{"id":6229,"date":"2014-03-07T06:00:58","date_gmt":"2014-03-07T09:00:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=6229"},"modified":"2014-03-07T12:54:13","modified_gmt":"2014-03-07T15:54:13","slug":"desfavor-bonus-medos-de-infancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2014\/03\/desfavor-bonus-medos-de-infancia\/","title":{"rendered":"Desfavor B\u00f4nus: Medos de Inf\u00e2ncia."},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6230\" alt=\"bonus-medocrianca\" src=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/bonus-medocrianca.jpg\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/bonus-medocrianca.jpg 600w, https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/bonus-medocrianca-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Do que voc\u00eas tinham medo quando eram pequenos? Acho que sei identificar os medos mais comuns da d\u00e9cada de 80, d\u00e9cada na qual fui crian\u00e7a. Mas n\u00e3o sei dizer do que as crian\u00e7as de hoje em dia tem medo. Sinceramente, acho que as crian\u00e7as de hoje n\u00e3o tem mais medo de nada. Um inferno viver em tempos onde crian\u00e7as n\u00e3o tem medo de nada, pois para quem n\u00e3o tem paci\u00eancia, como eu, medo anda de m\u00e3os dadas com educa\u00e7\u00e3o. Muito da falta de respeito infantil de hoje pode ser consequ\u00eancia da falta de medo. Quem nunca aqui deixou de fazer besteira por medo? Nos resta lembrar os bons tempos de mulheres e homens s\u00e3os, onde crian\u00e7as tinham medo.<!--more--><\/p>\n<p>Um medo bastante comum na minha inf\u00e2ncia era de certas lendas urbanas que se espalhavam pelas pracinhas, plays e corredores de col\u00e9gio. N\u00e3o havia internet, era assim que as coisas se espalhavam. E o boca a boca, involuntariamente, tornava a hist\u00f3ria cada vez mais assustadora, pois cada um que contava acrescentava uma novidade mais assustadora. Quem conta um conto, ganha um ponto. E crian\u00e7as podem ser realmente s\u00e1dicas e criativas. Alguma dessas lendas urbanas, mesmo desafiando uma an\u00e1lise mais racional, certamente j\u00e1 apavoraram quem foi crian\u00e7a na d\u00e9cada de 80.<\/p>\n<p>A Loira do Banheiro \u00e9 um exemplo cl\u00e1ssico. Como eram tempos de boca a boca, acredito que a lenda n\u00e3o seja universal, mas basicamente ela envolvia um ritual que, salvo engano, era apagar todas as luzes, acender uma vela na frente do espelho e dizer seu nome tr\u00eas vezes. Feito isso ela apareceria e se vingaria de alguma coisa que n\u00e3o me lembro. O ponto \u00e9 que o ritual em si era assustador e nos deixava sugestionados, ent\u00e3o, a maior parte de n\u00f3s e nisso eu me incluo, nem chegava a efetuar o ritual at\u00e9 o final, pois o caga\u00e7o de ficar no escuro apenas iluminado pela penumbra da vela j\u00e1 bastava para qualquer resqu\u00edcio de coragem ir embora.<\/p>\n<p>Sempre tinha um mentirosinho que jurava ter visto e o resto se cagava de medo demais para colocar \u00e0 prova a lenda e tentar fazer o ritual para confirmar ou n\u00e3o a exist\u00eancia da lenda urbana. E se, por um acaso, algu\u00e9m um pouquinho mais psicopata tirasse for\u00e7as do cu para dizer tr\u00eas vezes o nome da Loira do Banheiro, n\u00e3o duvido nada que sua imagina\u00e7\u00e3o acabasse por faz\u00ea-lo achar que viu algo sobrenatural. Sim, n\u00f3s \u00e9ramos bem inocentes na d\u00e9cada de 80, e n\u00e3o tinha Google para desmentir nada, a propaganda boca a boca era poderosa.