{"id":5549,"date":"2013-10-31T06:00:58","date_gmt":"2013-10-31T08:00:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=5549"},"modified":"2013-10-31T05:21:24","modified_gmt":"2013-10-31T07:21:24","slug":"desfavor-explica-objetos-no-anus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2013\/10\/desfavor-explica-objetos-no-anus\/","title":{"rendered":"Desfavor Explica: Objetos no \u00c2nus."},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5550\" alt=\"dex-objetosnoanus\" src=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/dex-objetosnoanus.jpg\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/dex-objetosnoanus.jpg 600w, https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/dex-objetosnoanus-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Durante muito tempo relutei em escrever este texto, apesar dos diversos pedidos, alguns deles s\u00e9rios, outros por pura curiosidade m\u00f3rbida. Soa como apela\u00e7\u00e3o, algo que estamparia a capa daqueles jornalecos sangrentos cheios de g\u00edrias nas manchetes. Mas depois de fazer uma bela pesquisa e conversar com m\u00e9dicos, percebi que h\u00e1 espa\u00e7o para uma abordagem mais&#8230; t\u00e9cnica. Ent\u00e3o, l\u00e1 vamos n\u00f3s. Voc\u00ea pediu, voc\u00ea queria saber at\u00e9 que ponto chega um ser humano, voc\u00ea est\u00e1 precisando rir um pouco. Desfavor Explica: enfiando objetos no \u00e2nus. Obs: T\u00e1 grosseiro, se n\u00e3o gosta do estilo, recomendo que pare de ler agora.<!--more--><\/p>\n<p>N\u00e3o, isso n\u00e3o \u00e9 um tutorial. Se voc\u00ea quer enfiar algo no seu roscof\u00f3 fa\u00e7a valer o dinheiro p\u00fablico que o governo gastou em cartilhas elaboradas pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade orientando as pessoas a enfiar uma banana verde no brioco. Sim, isso mesmo, foi gasto dinheiro p\u00fablico para ensinar ao brasileiro m\u00e9dio o que ele pode enfiar no seu respectivo cu sem riscos. A banana verde, se por um acaso escorregar das m\u00e3os e se enveredar cu adentro, acaba amolecendo e pode ser cagada pelo cu de portal que conseguiu a proeza de perder uma banana no seu fiof\u00f3. Se voc\u00ea n\u00e3o quer enfiar nada no seu rabo mas quer rir de quem j\u00e1 o fez e avaliar at\u00e9 que ponto chega o ser humano, senta que l\u00e1 vem a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Vamos dar um pequeno passeio t\u00e9cnico pelo cu para entender a magnitude do evento (<a href=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2011\/12\/desfavor-explica-cu\/\">para um grande passeio t\u00e9cnico pelo cu<\/a>). O que separa seu interior do exterior \u00e9 um m\u00fasculo de fibras circulares (papo t\u00e9cnico: esf\u00edncter) que tem o poder de se contrair (papo n\u00e3o t\u00e9cnico: trancar o cu) ou relaxar. \u00c9 ele que impede que a merda simplesmente saia cu afora quando o intestino termina seu trabalho sujo. E \u00e9 justamente ele o causador de tantos acidentes constrangedores envolvendo objetos estranhos: se o objeto escorrega e \u201csobe\u201d al\u00e9m do esf\u00edncter ele se distancia da \u00fanica parte do cu que atende ao comando e realiza movimentos volunt\u00e1rios. Quando o objeto passa, o esf\u00edncter se retrai novamente, pois n\u00e3o h\u00e1 mais nada \u201calargando-o\u201d. Isso dificulta a retirada do objeto, criando um gargalo e ele pode acabar parando at\u00e9 mesmo no intestino, de onde fica muito dif\u00edcil sair, seja pela anatomia curva, seja pela rigidez do objeto. Tente fazer um peda\u00e7o de madeira executar uma curva.