{"id":5017,"date":"2013-07-22T06:00:31","date_gmt":"2013-07-22T09:00:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=5017"},"modified":"2025-11-28T15:34:22","modified_gmt":"2025-11-28T18:34:22","slug":"ele-disse-ela-disse-caro-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2013\/07\/ele-disse-ela-disse-caro-trabalho\/","title":{"rendered":"Ele disse, ela disse: Caro trabalho."},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5018\" src=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/eded-carotrabalho.jpg\" alt=\"eded-carotrabalho\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/eded-carotrabalho.jpg 600w, https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/eded-carotrabalho-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>O mercado de trabalho est\u00e1 repleto de oportunidades. N\u00e3o para todos, mas com certeza elas existem. Imaginando uma situa\u00e7\u00e3o ideal onde uma pessoa pode escolher entre dois tipos de ocupa\u00e7\u00e3o bem distintas no que tange a qualifica\u00e7\u00e3o e a remunera\u00e7\u00e3o, Sally e Somir discordam sobre a op\u00e7\u00e3o mais vantajosa. Os impopulares est\u00e3o contratados para essa tarefa.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #cc0000;\">Tema de hoje:<\/span> O que \u00e9 prefer\u00edvel, um trabalho qualificado que paga pouco ou um popular que pague mais?<\/strong><!--more--><\/p>\n<h1>SOMIR<\/h1>\n<p>At\u00e9 por quest\u00e3o de coer\u00eancia, n\u00e3o vou me desviar do caminho mercen\u00e1rio: Trabalho que paga mais, por mais banal que seja. E eu quero chamar aten\u00e7\u00e3o para a palavra mais importante do enunciado desta coluna: &#8220;Prefer\u00edvel&#8221;. N\u00e3o \u00e9 uma senten\u00e7a definitiva ou uma solu\u00e7\u00e3o perfeita, \u00e9 um ju\u00edzo de valor abrangente&#8230; e acima de tudo, temporal.<\/p>\n<p>E s\u00f3 para deixar claro: Escrevo pelo ponto de vista que vou escrever pelo o que entendo ser o tipo de leitor habitual do desfavor. \u00c9 no-brainer para o brasileiro m\u00e9dio, para o bem ou para o mal. Pois bem&#8230;<\/p>\n<p>Se voc\u00ea n\u00e3o tem uma resposta autom\u00e1tica para a quest\u00e3o de hoje, grandes chances de voc\u00ea ser do tipo que seria mais feliz ganhando mais. Claro, esse tipo de materialismo n\u00e3o \u00e9 visto como algo muito nobre, e isso \u00e9 compreens\u00edvel principalmente se voc\u00ea vem de uma cria\u00e7\u00e3o mais educada: G\u00eanios abnegados e artistas revolucion\u00e1rios passam muito mais perto de serem \u00eddolos de quem aprendeu valorizar um padr\u00e3o de excel\u00eancia humana mais&#8230; erudito. E se a quest\u00e3o do texto de hoje sequer parece realista para voc\u00ea, posso apostar que voc\u00ea tem uma base cultural mais extensa.<\/p>\n<p>O emergente ostentador \u00e9 visto como brega e alienado. O pobre prod\u00edgio intelectual e\/ou art\u00edstico por sua vez parece bem mais digno e her\u00f3ico; oras, ele sofre por n\u00f3s! \u00c9 natural que gente oriunda de um ambiente mais estimulante do ponto de vista educacional nutra essa simpatia por esses e tantos outros m\u00e1rtires da evolu\u00e7\u00e3o social e cultural humana.