{"id":5213,"date":"2013-08-19T06:00:35","date_gmt":"2013-08-19T09:00:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=5213"},"modified":"2025-11-28T15:20:30","modified_gmt":"2025-11-28T18:20:30","slug":"ele-disse-ela-disse-pagando-para-ver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2013\/08\/ele-disse-ela-disse-pagando-para-ver\/","title":{"rendered":"Ele disse, ela disse: Pagando para ver."},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5214\" src=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/eded-pagandopraver.jpg\" alt=\"eded-pagandopraver\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/eded-pagandopraver.jpg 600w, https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/eded-pagandopraver-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Com cada vez mais gente migrando para o setor de servi\u00e7os, o dilema desta coluna tamb\u00e9m vai se tornando mais e mais relevante. Quando um cliente faz quest\u00e3o de um servi\u00e7o que o prestador acha uma m\u00e1 ideia, o que fazer? Sally e Somir discordam, e os impopulares podem se servir nessa discuss\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #cc0000;\">Tema de hoje:<\/span> Sem outra op\u00e7\u00e3o, vale a pena prestar um servi\u00e7o que voc\u00ea acredita n\u00e3o ser bom para o cliente?<!--more--><\/strong><\/p>\n<h1>SOMIR<\/h1>\n<p>Sim. O cliente est\u00e1 pagando para voc\u00ea fazer alguma coisa que voc\u00ea se comprometeu a fazer para quem pagasse! N\u00e3o estamos falando de fazer um advogado operar um cora\u00e7\u00e3o ou de um pintor tendo que projetar um motor&#8230; A pessoa tem uma profiss\u00e3o e est\u00e1 exercendo-a. Simples assim.<\/p>\n<p>N\u00e3o estou defendendo um ponto de vista puramente mercen\u00e1rio do tipo &#8220;o cliente que se foda&#8221;, estou apenas dizendo que a partir do momento onde suas op\u00e7\u00f5es de convencimento esgotam, ou voc\u00ea se vira para resolver da melhor forma poss\u00edvel ou perde o cliente (e todas as indica\u00e7\u00f5es que possam vir dele futuramente). Bobagem ficar dando murro em ponta de faca: Querem te pagar para voc\u00ea fazer algo, que paguem! Ainda mais se voc\u00ea for um bom profissional: Melhor que fa\u00e7am algo arriscado com algu\u00e9m capaz e \u00edntegro do que com um aventureiro qualquer.<\/p>\n<p>Talvez essa divis\u00e3o de opini\u00f5es entre Sally e eu hoje tenha muito a ver com os ramos de trabalho aos quais nos dedicamos: Quando se tem um conjunto de regras muito espec\u00edfico e penalidades severas para quem n\u00e3o as obedece, deve fazer mais sentido mesmo proteger o &#8220;seu&#8221; n\u00e3o dando trela para cliente sem no\u00e7\u00e3o. Agora, na esmagadora maioria das outras profiss\u00f5es a coisa n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o preto no branco assim.<\/p>\n<p>Estamos falando de casos em geral, n\u00e3o eventos pin\u00e7ados de algumas profiss\u00f5es. E onde h\u00e1 mais liberdade para cria\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o, lidar com uma ideia problem\u00e1tica de cliente pode te levar a solu\u00e7\u00f5es muito interessantes, te for\u00e7a a pensar fora da caixa! Quase todo mundo sai da faculdade achando que sua profiss\u00e3o vai ser de um jeito e descobre na pr\u00e1tica que n\u00e3o \u00e9 bem assim&#8230; Essa adapta\u00e7\u00e3o \u00e9 natural e demonstra que o mercado \u00e9 bem maior e mais diversificado do que solu\u00e7\u00f5es prontas encontradas em literatura espec\u00edfica.<\/p>\n<p>S\u00f3 garantindo que ningu\u00e9m se confunda: N\u00e3o estamos falando de atividades ilegais aqui&#8230; N\u00e3o seria uma discuss\u00e3o se cometer um crime durante a execu\u00e7\u00e3o do seu servi\u00e7o fosse condi\u00e7\u00e3o v\u00e1lida para essa coluna. N\u00e3o \u00e9. S\u00e3o clientes pedindo algo que voc\u00ea julga errado, mas que fa\u00e7am parte das atribui\u00e7\u00f5es normais e legais da sua profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Vai querer trabalhar s\u00f3 quando as condi\u00e7\u00f5es forem as ideais? Boa sorte! Normalmente quem pode fazer isso j\u00e1 passou por algumas d\u00e9cadas de tirar leite de pedra para satisfazer clientes malucos, precisa ter moral no seu setor de atua\u00e7\u00e3o para levantar o nariz dessa forma. Aqui em baixo as leis s\u00e3o diferentes&#8230; O cliente pede o que der na telha dele, e se voc\u00ea n\u00e3o quiser fazer, o cliente vai achar quem fa\u00e7a.