<\/p>\n<p>Vamos explorar em profundidade a quest\u00e3o (turun tss!). A coisa come\u00e7a naquele buraquinho que existe entre as suas bandas, o cu propriamente dito. Dali para cima est\u00e1 o canal anal, uma esp\u00e9cie de corredor imundo que liga o orif\u00edcio anal at\u00e9 o reto. Passando pelo canal anal e subindo um pouco mais est\u00e1 o reto, que j\u00e1 \u00e9 tecnicamente parte do intestino. Reto acima s\u00e3o metros e mais metros de intestino. Essas s\u00e3o as diversas dimens\u00f5es da trag\u00e9dia que \u00e9 perder um objeto cu adentro. Ele pode parar no canal anal, onde normalmente acaba sendo retirado pelo pr\u00f3prio propriet\u00e1rio do cu dada a proximidade com o mundo exterior, ou pode subir al\u00e9m, muito al\u00e9m, chegando ao intestino, onde na maior parte das vezes se torna um caso cir\u00fargico. Perdeu um bem m\u00f3vel no seu brioco? Enfia o dedo e me diz se voc\u00ea ainda consegue senti-lo. Se sim, \u00e9 prov\u00e1vel que ele esteja no reto e possa ser retirado manualmente. Se n\u00e3o as chances dele ter \u201csubido\u201d ao intestino s\u00e3o grandes, voc\u00ea vai passar uma tremenda vergonha no pronto-socorro.<\/p>\n<p>Pense no esf\u00edncter como a boca de um bal\u00e3o de anivers\u00e1rio: voc\u00ea pode alargar a boca do bal\u00e3o de fora para dentro e come\u00e7ar a enfiar coisas l\u00e1 dentro: apitos, biscoitos, chaves e tudo mais que quiser. Agora tenta tirar esses objetos de dentro do bal\u00e3o pela mesma boca em que eles entraram. Sai? N\u00e3o sai. Porque a boca se alargou no momento em que eles passaram, mas depois que eles passaram, ela se contraiu novamente. Uma coisa \u00e9 enfiar um objeto usando a habilidade e for\u00e7a das m\u00e3os, outra bem mais dif\u00edcil \u00e9 retir\u00e1-las sem qualquer margem de manobra com um \u201cgargalo\u201d pensado para reter coisas do lado de dentro. Entra f\u00e1cil e sai dif\u00edcil. Tenha isso em mente.<\/p>\n<p>Agora vamos dar uma breve pincelada de f\u00edsica. Porque cagamos? Porque a m\u00e3e natureza \u00e9 s\u00e1dica e fez essa piada de mau gosto nos sujeitando a esse momento humilhante. Mas, tecnicamente, porque cagamos? Porque a press\u00e3o interna \u00e9 maior do que a press\u00e3o externa, fazendo com que as fezes pe\u00e7am passagem. Cientes de que h\u00e1 uma diferen\u00e7a de press\u00e3o entre o mundo externo e o interno, todo cuidado \u00e9 pouco, pois pode se criar um efeito de \u201cv\u00e1cuo\u201d que suga o objeto cu acima, deixando-o fora do alcance das m\u00e3os. Da\u00ed ele s\u00f3 vai sair se a pessoa conseguir cag\u00e1-lo e nem sempre se tem a \u201cfor\u00e7a anal\u201d suficiente para isso. Voc\u00ea pode estar pensando que se entrou, sai. N\u00e3o \u00e9 bem assim que a banda toca, como eu j\u00e1 disse, as m\u00e3os da pessoa tem mais for\u00e7a e manobra de movimentos do que um cu, muitas vezes o que entrou usando uma certa for\u00e7a e tor\u00e7\u00e3o n\u00e3o consegue sair naturalmente.