{"id":588,"date":"2010-07-21T16:22:00","date_gmt":"2010-07-21T19:22:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=588"},"modified":"2010-07-21T16:22:00","modified_gmt":"2010-07-21T19:22:00","slug":"desfavor-explica-no-fundo-do-poco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2010\/07\/desfavor-explica-no-fundo-do-poco\/","title":{"rendered":"Desfavor Explica: No fundo do po\u00e7o."},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" alt=\"Belos Pelicanos\" class=\"titleimg\" src=\"http:\/\/i363.photobucket.com\/albums\/oo74\/desfavor\/img\/dex_bp01.jpg\" \/>N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 um texto sobre depress\u00e3o. Ainda lidando com um dos piores vazamentos de petr\u00f3leo da hist\u00f3ria, o grupo brit\u00e2nico BP (Beatles Petroleum) anunciou nos \u00faltimos dias que est\u00e1 vendendo tudo o que n\u00e3o estiver (bem) aparafusado no ch\u00e3o para pagar pela limpeza das \u00e1reas atingidas pelos bilh\u00f5es de litros de \u00f3leo que um po\u00e7o defeituoso derramou na costa norte-americana ap\u00f3s explodir.<\/p>\n<p>Hoje o desfavor explica vai falar sobre o processo de extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo em grandes profundidades, al\u00e9m, claro, da divertida parte onde as coisas explodem e tingem pelicanos de preto pelos meses seguintes.<\/p>\n<p>O assunto pode at\u00e9 n\u00e3o te interessar se voc\u00ea for uma pessoa de bem que n\u00e3o d\u00e1 a m\u00ednima para a natureza, mas h\u00e1 de se convir que a ci\u00eancia envolvida no processo seja interessante por si s\u00f3. Al\u00e9m disso, nos pr\u00f3ximos anos teremos v\u00e1rios desses po\u00e7os amea\u00e7ando tornar boa parte das praias do sudeste brasileiro em nojeiras AINDA maiores. O que \u00e9 um feito, definitivamente&#8230;<\/p>\n<h2>PRETO J\u00d3IA<\/h2>\n<p>A humanidade tem contato com o petr\u00f3leo h\u00e1 milhares de anos, os primeiros registros da utiliza\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia vem do Oriente M\u00e9dio, mil\u00eanios antes do nascimento do Zumbi Judeu. Naqueles tempos, utilizava-se apenas o que brotava naturalmente do solo. (E com alguns usos estranhos como&#8230; laxante!?)<\/p>\n<p>O que significava uma quantidade irris\u00f3ria se comparada com a extra\u00e7\u00e3o moderna. O petr\u00f3leo se forma naturalmente por um agrad\u00e1vel processo de decomposi\u00e7\u00e3o org\u00e2nica cozinhada lentamente pelo calor proveniente das camadas inferiores da crosta terrestre. E quando eu digo lentamente, bota lentamente nisso: Centenas de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Mesmo que o petr\u00f3leo possa ser encontrado em reservat\u00f3rios rasos ou mesmo jorrar do ch\u00e3o depois de uma picaretada num desenho animado, ele s\u00f3 se forma mesmo em grandes profundidades. O que acontece \u00e9 que por pura chance alguns desses dep\u00f3sitos s\u00e3o empurrados para perto da superf\u00edcie por movimentos da crosta terrestre.<\/p>\n<p>Mas uma sociedade com motores para alimentar e sacolas pl\u00e1sticas para produzir n\u00e3o poderia ficar esperando uma oportunidade dessas. T\u00ednhamos que ir buscar o petr\u00f3leo onde quer que ele estivesse, vulgo \u201cfundo pra caralho\u201d. Para ajudar, o petr\u00f3leo n\u00e3o fica em reservat\u00f3rios como um bols\u00e3o de l\u00edquido entre as pedras, o petr\u00f3leo fica DENTRO das pedras mais porosas. Numa compara\u00e7\u00e3o simples, \u00e9 como derramar \u00e1gua numa esponja e tentar beb\u00ea-la usando um canudinho&#8230;<\/p>\n<p>Onde h\u00e1 lucro, h\u00e1 resultados. N\u00e3o precisou de muito tempo para desenvolvermos os mais diversos m\u00e9todos de perfura\u00e7\u00e3o e extra\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo encontrado em terra firme. Por mais que ainda tenhamos grandes estoques nessas reservas, elas tem a p\u00e9ssima mania de ficarem justamente em regi\u00f5es governadas por malucos de pedra. A tal da maldi\u00e7\u00e3o do ouro negro. (Ou: Pobre com dinheiro.)