{"id":6360,"date":"2014-04-06T14:00:12","date_gmt":"2014-04-06T17:00:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=6360"},"modified":"2014-04-20T06:43:56","modified_gmt":"2014-04-20T09:43:56","slug":"desfavor-convidado-um-mago-sem-destino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2014\/04\/desfavor-convidado-um-mago-sem-destino\/","title":{"rendered":"Desfavor Convidado: Um mago sem destino."},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6361\" alt=\"descon-magosem01\" src=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/descon-magosem01.jpg\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/descon-magosem01.jpg 600w, https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/descon-magosem01-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<blockquote><p><em><strong>Desfavor Convidado<\/strong> \u00e9 a coluna onde os impopulares ganham voz aqui na Rep\u00fablica Impopular. Se voc\u00ea quiser tamb\u00e9m ter seu texto publicado por aqui, basta enviar para <a href=\"mailto:desfavor@desfavor.com\">desfavor@desfavor.com<\/a>.<\/em><br \/>\n<em>O Somir se reserva ao direito de implicar com os textos e n\u00e3o public\u00e1-los. Sally promete interceder por voc\u00eas.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Desfavor Convidado: Um mago sem destino.<\/strong><\/p>\n<h2>Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Desde minha tenra juventude, tenho criado hist\u00f3rias e mais hist\u00f3rias, sendo que nenhuma delas consegui finalizar. Surpreendentemente, ao longo do tempo, fui vendo que hist\u00f3rias muito parecidas com aquelas que eu inventava apareciam na TV, no cinema ou em alguma revista em quadrinhos. Na minha opini\u00e3o essas ocorr\u00eancias s\u00e3o coincid\u00eancias, mas tomei a decis\u00e3o de come\u00e7ar a publicar as hist\u00f3rias que crio, mesmo que elas sejam rid\u00edculas, mal escritas e sem sentido. Sendo assim, inicio aqui meu primeiro projeto de fic\u00e7\u00e3o que pode ser influenciada pelos coment\u00e1rios que voc\u00eas deixarem ao final da postagem. Ou n\u00e3o&#8230;.<!--more--><\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o do livro ser\u00e1 feita em cap\u00edtulos e dividido em partes, respeitado assim o limite de 4 p\u00e1ginas das postagens. Quando isso acontecer, ao final da postagem ficar\u00e1 escrita a palavra &#8220;Continua&#8230;&#8221;. Por vezes um outro cap\u00edtulo come\u00e7ar\u00e1 na mesma postagem, mas pretendo evitar que isso aconte\u00e7a, mesmo que o cap\u00edtulo finalizado n\u00e3o atinja as 4 p\u00e1ginas. Espero que gostem da experi\u00eancia e deixem cr\u00edticas e ideias ao final de cada parte do texto. Sempre que adotar alguma ideia de terceiros, criarei um personagem em homenagem ao criador da ideia, al\u00e9m de dar o devido cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Bom, \u00e9 isso gente, aproveitem a leitura.<\/p>\n<h2>Cap\u00edtulo 1 &#8211; Tabula Rasa Parte 1<\/h2>\n<p>Raul acordou com o despertador e a campainha tocando ao mesmo tempo, mas mesmo assim demorou para se levantar. Calmamente desligou o despertador e finalmente foi atender a porta, mas ao olhar atrav\u00e9s do olho m\u00e1gico, n\u00e3o viu ningu\u00e9m. Intrigado, ele abriu a porta e confirmou que n\u00e3o havia nenhuma pessoa por perto que pudesse ter tocado aquela campainha. Ainda tentava entender a situa\u00e7\u00e3o quando viu uma carta no ch\u00e3o, pr\u00f3xima ao v\u00e3o da porta. Pegou a carta, entrou e fechou a porta com uma leve batida de