{"id":28182,"date":"2025-04-12T15:06:55","date_gmt":"2025-04-12T18:06:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=28182"},"modified":"2025-11-17T19:31:12","modified_gmt":"2025-11-17T22:31:12","slug":"trabalho-classe-z","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2025\/04\/trabalho-classe-z\/","title":{"rendered":"Trabalho classe Z."},"content":{"rendered":"<div class=\"uk-card uk-card-body uk-card-default\">\n<p>A nova vis\u00e3o da Gera\u00e7\u00e3o Z sobre o trabalho n\u00e3o \u00e9 apenas uma tend\u00eancia passageira, mas uma mudan\u00e7a significativa nas din\u00e2micas do ambiente profissional. Esse grupo traz uma mentalidade orientada por valores. Seus objetivos diferem dos das gera\u00e7\u00f5es anteriores. Mais do que (apenas) um sal\u00e1rio, eles buscam prop\u00f3sito, impacto e significado no que fazem. <a class=\"uk-button uk-button-text\" href=\"https:\/\/forbes.com.br\/carreira\/2025\/04\/mais-proposito-menos-paciencia-o-que-a-geracao-z-quer-do-trabalho\/?amp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">LINK<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p>O zoomer \u00e9 o aquecimento global do mercado de trabalho. <strong>Desfavor da Semana<\/strong>.<\/p>\n<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SALLY<\/span><\/h4>\n<p>Nos \u00faltimos anos estamos acompanhando a entrada da Gera\u00e7\u00e3o Z (pessoas nascidas a partir de 1995) no mercado de trabalho e, todos os meses, nos surpreendemos com o que vemos, n\u00e3o apenas nas not\u00edcias, mas na vida real. J\u00e1 era um assunto sobre o qual quer\u00edamos falar faz tempo, ent\u00e3o, vamos l\u00e1.<\/p>\n<p>Como empregadora, eu acho \u00f3timo que as novas gera\u00e7\u00f5es queiram melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho, sejam mais criteriosas e n\u00e3o se arrebentem de trabalhar como eu fa\u00e7o. Minha gera\u00e7\u00e3o (Gera\u00e7\u00e3o X) foi treinada para ir al\u00e9m, para entregar mais do que \u00e9 pedido, para que miss\u00e3o dada seja miss\u00e3o cumprida. E, mesmo adepta desse sistema de trabalho, eu sei que isso n\u00e3o \u00e9 saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>Ocorre que, para poder exigir, demandar, negociar, voc\u00ea tem que oferecer uma contrapresta\u00e7\u00e3o. Eu reduziria o hor\u00e1rio de trabalho de algu\u00e9m que me entrega excel\u00eancia, prazos e consegue fazer as tarefas em menos tempo. Mas eu n\u00e3o reduziria o hor\u00e1rio de trabalho de um folgado que quer &#8220;aproveitar a vida&#8221;.<\/p>\n<p>Falta esse entendimento \u00e0 Gera\u00e7\u00e3o Z. Muita cobran\u00e7a, muita seletividade, muita exig\u00eancia e pouca entrega de volta. Natural, foi isso que aprenderam em casa, com os pais, traumatizados por um trabalho extenuante. Mimaram seus filhos com muito conforto. Normalmente a gente d\u00e1 aos filhos o que gostaria de ter recebido e n\u00e3o recebeu.<\/p>\n<p>A Gera\u00e7\u00e3o Z quer hor\u00e1rios flex\u00edveis, quer conforto, quer bons sal\u00e1rios, quer autonomia, n\u00e3o querem ser fi\u00e9is a uma empresa, querem liberdade criativa, querem uma s\u00e9rie de coisas que voc\u00ea s\u00f3 alcan\u00e7a na sua carreira se ralar muito e se tornar uma refer\u00eancia no que faz. Em contrapartida, n\u00e3o parecem capazes de algum senso de sacrif\u00edcio, esfor\u00e7o, de excel\u00eancia no trabalho. Trabalho parece algo secund\u00e1rio, quase que um hobbie. E quando as coisas n\u00e3o est\u00e3o como eles querem, pedem demiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Em resumo, s\u00e3o p\u00e9ssimos profissionais. E s\u00e3o os mais exigentes com o empregador. Por qual motivo? Porque podem pedir demiss\u00e3o e t\u00eam uma rede de apoio do Papai e da Mam\u00e3e para segurar o roj\u00e3o. S\u00f3 que Papai e Mam\u00e3e um dia falecem. E quando isso acontecer, \u00e9 bom que o filho tenha um patrim\u00f4nio constru\u00eddo, se n\u00e3o, vai ter que se matar de trabalhar at\u00e9 os 120 anos aceitando qualquer tratamento degradante e sal\u00e1rio baixo.