{"id":5976,"date":"2014-01-19T14:00:43","date_gmt":"2014-01-19T16:00:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=5976"},"modified":"2014-01-19T07:24:08","modified_gmt":"2014-01-19T09:24:08","slug":"desfavor-convidado-ronald-biggs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2014\/01\/desfavor-convidado-ronald-biggs\/","title":{"rendered":"Desfavor Convidado: Ronald Biggs"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5977\" alt=\"descon-biggs\" src=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/descon-biggs.jpg\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/descon-biggs.jpg 600w, https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/descon-biggs-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<blockquote><p><em><strong>Desfavor Convidado<\/strong> \u00e9 a coluna onde os impopulares ganham voz aqui na Rep\u00fablica Impopular. Se voc\u00ea quiser tamb\u00e9m ter seu texto publicado por aqui, basta enviar para <a href=\"mailto:desfavor@desfavor.com\">desfavor@desfavor.com<\/a>.<\/em><br \/>\n<em>O Somir se reserva ao direito de implicar com os textos e n\u00e3o public\u00e1-los. Sally promete interceder por voc\u00eas.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Desfavor Convidado: Ronald Biggs<\/strong><\/p>\n<p>Conhecido pelo assalto em 1963 ao grande trem pagador, vejamos como Ronald Biggs, conhecido como o \u201cladr\u00e3o do s\u00e9culo\u201d, acabou Indicado ao pr\u00eamio Pilha.<\/p>\n<p>Engra\u00e7ado que Biggs seja conhecido como \u201cladr\u00e3o do s\u00e9culo\u201d porque se h\u00e1 uma coisa em que ele sempre foi p\u00e9ssimo foi roubar. Ele era um in\u00fatil, a \u00faltima pessoa a ser chamada para um assalto.<!--more--> Ele come\u00e7ou saqueando ru\u00ednas de apartamentos bombardeados durante a guerra. Sua primeira condena\u00e7\u00e3o foi aos 15 anos por roubar l\u00e1pis. Antes de atingir a maioridade, j\u00e1 havia sido condenado nove vezes. Quando foi servir na aeron\u00e1utica, acabou preso por seis meses por invadir uma farm\u00e1cia. Expulso, foi condenado mais uma vez por furtar um carro e, enquanto cumpria essa nova senten\u00e7a, acabou ficando amigo de Bruce Reynolds, idealizador do plano e l\u00edder do grupo que realizou o assalto ao grande trem pagador.<\/p>\n<p>O grande trem pagador recebeu esse nome pois atravessava o pa\u00eds, da Esc\u00f3cia para Londres, levando dinheiro enviado pelo correio (esse sistema absurdo funciona at\u00e9 hoje no Jap\u00e3o, mas quem para um trem-bala?). O plano era relativamente simples: forjar um sinal vermelho para o trem parar no meio do caminho, dominar os maquinistas, levar o trem para cima de uma ponte, carregar os malotes (em notas usadas de 1, 5 e 10 libras) para um caminh\u00e3o debaixo da ponte, e trazer o dinheiro para uma fazenda pr\u00f3xima, comprada com esse prop\u00f3sito, pr\u00f3xima ao local planejado para o roubo.<\/p>\n<p>J\u00e1 o grupo que realizou o roubo consistia de peixes pequenos que se consideravam marginalizados pela sociedade. Quest\u00f5es de car\u00e1ter \u00e0 parte, eram brancos, casados, com trabalhos de pouca qualifica\u00e7\u00e3o, deixados de lado por um governo trabalhista que, ao mesmo tempo em que n\u00e3o fazia porra nenhuma para diminuir a fossa entre ricos e pobres, concedia uma s\u00e9rie de benef\u00edcios para integrar, em uma sociedade ainda em recupera\u00e7\u00e3o de mais de 30 anos de crise, negros e asi\u00e1ticos ainda mais desqualificados vindos das col\u00f4nias, com exce\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos indianos, importados aos montes para trabalharem nos hospitais do pa\u00eds (parecido com a Sui\u00e7a que conhecemos hoje, n\u00e3o?).