frustra\u00e7\u00e3o. Displicentemente, jogou a carta por cima da mesa da cozinha e fez um caf\u00e9 em uma cafeteira comprada recentemente. Em menos de um minuto ele segurava uma x\u00edcara fumegante nas m\u00e3os e provava um caf\u00e9 forte produzido em Minas Gerais. Saboreou cada gole antes de voltar sua aten\u00e7\u00e3o a carta misteriosa, que permanecia na beirada da mesa e que poderia cair a qualquer momento. Ele se sentou em uma cadeira, pegou a carta e viu seu nome escrito em bela caligrafia, mas n\u00e3o havia nenhum remetente. Aproveitou o vapor do caf\u00e9 para abrir a carta sem rasg\u00e1-la e dentro encontrou um pequeno bilhete que dizia:<\/p>\n<p><em>&#8220;Voc\u00ea est\u00e1 sendo convocado para conhecer os mist\u00e9rios do Grande Buraco Negro do Universo, aguarde alguns dias que entraremos em contato&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>Ele leu e releu v\u00e1rias vezes o bilhete, imaginando qual de seus amigos teriam lhe pregado aquela pe\u00e7a. Logo pensou em Eduardo, um colega fanfarr\u00e3o de escrit\u00f3rio, mas descartou a possibilidade j\u00e1 que o rapaz n\u00e3o sabia onde ele morava. Esqueceu o assunto, guardou o bilhete e foi tomar um banho, esperando que aquele dia ocorresse com tranquilidade, sem outras surpresas. Ao entrar no banheiro, ele percebeu que suas esperan\u00e7as de um dia tranquilo iam por \u00e1gua abaixo, pois uma estranha energia permeava o ambiente. Era uma energia densa, feito uma n\u00e9voa, que aos poucos foi se materializando na silhueta de uma pessoa. A silhueta foi ficando cada vez mais definida e Raul viu que ela se transformava em um homem com cerca de 60 anos de idade.<\/p>\n<p>_Ol\u00e1. &#8211; disse Raul, mas o homem se manteve impass\u00edvel, como se n\u00e3o o tivesse escutado.<\/p>\n<p>J\u00e1 bem materializado e definido, o homem caminhou at\u00e9 a pia, abriu o espelho e pegou um potinho de comprimidos. O homem sumiu no mesmo momento em que engoliu v\u00e1rios comprimidos, deixando Raul pasmo com a situa\u00e7\u00e3o. Minutos se passaram at\u00e9 que ele voltasse a ter alguma rea\u00e7\u00e3o e considerou que aquele evento n\u00e3o havia passado de uma alucina\u00e7\u00e3o. J\u00e1 recuperado do susto, Raul tomou seu banho, se trocou e se preparava para sair quando o quarto foi invadido pela mesma energia que ele havia visto no banheiro. Era o homem novamente, que desta vez se materializava para caminhar da porta at\u00e9 a cama, aonde se deitou e sumiu novamente. Desta vez Raul ficou realmente assustado, pois sua intui\u00e7\u00e3o lhe dizia que aquilo era mais que uma alucina\u00e7\u00e3o. Rapidamente ele saiu do apartamento e desceu as escadas correndo, parou apenas quando chegou na portaria sob o olhar curioso de Pedro, o porteiro da manh\u00e3.<\/p>\n<p>_Bom dia. &#8211; disse o porteiro para um Raul ofegante, que apenas acenou em resposta.<\/p>\n<p>_Algu\u00e9m morava naquele apartamento antes de eu me mudar para c\u00e1? &#8211; perguntou Raul j\u00e1 com o f\u00f4lego retomado.<\/p>\n<p>_Sim, morava um casal de velhinhos chamados Vera e Sebasti\u00e3o. Eles eram muito simp\u00e1ticos, viviam me dando peda\u00e7os de bolos e outros quitutes. No in\u00edcio do ano a senhora morreu de c\u00e2ncer e Sebasti\u00e3o se matou pouco antes de voc\u00ea se mudar para c\u00e1. Como eles n\u00e3o tinham familiares, todos os m\u00f3veis deles ficaram no apartamento.<\/p>\n<p>_Isso explica porque me alugaram esse lugar t\u00e3o barato.<\/p>\n<p>_Algum problema senhor?