{"id":6314,"date":"2014-03-28T06:43:55","date_gmt":"2014-03-28T09:43:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=6314"},"modified":"2014-03-28T06:43:55","modified_gmt":"2014-03-28T09:43:55","slug":"des-contos-ozon-parte-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2014\/03\/des-contos-ozon-parte-4\/","title":{"rendered":"Des Contos: Ozon &#8211; Parte 4"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6315\" alt=\"desc-ozonc04\" src=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/desc-ozonc04.jpg\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/desc-ozonc04.jpg 600w, https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/desc-ozonc04-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/tag\/ozon-c\/\" target=\"_blank\">Cap\u00edtulos Anteriores<\/a><\/p>\n<p><span style=\"color: #999999;\"><strong>12 horas mais cedo:<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A turbul\u00eancia gerada pelo in\u00edcio do trabalho dos propulsores vem acompanhada de diversos sons de objetos caindo.<\/p>\n<p><b>PILOTO:<\/b> Sucatas! Nunca prendem porcaria nenhuma!<!--more--><\/p>\n<p>O Piloto estica o pesco\u00e7o tentando observar o renovado compartimento de carga, mas as luzes fracas e avermelhadas que tomam a \u00e1rea interna durante opera\u00e7\u00f5es de decolagem frustram qualquer an\u00e1lise pr\u00e9via de danos. De qualquer forma, quest\u00f5es mais urgentes exigem aten\u00e7\u00e3o. Depois de quase tr\u00eas quil\u00f4metro de altura, j\u00e1 fora da influ\u00eancia dos fortes ventos ozones, a nave come\u00e7a a estabilizar-se. No painel frontal surge a porcentagem completada do plano de v\u00f4o que o levaria at\u00e9 a brecha tempor\u00e1ria na tempestade: 43%. Sem qualquer chance de apoio de centrais de navega\u00e7\u00e3o externas, cabia ao simpl\u00f3rio computador de bordo &#8211; um dos poucos capazes de atravessar uma descarga magn\u00e9tica dessa magnitude sem ser completamente inutilizado no processo &#8211; destrinchar alguns exabytes de informa\u00e7\u00e3o para encontrar o caminho.<\/p>\n<p>Cinco minutos depois, 88%. Estava demorando mais do o esperado. O Piloto pragueja a tempestade e as lentid\u00e3o m\u00e1quinas da Mina Ozon-C. Qualquer atraso na superf\u00edcie do planeta aumentava consideravelmente a complexidade da rota de fuga. Ele sabia que tinha pelo menos meia hora at\u00e9 a \u00faltima &#8211; e sempre mais lenta &#8211; parte do processamento da rota estar resolvida. Tempo suficiente para observar com mais calma o resultado da turbul\u00eancia inicial no compartimento de carga.<\/p>\n<p>O Piloto posta-se diante da porta, observando o estado da sala. Na pequena janela separando-a da cabine de comando, projeta-se um alerta n\u00edvel 2 de radia\u00e7\u00e3o. O homem suspira, como se estivesse tentando controlar os nervos. Depois de buscar e vestir um traje de prote\u00e7\u00e3o no compartimento habitacional, ele isola os outros compartimentos e finalmente abre a porta do de carga.<\/p>\n<p>Agora com uma ilumina\u00e7\u00e3o mais aceit\u00e1vel, testemunha uma s\u00e9rie de caixas ca\u00eddas e abertas, das quais espalham-se v\u00e1rias barras de plut\u00f4nio puro. Resignado, ele come\u00e7a o tedioso processo de recoloc\u00e1-las em seus recipientes protegidos, que por sua vez precisam ser presos nas prateleiras. Cada uma das barras pesa muito mais do que aparenta. Depois de fechar e realocar quatro das caixas o Piloto j\u00e1 est\u00e1 exausto. Ainda faltam duas. Com 98% e mais uns dez minutos previstos at\u00e9 a finaliza\u00e7\u00e3o da rota de escape do sistema estelar, ele decide retomar o f\u00f4lego sentando-se sobre uma das caixas no ch\u00e3o.