<\/p>\n<p>E al\u00e9m disso, onde tra\u00e7amos a linha do que \u00e9 um pedido errado do cliente? Padr\u00e3o do mercado? Gosto pessoal? Dificuldade de conseguir o resultado pedido? Por mais que doa no ego, nem sempre somos refer\u00eancia inquestion\u00e1vel de excel\u00eancia no nosso mercado. H\u00e1 mais entre a teoria e a pr\u00e1tica que julga nossa v\u00e3 experi\u00eancia&#8230; A n\u00e3o ser que seja algo puramente matem\u00e1tico, sempre h\u00e1 um fator de imprevisibilidade no sucesso ou n\u00e3o de um trabalho. O seu cliente pode ter tido uma ideia est\u00fapida numa conjuntura de mercado que acaba sendo perfeita por causa de um fator externo imprevis\u00edvel&#8230; Talvez tenha sido sorte, talvez o seu cliente tenha visto algo antes de todo mundo. Acontece!<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode cair na armadilha de acreditar que \u00e9 a reserva de bom senso de toda uma profiss\u00e3o. Voc\u00ea acaba estagnado como profissional. Sem contar que \u00e9 divertido ter um desafio de vez em quando! Transformar &#8220;sucata em ouro&#8221; \u00e9 uma experi\u00eancia pra l\u00e1 de gratificante. Se voc\u00ea ficar esperando tudo vir de bandeja, \u00e9 melhor esperar sentado.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o sabe como dar um jeito no pedido problem\u00e1tico do cliente, aprenda como. Pesquise, teste, converse com outros profissionais&#8230; O risco de entregar um trabalho ruim \u00e9 pequeno perto do status que resolver o problema pode te conquistar. Tem muita gente maluca nesse mundo, mas a maioria n\u00e3o faz besteira s\u00f3 por masoquismo, quase sempre h\u00e1 uma inten\u00e7\u00e3o genu\u00edna de fazer o melhor poss\u00edvel mal direcionada.<\/p>\n<p>O cliente te paga para fazer o melhor que voc\u00ea pode fazer, fa\u00e7a. Fa\u00e7a chuva ou fa\u00e7a sol&#8230; fa\u00e7a! Claro, sempre lembrando de aconselh\u00e1-lo da melhor forma poss\u00edvel no processo. Se voc\u00ea n\u00e3o pular fora, ainda vai ter uma boa chance de conseguir convenc\u00ea-lo a fazer algo melhor DURANTE o processo. Muitas ideias parecem \u00f3timas na imagina\u00e7\u00e3o, mas assim que come\u00e7am a tomar forma, mostram sua verdadeira cara feia. Tamb\u00e9m acontece bastante da pessoa cair em si enquanto o trabalho se desenrola: Voc\u00ea a\u00ed pode conseguir de novo o melhor dos dois mundos, fazendo o que acha correto e mantendo o cliente.<\/p>\n<p>Muito limitante reduzir todas as possibilidades de prestar um bom servi\u00e7o de acordo apenas com o seu gosto pessoal. Um bom profissional faz o melhor que pode, mas sendo profissional: Nem mesmo a maioria dos artistas podem se dar ao luxo de s\u00f3 fazer o que querem. Quando voc\u00ea se coloca no mercado, faz uma promessa impl\u00edcita de que vai usar todo seu conhecimento e habilidade para entregar resultados. Se o resultado que o seu cliente quer n\u00e3o est\u00e1 de acordo com seu gosto, isso n\u00e3o quer dizer que voc\u00ea est\u00e1 se queimando ou agindo de forma mercen\u00e1ria&#8230; Pessoas diferentes enxergam qualidade de formas diferentes. Voc\u00ea pode achar que est\u00e1 uma porcaria, mas o cliente achou a coisa mais bacana do mundo! E vai falar maravilhas do seu trabalho para outras pessoas&#8230;<\/p>\n<p>E mesmo que d\u00ea errado e seus avisos se concretizem, se voc\u00ea imprimiu toda a qualidade que podia ali, o impacto na sua imagem ainda sim vai ser pequeno. Quem se fode nesses casos \u00e9 profissional RUIM, que concretiza uma ideia errada de forma pregui\u00e7osa. E&#8230; porra, dinheiro n\u00e3o d\u00e1 em \u00e1rvore. Chutar cliente custa caro no final do m\u00eas.