{"id":5188,"date":"2013-08-14T06:00:33","date_gmt":"2013-08-14T09:00:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=5188"},"modified":"2013-08-14T04:41:42","modified_gmt":"2013-08-14T07:41:42","slug":"des-cult-o-exorcista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2013\/08\/des-cult-o-exorcista\/","title":{"rendered":"Des Cult: O Exorcista."},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5189\" alt=\"descult-exorcista\" src=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/descult-exorcista.gif\" width=\"600\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 mais do que um filme de terror, \u00e9 O filme de terror. Seu efeito transcendeu ao mero susto dentro das salas de cinema, provocando um surto coletivo de histeria, alavancando as consultas a m\u00e9dicos e padres por pessoas que supunham estar possu\u00eddas pelo dem\u00f4nio. E mesmo sendo um filme de 1973, ainda \u00e9 capaz de despertar medo, ultrapassando a barreira da depend\u00eancia dos efeitos especiais para tal. Um filme feito em uma \u00e9poca na qual se amarrava cachorro com lingui\u00e7a, e ainda assim, uma obra prima. O Primeiro filme de terror indicado ao Oscar em nada mais, nada menos do que dez categorias e o filme de terror que mais lucrou at\u00e9 os dias de hoje. Des Cult: O Exorcista.<!--more--><\/p>\n<p>O filme \u00e9 baseado no livro hom\u00f4nimo, escrito por William Peter Blatty. O livro se diz baseado em um caso real ocorrido em Maryland, nos EUA, que chegou a ser documentado por jornais famosos \u00e0 \u00e9poca. Foi lan\u00e7ado em 1971 e foi um estrondoso sucesso. Dois anos depois virou filme, igualmente bem sucedido, talvez porque foi o pr\u00f3prio autor do livro o respons\u00e1vel pelo roteiro, talvez porque o diretor era um misto de g\u00eanio e louco que deu o tom certo \u00e0 narrativa. A ideia do filme surgiu quando o homem que seria o diretor, William Friedkin, ganhou um exemplar do livro e decidiu que naquela noite leria o primeiro cap\u00edtulo. N\u00e3o conseguiu, leu as 340 p\u00e1ginas sem parar e depois, em suas palavras &#8220;n\u00e3o conseguia nem me mexer de tanto medo&#8221;. O impacto foi tal que ele procurou o autor e disse que queria muito filmar aquele livro e que fazia quest\u00e3o de que ele fosse o roteirista, para que a ess\u00eancia n\u00e3o se perca.<\/p>\n<p>Durante a elabora\u00e7\u00e3o do roteiro, Friedkin interveio e impediu que Blatty o transformasse em um filme comercial. Ele queria um roteiro fiel ao livro. Roteiro pronto, foram bater \u00e0s portas da Warner. O roteiro foi bem visto, mas o diretor n\u00e3o. Queriam um nome de peso e cortaram Friedkin do projeto. O problema era que ningu\u00e9m mais quis segurar esse roj\u00e3o: diversos diretores conhecidos se recusaram a dirigir o filme, seja por supersti\u00e7\u00f5es, seja por quest\u00f5es ideol\u00f3gicas. Houve at\u00e9 quem alegasse que n\u00e3o o faria por ser contra a viol\u00eancia infantil. \u00c9 que o personagem da atriz Linda Blair, uma crian\u00e7a \u00e0 data das filmagens, passa por muitas cenas pol\u00eamicas: apanha, xinga os piores palavr\u00f5es e insultos (spoiler: eu, a boca suja, aprendi coisas em mat\u00e9ria de xingamento com esse filme) e at\u00e9 mesmo se masturba com um crucifixo em uma das cenas. Ningu\u00e9m teve coragem de ilustrar essas coisas em uma tela grande. Conclus\u00e3o: n\u00e3o tem tu, vai tu mesmo. Friedkin foi chamado para dirigir o filme, mas s\u00f3 porque mais ningu\u00e9m queria. O mesmo ocorreu com os atores: muitas atrizes famosas recusaram pap\u00e9is por considerarem o filme excessivo e de p\u00e9ssimo gosto.