{"id":272,"date":"2009-04-22T07:00:00","date_gmt":"2009-04-22T10:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=272"},"modified":"2009-04-22T07:00:00","modified_gmt":"2009-04-22T10:00:00","slug":"desfavor-explica-a-teoria-do-caos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2009\/04\/desfavor-explica-a-teoria-do-caos\/","title":{"rendered":"Desfavor explica: A Teoria do Caos."},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i363.photobucket.com\/albums\/oo74\/desfavor\/img\/dexplica_caos.jpg\" \/><\/p>\n<p><span style=\"background-color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"color: rgb(255, 255, 255); font-weight: bold;\">ATEN\u00c7\u00c3O: ESTE TEXTO PODE COME\u00c7AR A N\u00c3O FAZER SENTIDO REPENTINAMENTE.<\/span><\/span><\/p>\n<p>Este desfavor explica era sobre o Determinismo, mas inexplicavelmente se transformou num texto sobre a Teoria do Caos. O original, com uma desist\u00eancia vergonhosa no meio do caminho, est\u00e1 dispon\u00edvel para seu sofrimento aqui. <span style=\"color: rgb(102, 102, 102);\">(Repito algumas coisas aqui.)<\/span><\/p>\n<p>Tudo tende ao caos. Desde uma gota de tinta azul numa lata de tinta amarela at\u00e9 mesmo aquela reuni\u00e3o da terceira idade onde batizaram o ponche com Viagra. Se voc\u00ea tem dificuldade de entender como tanta coisa n\u00e3o faz o menor sentido neste mundo, azar. Este texto s\u00f3 vai piorar as coisas. Cada vez que a palavra &#8220;<span style=\"color: rgb(0, 0, 0);\">CAOS<\/span>&#8221; aparecer em letras vermelhas, o texto vai ficar mais confuso. Preparem-se.<\/p>\n<p>Para falar do Determinismo, eu precisei entrar no assunto de <span style=\"font-style: italic;\">\u201cilus\u00e3o da escolha\u201d<\/span>, e tomei uma SURRA da minha pr\u00f3pria argumenta\u00e7\u00e3o at\u00e9 n\u00e3o conseguir mais montar sequer uma frase coerente. Quanto mais se tenta controlar o resultado de um evento, pior fica a confus\u00e3o gerada pela imprevisibilidade dos fatores que o influenciam.<\/p>\n<p>E se eu volto a falar de <span style=\"font-style: italic;\">\u201cilus\u00e3o da escolha\u201d <\/span>\u00e9 para falar tamb\u00e9m sobre a <span style=\"font-style: italic;\">\u201cilus\u00e3o da aleatoriedade\u201d<\/span>. E \u00e9 aqui que o caos faz sua morada. De forma bem simplista, o caos nada mais \u00e9 do que o conhecimento humano dizendo: <span style=\"font-style: italic;\">\u201cAh, foda-se!\u201d<\/span>.<\/p>\n<p>O caos \u00e9 a cagada do universo na nossa cabe\u00e7a.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: rgb(255, 0, 0); font-style: italic;\">CAOS<\/span><\/div>\n<p>N\u00e3o existe algo realmente aleat\u00f3rio. Causa e conseq\u00fc\u00eancia s\u00e3o fatores que regem tudo o que existe. O que pode acontecer e acontece com imensa freq\u00fc\u00eancia \u00e9 n\u00e3o percebermos qual foi a causa ou mesmo n\u00e3o poder medir a conseq\u00fc\u00eancia. Aleatoriedade \u00e9 uma forma de dizer que nem mesmo os cientistas mais sem vida do mundo conseguem analisar todos os eventos que geram uma conseq\u00fc\u00eancia complexa.<\/p>\n<p>Dizer que o Sol vai nascer no horizonte sem falta na manh\u00e3 seguinte \u00e9 uma previs\u00e3o f\u00e1cil. Temos informa\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis que ele faz isso desde que o mundo \u00e9 mundo e n\u00e3o temos not\u00edcia de nada com a for\u00e7a necess\u00e1ria para intervir neste resultado.<\/p>\n<p>Dizer que vai uma massa de ar quente vai se tornar um furac\u00e3o em coordenadas espec\u00edficas j\u00e1 \u00e9 uma previs\u00e3o pra l\u00e1 de complicada. Apesar de v\u00e1rias informa\u00e7\u00f5es sobre o assunto estarem dispon\u00edveis, process\u00e1-las pode demorar demais. E algum elemento que passou despercebido pode influenciar seriamente o resultado.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que a Meteorologia \u00e9 uma das ci\u00eancias mais odiadas pelo cidad\u00e3o comum. \u00c0s vezes de posse de equipamentos milion\u00e1rios em m\u00e3os eles conseguem errar se vai chover ou n\u00e3o na sua cidade! N\u00e3o parece uma senhora de uma sacanagem?