{"id":3068,"date":"2012-08-13T05:50:02","date_gmt":"2012-08-13T08:50:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=3068"},"modified":"2025-12-01T16:08:33","modified_gmt":"2025-12-01T19:08:33","slug":"ele-disse-ela-disse-morto-vivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2012\/08\/ele-disse-ela-disse-morto-vivo\/","title":{"rendered":"Ele disse, ela disse: Morto! Vivo!"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3069\" title=\"eded_mortovivo\" src=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/eded_mortovivo.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/eded_mortovivo.jpg 600w, https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/eded_mortovivo-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Sally e Somir provam hoje que ate\u00edsmo n\u00e3o \u00e9 um clube com regras r\u00edgidas para admiss\u00e3o. Enquanto ele mant\u00e9m seu ceticismo como uma linha-guia para compreender o mundo ao seu redor, ela se reserva ao direito de n\u00e3o precipitar conclus\u00f5es sobre o&#8230; sobrenatural. Os impopulares est\u00e3o convidados a n\u00e3o se fazerem de mortos e expressar suas opini\u00f5es.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #cc0000;\">Tema de hoje:<\/span> Devemos ter mais medo dos vivos ou dos mortos?<!--more--><\/strong><\/p>\n<h1>SOMIR<\/h1>\n<p>Eu at\u00e9 colocaria uma receita aqui, mas al\u00e9m de n\u00e3o conhecer muitas que n\u00e3o envolvem colocar coisas entre duas fatias de p\u00e3o, acontecimentos recentes aqui na RID me fizeram pensar duas vezes antes de confiar na capacidade de compreens\u00e3o do mundo real dos impopulares. Estou apostando que vai ter muita gente aqui que acredita em fantasmas&#8230;<\/p>\n<p>Bom, n\u00e3o vou dourar a p\u00edlula: Se voc\u00ea chegou na vida adulta achando que essas asneiras tem qualquer fundo de verdade, vai ser dif\u00edcil te alcan\u00e7ar com l\u00f3gica e bom senso. \u00c9 quase como religi\u00e3o. A pessoa tem que ser capaz de se livrar dos grilh\u00f5es do misticismo por conta pr\u00f3pria, n\u00e3o tem muito argumento v\u00e1lido contra &#8220;querer&#8221; acreditar.<\/p>\n<p>E sim, isso tem muito a ver com querer acreditar. Por mais que fantasmas, assombra\u00e7\u00f5es e almas-penadas povoem o imagin\u00e1rio popular como coisas assustadoras e perigosas, eles tamb\u00e9m permitem uma confort\u00e1vel ideia de que existe vida ap\u00f3s a morte. A dificuldade de um ser dotado de consci\u00eancia como o humano contemplar a pr\u00f3pria finitude \u00e9 base de praticamente todo o misticismo e a supersti\u00e7\u00e3o presentes no mundo de hoje.<\/p>\n<p>Se a morte permite a manuten\u00e7\u00e3o de uma consci\u00eancia al\u00e9m do corpo, o medo do fim e a inseguran\u00e7a gerada pela insignific\u00e2ncia de uma vida humana em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vastid\u00e3o do universo acabam mitigadas pela expectativa de novas chances e respostas num pr\u00f3ximo est\u00e1gio de exist\u00eancia. Embora o cidad\u00e3o m\u00e9dio n\u00e3o expresse a ideia com tal refinamento, a no\u00e7\u00e3o b\u00e1sica \u00e9 a mesma.<\/p>\n<p>Acreditar nisso \u00e9 confort\u00e1vel. E mesmo que exista uma voz na cabe\u00e7a de muita gente tentando alertar sobre os furos na teoria, \u00e9 mais agrad\u00e1vel manter uma esperan\u00e7a de que &#8220;almas desencarnadas&#8221; sejam uma possibilidade mais s\u00f3lida que o Papai Noel ou o Coelhinho da P\u00e1scoa. A realidade, contanto, faz quest\u00e3o de demonstrar que mesmo ap\u00f3s mil\u00eanios de busca incessante por qualquer prova de que existe vida ap\u00f3s a morte, o melhor que temos s\u00e3o relatos confusos e provas que quando n\u00e3o s\u00e3o falsifica\u00e7\u00f5es ou enganos, s\u00e3o no m\u00e1ximo amb\u00edguas.