<\/p>\n<p>Em um resumo bem grosseiro, o filme conta a hist\u00f3ria de uma possess\u00e3o demon\u00edaca em uma menina de 12 anos de idade, Regan, filha de uma atriz. Eu sei, eu sei, contado assim n\u00e3o parece nada de mais, mas O Exorcista \u00e9 para o terror o que Tolkien \u00e9 para filme nerd: refer\u00eancia eterna. Tudo que voc\u00ea viu e vai ver sobre possess\u00e3o demon\u00edaca, exorcismo e similares nasceu dali e \u00e9 influenciado direta ou indiretamente pelo filme. Um filme redondo, do come\u00e7o ao fim, que at\u00e9 hoje \u00e9 capaz de despertar medo em pessoas mais frouxas como esta que vos escreve. Se ainda pode despertar medo hoje, quarenta anos depois do seu lan\u00e7amento, imaginem o que n\u00e3o causou \u00e0 \u00e9poca. Como \u00e9 de costume, o est\u00fadio fez sess\u00f5es especiais antes do lan\u00e7amento, para avaliar a rea\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. Segundo relat\u00f3rio posteriormente liberado, as rea\u00e7\u00f5es variavam entre choro, v\u00f4mito, desmaios ou sair correndo da sala de cinema no meio da exibi\u00e7\u00e3o. As rea\u00e7\u00f5es foram t\u00e3o violentas que as sess\u00f5es especiais foram canceladas e chegou-se a cogitar n\u00e3o exibir o filme. Talvez hoje voc\u00ea veja o filme e pense &#8220;Tudo isso por causa DISSO?&#8221;, mas lembrem-se, estamos falando de quarenta anos atr\u00e1s. Com a tecnologia dispon\u00edvel, eles fizeram um verdadeiro milagre, uma obra prima do medo.<\/p>\n<p>Alguns efeitos especiais nos remetem ao seriado Chaves, \u00e9 verdade. Mas contextualizando, se voc\u00ea parar para pensar que se trata de um filme da d\u00e9cada de 70, \u00e9 de se admirar. Estamos falando de um tempo onde n\u00e3o havia efeitos especiais, apenas defeitos especiais. Por exemplo, para conseguir fazer a voz do dem\u00f4nio que tomava o corpo de Regan foi contratada uma atriz, Mercedes McCambridge, que fazia o seguinte combo para ficar com a voz demon\u00edaca: era obrigada a fumar seis ma\u00e7os de cigarros por dia e comer apenas ovos crus e ma\u00e7\u00e3s defumadas. Essa era a \u201ctecnologia\u201d para conseguir uma voz demon\u00edaca. A infeliz nunca teve o devido reconhecimento pela agress\u00e3o \u00e0 qual sujeitou seu organismo a fim de obter aquela voz de Panicat. Seu nome n\u00e3o consta nem mesmo nos cr\u00e9ditos do filme, pois os est\u00fadios pretendiam esconder a dublagem, o que a deixou muito puta e fez sair dizendo que metade do m\u00e9rito do filme ser t\u00e3o assustador era seu. Especula-se que por este motivo a atriz Linda Blair, que interpretou Regan, acabou n\u00e3o levando um Oscar por sua atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em um ponto alto do filme, quando o dem\u00f4nio tomou de vez o corpo de Regan e est\u00e1 trollando geral, \u00e9 poss\u00edvel observar que o quarto est\u00e1 aparentemente frio. Quando Regan\/Demo fala, sai fuma\u00e7a de sua boca e quando os demais atores respiram tamb\u00e9m. Pois \u00e9, n\u00e3o \u00e9 aparentemente, estava frio MESMO. A cena foi gravada em um freezer gigante e a coitada da Linda Blair, que passa metade do filme de camisola, acabou pegando uma pneumonia. As cenas de brigas e agress\u00f5es f\u00edsicas eram obrigatoriamente reais, pelo medo de n\u00e3o passar a