<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9. Vivo ouvindo e lendo pessoas <span style=\"color: rgb(102, 102, 102);\">(quase sempre religiosos)<\/span> dizendo que a ci\u00eancia vive errando. Que teorias bisonhas e rid\u00edculas j\u00e1 passaram como verdade.<\/p>\n<p>Bom, jamais se esque\u00e7am disso: \u00c9 DIF\u00cdCIL PRA CARALHO! Cada pequeno avan\u00e7o cient\u00edfico depende de muito estudo e de bater de frente com um universo que ri da nossa cara cada vez que achamos que temos certeza de algo. A Teoria do Caos fala especificamente sobre como chega um ponto em uma an\u00e1lise em que s\u00e3o tantas vari\u00e1veis dependendo de tantos outros fatores que simplesmente n\u00e3o d\u00e1 para chegar numa conclus\u00e3o definitiva.<\/p>\n<p>Normalmente se exemplifica o caos com um exemplo chato sobre ondas num lago ou a famosa gota de tinta. Quem acompanha o desfavor explica sabe que isso \u00e9 pouco. O desfavor explica tem que chutar o balde. <span style=\"color: rgb(102, 102, 102);\">(Ha)<\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);\">CAOS<\/span><\/div>\n<p>Vamos seguir algumas horas na vida de Roberval:<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">22:48 \u2013<\/span> Roberval chega at\u00e9 a <span style=\"font-style: italic;\">\u201ccasa noturna\u201d<\/span> Galinha d\u2019Ouro na companhia de dois amigos, Valdemir e Teco. Roberval nem queria estar l\u00e1, mas fora incapaz de negar os apelos de seus companheiros. Ele tem a sensa\u00e7\u00e3o de que o fato dos seguran\u00e7as estarem armados com metralhadoras n\u00e3o \u00e9 bom indicador.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">22: 56 \u2013<\/span> Roberval entra na fila, imaginando que apesar de tudo, ningu\u00e9m se meteria a besta num lugar daqueles. \u00danico ainda s\u00f3brio do trio, sente vergonha alheia por ver Valdemir flertar com uma mulher cujo frondoso bu\u00e7o rivalizava com o seu.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">23:21 \u2013<\/span> Adentrando a boate e percebendo a penumbra do ambiente, alivia-se com a id\u00e9ia de que por mais que seus amigos aprontem com barangas, ningu\u00e9m vai perceber. Convencido a come\u00e7ar a beber para se soltar um pouco mais, Roberval percebe que o lugar n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o ruim assim, considerando a propor\u00e7\u00e3o generosa de mulheres para cada homem.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">23:58 \u2013<\/span> Roberval \u00e9 abordado por uma bela morena chamada Giovana, que o oferece uma dose de u\u00edsque. Simp\u00e1tica e atenciosa, ela parece muito interessada. Enquanto paquera, Roberval percebe que Valdemir est\u00e1 se atracando com uma loira num dos cantos escuros e que Teco est\u00e1 tentando agarrar a dan\u00e7arina na plataforma.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">00:15 \u2013<\/span> Roberval come\u00e7a a ficar zonzo. O sorriso de sua acompanhante come\u00e7a a se transformar num borr\u00e3o. Prestes a apagar, \u00e9 interpelado por Valdemir, que com uma fei\u00e7\u00e3o furiosa, diz que quer ir embora. Com essa dose de incentivo, afasta-se do balc\u00e3o do bar e se escora em seu amigo.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">00:16 \u2013<\/span> Som de tiros. Lutando para se manter consciente, Roberval escuta a gritaria e \u00e9 derrubado pelo fluxo de pessoas fugindo desesperadas. Mais tiros. Roberval mal consegue entender o que acontece ao seu redor, mas tudo come\u00e7a a girar e ele sente que n\u00e3o vai conseguir ficar acordado.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">00:17 \u2013<\/span> Antes de apagar, Roberval ainda enxerga Giovana ajoelhada sobre ele, falando ao celular.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">04:32 \u2013<\/span> O som de uma discuss\u00e3o vai crescendo lentamente at\u00e9 que nosso protagonista consiga abrir os olhos. Levantando a cabe\u00e7a para seguir o som, depara-se com Teco, todo ensang\u00fcentado, batendo boca com um gigantesco seguran\u00e7a. Roberval percebe que est\u00e1 ca\u00eddo num sof\u00e1, circundado por uma po\u00e7a de v\u00f4mito.