e9 mais EVOLU\u00cdDO matar antes de comer, um dos melhores subprodutos dessa evolu\u00e7\u00e3o garante o interesse por fazer isso da forma mais &#8220;humana&#8221; poss\u00edvel.<\/p>\n<p>O subproduto da nossa evolu\u00e7\u00e3o? Senso de justi\u00e7a. Tire o senso de justi\u00e7a da humanidade e voltamos \u00e0s cavernas em poucas gera\u00e7\u00f5es. Crueldade injustific\u00e1vel deve ser abolida de todas as esferas da nossa intera\u00e7\u00e3o com o mundo que nos cerca. Comer um animal vivo SEM a necessidade para tal configura \u00f3bvia crueldade.<\/p>\n<p>E quando eu falo em abater animais de forma &#8220;humana&#8221;, n\u00e3o estou dizendo que os animais s\u00e3o humanos, estou dizendo que N\u00d3S somos. Esse \u00e9 o ponto principal. N\u00d3S somos humanos. Devemos agir como tal. \u00c9 claro que uma lagosta n\u00e3o pensa como um humano, mas a partir do momento em que voc\u00ea justifica um ato que SABE que \u00e9 excessivo e incomum a partir da \u00f3tica de um ser muito menos evolu\u00eddo, iguala-se a ele.<\/p>\n<p>Apesar de gerar grupos de malucos hip\u00f3critas como a PETA, a empatia, mesmo com animais irracionais, \u00e9 uma das partes integrantes do nosso processo de &#8220;conquista&#8221; do mundo. Um bom term\u00f4metro da capacidade de compreens\u00e3o do que significa ser humano \u00e9 a disposi\u00e7\u00e3o de uma pessoa de entender que ela n\u00e3o est\u00e1 sozinha no mundo. J\u00e1 disse isso numa coluna anterior com tema parecido: Psicopatas costumam come\u00e7ar torturando e matando animais. Se colocar no lugar de outro e tentar trat\u00e1-lo da forma como voc\u00ea gostaria de ser tratado \u00e9 um dos blocos de constru\u00e7\u00e3o da complexa e abstrata mente humana. Somos t\u00e3o complexos que conseguimos enxergar semelhan\u00e7as em seres muito diferentes.<\/p>\n<p>Uma pessoa que diz ter empatia S\u00d3 por humanos ou est\u00e1 se enganando (para fazer pose de rebelde na internet) ou est\u00e1 enganando a todos (e vamos torcer para que ela n\u00e3o pegue uma metralhadora num futuro pr\u00f3ximo&#8230;). N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples assim. Empatia e senso de justi\u00e7a s\u00e3o MUITO maiores que senso de reconhecimento.<\/p>\n<p>Comer animais vivos n\u00e3o serve a nenhum prop\u00f3sito que prede a necessidade de agir feito um ser humano. \u00c9 indulg\u00eancia, ostenta\u00e7\u00e3o ou falta de uso da massa cinzenta. Se quer incentivar crueldade, que pelo menos tenha a dec\u00eancia de assumir que \u00e9 conden\u00e1vel.<\/p>\n<p>Eu tenho orgulho de ser um animal racional. E voc\u00ea?<\/p>\n<h3>Para me chamar de viadinho porque \u00e9 muito mais f\u00e1cil do que assumir a responsabilidade de honrar o que tem dentro do cr\u00e2nio, para me chamar de viadinho porque acha engra\u00e7ado mesmo, ou mesmo para me chamar de viadinho s\u00f3 para acompanhar o bando: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>SALLY<\/h1>\n<p>Comer animais vivos \u00e9 mais conden\u00e1vel que comer animais mortos? Aten\u00e7\u00e3o ao tema proposto. Eu perguntei se \u00e9 MAIS CONDEN\u00c1VEL. Pode ser mais nojento, mais estranho&#8230; mas MAIS CONDEN\u00c1VEL? N\u00e3o acho. O animal \u00e9 morto com extrema crueldade em ambos os casos, s\u00f3 porque voc\u00ea n\u00e3o v\u00ea, n\u00e3o quer dizer que seja menos cruel.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7ou com uma revolta coletiva contra um restaurante que serve sashimi de lagosta, trazendo a lagosta viva \u00e0 mesa e arrancando gomos das suas costas para que as pessoas peguem a carne fresca enquanto a coitada ainda se mexe. Comentei com o Somir e come\u00e7ou a discuss\u00e3o.