devida veracidade se fossem simuladas. As atrizes que interpretaram Regan (Linda Blair) e sua m\u00e3e (Ellen Burstyn) sa\u00edram com diversos hematomas e em uma cena especialmente violenta onde Linda bate em Ellen, (aquela onde \u00e9 atirada para longe e arrastada em frente a um m\u00f3vel) Ellen acabou sofrendo uma les\u00e3o permanente na coluna. \u00c9 que para filmar a cena foi amarrada uma corda na atriz e ela foi puxada com um grande tranco, s\u00f3 que, a pedido do diretor, o tranco foi dado antes da hora combinada, sem que a atriz soubesse, para dar mais &#8220;realismo&#8221;. Reparem quando ela bate com c\u00f3ccix contra a cama: o grito era de dor de verdade. E a cena foi mantida no filme.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a magia do filme: tudo era muito prec\u00e1rio, mas conseguiram tirar leite de pedra, ainda que com t\u00e1ticas duvidosas. Por exemplo, os gemidos assustadores de Regan quando possu\u00edda pelo diabo foram feitos gravando os gemidos de porcos que estavam sendo mortos em abatedouros. Se voc\u00ea n\u00e3o prestar muita aten\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o tiver esta informa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o reconhece o som, mas seu c\u00e9rebro reconhece que \u00e9 algo inc\u00f4modo, perturbador. Imaginem o que eles fariam se tivessem os recursos de hoje&#8230; ou ser\u00e1 que era justamente a falta de recursos que os obrigava a essa precariedade criativa? \u00c9 s\u00e9rio, minha gente, tudo era muito tosco no come\u00e7o da d\u00e9cada de 70. A &#8220;maquiagem&#8221; que Linda Blair usava para ficar com a cara do Demo levava cerca de oito horas para ficar pronta e sua base era massa de pizza! O v\u00f4mito verde mais famoso do mundo era feito \u00e0 base de sopa de ervilhas. Francamente, essa facilidade tecnol\u00f3gica est\u00e1 matando a magia dos filmes. Mesmo com todos os recursos, na minha humilde opini\u00e3o, n\u00e3o tem outro filme que tenha gerado o medo que \u201cO Exorcista\u201d causou. Tecnologia definitivamente n\u00e3o \u00e9 tudo, ainda que a maior parte dos diretores pensem assim hoje em dia.<\/p>\n<p>A insanidade do diretor somada ao roteiro de alta qualidade tornaram &#8220;O Exorcista&#8221; o sucesso que \u00e9 hoje. N\u00e3o havia muito limite. Atores contam que William O&#8217;Maley, padre na vida real e padre no filme, foi esbofeteado diante das c\u00e2meras para &#8220;captar uma express\u00e3o de tens\u00e3o mais genu\u00edna&#8221; em uma cena. Esbofetear um padre \u00e9 Level Master de comprometimento, ainda mais na d\u00e9cada de 70. Quantas pessoas teriam coragem de fazer isso? Colocar uma menina se masturbando com um crucifixo HOJE j\u00e1 seria pol\u00eamico, imaginem quarenta anos atr\u00e1s. Mas deu certo, deu certo porque foi aut\u00eantico, porque foi feito com um esfor\u00e7o filho da puta de todos os envolvidos e porque teve a coragem de mexer com o \u201cimex\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>Antes mesmo de estrear, o filme j\u00e1 causava pol\u00eamica: a Warner Bros foi obrigada a retirar o trailer de &#8220;O Exorcista&#8221; antes da exibi\u00e7\u00e3o de outros filmes, pois foi considerado &#8220;assustador demais&#8221; causando rea\u00e7\u00f5es extremas nas pessoas. S\u00f3 quem quisesse ver \u201cO Exorcista\u201d teria acesso a ele. Esta decis\u00e3o foi tomada depois de desmaios, crises de histeria e at\u00e9 mesmo pessoas vomitando