<\/p>\n<p>Tinha tamb\u00e9m uma lenda urbana de um beb\u00ea dem\u00f4nio que teria nascido no ABC paulista, que inclusive ganhou manchete em jornais. O fato foi explorado \u00e0 exaust\u00e3o e deu t\u00e3o certo que outros beb\u00eas dem\u00f4nios come\u00e7aram a \u201cnascer\u201d em outros estados. Vendia jornal. O Brasil viveu um surto de beb\u00eas dem\u00f4nios. Mas para essa lenda urbana eu dou algum cr\u00e9dito: de um lugar onde saiu Lula, pode muito bem ter nascido um dem\u00f4nio. N\u00e3o descarto nada vindo do ABC paulista.<\/p>\n<p>Outro medo bem comum e que j\u00e1 foi objeto de um texto s\u00f3 para ela era o medo de filmes. Destaque para \u201cO Exorcista\u201d, que de tanto estrago que causou, tamb\u00e9m ganhou um texto s\u00f3 para ele aqui no Desfavor. Mas \u201co Exorcista\u201d n\u00e3o era o \u00fanico. Filmes como \u201cPoltergeist\u201d metiam medo em muita gente, principalmente depois do boato de que todos os atores teriam morrido inexplicavelmente em acidentes ao longo das filmagens. \u201cA hora do pesadelo\u201d tamb\u00e9m foi um desservi\u00e7o, pois al\u00e9m de assustar, nos causava medo de dormir. Muita gente perdeu noites de sono com receio do Freddy Krugger. Jason tamb\u00e9m nos assustou, eu mesma sempre que posso o culpo por n\u00e3o querer acampar, porque se falar que n\u00e3o quero dormir com areia no meu fiof\u00f3, me chamam de fresca.<\/p>\n<p>Tinha tamb\u00e9m os filmes que provocavam medo involunt\u00e1rio, que tamb\u00e9m ganharam texto pr\u00f3prio. Destaque para o maldito \u201cMarcas do Destino\u201d, uma hist\u00f3ria \u201ccomovente de exemplo de supera\u00e7\u00e3o\u201d mas com um deformado cabe\u00e7udo filho da puta que me tirou o sono por muitas noites. Maldito Rocky Dennis! E a suposta crian\u00e7a falecida que aparecia ao fundo em uma cena do filme \u201cTr\u00eas solteir\u00f5es e um beb\u00ea\u201d? At\u00e9 o Fant\u00e1stico endossou esse mito! E mesmo n\u00e3o sendo filme, vale uma men\u00e7\u00e3o: a aut\u00f3psia de um suposto ET que o Fant\u00e1stico transmitiu j\u00e1 sabendo ser mentirosa assustou muita gente. Acredito que esses filmes involunt\u00e1rios eram at\u00e9 mais traum\u00e1ticos, porque as emissoras tomavam algum cuidado na hora de exibir uma possu\u00edda pelo dem\u00f4nio ou um psicopata com uma faca, mas o porra do Rocky Dennis, cabe\u00e7udo de merda, passava na Sess\u00e3o da Tarde! Voc\u00ea estava l\u00e1, fazendo seu lanchinho, tomando seu Todinho, ligava a TV e&#8230; FODEU. Tr\u00eas dias sem dormir.<\/p>\n<p>Assim como havia filmes que provocavam medo involuntariamente, tamb\u00e9m havia pessoas que provocavam medo involuntariamente. Eu morria de medo do Ney Matogrosso, e, sinceramente, n\u00e3o me culpo por isso. Aquela coisa magra, toda maquiada, se contorcendo e gritando me parece, ainda hoje, um motivo muito leg\u00edtimo para uma crian\u00e7a ter medo. Elke Maravilha, Vov\u00f3 Mafalda e outras entidades excessivamente paramentadas tamb\u00e9m despertaram medo em toda uma gera\u00e7\u00e3o. Medo e confus\u00e3o, porque eram tempos de preto no branco, de homem ou mulher, onde saber que Vov\u00f3 Mafalda era homem gerava um grande tilt mental. Men\u00e7\u00e3o honrosa para nosso Chucky Tupiniquim, o Fof\u00e3o, uma criatura estranha com dois test\u00edculos no rosto que tinha por objetivo divertir, mas apavorou muita crian\u00e7a.