<\/p>\n<p>Voc\u00eas acham que a vaca que voc\u00eas comer\u00e3o na pr\u00f3xima semana foi morta com que? Com carinho? Verdade inconveniente: os animais que n\u00f3s comemos levam uma vida de merda, do minuto que nascem at\u00e9 a hora da sua morte. Na maior parte das vezes eles nascem com o \u00fanico prop\u00f3sito planejado de nos servir de alimento e s\u00e3o tratados da pior forma poss\u00edvel. \u00c9 assim que as coisas s\u00e3o na maior parte das vezes.<\/p>\n<p>Ainda assim, milh\u00f5es de pessoas aceitam este pacto silencioso de fingir que n\u00e3o sabem, da mesma forma como compram produtos da Nike, Zara e outras grandes marcas igualmente fingindo que n\u00e3o sabem ser fruto de trabalho escravo e\/ou trabalho infantil. As pessoas gostam de se enganar. At\u00e9 a\u00ed, tudo bem, porque este mundo est\u00e1 t\u00e3o cagado que fica muito dif\u00edcil sair da cama toda manh\u00e3 se a gente focar o tempo todo na realidade.<\/p>\n<p>O que eu n\u00e3o acho admiss\u00edvel \u00e9 essa \u201crealidade seletiva\u201d. Uma coisa meio \u201cquando eu n\u00e3o vejo morrer, que se foda, mas se matarem na minha frente eu viro ativista\u201d. Gente, coer\u00eancia por favor. S\u00e3o todas mortes cru\u00e9is, nenhuma \u00e9 pior do que a outra. Se quer se revoltar contra mortes cru\u00e9is dos animais, abrace a causa e vamos come\u00e7ar a bater nos maiores vil\u00f5es do momento: os frigor\u00edficos e abatedouros. Ou ent\u00e3o, aceite o fato de que comemos animais que s\u00e3o mortos de forma cruel e siga a vida.<\/p>\n<p>O que me parece bizarro \u00e9 fazer um escarc\u00e9u por causa de uma lagosta que foi comida viva e depois ir ao mercado e compra um Baby Beef, feito de vaquinha beb\u00ea morta da forma mais torturante poss\u00edvel. Eu entendo a linha de racioc\u00ednio na qual o SEU choque \u00e9 maior quando voc\u00ea v\u00ea morrer, o que n\u00e3o entendo \u00e9 a pessoa mensurar se algo ou n\u00e3o mais reprov\u00e1vel com base no choque dela. &#8220;Se ME causa desconforto \u00e9 mais reprov\u00e1vel&#8221;. Um tanto quanto ego\u00edsta, n\u00e3o?<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode at\u00e9 se chocar, se sensibilizar mais por ter efetivamente presenciado o sofrimento do animal, mas, o que VOC\u00ca sente n\u00e3o tem a menor import\u00e2ncia para determinar se \u00e9 mais grave ou menos grave. Sim, voc\u00ea N\u00c3O \u00c9 t\u00e3o importante. N\u00e3o \u00e9 o seu sentimento pessoal que torna aquilo grave, \u00e9 o ato em si.<\/p>\n<p>Digo mais: na minha opini\u00e3o o momento da morte nem \u00e9 o mais grave. Porque, vamos combinar, se aquela lagosta estivesse na m\u00e3e natureza e um predador a encontrasse, voc\u00eas acham que ela morreria como? Seria comida viva tamb\u00e9m, com dor e sangue. A diferen\u00e7a \u00e9 no tipo de vida que os animais levam. Seja em cativeiro para virar almo\u00e7o ou na m\u00e3e natureza, sua morte \u00e9 cruel e sangrenta, mas na m\u00e3e natureza eles levam uma vida digna, enquanto que animais de cativeiro geralmente levam uma vida de extremo sofrimento.<\/p>\n<p>Sabem como se cozinha uma lagosta? Se joga a lagosta viva em uma panela de \u00e1gua fervendo. N\u00e3o parece uma experi\u00eancia prazerosa. Mas as pessoas comem a lagosta sem chiar, porque se fizer isso longe dos seus olhos tudo bem, n\u00e9? A grande revolta vem quando se assiste o making off do prato. Um tanto quanto hip\u00f3crita, voc\u00eas n\u00e3o acham?<\/p>\n<p>Muito f\u00e1cil criticar de forma seletiva tomando seu senso de reprova\u00e7\u00e3o, o quanto aquilo te afeta, te revolta, como medida para o grau da sua indigna\u00e7\u00e3o. Lamento, mas s\u00e3o os maus tratos ocorridos, seja na sua frente ou n\u00e3o, que devem nortear a sua conduta. Comer animais vivos n\u00e3o \u00e9 \u201cpior\u201d do que comer animais mortos. Acredito que se tiverem que matar diante dos olhos de testemunhas, periga at\u00e9 que se preocupem em dar uma morte mais digna.