{"id":6611,"date":"2014-06-01T14:00:44","date_gmt":"2014-06-01T17:00:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=6611"},"modified":"2014-06-01T06:41:11","modified_gmt":"2014-06-01T09:41:11","slug":"desfavor-convidado-um-mago-sem-destino-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2014\/06\/desfavor-convidado-um-mago-sem-destino-6\/","title":{"rendered":"Desfavor Convidado: Um mago sem destino. (6)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6361\" src=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/descon-magosem01.jpg\" alt=\"descon-magosem01\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/descon-magosem01.jpg 600w, https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/descon-magosem01-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<blockquote><p><em><strong>Desfavor Convidado<\/strong> \u00e9 a coluna onde os impopulares ganham voz aqui na Rep\u00fablica Impopular. Se voc\u00ea quiser tamb\u00e9m ter seu texto publicado por aqui, basta enviar para <a href=\"mailto:desfavor@desfavor.com\">desfavor@desfavor.com<\/a>.<\/em><br \/>\n<em>O Somir se reserva ao direito de implicar com os textos e n\u00e3o public\u00e1-los. Sally promete interceder por voc\u00eas.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Desfavor Convidado: Um mago sem destino<\/strong><\/p>\n<h2>Cap\u00edtulo 3 &#8211; Flecha do tempo Parte 1<\/h2>\n<p>Mister Crowley se levantou, foi at\u00e9 um arm\u00e1rio mais ao fundo e pegou uma garrafa e dois copos:<\/p>\n<p>_Whisky? &#8211; perguntou para Raul.<\/p>\n<p>_N\u00e3o, obrigado.<\/p>\n<p>Crowley balan\u00e7ou o copo, cheirou-o e bebeu o Whisky em um \u00fanico gole. Ap\u00f3s encher o copo novamente, disse:<!--more--><\/p>\n<p>_Ap\u00f3s o rompimento da Grande Fraternidade, fui procurado por um grande mago que se dizia ser imortal. Naquele tempo eu era jovem como voc\u00ea e me dedicava a abrir portais para outras exist\u00eancias, o que acabou chamando a aten\u00e7\u00e3o desse mago poderoso. Por\u00e9m os portais que eu abria eram apenas tempor\u00e1rios, meros vislumbres de um universo paralelo e o que aquele homem queria era muito mais do que isso. Ele queria encontrar uma pessoa que realmente conseguisse transitar entre os universos paralelos e eu n\u00e3o era a pessoa certa para isso.<\/p>\n<p>Ele bebeu o segundo copo e encheu-o de novo:<\/p>\n<p>_Eu estava ansioso para provar meu valor como novo membro da Fraternidade Negra e me ofereci para ajudar aquele homem na procura pela pessoa certa. Antes por\u00e9m, seria necess\u00e1rio que eu descobrisse um m\u00e9todo de conseguir transitar entre os universos paralelos e assim me tornar um &#8220;imortal&#8221; como ele. Ele me explicou que haviam apenas uma maneira de se conseguir isso: morrendo.<\/p>\n<p>_Mas estando morto, como iria continuar vivo? &#8211; perguntou Raul.<\/p>\n<p>Crowley bebeu o terceiro copo e respondeu:<\/p>\n<p>_A\u00ed \u00e9 que est\u00e1 o segredo, voc\u00ea n\u00e3o precisa morrer para estar morto. Aquele homem me explicou que eu deveria invadir a consci\u00eancia de algu\u00e9m e convencer aquela pessoa a se matar enquanto eu estivesse no controle. Por\u00e9m, deveria ser um suic\u00eddio involunt\u00e1rio, ou seja, nada de cortar os pulsos, se enforcar ou algo do g\u00eanero. A pessoa invadida deveria morrer por prazer, caso contr\u00e1rio a minha consci\u00eancia estaria destinada a um limbo ps\u00edquico.