{"id":28887,"date":"2025-05-05T15:02:08","date_gmt":"2025-05-05T18:02:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=28887"},"modified":"2025-11-20T13:43:04","modified_gmt":"2025-11-20T16:43:04","slug":"crescimento-dificil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2025\/05\/crescimento-dificil\/","title":{"rendered":"Crescimento dif\u00edcil."},"content":{"rendered":"<p>A vida adulta tem suas benesses, mas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Sally e Somir valorizam a independ\u00eancia, mas se \u00e9 para reclamar do que vem em contrapartida, seguem caminhos distintos. Os impopulares crescem e aparecem.<\/p>\n<p><strong>Tema de hoje: qual a pior parte da vida adulta?<\/strong><!--more--><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SOMIR<\/span><\/h4>\n<p>Socializa\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o papo de antissocial como pode parecer: socializa\u00e7\u00e3o que vem da inf\u00e2ncia e socializa\u00e7\u00e3o que come\u00e7a na vida adulta s\u00e3o categorias diferentes. Apesar de ser mais caseiro, eu ainda continuo gostando de passar tempo com pessoas queridas, mesmo que signifique ir para lugares nem t\u00e3o confort\u00e1veis.<\/p>\n<p>A socializa\u00e7\u00e3o que eu discuto aqui \u00e9 aquela mais for\u00e7ada que ocorre na vida adulta. A com interesses adicionados al\u00e9m de passar seu tempo com quem voc\u00ea gosta. Costumamos ter uma pr\u00e9via disso na escola, onde voc\u00ea lida com outras crian\u00e7as por um objetivo maior. Mas como nessa fase da vida voc\u00ea provavelmente nem percebe isso, seus amigos acabam se tornando a atividade-fim. Voc\u00ea vai para a escola para ver sua turma, e por tabela faz as \u201cmiss\u00f5es\u201d estudantis.<\/p>\n<p>Mas quando j\u00e1 se presume que voc\u00ea est\u00e1 no banco do motorista da pr\u00f3pria vida, socializa\u00e7\u00e3o por interesses externos come\u00e7a a ocupar muito mais espa\u00e7o. O seu ambiente de trabalho j\u00e1 tem muito disso, e eu argumento que at\u00e9 quem trabalha de casa paga um pre\u00e7o, por causa de reuni\u00f5es. Muitas delas s\u00e3o in\u00fateis por motivos t\u00e9cnicos, mas obrigat\u00f3rias para voc\u00ea continuar sendo visto.<\/p>\n<p>Eu fa\u00e7o tamb\u00e9m, porque \u00e9 necess\u00e1rio, mas tem algo bem escroto no mix de cordialidade for\u00e7ada e passivo-agressividade em muitas delas. E pode at\u00e9 ser um preconceito meu, mas quanto mais a pessoas se importa com fazer reuni\u00f5es e \u201cpassar uma boa imagem\u201d, mais incompetente ela \u00e9. Ent\u00e3o normalmente voc\u00ea fica mais pressionado a fazer a coreografia esperada desses eventos justamente com as pessoas que menos te acrescentam.<\/p>\n<p>E nem comecemos com socializa\u00e7\u00e3o \u201cfora do trabalho\u201d que na verdade \u00e9 coisa de trabalho. Confraterniza\u00e7\u00e3o que s\u00f3 vai quem quer, mas que a pessoa que manda em voc\u00ea vai te julgar por n\u00e3o ir. N\u00e3o sei se \u00e9 car\u00eancia, se \u00e9 conselho de coach de Instagram, mas como tem chefe por a\u00ed que acha que funcion\u00e1rio \u00e9 crian\u00e7a, que n\u00e3o tem mais o que fazer e que precisa de eventos para se manter motivado.<\/p>\n<p>Falando em mercado, se voc\u00ea estiver dispon\u00edvel no sexual, suas op\u00e7\u00f5es s\u00e3o cada vez mais nefastas: baladas ou aplicativos. No come\u00e7o da vida adulta eu at\u00e9 argumento que uma balada ou outra faz bem para o desenvolvimento de alguma habilidade sociais, mas com o passar dos anos voc\u00ea vai ficando cansado, n\u00e3o s\u00f3 fisicamente, mas mentalmente desse ambiente de \u201cencontrar pessoas\u201d. Bebida \u00e9 a cola social desses sistemas, e se voc\u00ea n\u00e3o estiver disposto a se entorpecer, percebe rapidamente a futilidade e o t\u00e9dio da coisa toda. Sorte de quem gosta de dan\u00e7ar de verdade, pelo menos deve compensar.