{"id":6964,"date":"2014-07-23T06:00:11","date_gmt":"2014-07-23T09:00:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=6964"},"modified":"2014-07-23T03:48:00","modified_gmt":"2014-07-23T06:48:00","slug":"sindrome-de-estocolmo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2014\/07\/sindrome-de-estocolmo\/","title":{"rendered":"S\u00edndrome de Estocolmo"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar de S\u00edndrome de Estocolmo? Pois \u00e9, hoje vamos falar dela. S\u00edndrome de Estocolmo \u00e9 o nome dado a um estado psicol\u00f3gico no qual uma pessoa submetida a um tempo prolongado de intimida\u00e7\u00e3o passa a ter simpatia e at\u00e9 mesmo sentimento de amor ou amizade por seu agressor. Sim, isso existe e \u00e9 mais comum do que a gente pensa. \u00c9 uma varia\u00e7\u00e3o do Transtorno de Estresse P\u00f3s Traum\u00e1tico. Vamos come\u00e7ar pelo b\u00e1sico.<!--more--><\/p>\n<p>Ganhou esse nome gra\u00e7as a um assalto ocorrido em um banco em Estocolmo no ano de 1973, onde os assaltantes mantiveram suas v\u00edtimas ref\u00e9ns por quase uma semana. A pol\u00edcia tra\u00e7ou uma estrat\u00e9gia para libert\u00e1-los, mas, para a surpresa de todos, os ref\u00e9ns n\u00e3o apenas se recusaram a colaborar, como ainda atrapalharam a a\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia usando seus corpos como escudos para defender o assaltantes e responsabilizaram a pol\u00edcia, aos berros, por tudo de ruim que estava acontecendo. Ficou todo mundo olhando com cara de bunda sem entender nada.<\/p>\n<p>Quando finalmente os assaltantes foram presos, as v\u00edtimas insistiam em defende-los e n\u00e3o colaborar judicialmente para que eles sejam condenados. Chegaram a criar um fundo de arrecada\u00e7\u00e3o para custear a defesa dos criminosos. O ocorrido chamou a aten\u00e7\u00e3o e um psic\u00f3logo especializado em criminologia que havia orientado a pol\u00edcia durante o assalto, chamado Nils Bejerot, que acabou apelidando este estado psicol\u00f3gico de \u201cS\u00edndrome de Estocolmo\u201d. Com o tempo e a notoriedade do caso, o nome se popularizou.<\/p>\n<p>As explica\u00e7\u00f5es s\u00e3o muitas, considerando a complexidade da mente humana, mas, como leiga, n\u00e3o me sinto no direito de aprofundar. Em termos bem gen\u00e9ricos, o que acontece \u00e9 o seguinte: a v\u00edtima est\u00e1 sempre em uma condi\u00e7\u00e3o de sujei\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode reagir a aquela intimida\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o, diante dessa impot\u00eancia e do medo que essa sujei\u00e7\u00e3o \u00e0 intimida\u00e7\u00e3o provoca, ela acaba por tentar ver o lado bom de seu agressor, por tentar se identificar com ele, jogando um holofote em pequenas \u201ccoisas boas\u201d que ele fa\u00e7a, como lhe dar comida ou um cobertor. <\/p>\n<p>Essa rea\u00e7\u00e3o incoerente de se sentir grato ao agressor vem da dor e do medo de perceber a situa\u00e7\u00e3o real de perigo e agress\u00e3o que est\u00e1 sofrendo. A pessoa se convence que \u00e9 normal, que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o ruim assim, que h\u00e1 uma motiva\u00e7\u00e3o de alguma forma justific\u00e1vel para fazerem isso com ela, para n\u00e3o ter que lidar com o grau de viol\u00eancia que aquilo representa. Ela simplesmente n\u00e3o consegue lidar com a realidade e sua mente a transmuta ofuscando coisas ruins e ressaltando coisas boas, para que ela possa tolerar o trauma que est\u00e1 vivenciando.