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 que essa \u00e9 uma vis\u00e3o romantizada e relativamente superficial das coisas. Boa parte da popula\u00e7\u00e3o mundial acha o m\u00e1ximo que algu\u00e9m se vanglorie por ganhar dinheiro f\u00e1cil, at\u00e9 porque essa consider\u00e1vel parcela de pessoas vive num mundo onde idealismo faz tudo menos colocar comida na mesa. Esse povo todo precisa enxergar o caminho entre sua condi\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria e o sucesso da forma mais clara e direta poss\u00edvel: N\u00e3o h\u00e1 tempo a perder.<\/p>\n<p>Essa distor\u00e7\u00e3o de valores n\u00e3o pode ser analisada do topo de um pedestal, como se modos de vida com baixa exig\u00eancia de qualifica\u00e7\u00f5es fossem migalhas que deixamos para os menos afortunados; como se dignidade fosse condi\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 forma\u00e7\u00e3o ou ber\u00e7o. H\u00e1 de se considerar algo muito mais b\u00e1sico na nossa exist\u00eancia: A rela\u00e7\u00e3o entre custo e benef\u00edcio.<\/p>\n<p>Muito se engana quem acha que todo sacrif\u00edcio rende frutos. A maior prova disso est\u00e1 nos bilh\u00f5es de miser\u00e1veis que se sacrificam todos os dias neste planeta. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o sacrif\u00edcio, \u00e9 a recompensa. Trabalhos mais qualificados nem sempre significam satisfa\u00e7\u00e3o pessoal mais elevada. Na verdade, com poucas exce\u00e7\u00f5es nos campos cient\u00edficos e art\u00edsticos, tende muito mais a ser mais enche\u00e7\u00e3o de saco do que qualquer outra coisa.<\/p>\n<p>Trabalhos mais complexos exigem mais esfor\u00e7o mental, oferecem mais press\u00e3o, estressam mais, misturam-se mais \u00e0 sua vida fora do trabalho&#8230; \u00c9 mais responsabilidade! N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil te substituir e por muitas vezes colocam pepinos com consequ\u00eancias s\u00e9rias nas suas m\u00e3os (e na sua bunda se voc\u00ea falhar). E s\u00e3o raras as pessoas que tiram disso satisfa\u00e7\u00e3o pessoal genu\u00edna e abundante o bastante para encarar uma baixa recompensa financeira.<\/p>\n<p>Em tese \u00e9 lindo, na pr\u00e1tica&#8230; Na pr\u00e1tica a ideia de remunera\u00e7\u00e3o por trabalho \u00e9 a escapat\u00f3ria que a humanidade encontrou para preencher vagas. Tudo bem que \u00e9 limitante se pautar apenas por dinheiro, mas preferir um sal\u00e1rio ou lucros polpudos n\u00e3o significa fixa\u00e7\u00e3o por dinheiro. \u00c9 com esse dinheiro que se vive a vida, e de prefer\u00eancia \u00e9 com esse dinheiro que a pessoa se desloca dessa corrida di\u00e1ria pelo sustento e pode se concentrar em fazer o que gosta.<\/p>\n<p>Querer trabalhar em algo mais simples e ganhar mais dinheiro pode ser um meio de passar mais tempo com gente querida, dedicar-se \u00e0 sa\u00fade, ao aprendizado&#8230; Por mais que a nossa sociedade insista em dizer o contr\u00e1rio, h\u00e1 vida fora do trabalho. Percebam que estou falando de recompensas num sentido muito mais amplo que s\u00f3 dinheiro. Dinheiro \u00e9 um meio, n\u00e3o um fim.<\/p>\n<p>Mas como n\u00e3o \u00e9 realista deixar todo mundo escolher um trabalho simples e lucrativo para se dedicar a outras coisas, propagandeia-se a ideia de que o dinheiro \u00e9 tudo para os mais pobres e de que a qualifica\u00e7\u00e3o \u00e9 sublime para os mais abastados. Assim, tudo continua funcionando: Tem gente para ocupar todas as varia\u00e7\u00f5es entre qualifica\u00e7\u00e3o e remunera\u00e7\u00e3o no espectro de trabalhos poss\u00edveis.