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea quer comer o fil\u00e9, tem que roer o osso. Se vira, mas resolve&#8230; Est\u00e3o te pagando!<\/p>\n<h3>Para me chamar de mercen\u00e1rio, para dizer que n\u00e3o gostou da minha argumenta\u00e7\u00e3o porque ela d\u00e1 mais trabalho, ou mesmo para dizer que a pior parte de qualquer servi\u00e7o \u00e9 o cliente: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/h3>\n<h1>SALLY<\/h1>\n<p>O que voc\u00ea escolheria: fazer aquilo que profissionalmente \u00e9 melhor para o seu cliente ou fazer exatamente aquilo que seu cliente pede, mesmo sabendo que n\u00e3o \u00e9 a melhor das op\u00e7\u00f5es? Eu s\u00f3 fa\u00e7o o que eu acho que \u00e9 melhor para a pessoa, se n\u00e3o gostar que procure outro profissional.<\/p>\n<p>Clientes que precisam contratar um profissional para prestar algum servi\u00e7o o fazem justamente porque n\u00e3o tem o conhecimento, a aptid\u00e3o e as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para faz\u00ea-lo sozinhos, certo? Se fossem aptos o fariam em vez de contratar algu\u00e9m. Logo, me recuso a aceitar interfer\u00eancias em uma escolha sobre um assunto que eu conhe\u00e7o em profundidade e o cliente conhece nada ou quase nada. Por acaso algu\u00e9m aqui vai ao m\u00e9dico e quando ele lhe diz que tem que operar o cora\u00e7\u00e3o rebate dizendo &#8220;N\u00e3o, n\u00e3o, Doutor, quero que opere meu c\u00e9rebro!&#8221;. N\u00e3o, n\u00e9? Pois \u00e9. E o que voc\u00eas pensariam de um m\u00e9dico que cedesse a essa press\u00e3o?<\/p>\n<p>Em maior ou menor escala, dependendo da arte, of\u00edcio ou profiss\u00e3o, fazer apenas o que o cliente quer acaba por prejudicar o pr\u00f3prio cliente. E ao prejudicar o cliente, o profissional que o atendeu se prejudica tamb\u00e9m. Ningu\u00e9m que ser o m\u00e9dico que mata um monte de pacientes, o advogado cujos clientes acabam quase todos presos ou o publicit\u00e1rio que faz uma propaganda de um beb\u00ea peidando sentada nos legumes em um supermercado. Ao menos n\u00e3o deveria querer ser. O fracasso da sua presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o reflete na sua vida profissional. Prefiro perder cliente e direcionar minha atua\u00e7\u00e3o para um caminho que eu ache digno e produtivo. Sim, por mais que n\u00e3o pare\u00e7a, eu tenho um nome a zelar. \u00c9 pouca merda, mas \u00e9 tudo que eu tenho.<\/p>\n<p>Fazer o que o cliente quer sabendo que isso ser\u00e1 prejudicial ao objetivo final \u00e9 tomar dinheiro da pessoa. Por uma infinidade de motivos o ser humano acha que sabe tudo e opina onde n\u00e3o tem conhecimento de causa. Cabe a quem tem, cabe a quem sabe melhor, impor sua opini\u00e3o, para n\u00e3o ser arrastado para a lama junto com o cliente. Porque quando tudo der errado, o que sobrar\u00e1 \u00e9 a sua imagem profissional coberta de merda. O argumento &#8220;Fiz assim porque me pediram&#8221; n\u00e3o exime de responsabilidade, se voc\u00ea sabia que n\u00e3o era a forma correta de se trabalhar, tinha o dever de se recusar, ainda que implicasse em recusar junto o dinheiro que iriam te pagar. Isso se chama \u00e9tica.<\/p>\n<p>Quem trabalha prestando servi\u00e7os sabe que dia sim, dia tamb\u00e9m, aparece um &#8220;cerumano&#8221; pedindo algo in\u00fatil\/vergonhoso\/criminoso. O fato de algu\u00e9m pedir n\u00e3o quer dizer que voc\u00ea tenha que fazer. Sua assinatura naquele trabalho estar\u00e1 ali, para o resto da vida, te queimando para cada pessoa que tiver acesso a ele. Algum dinheiro no mundo vale isso? Levam-se d\u00e9cadas para fazer um nome, mas poucos dias para jog\u00e1-lo na lama. Pedidos absurdos sempre existir\u00e3o, at\u00e9 porque o ser humano est\u00e1 cada dia mais absurdo. Cabe ao profissional ter o discernimento de colocar limites e n\u00e3o ceder \u00e0 press\u00e3o de um imbecil\u00f3ide mimado que quer porque quer algo que ele desconhece como funciona.