<\/p>\n<p>Parte da culpa disso \u00e9 dos pais, pois n\u00e3o ensinaram aos pimpolhos algum senso de sacrif\u00edcio. Os deixaram imersos nesse mundo ilus\u00f3rio onde eles n\u00e3o podem ser desagradados, onde apelido maldoso de colega na escola \u00e9 bullying e leva a interven\u00e7\u00e3o da m\u00e3e e da diretora, onde a roupa aparece lavada e passada magicamente no arm\u00e1rio.<\/p>\n<p>Mas a culpa n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 dos pais. Depois dos 20 anos de idade, voc\u00ea n\u00e3o pode mais culpar seus pais. Voc\u00ea \u00e9 respons\u00e1vel por voc\u00ea e pelo que voc\u00ea \u00e9. Se os seus pais te ensinaram algo errado, te mimaram, te deixaram mal-acostumado, voc\u00ea tem total autonomia para recalcular a rota e ser diferente, nem que para isso voc\u00ea precise de ajuda. E voc\u00ea tem discernimento de olhar \u00e0 sua volta e perceber que a vida n\u00e3o \u00e9 bem aquilo que te falaram, que ser\u00e3o necess\u00e1rias adapta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, eu vejo muita culpa sendo atirada nos pais, de forma injusta. N\u00e3o importa o que seus pais fizeram, o que eles te ensinaram ou como se comportaram com voc\u00ea, o que importa \u00e9 o que voc\u00ea faz com isso. N\u00e3o \u00e9 exig\u00edvel que pais possam educar hoje um filho para um mercado de trabalho de 20 anos depois, pois no patamar de mudan\u00e7as sociais r\u00e1pidas que estamos, n\u00e3o podemos antever hoje o que ser\u00e1 valorizado em 20 anos.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, este texto \u00e9 para libertar os pais. N\u00e3o, a culpa n\u00e3o \u00e9 de voc\u00eas. Gen Z s\u00e3o adultos e respons\u00e1veis pelas pr\u00f3prias escolhas. Por\u00e9m, se gostam dos seus filhos, \u00e9 hora de um \u201chard love\u201d e de n\u00e3o endossar esse comportamento invi\u00e1vel, cheio de exig\u00eancias e com pouco esfor\u00e7o. Como? N\u00e3o resgatando ou sustentando eles cada vez que pedem demiss\u00e3o, pois um dia voc\u00eas de fato n\u00e3o poder\u00e3o mais faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p>\u00c0 Gen Z, quero dizer que \u00e9 muito legal que voc\u00eas queiram qualidade de vida, tempo livre, conforto e sal\u00e1rios altos. Mas, para ter isso, voc\u00eas ter\u00e3o que ser os melhores do mercado. N\u00e3o basta ir e fazer seu trabalho como qualquer outro faria. Qual \u00e9 o seu diferencial? Por qual motivo uma empresa te daria reconhecimento, flexibilidade de hor\u00e1rios e um aumento? Essas coisas n\u00e3o s\u00e3o direitos seus, s\u00e3o conquistas. O que voc\u00ea est\u00e1 fazendo para conquist\u00e1-los?<\/p>\n<p>E, uma r\u00e1pida pincelada \u00e9tica: pesquisas mostram que 95% dos entrevistados da Gen Z acha que \u00e9 aceit\u00e1vel condutas que n\u00e3o s\u00e3o aceit\u00e1veis no mercado de trabalho como enganar o empregador usando IA para fazer seu trabalho sem admitir que o fez e dormir durante o expediente. Deixa eu contar uma coisa para voc\u00eas: a maior parte dos empregadores, atualmente, ou \u00e9 Baby Boomer ou \u00e9 Gen X. E esse comportamento n\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel para nenhum dos dois. Melhorem.<\/p>\n<p>Por um lado, acho gra\u00e7a em concorrer no mercado de trabalho com gente que acha que pode trapacear, dormir durante o hor\u00e1rio de trabalho e leva os pais para entrevista de emprego. Mas por outro, me preocupa o que vai acontecer quando esses floquinhos de neve assumirem o volante. Eventualmente Baby Boomers, X e Millennials vamos morrer ou ficar velhos demais para trabalhar. O que vai acontecer quando a Gen Z assumir os cargos de lideran\u00e7a?