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">04:33 \u2013<\/span> <span style=\"font-style: italic;\">\u201cEu vomitei?\u201d<\/span> \u2013 Diz Roberval.<br \/>Valdemir, que estava em p\u00e9, pr\u00f3ximo, responde envergonhado que n\u00e3o. Roberval pula do sof\u00e1, enojado. O seguran\u00e7a deixa de falar com Teco e dirige-se ao rec\u00e9m desperto Roberval.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cEscuta aqui, algu\u00e9m vai pagar pelo carro do chefe&#8230;\u201d<\/span> \u2013 Diz o le\u00e3o-de-ch\u00e1cara.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cCarro do chefe?\u201d<\/span> \u2013 Roberval ainda tenta entender o que aconteceu.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cFoi aquele maluco que quebrou tentando me pegar!\u201d<\/span> \u2013 Teco argumenta.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cMaluco?\u201d<\/span> \u2013 Roberval vai ficando cada vez mais perdido.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cA gente j\u00e1 cuidou dele. N\u00e3o era dos nossos.\u201d<\/span>\u2013 Responde o seguran\u00e7a.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cO cara que pegou ele n\u00e3o era seguran\u00e7a tamb\u00e9m, o tal do Marc\u00e3o.\u201d<\/span> \u2013 Valdemir argumenta.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cFoda-se. S\u00f3 sobraram voc\u00eas. Voc\u00eas pagam ou&#8230;\u201d<\/span> \u2013 O seguran\u00e7a puxa sua pistola autom\u00e1tica.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cPagar quanto?\u201d<\/span> \u2013 Roberval desiste de entender a l\u00f3gica da situa\u00e7\u00e3o.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cNem fodendo, aquele Audi custa mais do que minha casa&#8230;\u201d<\/span> \u2013 Teco tenta limpar o sangue que escorre de seu nariz enquanto apela para os sentimentos do seguran\u00e7a: <span style=\"font-style: italic;\">\u201cCara, diz que n\u00e3o sabe quem quebrou os vidros&#8230; O seguro paga. Eu tenho fam\u00edlia, amigo&#8230; Por favor&#8230;\u201d<\/span><br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cO que est\u00e1 acontecendo?\u201d <\/span>\u2013 Roberval pergunta para Valdemir.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cAcho que voc\u00ea mexeu com mulher errada&#8230;\u201d<\/span>\u2013 Valdemir responde, mas n\u00e3o explica nada.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cFica complicado&#8230; Vou me arriscar, o chefe j\u00e1 matou neguinho por menos&#8230;\u201d <\/span>\u2013 O seguran\u00e7a fala mais alto e faz o sinal de dinheiro com as m\u00e3os.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cQuanto?\u201d<\/span> \u2013 Roberval busca sua carteira no bolso traseiro.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cH\u00e3?\u201d<\/span> \u2013 Roberval n\u00e3o a encontra.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cTe ofereceram alguma bebida, n\u00e9?\u201d<\/span> \u2013 O seguran\u00e7a sorri de forma debochada.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cTamb\u00e9m levaram tudo o que eu tinha\u201d<\/span> \u2013 Completa Teco.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cEu pago. Eu pago&#8230; Mas o assunto morre aqui.\u201d<\/span> \u2013 Valdemir limpa a carteira e oferece um bolo de dinheiro.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">05:10 \u2013<\/span> Depois de liberado, o trio se re\u00fane novamente dentro do carro de Roberval. Valdemir come\u00e7a a contar o que ocorreu a partir dos tiros&#8230;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">05:11 \u2013<\/span>Teco interrompe dizendo que eles est\u00e3o sendo seguidos h\u00e1 mais de dez minutos. Roberval acelera e come\u00e7a uma persegui\u00e7\u00e3o.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cAcho que \u00e9 o Baiano!