{"id":6599,"date":"2014-05-30T06:00:16","date_gmt":"2014-05-30T09:00:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=6599"},"modified":"2014-05-30T01:23:15","modified_gmt":"2014-05-30T04:23:15","slug":"des-cult-ninfomaniaca-volumes-i-e-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2014\/05\/des-cult-ninfomaniaca-volumes-i-e-ii\/","title":{"rendered":"Des Cult: Ninfoman\u00edaca Volumes I e II"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6600\" src=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/descult-ninfomaniaca.jpg\" alt=\"descult-ninfomaniaca\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/descult-ninfomaniaca.jpg 600w, https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/descult-ninfomaniaca-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Mas pode chamar de &#8220;Lars von Trier \u00e9 uma coisa que colocam na sua cabe\u00e7a&#8221;. Demorei para assistir os pol\u00eamicos filmes de Trier sobre a vida de uma viciada em sexo, portanto esta cr\u00edtica provavelmente est\u00e1 meses atrasada de qualquer pretens\u00e3o de utilidade. De qualquer forma, o t\u00edtulo \u00e9 atraente e me permite falar mais sobre o meu diretor preferido.<!--more--><\/p>\n<p>Para quem j\u00e1 esqueceu ou nunca ficou sabendo, Ninfoman\u00edaca \u00e9 um filme dividido em duas partes que gerou muita pol\u00eamica entre o final do ano passado e o come\u00e7o desse, muito em parte \u00e0 natureza expl\u00edcita de suas cenas. O filme conta a hist\u00f3ria de Joe &#8211; uma auto-diagnosticada ninfoman\u00edaca &#8211; e suas experi\u00eancias com centenas de homens desde sua adolesc\u00eancia. Ali\u00e1s, Joe conta sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria: ela \u00e9 encontrada desmaiada num beco por um homem idoso chamado Seligman, e \u00e9 para ele (e com ele) que descreve suas desventuras.<\/p>\n<p>Escrito e dirigido pelo dinamarqu\u00eas Lars von Trier, Ninfoman\u00edaca j\u00e1 nasceu com a certeza da pol\u00eamica. O pr\u00f3prio diretor j\u00e1 afirmara que queria fazer um filme pornogr\u00e1fico, e o resultado final foi claramente bem acima do tom nessa parte que a maioria absoluta dos outros filmes da mesma categoria. Os temas e tons pesados j\u00e1 eram conhecidos de seus outros trabalhos, mas dessa vez o grau de indulg\u00eancia &#8211; tanto visual quanto em dura\u00e7\u00e3o &#8211; finalmente fez Trier passar do ponto de presun\u00e7\u00e3o de genialidade incompreendida e apanhar de verdade com cr\u00edticas.<\/p>\n<p>E n\u00e3o me refiro ao p\u00fablico m\u00e9dio &#8220;eu achei chato&#8221;, essa turma nunca foi grande consumidora do material de Trier; dessa vez foram as pessoas que tem sim paci\u00eancia e interesse para algo mais complexo que carros explodindo, mas acharam tudo pretensioso demais. Claro que as cr\u00edticas foram infiltradas por gente pudica demais (eu ouvi um Aleluia?) para encarar o desfile de sexo expl\u00edcito durante todo o filme, mas dessa vez gente com c\u00e9rebro meteu o pau (ha).<\/p>\n<p>E \u00e9 para elas que eu me dirijo, ou pelo menos \u00e9 a partir desse ponto de vista que vou discorrer sobre minha discord\u00e2ncia: Ninfoman\u00edaca \u00e9 um excelente filme de um excelente diretor. E toda a suposta pretens\u00e3o envolvida ali est\u00e1 exclusivamente na cabe\u00e7a de quem v\u00ea. Sair decepcionado de uma sess\u00e3o de Ninfoman\u00edaca de Lars von Trier \u00e9 mais ou menos como sair decepcionado de uma exposi\u00e7\u00e3o do Picasso porque as &#8220;pessoas n\u00e3o se parecem com pessoas&#8221;.