{"id":3419,"date":"2012-10-22T06:00:23","date_gmt":"2012-10-22T08:00:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=3419"},"modified":"2025-12-01T15:21:18","modified_gmt":"2025-12-01T18:21:18","slug":"ele-disse-ela-disse-jantando-na-faixa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2012\/10\/ele-disse-ela-disse-jantando-na-faixa\/","title":{"rendered":"Ele disse, ela disse: Jantando na faixa."},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3420\" title=\"eded_conta_restaurante\" src=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/eded_conta_restaurante.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/eded_conta_restaurante.jpg 600w, https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/eded_conta_restaurante-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Imagine-se na seguinte situa\u00e7\u00e3o: Voc\u00ea foi convidado para jantar por uma pessoa com a qual n\u00e3o tem muita intimidade. Chegando no restaurante, tem que escolher o que vai pedir&#8230; Sally e Somir discordam sobre a etiqueta (de pre\u00e7o) mais aceit\u00e1vel nessa situa\u00e7\u00e3o. Ela prega a modera\u00e7\u00e3o, ele&#8230; n\u00e3o. Os impopulares tamb\u00e9m est\u00e3o convidados, mas s\u00f3 para dar sua opini\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #cc0000;\">Tema de hoje:<\/span> Convidado em jantar deve pedir atentando ao pre\u00e7o?<\/strong><!--more--><\/p>\n<h1>SOMIR<\/h1>\n<p>N\u00e3o. Pede o que quiser e foda-se o pre\u00e7o. Antes de qualquer coisa, fa\u00e7o quest\u00e3o de afirmar que minha opini\u00e3o n\u00e3o \u00e9 baseada em rebeldia &#8220;contra o sistema&#8221; ou algo parecido, e sim em conhecimento acumulado e estrat\u00e9gias de quem se vale de jantares, almo\u00e7os e afins para conseguir o que quer&#8230; seja l\u00e1 fechar neg\u00f3cios ou abrir pernas (oinc).<\/p>\n<p>Sejamos realistas: Se uma pessoa com a qual voc\u00ea n\u00e3o tem intimidade te convida para um jantar, algum interesse ela tem. E n\u00e3o vamos tratar interesses como algo negativo, as pessoas trocam favores e influ\u00eancias em benef\u00edcio m\u00fatuo diariamente, \u00e9 parte de como funciona nossa sociedade. O convite n\u00e3o \u00e9 um favor, \u00e9 um agrado, uma tentativa de aproxima\u00e7\u00e3o. E isso faz toda a diferen\u00e7a.<\/p>\n<p>O interesse de quem convida dificilmente vai ser julgar sua habilidade de pedir um prato de pre\u00e7o razo\u00e1vel. A pessoa est\u00e1 l\u00e1 para conversar com voc\u00ea, para estreitar la\u00e7os, pedir ou ofertar algo&#8230; ou mesmo descaradamente para puxar seu saco. Bobagem achar que economizar alguns reais para quem convida vai mudar suficientemente a vis\u00e3o que ela tem de voc\u00ea. Lembre-se: O objetivo do jantar \u00e9 outro.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea pede o que quer, voc\u00ea fica mais satisfeito. Se voc\u00ea fica mais satisfeito, voc\u00ea fica mais aberto. Se voc\u00ea fica mais aberto&#8230; Do ponto de vista de quem convida, \u00e9 at\u00e9 mais neg\u00f3cio que o convidado esteja relaxado e &#8220;dispon\u00edvel&#8221;, mesmo que isso signifique um custo um pouco maior. Novamente: O objetivo do jantar n\u00e3o \u00e9 economizar na conta.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o pr\u00f3prio local onde se realiza o jantar indica a faixa de pre\u00e7o que quem convida tinha em mente. Uma coisa \u00e9 jantar num barzinho, outra \u00e9 num restaurante chique. O pr\u00f3prio lugar j\u00e1 \u00e9 a estrat\u00e9gia de despesas de quem convidou. Quem fica com frescura de pagar conta n\u00e3o convida ningu\u00e9m para restaurante caro! Ali\u00e1s, se algu\u00e9m te chama para jantar num lugar car\u00edssimo, \u00e9 DESFEITA ficar com cu doce de pre\u00e7o na hora de escolher o prato: Est\u00e1 clar\u00edssimo que a pessoa quer fazer esse &#8220;mimo&#8221;.