\u201d<\/span> \u2013 Diz Valdemir.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cBaiano?\u201d<\/span> \u2013 Roberval indaga.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cO cafet\u00e3o da tal de Giovana!\u201d<\/span> \u2013 Teco parece desesperado.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cO que voc\u00eas fizeram naquela boate?\u201d<\/span> \u2013 Roberval olha para tr\u00e1s, procurando uma resposta de Teco.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cOLHA PRA FRENTE!\u201d<\/span> \u2013 Valdemir grita. Uma caminhonete aparece repentinamente no caminho.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">19:04 \u2013<\/span> Roberval sente todos os m\u00fasculos de seu corpo doloridos. Uma leve luz branca vai crescendo at\u00e9 tomar toda a vis\u00e3o dele. Uma voz feminina o introduz novamente \u00e0 lucidez:<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cComo voc\u00ea est\u00e1?\u201d<\/span> \u2013 Uma enfermeira checa sua press\u00e3o enquanto busca contato visual.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cOnde eu estou?\u201d<\/span> \u2013 Roberval est\u00e1 novamente desorientado.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cVoc\u00ea teve muita sorte de sair vivo. Precisava ver o estado do seu carro&#8230;\u201d<\/span> \u2013 A enfermeira levanta o avental dele e come\u00e7a a analisar um grande curativo.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cMeus amigos?\u201d<\/span> \u2013 Indaga.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cSeu amigo saiu ileso, mas foi preso.\u201d<\/span> \u2013 Ela diz com imensa naturalidade.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cPreso?\u201d<\/span> \u2013 Nada mais faz sentido para Roberval.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cAlguma coisa a ver com tr\u00e1fico de escravas brancas para a Espanha. Ele era procurado faz tempo.\u201d<\/span> \u2013 A mulher diz olhando fixamente para um pequeno frasco.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cH\u00c3? Tinha mais gente no carro&#8230;\u201d<\/span> \u2013 Num movimento brusco, ele tenta se levantar, mas \u00e9 impedido pela dor.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cN\u00e3o me venha com desfa\u00e7atez, eu sei que voc\u00ea \u00e9 da quadrilha do Baiano, Marc\u00e3o.\u201d<\/span> \u2013 A enfermeira fecha a cara e prepara uma inje\u00e7\u00e3o.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cEu nem sei quem \u00e9 esse Baiano! Meu nome \u00e9 Roberval!\u201d<\/span> \u2013 Roberval tenta gritar, mas nem isso consegue.<br \/><span style=\"font-style: italic;\">\u201cVoc\u00eas nunca mais v\u00e3o fazer isso com outra menina&#8230; Minha irm\u00e3 morreu por l\u00e1, abandonada&#8230;\u201d<\/span> \u2013 Ela come\u00e7a a injetar algo na bolsa de soro fisiol\u00f3gico.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">19:15 \u2013<\/span> Roberval sente sua consci\u00eancia o abandonando novamente.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold;\">19:38 \u2013<\/span> Confirmada a hora da morte de Roberval.<\/p>\n<p><span style=\"font-style: italic;\">E todos foram felizes para sempre. Fim.<\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size:130%;\"><span style=\"font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0); font-style: italic;\">CAOS<\/span><\/span><\/div>\n<p>Essa hist\u00f3ria, que n\u00e3o faz o menor sentido como hist\u00f3ria, explica alguns pontos \u00fateis sobre a id\u00e9ia de que quanto mais vari\u00e1veis em um sistema, maior a tend\u00eancia dos fatos parecerem aleat\u00f3rios.<\/p>\n<p>O protagonista foi perdendo a capacidade de entender o que acontecia e de prever os pr\u00f3ximos passos na medida em que novos eventos apareciam. E quanto maiores os per\u00edodos de inconsci\u00eancia, maiores as surpresas que ele encontrava na situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 exatamente isso que forma a Teoria do Caos. Quanto menor a carga de informa\u00e7\u00e3o que voc\u00ea pode captar num sistema, maior a ilus\u00e3o de que as coisas n\u00e3o fazem sentido. E n\u00e3o foram apenas os grandes acontecimentos que geraram as reviravoltas na hist\u00f3ria. Cada leve mudan\u00e7a em um dos fatores gera um <span style=\"font-style: italic;\">\u201cru\u00eddo\u201d<\/span> na l\u00f3gica geral, que com o passar do tempo pode reverter completamente o resultado de uma a\u00e7\u00e3o ou experimento.