<\/p>\n<p>E na \u00e1rea dos aplicativos, vai muito al\u00e9m do Tinder: os tempos incentivam conex\u00f5es online, seja para procurar sexo, seja para procurar emprego. As ferramentas digitais s\u00e3o \u00fateis para nos conectar, mas socializar online ainda me parece um tanto quanto limitante. Popularidade de rede social n\u00e3o parece compensar para ningu\u00e9m, vamos ver mais e mais influencers se queimando com vidas de fingimento sem criar la\u00e7os reais.<\/p>\n<p>Eu j\u00e1 recebo olhares atravessados quando digo que n\u00e3o tenho redes sociais. Parece que virou obriga\u00e7\u00e3o colocar um vitrine pessoal para que outros possam te julgar rapidamente. Eu n\u00e3o acredito em bosta nenhuma da rede social dos outros e n\u00e3o sei como algu\u00e9m acreditaria em algo na minha. Talvez tivessem que ensinar publicidade nas escolas, as pessoas ficariam mais safas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, tem uma outra quest\u00e3o: na vida adulta voc\u00ea come\u00e7a a acumular mais fam\u00edlias. Tem a sua, a da esposa ou marido, dos amigos, de primos&#8230; muita gente come\u00e7a a ter filhos. Seus amigos de inf\u00e2ncia que vinham em pacotes definidos pelos seus gostos agora s\u00e3o grupos. Isso come\u00e7a a te colocar em rota de colis\u00e3o com os programas de \u00edndio dos outros. Antes voc\u00ea s\u00f3 tinha os seus, agora tem festa de crian\u00e7a e casamento de um monte de gente que voc\u00ea acaba indo. Meus amigos mais queridos s\u00e3o justamente os que n\u00e3o me colocam nessas frias, ent\u00e3o disso eu n\u00e3o posso reclamar. Mas eu sei que na m\u00e9dia n\u00e3o \u00e9 assim.<\/p>\n<p>O que costumava ser algo feito para te entreter na inf\u00e2ncia se torna uma s\u00e9rie de compromissos na vida adulta. \u00c9 claro que voc\u00ea ainda vai ter momentos bacanas com as pessoas com as quais quer conviver, mas come\u00e7a a virar \u201ctrabalho\u201d, voc\u00ea precisa manter la\u00e7os que n\u00e3o s\u00e3o por afinidade para funcionar em sociedade.<\/p>\n<p>Eu prefiro declarar imposto de renda do que evento social que \u201ctem que ir para n\u00e3o ser esquecido\u201d. Eu prefiro uma conta de \u00e1gua cara por causa de um vazamento do que \u201cdar um pulinho na festa da filha da Fulana\u201d. Prefiro fazer exame de rotina no m\u00e9dico a fazer \u201creuni\u00e3o para o chefe te conhecer\u201d. A parte ruim da vida adulta n\u00e3o me parece responsabilidade de vida adulta, porque com ela vem a contraparte de voc\u00ea estar no controle.<\/p>\n<p>Mas socializa\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica? \u00c9 meio como voltar a ser crian\u00e7a na parte ruim de ser crian\u00e7a: precisa fazer sem voc\u00ea sequer entender a vantagem. \u00c9 para outras pessoas que acham que isso \u00e9 importante. Gente que posta foto de viagem \u201cque deu uma perspectiva nova da vida\u201d (a pessoa foi para a Disney) no Instagram e texto motivacional no LinkedIn dizendo que sa\u00fade mental \u00e9 essencial (bebe todos os dias depois do trabalho).<\/p>\n<p>Tem que fazer, eu sei. Ningu\u00e9m \u00e9 uma ilha. Mas que \u00e9 um porre, \u00e9.<\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SALLY<\/span><\/h4>\n<p>Qual \u00e9 a pior parte da vida adulta?<\/p>\n<p>A quantidade de responsabilidades que vamos acumulando.<\/p>\n<p>J\u00e1 falamos sobre isso em outros textos: ser adulto hoje \u00e9 ter muito mais responsabilidade do que quem era adulto nas d\u00e9cadas passadas. A carga de responsabilidade \u00e9 desumana se voc\u00ea quiser fazer tudo bem-feito na sua vida.<\/p>\n<p>Antigamente voc\u00ea pegava uma pasta e ia trabalhar. Hoje voc\u00ea precisa saber ingl\u00eas, dominar o mundo online, ter boa apar\u00eancia, saber fazer pol\u00edtica no local de trabalho e muitos outros requisitos que nossos av\u00f3s nem sonhavam.