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea pensar no uso estendido da palavra pornogr\u00e1fico, vai come\u00e7ar a entender que dessa vez a pornografia de Lars calhou de estar vinculada com sexo, antes disso seus outros filmes sempre lidaram com exageros de tom. Pense em pornogr\u00e1fico como algo expl\u00edcito e declarado. Exemplos: Dan\u00e7ando no escuro &#8211; aquele com a Bj\u00f6rk &#8211; \u00e9 a pornografia da tristeza. N\u00e3o tem insinua\u00e7\u00e3o ou sutileza, \u00e9 um filme que quer te deixar triste e vai at\u00e9 as \u00faltimas consequ\u00eancias para conseguir. Anticristo? Pornografia do desconforto. Dogville? Pornografia da podrid\u00e3o humana. Melancolia? Adivinha&#8230;<\/p>\n<p>Ninfoman\u00edaca \u00e9 a pornografia da pornografia. O sexo est\u00e1 l\u00e1 para te fazer se sentir sujo, para que voc\u00ea consiga entrar no estado de esp\u00edrito de algu\u00e9m que perdeu qualquer presun\u00e7\u00e3o de sexualidade como algo bonito e natural. Quase todo filme segue a f\u00f3rmula de gratifica\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea com arrependimento imediato. O filme \u00e9 para ter essa pegada &#8220;cinema porn\u00f4 depois de uma semana sem limpeza&#8221; mesmo. Tonto \u00e9 quem vai ver o filme esperando uma an\u00e1lise tocante e delicada sobre a natureza humana.<\/p>\n<p>H\u00e1 de se tomar muito cuidado com essa coisa de enxergar pretens\u00e3o demasiada no que foge da norma. Com certeza existem muitos casos de gente que junta meia d\u00fazia de palavras, sons ou imagens e se finge de g\u00eanio debaixo da cortina da incompreens\u00e3o, mas eu acho uma sacanagem apontar para Lars von Trier e dizer que ele est\u00e1 for\u00e7ando essa barra. Est\u00e1 tudo l\u00e1, muito na cara. Se voc\u00ea est\u00e1 enxergando muita coisa a mais, est\u00e1 analisando um material que nem existe.<\/p>\n<p>Lars von Trier \u00e9 um dos respons\u00e1veis pelo movimento Dogma, que apesar de parecer a coisa mais pretensiosa do mundo, na verdade \u00e9 justamente o oposto: \u00e9 uma c\u00e2mera na m\u00e3o e uma hist\u00f3ria para contar. Se a hist\u00f3ria n\u00e3o segurar e os atores n\u00e3o prestarem, n\u00e3o tem nenhum outro jeito de fazer o p\u00fablico assistir. Ele ainda guarda algumas das manias dessa \u00e9poca do Dogma, no Ninfoman\u00edaca mesmo vemos v\u00e1rias cortes de c\u00e2mera para mesma c\u00e2mera, sinal de que mesmo com o dinheiro que conseguiu levantar, ainda estava teimando em filmar do jeito que ele queria e botando um caminh\u00e3o de press\u00e3o nas costas dos atores. Se errar, vai aparecer no filme, mesmo que indiretamente.<\/p>\n<p>O filme \u00e9 mesmo a hist\u00f3ria de uma mulher viciada em sexo e todos os problemas que isso trouxe \u00e0 sua exist\u00eancia. O ponto de vista de Seligman \u00e9 mesmo o de algu\u00e9m que precisa dar muitas voltas para compreender o que ela fala. A ninfoman\u00edaca e o assexual. Um escritor e diretor tem que escolher cenas e momentos para descrever, se Trier resolveu que aqueles ilustravam melhor a hist\u00f3ria que criou&#8230; que assim seja. Cada um depreende o que quiser delas. Arte n\u00e3o deixa de ser o que o p\u00fablico quer que ela seja.<\/p>\n<p>Pra mim o ritmo incomum do filme \u00e9 uma analogia ao comportamento sexual de Joe: n\u00e3o h\u00e1 um objetivo a ser alcan\u00e7ado a longo prazo. \u00c9 uma s\u00e9rie de cl\u00edmax r\u00e1pidos que eventualmente te esvaziam. Era isso o que Lars von Trier queria que entend\u00eassemos do filme? Foda-se! Ele j\u00e1 se comunicou por sua obra, o que quer que ele quisesse falar j\u00e1 est\u00e1 falado. Aqui que entra a sua compreens\u00e3o sobre o que est\u00e1 consumindo. Nunca dependi da cren\u00e7a que o diretor de um filme estava querendo que eu sentisse algo para efetivamente sentir algo. O filme \u00e9 seu a partir do momento em que voc\u00ea come\u00e7a a assistir.<\/p>\n<p>Gosto da alma &#8220;pornogr\u00e1fica&#8221; dos filmes dele, mas gosto muito mais da liberdade que se tem para entender as coisas que o estil\u00e3o &#8220;Animal Planet&#8221; permite. Sim, Lars von Trier parece um documentarista filmando chimpanz\u00e9s na floresta. Eu provavelmente tenho essa impress\u00e3o por ser uma pessoa distante eu mesmo, mas mesmo depois dos filmes mais &#8220;dogma&#8221; ainda d\u00e1 para se sentir um voyeur na maioria das cenas que ele filma. Essa \u00e9 a cena, essas s\u00e3o as pessoas&#8230; Identifique-se se quiser, sen\u00e3o, observe.