<\/p>\n<p>Sem contar que o petr\u00f3leo acaba e n\u00e3o temos centenas de milh\u00f5es de anos para esperar pela pr\u00f3xima \u201cfornada\u201d. Estava na hora de achar outra fonte.<\/p>\n<h2>LINDO M\u00c1R<\/h2>\n<p>Com a evolu\u00e7\u00e3o da tecnologia, come\u00e7amos a descobrir reservat\u00f3rios de petr\u00f3leo no fundo do oceano. N\u00e3o que fosse uma surpresa descobrir que l\u00e1 tamb\u00e9m havia a subst\u00e2ncia, mas n\u00e3o dava para sair cavando e torcer para dar sorte&#8230;<\/p>\n<p>A id\u00e9ia ainda \u00e9 a mesma: Cave um po\u00e7o, chegue at\u00e9 o dep\u00f3sito, extraia o petr\u00f3leo. Mas obviamente o fato desse dep\u00f3sito estar debaixo de MUITA \u00e1gua torna tudo incrivelmente mais complicado.<\/p>\n<p>\u00c9 importante lembrar (ou mesmo aprender, se voc\u00ea \u00e9 usu\u00e1rio do Twitter) que quanto mais fundo se desce no oceano, maior a press\u00e3o exercida sobre voc\u00ea ou seus equipamentos. \u00c1gua&#8230; pesa!<\/p>\n<p>Para realizar a extra\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1ria uma plataforma mar\u00edtima. E esses trecos est\u00e3o entre as maiores estruturas m\u00f3veis feitas pelo homem at\u00e9 hoje. Algumas s\u00e3o fixadas no leito oce\u00e2nico, mas as mais legais (aquelas que derramam \u00f3leo) s\u00e3o mesmo as que flutuam. E se voc\u00ea estava se perguntando como diabos uma plataforma flutuante fica no lugar, a resposta \u00e9 um complexo sistema de cabos amarrados no ch\u00e3o. (Ok, nem t\u00e3o complexo assim, mas s\u00e3o uns cabos de responsa!)<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Bem Profundo\" class=\"titleimg\" src=\"http:\/\/i363.photobucket.com\/albums\/oo74\/desfavor\/img\/dex_bp02.jpg\" \/>Com a plataforma no lugar, basta afundar a broca e come\u00e7ar a cavar o po\u00e7o! Mas, novamente, tentar fazer um buraco profundo com incont\u00e1veis toneladas de \u00e1gua criando uma press\u00e3o equivalente \u00e0 de centenas de atmosferas terrestres pode se provar um tanto quanto mais desafiador do que o previsto.<\/p>\n<p>Os tubos que buscam o petr\u00f3leo podem chegar a quil\u00f4metros de extens\u00e3o, \u00e1gua abaixo. E depois de chegar no leito, ainda tem que ultrapassar alguns quil\u00f4metros de pedra, sal e outras subst\u00e2ncias t\u00e3o pr\u00e1ticas quanto para finalmente chegar at\u00e9 o ouro negro. (Ou, afro-descendente, nesses tempos modernos&#8230;)<\/p>\n<p>Um tubo desses tem que ag\u00fcentar temperaturas baix\u00edssimas, correntes mar\u00edtimas e press\u00e3o enorme at\u00e9 chegar ao solo, e depois disso&#8230; temperaturas alt\u00edssimas e press\u00e3o ainda mais enorme para chegar at\u00e9 os reservat\u00f3rios. Quais as chances de algo dar errado, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Boom! Pow!\" class=\"titleimg\" src=\"http:\/\/i363.photobucket.com\/albums\/oo74\/desfavor\/img\/dex_bp03.jpg\" \/><\/p>\n<h2>BROTANDO PETR\u00d3LEO<\/h2>\n<p>A plataforma \u201cHorizonte \u00c1guaFunda\u201d (tradu\u00e7\u00e3o fanfarrona) pertence \u00e0 Transocean, empresa especializada na constru\u00e7\u00e3o desses monstros flutuantes. Como \u00e9 uma das plataformas flutuantes, pode ser levada de po\u00e7o em po\u00e7o de acordo com a necessidade do cliente.<\/p>\n<p>Sim, essas plataformas s\u00e3o \u201calugadas\u201d (na verdade \u00e9 leasing). N\u00e3o \u00e9 lucrativo ter que se especializar em duas \u00e1reas t\u00e3o desgra\u00e7adas como produ\u00e7\u00e3o de plataformas oce\u00e2nicas e explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo. A BP estava no controle, n\u00e3o a Transocean.