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 burrice. \u00c9 um mecanismo inconsciente que nasce diante da impossibilidade de lidar com uma situa\u00e7\u00e3o muito traum\u00e1tica, somado a um estresse f\u00edsico e emocional desgastantes. \u00c9 quase que uma estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia da v\u00edtima, pois se ela fosse obrigada a confrontar a realidade nua e crua, n\u00e3o aguentaria. N\u00e3o \u00e9 escolha, \u00e9 um processo inconsciente para protege-la, a v\u00edtima n\u00e3o se d\u00e1 conta do que est\u00e1 acontecendo. H\u00e1 uma identifica\u00e7\u00e3o emocional com o agressor como forma de negar a real agress\u00e3o que est\u00e1 sofrendo e como forma de se aproximar dele em uma tentativa desesperada de mitigar os danos que possa sofrer.<\/p>\n<p>Isso normalmente era associado a crimes violentos, como assaltos, sequestros e raptos, o que facilita seu tratamento, pois cessando a agress\u00e3o, tendem a cessar os efeitos dessa s\u00edndrome. E se fosse s\u00f3 isso, eu provavelmente nem escreveria um texto, pois quais s\u00e3o as chances disso acontecer com voc\u00eas?Mas, de uns tempos para c\u00e1 alguns estudos apontam que as rela\u00e7\u00f5es humanas est\u00e3o t\u00e3o estressantes e desrespeitosas que epis\u00f3dios de S\u00edndrome de Estocolmo est\u00e3o come\u00e7ando a aparecer nas rela\u00e7\u00f5es do dia a dia, como por exemplo uma rela\u00e7\u00e3o com um chefe abusivo, pais abusivos ou c\u00f4njuges abusivos. Com a diferen\u00e7a de que um crime \u00e9 pontual, uma rela\u00e7\u00e3o pessoal \u00e9 a longo prazo, o que provocaria uma dila\u00e7\u00e3o dos seus efeitos. H\u00e1 quem chame isso de \u201cS\u00edndrome de Estocolmo Moderna\u201d.<\/p>\n<p>Pode reparar que geralmente filhos de m\u00e3es abusivas ou rompem em definitivo com elas ou ent\u00e3o s\u00e3o de uma submiss\u00e3o de dar pena: defendem as atitudes escrotas da m\u00e3e sempre com algum fator externo que as justifique: \u201cEla sofreu muito na vida\u201d ou coisa do tipo. Como se fosse inerente a sofrimento descontar no pr\u00f3prio filho. O mesmo vale para esposas de maridos agressivos: \u201cEle estava estressado\u201d, como se estar estressado te autorize a bater em algu\u00e9m. A pessoa n\u00e3o consegue ver a realidade porque sua mente lhe prega uma pe\u00e7a, protegendo-a de algo que lhe seria doloroso demais. Se por um lado aquilo \u00e9 necess\u00e1rio a ela, tamb\u00e9m a joga em uma armadilha de n\u00e3o conseguir reconhecer que vem sendo sistematicamente abusada.<\/p>\n<p>O grande mecanismo que escraviza uma pessoa com S\u00edndrome de Estocolmo \u00e9 a necessidade de autopreserva\u00e7\u00e3o: a pessoa acredita que n\u00e3o pode sair daquela situa\u00e7\u00e3o e s\u00f3 se aliando ou simpatizando com o agressor pode conseguir minimizar os danos que vai sofrer. Por isso a v\u00edtima procura nunca desagradar seu agressor e ampliar pequenos atos que ele pratica tidos como atos de bondade, mas que na verdade n\u00e3o s\u00e3o mais do que obriga\u00e7\u00e3o: \u201cEle me deu comida\u201d (\u00f3bvio, se n\u00e3o voc\u00ea morreria e n\u00e3o valeria nada como sequestrado), \u201cEla me criou\u201d (\u00f3bvio, ela \u00e9 sua m\u00e3e, \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o dela te criar) ou \u201cEle paga meu sal\u00e1rio\u201d (\u00f3bvio, voc\u00ea trabalha para ele, \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o legal fazer isso).