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o Efeito Borboleta. <span style=\"font-style: italic;\">\u201cO bater de asas de uma borboleta no Jap\u00e3o pode causar um tuf\u00e3o nos Estados Unidos.\u201d<\/span> Como essa explica\u00e7\u00e3o \u00e9 um tanto quanto afrescalhada, resolvi usar a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Teco era hom\u00f4nimo <span style=\"color: rgb(102, 102, 102);\">(ou xar\u00e1, para os incultos)<\/span> de Baiano, cujo rosto n\u00e3o era conhecido.<\/p>\n<p>Esse fato desencadeou todo o desenrolar da hist\u00f3ria at\u00e9 Roberval ser executado erroneamente pela enfermeira vingativa. Se Teco tivesse o sobrenome com UMA letra diferente, Roberval estaria vivo e com sua carteira.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea estiver muito entediado<span style=\"color: rgb(102, 102, 102);\">(a)<\/span>, d\u00e1 para entender como tudo aconteceu agora relendo o texto e pensando um pouco.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size:180%;\"><span style=\"color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold; font-style: italic;\">CAOS<\/span><\/span><\/div>\n<p>Voltando \u00e0 parte argumentativa do texto: O caos \u00e9 a sua ilus\u00e3o de escolha. O caos \u00e9 o livre-arb\u00edtrio, o caos \u00e9 o motivo pelo qual estamos limitados a viver no presente. A Teoria do Caos s\u00f3 existe nas nossas mentes limitadas pela nossa percep\u00e7\u00e3o igualmente limitada.<\/p>\n<p>E essa foi a melhor forma que eu encontrei de explicar o Determinismo <span style=\"color: rgb(102, 102, 102);\">(surpresa!)<\/span>. Onisci\u00eancia \u00e9 a aus\u00eancia total de escolhas. Quem tem acesso a todas as vari\u00e1veis presentes no universo sabe exatamente o que vai acontecer a seguir, inclusive o que sua mente formada \u00e1tomos vai pensar. Pois \u00e9, voc\u00ea \u00e9 parte integrante do universo, obedece as mesmas leis da f\u00edsica que uma pedra em todas as escalas de magnitude. E acredite ou n\u00e3o, tem tanta escolha quanto ela.<\/p>\n<p>A maior prova disso \u00e9 o passado. Se as coisas n\u00e3o ocorreram de forma diferente, n\u00e3o \u00e9 um grande indicativo que n\u00e3o poderiam de qualquer forma? As coisas acontecem por algum motivo e existe um destino inevit\u00e1vel tra\u00e7ado para cada part\u00edcula deste universo que nos cerca.<\/p>\n<p>Pode at\u00e9 parecer algo depressivo, uma falta de prop\u00f3sito, mas&#8230; o caos nos protege disso. Ningu\u00e9m pode provar nada, certo? Tem at\u00e9 quem d\u00ea um Nome e personalidade para o caos para deix\u00e1-lo mais agrad\u00e1vel. Afinal, para quem vive com a <span style=\"font-style: italic;\">\u201cilus\u00e3o de escolha\u201d<\/span> e a <span style=\"font-style: italic;\">\u201cilus\u00e3o de aleatoriedade\u201d<\/span> a vida toda, n\u00e3o custa nada ter a <span style=\"font-style: italic;\">\u201cilus\u00e3o de import\u00e2ncia\u201d<\/span> tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Para dizer que prefere quando eu tento ser engra\u00e7ado, para dizer que eu n\u00e3o expliquei nada ou para dizer que escolheu me achar um chato: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ATEN\u00c7\u00c3O: ESTE TEXTO PODE COME\u00c7AR A N\u00c3O FAZER SENTIDO REPENTINAMENTE. Este desfavor explica era sobre o Determinismo, mas inexplicavelmente se transformou num texto sobre a Teoria do Caos. O original, com uma desist\u00eancia vergonhosa no meio do caminho, est\u00e1 dispon\u00edvel para seu sofrimento aqui. (Repito algumas coisas aqui.) Tudo tende ao caos. 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