<\/p>\n<p>O estilo \u00e9 arriscado, com certeza. A maioria dos filmes de mais sucesso comercial faz das tripas cora\u00e7\u00e3o para que o espectador se sinta parte da hist\u00f3ria e eventualmente saciar suas fantasias pelas personagens que assiste. Acho que em todos os filmes dele que eu vi at\u00e9 hoje aconteceu alguma situa\u00e7\u00e3o onde d\u00e1 vontade de quebrar a quarta parede voc\u00ea mesmo e mudar os rumos da hist\u00f3ria. Entendo porque muita gente n\u00e3o tem est\u00f4mago ou paci\u00eancia de ver esses filmes, o papel de testemunha pode ser desgastante mesmo. Ainda mais no frequente mundo c\u00e3o de suas hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>Acho at\u00e9 que no fator &#8220;trag\u00e9dia&#8221; Ninfoman\u00edaca \u00e9 o filme mais light dele. Ainda atribuo ao ideal de te deixar se sentindo vazio depois de ver o filme, mas se voc\u00ea n\u00e3o fizer um esfor\u00e7o para entrar na cena, dificilmente vai sentir alguma coisa. \u00c9 como se ele estivesse dizendo: j\u00e1 fiz a minha parte, agora faz a sua. A turma do &#8220;\u00e9 pretensioso demais&#8221; provavelmente estava esperando um convite mais direto para se engajar na hist\u00f3ria. Duvido que essa seja a ideia do filme, n\u00e3o foi \u00e0 toa.<\/p>\n<p>Mas falemos mais sobre o filme em si. A partir de agora eu vou tender mais aos spoilers, mas n\u00e3o \u00e9 exatamente um filme de grandes reviravoltas. Voc\u00ea passa quase toda a hist\u00f3ria preso com Joe na sua estrada rumo \u00e0 decad\u00eancia. De qualquer forma: avisados, ok?<\/p>\n<p>Se tem uma coisa que eu n\u00e3o cedo aos cr\u00edticos de Trier \u00e9 a quest\u00e3o da qualidade visual e sonora das cenas. Se Melancolia e Anticristo permitiram cenas mais fant\u00e1sticas, Ninfoman\u00edaca provou que ele consegue tirar leite de pedra, s\u00e3o poucas as oportunidades de montar imagens em locais que n\u00e3o sejam cinzas e\/ou banais, mas mesmo assim o n\u00edvel de fotografia e sonografia m\u00e9dio \u00e9 alt\u00edssimo. A sequ\u00eancia de abertura \u00e9 espetacular, e tudo na cena \u00e9 &#8220;feio&#8221;.<\/p>\n<p>E mesmo nas cenas mais fortes, ainda tem muito ch\u00e3o entre pornografia tradicional e a meta pornografia de Ninfoman\u00edaca: d\u00e1 para pegar o \u00e2ngulo mais expl\u00edcito e mesmo assim encher a cena de significados. Seja vergonha, seja afastamento emocional, seja culpa, seja humor&#8230; cada cena de sexo tem muito mais cuidado e prop\u00f3sito que a m\u00e9dia, inclusive de filmes tradicionais. Tem algumas ideias de cena que s\u00f3 dariam certo com genit\u00e1lias em plena vista mesmo&#8230; N\u00e3o deixe isso mexer demais com seu julgamento: via-de-regra Lars von Trier n\u00e3o colocou essas cenas s\u00f3 para mostrar gente pelada.<\/p>\n<p>E at\u00e9 por essa necessidade, o diretor precisou recrutar um misto de atores desconhecidos e meio esquecidos (vulgo sem nada a perder) com seus de confian\u00e7a: Charlotte Gainsbourg e Stellan Skarsg\u00e5rd s\u00e3o excelentes como os principais e s\u00e3o figurinhas carimbadas de outros longas do diretor. A ninfoman\u00edaca e o assexuado. Muita gente pareceu irritada com a din\u00e2mica, principalmente nas in\u00fameras interrup\u00e7\u00f5es do velho virgem no meio das hist\u00f3rias de Joe. Muito prolixo, muito professoral&#8230; concordo, mas algu\u00e9m parou para se perguntar como escrever um assexual nessa hist\u00f3ria? Evidente que ele teria que agir daquela forma. Se queriam outra personagem na hist\u00f3ria, que escrevessem sua pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Seligman \u00e9 a prova do que eu falo sobre o modo distante que Lars trata suas personagens. N\u00e3o d\u00e1 para se identificar muito com ela, e n\u00e3o d\u00e1 para se identificar muito com ele. Ou voc\u00ea aceita o papel de testemunha, ou vai sair cuspindo abelhas do cinema e repetindo o mantra da pretensa pretens\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 filme para voc\u00ea se imaginar como algu\u00e9m mais corajoso ou inteligente do que \u00e9 na vida real e &#8220;gozar com o pau alheio&#8221;. N\u00e3o gostou? Problema seu. O filme n\u00e3o tenta te acomodar.