<\/p>\n<p>Objetos flex\u00edveis tentem a ser mais facilmente removidos, pois acompanham a curvatura do corpo e acabam achando o caminho da luz. Por isso a sensacional cartilha falando da banana verde: quando entra \u00e9 dura o bastante para cumprir sua tarefa e uma vez l\u00e1 dentro amadurece e fica mole o bastante para sair. Entretanto, objetos flex\u00edveis podem ser trai\u00e7oeiros, como no emblem\u00e1tico caso de um paciente que enfiou uma Barbie profundamente no cu, a ponto da boneca ser completamente \u201csugada\u201d. Ao n\u00e3o conseguir pescar os pezinhos da Barbie, o elemento correu para um pronto-socorro. O processo de retirada estava fluindo bem, at\u00e9 que, no meio do caminho, a Barbie abriu os bra\u00e7os, obstando sua sa\u00edda. O caso acabou no centro cir\u00fargico. N\u00e3o \u00e9 legal enfiar no fiof\u00f3 algo que possa abrir os bra\u00e7os, fica a dica.<\/p>\n<p>Tem tamb\u00e9m a problem\u00e1tica das garrafas. Mesmo depois de um zilh\u00e3o de acidentes, as pessoas ainda n\u00e3o entenderam que enfiar garrafa vazia no cu \u00e9 flertar com o desastre. Al\u00e9m da diferen\u00e7a de press\u00e3o que pode fazer com que a garrafa tranque l\u00e1 dentro e n\u00e3o saia, existe o perigo da rigidez do objeto e do material: garrafas de vidro podem quebrar e causar uma grave hemorragia interna. Para quem for curioso ao extremo, existe um v\u00eddeo bem ilustrativo sobre um homem que enfiou uma garrafa de cerveja cu adentro e perdeu o controle de sua localiza\u00e7\u00e3o. A cereja no sundae \u00e9 que o cidad\u00e3o era do munic\u00edpio de Curralinho. Objetos que quebram, objetos de vidro, objetos que n\u00e3o fazem curva n\u00e3o devem ser enfiados no cu. Mesmo garrafas cheias podem provocar acidentes terr\u00edveis.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem tente se precaver usando objetos curtos, que n\u00e3o possam ir muito longe. Mas eles tamb\u00e9m podem ser um problema. Este foi um dos casos que tive oportunidade de vez uma radiografia, onde uma mente brilhante enfiou n\u00e3o uma, mas tr\u00eas bolas se sinuca cu acima. Sim, elas estavam ao alcance dos dedos, mas cad\u00ea que algu\u00e9m conseguia segur\u00e1-las e pux\u00e1-las para fora? O mesmo drama anat\u00f4mico ocorreu com um cidad\u00e3o que enfiou uma batata no seu furico. N\u00e3o \u00e9 s\u00e1bio enfiar objetos que n\u00e3o possam ser \u201cpin\u00e7ados\u201d pelos dedos em caso de suc\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, al\u00e9m da textura, a forma tamb\u00e9m deve ser considerada no momento de depositar pertences no seu cofrinho.<\/p>\n<p>Vamos \u00e0 pergunta que n\u00e3o quer calar: o que o brasileiro anda enfiando no cu?<\/p>\n<p>Uma pesquisa humilhante feita por esta que vos escreve junto a diversas unidades de pronto-socorro constatou que o objeto que os brasileiros mais enfiam no \u00e2nus atualmente \u00e9 o desodorante, seguido de perto por legumes. Ao menos \u00e9 ele a maior causa de procura por atendimento m\u00e9dico em decorr\u00eancia de corpos estranhos no roscof\u00f3. T\u00e1 explicado porque tem tanta gente fedendo, o povo usa o desodorante para enfiar no cu em vez de passar no sovaco. Mas, se voc\u00ea achou estranha a din\u00e2mica entre o desodorante e a cavidade anal, saiba que existe coisa pior, muito pior. O ser humano \u00e9 fascinante.