<\/p>\n<p>Quem quiser dizer que \u00e9 cruel comer a lagosta viva, pode dar, concordo em g\u00eanero, n\u00famero e grau. Mas ent\u00e3o que se porte de forma coerente e n\u00e3o coma animais mortos de forma cruel. NENHUM DELES, sejam eles mortos diante dos seus olhos ou n\u00e3o. E n\u00e3o fa\u00e7am nada que provoque sofrimento animal, como por exemplo, pescar. Voc\u00eas acham que deve ser bacana para o peixe ser pescado? Voc\u00ea gostaria que um gigante enfiasse um espeto na sua boca e te afogasse? Se vai discursar defendendo o direito dos animais, seja coerente.<\/p>\n<p>Inadmiss\u00edvel pessoas gritando e chorando por uma lagosta enquanto animais de maior porte (e com mais \u201ccapacidade\u201d de sentir dor) s\u00e3o pendurados e sangrados at\u00e9 a morte, no meio de fezes e urina. \u00c9 aquele comportamento Universo Umbigo de gente que acha coreano um povo b\u00e1rbaro porque come cachorro. O que ser\u00e1 que os indianos pensam da gente?<\/p>\n<p>S\u00f3 para esclarecer, eu n\u00e3o estou escolhendo lados aqui. N\u00e3o estou dizendo que tem que matar mesmo nem estou dizendo que n\u00e3o tem que matar. Estou dizendo que SE FOR CONTRA UMA MORTE CRUEL, tem que ser coerente e se posicionar contra todas elas, inclusive da vaca confinada e proibida de andar para que sua carne fique mais macia e da galinha criada em um cub\u00edculo com luz na cara o dia todo para comer mais e engordar mais r\u00e1pido. Em resumo, se voc\u00ea for contra uma morte cruel, saber\u00e1 que tanto faz comer viva ou jogar viva em uma panela de \u00e1gua fervendo, \u00e9 cruel do mesmo jeito.<\/p>\n<p>Nem sei porque perco meu tempo, para a maior parte das pessoas, o que os olhos n\u00e3o vem o cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o sente. As mesma pessoas que choram indignadas quando recebem por e-mail aquelas fotos do ganso com um funil sendo alimentado para fazer o pat\u00ea de f\u00edgado de ganso s\u00e3o as mesmas que depois abrem uma lata de atum e comem aquilo mesmo sabendo que \u00e9 golfinho ralado. Este tipo de pessoas s\u00e3o sens\u00edveis e protetoras dos animais QUANDO CONVEM, quando isto vai fazer com que elas fiquem bem socialmente. Porque agora \u00e9 super bacana ser protetor dos animais.<\/p>\n<p>N\u00e3o me leve a mal, mas se voc\u00ea n\u00e3o come um bicho s\u00f3 porque ele foi morto na sua frente e condena esta pr\u00e1tica mais do que quando ele \u00e9 morto longe dos seus olhos, voc\u00ea \u00e9 hip\u00f3crita. TANTO FAZ onde ele foi morto, o sofrimento do animal n\u00e3o \u00e9 maior ou menor por estar sendo morto na sua frente, apenas o SEU sofrimento varia.<\/p>\n<p>E se voc\u00ea defende animais pensando no SEU sofrimento, voc\u00ea al\u00e9m de hip\u00f3crita \u00e9 ego\u00edsta, s\u00f3 est\u00e1 defendendo os animais para que VOC\u00ca n\u00e3o tenha que passar pelo sofrimento de v\u00ea-los sendo mortos.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 menos conden\u00e1vel comer um bicho que foi morto na sua frente. Voc\u00ea pode at\u00e9 achar desagrad\u00e1vel, pode te deixar sem vontade de com\u00ea-lo, pode te deixar com nojo. Mas n\u00e3o \u00e9 MAIS CONDEN\u00c1VEL.<\/p>\n<h3>Para fazer um longo discurso pr\u00f3-animal fora de contexto com o tema proposto, para pedir o nome do restaurante ou ainda para dizer que voc\u00ea s\u00f3 come vacas que morreram de velhice: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em algumas culturas, principalmente as asi\u00e1ticas, animais que ainda se movem na mesa s\u00e3o considerados uma iguaria. E com tantos restaurantes japoneses e chineses aqui no Brasil, n\u00e3o \u00e9 de se surpreender que alguns desses pratos tenham chegado at\u00e9 estas bandas. Isso gera pol\u00eamica, inclusive entre Sally e Somir. 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