<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, a primeira parte do texto se encerra aqui: para que exista a S\u00edndrome de Estocolmo,n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio um crime b\u00e1rbaro, basta que exista uma rela\u00e7\u00e3o de poder e coer\u00e7\u00e3o, amea\u00e7a de morte ou danos f\u00edsicos ou danos psicol\u00f3gicos e um tempo prolongado de intimida\u00e7\u00e3o. E hoje em dia isso pode se dar em rela\u00e7\u00e3o empregado\/empregador, m\u00e3e\/filho, marido\/mulher e de muitas outras formas. Agora que voc\u00eas tem essa informa\u00e7\u00e3o, de que \u00e9 uma distor\u00e7\u00e3o involunt\u00e1ria, inconsciente e necess\u00e1ria para a pessoa, nunca mais quero ouvir ningu\u00e9m dizer que \u201cFulana \u00e9 burra, se ela continua com ele \u00e9 porque gosta de apanhar\u201d, combinado?<\/p>\n<p>Infelizmente a gente tende a fazer isso. A chama a pessoa de babaca, ot\u00e1ria e burra. Mas n\u00e3o \u00e9. \u00c9 uma cegueira intelectual. A pessoa n\u00e3o \u201cgosta\u201d de apanhar como muitos costumam dizer. N\u00e3o. Ningu\u00e9m gosta de apanhar (bem, talvez os masoquistas, mas n\u00e3o vem ao caso). Se ela continua com ele pode ser porque sua mente bloqueou a no\u00e7\u00e3o real do que est\u00e1 acontecendo, por ser doloroso demais, e ela n\u00e3o pode ver com clareza a real dimens\u00e3o dos fatos. Essa pessoa precisa de ajuda, n\u00e3o que voc\u00ea vire as costas e ache bem feito ela se foder porque n\u00e3o se mexe para sair dali. Ela n\u00e3o percebe, n\u00e3o muda, n\u00e3o se mexe, porque n\u00e3o consegue sequer mensurar o que est\u00e1 acontecendo. N\u00e3o por ser burra, mas por um mecanismo inconsciente que pode um dia acontecer com cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p>A tenta\u00e7\u00e3o de gritar a verdade na cara da pessoa \u00e9 enorme. D\u00f3i ver algu\u00e9m que gostamos se fazendo mal, fazendo escolhas erradas. Por\u00e9m, esfregar a verdade na cara da pessoa tal qual se esfrega o focinho de um cachorro que fez xixi no lugar errado n\u00e3o ajuda, s\u00f3 atrapalha. Pense comigo: se a pessoa n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de ver aquela realidade, a ponto do seu inconsciente precisar criar uma realidade paralela para que ela consiga sobreviver, \u00e9 porque ela PRECISA daquele escudo e n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de ficar sem ele, tal qual a pele queimada precisa de uma bolha para prote\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Se voc\u00ea chega e tenta ajudar arrancando um escudo necess\u00e1rio, periga causar um dano enorme e a pessoa ainda vai identificar voc\u00ea como algu\u00e9m que lhe faz mal, que lhe tira uma prote\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria.Vamos ter um pingo de sensibilidade e aprender a ajudar os outros de uma forma mais elaborada? Gente n\u00e3o \u00e9 cachorro, gente n\u00e3o se trata aos gritos nem com ordens nem com viol\u00eancia. Ali\u00e1s, nem cachorro deveria ser tratado assim.