<\/p>\n<p>Eu conhe\u00e7o voc\u00eas&#8230; chegou aquele ponto do texto onde o leitor j\u00e1 est\u00e1 perplexo o bastante para ter repetido mentalmente \u201cN\u00e3o&#8230; n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel\u201d. Sim, \u00e9 poss\u00edvel e est\u00e1 documentado. A quem interessar possa, existe um livro sobre o assunto chamado \u201cStuck Up!\u201d sobre o assunto, que vem com cem imagens bizarras de radiografias ilustrando o que as pessoas s\u00e3o capazes de enfiar em seus pr\u00f3prios cus. Tem de tudo, desde uma vibe mais retr\u00f4 (fita cassete, por exemplo) at\u00e9 a modernidade (ipod e outros). Tem tamb\u00e9m um grupo mais infantil (Barbie e Buzz Lightyear no rabo) e at\u00e9 mesmo os mais intelectuais (um simp\u00e1tico \u00f3culos, ser\u00e1 que o olho do cu era m\u00edope?).<\/p>\n<p>Aparentemente o h\u00e1bito \u00e9 mundial. Um hospital na R\u00fassia chegou a montar um \u201cmuseu\u201d com os objetos mais estranhos retirados do cu alheio. Temos as seguintes barbaridades: telefone celular, ta\u00e7a de cristal (com a base virada para cima!), lata de spray, copo, garrafa, cano de pvc, c\u00e1psula de uma bomba, carrinho de brinquedo, escova de dentes, arma de fogo (nem sei se conta, j\u00e1 que foi na tentativa de leva-la para o lado de dentro de um pres\u00eddio e n\u00e3o por lazer), batata, l\u00e2mpada (com a parte de vidro virada para baixo), e concreto. Isso mesmo, um ser humano chegou ao hospital com o cu concretado. Sua explica\u00e7\u00e3o era de que estava tentando tirar um molde da pr\u00f3pria bunda e o concreto escorreu para dentro e petrificou. Um minuto de sil\u00eancio pela morte da sua esperan\u00e7a na humanidade.<\/p>\n<p>Vamos supor que voc\u00ea que est\u00e1 lendo isto agora enfiou um objeto no cu. Tenho a certeza de que voc\u00ea est\u00e1 realmente desesperado, pois aturou tr\u00eas p\u00e1ginas de bl\u00e1 bl\u00e1 bl\u00e1 na esperan\u00e7a de que eu te ajude a solucionar o problema. Valeu a pena, eu vou te ajudar. Juro que procurei e n\u00e3o encontrei nenhum manual de primeiros socorros na internet para orientar as pobres almas que sofrem com este incidente. Tia Sally \u00e9 vers\u00e1til, do conselho jur\u00eddico at\u00e9 o \u201cdesentalamento\u201d anal. Tem coisas que s\u00f3 o Desfavor faz por voc\u00ea!<\/p>\n<p>Se voc\u00ea enfiou um objeto de vidro ou algo que possa quebrar, cortar ou perfurar, voc\u00ea deve ir imediatamente ao pronto-socorro, pois sua vida est\u00e1 em risco. Eu imagino que a humilha\u00e7\u00e3o seja enorme, mas pode ter certeza, os m\u00e9dicos est\u00e3o acostumados. Perguntado sobre estat\u00edsticas, um m\u00e9dico plantonista de um grande hospital carioca respondeu \u201cDif\u00edcil dizer, mas toda noite chega pela menos um\u201d. Ou seja, voc\u00ea vai ser a piada por uma noite, na noite seguinte todo mundo vai esquecer. V\u00e1 e diga com todas as letras que tem algo preso no seu rabo, eles v\u00e3o saber mais cedo ou mais tarde. Se servir de consolo, pesquisei as desculpas mais comuns e s\u00e3o elas: 1) A pessoa estava sem roupa por causa do calor, trope\u00e7ou e caiu bem de cu no objeto, que acabou entrando, 2) A pessoa estava muito b\u00eabada e n\u00e3o se lembra de absolutamente nada sobre como aquilo foi parar ali e 3) Fez s\u00f3 para experimentar. Escolha a sua e procure atendimento m\u00e9dico urgente.