<\/p>\n<p>Numa explica\u00e7\u00e3o simples: A Transocean est\u00e1 para a Boeing assim como a BP est\u00e1 para a TAM. Uma produz, a outra faz a cagada.<\/p>\n<p>Pois bem, a plataforma estava utilizando um po\u00e7o a 1,5 quil\u00f4metros de profundidade, mais ou menos a 50 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia da costa americana, quando alguns funcion\u00e1rios come\u00e7aram a perceber instabilidade no po\u00e7o. Isso mais ou menos um m\u00eas antes do incidente que causaria o vazamento. Depois de serem avisados por seus supervisores para largarem de ser viadinhos e continuarem a produ\u00e7\u00e3o, bastaram semanas para que a merda realmente viesse \u00e0 tona. E por merda eu quero dizer peido.<\/p>\n<p><i>Wat?<\/i><\/p>\n<p>O petr\u00f3leo \u00e9 uma receita bem espec\u00edfica, se cozinhar numa temperatura um pouco maior do que a ideal, ele acaba virando g\u00e1s natural. E como a m\u00e3e natureza n\u00e3o \u00e9 l\u00e1 uma cozinheira muito atenciosa, quase sempre temos grandes concentra\u00e7\u00f5es de g\u00e1s nos po\u00e7os de petr\u00f3leo. As empresas perfuradoras, que n\u00e3o s\u00e3o ot\u00e1rias, tamb\u00e9m exploram e vendem esse recurso natural altamente inflam\u00e1vel.<\/p>\n<p>E foi o g\u00e1s, o peido da Terra, que causou a explos\u00e3o no po\u00e7o. O metano (o g\u00e1s natural) n\u00e3o foi contido por um problema nos equipamentos e subiu numa velocidade incr\u00edvel pelo tubo. E algu\u00e9m sabe dizer o que acontece com vazamentos enormes de gases altamente inflam\u00e1veis?<\/p>\n<p>\u201cAh, larga de frescura, s\u00f3 vou fumar um cigarrinho!\u201d<\/p>\n<p>Depois da inevit\u00e1vel explos\u00e3o, com dezenas de pessoas se juntando \u00e0 mat\u00e9ria-prima do petr\u00f3leo do futuro, a plataforma continuou pegando fogo por 36 horas apesar dos esfor\u00e7os das equipes de conten\u00e7\u00e3o. Imagine apagar uma fogueira de S\u00e3o Jo\u00e3o com um conta-gotas para ter no\u00e7\u00e3o da trolha enfrentada pelos bombeiros mar\u00edtimos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m inevit\u00e1vel foi o afundamento da plataforma, o que por sua vez destruiu o tubo e deixou o po\u00e7o arreganhado a uma profundidade de mil e quinhentos metros. A desgra\u00e7a estava s\u00f3 come\u00e7ando.<\/p>\n<p>A BP n\u00e3o \u00e9 uma empresa amadora, pelo menos n\u00e3o na escolha de po\u00e7os de petr\u00f3leo. A produ\u00e7\u00e3o continuou excelente, pena que o mercado escolhido para receber o produto tenha sido o sub-aqu\u00e1tico. Nos dias seguintes uma quantidade COLOSSAL de petr\u00f3leo vazou e come\u00e7ou a subir em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Desesperada para resolver, a BP tentou v\u00e1rias t\u00e9cnicas avan\u00e7adas para parar de desperdi\u00e7ar dinheiro com o vazamento. T\u00e9cnicas, \u00e9 claro, que visavam capturar todo aquele doce, doce petr\u00f3leo que continuava fluindo.<\/p>\n<p>Infelizmente para o gigante petrol\u00edfero, o mundo j\u00e1 tinha voltado sua aten\u00e7\u00e3o para o caso. N\u00e3o dava mais para ficar enrolando e fingindo que n\u00e3o sabiam o que fazer: Tiveram que construir um \u201cbloc\u00e3o\u201d de cimento e tacar em cima do buraco. Bacana que contrataram a Halliburton (a empresa amigona que faz tudo para o governo americano nas guerras do Oriente M\u00e9dio) para resolver o problema de vez com o tal \u201cbloc\u00e3o\u201d. Talvez uma troca pela leni\u00eancia com o vazamento at\u00e9 que a press\u00e3o popular se tornasse grande demais.