{"id":31674,"date":"2025-08-05T13:04:09","date_gmt":"2025-08-05T16:04:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=31674"},"modified":"2025-11-05T12:01:52","modified_gmt":"2025-11-05T15:01:52","slug":"cliches-do-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2025\/08\/cliches-do-cinema\/","title":{"rendered":"Clich\u00eas do cinema."},"content":{"rendered":"<p>Como a semana passada foi amaldi\u00e7oada, cheia de brigas, problemas e desastres naturais, vamos descontrair hoje. Vamos rir, pois tanta dose de realidade ningu\u00e9m aguenta. Bora falar sobre clich\u00eas do cinema?<!--more--><\/p>\n<p>Clich\u00eas s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es que se repetem exaustivamente a ponto de se tornarem engra\u00e7adamente previs\u00edveis. E o cinema est\u00e1 cheio deles, (papo t\u00e9cnico: Tropes), n\u00e3o importa qual seja o g\u00eanero do filme. Talvez voc\u00ea nunca tenha reparado em alguns dele, mas, depois de ver, n\u00e3o ser\u00e1 mais poss\u00edvel desver, voc\u00ea vai lembrar da gente quando um deles aparecer.<\/p>\n<p>O maior clich\u00ea de todos \u00e9 basear o roteiro na Jornada do Her\u00f3i. A Jornada do Her\u00f3i \u00e9 composta basicamente por 10 etapas: 1) o her\u00f3i \u00e9 uma pessoa comum que vive uma vida comum; 2) ele \u00e9 confrontado com uma situa\u00e7\u00e3o que o tira da sua zona de conforto; 3) ele recusa o chamado a agir por medo ou d\u00favidas; 4) aparece um mentor para orient\u00e1-lo e ajud\u00e1-lo; 5) algo leva ou for\u00e7a o her\u00f3i a aceitar o desafio; 6) ele encara desafios, conhece aliados e inimigos; 7) ele encara um desafio final, maior do que os anteriores e que est\u00e1 relacionado com seus medos e sua hist\u00f3ria; 8) ele trava uma batalha onde quase perde, mas algo nobre como seus sentimentos, amizades ou coisa do tipo faz com ven\u00e7a no \u00faltimo minuto; 9) o her\u00f3i se descobre her\u00f3i; 10) o her\u00f3i se consagra aos olhos dos outros tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Meus queridos, desde Jesus Cristo a Luke Skywalker, desde Matrix a Rei Le\u00e3o, \u00e9 tudo Jornada do Her\u00f3i. O ser humano adora Jornada do Her\u00f3i, n\u00e3o importa qual seja a alegoria na qual ela se passe: no espa\u00e7o, na floresta, no gelo ou em uma realidade paralela. Esse \u00e9, sem d\u00favida, o maior clich\u00ea de todos. Se voc\u00ea olhar bem de perto, ver\u00e1 Jornada do Her\u00f3i em metade dos filmes de sucesso.<\/p>\n<p>Agora vamos aos clich\u00eas menores.<\/p>\n<p>Vamos come\u00e7ar pelas liga\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas em filmes. Normalmente os personagens n\u00e3o se despedem ao desligar o telefone. A conversa acaba e um bate o telefone na cara do outro, mesmo que n\u00e3o seja uma conversa tensa. Me foi ensinado nas aulas de roteiro que esse \u00e9 um recurso para poupar tempo com falas in\u00fateis, mas, qual \u00e9 dificuldade de fazer o personagem dizer uma \u00fanica palavra de tr\u00eas letras? \u201cBye\u201d (em filme falado em ingl\u00eas, claro). \u00c9 menos de um segundo, pelo amor de Deus, fa\u00e7am as pessoas se despedirem antes de desligar!