de medo nas salas de cinema. Hoje esse trailer &#8220;proibid\u00e3o&#8221; pode ser encontrado no YouTube. O impacto que o filme causou foi t\u00e3o forte que ap\u00f3s sua estreia, sacos de v\u00f4mito passaram a ser distribu\u00eddos para quem comprava o ingresso e foi proibida a entrada de gestantes e pessoas com problemas card\u00edacos. V\u00e1rios acidentes ocorreram gra\u00e7as ao terror que o filme provocou. S\u00f3 para citar um: em 1974 um homem desmaiou durante a exibi\u00e7\u00e3o e quebrou uma costela por conta disso, acabando por processar a Warner.<\/p>\n<p>O filme causou tanto medo que chegou a se banido de diversos pa\u00edses e cidades. N\u00e3o, n\u00e3o me refiro a fundamentalistas e sim a cidades como Londres. E n\u00e3o foi por motivos religiosos e sim porque as autoridades temiam pela vida e sa\u00fade dos espectadores, n\u00e3o queriam crises coletivas de histeria e eclos\u00e3o de supostos casos de possess\u00e3o demon\u00edaca. Consult\u00f3rios m\u00e9dicos e igrejas lotavam de gente que se sugestionava a tal ponto de repetir os sintomas da personagem principal do filme. Mas, como tudo que \u00e9 proibido desperta ainda mais curiosidade, as pessoas viajavam para outras cidades ou at\u00e9 mesmo outros pa\u00edses para poder ver o filme. No Reino Unido, a Warner disponibilizou o &#8220;The Exorcist Bus&#8221;, um sistema de \u00f4nibus que levava os passageiros para cinemas fora da cidade ou do pa\u00eds que havia vetado o filme, ao cinema mais pr\u00f3ximo que o exibia. E caravana para ver o filme n\u00e3o era privil\u00e9gio europeu, no Brasil tamb\u00e9m aconteceu, cidades que n\u00e3o tinham cinemas (1973, lembram?) como Ribeir\u00e3o Preto, Franca e Sorocaba, organizavam um esquema de \u00f4nibus para que as pessoas pudessem assistir o filme na capital.<\/p>\n<p>V\u00e1rias &#8220;lendas&#8221; e boatos surgiram gra\u00e7as ao fasc\u00ednio que o filme despertou, a maior parte fruto de imagina\u00e7\u00e3o popular que foram propositadamente alimentadas pelo est\u00fadio que o filmou, como forma truncada de divulga\u00e7\u00e3o. O \u00fanico incidente verdadeiro foi um inc\u00eandio no set de filmagens, que de demon\u00edaco n\u00e3o teve nada. Sim, atores morreram antes do filme estrear, como por exemplo a atriz que interpretou a m\u00e3e do padre Karras (Vasiliki Maliaros), mas uma mente racional leva em conta que a mulher j\u00e1 tinha uma certa idade, \u00e9 mais prov\u00e1vel que tenha morrido de causas naturais do que pelas m\u00e3os do diabo. Al\u00e9m disso, em uma produ\u00e7\u00e3o t\u00e3o longa e com tantas pessoas envolvidas, meia d\u00fazia de mortes est\u00e1 dentro da probabilidade. Principalmente quando pessoas idosas eram obrigadas a gravar dentro de um grande freezer. Pneumonia? Oi?<\/p>\n<p>O filme transtornou n\u00e3o apenas o espectador, como tamb\u00e9m a todos os envolvidos. Muitos come\u00e7aram a se achar amaldi\u00e7oados e passaram a vivrer com medo. Mesmo aqueles que n\u00e3o eram idiotas sugestion\u00e1veis acabaram sofrendo tamb\u00e9m, pelo peso da produ\u00e7\u00e3o. A atriz Linda Blair foi perseguida por fan\u00e1ticos religiosos que confundiram realidade com fic\u00e7\u00e3o e afirmavam que ela tinha o dem\u00f4nio no corpo e precisou andar escoltada por seguran\u00e7as (disponibilizados pelo est\u00fadio) por mais de seis meses. At\u00e9 a casa onde supostamente se ambientava o filme sofreu. Os mitos e o pavor que o filme despertou foram fortes o suficiente para que a casa onde foram filmadas apenas as cenas externas, que convenhamos, mal aparece na edi\u00e7\u00e3o final, ficasse quase trinta anos sem conseguir ser alugada. As pessoas tinham pavor do local. A Warner acabou comprando o im\u00f3vel e transformando-o em uma esp\u00e9cie de &#8220;ponto tur\u00edstico&#8221;.