<\/p>\n<p>Fazer o que gosta \u00e9 fazer o que te recompensa. A mais \u00f3bvia \u00e9 que vem precedida por cifr\u00f5es; n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica, mas para muita gente nesse mundo \u00e9 a mais tang\u00edvel. Quanta gente n\u00e3o se qualifica para exercer profiss\u00f5es que n\u00e3o gosta? Boa sorte decidindo sua vida aos 17 anos de idade! Pode ser muito mais dif\u00edcil do que parece encontrar uma voca\u00e7\u00e3o que seja a recompensa em si. E mesmo assim, ela pode depender demais de voc\u00ea ter dinheiro para se manter para ser agrad\u00e1vel de verdade.<\/p>\n<p>Na d\u00favida, fique com a recompensa que pode ser trocada por outras recompensas. Essa \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o do dinheiro! Moeda de troca. A n\u00e3o ser que voc\u00ea tenha GRANDES ind\u00edcios que vai ser mais feliz trabalhando para o que \u00e9 mais qualificado, pode dar exatamente no mesmo atender telefone ou fazer balancetes semestrais para a qualidade de vida no trabalho. Um n\u00e3o te estimula, o outro te sufoca.<\/p>\n<p>S\u00f3 que um acaba com o fim do expediente. O outro dorme com voc\u00ea. E se nesse caso do texto o trabalho mais besta paga mais, ainda tem essa diferen\u00e7a no final do m\u00eas. A ideia de que trabalho mais qualificado \u00e9 sempre uma ideia melhor \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o social para manter pessoas ocupando essas vagas. Assim como o sonho do dinheiro f\u00e1cil \u00e9 uma das correntes que aprisionam pessoas mais pobres onde elas est\u00e3o.<\/p>\n<p>Preferencial \u00e9 fazer a escolha com a melhor\/maior recompensa. E \u00e9 mais dif\u00edcil do que parece tirar o sucesso financeiro do topo dessa lista.<\/p>\n<h3>Para dizer que as entrelinhas me entregam, para reclamar que eu tenho Enveja de empregos chatos e complicados, ou mesmo para dizer que eu n\u00e3o estou convidado para passar l\u00e1 na sua comunidade hippie: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/h3>\n<h1>SALLY<\/h1>\n<p>A quest\u00e3o come\u00e7a com \u201co que \u00e9 prefer\u00edvel (&#8230;)\u201d, ou seja, pressup\u00f5e que a pessoa tenha uma ESCOLHA a fazer. Quem precisa de dinheiro n\u00e3o tem escolha. Quem tem conta vencendo para pagar e n\u00e3o tem como n\u00e3o tem escolha. Por isso, foco no que est\u00e1 sendo proposto: SE a pessoa tem escolha, o que \u00e9 prefer\u00edvel: um trabalho qualificado que pague pouco ou um trabalho popular que pague mais?<\/p>\n<p>Existindo a escolha, eu acho prefer\u00edvel um trabalho qualificado que pague pouco, porque eu ainda sou rom\u00e2ntica e tenho a esperan\u00e7a de que se voc\u00ea fizer o seu, bem feito, mais cedo ou mais tarde algu\u00e9m que est\u00e1 vendo vai te abrir uma porta. Respeito totalmente quem discorda de mim, porque na pr\u00e1tica, j\u00e1 vi numerosos casos de profissionais brilhantes cujas portas n\u00e3o se abriram a tempo por outros motivos bem distantes de compet\u00eancia e que hoje dirigem t\u00e1xi, porque paga melhor. Mas eu gosto de acreditar que se a pessoa tiver disponibilidade de tempo para esperar, a oportunidade aparece, mesmo que demore. Se \u00e9 verdade ou n\u00e3o, s\u00e3o outros quinhentos.<\/p>\n<p>Mas, ainda que n\u00e3o apare\u00e7a a tal oportunidade&#8230; talvez seja melhor viver com menos mas executando um trabalho que fa\u00e7a a diferen\u00e7a no mundo, para o qual a pessoa estudou e se preparou, que lhe d\u00e1 prazer. Nem tudo \u00e9 sal\u00e1rio, nem tudo \u00e9 dinheiro. N\u00e3o estou mandando ningu\u00e9m passar fome nem viver na precariedade, atentem para isso, \u00e9 apenas uma escolha de viver ganhando menos e n\u00e3o de viver na mis\u00e9ria. Um trabalho popular que pague mais pode ser fonte de uma enorme infelicidade que, com o perd\u00e3o do clich\u00ea, o dinheiro n\u00e3o vai comprar.