<\/p>\n<p>Para montar uma casa n\u00e3o basta um colch\u00e3o e uma geladeira. Se voc\u00ea n\u00e3o tiver wi-fi est\u00e1 desconectado do mundo, desatualizado e inacess\u00edvel a seus familiares e empregador. \u00c9 preciso ter plano de sa\u00fade, ao menos para os filhos, porque depender do SUS pode significar morte, como vemos em v\u00e1rias not\u00edcias semanalmente.<\/p>\n<p>As contas v\u00eam caras pois, entre outras coisas, as temperaturas extremas do planeta demandam um consumo grande de recursos para ter um m\u00ednimo de conforto t\u00e9rmico. Precisamos de mais eletr\u00f4nicos que as gera\u00e7\u00f5es passadas desconheciam, com celular, que, por mais que se escolham modelos b\u00e1sicos, custam caro. At\u00e9 comida, o item mais fundamental, est\u00e1 ficando cara no atual cen\u00e1rio mundial.<\/p>\n<p>Isso nos obriga a trabalhar, muitas vezes em mais de um emprego. O que nos tira boa parte do tempo, tornando ainda mais dif\u00edcil cuidar de n\u00f3s (seja corpo ou mente), manter uma fam\u00edlia unida, educar filhos, cultivar amizades verdadeiras, estudar constantemente, estar atualizados e em frequente aprimoramento profissional.<\/p>\n<p>Hoje, em um mercado de trabalho abarrotado, se voc\u00ea n\u00e3o tiver um diferencial, cai no desemprego e n\u00e3o sai mais. \u00c9 preciso constante atualiza\u00e7\u00e3o, aprimoramento e estudo. Com que tempo e dinheiro? Problema seu, se vira.<\/p>\n<p>Hoje, o padr\u00e3o de beleza \u00e9 muito mais exigente. A pessoa tem que ser magra, os dentes t\u00eam que ser perfeitos e de prefer\u00eancia de um branco t\u00e3o branco que nem existe na natureza. \u00c9 creme para isso, perfume para aquilo, s\u00e3o infinidades de exig\u00eancias est\u00e9ticas e de moda. Ou voc\u00ea tem apar\u00eancia de filtro de Instafram ou est\u00e1 errado. D\u00e1 teu jeito.<\/p>\n<p>Educar os filhos tamb\u00e9m virou uma quest\u00e3o estressante. Antigamente se colocava as crian\u00e7as na escola mais perto de casa e vida que segue. Hoje tem um monte de crit\u00e9rios para escolher a melhor escola, a melhor educa\u00e7\u00e3o em casa, as melhores atividades.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso tem que ficar de olho no universo digital, afinal, ningu\u00e9m quer ver o filho v\u00edtima de ped\u00f3filo, sendo sugado por seita social ou at\u00e9 cometendo crimes. Tem que estar atento a tudo: desde conte\u00fado de redes sociais at\u00e9 o que o filho est\u00e1 assistindo online. 24 horas por dia. E se voc\u00ea n\u00e3o entende nada desse mundo, tem que passar a entender.<\/p>\n<p>E o relacionamento? N\u00e3o pode relaxar. N\u00e3o pode engordar. N\u00e3o pode se acomodar. N\u00e3o pode n\u00e3o ter tempo ou disposi\u00e7\u00e3o para o parceiro. E, dependendo do parceiro, ainda vai ter que sair, ir ao cinema, sair com outros casais, viajar, pois, at\u00e9 onde entendo, pessoas normais costumam exigir que o outro saia de casa.<\/p>\n<p>Tem que desenvolver algumas habilidades tamb\u00e9m. Presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o custa cada vez mais caro, seria saud\u00e1vel que a pessoa saiba fazer pequenos reparos em casa, preparar refei\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas, performar alguns cuidas pessoais, para n\u00e3o depender de prestador de servi\u00e7o para tudo. Chegue cansado do trabalho e cozinhe. Problema seu. Conserte privada, prepare um risoto e fa\u00e7a suas pr\u00f3prias unhas. Se vira.<\/p>\n<p>Tem a burocracia tamb\u00e9m, que todos n\u00f3s, de tempos em tempos, somos obrigados a enfrentar. Conta veio no valor errado? Liga e atura duas horas de musiquinha at\u00e9 um ser humano falar com voc\u00ea. Venceu a validade do cart\u00e3o. Tem que renovar CNH. Plano de sa\u00fade ficou muito caro, \u00e9 hora de trocar por outro. Prazo para imposto de renda t\u00e1 a\u00ed. As demandas s\u00e3o infinitas.