<\/p>\n<p>Nos filmes de a\u00e7\u00e3o, em algum momento haver\u00e1 uma toca de tiros. O mocinho estar\u00e1 fugindo com algu\u00e9m que ele provavelmente est\u00e1 tentando salvar. Ambos v\u00e3o correr com normalidade fugindo dos tiros e, quando e apenas quando eles pararem em um local seguro, o mocinho ir\u00e1 chegar sua jaqueta para o lado e veremos que ele foi baleado em algum ponto do seu tronco. Ele n\u00e3o falar\u00e1 nada e a pessoa que est\u00e1 com ele talvez n\u00e3o perceba. E \u00e9 poss\u00edvel que ele continue a aventura como se nada, como se algu\u00e9m baleado na barriga pudesse seguir vida normal.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, quando os vil\u00f5es forem muitos e o mocinho estiver em clara desvantagem, isso n\u00e3o acontecer\u00e1, pois come\u00e7a a valer outra regra: os vil\u00f5es atiram muito mal e nenhum tiro pega no mocinho, mesmo que ele esteja a c\u00e9u aberto, sem nenhuma prote\u00e7\u00e3o. Basta rolar no ch\u00e3o, dar uma cambalhota, que nenhum tiro pega. Por\u00e9m, por sua vez, todos os tiros do mocinho atingir\u00e3o os vil\u00f5es. Tudo que os vil\u00f5es t\u00eam de erro na pontaria, o mocinho tem de acerto.<\/p>\n<p>Quando algu\u00e9m quer neutralizar outra pessoa, dar\u00e1 uma coronhada ou golpear\u00e1 com algo sua cabe\u00e7a. A pessoa atingida invariavelmente vai desmaiar na hora (n\u00e3o existe a pessoa apenas sentir dor e ficar ainda mais puta), e acordar\u00e1 muito bem, sem danos cerebrais, sem necessidade de ir ao hospital, no m\u00e1ximo com um pequeno filete de sangue escorrendo pela testa (n\u00e3o importa qu\u00e3o irrigada seja uma cabe\u00e7a humana). A vida seguir\u00e1 normal, a pessoa atingida nunca morrer\u00e1 por causa da pancada, n\u00e3o ser\u00e1 levada para uma tomografia e nunca ter\u00e1 sequelas.<\/p>\n<p>Em filmes de a\u00e7\u00e3o, para mostrar como \u00e9 fod\u00e3o, seguro e confiante, o personagem caminhar\u00e1 lentamente quando uma explos\u00e3o acontecer atr\u00e1s dele, numa vibe \u201cnada me abala\u201d, sem qualquer medo que a explos\u00e3o seja maior do que ele imagina e queime sua bunda, arremesse um objeto em chamas na sua cabe\u00e7a ou de sofrer com o Blast, a press\u00e3o gerada pela explos\u00e3o, que pode causar diversos danos s\u00e9rios ao corpo humano, entre outros, surdez, hemorragia interna, perfura\u00e7\u00e3o intestinal, contus\u00e3o cerebral e mais. N\u00e3o h\u00e1 relatos na hist\u00f3ria do cinema de um personagem impactado pelo Blast.<\/p>\n<p>Em filmes de her\u00f3is h\u00e1 sempre a necessidade de escalar cada vez mais o vil\u00e3o, isto \u00e9, o vil\u00e3o vai ficando mais poderoso e amea\u00e7ando cada vez mais coisas. No primeiro filme sequestra a mocinha, no segundo, amea\u00e7a o pa\u00eds, no terceiro, o planeta todo. E isso nos leva a um clich\u00ea fresquinho, rec\u00e9m-sa\u00eddo do forno: as consequ\u00eancias de um vil\u00e3o t\u00e3o poderoso (oi, Thanos) acabariam com a franquia, ent\u00e3o, para reverter isso, escoram a continuidade dos her\u00f3is em multiversos. Aquele mundo e aqueles her\u00f3is o vil\u00e3o destruiu, pois ele \u00e9 poderos\u00e3o, mas existe outro mundo onde todos ainda est\u00e3o vivos.