<\/p>\n<p>Biggs foi o \u00faltimo a se juntar ao grupo. Ningu\u00e9m realmente o queria. Ele n\u00e3o tinha nenhuma habilidade em especial e era vistos pelos outros como um p\u00e9-frio. No come\u00e7o de 1963, Biggs, que andava na linha h\u00e1 algum tempo, pediu emprestado a Reynolds 500 libras para montar uma mercenaria . Reynolds negou o empr\u00e9stimo, mas disse ao amigo que se ele trouxesse um maquinista para dirigir o trem pagador, ele entraria na vaquinha. Na \u00e9poca, Biggs fazia um bico de pedreiro na casa de um maquinista aposentado. Assim, Biggs nem precisaria subir no trem. Dado seu passado recheado de cagadas, ele s\u00f3 tinha que levar o maquinista para manobrar o trem para o local combinado e lev\u00e1-lo de volta.<\/p>\n<p>O curioso \u00e9 que Gezuiz Godzilla at\u00e9 quis ajud\u00e1-lo. Na v\u00e9spera do dia marcado para o roubo, Biggs ganhou justamente o que precisava para montar sua marcenaria em uma corrida de cavalos. Mas ele era um homem de palavra e n\u00e3o ia deixar seu amigo Reynolds na m\u00e3o.<\/p>\n<p>O roubo em si, ocorrido em 8 de agosto de 1963, foi um sucesso. Durou apenas 15 minutos, tanto que os demais funcion\u00e1rios do correio continuaram a separar a correspond\u00eancia dentro de outros vag\u00f5es, separados do trem junto que seguiu o vag\u00e3o com o dinheiro. S\u00f3 dois maquinistas foram agredidos, um com maior gravidade. 125 malotes com cerca de R$ 182 milh\u00f5es de reais foram levados de caminh\u00e3o para a fazenda onde o grupo se escondeu.<\/p>\n<p>Quer dizer, nem t\u00e3o bem sucedido. Biggs, o cagado, trouxe um maquinista aposentado que n\u00e3o tinha familiaridade com o trem. Com isso, os maquinistas agredidos foram obrigados a seguir com o trem para o local combinado para a desova do dinheiro, o que, mais tarde, deu uma boa dica para a pol\u00edcia de onde poderia encontr\u00e1-los, pois mandaram os maquinistas ficarem quietos por trinta minutos.<\/p>\n<p>Ainda assim, conforme o combinado, Biggs recebeu o mesmo quinh\u00e3o do que os outros: algo equivalente hoje a, por baixo, uns 10 milh\u00f5es de reais.<\/p>\n<p>Um m\u00eas depois do roubo, Biggs acabou preso. Claro que foi pego. Ele sempre era preso. Ao decidir passar duas semanas escondido na fazenda, o grupo chamou aten\u00e7\u00e3o de vizinhos que acharam estranho um bando de homens passarem dias sem nada a fazer em uma fazenda. Um desses vizinhos at\u00e9 veio conhecer o grupo, e disseram a ele que se tratava de um grupo de pessoas que iria reformar a fazenda. E, obviamente, nada de reformas at\u00e9 o dia do roubo e nos dias seguintes.<\/p>\n<p>Eles at\u00e9 tinham um r\u00e1dio sintonizado na frequ\u00eancia da pol\u00edcia. Por\u00e9m, em vez de aproveitar o tempo livre para limpar quaisquer pistas, os homens esperaram a poeira baixar bebendo todas, comendo e jogando Banco Imobili\u00e1rio com o dinheiro roubado. Assim, quando souberam que a pol\u00edcia se aproximava, tiveram que fugir \u00e0s pressas, deixando a fazenda escancarada cheia de pistas. S\u00f3 de impress\u00f5es digitais, havia cerca de 300, al\u00e9m de 50 marcas de palmas.<\/p>\n<p>No caso de Biggs, foi ainda pior. Por ser um in\u00fatil, deixaram ele a cargo da cozinha. Assim, encontraram impress\u00f5es digitais dele em utens\u00edlios de cozinha, mantimentos e, l\u00f3gico, Banco Imobili\u00e1rio. Por ser um cagado, seu irm\u00e3o morrera justamente na v\u00e9spera do crime, e sua esposa ligou para o local onde Biggs dissera que passaria algumas semanas para fazer um bico. N\u00e3o o localizando, a esposa preocupada pediu ajuda \u00e0 pol\u00edcia para localiz\u00e1-lo, o que acabou com seu \u00e1libi.<\/p>\n<p>Ou seja, n\u00e3o fosse o descuido de gente como Biggs, a acusa\u00e7\u00e3o n\u00e3o teria como provar quem e quantos participaram do roubo. Com as impress\u00f5es digitais encontradas na fazenda, o j\u00fari n\u00e3o precisou de muito convencimento para ligar os r\u00e9us ao crime.