<\/p>\n<p>Ou se mostrar\u00e3o hip\u00f3critas e cobrar\u00e3o dos funcion\u00e1rios dentro de padr\u00f5es mais r\u00edgidos dos que eles defendem ou v\u00e3o gerir empresas nesse modo kumbaya e causar um enorme preju\u00edzo. N\u00e3o seria melhor come\u00e7ar a recalcular a rota agora, enquanto ainda t\u00eam uma rede de apoio?<\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SOMIR<\/span><\/h4>\n<p>Eu sou bem mais permissivo com o zoomer do que a Sally. J\u00e1 tem at\u00e9 texto falando sobre o que eu enxergo como a crise de esperan\u00e7a que caiu sobre essa gera\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea consegue entender por que eles tem alguns desses comportamentos se prestar mais aten\u00e7\u00e3o no tipo de mundo que eles enxergam, especialmente quando pensam no futuro.<\/p>\n<p>O prop\u00f3sito que muitos deles dizem procurar vinha mais&#8230; \u201cde f\u00e1brica\u201d em gera\u00e7\u00f5es anteriores. Foi uma transi\u00e7\u00e3o alucinante entre a ideia de ter um emprego para a vida e a economia do s\u00e9culo XXI. De repente a pr\u00f3pria ideia de se adequar ao sistema deixou de ser uma op\u00e7\u00e3o. Hippies e punks diziam que era careta arrumar um emprego, casar e ter 2.5 filhos, mas eles tinham essa op\u00e7\u00e3o bem mais clara.<\/p>\n<p>\u00c9 mais f\u00e1cil ser adolescente rebelde se existe um sistema claro para se rebelar. O zoomer foi chegando na vida adulta, perguntou para os mais velhos qual era o sistema&#8230; e a gente n\u00e3o sabia responder. Para onde vai a chama da revolu\u00e7\u00e3o jovem se voc\u00ea n\u00e3o tem muita clareza sobre contra o que est\u00e1 lutando? N\u00e3o \u00e0 toa, vivemos numa era de lutas confusas contra ou a favor de ideologias de g\u00eanero, seja l\u00e1 o que isso quer dizer na pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a minha parte compreensiva. At\u00e9 por ser uma pessoa com foco err\u00e1tico e baixa disciplina, eu entendo pessoalmente muitos desses problemas que os empregadores est\u00e3o vendo nessa gera\u00e7\u00e3o. Sei que \u00e0s vezes a pessoa quer fazer melhor, mas n\u00e3o funciona como ela pensou. Agora, algo que vir de outra gera\u00e7\u00e3o e l\u00f3gica de mundo me ensinaram \u00e9 que a ideia de construir aos poucos funciona.<\/p>\n<p>Conversando com a Sally, eu falei que via uma gera\u00e7\u00e3o de pessoas cuja esperan\u00e7a era o Jogo do Tigrinho. N\u00e3o especificamente essa modalidade de golpe online, mas a ideia de tudo ou nada quando se pensa em sucesso na vida. Tento me colocar no lugar de quem recebeu influ\u00eancia demais da cultura online logo nos primeiros anos de forma\u00e7\u00e3o, quem ficou sendo impactado por casos de extremo sucesso, extremamente r\u00e1pidos.<\/p>\n<p>Existe um risco consider\u00e1vel de voc\u00ea achar que a vida \u00e9 feita desses momentos de grande impacto. Que voc\u00ea s\u00f3 est\u00e1 esperando at\u00e9 ter o seu enquanto isso. Apesar dos exemplos que vimos de celebridades instant\u00e2neas de startups bilion\u00e1rias, isso \u00e9 a minoria dos casos. A maioria das pessoas n\u00e3o vai ter essas situa\u00e7\u00f5es na vida, porque tem muita sorte envolvida. Se voc\u00ea n\u00e3o entende probabilidade, loteria parece uma boa ideia.<\/p>\n<p>Dito isso, n\u00e3o d\u00e1 para s\u00f3 ficar passando a m\u00e3o e entendendo os problemas. Ningu\u00e9m melhora s\u00f3 com compreens\u00e3o, existe esfor\u00e7o envolvido em tudo na vida. A minha ideia aqui \u00e9 que o zoomer no mercado de trabalho precisa ter mais no\u00e7\u00e3o sobre constru\u00e7\u00e3o etapa a etapa, sobre como esfor\u00e7o acumula com o tempo e n\u00e3o existe isso de estar apenas \u201cesperando sua chance\u201d.