<\/p>\n<p>Visivelmente embriagado, Crowley encheu um quarto copo:<\/p>\n<p>_A sa\u00edda foi usar todo meu poder para abrir um novo portal e apostar na sorte. Eu precisava encontrar algu\u00e9m maluco o suficiente que deixasse minha consci\u00eancia livre para domin\u00e1-lo e eu achei essa pessoa na figura de um roqueiro. Acontece que naquele exato momento ele e um amigo estavam abrindo um portal para um dem\u00f4nio, ent\u00e3o aproveitei a brecha para entrar na consci\u00eancia dele sem que ele percebesse. Achando que aquilo era efeito da magia que estava praticando, o roqueiro n\u00e3o se importou de ter sua mente invadida por um desconhecido. Pelo contr\u00e1rio, ele at\u00e9 gostou.<\/p>\n<p>_Que estranho, se fosse comigo nunca permitiria algo assim. &#8211; disse Raul.<\/p>\n<p>Mister Crowley bebeu o quarto copo e com dificuldade voltou a sentar:<\/p>\n<p>_Aquele roqueiro vivia drogado e b\u00eabado, sua mente j\u00e1 estava fraca quando eu entrei, ent\u00e3o quase n\u00e3o sofri nenhum tipo de resist\u00eancia. Se fosse uma mente mais saud\u00e1vel e firme, com certeza eu teria mais dificuldade. Aproveitei essa fraqueza para colocar meu plano em a\u00e7\u00e3o e juntos afundamos cada vez mais na bebida. Em contrapartida, eu contava segredos m\u00e1gicos que ele aproveitava na forma de can\u00e7\u00f5es que come\u00e7avam a fazer sucesso. A fama e a bebida transformaram o roqueiro em um trapo e ele acabou morrendo de pancreatite causada pela bebida e eu estava livre para ser imortal, mas&#8230;<\/p>\n<p>_Mas?<\/p>\n<p>_Mas um contrato com o dem\u00f4nio sempre tem suas linhas mi\u00fadas e quando voltei para a minha realidade meu corpo estava decr\u00e9pito e doente, j\u00e1 que o meu tempo original continuou passando sem que eu percebesse. Eu n\u00e3o conseguia me mover, me levantar e nem falar direito, mas tamb\u00e9m n\u00e3o conseguia morrer e me livrar daquela situa\u00e7\u00e3o deplor\u00e1vel. Por\u00e9m, encontrei uma sa\u00edda.<\/p>\n<p>_Qual?<\/p>\n<p>_O portal que eu havia aberto com o roqueiro continuava l\u00e1, mesmo ele estando morto e resolvi entrar por ela. Descobri que aquela abertura se desdobrava para todas as outras vidas daquele rapaz e assim descobri minha imortalidade vivendo na consci\u00eancia infinita de uma \u00fanica pessoa.<\/p>\n<p>_E como sabe que essa experi\u00eancia deu certo?<\/p>\n<p>_Para responder essa pergunta te farei outra, onde acha que estamos?<\/p>\n<p>_No seu escrit\u00f3rio.<\/p>\n<p>_Mas qual a localiza\u00e7\u00e3o exata desse local?<\/p>\n<p>_N\u00e3o sei, Londres?<\/p>\n<p>_Londres?<\/p>\n<p>_Pelo menos foi o que vi pela janela do corredor antes de entrar aqui.<\/p>\n<p>_Interessante,.. Agora v\u00e1 at\u00e9 aquela janela, abra a cortina e me diga o que v\u00ea.<\/p>\n<p>Raul se levantou, foi at\u00e9 a cortina que cobria a janela e abriu-a. O que viu deixou-o de boca aberta, pois do outro lado da janela ele via a si mesmo de costas parado na frente daquela mesma janela. Raul olhou para tr\u00e1s e viu apenas Mister Crowley sentado, sua poltrona vazia e uma porta fechada ao fundo. Ent\u00e3o Raul olhou novamente pela janela e olhou atentamente para o reflexo invertido daquela mesma sala com Mister Crowley sentado, a poltrona vazia e ele de costas olhando para a janela. Raul deu dois passos para o lado e foi seguido com alguns mil\u00e9simos de segundos de atraso pela imagem da janela, balan\u00e7ou os bra\u00e7os e foi seguido novamente. Por fim, ainda confuso, fechou a cortina e voltou para sua poltrona:<\/p>\n<p>_Como \u00e9 poss\u00edvel? &#8211; perguntou.