<\/p>\n<p>Agora tem at\u00e9 <a href=\"http:\/\/www.bp.com\/sectionbodycopy.do?categoryId=9034366&amp;contentId=7063636\">webcam 24hs<\/a> provando que n\u00e3o est\u00e1 vazando mais nadinha dali. Preocupa\u00e7\u00e3o total com o meio-ambiente!<\/p>\n<p>Sim, existe a possibilidade de fechar o po\u00e7o de vez, mas com bilh\u00f5es de d\u00f3lares em jogo, n\u00e3o podemos considerar essa bobagem, certo?<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Boa, Pessoal!\" class=\"titleimg\" src=\"http:\/\/i363.photobucket.com\/albums\/oo74\/desfavor\/img\/dex_bp04.jpg\" \/><\/p>\n<h2>PARA INGL\u00caS VER<\/h2>\n<p>Uma quantidade incr\u00edvel de petr\u00f3leo j\u00e1 pinta as praias americanas de preto. O vazamento no oceano pode ser visto do espa\u00e7o (grandes merdas, hoje em dia eu vejo at\u00e9 a minha casa) e ocupa uma \u00e1rea de 6.500 quil\u00f4metros quadrados. E n\u00e3o estou nem falando sobre as bolhas gigantescas de petr\u00f3leo viajando pelo oceano agora mesmo.<\/p>\n<p>E para a turma do \u201cnatural faz bem\u201d, uma dica: Petr\u00f3leo est\u00e1 dentre as coisas mais \u201corg\u00e2nicas\u201d jamais criadas no planeta. \u00c9 natureza pura. Mas al\u00e9m de ser cancer\u00edgeno e inflam\u00e1vel, tem um potencial de polui\u00e7\u00e3o com poucos rivais na Terra. O famoso vazamento do Exxon Vald\u00e9z, em 1989, s\u00f3 foi considerado satisfatoriamente limpo h\u00e1 alguns anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>A BP n\u00e3o decidiu se virar para limpar porque ama os pelicanos, \u00e9 quest\u00e3o de vida ou morte empresarial ir at\u00e9 o limiar da fal\u00eancia para recuperar a sua pr\u00f3pria imagem. Tem muita gente entrando no mercado e uma multinacional-estatal brasileira doidinha para pegar alguns contratos que possam vir a boiar depois dessa confus\u00e3o.<\/p>\n<p>At\u00e9 por cagar e andar para o meio-ambiente, alguns desses m\u00e9todos de limpeza s\u00e3o, na melhor das hip\u00f3teses, controversos: Mesmo usando b\u00f3ias de conten\u00e7\u00e3o e sugando o excesso com grandes navios, ainda sobre uma quantidade de petr\u00f3leo absurda solta no oceano.<\/p>\n<p>Petr\u00f3leo dispersa e \u201csome\u201d com o passar dos anos, sendo consumido por processos naturais. Mas ficar esperando n\u00e3o \u00e9 bom para os neg\u00f3cios, por isso come\u00e7aram a usar dispersantes artificiais, numa esp\u00e9cie de varrida para debaixo do tapete oce\u00e2nica. O solvente da marca Corexit (associada com a BP, que bacana!) est\u00e1 sendo usado para quebrar o petr\u00f3leo na superf\u00edcie da \u00e1gua antes que ele chegue \u00e0s costas ianques. O problema \u00e9 que esse solvente tem o p\u00e9ssimo h\u00e1bito de formar as tais bolhas de petr\u00f3leo que ficam escondidas e \u00e9 composto de subst\u00e2ncias levemente mais saud\u00e1veis que o C\u00e9sio 137. Por\u00e9m, totalmente biodegr\u00e1veis, dizem os representantes do produto!<\/p>\n<p>O petr\u00f3leo tamb\u00e9m \u00e9 biodegrad\u00e1vel. Isso n\u00e3o quer dizer muita coisa, na verdade. Esses termos eco-publicit\u00e1rios s\u00e3o carregados de subjetividade.<\/p>\n<p>Bom, o que importa \u00e9 que agora \u00e9 hora da BP e do governo americano fazerem pose para tentar limpar a forma pregui\u00e7osa como lidaram com o assunto antes de ser tarde demais.<\/p>\n<p>A nossa sorte \u00e9 que aqui no Brasil estamos longe de tudo isso, n\u00e3o?<\/p>\n<h3>Para dizer que n\u00e3o sabe se me chama de rea\u00e7a ou de hippie, para dizer que se acontecer com a Petrobr\u00e1s vai ser s\u00f3 uma marolinha, ou mesmo para concordar que o Rio de Janeiro merece todos os frutos da explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 um texto sobre depress\u00e3o. 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