<\/p>\n<p>Os membros do grupo (nem todos, 3 deles n\u00e3o foram localizados at\u00e9 hoje) receberam senten\u00e7as desproporcionais pelos crimes de forma\u00e7\u00e3o de quadrilha para roubar o correio e les\u00e3o corporal grave. Biggs, o mais incompetente do grupo e que teve o papel menos significante no roubo, por conta de seus antecedentes, foi julgado em separado e condenado a passar 30 anos na cadeia.<\/p>\n<p>Contudo, quinze meses depois, conseguiu fugir da pris\u00e3o, e foi para Paris, onde realizou cirurgias pl\u00e1sticas para mudar sua apar\u00eancia. De l\u00e1, foi para a Austr\u00e1lia em 1965, e a fam\u00edlia o seguiu em 1966. J\u00e1 a essa altura, o que ele havia ganhado no roubo praticamente havia sido gasto.<\/p>\n<p>S\u00f3 que n\u00e3o foi um dinheiro t\u00e3o bem gasto assim, afinal, j\u00e1 em 1967 a pol\u00edcia j\u00e1 o procurava por l\u00e1. N\u00e3o s\u00f3 por uma quest\u00e3o da pl\u00e1stica ter tido um resultado duvidoso, mas, convenhamos, do que adianta mudar de rosto se seus familiares, sua mulher, n\u00e3o mudarem nada? Sobretudo por se tratar de um pa\u00eds de imigra\u00e7\u00e3o, que acolhia ainda muitos ingleses.<\/p>\n<p>Assim, em 1969, na pinda\u00edba trabalhando como carpinteiro e pedreiro, depois de quase ser preso pela pol\u00edcia, ele passou a viver escondido. Nesse ponto, sua sorte come\u00e7ou a mudar. Cagado por ter uma mulher que ainda o amava, apesar dos pesares, sua esposa resolveu vender a est\u00f3ria deles para um jornal por uma boa quantia. Com isso, ela p\u00f4de ajudar o marido a fugir de navio para o Panam\u00e1 e, depois, para o Brasil, onde chegou em 1970. Al\u00e9m disso, a mulher tamb\u00e9m comprou uma casa para a fam\u00edlia, p\u00f4de fazer faculdade, tornou-se uma editora de sucesso por l\u00e1 e seguiu mantendo contato com Biggs, visitando-o ocasionalmente.<\/p>\n<p>Nesse \u00ednterim, outros comparsas que tamb\u00e9m haviam fugido se entregaram e receberam penas de metade da dura\u00e7\u00e3o de Biggs. E os que haviam sido condenados junto com ele a penas de at\u00e9 30 anos come\u00e7aram a ser soltos, o \u00faltimo em 1978. At\u00e9 porque descobriram que o pr\u00f3prio juiz havia, em uma apela\u00e7\u00e3o pouco antes de dar penas t\u00e3o exageradas, reduzido a senten\u00e7a de uma pessoa que cometera um latroc\u00ednio. Ao passo que, no crime do trem, o maquinista sofrera les\u00f5es graves, s\u00f3 morrendo mesmo em 1970, de leucemia.<\/p>\n<p>Diante desse quadro, Biggs negociou em 1974 com um jornal sua volta \u00e0 Inglaterra, vendendo sua hist\u00f3ria at\u00e9 ent\u00e3o. Por\u00e9m, o jornal o enganou, e o chefe da pol\u00edcia veio ao Rio pessoalmente prend\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Contudo, o Brasil e a Inglaterra n\u00e3o tinham um tratado de extradi\u00e7\u00e3o, e, diante disso, a falta de regula\u00e7\u00e3o legal impedia a pretens\u00e3o da pol\u00edcia. Cagado. Restou a pol\u00edtica, e o governo brasileiro optou por n\u00e3o extradit\u00e1-lo. Contudo, por estar ilegalmente no pa\u00eds, Biggs ficou em uma esp\u00e9cie de toque de recolher, sendo proibido de trabalhar. Dizem que ele s\u00f3 n\u00e3o foi deportado porque calhou de sua namorada estar gr\u00e1vida, o que n\u00e3o verdade em termos legais, pois um tratado bastaria, mas, ainda assim, desculpem repetir, cagado.<\/p>\n<p>No Brasil, solit\u00e1rio, duro e sem perspectivas, Ronald Biggs come\u00e7ou a viver de sua fama e da simpatia do p\u00fablico. Come\u00e7ou a cobrar caro por jantares e churrascos em sua casa, vendia produtos com seu nome e cobrava por entrevistas, recebendo turistas ingleses, artistas, personalidades, mesmo membros da pr\u00f3pria Scotland Yard. E, ora essa, seus antigos companheiros de crime. Tornou-se t\u00e3o popular que foi at\u00e9 mesmo recebido \u00e0 bordo de um destr\u00f3ier da marinha brit\u00e2nica de passagem pelo Rio e gravou uma m\u00fasica com o Sex Pistols.