<\/p>\n<p>Qual \u00e9 sua ideia de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os? Encher o rabo de dinheiro? Ent\u00e3o saia fazendo o que te pedem, foda-se o seu nome, foda-se um eventual resultado catastr\u00f3fico, foda-se a repercuss\u00e3o. Mas se voc\u00ea tem algum apre\u00e7o pela sua profiss\u00e3o, se quer construir um nome e ter credibilidade, atue dentro daquilo que considera correto e que considera a melhor escolha, pois quando tudo d\u00e1 errado o cliente dificilmente vai lembrar que ele te pediu assim e ainda vai te cobrar que n\u00e3o tenha sido feito de outra forma. Sim, as pessoas s\u00e3o loucas e se &#8220;desdizem&#8221; com uma facilidade enorme quando isso implica em se eximirem de responsabilidades.<\/p>\n<p>Ceder a caprichos de gente que n\u00e3o sabe o que diz \u00e9 jogar seu tempo fora. Se matar dia e noite para prestar um servi\u00e7o que no final vai ser ineficiente em diferentes graus. Voc\u00ea topa isso? Trabalhar para nada, para n\u00e3o alcan\u00e7ar nenhum outro objetivo que n\u00e3o um pagamento? Eu n\u00e3o topo. Se vai dar merda ou se vai ser ineficiente (ainda que parcialmente), eu n\u00e3o vou fazer. N\u00e3o sou palha\u00e7a para entrar em um projeto que eu sei estar fadado ao fracasso apenas em troca de dinheiro e deixar meu nome estampado nele, se fosse, j\u00e1 teria escrito um livro de autoajuda e estaria rica. Tamb\u00e9m n\u00e3o admito que algu\u00e9m que n\u00e3o estudou, que n\u00e3o tem qualifica\u00e7\u00e3o, me oriente sobre como fazer o meu trabalho. Eu trabalho da forma que EU acho melhor, quem quiser me contratar que contrate.<\/p>\n<p>N\u00e3o aceitar ordens ou interfer\u00eancia na parte t\u00e9cnica do seu trabalho vinda de leigos \u00e9 o m\u00ednimo que se espera de um profissional que se respeita e respeita seu cliente. Com isso se deixa de ganhar muito dinheiro? Certamente, mas tamb\u00e9m se deixa de sujar o pr\u00f3prio nome e te poupa de muitos aborrecimentos. Fazer o que o cliente quer mesmo sabendo que \u00e9 pior para ele e para voc\u00ea \u00e9 prostitui\u00e7\u00e3o profissional, \u00e9 querer dinheiro a qualquer pre\u00e7o e, acima de tudo, \u00e9 n\u00e3o se importar com o seu nome no mercado de trabalho. Mais: isso n\u00e3o te exime da responsabilidade jur\u00eddica se algo der errado, ent\u00e3o, voc\u00ea tamb\u00e9m pode arcar com o risco de ter que indenizar um cliente ou at\u00e9 mesmo de ser impedido de exercer sua profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>O mundo seria melhor se todos os profissionais fizessem aquilo que sabem ser melhor para seus clientes: Michael Jackson teria morrido com um nariz no rosto, por exemplo. Mas n\u00e3o, se o cliente pedir, a pessoa vai l\u00e1 e faz, foda-se que o cliente n\u00e3o tem nenhum discernimento e vai acabar ficando com nariz de caveira. Respeitar a decis\u00e3o do seu cliente naquilo que lhe diz respeito \u00e0 vida pessoal ou a escolhas pessoais \u00e9 uma coisa, deixar que ele te diga como fazer o seu trabalho \u00e9 outra. Inaceit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Se o trabalho \u00e9 seu, a escolha sobre a condu\u00e7\u00e3o desse trabalho tamb\u00e9m tem que ser sua, caso contr\u00e1rio voc\u00ea estar\u00e1 apenas fingindo que est\u00e1 trabalhando, quando na verdade est\u00e1 tomando dinheiro de uma pessoa que n\u00e3o receber\u00e1 em troca o que ela procura: um bom resultado.<\/p>\n<h3>Para perguntar em qual planeta eu vivo, para dizer que prefere errar por culpa dos outros do que por sua pr\u00f3pria culpa ou ainda para refletir silenciosamente: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com cada vez mais gente migrando para o setor de servi\u00e7os, o dilema desta coluna tamb\u00e9m vai se tornando mais e mais relevante. Quando um cliente faz quest\u00e3o de um servi\u00e7o que o prestador acha uma m\u00e1 ideia, o que fazer? Sally e Somir discordam, e os impopulares podem se servir nessa discuss\u00e3o. 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