<\/p>\n<p>_N\u00e3o, problema algum. Muito obrigado pelas informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>_Disponha.<\/p>\n<p>Raul saiu do pr\u00e9dio em dire\u00e7\u00e3o ao ponto de \u00f4nibus, mas logo pensou que iria enlouquecer, pois a n\u00e9voa de energia se espalhava por todos os lugares, com pessoas se materializando aqui e ali. Para piorar a situa\u00e7\u00e3o, pouco depois de se materializarem, essas pessoas sofriam mortes de diversas maneiras. Ele mesmo quase infartou ap\u00f3s ver um \u00f4nibus passar por cima de uma crian\u00e7a e sumir logo ap\u00f3s isso. Desnorteado, ele cambaleava pelas ruas e s\u00f3 foi encontrar tranquilidade em um boteco qualquer. O lugar estava vazio, apesar da algazarra que acontecia da porta para fora. Ali n\u00e3o havia qualquer ind\u00edcio daquela energia macabra e Raul pensou que pelo menos teria algum sossego naquele lugar. Um atendente baixinho e barrigudo vinha em sua dire\u00e7\u00e3o enquanto limpava um copo com um pano \u00famido e encardido.<\/p>\n<p>_Tem dias que \u00e9 melhor nem sair da cama n\u00e9? &#8211; disse o atendente entregando o copo que havia acabado de limpar.<\/p>\n<p>_Nem me fale. &#8211; respondeu Raul, olhando com nojo para o copo.<\/p>\n<p>_Tendo um dia dif\u00edcil? &#8211; perguntou o atendente enquanto colocava um l\u00edquido no copo que Raul n\u00e3o conseguiu identificar.<\/p>\n<p>_Pois \u00e9, coisas estranhas est\u00e3o acontecendo comigo hoje. &#8211; respondeu Raul, ainda sem coragem de beber o conte\u00fado do copo.<\/p>\n<p>_Pois ent\u00e3o veio ao lugar certo, pois esse bar \u00e9 uma esp\u00e9cie de para-raios de gente maluca ou com problemas estranhos. Por\u00e9m recebo todos esses lun\u00e1ticos como um bom anfitri\u00e3o, ainda mais depois que percebi que pessoas com o parafuso solto bebem mais e costumam deixar uma boa gorjeta pra gente. Acredita que outro dia desses apareceu a\u00ed um menino que dizia ver gente morta!?<\/p>\n<p>_N\u00e3o acredito!<\/p>\n<p>_Pois \u00e9, eu tamb\u00e9m n\u00e3o acreditei, mas a\u00ed ele come\u00e7ou a falar da minha m\u00e3e, que Deus a tenha e falou pra mim sobre coisas que apenas ela tinha conhecimento. Aquele garotinho me mostrou que a vida tem mais mist\u00e9rios que a gente imagina e me disse tamb\u00e9m que um dia voc\u00ea viria para c\u00e1.<\/p>\n<p>_Ele falou de mim?<\/p>\n<p>_Claro, voc\u00eas lun\u00e1ticos possuem uma esp\u00e9cie de comunica\u00e7\u00e3o extra sensorial ou algo do g\u00eanero. Agora Neo voc\u00ea tem duas op\u00e7\u00f5es&#8230;.<\/p>\n<p>_Neo? ? ?<\/p>\n<p>_\u00c9 um apelido para Ne\u00f3fito, que \u00e9 como os lun\u00e1ticos chamam os novatos. Agora Neo voc\u00ea tem duas op\u00e7\u00f5es: uma \u00e9 beber o l\u00edquido desse copo e ver a realidade de uma maneira diferente ou sair por aquela porta e se esquecer que um dia esteve aqui.<\/p>\n<p>Raul olhou para o atendente, olhou para o copo, olhou para a porta e tomou uma decis\u00e3o.<\/p>\n<p>Continua&#8230;.<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Chester Chenson<\/strong><\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desfavor Convidado \u00e9 a coluna onde os impopulares ganham voz aqui na Rep\u00fablica Impopular. Se voc\u00ea quiser tamb\u00e9m ter seu texto publicado por aqui, basta enviar para <a href=\"mailto:desfavor@desfavor.com\">desfavor@desfavor.com<\/a>. O Somir se reserva ao direito de implicar com os textos e n\u00e3o public\u00e1-los. Sally promete interceder por voc\u00eas. Desfavor Convidado: Um mago sem destino. 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