<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o quer apelar para multiversos, tem que cair no clich\u00ea do vil\u00e3o que nunca consegue matar o her\u00f3i. E, depois de um tempo, fica bem dif\u00edcil criar um personagem perigoso e gerar tens\u00e3o na trama sem matar o her\u00f3i. O que nos leva a um segundo clich\u00ea, no qual o vil\u00e3o, quando pega o her\u00f3i, em vez de mat\u00e1-lo de uma vez como qualquer ser vivo faria (at\u00e9 mesmo na natureza), gasta um longo tempo explicando seu plano maligno e contando sua hist\u00f3ria, o que n\u00e3o faz diferen\u00e7a alguma, j\u00e1 que ele pretende matar o mocinho, mas d\u00e1 tempo para que o mocinho reaja de alguma forma, se solte e mate o vil\u00e3o.<\/p>\n<p>Alguns roteiros ainda mais infelizes ainda inventam armadilhas demoradas e elaboradas para matar o her\u00f3i. Em vez de um tiro direto e reto no meio dos olhos, o vil\u00e3o amarra o mocinho em uma cadeira dentro de uma sala que vai encher de \u00e1gua e quando a \u00e1gua chegar em determinado n\u00edvel ser\u00e3o liberados jacar\u00e9s famintos que foram especialmente irritados para aquela ocasi\u00e3o sendo expostos a m\u00fasicas de Pablo do Arrocha&#8230; Francamente, \u00e9 pat\u00e9tico. \u00c9 \u00f3bvio que no meio de um plano mirabolante o her\u00f3i vai encontrar uma brecha para escapar.<\/p>\n<p>Quando o roteirista \u00e9 ruim ou pregui\u00e7oso, o filme j\u00e1 come\u00e7a com o voice over, ou seja, com a voz do personagem principal narrando e situando o espectador para que ele entenda a trama do filme: \u201cEu sei o que voc\u00eas est\u00e3o pensando, deixe-me explicar como vim parar aqui&#8230;\u201d. Um bom roteirista de mostra, n\u00e3o te diz nada. Mas ultimamente muita gente n\u00e3o entende quando apenas \u00e9 mostrado, cada vez mais \u00e9 preciso dizer expressamente. N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 as falas que precisam de legenda, a trama tamb\u00e9m precisa ser explicada em voz alta. Triste.<\/p>\n<p>Os carros, nos filmes de a\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o velozes e indestrut\u00edveis. Levar\u00e3o tiros, pegar\u00e3o fogo, cair\u00e1 um piano sobre eles e eles continuar\u00e3o correndo a toda velocidade. N\u00e3o importa o quanto batam em uma barraca de frutas ou de qualquer coisa que role ou se espalhe no ar, eles seguir\u00e3o correndo, tanto o do mocinho, como o do bandido. <\/p>\n<p>J\u00e1 em filmes de terror, os carros pifar\u00e3o do nada, sem motivo aparente, sem ter ca\u00eddo uma pluma neles. Ou n\u00e3o pegar\u00e3o quando quem est\u00e1 fugindo tentar ligar o carro, ou v\u00e3o morrer no meio da estrada mais escura, no trecho mais perigoso. Ali\u00e1s, em filme de terror tudo falha: o carro, as luzes, as armas&#8230; sempre no momento em que mais se precisa deles.<\/p>\n<p>Nos filmes de terror, a jovem fam\u00edlia sempre se muda para a casa mais horr\u00edvel, cagada, assustadora e velha poss\u00edvel. Ok, talvez eles n\u00e3o tenham muito dinheiro e n\u00e3o possam escolher um im\u00f3vel melhor, mas&#8230; quando os fen\u00f4menos assustadores come\u00e7am, eles nunca saem correndo da casa. Mesmo tendo filhos pequenos vulner\u00e1veis. Ou fingem dem\u00eancia e n\u00e3o percebem at\u00e9 que algu\u00e9m morre, ou, pior, ficam para \u201clutar\u201d pela casa. Se \u00e9 comigo, eu s\u00f3 pe\u00e7o licen\u00e7a ao demo para pegar o carregador do celular e saio correndo.