<\/p>\n<p>_N\u00e3o \u00e9 \u00f3bvio? N\u00f3s estamos dentro da sua cabe\u00e7a, nesse exato momento. Toda essa sala foi criada por sua mente subjetiva e aquilo que viu atrav\u00e9s da janela \u00e9 a sua mente objetiva.<\/p>\n<p>_Eu n\u00e3o entendo&#8230;<\/p>\n<p>_Quando voc\u00ea entrou pela porta secreta na Caverna, na verdade voc\u00ea estava entrando em portal dentro de si mesmo. Nesse exato momento, naquele universo original, voc\u00ea deve estar em p\u00e9, parado, olhando embasbacado para as sombras dan\u00e7antes na parede. Aposto que nesse detalhe  das sombras voc\u00ea prestou aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>_Sim&#8230;<\/p>\n<p>_Maldito Plat\u00e3o quando ele revelou isso para o mundo&#8230;. Enfim, esse tipo de portal como esse que voc\u00ea passou, s\u00f3 foi poss\u00edvel porque em uma das realidades que passei, aquele roqueiro tinha uma irm\u00e3 com poderes plenos para abrir portais. Convenc\u00ea-la a abrir um portal para mim foi f\u00e1cil e finalmente me vi livre daquela \u00fanica consci\u00eancia. Ent\u00e3o comecei a transitar por todas as consci\u00eancias da Terra e minha \u00fanica limita\u00e7\u00e3o era n\u00e3o ter um corpo f\u00edsico s\u00f3 para mim, mas quando se \u00e9 onisciente, isso acaba se tornando desnecess\u00e1rio.<\/p>\n<p>_Os magos brancos n\u00e3o fizeram nada para conter o seu poder?<\/p>\n<p>_Fizeram sim e ganharam de mim em muitas realidades, mas em algumas ainda levo vantagem e tenho total controle sobre algumas coisas quando entramos no meu campo de poder.<\/p>\n<p>_Como assim?<\/p>\n<p>_Bem, apesar de aqui ter sido criado pela sua mente, quem tem o controle das coisas sou eu.<\/p>\n<p>_E isso significa?<\/p>\n<p>_Significa que posso te prender aqui pela eternidade se eu quiser ou te matar agora mesmo.<\/p>\n<p>Raul come\u00e7ou a se desesperar, finalmente percebendo a armadilha em que havia ca\u00eddo.<\/p>\n<p>_Calma. &#8211; disse Mister Crowley. _Antes de qualquer atitude da minha parte, eu preciso que voc\u00ea me d\u00ea uma resposta.<\/p>\n<p>_Que resposta?<\/p>\n<p>_Aonde est\u00e1 sua irm\u00e3?<\/p>\n<p>_Claro que sabe, est\u00e1 a\u00ed em algum lugar, basta procurar.<\/p>\n<p>_Ela sumiu quando \u00e9ramos crian\u00e7as, eu acabei de te contar.<\/p>\n<p>_Isso \u00e9 o que voc\u00ea acha que aconteceu, n\u00e3o necessariamente o que tenha acontecido. Vamos ter que cavar fundo para encontrar a verdade, para isso chamarei um velho amigo meu. Mary, venha c\u00e1.<\/p>\n<p>Imediatamente a porta se abriu e Mary entrou por ela:<\/p>\n<p>_Pois n\u00e3o, Mister Crowley?<\/p>\n<p>_Mande chamar o Ivo, n\u00f3s vamos levar nosso convidado para ver as sombras mais de perto&#8230;<\/p>\n<p>Continua&#8230;<\/p>\n<p><em><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Chester Chenson<\/strong><\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desfavor Convidado \u00e9 a coluna onde os impopulares ganham voz aqui na Rep\u00fablica Impopular. Se voc\u00ea quiser tamb\u00e9m ter seu texto publicado por aqui, basta enviar para <a href=\"mailto:desfavor@desfavor.com\">desfavor@desfavor.com<\/a>. O Somir se reserva ao direito de implicar com os textos e n\u00e3o public\u00e1-los. Sally promete interceder por voc\u00eas. 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