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea teve um lapso de sabedoria e enfiou no seu roscof\u00f3 algo flex\u00edvel e em um tamanho humanamente toler\u00e1vel, pode ser que saia. Como saber? Pense no seu tolete. \u00c9 compat\u00edvel com o tamanho e a consist\u00eancia de um tolete? Ent\u00e3o provavelmente vai sair. For\u00e7a nesse cu! Algo que pode facilitar o processo \u00e9 ficar em uma posi\u00e7\u00e3o onde o \u201ccu abra\u201d, como por exemplo de c\u00f3coras ou sentado na privada e dar algumas tossidas for\u00e7adas, quando tossimos eventualmente pode haver um relaxamento do esf\u00edncter. Seu prazo para procurar ajuda: seis horas. Se depois de seis horas o objeto flex\u00edvel e mole n\u00e3o saiu, releia o par\u00e1grafo anterior, escolha sua desculpa, e v\u00e1 ao pronto-socorro. O risco n\u00e3o \u00e9 apenas de perfura\u00e7\u00e3o, infec\u00e7\u00f5es, obstru\u00e7\u00f5es, necroses e outros problemas graves podem acontecer. E j\u00e1 adianto: se n\u00e3o est\u00e1 saindo, tomar purgante n\u00e3o adianta.<\/p>\n<p>Ir a um pronto-socorro n\u00e3o quer dizer necessariamente sin\u00f4nimo de cirurgia. Exceto casos extremos, a primeira tentativa costuma ser a retirada manual. Atrav\u00e9s de seda\u00e7\u00e3o, \u00e9 induzia uma dilata\u00e7\u00e3o anal, algo bastante eficiente que muitas vezes permite que o m\u00e9dico enfie boa parte do seu bra\u00e7o cu adentro. N\u00e3o raro os pacientes pedem de volta ao m\u00e9dico o objeto que foi retirado do cu, de onde se depreende que existe a clara inten\u00e7\u00e3o de reincid\u00eancia. Se n\u00e3o houver o risco de cortes ou perfura\u00e7\u00e3o, grandes chances de que possa ser removido \u201cmanualmente\u201d. Se for constatado risco para o paciente, ser\u00e1 feita uma pequena cirurgia. O mais complicado n\u00e3o \u00e9 a cirurgia em si e sim o risco de infec\u00e7\u00e3o, pois ser\u00e1 feito um corte em um lugar repleto de fezes. O p\u00f3s-operat\u00f3rio de qualquer cirurgia de intestino \u00e9 necessariamente de repouso regado a muito antibi\u00f3tico.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea, adolescente, enfiou um abajur cu adentro e est\u00e1 com medo dos seus pais descobrirem, tenha medo mesmo! Onde j\u00e1 se viu dar esse desgosto para os pais! E n\u00e3o me refiro a eventuais orienta\u00e7\u00f5es sexuais, o desgosto \u00e9 ter um filho burro que enfia no cu um tro\u00e7o que n\u00e3o sai e ainda tem a incompet\u00eancia de perde-lo l\u00e1 dentro! Em todo caso, se est\u00e1 preocupado com seus pais, voc\u00ea pode estar se perguntando sobre a quest\u00e3o legal do sigilo entre paciente \u00e9 m\u00e9dico. Bem, se voc\u00ea for maior de idade, pode exigir que o m\u00e9dico n\u00e3o conte nada a seus pais ou a ningu\u00e9m na sua cidade, mas j\u00e1 te adianto que voc\u00ea vai virar motivo de piada no hospital, n\u00e3o tem lei que impe\u00e7a isso. Mas pode pedir uma indeniza\u00e7\u00e3o judicial se o m\u00e9dico espalhar a hist\u00f3ria (e virar motivo de piada nos tribunais). Se voc\u00ea for menor de idade, fica mais complicado exigir sigilo, pois qualquer procedimento que implique em riscos dever\u00e1 ser autorizado pelos seus respons\u00e1veis. Espere ser maior de idade para perder um legume cu adentro, seus pais n\u00e3o merecem esse desgosto.