<\/p>\n<p>E n\u00e3o foram apenas os espectadores a se cagar de medo, o pr\u00f3prio elenco passou maus bocados durante as filmagens e n\u00e3o por causa do dem\u00f4nio. O diretor do filme, William Fridkin, n\u00e3o poupou esfor\u00e7os para deixar o clima o mais pesado poss\u00edvel. Atores comentam que frequentemente em cenas de suspense ele dava tiros para o ar &#8220;para obter gritos mais realistas&#8221; dos atores, que berravam de susto sincero. Fora as outras \u201ct\u00e9cnicas\u201d j\u00e1 descritas para dar mais veracidade \u00e0s cenas. O ass\u00e9dio moral rolava solto naquele ambiente de trabalho. No final das contas o impacto do filme foi t\u00e3o forte que os atores n\u00e3o conseguiram mais se livrar das personagens, principalmente Linda Blair, que ficou marcada eternamente como \u201cA menina do Exorcista\u201d, sepultando sua carreira aos 12 anos de idade.<\/p>\n<p>Este filme est\u00e1 entre os dez mais vistos da hist\u00f3ria do cinema se for feita uma conta proporcional e justa de bilheteria. O filme foi relan\u00e7ado nos cinemas no ano de 2000, em uma vers\u00e3o estendida (&#8220;vers\u00e3o do diretor&#8221;), com cenas in\u00e9ditas, incluindo a sensacional cena de Regan descendo as escadas de costas, com as m\u00e3os e os p\u00e9s nos degraus, cena para a qual tiveram que chamar uma ginasta, que treinou exaustivamente at\u00e9 conseguir fazer o trajeto com agilidade. Ainda assim, a cena foi cortada e s\u00f3 entrou nessa nova vers\u00e3o porque foi retocada digitalmente, pois no original n\u00e3o passou pelo controle de qualidade do diretor. Se voc\u00ea gostou do filme, n\u00e3o deixe de ler o livro, \u00e9 ainda melhor.<\/p>\n<p>Infelizmente as continua\u00e7\u00f5es do filme foram todas deplor\u00e1veis. Funcionou bem no livro, mas aquelas pessoas dizendo \u201cPazuzu!\u201d o tempo todo na tela foi um tanto quanto pat\u00e9tico.<\/p>\n<p>Fica a recomenda\u00e7\u00e3o: um filme que foi um divisor de \u00e1guas, um cl\u00e1ssico que vale a pena ser visto apesar da defasagem que o tempo possa ter causado. N\u00e3o pelo terror em si, e sim para apreciar at\u00e9 onde a criatividade e a inventividade humana podem nos levar. Serve tamb\u00e9m para refletir at\u00e9 que ponto a tecnologia n\u00e3o vem sendo utilizada em excesso, deixando de ser recurso e passando a ser o principal atrativo de um filme. Enfim, \u201cO Exorcista\u201d \u00e9 um filme que vale a pena ser visto, nem que seja para falar mal.<\/p>\n<h3>Para dizer que se n\u00e3o tem criaturas azuis voc\u00ea n\u00e3o se interessa pelo filme, para me avisar que eu estou ficando velha ou ainda para contar qual cena do filme mais te assustou e passar atestado de \u201cvelho\u201d tamb\u00e9m: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 mais do que um filme de terror, \u00e9 O filme de terror. Seu efeito transcendeu ao mero susto dentro das salas de cinema, provocando um surto coletivo de histeria, alavancando as consultas a m\u00e9dicos e padres por pessoas que supunham estar possu\u00eddas pelo dem\u00f4nio. 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