<\/p>\n<p>Essa popularidade lhe rendeu um sequestro em 1981, quando mercen\u00e1rios o enfiaram num saco e o enviaram para Barbados, no Caribe, pa\u00eds que tinha tratado de extradi\u00e7\u00e3o com a Inglaterra.<br \/>\nFoi quando seu filho Michael, entrou em cena. Aos 7 anos, seus apelos melosos na TV para que libertassem seu pai e o trouxessem de volta ao Brasil parece ter surtido efeito quando, ap\u00f3s as autoridades de Barbados se recusaram a extradit\u00e1-lo, as autoridades brasileiras o aceitaram de volta.<\/p>\n<p>Nisso, Biggs se mostrou cagado novamente quando executivos de sua gravadora viram que o garoto poderia ser artista e, assim, Michael Biggs entrou para o Bal\u00e3o M\u00e1gico. Grupo interessante esse, formado por um filho de presidi\u00e1rio, por uma mulher que teve filho com um e por um neto de japoneses, o Jairzinho.<\/p>\n<p>E esse grupo, sei l\u00e1 como, vendeu mais de 12 milh\u00f5es de discos e lotou o Maracan\u00e3. Assim, Michael p\u00f4de retribuir ao pai se desdobrou para cri\u00e1-lo. Biggs poderia ter seus defeitos, mas nunca foi um pai ausente. Afinal, sempre levou seu filho desde pequeno para suas bebedeiras e putarias. E, dessa forma, o filho estourou a boca do bal\u00e3o, mas logo as prostitutas e as drogas acabaram com a alegria da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>E voltar para a pinda\u00edba n\u00e3o poderia ter vindo em melhor hora: logo Biggs come\u00e7ou a ter diversos problemas de sa\u00fade, derrames, ataques epil\u00e9ticos, passou a usar sondas para se alimentar, perdeu a fala e a locomo\u00e7\u00e3o. O fato do Supremo ter negado o pedido de extradi\u00e7\u00e3o para a Inglaterra em 1997, agora com tratado de extradi\u00e7\u00e3o firmado, por conta do crime ter prescrito de acordo com nosso C\u00f3digo Penal, foi uma pequena alegria.<\/p>\n<p>Nesse contexto, Biggs pensou. Estou velho, decr\u00e9pito, a sa\u00fade do Brasil \u00e9 uma merda, n\u00e3o tenho grana para buscar o tratamento decente? O que fazer? Voltar para a Inglaterra, que disp\u00f5e de um dos melhores sistemas de sa\u00fade p\u00fablica do mundo.<\/p>\n<p>Ing\u00eanuo, ele at\u00e9 pensou, ao voltar para o pa\u00eds sendo pago por um tabloide pela exclusividade, que receberia uma colher de ch\u00e1 da Coroa. Nem fodendo. Depois de 36 anos cagando para a Justi\u00e7a, mantiveram sua senten\u00e7a original de 30 anos, e o colocaram em uma pris\u00e3o de seguran\u00e7a m\u00e1xima, junto de ped\u00f3filos e de terroristas. Mas, no fim, ter cadeia e cuidados custando uma fortuna para os cofres p\u00fablicos, n\u00e3o pareceu assim t\u00e3o cruel, apesar de alguns maus tratos aqui e ali.<\/p>\n<p>Ainda assim, tal qual 30 anos antes, o p\u00fablico se comoveu com os pedidos de Michael Biggs para que libertassem seu pai por raz\u00f5es humanit\u00e1rias, o que ocorreu em 2009. Dessa vez, n\u00e3o porque ele era um menino bonitinho, mas sim um careca barrigudo articulado, que falava ingl\u00eas como um nativo e pelo fato de, por conta dessa vingan\u00e7a, o Reino Unido tratava um idoso de 80 anos, paralisado em uma cadeira de rodas, como um terrorista ou coisa pior.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, Biggs n\u00e3o parecia estar t\u00e3o ruim assim, afinal em 2011 ele lan\u00e7ou uma segunda biografia, um DVD, foi consultor de duas s\u00e9ries sobre sua vida e, por uma \u00faltima vez, reencontrou a mulher pouco antes de morrer, em 18 de dezembro.<\/p>\n<p>Disso tudo, o que perturba \u00e9 saber que, entre a liberdade aqui e passar preso no primeiro mundo, ele tenha preferido voltar para a cadeia.<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Suellen<\/strong><\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desfavor Convidado \u00e9 a coluna onde os impopulares ganham voz aqui na Rep\u00fablica Impopular. 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