<\/p>\n<p>Da\u00ed surge a quest\u00e3o: nesse mundo moderno onde o ser humano se trata cada vez com mais descaso, onde empresas exploram de forma cruel seus funcion\u00e1rios, onde pais n\u00e3o tem mais tempo para criar seus filhos, onde os relacionamentos s\u00e3o de gosto duvidoso, at\u00e9 que ponto se adaptar a essa realidade \u00e9 de fato uma adapta\u00e7\u00e3o ou um sintoma da S\u00edndrome de Estocolmo Moderna?<\/p>\n<p>Supondo que voc\u00ea tenha um chefe que pratique ass\u00e9dio moral regularmente com voc\u00ea, te destrate, te desrespeite, te esculhambe, at\u00e9 que ponto tentar focar nos aspectos positivos dele \u00e9 uma forma de continuar funcional, mantendo seu emprego ou \u00e9 um mecanismo negador? Dif\u00edcil tra\u00e7ar a linha que divide a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o de um problema psicol\u00f3gico quando o mundo est\u00e1 t\u00e3o barbarizado. Nem me atrevo, isso \u00e9 discuss\u00e3o para os coment\u00e1rios.<\/p>\n<p>At\u00e9 que ponto temos que nos conformar que o mundo n\u00e3o \u00e9 um mar de rosas e que temos que criar mecanismos para conviver e tolerar pessoas ruins? At\u00e9 que ponto \u00e9 doentio para manter uma rela\u00e7\u00e3o, qualquer que ela seja, nos iludirmos e iluminarmos apenas os pontos positivos e fechando os olhos para os pontos negativos? E, para fechar o par\u00e1grafo de perguntas, at\u00e9 que ponto essa adapta\u00e7\u00e3o \u00e9 a \u00fanica forma de lidar com a situa\u00e7\u00e3o? Em resumo, quero te perguntar se hoje, voc\u00ea sabe dizer qual \u00e9 seu limite sem se desrespeitar para dizer um \u201cchega dessa merda\u201d. Pense a respeito. Muitas vezes voc\u00ea est\u00e1 em uma situa\u00e7\u00e3o t\u00e3o estressante que te coloca em um erro grave de percep\u00e7\u00e3o, porque a realidade \u00e9 dolorosa demais. Sempre se pergunte isso quando passar por uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Esse olhar para dentro \u00e9 muito pessoal, infelizmente n\u00e3o posso acompanha-los nessa jornada dado o grau de subjetivismo. \u00c9 bem mais f\u00e1cil identificar a S\u00edndrome de Estocolmo nos outros, como por sinal o \u00e9 com qualquer equ\u00edvoco. Da\u00ed surge a pergunta do que fazer se uma pessoa com a qual voc\u00ea realmente se importa estiver nessa situa\u00e7\u00e3o. Complicado, muito complicado. <\/p>\n<p>Como eu disse, n\u00e3o se arranca das m\u00e3os de uma pessoa um escudo quando ela ainda precisa dele, sob pena de fazer mais mal do que bem. Entenda, n\u00e3o \u00e9 que ela queira se esconder atr\u00e1s de um escudo, ela PRECISA dele. Se voc\u00ea quer ajudar, fortale\u00e7a a pessoa at\u00e9 que ela n\u00e3o precise mais do escudo e o abandone voluntariamente, caso contr\u00e1rio a pessoa vai se voltar contra voc\u00ea, porque ao olhos dela, agressor \u00e9 quem tenta lhe tirar um escudo indispens\u00e1vel para sua sobreviv\u00eancia. Existem inclusive relatos de pessoas que foram for\u00e7adas \u201cna marra\u201d a ver essa realidade e que n\u00e3o seguraram o tranco por j\u00e1 terem uma tend\u00eancia preexistente. Acabaram por desenvolver uma esquizofrenia ou ter um surto psic\u00f3tico. Respeitem os escudos que as pessoas criam, se eles est\u00e3o l\u00e1 \u00e9 porque s\u00e3o necess\u00e1rios.