<\/p>\n<p>Muita gente ganha a vida explorando essa cren\u00e7a. Religi\u00f5es inteiras se desenvolvem ao redor do conceito. \u00c9 muita gente, desde os tempos mais antigos, correndo atr\u00e1s de algo que prove isso. Algumas dedicando todas suas vidas&#8230; E nada. Temos mais evid\u00eancias sobre a exist\u00eancia de part\u00edculas sub-at\u00f4micas e gal\u00e1xias h\u00e1 bilh\u00f5es de anos-luz do que sobre vida ap\u00f3s a morte. Tem gente que adora dizer que a comunidade cient\u00edfica ignora o assunto e ningu\u00e9m d\u00e1 suporte para esse tipo de pesquisa, ignorando que esse \u00e9 um dos interesses mais primais da humanidade e que n\u00e3o se gastou mais tempo ou dinheiro com qualquer outro tipo de pesquisa at\u00e9 hoje. Se a humanidade fosse t\u00e3o fascinada com povoar o sistema solar como \u00e9 com a continuidade da exist\u00eancia p\u00f3s-morte, eu provavelmente estaria escrevendo este texto de Plut\u00e3o (menos pobralhada, clima mais frio&#8230;).<\/p>\n<p>Se houver alguma evid\u00eancia baseada em RACIONALIDADE ao inv\u00e9s de &#8220;querer muito que seja verdade&#8221;, eu posso e vou rever minha vis\u00e3o sobre o assunto. Na verdade eu nem arranhei o assunto&#8230; A vida ap\u00f3s a morte tem mais uma cacetada de inconsist\u00eancias com o resto da realidade percebida, invalidaria boa parte do conhecimento adquirido pela neuroci\u00eancia&#8230;<\/p>\n<p>E sim, aus\u00eancia de evid\u00eancia n\u00e3o \u00e9 evid\u00eancia de aus\u00eancia. Mas n\u00e3o vamos nos esquecer que eu posso acreditar em unic\u00f3rnios e me defender da mesma forma. Favor n\u00e3o confundir escapat\u00f3rias pela tangente com argumentos racionais. &#8220;\u00c9 poss\u00edvel&#8221; vale para qualquer discuss\u00e3o. \u00c9 poss\u00edvel que um fura\u00e7\u00e3o consiga montar um Boeing totalmente funcional por pura chance, mas \u00e9 escrotamente improv\u00e1vel&#8230;<\/p>\n<p>Dito isso, n\u00e3o sobra muito o que argumentar. Entre os vivos que podem nos amea\u00e7ar com danos f\u00edsicos e psicol\u00f3gicos e mortos que no m\u00e1ximo podem feder, evidente que \u00e9 dos vivos que se deve ter mais medo. Mas como eu ainda tenho espa\u00e7o, vamos brincar. Concedo, por quest\u00f5es humor\u00edsticas, que fantasmas existam. Ainda sim n\u00e3o consigo entender porque ter mais medo deles&#8230;<\/p>\n<p>Fantasmas s\u00e3o raros. Com mais de cem bilh\u00f5es de humanos que j\u00e1 nasceram neste mundo, era de se esperar uma popula\u00e7\u00e3o desencarnada muito maior do que a relatada. Por algum motivo eles s\u00f3 aparecem em lugares abandonados e para certas pessoas. A chance de encontrar um bandido drogado \u00e9 BEM maior do que de encontrar um fantasma.<\/p>\n<p>Fantasmas s\u00e3o seres territoriais. Normalmente os relatos falam sobre ir at\u00e9 o lugar onde a alma penada est\u00e1, e n\u00e3o sobre ela te perseguir. Vai dizer que n\u00e3o preferia que os vivos tamb\u00e9m s\u00f3 te causassem dano em locais extremamente espec\u00edficos? Al\u00e9m disso, fantasmas gostam menos de Sol do que eu&#8230; Na pior das hip\u00f3teses, \u00e9 s\u00f3 esperar amanhecer para ficar livre e cair fora do lugar assombrado.<\/p>\n<p>Fantasmas interagem pouco com o &#8220;plano material&#8221;. Mexer portas e apagar velas dificilmente est\u00e1 no mesmo n\u00edvel de perigo do que enfiar uma faca no seu peito&#8230; Golfinhos j\u00e1 mataram mais gente que fantasmas. Ou eles n\u00e3o querem, ou s\u00e3o uma MERDA nesse ramo de colocar em risco vidas humanas.<\/p>\n<p>Fantasmas s\u00e3o meio&#8230; Fernandinho. S\u00e9rio, se os relatos de apari\u00e7\u00f5es s\u00e3o verdadeiros, algumas dessas assombra\u00e7\u00f5es devem ter morrido de pancada na cabe\u00e7a. Que porra \u00e9 essa de fazer barulhos aleat\u00f3rios e n\u00e3o conseguir se comunicar feito gente? E tamb\u00e9m n\u00e3o ajuda a no\u00e7\u00e3o de normalidade das faculdades mentais ficar parado em cantos escuros encarando&#8230; S\u00f3 autistas viram fantasmas? Se \u00e9 esse o jogo deles, posso apontar filhotes de cachorros mais perigosos.