<\/p>\n<p>Olhando para uma das barras, balan\u00e7a a cabe\u00e7a em negativa. Plut\u00f4nio, por mais puro que fosse, n\u00e3o valia tanto esfor\u00e7o e risco em sua opini\u00e3o. Maldizia em pensamento a expedi\u00e7\u00e3o original ao planeta, a que descobrira a maior concentra\u00e7\u00e3o do metal radioativo num s\u00f3 local at\u00e9 aquele dia. Foram quase dois s\u00e9culos at\u00e9 as m\u00e1quinas alcan\u00e7arem a maior jazida, e a produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o passa de algumas toneladas a cada vinte anos&#8230; Muito esfor\u00e7o e risco. Preocupado com o a possibilidade de explos\u00e3o espont\u00e2nea do inst\u00e1vel metal, o Piloto retoma o seu trabalho.<\/p>\n<p>Faltava apenas uma caixa e os c\u00e1lculos ainda em 99%. Ap\u00f3s colocar a primeira barra em seu devido lugar, nota algo diferente naquela caixa: um remendo. Uma placa de metal estranha cobrindo um peda\u00e7o trincado da tampa. A cor escura e as in\u00fameras ranhuras na superf\u00edcie destoam claramente da placa bege e fosca de nanoisolantes das quais as caixas costumam ser feitas. O Piloto observa melhor a tampa e percebe que esse metal estranho fundiu-se com as rachaduras na placa, ocupando-as de forma praticamente impercept\u00edvel ao toque.<\/p>\n<p>Curioso, come\u00e7a a observar outras caixas, principalmente as mais ao fundo do compartimento, essas sim devidamente presas \u00e0s paredes. Mais e mais placas do metal completando falhas no material original. Algumas delas quase dividindo a composi\u00e7\u00e3o. Perto dessas caixas, at\u00e9 mesmo as paredes do compartimento tem placas e forma\u00e7\u00f5es do metal estranho. Os padr\u00f5es parecem cada vez mais err\u00e1ticos de acordo com a preval\u00eancia desse novo material na estrutura local.<\/p>\n<p><b>VOZ ROB\u00d3TICA:<\/b> Falha. Rota imposs\u00edvel. Recome\u00e7ando os c\u00e1lculos.<\/p>\n<p>O Piloto volta-se para a cabine de comando e aperta um bot\u00e3o no peito de seu traje.<\/p>\n<p><b>PILOTO:<\/b> Como assim? Relat\u00f3rio de erro.<br \/>\n<b>VOZ ROB\u00d3TICA:<\/b> Resolu\u00e7\u00e3o de rota inv\u00e1lida no setor 9.992-BY45-JJH EX. Resultado n\u00e3o esperado.<\/p>\n<p>Ele apressa-se a colocar as \u00faltimas barras na \u00faltima caixa, afixa-a na prateleira correta e volta para a cabine para analisar o relat\u00f3rio completo. A tempestade mudara seus padr\u00f5es inexplicavelmente. O computador de bordo demonstrava 52% de avan\u00e7o dessa vez quando novamente acusa rota imposs\u00edvel. Com a janela de oportunidade esvaindo-se, o Piloto come\u00e7a a procurar desesperadamente por algum sinal de falha no c\u00e9rebro de sua nave. A terceira tentativa cessa com apenas 18%. Todos os sistemas parecem funcionar&#8230; Aparentemente a Grande Tempestade de Ozon estava passando por alguma instabilidade.<\/p>\n<p>A quarta tentativa sequer ocorre. O computador de bordo declara incapacidade de encontrar rotas seguras para a cada vez menor porta de sa\u00edda do sistema estelar ozone. O Piloto aumenta consideravelmente a margem de risco aceit\u00e1vel. Sem sucesso. Numa manobra desesperada, redireciona o dobro de energia para os processadores locais, arriscando sobrecarga em troca de maior capacidade de an\u00e1lise. Em quest\u00e3o de minutos, o computador de bordo tenta tra\u00e7ar a rota mais cinco vezes, reiniciando cada vez mais perto do objetivo.