<\/p>\n<p>Nos filmes de terror nos quais h\u00e1 um assassino, sendo ele real ou de car\u00e1ter paranormal, ele sempre caminhar\u00e1 lentamente em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00edtimas. N\u00e3o vai correr, n\u00e3o vai ser \u00e1gil. Ele apenas caminha. De Jason ao zumbi cl\u00e1ssico, se \u00e9 um contra um, ser\u00e1 bastante comum que o bicho ante devagar. Por\u00e9m, se forem muitos, talvez corram. <\/p>\n<p>E geralmente o monstro fica bem escondido e s\u00f3 se revela quando a v\u00edtima se olha no espelho, aparecendo no cantinho do reflexo. E n\u00e3o ataca e mata imediatamente, ficam olhando de forma aterrorizante, dando tempo da v\u00edtima fugir.<\/p>\n<p>\u201cMas Sally, se ele corresse ou matasse de imediato n\u00e3o existiria filme\u201d. Existiria sim. Nos cursos de roteiro que eu fiz sempre nos obrigavam a escrever roteiros sem clich\u00eas e eu vi sair muita hist\u00f3ria maravilhosa com personagem partindo para cima, para matar, com rapidez e sem d\u00f3. Esses clich\u00eas n\u00e3o s\u00e3o necessidade, s\u00e3o um mix de pregui\u00e7a do roteirista com um medo (fundado) do p\u00fablico n\u00e3o entender uma hist\u00f3ria que saia dessas f\u00f3rmulas batidas.<\/p>\n<p>Em muitos filmes vemos um idoso s\u00e1bio, um mentor que ensina o mocinho, geralmente com toque de humor (ou \u00e9 ranzinza, ou d\u00e1 uma sacaneada do bem no mocinho, ou \u00e9 um fanfarr\u00e3o). De Pai Mei a Senhor Miyagi, de Mestre Shifu a Yoda. Muitas vezes esse s\u00e1bio nem quer ensinar nada, mas \u00e9 for\u00e7ado pelas circunst\u00e2ncias e, com o passar do tempo, cria fortes la\u00e7os com seu mentorado.<\/p>\n<p>Se, em algum momento, a mulher amada do mocinho morrer (o que, por si s\u00f3, j\u00e1 \u00e9 um clich\u00ea, como forma de motiv\u00e1-lo a se vingar), a cena da sua morte provavelmente ser\u00e1 retratada da seguinte forma: o mocinho com a mo\u00e7a nos bra\u00e7os, ferida\/morta, ele gritando, olhando para cima, com a c\u00e2mera focando de cima para baixo e, talvez, at\u00e9 se afastando um pouco. <\/p>\n<p>Talvez ele apenas grite, talvez ele grite \u201cN\u00c3\u00c3\u00c3\u00c3OOO\u201d, mas \u00e9 certo que a cena corta ali e quando retoma a hist\u00f3ria, o mocinho est\u00e1 muito puto e sedento por vingan\u00e7a. Eventualmente, podemos substituir a mocinha por qualquer afeto do personagem principal (filho, m\u00e3e ou at\u00e9 um pet).<\/p>\n<p>Se a mocinha n\u00e3o morrer no filme, provavelmente vai demorar muito para que ela consiga ficar com o mocinho e todo tipo de impedimento, mentira ou barreira f\u00edsica vai atrapalhar. Mas, quando eles ficarem, boas chances de que se beijem e rolem no ch\u00e3o em frente a uma lareira. E boas chances que o filme termine com eles se casado ou com ela descobrindo que est\u00e1 gr\u00e1vida. E o \u00fanico sintoma de gesta\u00e7\u00e3o no audiovisual \u00e9 enjoo e v\u00f4mito, apesar de que, na vida real, os primeiros sintomas s\u00e3o outros. Mulher vomita em filme? Est\u00e1 gr\u00e1vida. N\u00e3o existe intoxica\u00e7\u00e3o alimentar.<\/p>\n<p>Se houver uma bomba, o fio que a desliga ser\u00e1 cortado no \u00faltimo segundo e provavelmente por algu\u00e9m que n\u00e3o tem muita certeza de qual fio cortar. Se uma porta est\u00e1 se fechando, o mocinho passar\u00e1 por ela no \u00faltimo segundo tamb\u00e9m. Se algu\u00e9m estiver embarcando em um aeroporto, a pessoa amada chegar\u00e1 no \u00faltimo minuto para impedir o embarque e se declarar.