<\/p>\n<p>Ah sim, fantasmas est\u00e3o muito acostumados \u00e0s pessoas se borrarem de medo. Imagine s\u00f3 se voc\u00ea acorda com um deles olhando para sua cara e ao inv\u00e9s de berrar e correr, voc\u00ea pergunta se ele n\u00e3o tem mais o que fazer da morte e se vira para o outro lado para dormir de novo? Aposto que o desencarnado ficaria desconcertado.<\/p>\n<p>Se fantasma tivesse esse poder todo, j\u00e1 estar\u00edamos fodidos. Principalmente algu\u00e9m que tira sarro deles sem a menor cerim\u00f4nia. A\u00ea fantasmada dessa mundo, PEGA EU! Curioso que c\u00e9tico nunca v\u00ea fantasma, n\u00e9?<\/p>\n<h3>Para dizer que eu n\u00e3o te provei que fantasmas n\u00e3o existem, para contar sua hist\u00f3ria assustadora e 100% real porque \u00e9 voc\u00ea que est\u00e1 dizendo, ou mesmo para dizer que agora est\u00e1 com medo por ter rido dos fantasmas: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/h3>\n<h1>SALLY<\/h1>\n<p>Eu acredito que os mortos est\u00e3o mortos de fato e n\u00e3o podem voltar para me fazer algum mal, mas n\u00e3o \u00e9 porque eu acredito que isto seja verdade. N\u00e3o tenho a arrog\u00e2ncia de achar que meu pensamento \u00e9 verdade absoluta. Apesar de EU n\u00e3o acreditar, at\u00e9 o momento, acho poss\u00edvel que um dia se descubra que n\u00e3o \u00e9 bem assim.<\/p>\n<p>Voc\u00eas conseguem compreender que para ter medo de algo n\u00e3o se precisa necessariamente ter certeza da sua exist\u00eancia? A simples possibilidade da exist\u00eancia j\u00e1 basta. \u201cMas Sally, ent\u00e3o voc\u00ea tem medo do monstro do macarr\u00e3o? E se ele existir?\u201d. N\u00e3o existem milh\u00f5es de relatos de pessoas ao longo dos s\u00e9culos falando de um monstro do macarr\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 ind\u00edcios suficientes nem para que eu me mantenha \u201copen mind\u201d sobre o assunto.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, se voc\u00ea n\u00e3o for arrogante o bastante para pensar que suas convic\u00e7\u00f5es s\u00e3o verdades absolutas que jamais ser\u00e3o desmentidas, pode sim sentir medo de algo que acha n\u00e3o existir mas que conta com alguns ind\u00edcios de que talvez seja poss\u00edvel. Na verdade, \u00e9 um medo duplo: de que essa porra de fato exista e bagunce com suas cren\u00e7as e que essa porra de fato exista e te fa\u00e7a algum mal.<\/p>\n<p>S\u00e3o milh\u00f5es e milh\u00f5es de relatos por todo o mundo ao longo dos s\u00e9culos. S\u00e3o todos verdadeiros? Claro que n\u00e3o. Mas, ser\u00e1 que no meio de centenas de milh\u00f5es de relatos n\u00e3o tem ao menos UM que realmente tenha sido uma experi\u00eancia verdadeira? Eu n\u00e3o afirmo que sim, mas tamb\u00e9m n\u00e3o tenho a arrog\u00e2ncia de afirmar que n\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o precisa cair para o lado dos \u201cfantasmas\u201d para entender o racioc\u00ednio. Eu tenho certeza de que existem ETs? N\u00e3o. Eu n\u00e3o tenho. Eu nunca vi e n\u00e3o h\u00e1 provas. Ainda assim eu me cago de medo de um dia ver um ET? Sim, eu me cago profundamente de medo. E vou te dizer que o Somir tamb\u00e9m n\u00e3o acha muita gra\u00e7a na ideia.<\/p>\n<p>Dito isto, ciente de que eu posso estar errada, eu tenho mais medo dos mortos do que dos vivos, pois cogito uma poss\u00edvel exist\u00eancia, n\u00e3o sei em que termos, e os vivos eu sei como me defender, como enfiar a porrada ou at\u00e9 matar se tentarem fazer algo ruim comigo. J\u00e1 os mortos&#8230;<\/p>\n<p>O desconhecido assusta mais do que o conhecido, por isso existem pessoas que se protegem do desconhecido negando-o. A ideia de que algo possa sair do script das convic\u00e7\u00f5es da pessoa assusta. Eu me cago de medo de ter que rever minhas convic\u00e7\u00f5es e me readaptar a esse tipo de \u201cnovidade\u201d. Al\u00e9m disso, tem o medo do tro\u00e7o em si, vai saber o que algo \u201cdesconhecido\u201d pode fazer com voc\u00ea! Como se proteger de algo que voc\u00ea n\u00e3o sabe as inten\u00e7\u00f5es, n\u00e3o conhece a forma de agir e nunca lidou antes?