<\/p>\n<p>O primeiro passo \u00e9 acolher a pessoa. Afeto, compaix\u00e3o, seguran\u00e7a. Uma pessoa que est\u00e1 vivenciando isso \u00e9 uma pessoa fragilizada. Fique ao seu lado, seja um ombro amigo. Escute sem julgar. Deixe a pessoa desabafar, pode ser que ao se ouvir ela comece a perceber algumas coisas. Permita que a pessoa se sinta segura com voc\u00ea. N\u00e3o confront\u00e1-la n\u00e3o quer dizer ser c\u00famplice do que ela est\u00e1 fazendo e sim respeitar sua fragilidade. Ajude ela a se fortalecer primeiro.<\/p>\n<p>O grande pulo do gato \u00e9 desarmar esse mecanismo e fazer a pessoa ver que 1) Ela pode sim sair dessa situa\u00e7\u00e3o ; 2) N\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel ser tratado assim independente de qualquer fator externo e 3) O agressor n\u00e3o fez nenhuma bondade para com ela, o agressor \u00e9 apenas um agressor. Veja bem, n\u00e3o \u00e9 DIZER isso \u00e0 pessoa, \u00e9 fazer ela ver. N\u00e3o adianta dar o 4, \u00e9 mais indicado dar apenas o 2 + 2. E quem vai ter o timing certo e as palavras mais adequadas para isso \u00e9 um psic\u00f3logo.<\/p>\n<p>O ideal \u00e9 a interven\u00e7\u00e3o de um psic\u00f3logo e talvez de um m\u00e9dico em conjunto prescrevendo medicamentos, em um primeiro momento. Tudo vai depender do grau. Incentivar a procurar ajuda profissional \u00e9 um primeiro grande passo, pois estes profissionais est\u00e3o aptos a fortalecer a pessoa para que ela possa largar esse escudo em vez de arranc\u00e1-lo \u00e0 for\u00e7a gerando ainda mais traumas. Ent\u00e3o, se voc\u00ea quer ajudar, em um primeiro momento apenas acolha, em um segundo momento ajude a refletir e incentive a procurar ajuda profissional.<\/p>\n<p>Para os que assistem a esse espet\u00e1culo deprimente na condi\u00e7\u00e3o de amigos ou parentes, \u00e9 duro lidar com tanta nega\u00e7\u00e3o, mas o ideal \u00e9 demonstrar afeto e compreens\u00e3o para que a pessoa n\u00e3o te veja como uma amea\u00e7a. Depois que ela se tranquilizar e confiar em voc\u00ea, v\u00e1, aos poucos, incentivando um tratamento. A linha t\u00eanue entre permitir que a pessoa fique na in\u00e9rcia e impor um tratamento precocemente pode ser dif\u00edcil de delimitar, pois na \u00e2nsia de ajudar tendemos a acelerar o tempo dos outros. Seja paciente, n\u00e3o force nada e se valha de muita conversa.<\/p>\n<p>A S\u00edndrome de Estocolmo costuma ser passageira, mas para isso \u00e9 indispens\u00e1vel que a fonte de agress\u00e3o ou intimida\u00e7\u00e3o seja suprimida, o que pode ficar bem dif\u00edcil quando o agredido n\u00e3o percebe que \u00e9 aquilo que lhe faz mal e at\u00e9 mesmo sente um afeto ou gratid\u00e3o por essa pessoa. Mas agora que voc\u00ea sabe de onde vem e como funciona, tenho certeza que vai ficar mais f\u00e1cil ajudar. Paci\u00eancia e sabedoria.<\/p>\n<h3>Para dizer que isso n\u00e3o existe e \u00e9 frescura, para perguntar se hoje n\u00e3o era dia do Somir ou ainda para dizer que n\u00e3o quer saber dessas coisas e s\u00f3 passa aqui para ler SiagoTomir: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar de S\u00edndrome de Estocolmo? Pois \u00e9, hoje vamos falar dela. 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