<\/p>\n<p>Em outros pa\u00edses mais civilizados, qualquer trabalho \u00e9 trabalho e qualquer trabalho \u00e9 digno e minimamente remunerado. Infelizmente essa n\u00e3o \u00e9 a realidade brasileira, logo, em fun\u00e7\u00e3o do preconceito e da desvaloriza\u00e7\u00e3o que a pessoa vai enfrentar, acho melhor ficar no trabalho qualificado que pague menos, pois seu valor social ser\u00e1 maior e isso abre portas (ou ao menos n\u00e3o as fecha), por menos louv\u00e1vel que seja. As coisa s\u00e3o como elas s\u00e3o, n\u00e3o como a gente gostaria que elas fossem.<\/p>\n<p>Quem est\u00e1 acostumado a prestar trabalho qualificado pode cair para o trabalho popular a qualquer momento, porque lhe sobram requisitos. Mas quem migrou para o trabalho popular vai encontrar muita dificuldade em retomar espa\u00e7o no mundo do trabalho qualificado. N\u00e3o digo que seja um caminho sem volta, mas \u00e9 uma volta bastante dif\u00edcil de realizar. Mais um motivo para pensar mil vezes antes de faz\u00ea-lo. Isso sem contar que, dependendo do trabalho qualificado, algum tempo fora da pr\u00e1tica te inviabiliza uma volta com a mesma precis\u00e3o t\u00e9cnica de antes. Afastamento, ainda que tempor\u00e1rio, pode acarretar uma queda na qualidade do profissional.<\/p>\n<p>Se o dinheiro era t\u00e3o importante, n\u00e3o seria o caso de se perguntar porque a pessoa escolheu uma profiss\u00e3o mal remunerada quando fez faculdade? Eu sei, eu sei, uma s\u00e9rie de fatores podem ser utilizados em defesa dos vestibulandos: a pouca idade com a qual s\u00e3o obrigados a escolher uma carreira, as varia\u00e7\u00f5es do mercado em poucos anos e a dificuldade em passar para determinados cursos universit\u00e1rios podem ter consequ\u00eancias desastrosas nos sal\u00e1rios.\u00a0 Ser obrigado a desistir por motivos de for\u00e7a maior \u00e9 uma coisa, querer desistir para ter uns trocados a mais no final do m\u00eas \u00e9 outra, muito mais sofrida.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o dia a dia profissional que se perde ao fazer esta troca de um trabalho qualificado para outro mais&#8230; popular. \u00c9 a rede de conv\u00edvio tamb\u00e9m. Quem antes convivia com um determinado grupo, ter\u00e1 que se adaptar do dia para a noite a conviver com outro. \u00c9 um baque, n\u00e3o tem como n\u00e3o ser. Se a pessoa n\u00e3o vai sofrer com isso, maravilha. Mas deve ser levado em conta. Tem que ver se essa nova realidade com esse novo grupo de pessoas \u00e9 compat\u00edvel.<\/p>\n<p>Se por um lado se ganha mais dinheiro, se perdem outras coisas: anos de investimento em estudos e em crescer dentro de uma profiss\u00e3o, um entorno com o qual a pessoa j\u00e1 est\u00e1 adaptada e a pr\u00e1tica na sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o. Tem que refletir bem, pois \u00e9 muito a perder.<\/p>\n<h3>Para ficar na d\u00favida, para dizer que o ideal mesmo \u00e9 casar com uma pessoa rica ou ainda para dizer que todo castigo para quem insiste em um erro \u00e9 pouco: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mercado de trabalho est\u00e1 repleto de oportunidades. N\u00e3o para todos, mas com certeza elas existem. 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