<\/p>\n<p>A faixa de pre\u00e7o &#8220;aceit\u00e1vel&#8221; n\u00e3o te pertence nesse momento. O m\u00e1ximo que voc\u00ea pode fazer \u00e9 conjecturar, e mesmo assim nada garante que vai fazer alguma diferen\u00e7a na imagem que quem convidou ter\u00e1 de voc\u00ea. Ou mesmo que ela vai sequer prestar aten\u00e7\u00e3o nisso. A n\u00e3o ser que voc\u00ea trabalhe com a m\u00e1fia, a tend\u00eancia \u00e9 a pessoa pague com cart\u00e3o e n\u00e3o com dinheiro. Quem te convidou vai fazer uma &#8220;leitura diagonal&#8221; da conta s\u00f3 para garantir que n\u00e3o cobraram quinhentos reais de couvert art\u00edstico e seguir sua vida como se nada. E se por um acaso a pessoa puxar um ma\u00e7o de notas para pagar a conta, pode apostar que ela vai achar o m\u00e1ximo se exibir pagando caro.<\/p>\n<p>Quem pede prato caro com naturalidade n\u00e3o passa impress\u00e3o de esganado, passa impress\u00e3o de que aquele pedido \u00e9 comum para a pessoa. Quem encana com somas de dinheiro desse n\u00edvel (varia\u00e7\u00e3o na conta de um restaurante) ou \u00e9 sovina ou \u00e9 pobre. O sovina n\u00e3o vai te convidar. O pobre vai te levar no lugar onde pode pagar. Quem te convidou vai esperar um comportamento condizente com o local.<\/p>\n<p>E outra: As pessoas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o mesquinhas assim&#8230; Mesmo gente que assiste novela, vota no Lula e frequenta culto de igreja evang\u00e9lica costuma ser generosa num momento desses. Essa coisa de &#8220;provedor&#8221; tem um apelo instintivo poderoso, e gente que convida para jantar em restaurante n\u00e3o costuma estar passando sufoco financeiro. Essa paranoia de que voc\u00ea vai ser julgado e condenado por uma bobagem como pedir um prato mais caro dificilmente vai se traduzir em realidade.<\/p>\n<p>Que estranho estar numa coluna dessas e demonstrar mais conhecimento sobre o ser humano do que a Sally&#8230; N\u00e3o sei em que jantares ela esteve longe de mim, mas cara feia e drama por causa de conta numa situa\u00e7\u00e3o dessas me parece algo surreal. S\u00e9rio&#8230; em que situa\u00e7\u00e3o pedir o prato de pre\u00e7o m\u00e9dio vai fazer alguma diferen\u00e7a?<\/p>\n<p>N\u00e3o costumo argumentar dessa forma, mas&#8230; se voc\u00ea acha que encanar com pre\u00e7o do prato tem alguma fun\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica nessa situa\u00e7\u00e3o, ou voc\u00ea \u00e9 uma pessoa de neuroses peculiares feito Sally (SPOILER: Universo Umbigo, ela encana com isso porque acha que \u00e9 o centro das aten\u00e7\u00f5es, sempre&#8230;), ou voc\u00ea ainda est\u00e1 naquela fase da vida onde acha que McDonald&#8217;s \u00e9 restaurante. N\u00e3o \u00e9 assim que se faz neg\u00f3cios&#8230;<\/p>\n<p>E j\u00e1 que eu estou considerando a fatura liquidada, vou aproveitar para preencher as \u00faltimas linhas com um conselho para as mulheres: Parem de pedir comidas sem gra\u00e7a s\u00f3 para n\u00e3o parecerem gordas. Homem (e por homem eu obviamente excluo vegetarianos) se amarra numa mulher que n\u00e3o faz cu doce e encara um fil\u00e9 maior que sua cabe\u00e7a, ou pelo menos algo menos depressivo do que salada e fil\u00e9 de frango com legumes. Se voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 num jantar onde ele te convidou, o &#8220;querer te comer&#8221; j\u00e1 est\u00e1 garantido.<\/p>\n<p>Foi o que eu escrevi logo no come\u00e7o do texto: O convite para jantar \u00e9 um pretexto para exercer um interesse. Se o interesse \u00e9 agradar e cativar uma mulher, \u00e9 uma derrota se ela acaba comendo algo horr\u00edvel s\u00f3 para fazer pose de saud\u00e1vel. Melhor parecer gorda do que parecer que s\u00f3 vai dar de luz apagada&#8230;<\/p>\n<h3>Para dizer que tudo o que eu disse \u00e9 mentira, que \u00e9 falta de educa\u00e7\u00e3o pedir o que quer e que todo mundo encana com isso&#8230; mesmo com o trabalho de teclar tudo com a m\u00e3o fechada: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/h3>\n<h1>SALLY<\/h1>\n<p>Quando algu\u00e9m te convida para jantar fora, voc\u00ea deve escolher o prato atentando para o pre\u00e7o? Acredito que sim. Eu sempre procuro escolher um meio termo entre o mais caro e o mais barato, pois temo que extremos possam parecer ofensivos ou depor contra a minha pessoa.