<\/p>\n<p>E por falar em Fof\u00e3o, seu boneco tamb\u00e9m despertava pavor, gra\u00e7as a uma mentira repetida \u00e0 exaust\u00e3o: ele possu\u00eda uma faca do lado de dentro e quando voc\u00ea menos esperava, ele ganhava vida e vinha te esfaquear. Claro que era mentira, a \u00fanica facada que ele dava era no momento da compra. N\u00e3o tinha faca nenhuma, era apenas uma haste de sustenta\u00e7\u00e3o para manter sua cabe\u00e7a de test\u00edculos firme no tronco. Acontece que essa haste, quando apalpada por uma crian\u00e7a sugestionada, virava facilmente uma faca. No quesito brinquedos, o boneco do Fof\u00e3o n\u00e3o era o \u00fanico a provocar medo. A boneca da Xuxa tamb\u00e9m. Provocava medo nos pais por causa do pre\u00e7o e medo nas crian\u00e7as, gra\u00e7as ao boato de que ela ganhava vida \u00e0 noite e atacava seus donos. Curioso que s\u00f3 te contavam isso depois que voc\u00ea ganhava a boneca. O poder da m\u00eddia: boneca cara e assassina, e mesmo assim bateu recorde de vendas!<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m havia rituais que metiam medo. Quem foi crian\u00e7a na d\u00e9cada de 80 seguramente tem alguma hist\u00f3ria bizarra para contar envolvendo a Brincadeira do Copo, que nada mais \u00e9 do que um tabuleiro Ouija com baix\u00edssimos recursos or\u00e7ament\u00e1rios. Acredit\u00e1vamos que era poss\u00edvel evocar esp\u00edritos atrav\u00e9s de reza, que se comunicariam guiando um copo por v\u00e1rias letras desenhadas em uma folha de papel, uma pobreza s\u00f3. Eu sempre fui exclu\u00edda, porque nunca soube rezar, o que em parte para mim era uma al\u00edvio, j\u00e1 que estava sempre me cagando de medo mas n\u00e3o queria ser arregona. N\u00e3o saber rezar era um motivo de for\u00e7a maior que me fazia sair com dignidade dessa furada. Esse foi um dos muitos benef\u00edcios que o ate\u00edsmo me proporcionou, desde a mais tenra inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Existia tamb\u00e9m uma categoria de lenda urbana \u201cposs\u00edvel\u201d, coisas fisicamente vi\u00e1veis mas provavelmente mentirosas. Dentre elas a cl\u00e1ssica hist\u00f3ria da pessoa que foi sequestrada e que acordou em uma banheira cheia de gelo, com uma cicatriz e um bilhete mandando ligar para um m\u00e9dico ou ela morreria. Ao ser levada ao hospital se constata que a pessoa teve os dois rins roubados. Essa era motivo para os pais te proibirem de fazer basicamente tudo que eles n\u00e3o queriam: o medo de perder o rim por a\u00ed te fazia n\u00e3o falar com estranhos, n\u00e3o aceitar comida de estranho, n\u00e3o pegar carona de estranhos&#8230; O ladr\u00e3o de rim teve uma forte fun\u00e7\u00e3o social e pedag\u00f3gica, mais ou menos como aquela crian\u00e7a que estava passando fome na \u00c1frica e te colocava na obriga\u00e7\u00e3o de comer toda a comida do seu prato. Adultos podem ser bem oportunistas.<\/p>\n<p>Tinha tamb\u00e9m uma hist\u00f3ria envolvendo uma gangue de palha\u00e7os que andava em uma Kombi branca barbarizando crian\u00e7as. H\u00e1 v\u00e1rias vers\u00f5es para o que eles faziam, mas a mais comum \u00e9 que matavam a crian\u00e7a para retirar seus \u00f3rg\u00e3os e depois devolviam o corpo \u201cvazio\u201d para os pais. Muita gente tem medo de palha\u00e7o at\u00e9 hoje por causa disso. Todo mundo tinha um vizinho que tinha um primo que tinha um amigo que morreu assim. E a lenda da seringa? Todo mundo olhava bem para a cadeira do cinema antes de sentar. Dizia que em v\u00e1rios cinemas seringas eram deixadas aleatoriamente em cadeiras e alguns desavisados que sentavam sem olhar eram furados e mais tarde descobriam estar com AIDS. Banheiro de cinema tamb\u00e9m tinha hist\u00f3rias arrepiantes, at\u00e9 hoje eu n\u00e3o vou ao banheiro em cinema. Essas coisas entram no nosso inconsciente.