<\/p>\n<p>Da\u00ed voc\u00ea pode estar se perguntando como este discurso se compatibiliza com meu ate\u00edsmo. Olha, a ideia de um Deus se baseia em dogmas religiosos espalhados por institui\u00e7\u00f5es corruptas que atuam em interesses pr\u00f3prios visando o lucro. Isso basta para desacreditar, somado ao fato de que a grande massa que cr\u00ea \u00e9 composta por pessoas muito ignorantes. J\u00e1 fen\u00f4menos paranormais n\u00e3o costumam ter interesses econ\u00f4micos envolvidos e pessoas comuns, algumas bem inteligentes, relatam experi\u00eancias concretas. \u00c9 completamente diferente de religi\u00e3o. N\u00e3o ter dinheiro no meio confere um pouco mais de credibilidade.<\/p>\n<p>Voltando ao racioc\u00ednio original: se a gente cogitar uma pequena possibilidade de que exista esse \u201cfen\u00f4meno\u201d \u00e9 normal ter no m\u00ednimo um receio de suas poss\u00edveis consequ\u00eancias. O total desconhecido sempre vai ter uma vantagem sobre n\u00f3s: o fator surpresa. Por pior que possa ser um ser humano, a gente sabe o alcance dos seus atos e suas formas de atua\u00e7\u00e3o. \u00c9 poss\u00edvel mensurar a maldade e a crueldade humana e consequentemente mensurar formas de se proteger ou se defender delas. Mas, como se defender do total desconhecido?<\/p>\n<p>Do que voc\u00ea tem mais medo, daquilo que voc\u00ea sabe como se defender ou daquilo que voc\u00ea n\u00e3o tem a menor ideia de como se defender? Contra o desconhecido somos todos indefesos. Por menor que seja seu potencial lesivo, o fato de desconhecermos a inten\u00e7\u00e3o e o modo de agir nos deixa muito mais vulner\u00e1veis. Sim, o ser humano faz coisas horr\u00edveis, mas ao menos sabemos que uma bela pancada na sua cabe\u00e7a pode impedi-lo.<\/p>\n<p>Gente contra gente \u00e9, dentro do poss\u00edvel, um confronto justo: ambos se machucam, ambos sangram, ambos podem ter os ossos quebrados e ambos podem morrer. Apesar de pequenas vari\u00e1veis, existe um denominador comum, s\u00e3o todos humanos. Al\u00e9m de serem mortais, ambos sabem os pontos fracos do outro e conhecem o funcionamento do seu organismo. Ent\u00e3o, por mais que voc\u00ea pense que n\u00e3o pode existir ra\u00e7a mais filha da puta do que o ser humano, quando n\u00e3o se tem ideia com o que se est\u00e1 lidando, uma \u201cra\u00e7a menos filha da puta\u201d pode acabar sendo muito mais perigosa.<\/p>\n<p>Vai ter quem diga que eu n\u00e3o posso ter medo de algo que nunca vi, que n\u00e3o estive frente a frente. Basta ter capacidade de abstra\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea teria medo de um tigre? Eu me cagaria de medo de ser colocada frente a frente com um tigre, mesmo sem nunca ter estado com um deles. Voc\u00ea precisa tomar um tiro para saber que d\u00f3i?<\/p>\n<p>Se voc\u00ea consegue se proteger atr\u00e1s de uma capa de arrog\u00e2ncia e afirmar que todos os relatos que j\u00e1 existiram envolvendo paranormalidade s\u00e3o falsos ou podem ser explicados pela ci\u00eancia, parab\u00e9ns, voc\u00ea deve ser muito feliz vivendo com esta certeza. Ter uma resposta (ou uma certeza) deve ser bem mais agrad\u00e1vel e seguro que ter um questionamento ou uma d\u00favida. Pessoas cheias de certeza devem mesmo ter mais medo dos vivos.<\/p>\n<p>Eu, como n\u00e3o descarto estar errada, n\u00e3o tenho medo de admitir: tenho mais medo dos mortos do que dos vivos e tor\u00e7o muito para que eles n\u00e3o existam.<\/p>\n<h3>Para formar sua opini\u00e3o apenas com o texto do Somir e j\u00e1 entrar no meu me achando uma ignorante, para dizer que mente aberta \u00e9 para os fracos e que os fortes tem certeza ou ainda para dizer \u201cI see dead people\u201d: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sally e Somir provam hoje que ate\u00edsmo n\u00e3o \u00e9 um clube com regras r\u00edgidas para admiss\u00e3o. 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