<\/p>\n<p>Estat\u00edsticas finais, para essa gente bronzeada mostrar seu valor: um dos maiores objetos do qual se tem relato de ter passado por um cu de um brasileiro m\u00e9dio foi um rodo. Sim, um rodo. A pessoa enfiou um rodo no cu ficando de p\u00e9 em uma cadeira e sentando dele aos poucos, mas aparentemente em algum momento escorregou e o rodo subiu at\u00e9 as suas costas. Era poss\u00edvel ver a ponta do rodo na altura da clav\u00edcula. O paciente n\u00e3o sobreviveu e Darwin curtiu isso. Um dos casos mais engra\u00e7ados foi um elemento que foi a uma festa a fantasia vestido de vaga-lume e para dar veracidade enfiou o cabo de uma lanterna na entrada do cu, de modo a que ficasse uma luz na parte de fora da fantasia. Infelizmente a lanterna escorregou. Acesa. Este caso ficou t\u00e3o famoso que foi noticiado por programas de n\u00edvel duvidoso, entrou para os anais (turun tss!) da televis\u00e3o. Por fim, um caso que chama a aten\u00e7\u00e3o: cidad\u00e3o se apresenta no hospital com uma vela de sete dias enfiada at\u00e9 o talo e quando questionado diz que aquilo \u00e9 um ritual secreto da sua religi\u00e3o, que todo mundo faz mas ningu\u00e9m divulga. Quem \u00e9 ateu levanta a m\u00e3o!<\/p>\n<p>Voc\u00eas querem v\u00eddeos, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Voc\u00eas s\u00e3o escrotos, eu conhe\u00e7o voc\u00eas. Procurem o caso de um homem hospitalizado em Londrina com um peixe Piramb\u00f3ia em seu interior. Se voc\u00ea n\u00e3o sabe o que \u00e9 um peixe Piramb\u00f3ia, eu explico: uma enguia, s\u00f3 que maior e mais feia. A cirurgia foi feita em um hospital universit\u00e1rio e v\u00e1rias pessoas filmaram. Acabou vazando. Detalhe que o peixe foi tirado vivo de dentro do sujeito e depois sacrificado. J\u00e1 j\u00e1 vem ativista pelos direitos dos peixes Piramb\u00f3ias sa\u00eddos do \u00e2nus alheio. \u00c9 isso, acabou meu limite de p\u00e1ginas&#8230;<\/p>\n<p>S\u00f3 para terminar, fa\u00e7o um apelo: Diante desta triste realidade de cus maltratados, depois do Chaminha e do Sr. Test\u00edculo, n\u00e3o posso deixar de fazer meu apelo para que seja criado mais um mascote educativo. Pode ser Sr. Furico ou Mister Pregas, tanto faz, o importante \u00e9 conscientizar a popula\u00e7\u00e3o a n\u00e3o sair enfiando objetos estranhos no rabo. Vou falar uma coisa, se calhar do Somir estar em um bom dia e com tempo livre, periga dele fazer um prot\u00f3tipo desse mascote para a gente.<\/p>\n<h3>Para dizer que isso foi a versatilidade levada \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias, para reclamar que se acabou de tossir e a caxirola que voc\u00ea enfiou no rabo n\u00e3o saiu ou ainda para adivinhar QUAL estado brasileiro \u00e9 campe\u00e3o de objetos bizarros enfiados no cu e parabeniza-lo: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante muito tempo relutei em escrever este texto, apesar dos diversos pedidos, alguns deles s\u00e9rios, outros por pura curiosidade m\u00f3rbida. Soa como apela\u00e7\u00e3o, algo que estamparia a capa daqueles jornalecos sangrentos cheios de g\u00edrias nas manchetes. 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