<\/p>\n<p>E n\u00e3o pode descuidar da sa\u00fade. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 aquele checkup anual com o cl\u00ednico geral n\u00e3o! Tem que consultar o dentista regularmente. Tem que ir ao ginecologista ou proctologista para revis\u00e3o. Tem que ir no oftalmo para ver se o grau aumentou. Tem que ir em v\u00e1rios especialistas trabalhando 8h por dia. Fora as vezes que a gente realmente adoece e precisa ir ao m\u00e9dico para ser corretamente medicado.<\/p>\n<p>Tem as redes sociais, que para muitos, n\u00e3o s\u00e3o opcionais. S\u00f3 quem \u00e9 visto \u00e9 lembrado, isso acorrenta muita gente que est\u00e1 procurando por parceiros, clientes ou trabalho a redes sociais. E redes sociais precisam ser atualizadas diariamente, de prefer\u00eancia v\u00e1rias vezes por dia. E com conte\u00fado interessante, pois sua concorr\u00eancia \u00e9 o resto do mundo. Como faz conte\u00fado que se destaque no meio de bilh\u00f5es de pessoas? Se vira.<\/p>\n<p>E os afazeres dom\u00e9sticos? N\u00e3o d\u00e1 para deixar a casa um chiqueiro. A lou\u00e7a n\u00e3o se lava sozinha. Precisamos de roupa limpa para vestir. Tudo isso consome tempo e dinheiro, pois mesmo que voc\u00ea fa\u00e7a tudo sozinho, vai ter que comprar produtos de limpeza para faz\u00ea-lo. Chegou cansado do trabalho? Ningu\u00e9m se importa, vai faxinar banheiro. As costas est\u00e3o doendo? Foda-se.<\/p>\n<p>Ah sim, tem que dormir pelo menos 8 horas por noite, se n\u00e3o, fica muito mais dif\u00edcil conseguir dar conta de tudo, pois um c\u00e9rebro que n\u00e3o est\u00e1 descansado n\u00e3o rende bem. Mesmo com obriga\u00e7\u00f5es transbordando, mesmo fazendo mil trabalhos e tarefas at\u00e9 cinco minutos antes de ir para a cama, a pessoa tem que conseguir deitar, relaxar e dormir bem por muitas horas. Se vira.<\/p>\n<p>S\u00e3o muitas responsabilidades, pouco tempo, custo de vida elevado e sal\u00e1rios baixos. Tantas responsabilidades geram ansiedade (e \u00e9 normal que gerem), o que prejudica a sa\u00fade mental, a concentra\u00e7\u00e3o e a produtividade, gerando um c\u00edrculo vicioso que se retroalimenta: a pessoa performa pior, a ansiedade aumenta.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, francamente, socializa\u00e7\u00e3o \u00e9 chato e exaustivo, mas voc\u00ea tem a op\u00e7\u00e3o de n\u00e3o fazer ou de fazer menos, ou de fazer do seu jeito. As responsabilidades n\u00e3o. N\u00e3o d\u00e1 para ficar sem pagar conta, n\u00e3o d\u00e1 para n\u00e3o ter roupa limpa para vestir, n\u00e3o d\u00e1 para n\u00e3o cuidar dos filhos. Me parece bem mais dif\u00edcil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vida adulta tem suas benesses, mas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Sally e Somir valorizam a independ\u00eancia, mas se \u00e9 para reclamar do que vem em contrapartida, seguem caminhos distintos. Os impopulares crescem e aparecem. Tema de hoje: qual a pior parte da vida adulta?<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":28888,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":["post-28887","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ele-disse-ela-disse"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28887","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28887"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28887\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38435,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28887\/revisions\/38435"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28888"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28887"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28887"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28887"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}