<\/p>\n<p>Porque s\u00e3o essas ideias que combatem melhor a disson\u00e2ncia cognitiva de achar que o mundo te deve conforto e prop\u00f3sito. A pessoa v\u00ea que o mundo mastiga e cospe gente todos os dias, v\u00ea at\u00e9 em casa como as coisas podem dar errado, mas em algum lugar da mente a mentalidade lot\u00e9rica t\u00edpica do marginalizado assume o controle.<\/p>\n<p>Enquanto o miser\u00e1vel se prende \u00e0 esperan\u00e7a de dar sorte na vida por total falta de op\u00e7\u00e3o num sistema de extrema desigualdade econ\u00f4mica, o zoomer com um pouco mais de qualidade de vida entregue pelos pais cai na mesma armadilha porque talvez nem saiba que existe retorno em fazer as coisas um passo por vez.<\/p>\n<p>\u00c9 uma falha de cria\u00e7\u00e3o, a terceiriza\u00e7\u00e3o para a internet contribui bastante, mas n\u00e3o adianta ficar s\u00f3 reclamando, porque eventualmente eles v\u00e3o estar em posi\u00e7\u00f5es de poder real (a vida n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a internet) e podem realmente ficar travados diante da necessidade de esfor\u00e7o cont\u00ednuo e consist\u00eancia de foco para conseguir resultados.<\/p>\n<p>N\u00e3o quer dizer que todo zoomer seja um caso perdido, eu nem acho que a maioria seja, mas vai ser um grupo bem mais limitado de pessoas que desenvolveram essa capacidade de ter paci\u00eancia e disciplina que v\u00e3o acabar no topo do mundo tocado por eles. O risco \u00e9 que n\u00e3o tenhamos muitas op\u00e7\u00f5es nesse grupo mais limitado, se um filho da puta muito focado estiver pr\u00f3ximo do topo, vai faltar concorr\u00eancia de gente menos escrota pelo mesmo poder.<\/p>\n<p>E some isso \u00e0 tend\u00eancia incutida na cabe\u00e7a deles de solu\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas e \u201cf\u00e1ceis\u201d para os problemas da vida, o risco de uma guinada autorit\u00e1ria aumenta consideravelmente. Talvez seja aquele discurso de \u201ctempos dif\u00edceis criam homens fortes, homens fortes criam tempos bons, tempos bons criam homens fracos, homens fracos criam tempos dif\u00edceis.\u201d Um ciclo que precisa de sua pr\u00f3xima etapa. A verdadeira bomba dos millenials pode muito bem estar prestes a explodir.<\/p>\n<p>Enquanto isso, para n\u00f3s resta esperar e incentivar o zoomer \u201cdo bem\u201d a ser mais disciplinado, mesmo sem achar que \u00e9 culpa dele. Existe um risco inerente a uma gera\u00e7\u00e3o que est\u00e1 esperando darem um prop\u00f3sito para eles, voc\u00ea n\u00e3o sabe qual vai ser. Prop\u00f3sito se constr\u00f3i durante a vida, ele pode at\u00e9 te chamar a aten\u00e7\u00e3o num momento aleat\u00f3rio, mas \u00e9 s\u00f3 um despertar de algo que \u00e9 interno mesmo.<\/p>\n<p>O mercado de trabalho \u00e9 um indicador forte sobre como as pessoas pensam sobre a vida em geral. O risco de esperar te darem um objetivo na vida, seja pelo empregador, seja por criar algum neg\u00f3cio na internet (o que inclui at\u00e9 mostrar a bunda em troca de dinheiro) \u00e9 o mesmo risco de ouvir um discurso horr\u00edvel vindo de uma pessoa carism\u00e1tica e come\u00e7ar a viver em volta disso.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea enxerga a vida como uma s\u00e9rie de descargas de dopamina, momento a momento, perde o foco na constru\u00e7\u00e3o do mundo no qual vai viver.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A nova vis\u00e3o da Gera\u00e7\u00e3o Z sobre o trabalho n\u00e3o \u00e9 apenas uma tend\u00eancia passageira, mas uma mudan\u00e7a significativa nas din\u00e2micas do ambiente profissional. Esse grupo traz uma mentalidade orientada por valores. Seus objetivos diferem dos das gera\u00e7\u00f5es anteriores. Mais do que (apenas) um sal\u00e1rio, eles buscam prop\u00f3sito, impacto e significado no que fazem. 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