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea tentar se inserir na hist\u00f3ria a qualquer custo, periga perder cenas brilhantes como a de Uma Thurman, fazendo o papel de uma esposa tra\u00edda tentando fazer seu marido banana e a amante (Joe) sentirem-se culpados. Humor negro da melhor esp\u00e9cie, pornografia de culpa entregue muito al\u00e9m da conta. Chega uma hora que voc\u00ea quer ver at\u00e9 onde vai, mas tamb\u00e9m quer sair dali. A c\u00e2mera parece uma invasora, e voc\u00ea fica impregnado por essa sensa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o era mesmo para voc\u00ea se identificar com ningu\u00e9m ali, o filme est\u00e1 criticando todos os envolvidos. Sabe quando rola aquele clima na mesa de jantar na casa de desconhecidos?<\/p>\n<p>Quando Joe se encontra com um grupo de suporte para viciadas em sexo, a sensa\u00e7\u00e3o de estranhamento te permite uma vis\u00e3o diferente das coisas. Joe faz um discurso sobre como as outras participantes s\u00e3o todas reprimidas, como est\u00e3o apenas fingindo ter uma doen\u00e7a para n\u00e3o assumir que gostam mesmo da vida que levam. O jeito que ela entrega o discurso \u00e9 para convencer mesmo que Joe tem o ponto de vista mais honesto. Mas se voc\u00ea conseguir se manter &#8220;fora&#8221; dela, vai captar a soberba e a defesa de interesses \u00f3bvia t\u00edpica de um viciado; ela quer se enxergar como superiora a qualquer custo. Joe n\u00e3o \u00e9 mocinha nem vil\u00e3, empatia com a personagem s\u00f3 estragaria essa cena.<\/p>\n<p>Na minha opini\u00e3o, Joe \u00e9 a personagem secund\u00e1ria do filme. Seligman &#8211; o assexual virgem &#8211; \u00e9 que entrega as duas conclus\u00f5es mais poderosas de toda a hist\u00f3ria. Uma por pensar fora da caixa, outra por demonstrar que na pr\u00e1tica a teoria \u00e9 outra. Joe passa o filme descrevendo comportamento sexual prom\u00edscuo, falta de interesse pela fam\u00edlia (ela abandona o filho e o marido para se encontrar com um &#8220;dominador&#8221; profissional) e muitos casos de tirar vantagem do sexo oposto.<\/p>\n<p>Seligman faz uma pergunta CLARAMENTE para a plateia: Se Joe fosse homem (o nome n\u00e3o era \u00e0 toa), ela pareceria um ser humano t\u00e3o horr\u00edvel assim? N\u00e3o sei quanto a quem tamb\u00e9m viu o filme, mas isso me pegou de cal\u00e7as curtas (ha). Se ela fosse homem a hist\u00f3ria pareceria bem menos dram\u00e1tica. E muito mais gente estaria disposta a perdoar Joe homem&#8230;<\/p>\n<p>De uma certa forma, Seligman &#8220;absolve&#8221; Joe no final. Joe faz um voto de castidade, comprometendo-se a se tornar assexual na marra. Seligman sai do quarto, e deixa Joe dormindo sozinha, comprometendo-se a ajud\u00e1-la em sua nova vida.<\/p>\n<p>E todos s\u00e3o felizes para sempre.<\/p>\n<span class=\"collapseomatic \" id=\"id69f91595174d9\"  tabindex=\"0\" title=\"SPOILER\"    ><strong>SPOILER<\/strong><\/span><div id=\"target-id69f91595174d9\" class=\"collapseomatic_content \">\nAt\u00e9 que Seligman volta para o quarto e tenta fazer sexo com Joe, afinal, ela faz com qualquer um&#8230; Joe entra em p\u00e2nico e mata Seligman.<\/p>\n<p>E todos s\u00e3o tristes para sempre. Agora sim \u00e9 um filme do Lars von Trier!<br \/>\n<\/div>\n<h3>Para dizer que para uma an\u00e1lise de um filme eu quase n\u00e3o falei dele, para dizer que eu sou pretensioso por achar algo interessante, ou mesmo para dizer que se d\u00e1 trabalho para apreciar s\u00f3 pode ser uma porcaria: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mas pode chamar de &#8220;Lars von Trier \u00e9 uma coisa que colocam na sua cabe\u00e7a&#8221;. Demorei para assistir os pol\u00eamicos filmes de Trier sobre a vida de uma viciada em sexo, portanto esta cr\u00edtica provavelmente est\u00e1 meses atrasada de qualquer pretens\u00e3o de utilidade. De qualquer forma, o t\u00edtulo \u00e9 atraente e me permite falar mais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-6599","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-descult"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6599","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6599"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6599\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6599"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6599"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6599"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}