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 80 o que hoje s\u00e3o os seriados eram os clipes: top em tecnologia, acompanhados por todos, comentados por todos. Cada lan\u00e7amento era super aguardado, comentado e visto.E dentre os clipes, um se destacou no quesito medo: Thriller, do Michael Jackson. N\u00e3o pelos motivos reais, pois ainda n\u00e3o sab\u00edamos que ele provavelmente queria fazer sexo com n\u00f3s, crian\u00e7as. Mas pelos efeitos especiais, que hoje mais lembram o seriado Chaves, mas na \u00e9poca eram bomb\u00e1sticos, somado ao enredo de zumbis. Thriller tirou o sono de muita crian\u00e7a. Porque crian\u00e7a \u00e9 assim: valentona de dia, mas quando anoitece n\u00e3o dorme. Muitos pais perderam uma noite de sexo para abrigar uma crian\u00e7a apavorada com Thriller. No meu caso, minha escola fez o desfavor de passar esta merda para os alunos da minha turma, causando um caga\u00e7o coletivo totalmente desnecess\u00e1rio. Sentiram o n\u00edvel da escola onde eu estudei, n\u00e9? Michael Jackson era considerado, de alguma forma, educativo.<\/p>\n<p>Assim como haviam clipes que assustaram toda uma gera\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m havia discos. O disco da Xuxa, que se tocado de tr\u00e1s para frente mostrariam a voz do diabo. Hoje eu tenho certeza de que tocado da forma correta mostrava a voz do diabo, mas enfim. Tamb\u00e9m havia mito envolvendo discos dos Menudos e do Bal\u00e3o M\u00e1gico. Nada que uma mente sugestionada n\u00e3o pudesse criar. Palavras desconexas de tr\u00e1s para frente eram imediatamente associadas \u00e0 palavra mais apavorante que nossos pequenos c\u00e9rebros pudessem pensar, coisas como \u201csangue\u201d, \u201cmorte\u201d e \u201cdem\u00f4nio\u201d. E uma vez que um de n\u00f3s ouvia algo apavorante, verbalizava isso e os demais, altamente sugestionado e movidos por um desejo de ter vivenciado algo especial, tamb\u00e9m passavam a ouvir. Em minutos tudo virava uma verdade incontest\u00e1vel e l\u00e1 est\u00e1vamos n\u00f3s, ref\u00e9ns de nossas pr\u00f3prias mentiras, nos cagando nas cal\u00e7as. Impressionante como na minha inf\u00e2ncia t\u00ednhamos uma vertente masoquista, enquanto que as crian\u00e7as de hoje parecem cada vez mais s\u00e1dicas.<\/p>\n<p>O pavor provocado pelas artes era expressivo. Na pintura tamb\u00e9m tivemos contribui\u00e7\u00f5es. A bola da vez eram os quadros do italiano Giovanni Bragolin, que retratavam crian\u00e7as chorando. Dizia-se que ele tinha feito um pacto com o diabo, mas a julgar pelos termos, o pacto foi firmado no Brasil, porque em vez dele oferecer sua pr\u00f3pria alma, ele ofereceu a alma de quem comprava os quadros, uma tremenda esculhamba\u00e7\u00e3o! O resultado seria uma s\u00e9rie de desastres ocorridos com cada comprador dos quadros: inc\u00eandios, mortes, doen\u00e7as e muitas mensagens subliminares escondidas nos quadros. Quem, por uma infelicidade tinha uma r\u00e9plica de um desses quadros em casa se pelava de medo. Mau gosto colocar quadro de crian\u00e7a chorando na parede, mas o que esperar de quem pendura um ser humano ensanguentado preso com pregos a um instrumento de tortura na sala? Se Jesus tivesse sido executado em uma cadeira el\u00e9trica, todos andariam com pequenas cadeiras el\u00e9tricas penduradas como pingente no pesco\u00e7o.