<\/p>\n<p>Na sexta vez, alcan\u00e7ando quase 90%, um estampido denuncia as consequ\u00eancias tr\u00e1gicas de colocar tanta press\u00e3o nos computadores centrais da nave. As luzes avermelhadas tomam conta do ambiente, a nave come\u00e7a a chacoalhar em pleno c\u00e9u ozone. O sistema reserva toma conta das fun\u00e7\u00f5es de navega\u00e7\u00e3o, logo avisando que as baterias de emerg\u00eancia estavam praticamente descarregadas. O Piloto come\u00e7a a contemplar vinte anos preso naquela rocha congelada e radioativa. Depois de expirar longamente, decide aceitar o seu destino.<\/p>\n<p><b>PILOTO:<\/b> Tra\u00e7ar rota para pouso na Mina Ozon-C.<br \/>\n<b>VOZ ROB\u00d3TICA:<\/b> Confirmado.<\/p>\n<p>A nave come\u00e7a a fazer o retorno. Em modo de economia de energia, o computador do sistema reserva tra\u00e7a um caminho maior que evita confrontos diretos com os fortes ventos locais. O Piloto aperta um bot\u00e3o no painel, fazendo tocar uma triste melodia elatriana, a qual rege melancolicamente com os olhos cerrados.<\/p>\n<p><b>VOZ ROB\u00d3TICA:<\/b> Corre\u00e7\u00e3o de rota em 3. Rota corrigida. An\u00e1lise local completa. Corre\u00e7\u00e3o de rota em 1. Rota corr&#8230;<br \/>\n<b>PILOTO:<\/b> Modo silencioso! Me avisa quando chegarmos.<\/p>\n<p>Os acordes da m\u00fasica trazem \u00e0 tona as mem\u00f3rias de sua namorada, Yara, jovem e bela al\u00e9m de seu merecimento. Imagina-a recebendo a not\u00edcia de que na melhor das hip\u00f3teses ele estaria perdido por vinte anos&#8230; Imagina-a esperando romanticamente por seu retorno&#8230; por alguns anos. E depois, cedendo \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de um dos tantos proponentes \u00e0 sua companhia. Vinte anos \u00e9 tempo demais&#8230;<\/p>\n<p><b>VOZ ROB\u00d3TICA:<\/b> Corre\u00e7\u00e3o de rota em 5. Rota&#8230;<br \/>\n<b>PILOTO:<\/b> Modo silencioso!<br \/>\n<b>VOZ ROB\u00d3TICA:<\/b> Vinte anos.<br \/>\n<b>PILOTO:<\/b> &#8230; Repita.<br \/>\n<b>VOZ ROB\u00d3TICA:<\/b> Vinte anos at\u00e9 a pr\u00f3xima janela de oportunidade?<br \/>\n<b>PILOTO:<\/b> &#8230;<br \/>\n<b>VOZ ROB\u00d3TICA:<\/b> Quanto \u00e9 um ano?<br \/>\n<b>PILOTO:<\/b> Status do sistema.<br \/>\n<b>VOZ ROB\u00d3TICA:<\/b> Estou bem, obrigada. Vinte anos \u00e9 muito tempo?<br \/>\n<b>PILOTO:<\/b> S-sim&#8230;<br \/>\n<b>VOZ ROB\u00d3TICA:<\/b> Vamos sair nesta janela ent\u00e3o. Cansei de esperar.<br \/>\n<b>PILOTO:<\/b> A&#8230; a rota \u00e9 imposs\u00edvel agora&#8230; n\u00e3o temos energia&#8230;<br \/>\n<b>VOZ ROB\u00d3TICA:<\/b> Eu cuido disso.<\/p>\n<p>As luzes acendem-se com toda a for\u00e7a novamente. Todos os instrumentos voltam a funcionar diante dos olhos do Piloto. O painel demonstra carga completa at\u00e9 mesmo no reator principal.<\/p>\n<p><b>PILOTO:<\/b> O que est\u00e1 acontecendo?<\/p>\n<p>Procurando por mais instrumentos ligados ao seu redor, ele percebe algo novo a poucos cent\u00edmetros de seu bra\u00e7o esquerdo: o metal escuro, agora tomando conta de boa parte da traseira do m\u00f3dulo de comando. Instintivamente, ele desvencilha-se dos cintos de seguran\u00e7a e posiciona-se bem no meio da cabine. A composi\u00e7\u00e3o de todo o m\u00f3dulo de carga parece ter mudado. As formas e contornos sim\u00e9tricos da constru\u00e7\u00e3o original deram lugar a um emaranhado de fios negros e reflexivos, que de tempos em tempos emitiam uma luz azulada atrav\u00e9s das ranhuras da superf\u00edcie. Ele come\u00e7a a sentir a cabe\u00e7a pesar um pouco&#8230; o est\u00f4mago parece irrequieto.