<\/p>\n<p>Se algum personagem vai receber alguma not\u00edcia ou informa\u00e7\u00e3o impactante ele fatalmente estar\u00e1 bebendo \u00e1gua quando isso acontecer, para que ele possa cuspira e demonstrar assim o quanto ficou surpreso. Quando algu\u00e9m \u201cdo bem\u201d morrer, dificilmente ser\u00e1 instant\u00e2neo, a pessoa vai agonizar e ter tempo para falar algumas \u00faltimas palavras reveladoras. Nunca \u00e9 mandando cuidar dos seus filhos, \u00e9 sempre um segredo extraordin\u00e1rio que ele n\u00e3o teve qualquer pudor de ocultar do personagem principal quando estava vivo.<\/p>\n<p>Tem ainda a frases, que, de t\u00e3o ditas, j\u00e1 viraram clich\u00eas: \u201cH\u00e1 apenas uma forma de descobrir\u201d (antecedendo uma a\u00e7\u00e3o ou uma aventura), \u201cVamos terminar o que come\u00e7amos\u201d (idem), \u201cN\u00e3o h\u00e1 tempo de explicar!\u201d (quando seria repetitivo recontar tudo que aconteceu para um personagem que acaba de chegar), \u201cVoc\u00ea n\u00e3o precisa fazer isso\u201d (aliviando a responsabilidade do mocinho), \u201cN\u00e3o \u00e9 o que voc\u00ea est\u00e1 pensando\u201d (muito usada da mesma forma ofensiva na vida real tamb\u00e9m), \u201cN\u00e3o fa\u00e7a nada est\u00fapido\u201d (sempre antes do mocinho fazer algo corajoso, por\u00e9m est\u00fapido) e muitas mais.<\/p>\n<p>Sobre personagens, tem grandes chances do gordinho ou o feio serem os engra\u00e7ados, os al\u00edvios c\u00f4micos do filme. A mocinha bel\u00edssima nunca sabe que \u00e9 bel\u00edssima e \u00e9 isso o que a torna especial. N\u00e3o raro, ela come\u00e7a mais feinha e se transforma durante o filme e se torna linda e todos os que a escrotizavam se sentem atra\u00eddos por ela. O mocinho frequentemente fala sozinho boa parte do filme e ningu\u00e9m acha estranho ou pensa em esquizofrenia. As crian\u00e7as s\u00e3o sempre fofas e bonitas, crian\u00e7a feia n\u00e3o existe em filme.<\/p>\n<p>O cabelo do mocinho n\u00e3o despenteia, n\u00e3o importa a a\u00e7\u00e3o da cena. A calcinha da mocinha n\u00e3o aparece, n\u00e3o importa qu\u00e3o violenta seja a explos\u00e3o, a tempestade ou a queda que ela sofra, estando de saia. Quando h\u00e1 uma passagem de tempo o filme mostra uma montagem com diversas cenas curtas mostrando peda\u00e7os do que aconteceu naquele decurso do tempo com o personagem e, no meio delas, sempre tem uma cena escovando os dentes para mostrar que o dia come\u00e7ou.<\/p>\n<p>E n\u00e3o importa qu\u00e3o espetacular seja a morte do monstro no filme de terror, se a bilheteria for boa, ele vai voltar. Ele ressuscita, ser\u00e1 clonado, ser\u00e1 um irm\u00e3o g\u00eameo&#8230; de alguma forma ele vai voltar. Quantas vezes for lucrativo.<\/p>\n<p>Lembrou de algum clich\u00ea que eu esqueci? Deixa aqui nos coment\u00e1rios&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como a semana passada foi amaldi\u00e7oada, cheia de brigas, problemas e desastres naturais, vamos descontrair hoje. Vamos rir, pois tanta dose de realidade ningu\u00e9m aguenta. 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