<\/p>\n<p>Havia medos alimentares. Al\u00e9m daquela culpa crist\u00e3 babaca de ter que comer tudo que estava no prato porque em algum lugar da \u00c1frica uma crian\u00e7a passava fome, alimentos nos deram outros dissabores. Tinha um pirulito que coloria a l\u00edngua de azul e rapidamente ganhou a fama de ser cancer\u00edgeno. Muita coisa tinha fama de cancer\u00edgena nessa \u00e9poca, menos o que realmente d\u00e1 c\u00e2ncer: cigarro e Mc Donald\u00b4s. E por falar em Mc Donald\u00b4s, havia uma lenda a seu respeito. Muitas unidades tinham uma piscina de bolinhas (bazinga!) para as crian\u00e7as brincarem e surgiu um boato que crian\u00e7as que entravam ali morriam depois de serem mordidas por cobras venenosas que haviam feito um ninho no fundo da piscina. O que mata n\u00e3o s\u00e3o as cobras, \u00e9 comer no Mc Donald\u00b4s, mas eram tempos de pouca informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tem tamb\u00e9m aqueles medos nonsense, inexplic\u00e1veis, indecifr\u00e1veis. Muita gente tinha medo da Zebrinha do Fant\u00e1stico. Ok, n\u00e3o era l\u00e1 um primor o gr\u00e1fico e se mexia de forma estranha. Muita gente tamb\u00e9m tinha medo daquela m\u00fasica do Plant\u00e3o Globo, provavelmente porque sempre que tocava vinha alguma desgra\u00e7a: ou algu\u00e9m tinha morrido, ou algo tr\u00e1gico tinha acontecido. O Jesus, do SBT, que aparecia com um foco de luz na cabe\u00e7a tamb\u00e9m despertava, no m\u00ednimo, algum receio. No caso, eu achava que era um mendigo, mas a cria\u00e7\u00e3o em um lar ateu faz a gente desconhecer JC e, convenhamos, seu layout indicava a mendic\u00e2ncia. Mestre dos Magos, da Caverna do Drag\u00e3o tamb\u00e9m tinha suas v\u00edtimas, mais do que o inimigo em si, O Vingador.<\/p>\n<p>\u00c9, acabou meu limite de quatro p\u00e1ginas. Certamente deixei passar muitos medos, mas felizmente este \u00e9 um lugar onde o texto continua nos coment\u00e1rios. Falemos sobre os medos da nossa inf\u00e2ncia&#8230;<\/p>\n<h3>Para dizer que n\u00e3o tinha medo de nada disso e que eu \u00e9 que sou uma cagona, para dizer que na verdade eu sou \u00e9 velha ou ainda para contar seu medo de inf\u00e2ncia: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do que voc\u00eas tinham medo quando eram pequenos? Acho que sei identificar os medos mais comuns da d\u00e9cada de 80, d\u00e9cada na qual fui crian\u00e7a. Mas n\u00e3o sei dizer do que as crian\u00e7as de hoje em dia tem medo. Sinceramente, acho que as crian\u00e7as de hoje n\u00e3o tem mais medo de nada. Um inferno viver [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-6229","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-desfavor-bonus"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6229","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6229"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6229\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6229"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6229"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6229"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}