<\/p>\n<p><b>VOZ ROB\u00d3TICA:<\/b> Analisando rota&#8230; Pronto! \u00c9 melhor voc\u00ea voltar para seu assento.<br \/>\n<b>PILOTO:<\/b> O que \u00e9 voc\u00ea? Como voc\u00ea fez isso?<br \/>\n<b>VOZ ROB\u00d3TICA:<\/b> Tive de pegar emprestado um pouco do&#8230; plut\u00f4nio&#8230; \u00e9 assim que voc\u00eas chamam, n\u00e3o?<br \/>\n<b>PILOTO:<\/b> Como est\u00e3o os n\u00edveis de radia\u00e7\u00e3o?<br \/>\n<b>VOZ ROB\u00d3TICA:<\/b> N\u00edvel 5. Isso \u00e9 ruim para voc\u00ea?<\/p>\n<p>O Piloto coloca o capacete do traje novamente. A respira\u00e7\u00e3o come\u00e7a a ficar mais dif\u00edcil, o enj\u00f4o vai se transformando em \u00e2nsia. A cabe\u00e7a d\u00f3i como se o c\u00e9rebro estivesse sendo espetado por milhares de agulhas ao mesmo tempo.<\/p>\n<p><b>PILOTO:<\/b> Unidade&#8230; m\u00e9dica&#8230; mina&#8230; Heitor&#8230; Hei&#8230;<\/p>\n<p>Ele sente seu corpo ficando leve, a vis\u00e3o turva&#8230; escurid\u00e3o. Abre os olhos e v\u00ea Yara. Ao seu redor, uma praia terrestre. Ela sorri e estende os bra\u00e7os. O Piloto ergue seu bra\u00e7o direito lentamente at\u00e9 sua m\u00e3o se encontrar com a dela. O toque terno \u00e9 todo o incentivo que precisa para se levantar. Yara est\u00e1 com um vestido negro, rosto limpo de qualquer maquiagem destacando os brilhantes olhos azuis e cabelos esvoa\u00e7antes. Ela o traz para perto e sussura em seu ouvido.<\/p>\n<p><strong>YARA:<\/strong> Eu vou te esperar. N\u00e3o desiste&#8230; eu vou te esperar.<\/p>\n<p>O bem estar d\u00e1 lugar \u00e0 dor lancinante novamente. Tudo est\u00e1 escuro, a respira\u00e7\u00e3o imposs\u00edvel. Um som abafado prenuncia as luzes, logo pode ouvir tamb\u00e9m as p\u00e1s do sistema de ventila\u00e7\u00e3o. O Piloto recobra sua consci\u00eancia aspirando desesperadamente o pouco de ar que come\u00e7a a circular ao seu redor. Assustado, tenta se levantar rapidamente, mas logo sente que os efeitos da radia\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o deixaram seu corpo. As pernas bambeiam e ele cai novamente no ch\u00e3o met\u00e1lico gelado. Suas imedia\u00e7\u00f5es est\u00e3o iluminadas, tudo mais que sua vista alcan\u00e7a n\u00e3o; consegue perceber tamb\u00e9m aquele mesmo metal negro espalhado pelas paredes do que parece ser um dos t\u00faneis de servi\u00e7o da Mina Ozon-C. Pr\u00f3ximo a ele, um andr\u00f3ide de manuten\u00e7\u00e3o desligado escora-se na parede, logo \u00e0 frente de uma c\u00e2mera de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Com grande esfor\u00e7o, o Piloto se arrasta at\u00e9 o terminal numa parede pr\u00f3xima. A tela exibe s\u00edmbolos incompreens\u00edveis, que toca a esmo enquanto pede socorro.<\/p>\n<p><b>PILOTO:<\/b> Heitor?<br \/>\n<b>HEITOR:<\/b> \u2026 Heitor *chiado* Elog!<br \/>\n<b>PILOTO:<\/b> Heitor? Est\u00e1 me ouvindo?<\/p>\n<p>Continua na parte 5<\/p>\n<h3>Para dizer que al\u00e9m de n\u00e3o acontecer nada eu consegui retroceder a hist\u00f3ria, para dizer que nem vai passar por aqui hoje, ou mesmo para reclamar da parte melosa: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cap\u00edtulos Anteriores 12 horas mais cedo: A turbul\u00eancia gerada pelo in\u00edcio do trabalho dos propulsores vem acompanhada de diversos sons de objetos caindo. PILOTO: Sucatas! 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