<\/p>\n<p>N\u00e3o estamos falando aqui de situa\u00e7\u00f5es de intimidade, onde sua m\u00e3e ou seu irm\u00e3o te levam para jantar. Estamos falando de um convite feito por pessoas que n\u00e3o s\u00e3o \u00edntimas. Penso que quando n\u00e3o h\u00e1 intimidade, algumas formalidades s\u00e3o bem vindas para n\u00e3o correr o risco de passar uma imagem equivocada. Quem te conhece bem sabe o que voc\u00ea \u00e9 e n\u00e3o vai ser o seu jantar que vai mudar isso, mas quem ainda est\u00e1 te conhecendo pode sim ter uma impress\u00e3o errada e dif\u00edcil de desfazer. Porque arriscar se n\u00e3o custa nada escolher outro prato?<\/p>\n<p>Ao ser convidado formalmente para um jantar, voc\u00ea vai sabendo que n\u00e3o vai pagar a conta. Sentar na mesa e pedir uma lagosta pode fazer parecer que voc\u00ea \u00e9 um aproveitador ou um morto de fome. Pedir a salada mais barata pode te fazer parecer uma pessoa insegura que est\u00e1 com vergonha daquela situa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o que seja esse o caso, reparem que eu estou dizendo que PODE TE FAZER PARECER. Considerando que n\u00e3o h\u00e1 intimidade e que o outro ainda est\u00e1 formando uma opini\u00e3o a seu respeito, n\u00e3o custa tomar o cuidado de n\u00e3o se exceder em nenhum dos dois extremos na hora do pedido. Se voc\u00ea est\u00e1 ali jantando com aquela pessoa, \u00e9 sinal de que ela tem algo a te oferecer.<\/p>\n<p>\u201cMas Sally, voc\u00ea mesma fica dizendo que a gente tem que fazer o que tem vontade!\u201d. Sim, e continuo afirmando isso. Ou vai me dizer que dentro de uma faixa mediana de pre\u00e7o n\u00e3o tem pelo menos dois ou tr\u00eas pratos que voc\u00ea n\u00e3o tem vontade de comer? N\u00e3o estou mandando ningu\u00e9m comer algo que n\u00e3o goste s\u00f3 para n\u00e3o correr o risco de passar uma imagem errada, estou dizendo para escolher um prato, dentre os muitos que haver\u00e3o, que te agrade mas que n\u00e3o tenha um pre\u00e7o extremado. N\u00e3o importa que voc\u00ea n\u00e3o seja um interesseiro ou um morto de fome, importa n\u00e3o PARECER um interesseiro ou morto de fome, porque quando voc\u00ea n\u00e3o tem intimidade com o interlocutor, voc\u00ea \u00e9 o que parece ser.<\/p>\n<p>Voc\u00ea n\u00e3o vai ao jantar de chinelo. Voc\u00ea n\u00e3o vai a um jantar de pijama. Voc\u00ea n\u00e3o vai a um jantar sujo, sem tomar banho. Existem uma s\u00e9rie de normas sociais que a gente procura cumprir em determinados eventos. Um jantar \u00e9 um evento que pede um pouco mais de formalidade, que tem um fim espec\u00edfico: conversar sobre algo. Voc\u00ea n\u00e3o sai para jantar com algu\u00e9m e passa a noite toda falando no celular com outra pessoa (ao menos n\u00e3o deveria). Pois bem, considerando que o fim espec\u00edfico do jantar seja conversar sobre algo, \u00e9 fundamental que voc\u00ea cause uma boa impress\u00e3o, afinal, ningu\u00e9m vai ter interesse em conversar sobre algo com um escroto, pau no cu, inconveniente e imbecil\u00f3ide. Logo, a imagem que voc\u00ea passar\u00e1 nesse jantar pode ser determinante para a forma como o interlocutor vai te ouvir e vai reagir.<\/p>\n<p>Uma pessoa mal vestida, mal educada que fala com a boca cheia, cola meleca debaixo da mesa, arrota, interrompe o outro, atende celular e bate papo, etc. pode dizer a mesma coisa (em mat\u00e9ria de conte\u00fado) que uma pessoa bem apresentada e que cause boa impress\u00e3o e ainda assim ser\u00e1 menos considerada. Para obter o melhor resultado poss\u00edvel daquele jantar (seja ele fechar um neg\u00f3cio, seja ele conseguir um encontro amoroso) \u00e9 indispens\u00e1vel que se cause uma boa impress\u00e3o ou que ao menos fique claro algum esfor\u00e7o para causar uma boa impress\u00e3o (talvez ao perceber as boas inten\u00e7\u00f5es os erros n\u00e3o te prejudiquem tanto). Se concordamos que o ideal \u00e9 causar a melhor impress\u00e3o poss\u00edvel, existem um conjunto de normas que devem ser observadas.<\/p>\n<p>Lamento informar mas a maior parte das pessoas julga o outro o tempo todo. Mesmo que a pessoa diga \u201cPode pedir o que voc\u00ea quiser\u201d, n\u00e3o duvido nada que esteja te julgando, te avaliando pelo pedido. N\u00e3o apenas pelo pre\u00e7o, mas tamb\u00e9m pelo grau de sofistica\u00e7\u00e3o do prato, pela forma como voc\u00ea segura os talheres e por v\u00e1rios outros fatores. \u00c9 escroto? Pra caralho. Acontece? Pra caralho.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, sabendo que existe um risco consider\u00e1vel de que o prato pedido defina quem voc\u00ea \u00e9 (ao menos em parte), n\u00e3o custa nada agir de acordo com a adequa\u00e7\u00e3o. Um jantar n\u00e3o \u00e9 momento de dar tapa na cara da sociedade, \u00e9 momento de se esfor\u00e7ar para obter o resultado final pretendido. Se voc\u00ea pagar de rebelde e sair peitando o senso comum, por mais idiota que essa regra seja, o prejudicado ser\u00e1 voc\u00ea, apenas voc\u00ea. N\u00e3o se d\u00e1 soco de cima para baixo. Quer romper regras que voc\u00ea considera idiotas? Espere para faz\u00ea-lo quando estiver por cima, pois se voc\u00ea o fizer quando estiver em uma condi\u00e7\u00e3o de \u201cconvidado\u201d de algu\u00e9m, vai parecer arrogante, aproveitador, escroto e abusado, mesmo que n\u00e3o seja esse o caso. Adequa\u00e7\u00e3o, minha gente, adequa\u00e7\u00e3o. \u00c9 chato mas \u00e9 necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Mas Sally, medir uma pessoa pelo prato que ela escolheu \u00e9 med\u00edocre!\u201d. E voc\u00ea acha que a maior parte das pessoas s\u00e3o O QUE? Mentes brilhantes e sofisticadas? A realidade \u00e9 essa! N\u00e3o adianta, por mais incorreto que seja, as chances de algu\u00e9m fazer um mau ju\u00edzo de voc\u00ea caso pe\u00e7a um prato com pre\u00e7o extremado existem e n\u00e3o s\u00e3o pequenas. Vivemos em uma sociedade onde se julga a mulher pela roupa, o homem pelo carro, a compet\u00eancia pela marca do celular e a beleza pelo tamanho da bunda. Tomara que a pessoa com a qual voc\u00ea est\u00e1 jantando seja uma exce\u00e7\u00e3o mas&#8230; e se n\u00e3o for? \u00c9 assim que as coisas s\u00e3o: pessoas nos julgam o tempo todo por aquilo que ELAS acham que n\u00f3s aparentamos ser, com base em crit\u00e9rios idiotas. Ou voc\u00ea entra na dan\u00e7a e faz o jogo para conseguir o que quer ou d\u00e1 tapa na cara da sociedade.<\/p>\n<p>Nesse caso espec\u00edfico, eu prefiro jogar o jogo, porque n\u00e3o \u00e9 nada t\u00e3o grave escolher entre dezenas de pratos com pre\u00e7o na m\u00e9dia. N\u00e3o \u00e9 um sacrif\u00edcio exorbitante n\u00e3o comer trufas. Como o preju\u00edzo \u00e9 quase que inexistente, acho que compensa tomar esse pequeno cuidado para elidir qualquer risco de uma interpreta\u00e7\u00e3o errada que vai me queimar, afinal, eu sei que a sociedade n\u00e3o pensa com a minha cabe\u00e7a. Felizmente. Ou Infelizmente, n\u00e3o sei.<\/p>\n<p>Custa fazer uma escolha um pouco mais restrita para em troca n\u00e3o correr o risco de ter sua imagem chamuscada? N\u00e3o custa. A menos, \u00e9 claro, que voc\u00ea seja mais teimoso do que uma mula empacada, a\u00ed custa muito&#8230;<\/p>\n<h3>Para desistir de convidar o Somir para jantar, para dizer que mulher que pede prato caro \u00e9 interesseira ou ainda para dizer que na Cacau Show a trufa \u00e9 baratinha: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagine-se na seguinte situa\u00e7\u00e3o: Voc\u00ea foi convidado para jantar por uma pessoa com a qual n\u00e3o tem muita intimidade. Chegando no restaurante, tem que escolher o que vai pedir&#8230; Sally e Somir discordam sobre a etiqueta (de pre\u00e7o) mais aceit\u00e1vel nessa situa\u00e7\u00e3o. Ela prega a modera\u00e7\u00e3o, ele&#8230; n\u00e3o. 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